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segunda-feira, setembro 28, 2026

A atitude de Nuno Markl perante o AVC. E a atitude do meu pai também perante o seu AVC.

 

Em especial quando a coisa me toca de uma forma profunda e, ainda mais, quando já aqui a abordei tantas vezes e segundo diversas perspectivas, evito falar. Soará a déjà vu, poderá ser uma seca.

Estou com o computador no colo e já me ocorreu escrever sobre diversos outros temas, mas a verdade é que não comecei, e isto porque o que se sobrepõe é o AVC do Markl. 

AVC
Imagem gerada pelo ChatGPT

Por isso, rendo-me, não há volta a dar: é sobre isso que vou voltar a escrever. 

Quando eu tinha uns quarenta anos, numa manhã, no trabalho, soubémos que um colega tinha saído a voar para o hospital, que tinha acontecido alguma coisa à mulher. Ninguém sabia ao certo o que seria.

Só apareceu no dia seguinte e por pouco tempo. Muito transtornado. A mulher tinha tido um AVC gravíssimo. Ele ainda não estava nele. Julgava, como eu também julgava, que era coisa que acontecia a pessoas mais velhas. Ela, jovem, magra, dinâmica, seria a última pessoa a quem se pensaria que podia acontecer. Factores de risco: fumar muito e, disse ele, parece que também poderia ter a ver com a pílula. Mas, ao certo, ele pouco sabia dizer, estava em pãnico. Esteve em coma, ela. Temeu-se o pior. Quando estava a trabalhar, ele mal conseguia falar no assunto, custava-lhe a acreditar. Com filhas pequenas, foi um pesadelo que se abateu sobre a família. Sobreviveu. Perdeu a fala, perdeu o andar. Teve uma recuperação lenta, difícil.

Anos depois, quando ela já trabalhava normalmente, estive num almoço em que ela estava na minha mesa. Fez-me muita impressão. O marido já me tinha avisado: normal, normal, ela não está, as palavras por vezes vão e não vêm. Por isso, eu já estava preparada. Talvez o que me tenha feito mais impressão é que continuava a fumar. Parecia inconsciente do risco. Mas, a falar, também exigia de nós uma atenção grande. Por exemplo, disse-me: 'passas-me aí o relógio?'. Fiquei a olhar, espantada. No entanto, vi que tinha estendido a mão na direcção do cinzeiro. Dei-lho, e ela agradeceu, aparentemente sem se dar conta da troca da palavra. Depois, mais à frente, queria dizer botão e dizia 'aquilo que entra na casa'. Mas dizia isto no meio da conversa, normalmente, como se não percebesse que, quando estamos a conversar normalmente, usamos palavras e não charadas. A seguir a conversa derivou para o ensino e ela, animadamente, queria criticar a reforma que a ministra tinha introduzido. Contudo, seguir a sua conversa foi um desafio. Apesar de me parecer que ela agia como se estivesse fluente, a sua conversa soava quase incongruente, embora me parecesse que talvez fosse porque não usava as palavras certas. Isto, enquanto fumava cigarro atrás de conversa. Quando comentei com o meu colega o facto de ela fumar tanto depois do AVC tão grave, ele encolheu os ombros: 'Já desisti. não é fácil... Percebeu isso, não percebeu?'. Noutra vez ele comentou: 'À vista desarmada parece bem, ninguém diz aquilo por que ela passou, recuperou os movimentos, anda bem, tem força nos braços. Mas a cabeça....'

Cada caso é um caso, disso não há dúvida.

O livro "Valsa lenta" no qual José Cardoso Pires relata como foi com ele: outros sintomas, outra evolução (e outra aflição).

Com o meu pai, metade do corpo foi à vida: a perna, o braço, e o campo visual daquele lado ficaram inactivos. Os movimentos da perna e do braço acabou por recuperar. A boca ao lado, ao fim de um dia ou dois estava normal. A fisioterapia faz milagres. Nunca simpatizou nem com andarilho nem com bengalas, quase como se quisesse preservar o orgulho de conseguir andar pelos seus próprios meios. Andava sozinho, embora agarrando-se aos móveis, subia e descia a escada sozinho, apoiado no corrimão, andava sozinho no jardim. O meio campo visual é que se perdeu irreversivelmente. E a orientação geográfica de proximidade, de início, também. Para sair do quarto, abria a porta do roupeito e ficava desorientado, sem perecber como entrar, para ir para a sala não sabia se era para a esquerda ou para a direita, quando estava na sala às tantas dizia que queria ir para casa, quando afinal o que queria era deitar-se.

E acertar com a medicação foi difícil. Por vezes alucinava, dizia que havia uma fenda na parede, queria que a minha mãe chamasse um pedreiro para arranjar a parede. Outras vezes, dizia que tinha deixado ficar as chaves num sítio em que poderia vir alguém e pegar nelas. A minha mãe dizia que as chaves estavam no lugar delas e que não entrava ninguém dentro de casa que as levasse, e que não havia fenda nenhuma. Então, exaltava-se, gritava, achava que a minha mãe não ligava ao que ele dizia, achava que a minha mãe negava a evidência de uma corrente de ar que passava pela fenda. A minha mãe chegou a dizer que já não o aguentava mais naquele estado, e que eu fosse lá a casa resolver o assunto. Quando lá cheguei, vi que ele estava num estado de pressão assustador, parecia ir rebentar a qualquer momento, enervado, stressado, a tender para o agressivo. Consegui levá-lo ao hospital. Alteraram-lhe a medicação e ficou bem. Outras vezes estava num estado de prostração que nos deixava a temer o pior. A minha mãe ia falar com o neurologista que alterava a medicação e ficava melhor.

