Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, outubro 03, 2017

A grande vitória do PCP em Setúbal.
Perdão. Corrijo: a grande vitória da Maria das Dores em Setúbal.
E a grande derrota do PCP em Almada.
Perdão. Corrijo. O voto de confiança de Almada na Inês de Medeiros


Enquanto nas televisões e nos jornais todos se afobam a ver quem aparece com o comentário mais inteligente e todos têm explicações elaboradas para tudo o que aconteceu, eu, moça simplória, para tudo o que acontece tenho explicações simples.

A saber.

Setúbal.

Vitória do PCP coisa nenhuma. Vitória da Maria das Dores, isso sim. Por acaso, a Maria das Dores é do PCP mas podia ser do PS, do BE ou ser independente. Algures no tempo deu-lhe para ali e por ali se foi deixando ficar. Mas, cá para mim, é tão comunista como eu. Mas também não é grave porque, para o efeito, não faz grande diferença.


O que ela é é trabalhadora, empática, gosta de ter a cidade arranjada, vê-se obra. 

Em tempos passou por lá, por Setúbal, um burgesso, qualquer coisa Cáceres, não me lembro do nome do homem. Toda a gente abominava tal pessoa. Uma coisa na base do pato-bravo desqualificado que descaracterizou a cidade e deixou má memória.

Setúbal assolada por crises de desemprego, as fábricas a despejar gente para as ruas e, na autarquia, um matrafão que arrancava árvores, que empedrava tudo, que atafulhava a cidade do que a cidade não precisava.

Foi-se embora mas a fasquia inferior ficou bem definida. Uma coisa assim, jamais. De facto, a preocupação, ao votar, é que seja em alguém que seja o oposto dele. Depois dele, a malta só quer gente civilizada, de boas contas e boas maneiras, e capaz de sorrir.

Acontece que a Maria das Dores, pelo que se tem visto, é assim mesmo -- e, portanto, a milhas do tal bicho de má memória. E é bonita, bem arranjada, sorridente. Não sei como consegue ter sempre o cabelo tão bonito e ter tempo para aparecer sempre bem maquilhada e bem vestida. É agradável para a população ter uma presidente assim. E a cidade está bonita, cuidada, tem sido valorizada, e há eventos culturais, e ela tem sabido promovê-la e os turistas enchem a cidade, tornando-a vívida, alegre.

Portanto, sem pestanejar, as pessoas votam nela. E votariam se ela fosse de outro partido qualquer pois votam é nela. E era bom que o PCP percebesse isto. 

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Inês de Almada - a rive gauche a quem a merece


É o reverso do que aconteceu em Almada. As pessoas votavam no PCP porque, em regra, se admite que os comunistas são autarcas geralmente competentes e porque nunca tinha surgido candidatura alternativa com boa cara. De facto, os outros partidos sempre olharam para Almada como uma coutada comunista. Por isso, nunca lá punham ninguém de jeito. 

Desta vez o PS pôs a Inês de Medeiros. E ela é simpática, fala bem, olha-se para ela e espera-se que se porte bem, que traga uma maneira diferente de fazer política -- e o PS apresentou um bom programa. Portanto, uns eleitores, talvez aqueles mais conservadores, ainda se deixaram ficar -- mas os outros resolveram ver se é desta que aparece uma boa lufada de ar fresco. Tão simples quanto isto. 



E era bom que o PCP também o percebesse. Nem tanto a ver especialmente com o PS, nem com o efeito da Geringonça (que esvazie o papel do PCP) ou com qualquer outra razão metafísica.  Almada votou na Inês de Medeiros sobretudo porque existe saturação da pasmaceira comunista e uma vontade de ter orgulho na cidade em que se vive e de ver acontecer coisas novas (como a Isabela explica no seu blog).


A velha guarda que votava no PCP por razões ideológicas, recordando os duros tempos do fascismo, é cada vez menor. Agora, para quem não é dos tempos da 'longa noite fascista', das torturas de sono, das vidas clandestinas, etc, os comunistas são vistos como os da CGTP... e pouco mais. E, nas autarquias, são vistos como gente competente e honesta mas sem grande rasgo, sem asas, sem serem capazes de abrir caminhos de modernidade.


A minha mãe hoje dizia-me: 'Antes do 25 de Abril, o PCP ainda se justificava. Agora hoje...? Não. Já não se justifica'. E, no entanto, votou na Maria das Dores. Chamei-lhe a atenção para a contradição. Mas ela confirmou o que eu já sabia: 'Não. Não votei no PCP. Votei foi nela'. Tal como em Almada votaram na Inês de Medeiros.


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segunda-feira, outubro 02, 2017

Passos Coelho é apeado do PSD nas Autárquicas de 2017.
[E eu só estou para ver se ainda não é desta que o Láparo percebe que o melhor é sair da política portuguesa pelo seu próprio pé]
-- Post em actualização permanente --
(Cristas a cantar de galo, Rui Moreira a mostrar que tem maus fígados, Isaltino a provar que os portugueses são exemplarmente inclusivos, Jerónimo de Sousa a achar que os eleitores se enganaram, Passos Coelho a ameaçar que não se vai embora nem por mais uma, António Costa naturalmente feliz, Fernando Medina, radiante, motivado e com vontade de fazer mais. E a estrondosa queda de Almada.)



Enquanto vejo a hecatombe dos resultados do PSD nas grandes autarquias -- um valente pontapé nos autarcas laranjas e um humilhante rombo no seu já escasso orgulho partidário -- e começo a ouvir os comentadores, alguns do próprio PSD (Manuela Ferreira Leite, por exemplo), a indicar o caminho da porta ao incompetente Passos Coelho, interrogo-me: será possível que a lápara criatura continue alapada à presidência do partido ou terá a hombridade de nos aparecer de corda ao pescoço a anunciar que finalmente percebeu que os portugueses não o querem ver nem pintado?



Estou para ver. Eu, se fosse às televisões, arranjava uma daquelas apps que junta adereços às imagens e, quando o nefasto líder do PSD aparecesse nas imagens, juntava-lhe umas orelhas de burro e um rabo a sair-lhe das calças.

Uma aberração destas, que durante anos deu cabo do País e prejudicou a vida de grande parte dos portugueses, tem que sair do palco político debaixo de pateada geral, debaixo de uma saraivada de apupos -- para que perceba de vez que queremos que nunca mais nos apareça pela frente. Imagino que os sociais-democratas lhe estejam com um pó muito superior ao do resto da população mas, seja como for, o que tenho a dizer em relação ao láparo, na prática já um ex-líder, é: Vade retro satana.

