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segunda-feira, julho 27, 2026

O PS desbaratou a maioria absoluta? Então a comunicação social, o MP e o Marcelo não contam?
-- O meu marido reage a um comentário --

 

Num dos comentários ao texto de ontem, que agradeço, foi referido que "o PS desbaratou a maioria absoluta", tese que também é frequentemente referida na comunicação social. Acho muito redutora esta tese. Creio que ainda todos nos lembramos dos ferozes ataques da comunicação social por tudo e por nada e do cerco montado pelo Marcelo, iniciado no discurso de tomada de posse e mantido, dia após dia, com intervenções pouco abonatórias para um PR, com o objetivo de manietarem e desgastarem o governo recém-eleito para, num prazo curto, ocorrerem novas eleições. E parece-me que também ninguém se esqueceu dos golpes soezes do magistratura pública que culminaram com o comunicado da PGR, verdadeiro golpe institucional, que de facto derrubou o governo. 

Um governo com maioria absoluta tem um horizonte de quatro anos e, se houver planeamento estratégico, as medidas são planeadas e postas em prática ao longo de toda a legislatura e não apenas no início do mandato. De facto foi a comunicação social, o Marcelo e o MP que desbarataram as possibilidades resultantes da maioria absoluta. 

Vamos ver se não desbaratam a democracia -- mas, que contribuiram fortemente, isso, não há dúvida!

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-- Texto escrito em resposta ao seguinte comentário:

Somos um povo temeroso. Pensamos que é sempre possível pior e nos recentes actos eleitorais, de facto, fomos de mal a pior. Preferimos o mal que conhecemos e tememos que mudar nos possa colocar em piores lençóis. A resignação cultivada pela sociedade católica-salazarenta. A falta de crédito do ps reparte-se, a meu ver, por culpas próprias, na forma como desbaratou uma maioria absoluta, e pela eficácia da campanha de propaganda anti-ps que é sempre orquestrada com sucesso pela direira. É o ps não parece estar em grande forma.Ontem ouvi Eurico B. Dias, lider parlamentar a a faĺar aos jornalistas e até senti vergonha alheia. Não disse nada, atabalhoado nas palavras, parecia não saber o que dizer, comprometido.. porquê?...O que o psd não faria se fosse oposição com os caso mai e meci, já para não falar sa saúde. E, no entanto, o ps tem esta coisa patética de se preocupar com o que o psd possa "pensar" dele quer mostrar-se "responsável", do que em ir à luta. E penso que o povo percebe isso e o seu desprezo pelo ps decorre mais do facto da sua falta de coragem e situacionismo do que das qualidades do actual governo. "Para mal, já basta assim"

segunda-feira, maio 11, 2026

De Montenegros não reza a história. Provavelmente, nem de Seguros.
--- A palavra ao meu marido ---

 

Há muito tempo que escrevo que considero o Montenegro e seus ministros uma cambada de incompetentes. Os factos comprovam-no e basta vermos, ouvirmos ou lermos as notícias desta semana. 

Recapitulando: 

  • A negociação do pacote laboral correu-lhes tão mal e foi tão mal feita que conseguiram afastar das negociações as duas centrais sindicais e o PS. Ficaram nas mãos do Chega e vão suar as estopinhas e ajoelhar se quiserem seguir com o pacote laboral do patronato-de-antanho para a frente. Ministras arrogantes, de direita radical e fechadas na academia, é o que conseguem. 
  • No relatório sobre a atividade do SNS confirma-se que gastaram mais dinheiro, têm mais recursos e conseguiram fazer menos operações e menos consultas. Não é de admirar. Quem não sabe o que faz nem tem capacidade para discernir o que fazer, só faz asneiras. Não é, Ana Paula? 
  • De acordo, com os últimos dados, Portugal é o País que está em último lugar na execução dos fundos europeus. É normal, este governo só sabe executar PowerPoints. 
  • A rapaziada da AIMA diz que vai fazer greve porque está farta da inoperância e incompetência da tutela, que diz a tudo que sim mas não faz nada. Obviamente que não é caso para surpresas, sabendo-se que quem tutela a AIMA é o Lentão Amaro. 
  • A legislação sobre a expulsão de imigrantes e sobre a pena acessória de perda da nacionalidade para imigrantes foi chumbada pelos juízes e pelo TC (já é a segunda vez). Também não surpreende, a legislação tem a mão do "Lentão" e, naturalmente, o cunho do Luís por convicção e para não ficar atrás do Andrézito. 
  • Os escândalos nas polícias são chocantes e envergonham os portugueses. Infelizmente, também não é de admirar depois das senhoras que passaram pelo MAI, nomeadas pelo Luís. 
Além disso:
  • A justiça cada vez funciona pior,
  • uma parte significada da rapaziada continua sem aulas,
  • o custo de vida aumenta assustadoramente e o governo assobia para o lado, 
  • o governo não paga às transportadoras embora tenha acordado com elas suportar o custo do transporte gratuito dos jovens, 
  • a ajuda não chega aos que sofreram estragos com as tempestades, 
  • não sabemos quem são todos os clientes da Spinumviva, 
  • ... 

Tudo isto, e mais alguma coisa, resulta do "ganda" trabalho que o Luís anda a fazer. A quem não sabe o que faz até não fazer nada atrapalha. Certo, Luís?

Provavelmente o Seguro não quer ficar atrás do Luís e também quer fazer um "ganda" trabalho. Contudo:

+ Se é para promulgar legislação com comentários, tivemos cá o Marcelo durante dez anos. 

+ Se é para tentar fazer as vezes de PM, também nos chegaram as Marcelices. 

+ Fazer pactos para a saúde que estarão, se estiverem, prontos daqui a um ou dois ou mais anos, contratar um Adalberto para marcar 47 reuniões e, provavelmente, ficar com um nó tão grande na cabeça que tem que ir para a fila de espera do SNS, não parece ser o caminho certo para fazer alguma coisa de jeito na saúde. 

Vou dar uma sugestão ao novo habitante de Belém: consulte o que aqui ontem se apresentou:  O SNS que Portugal Merece -- Diagnóstico, Benchmarking Internacional e Roteiro de Reforma

Poupa 47 reuniões ao Adalberto e tem um documento com princípio, meio e fim na hora, a partir do qual se poderão seguir caminhos sensatos para resolver os problemas do SNS. Pequeno senão: duvido que o Adalberto ou o senhor presidente consigam ter pedalada para a jornada que se impõe. 

Não vamos longe!

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Será que ninguém tem seguro?
-- Quem o pergunta é o meu marido --


Provavelmente este post não vai ser muito popular, mas penso que devemos ser sempre racionais, sobretudo em situações de catástrofe. 

O governo, após a catástrofe, fez aquilo que já tinha feito em situações anteriores identicamente catastróficas: prometeu distribuir dinheiro a todos. 

O governo já tinha demonstrado antes e voltou a demonstrar agora que não tem capacidade para atuar nem preventiva nem atempadamente nestas situações. Os ministros ficam umas baratas tontas sem saber o que fazer; e, finalmente, convocam um conselho de ministros e anunciam que vão dar dinheiro a quem pedir. 