Passava temporadas muito bem. Autónomo a nível das refeições e da higiene, sentava-se e levantava-se sozinho, conversava normalmente. A perna e o braço que ao princípio não mexiam, voltaram a funcionar. Chegou a ir passar o natal a nossa casa, chegou a ir passar o dia à nossa casa no campo, andou por lá a passear (com a minha mãe ou eu a dar-lhe a mão), chegou a ir ao casamento do meu filho (quando foi o da minha filha ainda estava bem). Só declinou de forma muito evidente quando partiu o colo do fémur na sequência de uma queda e foi operado. A partir daí tudo se complicou de vez.

Quando vejo o Nuno Markl no seu passo ainda hesitante, quando o vejo com o braço inerte, inevitavelmente penso no meu pai.

Mas vejo como ele encara as limitações com sentido de humor e, aparentemente, sem pudor e sem receios. E constato como isso é positivo.

O meu pai não. Sentiu o que lhe aconteceu com tristeza, desânimo. E não gostava que o vissem assim. E não gostava de sair de casa não apenas porque parece que se sentia humilhado por outrora ser tão autónomo e em tão boa forma física e, naquela altura, já tão frágil, a carecer da mão de alguém. Sobretudo, apavorava-o a perspectiva de ter vontade de ir à casa de banho e, com a sua lentidão e dificuldades, não chegar a tempo. E isso, para ele, seria a humilhação maior, temia ser objecto de comiseração ou chacota.

A forma como o Markl brinca com a situação, apesar de ainda ter os movimentos da perna um bocado presos e de ter um braço ainda incapacitado, a forma como se arrisca a ir para um palco ou para um estúdio de televisão, talvez demonstrre que parte da forma como o corpo reage a uma rasteira destas tem muito a ver como o modo como a cabeça reage.

Enquanto teve energia e cabeça para isso, o meu pai empenhava-se fortemente na fisioterapia e nos exercícios. A sua tenacidade enchia-me de orgulho e os seus progressos espantavam-me. Mas tudo o que fazia, fazia sempre com tristeza, sempre como se a vida o tivesse privado do prazer de ter liberdade de movimentos e total autonomia durante os últimos anos da sua vida, como se percebesse que não poderia voltar a ir fazer caminhadas para a praia, não poderia voltar a ir passar férias no verão para o Algarve e na primavera para a Curia ou para um desses sítios de que tanto gostavam. não poderia voltar a conduzir, não poderia fazer as suas marcenarias, não poderia voltar a ir ao mercado comprar peixe fresco, não poderia voltar a fazer as suas belas caldeiradas para a família. Essa consciência das suas limitações faziam com que se sentisse diminuído e, no seu íntimo, ele sentia-o como uma condenação a uma morte antecipada. E talvez isso fosse um acelerador para o seu declínio, enquanto o optimismo e o sentido de humor do Markl talvez sejam um reforço vitamínico, um autêntico catalisador para uma recuperação mais feliz.

Mas não sei. Não há AVCs iguais. Não há pessoas iguais. Esta é uma realidade complexa (e temível).

Bom mesmo é prevenir o mais possível pois passar por uma destas não é bom para ninguém. E bom mesmo seria que houvesse instituições públicas que apoiem na recuperação de pessoas a quem isto acontece. Pessoas sem condições para estarem internadas meses numa clínica privada ou para pagarem fisoterapia privada três vezes por semana ao domicílio durante meses como fazem? Entregam-se à fatalidade de ficarem acamados até morrerem? Isso, sim, deveria ser objecto de reflexão para os nossos políticos. Toda a gente tem direito à dignidade e à recuperação na sequência de um acidente. E escrever isto não deveria soar a lirismo.

sábado, setembro 05, 2026

Está tudo louco ou a Montenegro & Ventura deram cabo disto tudo?
--- De novo, a palavra ao meu marido ---

 

A coisa está curiosa. O Seguro manda dizer (afinal tem ou não tem quem fale por ele?) que ficou "furioso" com o discurso do Neves na Madeira. Deve ter sido uma gritaria das antigas em Belém, só é pena que ninguém tenha ouvido. Em contrapartida, o Montenegro diz que está tranquilo quanto ao discurso do Neves. Claro que a questão de ter sido desautorizado pelo Neves é um pormenor sem importância. Antes assim, mais vale malharem no Neves do que falarem nas 12 horas de espera nas urgências, na compra das fragatas, na barraca dos exames e, sobretudo, do que falarem no aumento do custo vida. Percebe-se que o Montenegro esteja tranquilo, a coisa está tão complicada que dá jeito ter um Neves para aparar os "raios". O que o Montenegro não percebe é que, quando o raio cai, tudo o que está perto fica chamuscado.