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madame cristas gif

Claro que a Madama Cristas canta de galo. Como não? Uma bigodaça das valentes no PSD lisboeta... Claro que até o rato Mickey ganharia à Leal ao Coelho mas é um facto: a Sãozinha andou a bater perna por aí, com peixeirada populista e pouco mais (nada do que diz, espremido, deita sumo) -- mas, reconheça-se, esforçou-se, saíu-lhe do pêlo e, o eleitorado de direita, não tendo melhor alternativa, entregou-lhe o voto. Está de parabéns, claro, tanto quanto o PSD está de luto.


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Entretanto, vejo o senhor do PSD Porto, Álvaro Almeida (acho eu), a assumir a banhada, outra banhada das antigas, e, no meio do desastre, a congratular-se por ter ganho a Junta de Freguesia de Paranhos. E todos os que lá tinha com ele bateram palmas. E eu, que tenho bom coração, até me senti condoída. Ao que o PSD chegou para ficar contente por ter ganho Paranhos.


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Fotografia pequenina a condizer com a pequenez do discurso de vitória

O discurso de Rui Moreira foi uma vergonha, uma coisa ao estilo Cavaco: ressabiado, a ajustar contas. Nem se percebeu aquela conversa. Quem não sabe ganhar, revela que não é de fiar. Ganhou hoje mas não vai longe. Gente com maus fígados acaba corroída pelo seu próprio fel. 

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Estou a ouvir Isaltino e estou intrigada com um senhor com um corte de cabelo muito curioso e meia barba que está atrás dele, com uns olhos muito abertos, e que não pára de abanar a cabeça, para cima e para baixo, com um ar vagamente vingativo. Bate palmas como se estivesse a ajustar contas. Medo...


De resto, dizer o quê? Os Oeirenses quiseram de volta aquele que os tribunais provaram que se abotoou; mas desculpam-no, dizem que, pelo menos, fez obra. Os Oeirenses são assim, gente inclusiva, que acolhe de coração aberto os ex-presidiários Um exemplo para a sociedade, os Oeirenses (e, claro, as minhas mãos tentam encobrir a ironia -- e a mal digerida perplexidade -- que me vai na alma). Quando se quiser perceber bem como são os portugueses, este caso deverá ser tido em consideração.

Isaltino de novo à frente de Oeiras -- ou a prova provada do bom coração dos Oeirenses
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E agora foi Jerónimo de Sousa.  Pela primeira vez a conversa não foi de vitória. Acho que foi a primeira vez. Antes, apesar da linha ser descendente, arranjavam sempre maneira de se comparar com qualquer coisa que fosse mais abaixo para poder cantar vitória. Desta vez não. 

Jerónimo reconheceu que perdeu. Só que, ó céus, veio dizer que os eleitores se enganaram e que, daqui por 4 anos, reconhecerão que se enganaram e voltarão a dar-lhes o voto. Surreal. Há qualquer coisa de trágico no destino do PCP. De facto, em tempos o PCP foi importante. De facto, ainda é um partido a que se associa uma matriz de honestidade e defesa pelos interesses dos trabalhadores. Só que, em muito da sua actuação, anquilosou. Sei do que falo. Há nas pessoas do PCP a sensação que adquiriram direitos. De certa forma, há neles atitudes caciquistas, de donos do pedaço. Movimentam-se em função de interesses partidários. Todos os partidos são assim mas no PCP isso é mais visível (talvez porque sendo mais disciplinados, levam isso mais a sério). Mas os tempos mudam. O passado vai ficando ara trás e, ao votar, os eleitores não estão a atribuir medalhas de mérito pelo feito mas a passar um aval para os próximos anos. E o PCP está, de forma geral, pouco aberto ao futuro. Claro que há excepções. Há autarquias em que o PCP é ainda uma lufada de ar fresco. Mas não são a generalidade e os resultados mostram-no. Jerónimo de Sousa deveria perceber que não foram os eleitores que se enganaram.


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E pronto, Passos Coelho falou. 


E, como acabou de comentar Manuela Ferreira Leite, o pior cego é o que não quer ver. Bem falante como sempre, o Láparo assumiu a derrota mas quanto ao que se esperava, está bem, está: disse que não se demite hoje, não se demite amanhã nem depois de amanhã. Diz que vai reflectir (e assumiu que não é veloz a raciocinar) e que, na melhor das hipóteses, vai pensar na sua recandidatura nas próximas eleições internas. 


Portanto, é o Láparo no seu melhor. Alapado ao partido, pior do que estivesse com ventosas nos pés. O PSD furioso com ele, desejoso de ajustar contas com o passado recente e não vendo a hora de começar a limpar-se do sarro sarnento dele -- e ele sem se ir embora. Faço ideia a raiva que a malta do partido está, a esta hora, a sentir. Um pesadelo para as hostes laranjas. Quase me sinto solidária com eles... ninguém merece... Mas, ao mesmo tempo, é bem feito: puseram-no onde ele está e aplaudiram as sacanices que fez e tornou a fazer. Portanto, agora não se queixem.


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Falou António Costa e agora fala Fernando Medina. Estão felizes. Compreende-se. São ambos pessoas boa onda, gente de bem, olham de frente, sorriem, falam de cor, mostrando conhecimento do que falam e mostram prezar o trabalho de equipa. Falam de futuro, apontam caminhos, estendem a mão. Espero que assim se mantenham, motivados, confiantes, com sentido de dever e com alguma humildade. E que nunca deixem de ser transparentes e probos.


Foi uma grande vitória do PS. Os eleitores mostraram que estão a acreditar nos programas e nas pessoas do PS. É, no fundo, uma responsabilidade grande para o PS.


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Acabo de saber o resultado de Almada, velho bastião do PCP, um forte até agora inexpugnável por parte de qualquer outra força política. As votações estiveram muito tremidas e acabaram por traduzir-se na sua conquista por parte do Partido Socialista. O PCP vai abanar. Para o PCP, a queda de Almada é marcante, é pesada, pois Almada é, para os comunistas, um símbolo. E, para os socialistas, a conquista de Almada, mais do que uma inesperada vitória, é uma responsabilidade de monta. Tomara que Inês de Medeiros tenha unhas para tocar esta extraordinária viola que lhe caíu no colo. Daqui lhe desejo muito boa sorte.


