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quinta-feira, novembro 03, 2022

Os objectos de afeição de Kim Kardashian

 


Foi há pouco tempo que soube da existência das Kardashians. De repente parece que toda a gente as conhecia menos eu. Não sabia quem eram, o que faziam, de onde lhes vinha a fama. 


Soube depois que eram conhecidas por serem conhecidas. Na altura, um novo conceito. (Agora, uma coisa já mainstream).

No caso de Kim, começou por ser conhecida por ser conhecida de Paris Hilton. 

Depois tornou-se ainda mais conhecida pela polémica em torno da divulgação de uma gravação sexual amadora, gravada pelo parceiro, na qual aparecia em cenas de sexo explícito em várias modalidades. 

A seguir à Kim Socialite, a Kim Pornostar. Mas uma porno star condimentada, ofendida, ressentida, arrependida. Santa Porno Kim. O tema deu que falar com processos judiciais e acordos milionaríssimos à mistura. Estava famosa. 

Daí até ao reality show em que as câmaras a acompanhavam, a ela bem como à família, durante o dia inteiro, Keeping Up with the Kardashians, foi um ápice. 

E um sucesso. A vida das socialites à vista de toda a gente. A facturação em crescendo.

E não mais parou. Mostrando o rabo, mostrando as mamas, mostrando as mudanças de cor de cabelo, mostrando as indumentárias dos filhos, mostrando o closet. Sempre mostrando alguma coisa.








Quem dê uma vista de olhos por aí, vê-la-á sempre. É ela e uma das irmãs, é ela e outra das irmãs, é ela e os filhos, é ela e a mãe, é ela e o marido, é ela e o agora já ex-marido, é ela e as suas sessões fotográficas, é ela e o seu rabo amestrado, é ela e o vestido de Marilyn Monroe, é ela e todas as outras insólitas e chamativas toilettes, é ela e as participações em eventos, é ela e Trump, é ela e o seu corpo que não parece de verdade, é ela e os seus muitos milhões de seguidores no Instagram, é ela a ser assaltada em Paris e uma cobertura mediática do sucedido como se de uma tragédia galáctica se tratasse, é ela sempre presente e já considerada uma das pessoas mais influentes no mundo, é ela agora uma das mais ricas, com uma fortuna bilionaríssima, obscena.

Claro que, quando se chega a este patamar, vale tudo. E tudo é notícia. 

E não há aqui grandes juízos de valor da minha parte. O mundo encaminhou-se neste sentido. É o que é. Poderia dizer que o mundo entrou por um caminho em que o que é valorizado é a superficialidade, a futilidade absoluta, o diz-que-diz-que, a felicidade tornada ficção. Mas não vale a pena dizer muito mais sobre isto. É assim. Nada a fazer. Já não há retorno.

E não é a Kim. São os e as milhares de Kims e os milhões de putativas Kims. Um mundo que vive de se expor. O mundo dos influencers. As redes sociais tornaram possível e potenciam esta exacerbação da auto-exposição, uma maneira de viver em que se vive para se mostrar como se vive. E, em cima disso, as televisões que mimetizam a estupidez que prolifera nas redes sociais. Convidam-se pessoas para programas apenas porque são parvas e burras e porque, como todas as pessoas parvas e, ao mesmo tempo, burras, dizem o que lhes vem à cabeça sem qualquer hesitação e pudor. E, provavelmente, é isso que dá audiências. Também essas pessoas devem ganhar bem, não os milhões de Kim mas certamente acima do salário mínimo ou, mesmo do salário médio. Aptidões para o que quer que seja no mundo real certamente zero. Mas neste mundo virtual são valorizadas e famosas e parece que é o que importa.

E, porque são famosas, dão entrevistas, são convidadas e expor-se ainda um pouco mais. São pagas para isso.

É o caso do vídeo que abaixo partilho. A Vogue filma a Kim Kardashian a mostrar a sua casa. 

Uma casa enorme quase vazia. Décor a condizer com as cores da roupa que veste e com a maquilhagem que usa -- ou vice-versa. E, como objectos de estimação, meia dúzia de desenhos e pinturas feitos pelos filhos, as cartas que ela escreve aos filhos, uns postais que recebeu e... carros de luxo todos da mesma cor e da cor do décor. Dir-se-ia que uma monotonia proporcional à sua vacuidade. Mas talvez seja apenas excêntrico. Talvez meio mundo vá a correr imitá-la, pelo menos até onde a bolsa lhes permitir.

E, no fim das contas, talvez isto seja eu que não estou a captar a essência da coisa, eu fora de moda, eu fora deste mundo, eu que não percebo bem estas opções, estes estilos de vida. 

Este é um mundo muito estranho. Pelo menos para mim é.

Inside Kim Kardashian's Home Filled With Wonderful Objects | Vogue


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Um dia bom
Saúde. Equilíbrio. Paz.

segunda-feira, janeiro 03, 2022

A difícil vida dos escritores

 

Gostava muito de ver o filme de que abaixo mostro a apresentação. Não sei se vem para Portugal nem sei se ganharei confiança para me enfiar durante hora e tal numa sala fechada a respirar o ar saturado, expirado pelas outras pessoas. Claro que há que acreditar que os sistemas de climatização dos espaços públicos estão configurados e mantidos para não comportarem riscos para a saúde pública, em especial em época de contágios pelas vias respiratórias. Mas, ainda assim, como nas relações um pouco saturadas, acho que prefiro dar um tempo.