Já agora, falando em gente inconscientemente tranquila. Alguém tem que dizer à mocinha da saúde que os ministros, teoricamente, estão lá para resolver os problemas pondo em prática as medidas que são necessárias. Vir para as televisões dizer que está muita coisa mal, que algumas ainda vão piorar, como por exemplo os tempos de espera, e não resolver um único problema, antes pelo contrário tomar medidas que os agrava como faz a Ana Paula, é de uma pelintrice de espírito que até chateia. Aliás, o diretor executivo do SNS tem exatamente o mesmo discurso e também não dá uma para a caixa. Estas coisas pegam-se, sabe-se! Será que o Seguro também fica furioso com estas tiradas dos responsáveis pela saúde e ninguém nos diz nada?

Em resumo entre as fúrias do Seguro e a pelintrice de espírito e falta de ética de quem nos governos a coisa vai mal. 

Haverá luz no fundo do túnel?

sábado, agosto 15, 2026

Férias & fragatas Luís Nuno Montenegro Melo
(E uma breve actualização sobre o estado do nosso cão)
--- A palavra ao meu marido ---

 

A rapaziada do governo continua a julgar que a maralha é ignorante, que pensa pouco e que acredita na primeira patacoada que é posta a correr na comunicação social. 

É provável que assim seja em muitos casos, mas felizmente ainda há quem tenha dois dedos de testa e ainda vai existindo alguma imprensa que lá vai escrutinando minimamente o governo. 

Depois da descarada mentira do Montenegro que não tirava férias e agora ser apanhado dia sim dia sim a descansar de férias, vem a justificação do Nuno Melo sobre o preço das fragatas que tem tudo para ser mais uma efabulação a la Montenegri. Vir dizer que a diferença de 25% no custo das fragatas, comparativamente com as fragatas compradas pela marinha italiana se deve à inflação, a serem destinadas a operar no Atlântico ao contrário das italianas, e aos sistemas que vão ser instalados não é credivel. Primeiro as fragatas portuguesas e as italianas serão entregues nos mesmos anos. A inflação tem que afetar de forma semelhante ambos os fornecimentos e os preços finais devem ser idênticos. Este argumento nada justifica. Não cola  dizerem que as fragatas compradas por Portugal são diferentes das italianas porque estão preparadas para operar no Atlântico e as compradas por Itália vão operar no Mediterrâneo. Qualquer um com um conhecimento médio ou, quiçá, médio baixo sabe que a Itália faz parte da NATO e que, pelo menos, no âmbito da NATO as fragatas italianas têm que operar no Atlântico Norte. Também não é justificação. E vão dois a zero. Resta a história dos sensores serem especiais de corrida. Se tem a ver com a operação no Atlântico não se percebe, se tem a ver com particularidades de actuação da MP ainda se percebe menos. Os requisitos operacionais são fundamentalmente definidos pelas operações de âmbito NATO nas quais ambos os países participam. E diferenças de preço de centenas de milhões não podem ter a ver só com sistemas diferentes nos navios, quando, ainda por cima, os navios são desenhados para operar nos mesmos cenários e no mesmo tipo de operações. Também não é justificação para diferenças de centenas de milhões de euros. Aliás, é curioso comparar este tipo de justificações com o que ministro disse numa entrevista à CNN. Referiu que ainda não estava definido o que estava incluído no fornecimento de cada fragata e, pasme-se, não conseguiu confirmar ou desconfiar se as fragatas traziam helicóptero. Se ainda não está definido o equipamento das fragatas como podem justificar a diferença de preços com este argumento?

Sabemos que este governo é bom a esbanjar dinheiro mas neste caso não é esbanjar, é pornografia. A despesa pública dispara, o ministro da educação tem um devaneio sobre digitalização de exames e gasta milhões ao erário público, a ministra da saúde gasta sem controlo e o serviço piora,... Verdade seja dita que nesta onda de despesismo se salva o Luís (neste caso Neves). O tipo em vez de gastar dinheiro a destruir resíduos, manda-os para Barcelos borrifando para as questões legais e para a saúde e segurança públicas (na verdade, não resolvendo coisa nenhuma -- mas isso os palermas não descortinam, por isso faz de conta que poupou) e consegue comprar herdades, dizem que por metade do preço. Sugiro que numa hipotética remodelação do governo passe para as Finanças. 

Isto é cada cavadela, sua minhoca. Até a ministra do ambiente que tantas vezes veio a público sugerir que as gasolineiras se aproveitam das alterações nos preços dos combustíveis foi hoje desmentida pela entidade reguladora. Pena que ela não bata à porta do colega das Finanças para ele justificar a carga fiscal sobre os combustíveis.

É chato, ninguém se aproveita!

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Nota sobre o nosso cão

Está menos incomodado. Já começa a deitar-se e a dormir durante o dia, coisa que não acontecia há vários dias. Parece estar a voltar à normalidade. As feridas começam a secar, apenas uma está ainda feia. Quando a semana passada arrancou o funil e fomos dar com ele agarrado à cauda e até um tufo de pêlo arrancou, dá ideia que arrancou mais que isso, parece que lhe falta ali qualquer coisa, pelo menos um bom bocado de pele. Essa é que está a custar mais a iniciar o processo de cicatrização. O tratamento hoje foi mais cuidadoso e o desinfectante que hoje começou a usar parece ser menos agressivo e é em spray. 