Vejo também que Beja caíu. Outro desgosto para as hostes vermelhas. 

Pode ser que o PCP acorde e veja que os eleitores quando votam não o fazem com um sentido de recompensa por feitos passados mas como uma aposta numa estratégia de futuro. E não tem nada a ver com a Geringonça nem com nada disso, tem apenas a ver com a atitude e os valores do PCP que se encontram frequentemente desfasados da realidade.

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Para acompanhar a evolução das contagens, clicar aqui:

Resultados oficiais das Autárquicas 2017

(Resultados Nacionais - Distrito - Concelho)

Resultados Finais

PS
37,82%
1.956.703 votos
PPD/PSD
16,07%
831.551 votos
PCP-PEV
9,46%
489.189 votos
PPD/PSD.CDS-PP
8,78%
454.290 votos
GRUPO CIDADÃOS
6,79%
351.327 votos
B.E.
3,29%
170.027 votos
CDS-PP
2,60%
134.311 votos


 Votantes
54,97%

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Imagens provenientes, uma vez mais, da arca do tesouro: We have kaos in the garden excepto a primeira que é do Bordoada, a galinha que não sei de que capoeira saíu e a do putativo baronete do Norte.

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sexta-feira, setembro 29, 2017

Teresa Leal ao Coelho deu-lhe hoje o tiro de misericórdia.
Tentou colar o Marcelo à extrema unção mas o Presidente logo a mandou ir dar banho ao cão.
Ora, como é bom de ver, não vou juntar-me ao cortejo fúnebre.
Por isso, com vossa licença: Great Gardens: Glin Castle


Ao fim do dia, íamos para a praia quando ouvimos, na rádio, a surpreendente notícia: Marcelo tinha ido ter com a tiazona do PSD para lhe dar uma palavra de apoio. Ficámos estupefactos. Ambos: 'Passou-se?! O Marcelo foi apoiar a Teresa Leal Coelho?! Como é que é possível?!?!'. Mas, acto contínuo, caímos em nós: 'O Marcelo não é parvo, não ia cair nesta'. Os jornalistas continuavam a noticiar e nós: 'Não, o Marcelo não ia espalhar-se ao comprido desta boa maneira... A história está mal contada.'


Chegados a casa e eu ao meu sofá de estimação, ligo o computador e cá estava o desmentido de Belém, um valente tabefe na Leal ao Coelho: Qual apoio? Estava Marcelo no trânsito, passa a Tia Leal ao Coelho que vendo-o, atravessou a rua para ir cumprimentá-lo. Apoio isso? Qual apoio? Zero apoio.


E pimbas. Como se o caldo não estivesse já entornado, eis que a pouco inteligente criatura, julgando que a malta tem um QI alinhado pelo do láparo, se sai com uma esperteza saloia. Como a malta não é assim tão burra, o que aconteceu é que olhou para ela e o que viu foi a fina criatura a dar mais um tiro no pé. Só que, com a falta de discernimento que tão bem se lhe conhece, o resultado foi que a madama falhou a pontaria e acertou, de vez, no já defunto político que por aí anda exibindo a sua proverbial burrice e o seu igualmente famoso ressabiamento. 'O tiro foi bem na testa, não matará mais criancinhas nos caminhos da floresta', consta que logo concluíram os caciques laranjas, satisfeitos por o enterro do seu fraco líder estar próximo.

No domingo todos encomendarão a sua alma ao seu amigo diabo e o aparelho haverá de se preparar para saltar a pés juntos em cima da tumba (metaforicamente falando, claro está).

E eu, que não faço nem nunca fiz parte da família nem gosto de nada que tenha que ver com cenas mórbidas, com vossa licença não vou participar no velório do láparo.

Assim, tenho andado por aqui a passarinhar, flanado sobre danças e artes, e, nessa divagação, dei com um vídeo supimpa. Partilho-o convosco. Maravilha.

Great Gardens: Glin Castle



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Até já.

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quarta-feira, setembro 27, 2017

Onde não se fala de relatórios sobre tamancos armados nem de fantasmas avençados, espiões invisíveis ou alegados pasquins de referência.
Tão-pouco se fala de láparos, cristas, rangélicos a desapoiar leais ao coelho, isaltinos e outras prendas de questionáveis valias.
Na verdade, com vossa licença, fala-se é da verdadeira arte em forma de gif.



Só para explicar. A semana ainda nem a meio vai e eu já tive a minha dose. Isto de reuniões sem dar tréguas, sem tempo para me preparar, e importantes, e ter que ir para elas apanhando a substância da coisa on the fly, e pelo meio ter que fazer tretas e mais tretas, e ainda ter que aturar gente complicada ou em mau estado psicológico e, en passant, ter que andar de um lado para o outro e, ainda por cima, saber que até que o bendito feriado da semana que vem me chegue vai ser assim em contínuo... dá-me uma canseira que não consigo aqui explicar.

E estou aqui varada de sono e a pensar que vou ter -- já, já -- que me levantar de madrugada porque há senhores por demais executivos que acham que macho-alfa que se preze tem que ter hábitos de galinha, e tudo bem não fora eu estar mais para fêmea-vénus do que para macho-alfa. Gostam. Gostam de marcar reuniões de madrugada, à hora de almoço, a começar às cinco da tarde para acabarem quando acabarem, na véspera de um feriado ou no dia a seguir, tudo para provarem que não estão nem aí para uma folguinha ou para um lero-lero e que um pequeno ócio, então, nem pensar. E eu que gosto tanto de pensar que tenho vida própria... e a ter que me alinhar com eles. Protesto, mando bocas. Mas sou uma entre não sei quantos galfarrros. Por isso, que venham as quotas. Enfim.  E já que estou numa de desabafos. Cansa-me também quando depois das dez da noite ou às dez da manhã de domingo recebo mails a perguntar se estou disponível para reuniões durante a semana. Não respondo. Mas às vezes tenho mesmo que responder. Mas fico animicamente fatigada.^