No entanto, confesso que, apesar do cheiro e do ruído mandibular associado às pipocas, ainda acho que há uma mística em assistir a filmes no escurinho da sala de cinema. Além disso, como frequentemente ia ver filmes que não atraíam muito público, era bafejada pela sorte de ter salas com pouca gente e, sobretudo, por partilhar o filme com gente silenciosa, respeitadora.

Seja como for, para garantir que o via, a verdade é que gostava que o filme passasse na Netflix ou na HBO. Tromperie|Deception

Gosto bastante da Léa Seidoux, em geral gosto de filmes franceses; e ser baseado numa obra de Philip Roth é um plus que não deve ser negligenciável.

Ao ver a apresentação, ocorreu-me que uma das dificuldades para quem tem uma vida sentimental e sexual muito movimentada e uma escrita confessional deverá ser o risco de reacção de quem se sente retratado e, para os que são casados, o receio de que o/as respectivo/as tentem tirar a limpo se o que é ali retratado tem fundo de verdade.

[Alimento a esperança de ainda vir a ter tempo para me dedicar, de alguma forma, à escrita. Se me puser a escrever memórias, creio que terei alguns episódios interessantes para reportar. Mas tenho para mim que mais do que apontamentos que possam ter algum interesse do ponto de vista da petite histoire associada à história dos dias, teriam graça os episódios anedóticos ou atrevidos. Mas... e se os envolvidos o lêem e não acham graça nenhuma? Perdoar-me-iam que os expusesse daquela forma?

Será mais seguro ficcionar. Mas como ficcionar na íntegra, escrever na base de uma imaginação bacteriologicamente pura, quando a vida é tão rica e supera em densidade, divertimento ou picante a ficção?]

E pode um escritor ficcionar uma história de adultério, descrevendo ao milímetro as aventuras, os cenários e os momentos de amor, sedução ou prazer, descrever os riscos incorridos, descrever as perplexidades, os sustos, descrever a adrenalina, descrever as combinações em segredo... e o cônjuge não desconfiar que aquilo não é ficção coisa nenhuma, que aquilo é confissão pura e dura?

E como reage um escritor quando é confrontado com essas desconfianças? Ou com acusações de deslealdade por parte de quem, em segredo, viveu esses amores encobertos?

Nega? Confessa? Pede desculpa? Ou, no íntimo, está-se nas tintas e quer é viver situações extremas para ter o que contar?

Tromperie | Deception (2021) | Realizado por Arnaud Desplechin
An American novelist living for a time in London converses with his wife, his mistress, and other female characters he may have dreamed up.
Arnaud Desplechin returns with a powerful, haunting story of sex and loyalty, love and deceit. Adapted from Pulitzer Prizewinner Philip Roth’s bold autobiographical novel exploring the world of adulterous intimacy.

E, ao que parece, Léa Seydoux, 36 anos, assina mais uma memorável representação.

Estou danadinha por vê-la a beijar as palavras

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Percebi que começaram os debates para as Legislativas. Não vi. Sei bem em quem vou votar. Não é com trocas de galhardetes em formato de condensado televisivo que vou mudar de opinião. 

Ao fazer zapping vi que começou outro Big Brother, desta vez com a Madame Brega in action, gritando como uma capada. Na sala das anedotas, um bando de gente de aspecto suspeito, incluindo o Bruno de Carvalho. Não conheci ninguém a não ser ele. Pelo aspecto do que vi, parece que sacaram um bando de desocupados nalguma casa de alterne. Curiosamente, parece que chamam a esta edição a dos Famosos. A TVI na sua trajectória descendente, a bater no fundo. 

Quanto aos outros canais não tenho ideia. Estive a ver a Terapia com o Gabriel Byrne (e daqui vai, de novo, o meu obrigada pela dica!). 

Não estamos a começar bem o ano, televisivamente falando.

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Desejo-vos uma boa segunda-feira

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Love is blind?
Ná. Não me parece. Sou mais pelo amor em Paris. Paris, Texas, obviamente.





Há um lado de mim que tenta manter-se à margem. Acontece com alguma frequência não conseguir participar na conversa por não conhecer o mundo que descrevem. E já nem falo nos Faces ou nos Instas, coisas que haverão de passar à história antes que eu sinta necessidade de me arregimentar. Idem o Twitter. Dizem-me: razões profissionais. Mas eu nunca senti necessidade ou, sequer, curiosidade de perceber a vantagem de saber o que uns quantos pensam, exprimindo-se em meia dúzia de palavras. Presumo que seja coisa que também passe de moda. Só vejo vantagem nisso para quem está em contexto de guerra ou de isolamento e não tenha como se comunicar com o mundo senão por esta via. 

Mas, mais recentemente, pior mesmo é a cena do Netflix ou HBO ou sei lá o quê. Todos falam das séries, todos se confessam devotos, viciados, experts... e eu zero. Os mais cépticos já se renderam, já não há quem não. Excepto eu. Já olham para mim com incompreensão.

Mas resisto e creio que, enquanto puder, continuarei a resistir. 