Hoje já não parece ter dores. Tem razão o João que estranha não ter sido prescrito nenhum analgésico. Também nós. A veterinária que o tratou no primeiro dia e que o torturou disse que era necessário esfregar vigorosamente as feridas para desinfectar em profundidade e que aquilo passava, era apenas um incómodo momentâneo, que só queria que andasse com as feridas ao ar e que tomasse antibiótico. A enfermeira veterinária que o tratou no dia seguinte seguiu as indicações dessa veterinária. 

A veterinária que tratou dele ontem é mais cuidadosa que a primeira. Aparentemente a injecção de anti-inflamatório que ontem levou teria também algum efeito analgésico. Desde ontem que notamos que está mais aliviado. Ainda não deixa tocar, mas é natural, nem que seja por estar traumatizado com o que tem sofrido.

Agradecemos os vossos comentários e a vossa simpatia. 

terça-feira, julho 14, 2026

Está esclarecido, os ministros estão no governo para arranjar problemas
-- Mais uma vez, a palavra ao meu marido --

 

Hoje o nosso Primeiro fez mais uma intervenção no seu estilo, confirmando que ou tem um baixo nível intelectual ou pensa que a malta é burra. Eu apostaria que no meio é que está a virtude. Tenho para mim que quem é burro acha sempre que os outros ainda são mais burros. Após a intervenção do Luís, percebeu-se finalmente qual o grande objetivo dos ministros. O objetivo número um dos ministros é criarem o maior número de problemas possível para depois, como fez hoje o Luís relativamente ao ministro da educação e fez anteriormente, por exemplo com a ministra da saúde, vem a público afirmar que estão de pedra e cal no governo e que os nomeou para resolverem os problemas (deveria ter acrescentado: 'os problemas que criaram enquanto ministros' -- mas isso já seria pedir demais). 

Quem duvida que esta é uma prática muito salutar para organizar um governo impróprio para governar? Não há dúvida. E os exemplos são muitos e variados. 

O que tem feito a Ana Paula Martins senão criar miríades de problemas na saúde sem conseguir resolver nenhum? Missão cumprida! 

O que tem feito o ministro da educação senão criar problemas desnecessários e que  deixam as famílias dos alunos em alvoroço? Missão cumprida! 

O que fizeram as ex-ministras da administração interna e o atual ministro senão criarem problemas que se foram agravando durante o tempo que estiveram no governo? Missão cumprida! 

O que fez a ministra da segurança social senão criar um problema enorme com a lei da reforma laboral (que, por sinal, até originou um desgaste muito significativo no governo)? Missão cumprida! 

E o que fez a ministra "pepsodente" com as medidas para os jovens, nomeadamente tudo o que tem a ver com a habitação, e o ministro da coesão quando agem ou botam faladura? Criam problemas. Missão cumprida! 

Até o Bugalhito, putativo ministro, criou ontem um problema com a intervenção que fez sobre o pagamento das horas extra aos professores. Missão cumprida! 

E o que faz o Luís com as políticas de insensibilidade social e privilégio dos mais ricos? Cria problemas que não sabe resolver e que agravam a situação dos portueses. Missão cumprida! 

Tudo isto seria cómico, senão fosse trágico, revelando um amadorismo e uma falta de conhecimento e bom senso absolutamente confrangedoras.

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Para terminar. Vi na televisão umas pessoas a entrarem pela calada da noite aparentemente no armazém onde estão os exames para procurarem folhas em falta. Serão técnicos do EduQA. E, pelos vistos, também por lá andaram repórteres. Fiquei pasmado. Tendo um neto que fez exames, fico de pé atrás porque quem nos garante que estas pessoas não põem ou tiram folhas onde lhes convém, podendo, assim, prejudicar ou beneficiar alunos? A dúvida está instalada. Missão cumprida! 

O ministro é tão desprovido que origina imagens que só criam problemas ao governo e revelam a falta de rigor e de segurança que há em todo o processo. Missão duplamente cumprida!!

segunda-feira, julho 13, 2026

A bronca dos exames é o expoente máximo da extraordinária incompetência do governo? Não, há muito mais!
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Então não é extraordinário ver o Bugalhito, com ar de quem acabou de se levantar e de se aperaltar, anunciar o pagamento de horas extraordinárias aos professores? Em que condição? Idiota útil? Futuro PM? Futuro ministro da educação? Ou parvinho do costume que quis encantar o ministro e tentar salvar o PSD? E não é também extraordinário anunciar que o governo vai pagar horas extras a quem faz trabalho extraordinário e tem o direito a receber o valor correspondente conforme consagrado na lei? Neste caso talvez não seja tão extraordinário, reflete apenas o espírito e a forma de tentativa de reforma trabalhista do governo que pretendia sonegar o pagamento de trabalho extra a quem trabalhavasse fora de horas. E não é extraordinário que o Luís fale sobre o problema com as avaliações dos exames no Alive em frente ao cartaz da Solverde? É o que resulta de termos um eterno bimbo sem sentido de estado e sem qualquer empatia pelos problemas das pessoas como PM. E, mesmo que involuntariamente, ainda fez publicidade aos antigos patrões, o que por si só já é bastante extraordinário. E não devemos considerar extraordinário que o ministro da educação ponha professores a digitalizar exames em máquinas 'piquininas' e, ainda por cima, quando foram a serem utilizados 40 disse que roubaram 70? O tipo fazia um programa na RTP 2 onde disse que não percebeua de educação. O tipo não percebe é nada de nada e ainda por cima desperdiçado o erário público comprando, aparentemente, muito mais equipamentos do que os necessários para garantir o funcionamento normal do processo e pondo profissionais a fazer trabalho de auxiliar da forma menos eficiente possível. 