Resumindo: fico sem paciência para falar de relatórios feitos por fantasmas. Um ghostwriter a tomar conta das notícias e dos comentários parece-me coisa sem grande lógica. Claro que não li o Expresso. É lugar que me vejo forçada a frequentar cada vez menos. Covil de boateiros, coito de autores por conta (sendo que aqui quem pagará conta se esconde atrás de interesses pouco confessáveis).  Não tenho paciência. Um alegado pateta qualquer, daqueles que alegadamente gosta de se armar ao pingarelho, deu-lhe para fazer uma redacção a elencar alegados cenários bélico-metafísicos. Cenário 1: as armas foram roubadas pelo Kim Jong-un para as mandar numa série de foguetes para a lua. Cenário 2: as armas foram para os amigos do Trump de Loures. Cenário 3: as armas foram para os do exército de Napoleão. Cenário 4: as armas foram para os alegados jihadistas de Angola. Cenário 5: as armas foram para Hollywood. Cenário 6: as armas estão escondidas até o Marcelo receber os três ramos. Cenário 7: as armas foram para a patrona da Ordem dos Enfermeiros que ela tem a mania das grandezas e quer negociar devidamente armada. Cenário 8: as armas foram para Rio Maior para um just in case em que as mocas não cheguem para todos. Cenário 10: as armas nunca existiram de facto, era tudo uma ilusão levada a cabo por Luís de Matos. E vai daí, 1ª página do Expresso e, logo, logo, o presciente láparo a cavalo no fantasma. E a SIC e todos os seus alegados jornalistas e demais comentadores a comentarem os urros do láparo e os salpicos que a ejaculação do fantasma espalhou nas lapelas das hostes laranjas -- e todo um frenesim se formou. Há relatório? Foi alguém bom da cabeça que o fez? Foi um espião na reserva? Foi a vizinha da esquina? Foi mesmo um fantasma encartado? Um noir? Quem...? Quem...? E, sem surpresa, a resposta é a de sempre nestas circunstâncias: Ninguém...


Portanto, dizer o que sobre isto...? Nada. A coisa não me diz nada e, é claro, não fui alvejada por nenhum salpico (que não sou parva de me pôr a jeito). Estou limpa. Portanto comentar o quê? Que o láparo anda nisto? Que aos candidatos a suicidados agora juntou os espiões-fantasmas? Não posso. Sou uma alma caridosa. Não gosto de tripudiar em cima de falecidos políticos. Tempos houve em gostava de coelho à caçador. Agora nem isso. Incapaz de papar coelhos.

Ou então discutir se a Cristas bate a Leal ao Coelho ou vice-versa...? Também não. Comentar as não-ideias de duas cabeçolas cheias de vento não é coisa que me assista. Ou vir para aqui gargalhar até às lágrimas com o Rangel a dar ainda mais cabo da vida da Leal ao Coelho? Não. Não me peçam isso. Posso parecer tão santa quanto a mais santa das santas mas, vão por mim, sou é mesmo uma pecadora. Por isso, esfarrapar o meu espírito só para fazer a vontade àqueles de vós que aqui vêm na esperança de me ver a desancar nas indigências políticas que por aí andam arrastando tristes cadáveres políticos... não... isso não é comigo.



Ou pôr-me para aqui a rasgar as vestes porque o Isaltino deve voltar a ser escolhido porque as pessoas querem lá saber de causas ou de éticas ou dessas cenas que incendeiam blogs e faces e instas mas que são espuma a que ninguém oferece voto? Ná... estou cansada dessas frioleiras líricas que escamoteiam a verdadeira alma de quem escolhe. Mais do que fartinha de saber que a malta quer é um mundo governado por isaltinos estou eu.

A sério. 

Na televisão o Pedro Adão e Silva, o Rui Tavares e o Norton a falarem destas coisas. Nem dois minutos. Repetem-se, andam em círculo. Posso estar meses sem os ver que, quando voltar, vai-me parecer que estão a falar da mesma coisa. E, quem diz estes, diz os outros.


Não tenho pachorra.

Por isso não tendo nada que me motive e, sonolenta como estou, incapaz de ir seleccionar fotografias e mostrar coisas bonitas ou ir saracotear a minha beleza pelas ruas dos onlines, com o vosso perdão, ficarei por aqui.

É feio, eu sei, maçar a vossa inteligência para chegar aqui e nada, coisa nenhuma. Mas, acreditem, sou humana, um imperfeito exemplar do tipo manuel germano (ou descodificando para quem não conhece o trocadilho: do género humano). Quando não há nada para dizer o melhor é fazer isto: ficar calada. Tal como acabei de fazer. Caladinha, caladinha. 


[Gifs da autoria de ​Hazal Yalım]

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E queiram, se vos apetecer, continuar a descer até à sarjeta.

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segunda-feira, setembro 18, 2017

Passos Coelho surtou? Ou está em estado de negação? Ou é assim de nascença?


Acabei de vê-lo. Estava aí numa qualquer acção de campanha e o que ele dizia, com aquele seu incomodativo sorriso amarelo, era de dar dó. O homem parece não estar bem. Não é apenas ressabiamento. É mais do que isso. É doença. Doença ou deformação severa.

Aliás, desde que o vejo, acho sempre que não está bem. A criatura nunca percebe o que se passa, revela uma ignorância assustadora, uma distorção mental que o leva a tirar conclusões sempre erradas. Mesmo quando a evidência dos factos prova à saciedade que todas as suas ideias e acções foram erradas ele não percebe. E, também como é apanágio dele, continua a usar argumentação falaciosa e a dar o dito por não dito, denunciando um arrevesamento mental que deve preocupar a sua família, em especial a família política. Como, mistura a falta de inteligência e ignorância com demagogia e embrulha tudo isto com uma voz bem colocada, ainda consegue andar aí pelas feiras a vender o peixe dele. Beneficia, claro, do apoio das televisões que, na incessante procura de casos e tricas, gostam de divulgar as suas parvoíces. 

Tivesse ele alguma vergonha na cara ou algum tino e já há muito teria metido a viola no saco, dado o lugar a outro. Assim não. É vê-lo a dizer disparates como se estivesse coberto de razão. Incomoda ver alguém a fazer números destes. Mesmo os habituais fiéis eleitores começam a afastar-se. Um dia virá em que vão fazer de conta que não o conhecem, em que vão negar que algum dia o apoiaram. Ficará apenas com um apoiante: Cavaco.

Olho-o e penso: isto é uma tristeza. Uma pessoa não se enxergar e andar por aí a fazer estas figuras tristes... 

Não haverá pelas hostes laranjas quem faça a caridade de lhe dizer claramente que deve retirar-se, ir tratar-se, dedicar-se ao canto, treinar a ver se o La Féria finalmente o contrata?