Aliás, se eu soubesse o que sei hoje acho que nem ao mail eu teria aderido. Ainda agora, neste momento, recebi um mail com questões e, logo a seguir, plim, plim, um atrás do outro, um com uma apresentação para eu validar antes de ser enviada. Uma permanente intrusão. 

Cartas escritas com tempo, revistas, isso sim. Ou, vá lá, faxes. 
No outro dia, uma jovem disse-me que no banco estavam com um problema qualquer e que tinham dito para se mandar um fax. Fiquei perplexa: 'Fax? Mas ainda há disso? Nós cá acho que já não temos'. Mas uma secretária que ouviu a conversa sossegou-nos: 'Então não há? Claro que há!'. E lá se enviou um fax. Pareceu-me coisa próxima de ter mandado um dos motoristas montado num cavalo com um rolinho de papel na mão.
Mas pessoas que considero legítimas (seja o que for que isso quiser dizer) falam-me de séries que me fazem pensar que talvez eu gostasse de ver. Só que não quero arranjar mais coisas a que possa ficar agarrada. Eu quero é rodear-me de verde. Ou de azul. Ou de branco. Eu quero é rodear-me de silêncio. Eu quero é descobrir por mim. Não quero que me sirvam aquilo a que eu, rendida, fique presa. Também me seria mais fácil comprar comida feita. 
Tenho amigos que, para mais de seis pessoas, falam para empresas de catering e recebem em casa a comida que servem. E acima de dez, junto com a comida, contratam empregados. E, para mais de quinze ou vinte, contratam comida, empregados e mobília. Eu sou animal antigo. Faço comida, lavo a louça, vou buscar bancos à varanda, cadeiras onde as houver. 
Por isso, para encher o meu tempo livre, que é absurdamente escasso, eu prefiro pegar num livro, procurar vídeo, escolher música, pôr-me a escrever, deitar-me a divagar, espreitar a televisão. Não quero ser invadida por posts ou fotos ou stories dos outros nem ficar agarrada às séries dos canais de streaming.


Mas isto porque, eu que gosto de saber o que por aí há, que filmes estão para ser dados à luz, agora passo a vida a dar com o nariz na parede: lançamentos Netflix. Portanto, vai chegar o dia em que vivo do lado de cá de uma parede e o que vai aparecendo de novo está do outro lado. Por exemplo, andava a passar ao lado de um falatório sobre uma qualquer que parece que acha que voz sexy é voz de bebé e, às tantas, fui tentar perceber de que é que estavam a falar. Pois bem: Love is Blind. Na Netflix, claro.


Fui espreitar ao YouTube. Ao princípio lembrei-me do Paris, Texas, filme tão infinitamente precioso.  A perspectiva de dois estranhos se comunicarem através de palavras, neste caso através da voz, parece-me apelativo. Mas afinal, do que dá para perceber, aqui a coisa rapidamente descamba e parece virar um banal reality show. Não se percebe, parece que há uma atracção pela banalidade. Teria sido impossível fazer aquilo mas com os participantes a manterem-se intangíveis, invisíveis? Creio que não. Mas não, foram pelo caminho mais fácil: desfazem o mistério e banalizam o contacto e, claro, desfaz-se o encanto, sacrifica-se a magia. Do que se vê, há zaragata, macacada, zero romance.

Ou seja: não vai ser por isto que vou deixar-me tentar pela Netflix. Melhor assim.



Já agora:

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Desta vez apeteceu-me ir buscar obras de John William Waterhouse que retratava mulheres com tempo para serem mulheres. E, para meu agrado, Passenger & Gregory Alan Isakov interpretam Kathy's Song. 

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E queiram descer um pouco mais para poderem ouvir Thanks for the Dance. Cohen, eterno.

E uma feliz quinta-feira

segunda-feira, novembro 05, 2018

Esperem lá: O "Casados à primeira vista" afinal é um reality show?
[Mais valia era porem um microfone e uma câmara atrás da malta que gira em torno de Tancos para a ver se a gente percebe quem é que anda a mentir neste filme]


Bem. Se vos contasse o meu dia não acreditavam. Se amanhã me conseguir mexer só vos digo que é milagre. Uma coisa do além.

São quase onze horas e agora é que acabei de jantar. 

Claro que já tratei da lida doméstica. O problema é que a lida doméstica começou tarde e más horas. 

Uma loucura. Ao telefone agora com a minha filha, ouvi das boas, que somos malucos. Se calhar, somos. 

Como estávamos no estado em que estávamos e como tinha roupa para lavar, roupa para arrumar, sopa e arroz de carne para fazer, pagamentos a fazer e unhas a pintar, achámos que o melhor era mandarmos vir uma piza. Mandámos. Com a chuva e provavelmente com muita procura, chegou hora e meia depois do pedido. Já meio fria mas boa e, além disso, tanta a fomeca, que marchou que nem ginjas.

Mas isto para dizer que, ao sentar-me agora aqui na minha sala (que está como nova!), liguei a televisão e dei com uma cegada, gente mal disposta, meninas birrentas, um pobre de óculos que, penso que na lua de mel, até chorou tal foi o destrato a que a briguenta da mulher o sujeitou, psicólogos ou sei lá quem a darem música aos casais... e fiquei a perceber que afinal aquilo dos casamentos não é one time shot. Não tinha percebido: pensei que o objectivo era uma equipa polivalente descobrir o par certo entre os candidatos e que a coisa se extinguia com o casamento ou, no máximo, que talvez houvesse algum ponto de situação ao fim de algum tempo. Mas não: dá ideia que as câmaras andam sempre atrás deles, gravam as conversas, uma coisa invasiva. Um reality show.