E também me parece extraordinário que a ministra da saúde (é difícil pensar que ainda conseguirá fazer pior, mas ela consegue sempre) para diminuir a lista de esperas para cirurgias tenha anunciado uma aplicação que não contabiliza todas as cirurgias e, assim, diminuir artificialmente o número de cirurgias em espera. Que falta extraordinária de ética e de rigor! Mas, nada me surpreende quando analisamos a falta de rigor e de ética de Ana Paula. 

E não será extraordinário que o Luís consiga duplicar o valor dos gastos com o combate a incêndios? Neste caso é até muito comum. O que o Luís sabe fazer é por dinheiro em cima dos problemas. Eficiência e racionalidade não entram com ele. São coisas tão extraordinárias para ele que possivelmente nunca acontecerão enquanto for PM.

quinta-feira, julho 02, 2026

O Leitão, o Ventura, a Ramalho e o Alexandre ou a "liga dos sem vergonha", sem esquecer, bem entendido, a Dona Ana Paula e o chefe deles todos, o Luís
-- E, finalmente, eis que o senhor meu marido se dignou, de novo, a dizer de sua justiça --

 

Ouvir um tipo que é jurista e deputado dizer que o governo não deve cumprir uma ordem do tribunal é assustador e chocante. Assustador porque percebemos que a extrema direita se sente com poder suficiente para fazer este tipo de afirmações, chocante porque apesar desta e de outras afirmações semelhantes ou piores, muita gente vota neles. O Ventura é o Trump cá do burgo. Populista, demagogo, xenófobo e autocrata -- e podem ver pelo que tem acontecido no EUA e no Mundo o desastre que é eleger um tipo com esta natureza. Devia servir de vacina e ninguém votar num tipo sem um pingo de vergonha! 

Mas neste cantinho à beira-mar plantado temos outras aberrações semelhantes. 

As afirmações que o "Lentão" Amaro fez recentemente sobre a imigração confirmam que a xenofobia e a direita mais populista ocupam lugares de relevo no governo. Ter um ministro que, das duas uma, ou não tem um mínimo de conhecimento da realidade ou mente descaradamente é uma vergonha para quem os elegeu, para quem o escolheu e naturalmente para o próprio. 

Outro elemento do elenco governativo que se pauta por uma enorme falta de vergonha, basta relembrar as mentiras que foi dizendo para suportar as suas tentativas legislativas discriminatorias e com cheiro a direita saudosista é a Palma Ramalho. É preciso não ter vergonha para fazer o que tem feito mas, é preciso ser verdadeiramente desavergonhada para manter a reforma da lei laboral na agenda após 12 meses de negociação e namoro ao Ventura que no final redundaram no colossal fracasso que conhecemos. Como é possível tanta falta de razoabilidade e de vergonha!

Não procurando ser exaustivo sobre os membros do governo que fazem parte da "liga dos sem vergonha" e sendo óbvio que o PM e a ministra da saúde são sócios desde a primeira hora (como é possível a ministra ter gasto mais 21% na saúde, termos atingido o caos atual e não ser corrida?) tenho que referir mais um que está de corpo e alma na liga: é o rapaz da Educação. O Alexandre depois de torrar dinheiro em tudo o que dava chatice decidiu tentar fazer umas coisitas que não correram nada bem. Desde os números sem fundamento relativos ao número de alunos sem aulas, referidos pelo ministro até à vergonha que é o atual processo de correção dos exames, existem bastas razões para incluir este ministro em lugar de destaque na "liga dos sem vergonha".

Mas tenho que voltar à da Saúde. Com estes calores extremos, o que ouvimos à que nunca mais é ex é que alerta para o aumento da mortalidade. Mas alguém morre porque quer? O que é isto de alertar para a o aumento de mortes? Não passa pela cabeça da Ana Paula Martins que o que ela tem que fazer é dar conselhos práticos, é informar sobre medidas concretas, é fazer com que haja meios para minimizar insolações ou para acudir rapidamente a quem se sinta mal? O que mais esta senhora tem que fazer de mal para que o Luís perceba que mantê-la é caso quase de alarme social?

E é destas vergonhas que se vai fazendo uma parte da politica em Portugal. Que vergonha!

domingo, junho 21, 2026

O tempo dos broncos

 

Quando estou mais para o zen do que para a truculência, abro o computador e só me apetece falar dos meus jovens, ex-pimentinhas, agora já todos grandes e bonitos, bem dispostos, brincalhões. Aliás, tão zen que, antes de ter energia para levantar a tampa do portátil, adormeci profundamente. O meu marido bem tentou interromper-me mas a pancada era grande demais. Acordei a ver o Trump no seu primeiro mandato, em melhor forma do que agora mas já só a fazer disparates, a dar conta da cabeça dos chineses. E deve andar por aqui alguma melga porque acordei com comichão num braço.