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sexta-feira, setembro 15, 2017

Joana Amaral Dias, a arrogante pespineta com vocação para Inquiridora-Mor, foi ao debate das Autárquicas em Lisboa (na RTP) fazer com que ninguém vote nela


A sério. Nada contra. Não é pessoa das minhas simpatias mas não é por isso. Não a conheço de lado nenhum. Só do que ela se mostra. E se ela se tem mostrado. Politicamente nunca percebi qual era a dela mas isso nunca me afligiu porque não me sobra tempo para desnecessidades.

Nem agora estou numa de macacadas entre candidatos que não interessam nem ao menino jesus. 
Como pode ver-se nos dois posts abaixo, estou mais numa de cavalos montados em cotonetes ou de olhares muito humanos

Mas, ainda há bocado, ao ligar a televisão, na RTP, apareceu-me o debate entre os candidatos a Lisboa e, logo a abrir, aquela Joana Amaral Dias que parece que engoliu um garfo. Muito direita, empertigada e, tal o espevitanço, como se tivesse os dentes do dito garfo espetados no céu da boca. Insuportável. 

Convencida estava eu que, para pessoas como aquela Joana, os adversários seriam os da direita. Na minha ingenuidade, admiti: vai atirar-se às outras duas como se tivesse vontade de as devorar vivas, mal lhe dêem a palavra vai saltar a pés juntos sobre a Cristas e sobre a Leal ao Coelho. Mas, para meu espanto, vejo-a é a atirar-se com inaudita agressividade ao Fernando Medina. 

E também não conheço Fernando Medina senão do que se lhe conhece. Mas tenho para mim que é daquelas pessoas por quem se pode pôr as mãos no fogo. Quase apostaria às cegas que não é desonesto, não é oportunista, não é mal formado. E, sobre isto da compra da casa, nem é uma questão de fé. É a evidência dos factos que são públicos e muito claros. 

Ora a que propósito vem uma maria-flausina daquelas, que nem sei por que partido anda ela agora, atirar-se ao pobre do homem com aquele ar acusador e de agastada superioridade moral? A que propósito, senhores? Mas quem é ela para vir armar-se em agente da polícia de costumes?

Juro: não se atura uma coisa destas.

Em vez de se insurgir com a estúpida campanha de difamação de que Medina está a ser alvo (campanha que julguei lançada pelos apoiantes das duas madamas pafiosas), não senhor. Fez parecer que a campanha partiu dela e que é isso e nada mais que isso o que verdadeiramente a move.

Bem melhor esteve Teresa Leal Coelho que se demarcou da peixeirada que a dita menina estava a querer armar. Francamente. Há pessoas que transformam a sua vida pública num projecto falhado e esta Amaral Dias é exemplo disso. 


Tenho para mim que, nas eleições, vai levar uma corrida em osso já que ninguém aguenta uma pespenica destas, sorrisinho arrogante, metida a besta, toda empertigada, arzinho de menina malcriada, antipática, daquelas a quem a gente tem vontade de mandar ir dar uma volta ou dar banho ao cão.

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E agora aceitem, por favor, o meu convite e desçam até onde a conversa e as imagens são mais simpáticas.

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sexta-feira, agosto 11, 2017

Vários cisnes e nenhum o é


Passo pelos cartazes autárquicos e interrogo-me sobre a eficácia dos meios usados nas campanhas eleitorais.

Por exemplo, vejo a Cristas da Coxa Grossa em grandes cartazes mas em todos eles não é ela, a conhecida peixeira das arruaças e dos papéis coloridos com bonecos levados à Assembleia para ilustrarem ideias imaturas; quem ali está é uma figura em versão Nossa Senhora da Assunção, toda ela photoshopada, uma verdadeira santinha, sem rugas, expressão beatificada. 


Depois é a Teresa Leal ao Coelho com dizeres fúteis, infantins, certamente inventados por marketeers saídos da escola. 


E fico a pensar que esta gente acha que pode ser o que lhe dá na bolha mesmo que não tenha vocação ou preparação para issoou mesmo que ninguém as queira para tal. Retoques nas fotografias e slogans a la minute e aí estão elas e eles, geralmente gente do aparelho, sorrisos plastificados em caras pespegadas em cartazes de beira de estrada.

Depois, em cima disto, há as guerras figadais entre candidaturas: gente que parece odiar-se como se isto fosse uma guerra de seitas e não uma coisa limpa entre gente que, com nobreza de carácter, quer servir as populações. 

Não sei qual a utilidade de cartazes, não sei qual a utilidade das tretas das campanhas nem sei se tudo isto das lutas autárquicas não devia ser limpo à mangueirada. 

Claro que há executivos de grande competência e claro que há gente que está ali para pugnar pela sua terra. Não é isso. Aquilo de que falo é do clima tribal, é da falta de senso na forma como encaram as campanhas eleitorais, é do espírito caciquista que parece estar frequentemente presente nas gentes por esse país fora, como se um lugar numa Junta de Freguesia fosse caso de vida ou de morte, é do vale tudo para fazer uma lista e para tentar tornar credíveis candidaturas que não valem um caracol.

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Olha, a propósito: tantos patinhos.

Ah, não, não são patinhos, são cisnes.

Ah não, espera lá, cisnes não devem ser porque têm pescoço curto... Serão patos marrecos?

(Olha, e um pombinho...)

de Jeff J Mitchell em Edinburgh, UK, in the Guardian
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Olha, aqui abaixo quatro patinhos saltitões. Tão lindos. Tão fofinhos.

Ah, não. Espera lá... São quatro meninas disfarçadas de cisnes.

Ups... Não... São quatro calmeirões disfarçados de bailarinas.

[Les Ballets Trockadero de Monte Carlo no Lago dos Cisnes]

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Olha, os patinhos agora transformaram-se em príncipes. 
Ah não, espera... transformaram-se foi em sapos... 
E olha como eles dançam bem... Ah não, também não são sapinhos, são homens.
Caraças.

(Mas nada é o que parece, caraças...?)

[Guangzhou Military Performance Group - Os cisnes transformam-se em sapos]¨

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Olha... outro cisninho...!

Mas este é um cisninho-gordinho. E tem uma franja loura. Que lindo.

Não... espera... não... não é um cisninho. Nem sequer um patinho...

É uma galinha. É a galinha Donald.

E aterrou ao pé da Casa Branca...
(E logo agora que o pato Trump está a trabalhar no campo de golfe e, para se desenfastiar, a ver se arranja um sarilho nuclear).