Uma coisa estranha. Já achava extraordinário -- mas não censurável, aliás, até curioso -- que as pessoas escolhessem este método para arranjarem parceiro mas agora acho um bocado estranho que aceitem sujeitar-se a uma coisa como esta. Uma pessoa expor-se desta forma, expor a sua intimidade, as suas inseguranças...? Que coisa tão, tão estranha.

Por vezes, tantas e tantas são as situações em que me sinto fora deste mundo, que até tenho que me esforçar para não ficar a pensar que tenho alguma pancada.

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Sobre Tancos não consigo dizer nada a não ser que tanta tramóia num milieu que devia estar reservado a gente séria também me deixa a pensar que tudo aquilo é tão estranho que, na volta, eu é que não tenho QI que chegue para compreender que forrobodó é aquele. Não seria de também transformarem aquela cena num reality show para a gente acompanhar em directo as traições, as aldrabices, os conluios, as ratices, as fofocas, as rasteiras, as facadas nas costas?

Ó Professor Marcelo, Presidente, pense lá nisso. Mande distribuir microfones e ponha a malta dos Big Brothers desta vida a seguir os GNR de Loulé ou do Vale da Gatinha, a PJ, a PJM, o SIS, os sargentos, capitães, generais e tutti quanti, a ver se conseguimos perceber alguma coisa desta história mal contada. Pode ser?

domingo, janeiro 29, 2017

A democracia no início de uma nova era


Talvez um dia o Passos Coelho, depois de acumular negas para a Câmara de Lisboa, resolva convidar Cláudio Coelho. 

Cláudio Coelho, conhecido por ser jogador de poker e, sobretudo, pelas suas participações nos reality shows apadrinhados por Madame Teresa Guilherme e pelos mediáticos romances que vai tendo com estrelas do seu calibre, uma das quais Cátia Aveiro, embalado pela fama, com o ego em cima face a ser capa de tantas revistas e a ser tão requisitado, resolva que está na hora de pôr a sua arte e manha ao serviço do povo.


E talvez o povo português, iludido, seguindo o exemplo dos americanos que puseram um biltre platinado na presidência, achem que mais vale um não político, um sujeito esperto e charmoso, do que um qualquer outro sem graça e com menos antena do que o Cláudio Coelho -- e o elejam.

E, portanto, depois do que tenho visto nos últimos tempos, não me admiraria muito que também o nosso pobre país aparecesse um dia maculado pela presença de um qualquer espécime desse estilo ao comando dos destinos de uma cidade, quiçá até de todo o país.

Hoje, enquanto não chegava a nossa vez na caixa do supermercado, deixei o meu marido na fila e fui espreitar as revistas. Uma notícia deixou-me espantada: Maria Vieira diz que o desaguisado com Ana Bola ainda acaba no tribunal. Pasmei. Sempre achei que fossem amigas e gente decente. Abri a revista e li em diagonal. Tricas expostas ao público no facebook, bloqueio de uma e outra na rede de amigos, cenas que não percebi mas que me pareceu terem a ver com comentários no facebook.


Mulheres já maduras, com mundo, e para aí andam em bate-boca nas rede sociais. É este o mundo em que tudo se propaga, onde tudo se empola, emporcalha e desvirtua. 

É o tempo da democracia mais absoluta, sem representantes. Cada voz vale por si e tanto como as demais. É este mundo imediatista, populista, em que a opinião de um burro vale tanto como a de um sabedor, em que um cão ou um gato pode ter a sua página com milhares de seguidores, em que todos seguem todos e todos sabem quem são os amigos de um e outro, em que toda a gente solta likes ou emite opiniões que não valem um caracol mas que logo se enchem de likes e se propagam como coisa importante. Ecos de ecos de coisa nenhuma.

Mais: os mais carenciados, os mais vulneráveis são os primeiros a gostar de espreitar a vida de fausto dos ricos e famosos e os primeiros a darem o seu voto quando uma qualquer dessas bestas douradas se apresenta a votos, mesmo que a besta anuncie que vai espezinhar ainda mais os carenciados e favorecer os esquemas, a fuga ao fisco ou, até, o comportamento mais misógino, retrógrado e execrável.

Não sei como se combate esta onda. Mas sei que tem que ser combatida.


O que se passa nos Estados Unidos é de vómito. Aquelas imagens que nos chegam, o Trump à secretária -- rodeado de figuras de enfeite que mais parecem saídos de uma comédia do Borat -- a assinar determinações que parecem anedotas de mau gosto, são de uma pessoa se arrepiar. Assina e mostra para as câmaras. Só falta aparecer a seguir uma do género da Teresa Guilherme, com um vestido coberto de lantejoulas, apertado para além do razoável, com decote até ao umbigo, cabelos até meio das costas e riso alarve, aparecer a comentar e louvar o sucedido. Os reality shows a chegarem à Casa Branca. O impensável a acontecer. E nós a assistirmos. Em directo e a cores.