E agora, ao ver as notícias, constato o que já todos estamos fartos de saber: salvam-se alguns, não muitos. Por exemplo, a Meloni, apesar de tudo, tem mostrado que os tem no sítio. Mas, se pensar no que se passa por cá ou no que se passa no país dito mais relevante do mundo, só posso concluir que os broncos devem ter algum mérito para conseguiem convencer os parvos e para conseguirem aguentar-se nos lugares de poder.

Para mim, um bronco é um tipo que inventa problemas, que se enrola de todas as maneiras possíveis e imaginárias para ver se os consegue resolver, depois, quando não consegue desenrailhar-se dos imbróglios que criaram, começam a culpar toda a gente, por fim já querem é safar-se da embrulhada seja de que maneira for e, depois de terem andado a dar trabalho, a gastarem e a fazer gastar dinheiro e paciênciaa toda a gente, na melhor das hipóteses, no fim, fica tudo igual ao que estava antes mas, o mais frequente, é que fique tudo pior.

Com o Montenegro temos exemplos disso por todo o lado. Por exemplo, na Saúde arranjou uma ministreca que começou por correr com um fulano que era reconhecido por toda a gente como super competente, o Fernando Araújo, que estava a tentar pôr ordem no SNS. A a partir daí foi sempre a descer. Demitiu dezenas de gestores, despeja dinheiro para cima de toda a malta que rabeia, inventa desculpas para tudo e mais alguma coisa e, no fim, ou seja, agora, depois de desequilibrar mais as contas, está tudo pior do que estava. E isto não sou eu, humilde observadora, que o digo: são todos os relatórios técnicos e independentes que o demonstram. Na Habitação tem sido o descalabro: isentou de IMI, IMT e sei lá que mais todas as compras de casa para crianças até aos 35 anos. E fez mais não sei o quê, que já lhe perdi a conta. O que sei é que o preço das casas disparou como nunca, um foguete que subiu mais rápido e mais alto que na maioria dos outros países. No Trabalho tem sido o festim a que se tem assistido. Arranjou uma Madame que empreendeu num espantalho com nome de Pacote. Ninguém lhe tinha encomendado o sermão. Foi ela e o Luís que desarrincaram tão destrambelhada ideia. Começaram por andar a fazer perder tempo a patrões e sindicalistas. Pelo meio iam insultando alguns que, por fim, se retiraram da palhaçada. Findo o circo da Concertação, levaram o espantalho, já na versão aborto, para a Assembleia. Aí, canhestros e azêmolas como só eles, resolveram montar-se a cavalo num lacrau asnento. E o País assistiu, entre o boquiaberto e o saturado, a mais um par de coices e a mais uma ferroada do lacrau que, assim, mostrou a todos que de gente desta desenvergadura nada de respeitável se pode esperar.

Nos Estados Unidos o que se vê é um fulano em decomposição, fisicamente decadente, a dormir em público, um narcisista a mandar pôr o nome em tudo o que é canto e esquina, a inventar toda a espécie de loucuras, com aldrabices que não lembram ao diabo (veja-se o que inventou agora sobre a Meloni, que a levou a desmenti-lo com todas as letras), a perseguir os mais indefesos, a tirar aos pobres para dar aos ricos, a mandar a Justiça ir atrás de quem ele não gosta e a indultar todos os criminosos que o apoiam, a ser corrompido à descarada, a tomar decisões erráticas e contra a ciência e contra o mais elementar bom senso, a destratar aliados e a bajular ditadores, a ameaçar invadir ou anexar território alheio, a raptar um presidente de um outro país e a roubar-lhes o petróleo, a ir de braço dado com Israel bombardear o Irão, matar gente indefesa, nomeadamente as crianças de uma escola, e arranjar um trinta e um do qual agora não consegue sair pelo seu próprio pé, já se prestando a sair de fininho, dando aos iranianos o que eles quiserem. Onde não havia antes problema que lhe dissesse respeito, depois de matar imensa gente, de destruir o que não devia, de gastar biliões, agora anda a ver como sair da enrascada. E, no meio disto tudo, centra-se noutros assuntos que também não eram problema para ninguém mas dos quais resolveu fazer cavalo de batalha. Por exemplo, o tema do 'lago', em frente do Memorial Lincoln. Meteu na cabeça que o Reflection Pool haveria de ser azul transparente e apregoou que de piscinas percebe ele. Gastou cerca de 14 milhões de euros, de caminho insultou os presidentes anteriores por não terem sabido manter o lago limpinho, publicou fotografias fake em que se mostrava ao banho com o JD Vance e o Mark Rubio como se equilo fosse uma piscina. Pois bem. Foi resolver um problema que não existia e aranjou um outro ainda maior. 

A imagem do Trumpalgas foi gerada pelo Chatgpt
Nota: na realidade, o que os funcionários andam a despejar são garrafinhas mais pequeninas do que as que aqui se veem

O lindo laguinho azul virou verde, cheio de algas. Pior: o revestimento está a descolar-se. Nas bordas andam funcionários a despejar pequenas garrafas de água oxigenada e de lixívia e outros com camaroeiros. Virou chacota nacional. Nada que incomode os MAGA que já veem nisso uma conspiração: não só olham para as águar verdes e algacentas e as veem azuis, como acham que é tudo embuste dos democratas.