Estou completamente de acordo que seja entregue dinheiro, a fundo perdido, às pessoas que perderam os suas casas ou outros equipamentos e que não têm recursos para recuperarem a dignidade que merecem. Vimos muitos exemplos na televisão. Mas o governo dar indiscriminadamente dinheiro a quem pedir, dizendo que o vai utilizar a recuperar a casa, parece-me pouco avisado, senão, disparatado. 

Embora saiba que a maioria das vezes os anúncios do governo não corresponde à prática, não me parece razoável que um português, talvez, médico, advogado ou dono de uma empresa, receba o mesmo valor que um reformado com uma pensão de reforma miserável. Quem tem capacidade aquisitiva tem disponibilidade financeira para contratar um seguro multirriscos para a habitação, seguro esse que suportará, em princípio, os danos. A anunciada contribuição deve ser dada a quem, de facto, precisa -- e o rendimento colectável não pode ser o fator discriminatório. Todos sabemos que existem portugueses com rendimentos elevadíssimos que declaram ninharias para não pagar impostos. Estes, por exemplo, não devem ser ajudados sob pena do governo estar a promover a injustiça social. 

Eu sei que este governo não tem capacidade para pensar, mas é absolutamente necessário promover a necessidade das pessoas contratarem seguros para estarem protegidas em caso de catástrofe. 

No caso das pessoas que não têm manifestamente capacidade para contratar um  seguro, talvez pudesse haver uma espécie de "seguro social", suportado pelo Estado, que seria acionado em situações semelhantes e que seria utilizado para resolver as situações das pessoas sem recursos. 

E o caso das empresas é semelhante. Uma coisa é o Estado suportar custos com trabalhadores ou disponibilizar financiamento em condições vantajosas  quando as empresas estão impedidas de produzir devido à catástrofe. Totalmente diferente é o Estado (ie, todos nós) suportar custos de recuperação de equipamentos e imóveis de empresas que não têm seguros ou têm seguros desadequados. Esta última situação não é admissível. Veremos no que estas ações impensadas e avulsas do governo vão dar.

Dois outros assuntos interligados. 

  • Os ministros e o PM cada vez que falam dizem asneiras. Hoje a ministra do ambiente veio dizer "que havia toda uma logística associada aos geradores" que impedia que eles chegassem atempadamente onde são necessários. Que surpresa, ficámos a saber que os geradores não se movimentam sozinhos. Quem diria! Não seria nada surpreendente se num ataque de igual "lucidez" a ministra dissesse,  como disse o ministro da economia quando foi o apagão, que estavam a estudar a hipótese de pôr os motoristas do governo e respetivos carros a fazer o transporte dos geradores. Podemos esperar tudo destes tipos. 
  • Outro que também já não surpreende é o Marcelo com as suas tiradas. Dizer pela enésima vez que é "preciso apurar o que correu mal" como já disse todas as vezes, e foram muitas, que este governo "meteu a pata na poça" é o repetir de uma piada sem graça. Alguém sabe o que resultou do "apuramento" das asneiras anteriores e que medidas foram tomadas? Felizmente estamos a pouco tempo de nos vermos livres do pior PR dos últimos cinquenta anos.

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

O Montenegro não presta
-- Quem o diz é o meu marido --

 

Já aqui escrevi várias vezes que a maioria dos ministros deste governo não têm nem conhecimentos nem capacidade para exercerem as funções que ocupam. A notória, manifesta e indecente incapacidade do governo para gerir crises bem o demonstra. 

Os expoentes máximos desta incompetência são a ministra da saúde, o ministro da defesa, o ministro da presidência e a antiga e atual ministras da administração interna. 

Quem vê a actual ministra na televisão com ar de pânico a dizer parvoíces aos jornalistas pode imaginar o que será esta mulher a dirigir uma reunião em que têm que ser tomadas decisões acertadas e urgentes. Um zero à esquerda. Apostaria que cada vez que é preciso tomar uma decisão se levanta para ir ao WC para não ter que opinar. 

Mas acima desta gente temos o Montenegro, e aí a coisa é diferente. O Montenegro é um tipo "fino", que, como já aqui escrevi várias vezes, se está absolutamente nas tintas para a populaça e só pensa nos votos que o podem manter no governo e, assim, defender os interesses próprios e daqueles que o suportam no partido e nos vários setores da economia (por exemplo, acredito que a ministra da saúde só é mantida no cargo porque nomeou laranjas que não acabam e porque defende os setores privados da saúde -- e que se lixe se criou o caos no sistema de saúde). 

A forma como se desviou da verdade em diversos assuntos (o caso Spinumviva é exemplar), as leis que aprovou como a lei dos estrangeiros e a lei da nacionalidade ou as que tenta aprovar como o novo código do trabalho revelam que o que interessa é seguir a vontade dos populistas e dos grupos económicos mais retrógrados, sem olhar aos interesses da maioria dos portugueses. 

Mas, na crise atual, o Montenegro ultrapassou os limites. Na declaração que fez, a forma como abordou os acidentes e fatalidades que ocorreram é nojenta. Na minha opinião não o fez porque se enganou. Proferiu aquelas palavras porque é realmente o que pensa e, num momento de stress, não conseguiu, ao contrário do que é costume, dizer o que convinha e não o que pensa. Uma vergonha! No mínimo devia pedir desculpa. Só falta vir agora o Marcelo tentar desculpá-lo. Espero tudo do secretário do Montenegro em Belém que, por acaso,  é o pior presidente dos últimos cinquenta anos. 

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Um mero exemplo



sexta-feira, janeiro 30, 2026

Onde é que está o governo? Onde é que anda o Marcelo?
-- A palavra ao meu marido --

 

O País atravessa uma enorme catástrofe e o governo, como já tinha acontecido com os incêndios e com o apagão, mostra-se incapaz de gerir a crise, pôr em prática as ações que são necessárias e manter os portugueses devidamente informados -- como é seu dever. 

A atual MAI, como a anterior, não existe. Uma ministra que, numa noite em que o IPMA prevê a passagem pelo País de uma depressão que muito provavelmente provocaria, como provocou, uma catástrofe, manda o chefe de gabinete para a Proteção Civil em vez de estar presente no Centro de Operações, não tem o mínimo de perfil para o cargo que ocupa. Mas isto não é novidade, já o tinha demonstrado em situações anteriores. 

O Montenegro também não consegue acertar uma e, quando aparece, não diz nada que valha a pena ouvir. 

Este governo não tem capacidade para enfrentar situações de crise. Como acima referi e repito, já o tinha demonstrado nos fogos e no apagão. Não têm conhecimentos nem capacidade para tomar decisões em situações de crise e isso é preocupante. 

O Marcelo, tão ativo em épocas anteriores, agora não tuge nem muge. Será que já não é presidente? Ou não intervém porque não fala de nenhum assunto que corra mal ao governo? Os milhares de pessoas que estão a sofrer não merecem um afeto? Lá se foi também o "presidente dos afetos"! 

Por todas as razões e mais uma e para bem de todos, esperemos que não chova demais e que a água comece a descer. Uma coisa é certa: em situações de crise, o governo não serve para nada.

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Nota: 

Agora um assunto bem menos importante. Como julgo que já foi aqui referido várias vezes, sou do Sporting! 

Ontem, o Sporting e o Benfica derrotaram de forma mais ou menos brilhante os adversários na Champions. Foi uma grande noite para o futebol português. 