E, no entanto, se Donald Trump, depois de todo o lixo que já produziu nesta semana, se apresentasse de novo a votos era capaz de ainda ter uma votação idêntica à que obteve. 

Pacheco Pereira tem escrito sobre isso e tem escrito bem. Mas ele elucubra sobre como estamos. Chora sobre leite derramado. Chove no molhado. O mesmo que eu estou a fazer mas com sabedoria e um mérito que não tenho. No entanto, face ao que está a acontecer é preciso mais do que isso, é preciso quem veja mais longe e saiba como travar esta onda.

Isto a que assistimos é a democracia em formato lúmpen e daqui, como se vê, não sai nada de bom; só sai rebotalho. 

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Já agora deixem que partilhe convosco:

Com que se parece uma Democracia: um retrato do fim de semana da tomada de posse nos EUA




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E, também já agora, uma graça

A Boa Mãe -- La Madre Buena (The Good Mother)


The tale of a Mexican mother torn between her politics and pleasing her only son’s request – to have a Donald Trump piñata for his birthday party.




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segunda-feira, dezembro 19, 2016

O assustador mundo novo
- Find my phone
[E o presente de Natal de Putin para Trump]



Estive a ver o vídeo abaixo. Antes de mim, o vídeo já tinha sido visto para cima de dois milhões de vezes apesar de ter sido divulgado apenas há cinco dias.

Trata-se de um tema na ordem do dia e não é apenas por haver fortes indícios de que hackers russos terão invadido contas de correio democratas, tornando a vida de Hillary Clinton bastante difícil. 

Obama acusa a Rússia e Putin, o amigo de Donald Trump, assobia para o lado. Mas o tema tem tudo para pegar ainda mais fogo do que já pegou pois há mil 'habilidosos' à solta dispostos a tudo nem que seja, apenas, para provarem que conseguem.

O assunto está na ordem do dia pela evidência dos factos porque só quem não quiser pensar no assunto é que não percebe a extrema vulnerabilidade de quem usa meios que associam a mobilidade à informação. A tecnologia vai avaçando, vai sendo cada vez mais barata, acessível a todos, e o mundo vai girando a reboque de maneiras de estar na vida que não foram nem regulamentadas, nem sobre as quais existe, em tempo útil e de forma expedita, qualquer tipo de controlo.


Andamos com telemóveis através dos quais falamos, fazemos pesquisas na net, usamos gps que localizam os nosso movimentos, etc, etc, etc., e nos quais reside o nosso correio, os acessos às redes sociais nas quais nos inscrevemos, mensagens pessoais, fotografias e vídeos -- e sei lá que mais. E esquecemo-nos de que, se os perdermos, parte da nossa vida fica a descoberto. E esquecemo-nos que, de alguma forma, algum software malicioso pode lá ter ido parar permitindo, a outros, ouvirem-nos, fotografarem-nos, vigiarem-nos.

O vídeo abaixo retrata uma situação real e, embora dura vinte um minutos, peço a vossa atenção para ele.

Não devemos tornar-nos paranóicos mas deveremos, isso sim, estar alerta e ter alguns cuidados. 

Transcrevo parte do texto -- da autoria de Anthony van der Meer, estudante da arte de fazer filmes -- que acompanha o vídeo Find my Phone, que me deixou francamente incomodada (apesar de nada disto ser novo):


After my phone got stolen, I quickly realized just how much of my personal information and data the thief had instantly obtained. So, I let another phone get stolen. This time my phone was pre-programmed with spyware so I could keep tabs on the thief in order to get to know him. However, to what extent is it possible to truly get to know someone by going through the content of their phone?
In the Netherlands, 300 police reports a week are filed for smartphone-theft. Besides losing your expensive device, a stranger has access to all of your photos, videos, e-mails, messages and contacts.
Yet, what kind of person steals a phone? And where do stolen phones eventually end up?

The short documentary ‘Find My Phone’ follows a stolen phone’s second life by means of using spyware.
Although you’ll meet the person behind the theft up close and personal, the question remains: how well can you actually get to know someone when you base yourself on the information retrieved from their phone?
Do you want the full story behind the film? You can contact me in order to answer all of your questions by means of an interview (I’m proficient in Dutch and English), or to invite me to a film festival.

Find my Phone




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Big Brother is watching you 

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em todo o lado em que estejamos 'ligados'


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E, falando em Trump e em Putin -- e em spyware -- , juntemo-los com umas pitadas de humor

Donald Trump, played by Alec Baldwin, received a special holiday visit from his good pals, Vladamir Putin (Beck Bennett) and Rex Tillerson (John Goodman) last night on SNL. A shirtless Putin arrived first, climbing down the chimney and offering a Christmas gift that was obviously just Russian spyware in disguise.


Donald Trump Christmas Cold Open




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segunda-feira, janeiro 27, 2014

A Casa dos Segredos (ou O Desafio Final) na TVI: a abjecção não tem limites? Vale tudo em televisão? E, por coincidência, uma vez mais a palavra aos Leitores: "BORDEL CHEZ MADAME TÉTÉ"


Há pouco, para ver se o Professor Marcelo ainda estava na opinação com a Judite, parámos na TVI. E, sem querer, assistimos a uma cena que mais parecia uma cena de praxes. Era a Casa dos Segredos que agora, salvo erro, se chama Desafio Final. 