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Eu e as pessoas que conheço, sem excepção, sabemos em quem vamos votar desde sempre. Para quê estas campanhas, feitas nestes moldes? Alguém me diz...? E aquelas duas, as pafiasas Cristas e Leal ao Coelho, estão nisto para quê? Para ver se conseguem um lugar de vereadoras? Para salvar a honra do convento e terem candidato? Senão é para quê? Para irem armar peixeirada para a Câmara?

Haja paciência.

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E assim estou, como aqui me vêem, cheia de dúvidas existenciais. Assuntos profundos que me tiram do sério, é o que é.

Portanto, permitam que me mantenha no mesmo registo e termine com alguém que, bem mais do que eu -- oh, bem mais -- sabe tecer reflexões verdadeiramente filosóficas.

E é, até, caso para dizer: ena, Jorge, tanto patinho...!

(Ah, não, perdão, também não é bem isso, é mais: Ena, Jorge, tanto patinho...!)


[João César Monteiro em Vai e Vem -- Diálogo entre pai e filho]

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma feliz sexta-feira.

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sábado, maio 06, 2017

Rui Moreira, uma Casta Diva à moda do Porto


Não sei se o facto de gostar muito do Porto é condição suficiente para me pôr para aqui a opinar sobre candidatos e candidaturas autárquicas daquelas bandas.

Mas, se não for, os portuenses que me desculpem. Não pretendo saber interpretar a alma de quem por lá vive. Na volta são todos uns vidrinhos e, à mínima palavra escrita fora da linha ou dita sem consentimento prévio do rei do pedaço, dá logo azo a um chilique por parte do dito rei, a ameaças de rompimento e o escambau. Não sei. Pensei que era o oposto, que fosse tudo gente de nobr'alma, de superior inteligência, bem acima da carne seca.


Mas agora, porque Ana Catarina Mendes disse o óbvio -- que seria para o PS uma vitória se os seus militantes ou os independentes por si apoiados ganhassem as eleições autárquicas -- ouço dizer que Rui Moreira fez birra, que diz que a bola é só dele e, de bola debaixo do braço, diz que assim não brinca, não quer brincar mais com os meninos da equipa amiga, nem com aqueles que lhe passam a bola. E que não quer mais o apoio do PS.


Devo dizer que, por altura das últimas eleições, antes dele ganhar, estando eu a jantar num belo restaurante no Porto, um num larguinho com uma capela, creio que não muito longe do mar, tive um bate-papo com alguns autóctones e com um outro que, não tendo nascido lá, por lá viveu bastos anos. Gente alinhada à direita, não defendiam nem queriam que ganhasse o Rui Moreira. Eu dizia que ele ia ganhar nas calmas, que é pessoa com ar civilizado, boa onda, capaz, que sabia fazer pontes, que a coisa ia ser na base da canja de galinha. O que lá tinha morado dizia conhecê-lo bem de mais e contou-me umas quantas histórias. Fiquei com a sensação que eram rivalidades familiares antigas e, portanto, dei o devido desconto.

Contudo, agora, ao saber desta reacção chiliquenta, de menina virgem que não quer ser vista na companhia do vizinho não vão as outras vizinhas supor algum amancebamento clandestino -- ou melhor, mostrando ser um misto de virgem ofendida e de starlette peniquenta -- Rui Moreira desceu uns quantos pontos na minha consideração.

O que é que a Ana Catarina Mendes disse de especial ou de errado? Então se ela apostar num cavalo e o cavalo ganhar, ela não pode dizer que ganhou? Que a sua aposta foi ganhadora?... Homessa...!


Então o PS apoia o Rui Moreira, um apoio tão genuíno, e o Rui Moreira faz questão de fazer de conta que o apoio do PS é, para ele, um sacrifício...? Ou, se ele ganhar, o PS não pode mostrar contentamento...? E que passa bem sem o apoio do PS...? Ridículo!


Eu, se fosse ao PS chegava-me ao pé dele e dizia-lhe: olha lá, oh minha casta diva, ou bem que gostas de ser apoiada pelo PS e gostas que o PS te apoie às claras e convictamente ou, se é para fazeres o número da virgem sonsa ou da diva niquenta e petulante, então fica na tua que há mais quem goste e a gente vai mas é partir para outra. Xô.

Claro que, inteligente como ele é, há-de de cair na real mas, depois deste fricote, acho mesmo que a excelência está a pedir um abre olhos. Um sustozinho, por assim dizer. A kind of lição de humildade, por exemplo, para ver se a prima-dona aprende a não desdenhar de quem, de bom gosto, lhe tem dado a mão.

(Mas nada de dramalhões à Assis, for goodness' sake, mais uma afirmação da autonomia e competência socialista, nomeadamente na pessoa do íntegro e bacano Manuel Pizarro.)


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Seja como for, daqui vai um presentinho da Sta UJM para Rui Moreira -- e, em troca a santa UJM pede-lhe que se porte como um homem e não como uma casta diva.


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E até já que eu vou ver se acordo para vir conversar convosco sobre a Doris.

(Mas aviso que isto, esta noite, está do piorio, só adormeço, credo, acho que tenho que ir dormir a sério. Mas, se não esta noite ainda, amanhã durante o dia talvez seja. Ou a Doris ou a minha ida à nutricionista)

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sábado, março 18, 2017

Onde a autora do blog Um Jeito Manso se questiona:
Serei um marialva? Quem olha para mim pensa: 'ui, que machão...'?


Sexta-feira à noite é noite de folga, a começar por folga mental. Nada desperta o meu intelecto. Melhor: o intelecto está em piloto automático e podem chover picaretas que me mantenho como estou, zen. Aliás, passo a vida a ouvir dizer que, nesse aspecto, gostavam de ser como eu, parece que nada a afecta - dizem. E é verdade: raramente me sinto transtornada e, nas raras vezes em que isso acontece, sou de uma estranha frieza. Dou, então, por mim, mantendo-me eu calma e a ferrar o dente na jugular de quem me maçou. No outro dia, depois de uma destas, em plena reunião, o outro, que fisicamente era de tipo urso gigante, disse, todo ofendido com a rabecada que tinha cabado de levar: 'calo-me já' e eu: 'acho melhor' e ele calou-se. E tenho a certeza que as minhas pulsações continuavam baixas como sempre são. 