-- O Sporting ficou em sétimo lugar, fez 16 pontos em 24 possíveis e vai diretamente para os oitavos de finais, ficando à frente de equipas como o City, o PSV, ... .
-- O Benfica ficou em vigésimo quinto lugar, somou 9 pontos e apurou-se para os play-off com um golo no último minuto. 

Não há dúvidas que o Sporting fez uma prova muito melhor que o Benfica. Pois, se ouvíssemos os comentadores desportivos nos vários canais diríamos que foi exatamente o contrário. Endeusam quem teve pior prestação e dizem umas coisinhas simpáticas sobre quem se revelou ser melhor nesta prova. Também no futebol, a comunicação social está longe de ser imparcial.

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Que governo é este que esfrangalha tudo onde mexe...?
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje soubemos de mais uma fatalidade causada pela inoperância do INEM. Parece que resultou da falta de ambulâncias e/ou dos novos procedimentos que o novo presidente do INEM implementou, apregoando que eram suficientes para resolver os problemas do INEM. Pelos vistos falhou redondamente, e causou mais uma tragédia. 

Ouvi agora nas notícias que estão setenta e três ambulâncias paradas nos hospitais (só no Garcia de Orta, 20 ambulâncias retidas). 

Ouvi há bocado, também na notícias, que em várias regiões do país habitualmente não há ambulâncias disponíveis e que quem tiver um problema grave tem muitíssimo menos hipóteses de se safar por causa deste caos. Um desastre! 

O governo que primeiro resolvia o problema da saúde em 60 dias e depois em seis meses, a única coisa que fez ao fim de dois anos foi agravar muitíssimo os problemas, criando o verdadeiro caos com as medidas que tomou na saúde. 

O PR é cúmplice desta situação porque, ao contrário do que antes fazia, nunca criticou a situação, deixando que o Montenegro e a ministra tomassem o freio nos dentes e tomassem medidas que destruíram o que podia não funcionar exemplarmente, mas que, pelo menos, funcionava e garantia uma assistência atempada aos portugueses. 

Há três responsáveis por este estado de coisas: o Montenegro, a ministra e o PR. Deviam pedir desculpa por tantos erros... e, no mínimo, a ministra devia ir já para casa! 

Aliás, tudo o que este governo tentou mudar ficou pior. 

No domínio da habitação, as medidas que tomou originaram um enorme aumento no preço das habitações, estão a dar cabo do pequeno mercado de arrendamento que existe e, como seria de esperar, porque este governo está-se nas tintas para quem tem menos recursos, o governo não tomou medidas para garantir habitação condigna à população com menos recursos, incluindo aos imigrantes. 

Relativamente ao controlo da imigração, ninguém sabe o que se passa porque não existem estatísticas nem dados publicados. Provavelmente, o governo ufana-se do que não conseguiu. Mas soube-se com espanto que o governo campeão da segurança conseguiu acabar com o controlo de fronteiras. Parece que o sistema pifou (palavras da ministra) e admito que a dita (ministra) também tenha pifado. 

Pelo meio ainda conseguirem dar cabo da paciência aos estrangeiros que nos visitam, contribuindo para dar uma má imagem do País. Mais uma área onde estiveram "bem ". 

É certo que o governo acalmou os polícias, os GNR e o pessoal das FA, despejando dinheiro em cima destes sectores profissionais. Mas, para além de despejar dinheiro, o governo nada fez nestas áreas e fez bem porque pelo menos continuam a funcionar. 

Temos um governo que estraga tudo em que toca e que desbarata os recursos que irão ser necessários mais tarde ou mais cedo. A incompetência é notória. Será que o governo também pifou? 

O Marcelo bem se pode "orgulhar" da herança que deixa, resultado da instabilidade que criou. É certo que o País ficou laranja em todo o lado, o que lhe deve agradar. Mas não é menos certo que a extrema direita espreita o poder, que o governo é populista e segue a agenda da extrema direita e que os principais problemas dos portugueses se agravaram. 

Boa Marcelo, "ganda" legado! De facto foi o pior presidente dos últimos cinquenta anos!

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Nota à margem: Tenho curiosidade em saber que passos vai o Xi Jinping dar para tentar fazer frente à política da Administração americana.

domingo, dezembro 07, 2025

Pior é difícil
-- A palavra ao meu marido --

 

Esta semana foram publicadas pela malta do costume conversas do António Costa transcritas do processo que muitos comentadores, e eu também, consideram que foi um golpe de estado institucional. Não li nem tenciono ler essas escutas, mas quem as leu não viu nas conversas o mais pequeno indício que pudesse levar a investigar o António Costa, antes pelo contrário. 

Percebeu-se, mais uma vez, que se trata de voyeurismo desenfreado, sem limites nem escrúpulos por parte do Ministério Público. Uma vergonhosa desgraça. O PGR, como é hábito, aos costumes disse nada -- é natural, para ele o pessoal não merece esclarecimentos. 

É mais do que tempo de os políticos, a mal ou a bem, custe o que custar, porem o Ministério Público na ordem sob pena de todos ficarmos nas mãos desta cambada. 

Mas este episódio faz-me também pensar no papel que terá tido o PR no processo que culminou no tristemente célebre comunicado da PGR. É certo e sabido que queria tirar o PS do governo e pôr lá o PSD mas, antes de aceitar a demissão do António Costa, não se informou? Não contactou quem devia para tomar uma decisão avisada? Vamos, mais tarde ou mais cedo, perceber o verdadeiro papel do Marcelo no comunicado. Será que não teve nenhum papel no golpe?

Entretanto, está marcada um greve geral para a próxima semana e o Montenegro ontem na AR fez o papel do costume. Acirra os ânimos e arma-se em valentão. Pensa que somos todos parvos e julgamos que são os perigosos esquerdistas que estão por detrás da greve ou que não percebemos que a lei laboral que o governo propõe desequilibra de tal forma as relações de trabalho a favor dos patrões que até ex-ministros do PSD e CDS não concordam com a lei proposta. Espero que a greve tenha êxito, que a ministra vá vender camisolas do Chega e que o governo seja obrigado a recuar.

De facto, estamos perante um enorme radicalismo deste governo que em tudo o que tenta mudar revela uma enorme inclinação à direita, senão mesmo à extrema-direita, com enorme desprezo por quem tem menos poder, nomeadamente, económico. 

A coisa é tão evidente que ontem o novo presidente do INEM ameaçou os trabalhadores de que ou faziam como ele queria ou estavam fora do barco. Há alguns anos, trabalhando eu numa das grandes empresas deste país, numa reunião de chefias, o meu colega que chefiava o maior número de trabalhadores afirmou exatamente a mesma coisa, mas de uma forma mais suave. Disse que o objetivo da empresa era todos tomarmos a carreira de autocarro para Viseu. Se alguém quisesse ir para Odemira podia ir à vontade mas não voltaria a ter lugar na carreira para Viseu. Na verdade, muito pouco tempo depois este valentão foi corrido e a rapaziada que tomou a carreira para Odemira ficou na maior. Vamos ver se não acontece o mesmo ao presidente do INEM, ao Luís, à mocinha da saúde, à matrona do trabalho... .Espero que apanhem o autocarro para a Cochinchina. Boa viagem é que eu desejo.

sábado, novembro 22, 2025

MP & Companhia -- a palavra ao meu marido

 

Já escrevi várias vezes, e não foi há pouco tempo, que os três principais responsáveis pela subida do populismo associado à extrema direita em Portugal são o MP, o Marcelo que desestabilizou o País durante o governo do António Costa (agora nem coragem tem para criticar o caos na Saúde) e a comunicação social que tem trazido o Ventura ao colo (a inenarrável perseguição à ambulância do Ventura fica para os anais dos canais por cabo como a reportagem mais  cretina que já foi feita). 