Há sempre burros ainda mais burros do que os burros que conhecemos. Os broncos atraem os broncos. Os broncos mais burros veem-se representados pelos burros que, nas redes sociais, lhes aparecem como ilustres.

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O fiasco do espelho de água de Trump ganha uma reviravolta ao estilo "Greenwatergate"

O jornal The New York Times refere que a confusão causada pelo espelho de água verde de Trump tem agora uma nova e sinistra reviravolta: um contrato de limpeza sem concurso ligado a um doador de Trump e vizinho de Mar-a-Lago.

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Desejo-vos um belo dia de domingo

domingo, junho 07, 2026

Ora vamos lá a saber: quanto tempo consegue aguentar-se apoiado/a numa só perna?

 

Hoje a minha filha referiu a importância do equilíbrio numa única perna enquanto indicador da longevidade.

Por acaso, já sabia e até é uma coisa que pratico sempre que vou ao ginásio; e, mesmo em casa, volta e meia gosto de me apoiar numa única perna. Aliás, já o fazia antes de saber disto. Gosto de o fazer.

Então, estive a mostrar-lhes. E ela também esteve a fazer o teste. E um dos rapazes, um verdadeiro pernilongo, também. Mas esse faz toda a espécie de movimentos enquanto, em contínuo e durante um tempo que não acaba, se apoia numa única perna -- só que não conta como termo de comparação pois não apenas ainda só tem quinze anos, recém feitos, como é desportista a sério.

Porque é um tema de interesse geral, para poder partilhar a fundamentação científica, pedi explicações ao Gemini. Para facilitar a leitura, retirei as referências e a explicitação das fontes, nomeadamente os links para os textos científicos.

O Equilíbrio como Biomarcador de Longevidade: O que o Teste da Perna Única Revela em Qualquer Idade
A capacidade de uma pessoa se manter em apoio unípede (numa só perna) deixou de ser vista apenas como um teste de agilidade e passou a ser classificada pela comunidade médica como um biomarcador vital do envelhecimento sistémico. O tempo exato que o corpo consegue sustentar nesta posição serve como um preditor direto da saúde neurológica, cardiovascular e do envelhecimento biológico, aplicando-se desde os jovens adultos até à terceira idade. 
O Declínio Silencioso: Começa aos 30 Anos 
Muitas vezes associa-se a perda de equilíbrio à velhice, mas os dados clínicos mostram o oposto. Investigações da Mayo Clinic publicadas na revista PLOS One comprovaram que, entre a marcha, a força muscular e o equilíbrio, o tempo de suporte na perna não dominante é a variável física que declina mais rapidamente com o envelhecimento .
Este processo inicia-se logo a partir dos 30 anos devido à perda gradual de massa muscular (sarcopenia) e à diminuição da velocidade de condução dos sinais nervosos. O Unipedal Stance Test (UPST) estabelece os tempos normativos (de olhos abertos) esperados para um organismo saudável ao longo da vida, servindo como uma métrica de avaliação da idade biológica:
  • 30 a 49 anos: ~60 segundos
  • 50 a 59 anos: ~45 segundos
  • 60 a 69 anos: ~40 segundos
  • 70 a 79 anos: ~26 segundos
  • Mais de 80 anos: ~10 segundos
Quando um adulto jovem ou de meia-idade falha significativamente estes tempos, o seu corpo está a emitir um sinal de alerta de envelhecimento prematuro.

Isolando o Sistema Neurológico: A Variante de Olhos Fechados
Na prática clínica, os médicos utilizam uma variação avançada deste exame para avaliar a integridade do sistema nervoso de forma pura, eliminando a compensação visual: o Teste de Apoio Unípede com Olhos Fechados.
Ao fechar os olhos, o cérebro deixa de poder utilizar a visão para corrigir a postura. Isto obriga o sistema nervoso central a depender exclusivamente de dois sistemas internos: o sistema vestibular (localizado no ouvido interno) e a proprioceção (os recetores nervosos em músculos e tendões que mapeiam a posição do corpo no espaço).
Por ser um teste de stress neurológico, as médias populacionais normativas de olhos fechados são substancialmente inferiores e revelam falhas de conectividade precoces:
  • 30 a 39 anos: ~26 segundos
  • 40 a 49 anos: ~13 segundos
  • 50 a 59 anos: ~8 segundos
  • 60 a 69 anos: ~4 segundos
  • Mais de 70 anos: ~2 segundos

Mecanismos Biológicos: Por que Razão o Equilíbrio Prevê Doenças Ocultas?
Por requerer uma integração complexa entre o cérebro e a periferia do corpo, a incapacidade de manter a estabilidade unípede (pelo tempo esperado para a idade) serve como um indicador precoce de patologias assintomáticas:
  1. Lesões Cerebrovasculares Subclínicas: Um estudo publicado na revista Stroke da American Heart Association demonstrou que a incapacidade de manter o equilíbrio unípede por mais de 20 segundos (de olhos abertos) está fortemente associada à presença de doença de pequenos vasos cerebrais, micro-hemorragias cerebrais silenciosas e enfartes lacunares assintomáticos, funcionando como um aviso prévio em adultos aparentemente saudáveis.
  2. Declínio Cognitivo Prematuro: Uma redução drástica ou acelerada no tempo de suporte unípede ano após ano serve como um sinal precoce de atrofia cerebral e perda de integridade das vias neurais, antecedendo frequentemente a perda de memória detetável.
  3. Danos Metabólicos e Neuropatia: A dificuldade extrema no teste, especialmente de olhos fechados, indica frequentemente que os recetores periféricos das plantas dos pés estão a perder sensibilidade. Este é um reflexo comum de condições metabólicas crónicas e silenciosas, como a diabetes tipo 2 em fase inicial ou não controlada.