A TVI abusa daqueles pobres coitados que tudo fazem para aparecer ou para ganhar algum dinheiro. Que as pessoas se esforcem para assegurar a sua subsistência é mais do que compreensível. Mas, do que parece, mais do que por uma questão de subsistência, aqueles jovens estão ali para serem conhecidos para depois fazerem presenças. E, do que me parece, fazer presenças é o seu modo de vida.

É mais uma daquelas manifestações de uma realidade paralela. Mas que a TVI, para ter audiências, vá até ao ponto em que a dignidade das pessoas saia beliscada, já me parece demais.

O que se estava a passar ali era o seguinte: para que uma de duas miúdas, Érica ou Jessica, se bem fixei os nomes, pudesse estar na Final, teria que enfiar o braço para tirar peças de um puzzle de um frasco cheio de pequenos ratos. As miúdas enojadas, cheias de medo, sujeitaram-se a isso.


E, como se isso não bastasse, a seguir ofereciam 5.000 euros a quem tirasse uma certa chave de frascos com larvas nojentas. E sempre a Teresa Guilherme a incentivar, a gritar, a fazer trocadilhos maliciosos, uma coisa quase aberrante dado o que se estava ali a passar. 


Nesse ponto, fugi a sete pés daquele canal.

É mau demais. 

Como é que há jovens que se prestam a isto? E, tão estranho como isso, na assistência está (o que se percebe ser) a família a aplaudir. Em vez de se indignarem com os sacrifícios a que os jovens estão a ser submetidos, as famílias rejubilam.

Como é que a televisão chegou a este ponto? E em prime time num fim de semana?

É o que as pessoas querem ver, dirão os cínicos. Pois. Podia aqui recordar coisas que as pessoas, em tempos que já lá vão, também gostavam de ver. No entanto, gosto de pensar que isso foram coisas que ficaram lá para trás, nas dobras sombrias da história.

Tudo isto é estranho e inquietante. Que mundo é este?

Li um texto escrito por Rui Bebiano no seu interessante blogue, A Terceira Noite, que me deixou a pensar. Nem tudo resulta de um mau governo, claro que não. Mas de um mau governo, nascem más escolhas que depois fazem outras más escolhas, gente que faz más leis, que desregula o que deveria regular ou regula ao contrário do que devia.

Transcrevo a parte inicial desse texto:


Ainda sobre as medidas governamentais em curso objetivamente destinadas a desmembrar o mais depressa possível a investigação científica e a fazer com que Portugal regrida trinta ou quarenta anos neste domínio. Independentemente das dificuldades de tesouraria que todos sabemos existirem – e que servem para justificar formalmente os cortes arbitrários –, parece evidente que tais medidas de imposição da barbárie só podem ter como responsáveis, em última instância, pessoas que nem uma licenciatura fizeram com um mínimo de qualidade, e para as quais, por isso, é totalmente inimaginável aquilo que se faz ou deixa de fazer nos centros de investigação e nos domínios mais avançados da produção de conhecimento. É o cenário distópico, até há pouco inimaginável para qualquer professor, de um país governado pelos que foram os seus piores alunos.

*

Mudando agora de registo, até porque o humor por vezes é mais eficaz do que muitos sermões. Recebi da Leitora Lídia mais algumas das suas divertidas montagens e textos.

Transcrevo um dos textos, uma anedota. Diz a Leitora que se lembrou desta anedota vendo uma revista cor de rosa no escaparate:


Em Paris há um bordel chiquérrimo dirigido por Madame Tété. As demoiselles estão todas prontas esperando os clientes. Tocam à campainha e Madame Tété ordena a Mademoiselle Bébé: Vá ver quem toca. 

Era um gentleman de chapéu de coco e uma mala samsonite na mão, que lhe diz: Diga à sua patroa que eu sou um tarado sexual e quero  uma mulher obediente e pago tudo  o que ela quiser. 

Entrou discutiu o preço com Madame Tété que ordenou a Mademoiselle Mimi:  Acompanhe o cavalheiro ao quarto e faça tudo o que ele exigir.

Ela subiu as escadas e, chegada ao quarto, começou a despir-se. Ele indignado disse: Nada disso, vá à casa de banho, encha um copo de água e suba para cima do guarda fatos. Ele despiu a roupa toda, abriu a samsonite e começou a vestir um fato de mergulhador, pôs as barbatanas e o respirador.

Disse: Mademoille, com os dedos comece a atirar a água para cima de mim. E começou a gritar: Ai Mãezinha estou a gozar tanto, com tanta chuva. 

Passado um bom bocado gritou: Agora bata com os sapatos no guarda-fato. E ele gritava: Ai Mãezinha estou a gozar tanto, tanta chuva, tantos trovões. 

Passado outro bocado disse: Agora com o outro pé apague e acenda a luz. Aí gritou: Ai Mãezinha que tempestade monstruosa, tanta chuva, tantos trovões, tantos relâmpagos.

Passado um tempo, Mimi já não aguentava mais e disse. Oh Cavalheiro e quando vamos f.......?

E ele, indignado, respondeu: É maluca ou faz-se? Com um tempo destes? 

*

E esta foi uma das montagens que a Leitora Lídia me enviou.