Tinha uma ténue convicção de que o MP, embora utilizando golpes baixos e truques sujos, não saltava para o lado da ilegalidade durante os inquéritos (embora ficasse em cima do muro). É certo que emitem comunicados que originam a demissão do PM, sabe-se que não respeitam a lei no que ao segredo de justiça diz respeito, que existem demasiadas "coincidências" entre as datas das investigações do MP e ocorrências determinantes para os investigados e que, sempre que temos eleições, é certo e sabido que aparecem novidades sobre inquéritos com n anos ou que são abertos novos inquéritos geralmente á malta que acham mais do "reviralho". Mas esta cena de escutarem o PM e guardarem as escutas na gaveta em vez de cumprirem a lei põe em causa o funcionamento do regime democrático como, aliás, já tinha sido posto em causa com as investigações ao juiz Ivo Rosa. 

Alguém já investigou se as informações obtidas nas escutas telefónicas são usadas pelos procuradores apenas para os processos e para divulgações cirúrgicas a jornalistas escolhidos ou são também usadas para outros fins? 

Estes são casos que vieram a público -- mas quantos serão os que continuam escondidos na opacidade do MP? 

Agora vêm com desculpas esfarrapadas sobre erros técnicos que não  convencem ninguém. Tenham dó, não somos mentecaptos! 

A situação tem que ser investigada de forma isenta, têm que ser apuradas responsabilidades e os responsáveis têm que ser punidos. 

Os procuradores não estão acima da lei têm que ser responsabilizados e punidos como qualquer outro cidadão. A situação é tão, mas tão grave, que afeta o normal funcionamento do regime democrático - pelo que se impõe a intervenção do PR.  

Também o PM e a ministra da justiça deviam tomar uma posição de condenação inequívoca do que aconteceu, mas, por isto ou por aquilo, duvido que o façam. 

O MP não é um estado dentro do Estado. Tem que se submeter à lei ou, então, ser corrido à vassourada e substituído por outra estrutura mais eficiente, mais competente e que cumpra escrupulosamente a legislação em vigor.

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Nota à margem: hoje noticiaram que faltam medicamento nos hospitais. Não há nada, mas nada, que corra bem na Saúde desde que esta mulherzinha é ministra.

terça-feira, setembro 30, 2025

A falta de sanidade da Saúde e do Marcelo
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje foi publicado um relatório do IGF que confirma que chamar gestão à governação da actual liderança do INEM e à governança do Ministério da Saúde é um equívoco tão grande como confundir alhos com bugalhos, o género humano com o Manuel Germano ou a beira da estrada com a Estrada da Beira. 

Entre outras situações próprias do pior desgoverno, o relatório refere, segundo o noticiário da Antena 1, que os custos do INEM em 2024, face a 2021, aumentaram  45% por cada português e 29% por cada pessoa socorrida. Um enorme aumento como o referido justificar-se-ia, embora pareça difícil de explicar, no caso de ter havido um enorme aumento na qualidade do serviço. O que constatamos foi exatamente o contrário. Na prestação de serviços pelo INEM, o ano passado, as  barracas trágicas, sem comparação com anos anteriores, foram o pão nosso de cada dia. Mais uma quantidade estúpida de dinheiro torrado sem nenhum benefício. 

E o presidente do INEM, que soma barracas a seguir a barracas, e a ministra que tutela o INEM, que só por si é uma autêntica barraca, continuam a assobiar para o lado num coro meio afinado com o Montenegro. 

Até tem que vir "o mais desejado" -- também conhecido por Passos Coelho -- dizer que a saúde está um desastre, que tem que ser gerida e que os gastos com a saúde são incomportáveis. 

Que pouca sorte para o Montenegro & Cia. que até o Passos vem criticar este regabofe. 

O Marcelo mostrando a sua habitual sanidade e perspicácia veio dizer que estava preocupado com a saúde mas não deve estar muito pois diz que só fala depois das autárquicas. O curioso é que exatamente o mesmo Marcelo disse ontem que não dava para fazer leituras nacionais dos resultados das autárquicas. É o Marcelo no seu melhor. A hipocrisia do costume. Como o catalogou Passos Coelho, um catavento

Também não é impossível que este enorme aumento de custos promovido pela ministra e a degradação da qualidade de serviço do SNS não sejam apenas incompetência, sejam também fruto de uma certa estratégia inconfessa do governo, com o  PM na liderança, para passarem a saúde para os privados e darem cabo do SNS. Uma coisa é certa isto não vai lá com valium, têm que ser internados com urgência!

quarta-feira, setembro 17, 2025

Presunção e água benta cada um toma a que quer - o Montenegro que o diga Caixa de entrada
-- A palavra ao meu marido --

 

Antes de ir para o governo, a rapaziada do PSD, com o Montenegro à cabeça, resolvia os problemas do País num abrir e fechar de olhos. 

Após um longuíssimo abrir e fechar de olhos -- que demorou um ano e meio -- não resolveu nada e, pelo contrário, os problemas mais críticos pioraram. 

  • O que aconteceu na saúde é uma tragédia, com novas notícias desgraçadas a saírem todos os dias (bebés a nascerem em ambulâncias ou no passeio, helicópteros com menos disponibilidade que a exigida, urgências obstétricas fechadas, etc) e hoje a ministra anuncia que vai estudar mais um plano para resolver o problema das urgências fechadas. É preciso ter uma lata do caraças para não se ter ainda demitido. 
  • O que aconteceu com as duas MAI também não dá para acreditar. A falta de coordenação no combate aos incêndios e o desconhecimento total que ambas demonstraram das diferentes valências da administração interna é paradigmático. 
  • Na educação, o governo torrou e voltou a torrar dinheiro com os professores e nada foi resolvido. Veja-se que os alunos continuam sem professores e também não há pessoal auxiliar suficiente nas escolas. 
  • A questão da habitação só piorou com as medidas do governo que fizeram subir bastante os custos da aquisição e do aluguer (parece que a malta jovem que tem isenção do IMT pode comercializar a casa que comprou quando quiser, sem ter que pagar o imposto de que esteve isento, o que pode dar ideias assaz lucrativas a mentes mais criativas). 

Boa! É fartar vilanagem. 

A célebre questão ética que os moços laranja tanto levantavam tornou-se uma desgraça com o caso Spinunviva, com as investigações a que são sujeitos atuais e antigos secretários de estado. 

E hoje mais uma cerejinha para pôr em cima do bolo. Os pseudo atrasos nos PRR, que motivaram tantas críticas do Montenegro & sus muchachos e originaram vários momentos de incontinência verbal por parte do Marcelo, tornaram-se reais e vi hoje na TVI que, por exemplo, existem financiamentos previstos para obras na área da saúde que ainda nem sequer estão em fase de projeto. 

  • Solução do governo: tentar renegociar as datas de conclusão das obras. 
  • Solução do Marcelo: calado que nem um rato. 