O Impacto na Longevidade a Longo Prazo
Em termos de mortalidade tardia, o estudo clínico longitudinal publicado no British Journal of Sports Medicine determinou que indivíduos de meia-idade e idosos que não conseguem sustentar a posição por apenas 10 segundos (de olhos abertos) apresentam um risco 84% maior de mortalidade por qualquer causa na década seguinte
O equilíbrio não é uma capacidade estática; reflete o nível de atividade física acumulada, a força do core e a eficiência neurológica. Monitorizar e treinar esta competência desde jovem através de exercícios simples do dia a dia é uma das estratégias mais eficazes para preservar a integridade do sistema nervoso e garantir a longevidade funcional.
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Nota

Para fazer o teste em casa, há que ter em atenção o seguinte:

Se quiser testar o seu equilíbrio de forma realista e comparável com os estudos científicos, ignore a imagem do vídeo abaixo (que se destina a mostrar como exercitar o equilíbrio), e siga estas regras:
  • Faça o teste descalço.
  • Cruze os braços no peito.
  • Suba um pé sem deixar que ele toque na outra perna.
  • Acione o cronómetro (e feche os olhos, se for essa a variante que quer testar)
O que INVALIDA o teste (O cronómetro para se):
  • Rodar ou arrastar o pé de apoio: O pé que está assente no chão tem de ficar totalmente fixo. Se o calcanhar ou a planta do pé rodarem, deslizarem ou derem pequenos saltos (saltitar para não cair), o teste termina ali. 
  • Girar ou inclinar muito o tronco: Inclinar o corpo excessivamente para o lado oposto, rodar as ancas ou fazer uma torção acentuada da coluna para contra-atacar o desequilíbrio é considerado uma falha de controlo postural. 
  • Descruzar os braços: Se a pessoa rodar o tronco e, nesse processo, afastar os braços do peito ou das ancas para se agarrar ao ar, o tempo é interrompido. 
O que é PERMITIDO (O cronómetro continua a contar):
  • Micro-oscilações: Pequenos tremores involuntários nos tendões do pé e do tornozelo são aceitáveis. É o sistema somatossensorial a trabalhar em tempo real para manter o eixo.
  • Movimentos da perna elevada: Desde que a perna que está no ar não toque na outra perna, no chão ou em objetos, ela pode mexer-se ligeiramente para ajudar na compensação.
Para garantir a máxima precisão ao realizar o teste em ambiente clínico ou doméstico, o avaliado deve focar-se em manter-se o mais imóvel e "alinhado" possível, funcionando como uma coluna única
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Minuto da Clínica Mayo: 

O que é que estar de pé sobre uma perna só pode dizer sobre a qualidade do envelhecimento de uma pessoa?

Medir a qualidade do envelhecimento de uma pessoa pode ser tão simples como equilibrar-se numa só perna. Pode não ser fácil para todos manter o equilíbrio numa só perna, mas, de acordo com um inquérito da Mayo Clinic, este pode ser um indicador fiável do envelhecimento neuromuscular tanto para homens como para mulheres.
Neste vídeo da Mayo Clinic, o Dr. Kenton Kaufman, professor de investigação musculoesquelética W. Hall Wendel Jr. e responsável pelo estudo, explica as conclusões e porque é que nunca é tarde para melhorar o equilíbrio.

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Portanto, vamos lá todos a treinar, a exercitar. E, caso pretendam atingir a vida eterna, é treinar até conseguir chegar até onde esta bailarina chegou. Mas, e aqui fica um conselho amigo, não o façam em cima dos ombros do vosso marido ou namorado ou companheiro pois ele pode ir-se abaixo nas canetas. 

Ballet nos Ombros: O Impressionante Pas de Deux do Ballet Acrobático Chinês que Encantou Monte Carlo

Um deslumbrante pas de deux acrobático da Trupe Acrobática de Cantão/Cantão, apresentado no estilo frequentemente descrito como "ballet sobre ombros". A performance combina a elegância do ballet clássico com a extraordinária técnica acrobática chinesa, apresentando delicados movimentos de ponta, elevações, equilíbrios e controlo preciso das mãos.

Esta célebre peça está intimamente ligada aos artistas Wu Zhengdan e Wei Baohua, cujo pas de deux de ballet acrobático ganhou o prémio Clown d'Or no Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo em 2002. A sua aclamada técnica de "ballet sobre ombros" tornou-se posteriormente uma inspiração fundamental para o ballet acrobático completo O Lago dos Cisnes, coreografado por Zhao Ming e protagonizado por Wu Zhengdan e Wei Baohua.

Um belo exemplo de como a dança e a acrobacia se podem fundir numa performance poética. 

Desejo-vos um belo dia de domingo