Sei que o meu post sobre as duas madames PàFs que a Estátua de Sal divulgou no Facebook bombou, tantas as críticas: que só um machão podia ter escrito tal coisa, que o marialvismo estava ali bem presente, que uma mulher nunca teria escrito tal coisa, que era tempo de ultrapassar os traumas, que era conversa de troglodita, que tanta coisa boa naquelas duas extraordinárias candidatas haveria para dizer e que logo eu tinha ido falar nas pernas delas. 

E, claro, também alguns comentários de apoio entre os quais alguns espichando virilidade de algibeira.

Não sei como se sentem as pessoas que escrevem textos sobre os quais meio mundo salta a pés juntos. O que sei é o que eu sinto: nada. Caiam a pés juntos, esvoaçando ou como quiserem: nada. Nem ponta de emoção. Melhor: grande parte das coisas dá-me vontade de rir -- e não estou a dizer isto para me armar, é mesmo verdade. 

Na volta, sou um humanóide. Um humanóide machão.

Como não tenho conta no Facebook não pude ir lá dizer de minha justiça mas a verdade é que também não tinha muito a dizer. Não conheço o pensamento das duas PàFiosas que vão a votos nas autárquicas de Lisboa pelo que só posso falar do que elas mostram: pernas, 'bocas' e, de quando em vez, palhaçadas.

[Não é à toa que Marcelo está preocupado com o que vai acontecer ao PSD e ao CDS depois das eleições em Lisboa. Se, mesmo antes do espectáculo que aí vem, as sondagens já mostram a trajectória descendente da direita em Portugal, imagine-se o que será depois... Para além disso, a gazeteira Leal ao Coelho e leal também ao Vale e Azevedo está a deixar os psd's francamente enervados pelo que a campanha tem tudo para ser um penoso caminho para uma humilhante derrota].


E mais? Ah, pois: assim de repente não me lembro de padecer de nenhum trauma. Só se for uma topada que uma vez dei, descalça, num móvel e que ainda hoje, volta e meia, me dói. Acho que, na altura, devo ter partido um dedo do pé. Mas, sinceramente, não sei se isso justifica o que escrevo. Diria que não.

E acho que machão também não sou. Daqui a nada vou ali ver-me ao espelho para ver se descubro algum marialva dentro de mim. Nunca dei por ele mas sei lá: eu a achar que sou muito feminina e, na volta, quem me vê pensa: olha o gabiru que ali vai

Tirando isso, nada mais a dizer. 
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Ah, esperem. Parem tudo.

Então não é que a Dindinha saltou para a capa da Revista do Expresso? Não posso crer.


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E até já que tenho mais uma coisinha para dizer.

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sexta-feira, março 17, 2017

Teresa Leal Coelho e Assunção Cristas adversárias em Lisboa.
Uma luta sem tréguas se adivinha.
Qual delas vai gritar mais? Qual delas vai mostrar mais o pernão? Qual delas vai ser mais venenosa para o partido da outra?
É a luta de duas peixeiras, cada uma a achar que é mais sexy e mais mortífera que a outra.
É a luta na lama que o povão aguarda com impaciência


  • Depois da Madame Cristas da Coxa Grossa ter surpreendido Passos Coelho com uma aparatosa chicuelina, antecipando-se à decisão laranja e avançando elle-même para a lide autárquica na capital,

  • e depois do Láparo ter andado em estado de estupor catatónico sem saber o que fazer, convidando estrelas da televisão ou do futebol que, uma a uma, lhe foram dizendo que fosse dar banho ao cão (ouvi Lobo Xavier, pessoa sempre muito bem informada, dizer, com ar condoído, que foram 24 os convites, 24 as negas. Duas dúzias de tampas nas fuças do láparo. É obra),
eis que a ressabiada criatura tira uma coelha da cartola, deixando enfurecidos os aparelhísticos correlegionários que juram fazer o ajuste de contas na noite eleitoral.

Madame Teresa Leal ao Coelho, Coelha de vasta folha de serviço e pernão tão garboso quanto o do partido adversário, vai ser a estrela da luta na lama que se antecipa. As eleições autárquicas em Lisboa são, pois, o palco em que as sex bombs vão degladiar-se.


Sabendo-se como a Assunção é permeável ao louvor via sms e que as mensagens redobram de entusiasmo quanto mais ela pisa o risco e solta a franga que há dentro dela, é de supor que os insultos à Madama do pernão laranja e pescoço gordo não vão fazer-se esperar.


E a Madama do pescoço gordo, que se enrola em echarpes para tapar o colo enquanto destapa o pernão, vai, certamente primar pelo contraste, vai armar-se em fina -- Madama Embaixatrix, noblesse oblige --,  vai fazer de tudo para achincalhar a outra, coitada da Assunção que assina de cruz, tadinha dela, aproveitando para mostrar ao chefe que não descansará enquanto não vingar a afronta que a outra lhe fez. E, acima de tudo, ela quer que o láparo saiba que ela o tem sempre junto ao coração.

(E tão bem fornecida é de afectos que, como a imagem mostra, o leal coração até se lhe alastrou para a poitrine do lado).

E, no meio destas tricas todas, o povão que gosta é de ver ao que isto chegou pelas bandas dos PàFs, vai ficar à espera. Já se fazem apostas e a Madame Teresa Guilherme já esfrega as mãos de contente não podendo esperar para relatar, em directo, os puxões de cabelo e os apalpões mais indecentes entre aquelas duas.


Antecipa-se também que Rentes de Carvalho dará entrevistas a todos os jornais dizendo que, se votasse em Lisboa, votaria numa das três só para mostrar que não acredita na política e que, se pudesse mesmo, votaria era na própria lama.


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Está na hora de começarem os combates.

Da minha parte só posso garantir uma coisa: distanciamento para poder comentar com isenção os movimentos mais arrojados.

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Este post tem uma adenda -- aqui

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terça-feira, dezembro 13, 2016

Passos Coelho e Assunção Cristas casam, esta terça-feira, pelo civil.
Consta que os padrinhos vão ser Medina Carreira e Teodora Cardoso.
Diz que a o copo de água será abrilhantado pela grande cantora Kátia Aveiro.
Festa de arromba, portanto. As autárquicas estão no papo!


Diz que o PSD e CDS assinam esta terça-feira, pelas 18h, o Acordo Quadro Para as Coligações Autárquicas. Em comunicado enviado às redações pelos sociais-democratas, os dois partidos informam que vão candidatar-se em coligação sempre que seja essa a vontade das estruturas locais. A assinatura do acordo está marcada para esta terça-feira às 18h num hotel em Lisboa.