Não duvido que a rapaziada do PSD tem jeito para festas e coboiadas, o Pontal, então, foi cá uma arraial de animação, mas o jeito para governar é zero.

sexta-feira, setembro 12, 2025

O palerma dos hambúrgueres, a última sondagem, o brutal ataque à democracia a que se assiste nos Estados Unidos... e etc.

 

Depois de ter escrito o post de ontem sobre os atentados à racionalidade, à justiça, à ética, ao decoro, à verdade (e a tudo o mais que queiram juntar) por parte de muitos militantes do Chega, chegou a notícia de que um ex-dirigente do Chega quer pagar para evitar julgamento por prostituição infantil. Ou seja, quando se julga que é impossível piorar, piora mesmo. 

Depois veio o momento caricato do Ventura -- naquele seu tom indignado, superior --, a vir divulgar que o Chega tinha votado contra a ida de Marcelo ao Festival dos Hambúrgueres, até porque, diz ele, é inadmissível que os impostos dos portugueses sirvam para pagar tamanho disparate. Como já foi amplamente parodiado, confundiu a Festa dos Cidadão com um festival de hambúrgueres. 60 carneiros sentados no nosso Parlamento e que estão a ser pagos com o dinheiro dos nossos impostos votaram com as patas, sem saberem o que estavam a votar.

Tendo sido ridicularizado por todo o lado, o que fez Ventura? Pediu desculpa? Não, senhor. Disse que se tinha enganado mas que a culpa tinha sido do Marcelo por andar sempre a viajar... e atirou com um número absurdo de viagens, dez vezes superior à realidade. Porque diz tantas mentiras? Porque faz tantas acusações disparatadas? Má fé, impreparação, desapego da verdade? Seja o que for, é mau demais.

Mas se a reputação do Ventura e da escumalha que se juntou a ele no Chega deveriam merecer o mais frontal e inequívoco repúdio de toda a população, não entregando um único voto a tal agremiação de marginais, mentirosos, incompetentes, mal-formados... o que se verifica é que uma parte significativa da população votante é igual ou pior a eles pois, segundo a última sondagem, aponta-se para o Chega a liderar as intenções de voto, caso houvesse agora novas legislativas. 

Pasmo com isto. Como é possível? As pessoas estão parvas? Ou, pior que isso, são parvas?

Penso que é tempo de se encarar a realidade: para evitar o descalabro (como o que está a acontecer nos Estados Unidos, um descalabro aterrador), há que entender, por dentro, as razões de tanta gente se rever neste culto, no culto Ventura. Provavelmente há que perceber que maioritariamente é gente que não lê jornais (muito menos livros, claro), que não ouve notícias, que apenas consome o lixo veiculado pelas contas das redes sociais do Chega, gente muito ignorante a quem não vale a pena tentar convencer através de factos, de números ou de gráficos pois, com certeza, nem a tabuada sabe, muito menos sabe interpretar gráficos, gente sem bases morais ou culturais, gente que se sente integrada no meio de um partido de meliantes.

Tudo isto preocupa-me demais.

As redes sociais, no meu caso, o Instagram, tem tido um lado positivo: traz-me o acesso à opinião de muitos senadores e congressistas americanos, de muitos jornalistas, de governadores, de gente da Justiça (alguns dos quais varridos pelo Trump), e o que ouço e vejo é aterrador, como se, num par de meses, todos os checks and balances, tal com os freios e o sistema de emergência do Elevador da Glória, tivessem deixado de servir para o que quer que fosse. Dá ideia que se partiu ou desprendeu o cabo da democracia e, inesperadamente, toda a sociedade americana se vê virada do avesso. 

O impensável passou a ser o quotidiano. A ignorância, a incompetência, o revanchismo, as perseguições gratuitas, a prepotência, a rudeza, a malvadez, a subserviência, tudo o que enoja, tudo isso é o que agora impera. 

E tudo isto perante a incapacidade de reacção dos democratas. Parece que estão anestesiados, sem reação. Aliás, para dizer verdade, nem sei quem é o mais poderoso dos democratas: ainda será Biden? Aquele senhor da Câmara dos Representantes? o líder dos democratas no Senado? A Kamala ainda mexe? O que se passa para estarem tão entorpecidos? Parece que apenas Gavin Newsom estrebucha. Mas não é suficiente. Perante os tremendos riscos há que haver uma força que se levante e defenda a liberdade, a democracia, a ética, a moral.

Mas não há.

E à medida que vou lendo, que vou ouvindo, que vou cruzando informação, mais aterrada fico. Sou radicalmente contra teorias da conspiração. Nada disso faz minimamente o meu género. Sou pela objectividade, não pelas suposições infundadas, pelo diz que diz. Só que, nestes domínios, em especial quando há muita patifaria, muito narcisismo, muita psicopatia e muito poder envolvidos, há um mundo paralelo, subterrâneo, do qual apenas nos vamos apercebendo à medida que alguém repara numa ponta solta, outro alguém a agarra e a puxa, outro se esgueira para ver de onde vem... E, portanto, a única coisa que, em concreto, sei é que, nos Estados Unidos, pouco ou nada sei sobre os mais recentes escândalos, atentados, suicídios, homicídios com contornos políticos. Volta e meia dou por mim a querer estabelecer ligações, relações causais. Mas detenho-me. Não sei o suficiente sobre o que se passa para poder, sequer, raciocinar.

Neste tema do jovem que foi assassinado, Charlie Kirk -- alguém que pregava a favor da violência, do porte de armas, alguém que defendia que era aceitável que todos os anos morressem pessoas assassinadas pois isso justificaria o tema da permissão do uso generalizado das armas, alguém abertamente xenófobo, racista, misógino, alguém que mobilizava fortemente a camada jovem do movimento MAGA, mas que, apesar disso, obviamente merecia viver --, estou em crer, a partir do que tenho lido e ouvido, ao constatar que há quem formule algumas dúvidas sobre alguns factos anómalos que envolvem todo o crime, que muito do que não se sabe talvez possa ser mais importante do que o que se sabe. E essa nebulosa que agora parece envolver tantas coisas naquele imenso país ainda torna tudo mais assustador.

Por isso, por tudo o que se vai sabendo sobre o que está a acontecer nos Estados Unidos (já para não falar de casos mais antigos como a Rússia), penso que deveríamos excomungar todo o populismo, todos os que dividem para reinar, todos os que instilam ódio na sociedade, todos os que não respeitam escrupulosamente a democracia, a liberdade, o respeito pela lei e pelas instituições democráticas. A dúvida é: mas como fazê-lo de forma eficaz? 

Aceitam-se sugestões.

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Nota

Claro que leio todos os vossos comentários, claro que os agradeço, os comentários enriquecem o blog, muitos leitores se calhar têm mais curiosidade em ler os comentários do que o que eu ou o meu marido escrevemos. Mas tenho andado com pouco tempo. E continuo a ter este hábito peregrino de só escrever no blog às quinhentas da noite o que faz com que, quando acabo, esteja com sono. Por exemplo, agora que já passa, e bem, da uma e meia da manhã, ainda quero ver os mails (... e já perdi a conta aos que também não agradeço e a que não respondo...) e ainda quero ir espreitar uma notícia cujo título me intrigou. Por isso, mais uma vez não vou responder ou agradecer os comentários. Por isso, peço as minhas desculpas.