"Em noite quente na casa", "Doriana e Érica"

Nem de propósito
hoje aterraram aqui alguns visitantes

que vinham em busca de 'Érica nua',

não sei se era desta ou se há outras Éricas que andem nuas por aí.


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sexta-feira, outubro 25, 2013

Paulo Portas e o mistério do desaparecido Guião da Reforma de Estado; a birra entre os quero-posso-e-mando de Angola e os pategos e os machetes de Portugal; as apostas sobre se é um programa cautelar ou um segundo resgate que aí vem embrulhado em condicionalidades; as opiniões divididas sobre a linguagem de Sócrates e sobre se aquilo da ditadura é mero pretexto para vir chatear o Santana Lopes ou o Tozé Seguro; as interpretações sobre o convite que o mesmo Sócrates diz ter feito a Passos Coelho; o Catroga que acha que o Sócrates (sempre ele) deveria ser julgado; a Merkel que tem andado a ser escutada pelos americanos, etc, etc. Tudo coisas sem importância. Importante mesmo é tentar descobrir quem foi o casal que foi apanhado a praticar um 'acto indecente' no elevador de uma estação de comboio em Inglaterra.


Ora bem, sobre estes assuntos aqui referidos acima o que tenho a dizer é que não vou falar deles. Não me interessam, são areia atirada para os olhos do zé povo, são coisa nenhuma, balelas, tretas, irrelevâncias, inconsequências, déjà-vu, coisas que dão em nada, palha, disfarces, fogo fátuo, manobras de diversão.

Nem vou falar do nonsense pegado que é o OE especialmente quando visto em perspectiva, comparado com um novo rectificativo e com os resultados da execução orçamental do último trimestre: nada faz sentido, nada bate certo, nada tem lógica, nada tem explicação possível. Ou é tudo um barrete mal engendrado ou é incompetência em estado puro, ou é obra de malucos encartados. Venha o diabo e escolha.


Que são uns amanuenses incompetentes, disso não há dúvida, uns joguetes inofensivos, também não. Mas que sejam tão incompetentes, tão nabos, tão, tão, tão nabos, mas tão nabos, isso já me parece chocante para além da conta. Já é maluquice a mais, já é atraso mental, nem sei.

O País está a ficar cada vez mais pobre: sem empresas portuguesas, sem massa cinzenta jovem, sem uma população coesa, com pobres que nunca mais acabam, com gente insegura e com medo - e o assustador é que isto, às mãos destes sujeitos, está a tender rapidamente para a irreversabilidade.

Esta gente tem que ser corrida. Mas tem mesmo. São larvas que estão a comer a carne do país.


Mas não quero falar nisto. Estou cansada.

Vou é aqui deixar lavrada a minha perplexidade pelo que se está a passar em Inglaterra. Vejam bem isto.




These are the people British police want to speak to after cameras caught a couple “engaged in sexual activity” in a railway station lift.



Enquanto em Portugal um grupo de pessoas pode f... um país inteiro e nada lhes acontece, enquanto os americanos podem f... a paciência do mundo inteiro espiolhando conversas que dizem respeito apenas aos próprios e nada lhes acontece, enquanto outros roubam, chantageiam, põem e dispõem e nada lhes acontece, enquanto meio mundo faz toda a espécie de tropelias ao outro meio mundo e nada acontece - em Inglaterra uma senhora esteve num elevador durante 10 minutos durante os quais praticou um "acto indecente" a um senhor e já anda a polícia a divulgar as suas fotografias pelo mundo inteiro como se algum crime grave tivesse sido cometido.


Que as câmaras os apanharam, que é uma pouca vergonha, que alguém podia ter entrado no elevador e mais não sei o quê - um drama...! Só falta porem cartazes do casal a dizer que se oferecem alvíssaras a quem os entregue, vivos ou mortos.

Digam-me, por favor: isto é normal? Ou isto é o mundo de pernas para o ar?

Porque é que nos outros sítios, cá em Portugal por exemplo, não se divulgam fotografias dos presumíveis culpados de crimes a sério para que estes sejam publicamente envergonhados, punidos?  
Como é que vamos permitindo toda a espécie de abusos e desmandos? Cá e por todo o lado? 
Espionagem avulsa e gratuita, corrupção, intimidação, roubo, confisco, esbulho... tudo é permitido? 

Em que raio de gente passiva, cobarde, domesticada como infelizes cobaias, nos estamos todos a tornar, senhores?!

E que raio de país é aquele que tal relevo dá a inofensivos fait divers a ponto de divulgar as fotografias de duas pessoas nos media só porque se entretiveram durante dez minutos num elevador, esquecidas de que agora há câmaras por todo o lado?

Raios partam tanta maluquice.

E que, meus Caros Leitores, consigam perceber a moral de toda esta história: cuidado com as câmaras everywhere. Desgraçadamente, Big Brother is watching you.



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Bem. Hoje, de resto, também não estou nos meus melhores dias. Cheguei a casa tarde, um bocado cansada, e, como poderão perceber lendo o post a seguir a este, tive notícia de que o Livreiro Velho partiu - e isso encheu-me de tristeza. 