Não se sabe ainda em que autarquias é que as estruturas alinham na referida suruba -- mas não faz mal. Candidatos fortes é o que não lhes falta. Quer do lado do PSD, quer do lado do CDS, resmas, paletes. Tudo de primeira. Laurinda Alves, do lado laranja, ou a aquela menina com cada de má, a tal de Meireles, do CDS, tudo gente catalisadora, com um magnetismo extraordinário. O Montenegro, a Albuquerque e o Bacorinho já cantam pelos cantos: Já ganhou, já ganhou...! Ou seja, para eles, as autárquicas já estão no papo. 


Em Lisboa, a Miss Cristas da Coxa Grossa, está à vontade. A menos que o láparo, cuja inteligência brada aos céus, se encha de brios e vá pedir meças. Acho que, bem aconselhado como anda, ainda se vai sentir incentivado a tal. Todos gostávamos de ver qual a sua percentagem quando comparado com a da so called Miss Kiwi.


Vejo a fotografia acima e a atitude corporal fala por si: não se gramam nem à lei da bala mas, sonsos e broncos como são, acham que conseguem enganar o zé pagode. Cara de quem comeu e não gostou, incomodados com o hálito um do oudro, a evitarem o contacto visual não vá sentirem um vómito a subir das entranhas -- eis os dois líderes dos partidos da oposição que vão, pois, anunciar à plebe que vão concatenar-se sempre que a turbamulta aparelhística o deseje.

Passos Coelho já está com ar de cadáver adiado, já faz lembrar aquele do Fim-de-semana com o morto. O pessoal do PSD já o arrasta como um corpo morto que para ali anda, fedendo.


Isto ele. Quanto à Cristas, a senhorita ainda não percebeu que nem sempre a coxa grossa alavanca na vertical. Por aí anda a fazer o circuito da feira, da febra; e, no intervalo, vai à Assembleia da República mostrar os trabalhos manuais que faz à noite com os filhos, uns quadrinhos básicos e destituídos de sentido que deixam toda a gente constrangida.

Medina Carreira, o padrinho do casal de Páfes,
sempre cheio de bons augúrios

Mas, ok, casamentos de conveniência, ainda que coisa fora de moda, talvez tenham mesmo subsistido até aos nossos dias. Coisa de antanho mas pronto. O que não falta são eleitores também já muificados que ainda não perceberam que já lá vai o tempo em que, à frente do PSD e do CDS, ainda havia gente minimamente decente (teremos que recuar uns anos valentes, ir lá para bem antes do Cherne Durão ou do vice-Portas -- mas enfim).

Teodora Cardoso,
a madrinha que anda há meses a oferecer
presentes ao casal.
Infelizmente tudo ovos chocos

No entanto, gostos não se discutem e, nesse pressuposto terei que achar que o casório pode ser uma festa bonita de se ver. Para tal, recomendo que o simpático casal de padrinhos, Medina Carreira e Teodora Cardoso, abrilhante a festa com as suas cassândricas previsões. Tarot, búzios, bola de cristal, vela de incenso, pata de galinha, rabo de gato, défices, gráficos, tudo em cima da mesa - e eles os dois de turbante a atender os convidados. 

E, como a ficarem-se por aí, a nível de diversão, a coisa pode azedar, sugere-se que, para além do banquete onde certamente não faltarão os cachos de camarões e a lampreia de ovos moles, se tente animar o ambiente com um forró a preceito. 

Concretizo: para que os convivas possam arejar a pernoca e demais interiores, recomenda-se que sigam o dress code da brilhante artista Kátia Aveiro, a tal que provocou a ira do mano Ronaldo ao ir fecundar-lhe a cama com o tal Cláudio Coelho (o cujo já veio dizer que - e cito - A Kátia vai andando com um e estando com outro) e que, mal ela desate a fazer que canta, façam todos coro com a garbosa garina e lhe sigam a sofisticada coreografia.


Já mostro o seu último vídeo gravado em Cuba mas antes, e porque este é um post político, recomendo ainda que uma outra figura dos tempos áureos do passos-relvismo não deixe de ser convidada: o Miguel Gonçalves, mais conhecido pelo nick Miguel Bate-Punho. As hostes pafianas andam desconsoladas, há que tentar levantar-lhes os ânimos.


Claro que, embora a festa se anuncie como civil, não faria mal que, ainda que apenas em espírito, pairasse por sobre os convidados o Santo Padroeiro Aníbal. Traz sempre sorte e bom astral.

Vulgo São Nini

Para finalizar, um pormenor. Sendo tudo jet set, é prudente que se contratem seguranças. Diz que há uma firma muito boa que tem sede num sótão e cuja testa de ferro dá pelo nome de código F. Lima. Diz que detecta espiões atrás de arbustos a olho nu. è melhor porque nunca fiando.

E mais nada. Só que a festa tem tudo para ser bonita, pá, e não é preciso ser da família do professor Karamba para adivinhar que os resultados das autárquicas prometem: Uma maravilha.

Claro que a Cristas vai meter o Láparo no bolso. Uma pena.

E a seguir regressa o Portas e mete a Cristas no bolso. Outra pena.

E tudo correrá lindamente se, a seguir, não aparecer a Ana Gomes e não puser o Portas no bolso, ou seja, num submarino (ao fundo). Uma pena irrevogável.

A intrépida Caça Irrevogáveis

E, para terminar em beleza, direi que, no fim, aparecerá o Rangel que anunciará que vai acabar com o regabofe no PSD e, para que o Santana Lopes não 'mande bocas', até vai ter como primeira-dama a Maria Leal -- uma das tais que, qual J. Pinto Fernandes, ainda não tinha entrado na história. 

Paulo Rangel, a fera que ainda vai salvar o PSD
Maria Leal, a sexy woman que não faz parte da história


E que comece o baile!

DKB - Acurrucate ft. Katia Aveiro



E, agora, a supra-citada Maria Leal que, se não Primeira Dama de Portugal, pelo menos, ainda vai a biógrafa de Paulo Rangel (a moça tem ar de ser boa a fazer biografias a paf's)


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E boa sorte ao auspicioso casalinho
(refiro-me a Passos Coelho e Assunção Cristas).

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E a todos, meus Caros Leitores, desejo um dia muito feliz.

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