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Desejo-vos uma feliz sexta-feira

sexta-feira, setembro 05, 2025

Compreender bem o que aconteceu
-- A palavra ao meu marido --

 

A tragédia que aconteceu em Lisboa, no elevador da Glória, é absolutamente chocante e difícil de admitir. Um acidente como este no centro da cidade ultrapassa a perspectiva que temos do que nos pode esperar no quotidiano. É terrível! 

Espero que esta tragédia tenha resultado de uma falha fortuita e imprevisível no sistema. Espero também que o inquérito aponte conclusões para percebermos o que falhou e quais as razões da(s) falha(s). 

Ao ouvir hoje uma parte da conferência de imprensa do presidente da Carris, houve dois aspectos que me chamaram a atenção. 

  • Primeiro, afirmou que os custos de manutenção tinham aumentado 25 por cento, não me lembro se em 3, se em 5 anos, mas só após a pergunta de um jornalista informou que os custos com a manutenção dos elevadores tinham sido os mesmos nos últimos 3 anos (995.000 € por ano). Parece que queria dizer só meia verdade. 
  • Mas o que me suscitou mais dúvidas foi ele ter dito que o concurso para prestação do mesmo serviço para 2025 tinha como valor base 1,2 milhões de euros, e nenhuma empresa tinha apresentado proposta. Quando um concurso fica deserto, geralmente isso significa que nenhuma empresa achou que conseguia fazer o trabalho pelo valor base. E, ainda assim, comparando com o valor que vigorou até agora, estamos a falar de uma diferença para cima, de mais cerca de 20 por cento (mais de 200 mil euros) -- e mesmo por estes valores bem mais altos ninguém apresentou proposta. Face a isso, a Carris vai ter que lançar novo concurso por um valor superior. Admitamos que o valor passará para 1,3 milhões de euros. 

A minha dúvida é: como é que a empresa a que foram adjudicados os trabalhos nos últimos três anos podia prestar um serviço de qualidade, parecendo que o valor que recebia era manifestamente insuficiente. A Carris pagava 995 mil euros, e, de um ano para o outro, o serviço vale mais de 1,2 milhões de euros, provavelmente 1,3 ou mais milhões de euros. Esteve a empresa prestadora do serviço disposta a perder centenas de milhares de euros por ano? Ou, porque o valor não era suficiente, fez algumas economias na prestação do serviço? Gostava de ver esclarecido este ponto.

O Moedas está sempre na televisão a gabar-se do que faz e, especialmente, do que não faz. Devia ter sido homenzinho e ter estado hoje ao lado do presidente da Carris, empresa tutelada pela Câmara, e assumir a responsabilidade política. 

O Marcelo veio dizer que era preciso apurar rapidamente a responsabilidade por esta tragédia. Concordo. O problema é quando se apuram as responsabilidades para nada, ou seja, apesar de conhecidas, ninguém as assume -- e o caso da Saúde tem sido sobejamente paradigmático disso, com a agravante de isso acontecer perante a conivência de Marcelo.

domingo, agosto 31, 2025

Activos destes & daqueles
-- A palavra ao meu marido --

 

O Marcelo, que corre o risco de ficar para a história como o hipócrita-desbocado -- já que seria  muito pouco sexy ficar com o extenso cognome de hipócrita-dissolvente-"marselfie"-o pior PR-desbocado -- disse, no meio de uma aula da universidade laranja, do alto da sua verve incontinente, que o Trump é um activo russo (por acaso até se enganou e primeiro chamou-lhe ativo soviético). 

Desta vez, concordo com o Marcelo. O Marcelo tem razão: pelas suas ações e omissões o Trump é, de facto, um activo russo. Não sei se não será mesmo um activo soviético porque, com a forma como actua, dá força ao objetivo do Putin de voltar às fronteiras do estado soviético. 

Tenho uma enorme repugnância em falar do Trump. É inqualificável o que ele está a fazer, tanto a nível interno como ao Mundo. Mas, neste caso, como em outros ao longo da história, o que é verdadeiramente insuportável e aterrador é que o Trump tenha sido eleito de forma democrática e continue a ser suportado pelos MAGA cuja acefalia demonstra até onde pode ir a manipulação, o populismo, o poder das redes sociais e a falta de educação. 

[Sofre da mesma acefalia dos MAGA quem recentemente comentou um post aqui do blog dizendo que o problema com o SNS, com os bombeiros, com isto e aquilo resulta do nosso apoio à guerra da Ucrânia. É absolutamente inconcebível que alguém possa pensar e escrever este tipo de coisas. Nada justifica este tipo de mentiras. A  manipulação dos factos e uma mentira muitas vezes repetida não alteram a realidade.]

Voltando aos activos, não me espantará nada se o Marcelo numa próxima universidade de Verão ou, quem sabe, numa tertúlia, disser que o Montenegro é um activo do Ventura, que a Mariana Leitão é um activo do Montenegro, que o Nuno Melo nem chega a activo, e que ele próprio é um hiperactivo. Vale uma aposta?

Nota: já aqui tinha referido o "êxito" que o governo tem tido no combate à inflação. Ontem soubemos que o valor da inflação subiu para 2,8% e que os produtos frescos aumentaram mais de 7%. Sendo conjuntural, como defendem os analistas inclinados para a direita, ou, sendo estrutural, o que é verdade é que esta enorme subida dos preços não é um activo para a bolsa dos portugueses.

sexta-feira, agosto 29, 2025

De "coordenação espetacular" a "nem tudo correu bem" ... para irmos acabar no "colapso"
-- A palavra ao meu marido --

 

O Marcelo armou-se em bombeiro e saiu chamuscado. Quis ajudar o Montenegro e foi dizer ao jantar que estava tudo a correr bem, até a "coordenação era espetacular". Perante a evidência dos factos lá vieram, a muito custo, o Montenegro e a ministra afirmar que afinal "nem tudo tinha corrido bem". De facto, depois das catástrofes que aconteceram (entre outras coisas, fico pasmado com um dos incêndios ter durado 12 dias, parece-me quase inverosímil!), era impossível manter a tese de que tudo tinha corrido bem. Vamos ver se depois de uma análise independente da forma como actuaram os vários agentes não se chega à conclusão que, de facto, de facto, vendo bem as coisas, houve um colapso do sistema. 

Para se resolver a crise a ministra anunciou a "chapa um" do governo quando há problemas: analisar os factos para "empurrar com a barriga" e deixar passar o tempo, e, entretanto, atirar dinheiro para cima. Parece-me até um pouco vexatório para os bombeiros, que todos temos por pessoas abnegadas e não venais, vir anunciar um aumento de 25% do salários aos que combateram na linha da frente. Para além de refletir a versão mercantilista do governo, põe a nu as vistas curtas da ministra e provavelmente do PM que não percebem que, em situações de crise, a retaguarda é tão ou mais importante que a linha da frente. 

Mas nada de razoável se pode esperar destes governantes. Lá perdeu o Marcelo outra vez uma boa oportunidade de estar calado.

Hoje ouvi o Paulo Raimundo, que estava inspirado. Diz ele que há hoje uma "conjugação" das forças de direita em Portugal, e concretizou: a AD executa a política, a IL é a lebre ideológica e o Chega é o arrebanha. Ora apontem aí que esta é boa!

quarta-feira, agosto 20, 2025

Maria Lúcia Amaral, a ministra da administração interna, é uma trainee
-- A palavra ao meu marido --

 

Muitas empresas incorporam anualmente nas suas hostes os denominados "trainees". É rapaziada recém formada, ou em vias de o ser, na qual a empresa encontra potencial para, se as coisas correrem bem, virem a fazer parte dos quadros. 

Hoje o Marcelo comentou os recentes disparates da ministra da administração interna (mai) que, como a anterior, tem demonstrado que não tem competência para desempenhar o cargo. Disse o PR que a ministra não conhecia os problemas e que tinha ainda muito que aprender, que ainda anda a descobrir os cantos à casa, etc., Resumindo, que é uma trainee. 

Percebe-se a subtileza do PR: não quis dizer que a ministra é uma trainee, era chato para a ministra, para ele e para o Luís, pelo que preferiu elaborar um pouco e não dizer a 'coisa" de chofre. 

Como é possível que o  Montenegro tenha escolhido e o Marcelo tenha aceitado para o cargo de MAI alguém completamente inexperiente e sem conhecimentos técnicos nos domínios de atuação do ministério? Será que admitiam que a senhora iria ter tempo para aprender? Esqueceram-se que com as previsões das vagas de calor para o verão e com o tipo de tempo que tivemos no inverno e na primavera a situação no verão ia ser muito difícil e era preciso alguém experiente e conhecedor para o cargo? O desastre que tem sido o desempenho do cargo pala ministra resulta naturalmente de  incapacidade da própria, de falta de discernimento do PM e da incoerência e hipocrisia do PR. A demissão da MAI e da ministra da saúde são urgentes. Não aconteceram é falta de respeito para com os Portugueses.

Nota: muitos dos comentários que nos são dirigidos pelo pessoal da direita são generalidades sem substância de quem não tem argumentos e só sabe atirar as habituais bolas "para o pinhal". Também é hábito referirem o José Sócrates, o que é uma história com barbas. Em vez de virem sempre com as mesmas requentadas alusões, sugiro que defendam as políticas do governo e refiram os sucessos que o "querido" Luís conseguiu. O problema é que isso é difícil, muito difícil, nada haveria para dizer, pois não?

domingo, agosto 17, 2025

A coerência do Montenegro
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Para quem apoia o Montenegro e também, claro, a quem o critica sugiro que tentem ver um vídeo que circula nas redes sociais em que se comparam duas intervenções do Montenegro sobre os incêndios (a minha mulher mostrou-me uma story na conta de Instagram do Miguel Prata Roque). O que se constata é que o que o Luís disse em 2022, quando era oposição, é exatamente o contrário do que disse agora quando falou dos incêndios. É mais uma confirmação da falta de ética e de honestidade moral do Luís. 

Como é possível que, numa questão tão dramática como são os incêndios (e este ano, até à data, a área ardida já é 17 vezes mais do que a de 2024!), diga uma coisa e o seu contrário só para ganhar ou para não perder votos? 

E a populaça parece que não percebe esta falta de rigor e esta indecência de o Luís (qual Trump) só dizer o que lhe interessa --  não o que é verdade. 

Claro que está bem acompanhado pelo Marcelo que nestas questões é professor catedrático. 

Quando ouvi as declarações da ministra da administração interna sobre os meios alocados para combater os incêndios fiquei ainda mais surpreendido com a evolução dos incêndios. A ministra afirmou que tem meios ilimitados para combater os incêndios e mesmo tendo uma jornalista sugerido que tinha sido um engano, que ela teria querido dizer que os meios eram limitados, manteve a afirmação. Estamos bem servidos com esta ministra. Também é uma coisa para que o Montenegro tem jeito, é escolher os ministros. Os expoentes máximos de acerto nas escolhas são as ministras da administração interna e a ministra saúde. 

O Montenegro é um "espectáculo" populista e sem conteúdo que se aproveite.

sábado, agosto 16, 2025

Silly Season -- A palavra ao meu marido --

 

A silly season dá cabo da malta. Que o diga o Marcelo a quem manifestamente o sol de Monte Gordo não trouxe melhoras. Ir anteontem fazer de bombeiro privado do Luís (segundo o Valupi, com base em artigo do Público) e dizer que a coordenação no combate aos incêndios tem sido "espetacular" dá que pensar. 

Estando perante uma das piores semanas de sempre de incêndios, o que teria acontecido se a coordenação tivesse sido um bocadinho menos "espetacular"? Boa presidente Marcelo, boa! 

Semelhante a esta só aquela do Marcelo que não ia falar da saúde porque a ministra tinha prometido resolver os problemas. 

Silly season é uma coisa, hipocrisia é outra coisa. E a conjugação de uma com a outra dão um produto chamado Marcelo. 

A ministra da administração interna também foi afetada pela estação que atravessamos. Informou o País que não se demite porque há dois meses fez um juramento de lealdade. Ele há cada justificação!  Fica no cargo não porque tem  dotes políticos, conhecimentos técnicos, capacidade de gestão, uma política para o setor,...? Não, fica no cargo porque jurou lealdade e leva esta coisa da lealdade a sério. 

Se está justificação fizer "jurisprudência", estamos tramados, nunca mais nenhum governante se demite. 

Quanto ao Luís, lá esteve na festa dos laranjadas. E não me pronuncio porque não ouvi o que ele disse no Pontal. Para mim um mentiroso é sempre mentiroso, e o Luís...

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Uma observação minha: 

Sugiro que deslizem um pouco mais para lerem um texto que repesquei dos comentários a propósito do Dr. Relvas, essa sumidade.

quarta-feira, agosto 13, 2025

Se não demitem a Ministra Ana Paula Martins, pelo menos transfiram-na para a Secretaria de Estado dos Inquéritos (a criar)
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

O que aconteceu ontem é mais uma vez inacreditável e põe Portugal no mesmo patamar que os países mais pobres que não se preocupam ou não têm condições para se preocupar com a saúde dos cidadãos. Uma mãe ter um bebe à porta do supermercado no centro de uma cidade, sendo o parto assistido pelo avô, porque ninguém atendeu no SNS24, é motivo mais do que suficiente para a ministra se demitir e o primeiro-ministro, no mínimo, pedir desculpa pelo estado a que deixou chegar a saúde em Portugal e deixar de tratar os portugueses com a arrogância habitual. 

Mas o ridículo é tão grande que hoje ouvi na SIC a secretária geral da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia referir, à laia de desculpa, que a parturiente teria tido um parto muito rápido e isso também tinha contribuído para que o nascimento tivesse sido na rua. Fiquei a ouvir expectante, julgando que teria sido uma coisa de minutos. Não, segundo esta senhora foi um parto que terá demorado duas horas! Então, em duas horas não conseguiram fazer chegar uma ambulância ao local...? E agora alguém desvaloriza o problema com um parto rápido...! Haja dó que não há pachorra para tanta falta de honestidade intelectual. 

Ontem o presidente do sindicato do INEM referiu que 20 por cento das chamadas são perdidas. Como é possível isto acontecer? A saúde tem piorado de dia para dia. Os resultados dramáticos da greve no INEM, os problemas com os helicópteros, o aumento dos custos sem quaisquer melhorias no sistema, as urgências fechadas, as parturientes a terem os bebés nas ambulâncias (e agora até no meio da rua!), a falta de controlo dos gastos, os valores milionários que os médicos recebem quando trabalharam como tarefeiros ou fazem cirurgias fora do horário de trabalho, o regabofe das nomeações para as administrações das ULS... são o estado a que isto chegou como resultado da política deste governo. Já passou o período dos 60 dias que prometiam, já passaram os seis meses que , a seguir, prometiam -- só o que não passa é a ministra nem a falta de vergonha do PM.

De cada vez que acontece um escândalo e já se está a perder a conta aos que já aconteceram (e, por muito, muito, menos que isto já uma ministra da Saúde se demitiu), o que faz a incompetente ministra? Um inquérito. Não sei quantos inquéritos já ela mandou instaurar. Uma acumulação de inquéritos. Depois, ou não se sabe quais as conclusões desses inquéritos ou, quando se sabem, são desvalorizadas. De uma maneira ou de outra, a ministra chuta para canto. E o Luís, como sempre, assobia para o lado.

E hoje veio o Marcelo dizer que não se pronuncia porque a ministra prometeu que tudo ia fazer para resolver os problemas. Vá gozar com a prima. Então quando se pronunciava sobre tudo e todos em questões de muito menos gravidade era porque os ministros prometiam que não iam resolver os problemas...? Vá mas é dar uma volta ao bilhar grande porque já não se consegue tolerar tanta hipocrisia.

Mudando de assunto, a questão dos incêndios também revela a incapacidade do governo para planear e resolver os problemas. Os incêndios este ano têm sido uma calamidade, a área ardida aumentou 8 vezes,  e agora soubemos que os Canadair estão inoperacionais, o que tornará o combate aos fogos mais difícil. O PM partiu a banhos para o Algarve e demonstra estar-se nas tintas para o assunto (será que vai haver um clamor de indignação semelhante ao que aconteceu com o Antonio Costa quando alguém, maldosamente, lançou a notícia falsa de que ele estava de férias quando ocorreram os incêndios?). Curiosamente os bombeiros têm estado pouco reinvindicativos e o próprio presidente da liga, tão crítico em anos anteriores, agora anda manso como um cordeirinho. Será porque o governo fez com os bombeiros o que fez com outras corporações, isto é, atirou dinheiro para cima dos problemas...? 

O que aconteceu com os professores e os colocou num patamar de privilégio relativamente ao resto da populaça, o que parece estar a acontecer nas FA, o que se passou com as polícias, os aumentos na saúde e etc... são bem exemplo do que é torrar dinheiro sem qualquer efeito positivo para a maioria da população e tendo apenas como objetivo garantir votos. 

Quando não houver dinheiro para distribuir o que irá fazer a rapaziada do governo?

sábado, julho 26, 2025

Marcelo, até que enfim
-- A palavra ao meu marido --

 

Finalmente, depois de andar a aparar o governo do Montenegro desde o início, o Marcelo deu um ar da sua graça e confirmou que o governo do dito não respeita a Constituição, não respeita as crianças, não respeita os mais elementares valores comuns às pessoas de bem, segue a agenda do Chega e só tem o objetivo de cavalgar a onda para ganhar votos, não olhando a meios para justificar o objetivo. 

Finalmente, o Marcelo esteve bem. Confirma-se também que o Montenegro mentiu. O "não é não" passou a "sim, sim". 

Aliás, após o Montenegro dizer que não tinha acordo com Chega veio o ministro da presidência dizer que o acordo existe. Um deles mentiu e dá-se um doce a quem adivinhar qual foi. 

Temos assim,  a coligação ADEGA (na feliz designação que alguém criou e que o Daniel Oliveira referiu no Eixo do Mal) formada pelo AD e pelo Chega. Pelo exemplo da lei dos estrangeiros, não sabem o que fazem e não respeitam nem as pessoas nem as leis. 

Ao que "chegou" o PSD!

quinta-feira, julho 24, 2025

Dicionário made in silly season

 

Futilidade: sondagens sobre as Presidenciais quando ainda não se conhecem todos os candidatos e quando os portugueses ainda estão muito longe de se ralarem com tal coisa.

Cábulas de primeira: deputados do Chega que, de cada vez que abrem a boca, revelam que não sabem do que falam

Cábula de segunda: Luís Montenegro que vai para a Assembleia da República armado em bom, em erudito, a citar Sophia de Mello Breyner, quando, afinal, a frase referida era da autoria de José Saramago. Ou o tipo que lhe escreveu o texto quis divertir-se à sua custa, colocando-lhe uma casca de banana debaixo dos pés, ou foi outro cábula que nem se lembrou de confirmar o que escreveu. Seja como for, ele próprio, o Luís, deveria ter tido a lucidez de confirmar o que ia dizer para evitar fazer um papelinho mais do que triste

Cábulas de terceira: alguns dos comentadores deste blog que aparecem aqui não para referirem factos concretos ou para rebaterem, factualmente, o que aqui se diz, se limitam a 'mandar' bocas ou, mais calinamente ainda, vêm revelar que têm uma bizarra fixação em Sócrates. 

Incompetente em expoente máximo: Ana Paula Martins. Não há dia em que as notícias não nos deixem estupefactos com as cavalices que se passam sob a égide de Madame Aparelhista

Ridícula: a defesa atotozada dos Anjos que não se calam com a cena do acne. Agora entregaram fotografias que atestam a borbulhagem

Embuste: quando eu trabalhava, sempre que havia actualização das tabelas de retenção de IRS, o que o Departamento de Recursos Humanos fazia era 'carregar' essas tabelas na aplicação informática de processamento de salários e escrever a data a partir da qual a nova tabela vigorava. Se a tabela fosse carregada em Agosto mas com incidência a Janeiro, automaticamente a partir de Agosto apareceria já a nova taxa de IRS e, nessa altura, o sistema calculava retroactivamente o IRS que deveria ser retido, devolvendo o que tinha sido retido a mais. Não havia ciência oculta. O valor retroactivo resultava de uma conta simples: o valor a mais em cada mês vezes o número de meses. Acontece que nada disto acontece com o Ministério das Finanças agora faz: o valor devolvido em Agosto e Setembro é muito superior ao valor resultante daquele referido cálculo. Verifica-se que a partir de Outubro (ordenados a pagar no fim de Outubro, ie, depois das eleições) a diferença no imposto retido é cagagesimal, alcagoitas. Mas o que vão devolver em Agosto e Setembro (antes da data das eleições) são valores simpáticos. Se isto não é manipular as pessoas ou comprar votos, que venham todas as virgens rasgar as vestes e me expliquem qual a lógica matemática desta jogada. 

Escapista: Marcelo Rebelo de Sousa, o palrador-mor, o omnipresente e ubíquo  Presidente que, depois de ter feito a vida negra a António Costa, com bocas encapsuladas e bocas directas ou indirectas, usando-se a si próprio ou usando a so-called fonte de Belém, e de ter feito o possível e o impossível para correr com o PS e para pôr o PSD no governo, agora, haja o que houver, remete-se ao silêncio. Não é apenas que se tenha tornado discreto, é mais que isso, praticamente desapareceu, emudeceu, empalideceu, quase se tornou um fantasma.