Contudo, deixem-me ainda convidar-vos a virem até ao meu Ginjal e Lisboa, onde Joana Lapa nos deixa mais um poema e as minhas palavras ficam suspensas numa ponte que não leva a lado nenhum. E a seguir há ainda jazz.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores uma bela sexta feira. 
E não deixem que este breve instante que é a vida passe sem que vocês dêem por ele, está bem? 

sábado, agosto 31, 2013

De que gostam os homens nas mulheres? E as mulheres nos homens? Talvez se a Fanny do Big Brother desse umas explicações, mais alguns casamentos se conseguissem aguentar. Uma coisa é certa: junto da Fanny uns caem, outros tombam. Monica Bellucci e Vincent Cassel, Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones, Clint Eastwood e Dina Ruiz, Luís Represas e Margarida Pinto Correia - o Verão trouxe o fim destas relações. Divórcios, traições, cansaços. E, face a isto, qual o meu modesto contributo? Bem, aqui está: "Top 10 Movie Seduction Scenes" (quem dá o que tem, a mais não é obrigado, certo...?)


Que me desculpem os meus Leitores mais intelectuais, ajuizados, quiçá até economistas, contabilistas e advogados, já para não dizer os filósofos, historiadores, médicos, professores, simples diletantes ou verdadeiros literatos, ou, ainda mais, as donas de casa, mães e avós de família, gente atilada e dada a preocupações inquestionavelmente preocupantes. Receio estar a decepcioná-los. 

Mas, meus Caros, este calor derreteu o meu neurónio (o único) que se ocupava da paciência. Logo, dou por mim sem qualquer paciência para coisas maçadoras. Cavaco Silva? Nem sei onde pára nem com que se ocupa (e não é de agora, é desde que foi eleito PR). Passos Coelho? Não presta, não gosto. A Merkel? Não tenho já pachorra para essa bardajona. Quem mais? Tozé Seguro? Ora, vou ali e já venho.

Por isso, não me ocorre nada mais senão ocupar-me de assuntos verdadeiramente importantes.

Vamos pois ao que interessa.


1. Afinal de que é que os homens gostam numa mulher?


É uns a cair, outros a tombar, diz a Fanny do Big Brother na capa da revista Gente. Não é coisa pouca, deitar por terra todos os que dela se aproximam. Não sei se é bom, se é mau mas, pelo sorriso, ela deve gostar. Parte do sucesso talvez se deva ao que se anuncia na TV Mais: Há uma nova Fanny, uma Fanny que perdeu 13 kg.





Começo, pois, a perceber que o segredo para um sucesso avassalador junto do sexo masculino está na perda de peso. Não sei se, para o conseguir, a Fanny, à semelhança da Teresa Guilherme, também se limitou a fechar a boca e a controlar umas mãozinhas desobedientes.

Tento saber mais mas o site apenas me mostra as fotografias da nova Fanny. Do que vejo, parece-me que só os seios serão responsáveis por metade do que ela pesa. Claro que, ignorante que sou, não faço ideia se aquilo é tudo dela ou se resulta de muito enchimento mas, enfim, é pormenor.

Tudo isto vos pode parecer conversa à toa: o que é que interessa se a Fanny os faz cair ou se os tomba? Pois eu respondo: Interessa e muito.

Tanta mulher por aí cheia de preocupações metafísicas, filosofias psicanalíticas, tácticas comportamentais, troca de confidências ou de conselhos, dicas sobre nails, carteiras, sapatos, e sei lá que mais, se o que interessa para começar e manter uma relação é a lealdade, se é a confiança, se é a maturidade, se é a inteligência e o escambau e, afinal, a coisa é bem mais simples: o truque é manter a boca fechada e controlar as mãos.

É claro que nem todos os homens concordarão. Haverá os que preferirão uma mulher que dê uso à boca e umas mãozinhas que não fujam às tentações – mas, enfim, isso é bem capaz de estar circunscrito àqueles homens pré-históricos, casos perdidos [daqueles que ainda não conseguiram perceber que para estarem fashion devem usar calcinha justa pelo tornozelo, de preferência aos quadrados, e camisinha cintada, bem justa, aberta até meio do peito (sem pelos à vista, claro!)], que gostam das mulheres como elas são.


2. O que é que está a dar nos casamentos maravilha, senhores…?


Em contrapartida, casamentos solid as a rock, estão a ruir a uma velocidade estonteante. Isto está a deixar-me preocupada. 

a) Primeiro confessou que a causa do seu cancro de garganta foi a prática de sexo oral; depois veio a saber-se que a mulher tão depressa está uma gata como, a seguir, está com a zorra. Mais: que a inesperada confissão em público do marido levanta tantas dúvidas que, para não ter que responder, ela, Zeta, 25 anos mais nova que ele, Michael, resolveu mandá-lo dar uma grande curva, quiçá lamber sabonetes. Percebe-se. 




Catherine Zeta Jones, que é bipolar, gosta de uma vida calma
Michael Douglas é um gabiru da cidade e das festas.
A confissãozinha foi a gota de água.


O casamento não resistiu.


Ou seja, sabemos agora que os 13 anos de casamento chegaram ao fim. Resolveram mesmo separar os trapinhos porque o stress entre eles já era uma coisa que não dava para aguentar. E, no entanto, olhando-os, custa a perceber que qualquer deles tenha preferido prescindir da companhia do outro.


b) Depois foi o Clint, velho bode, 83 anos, um charme que não acaba (quase tanto charme como um conservadorismo reaccionário que parece que não tem nada a ver com os filmes belos e sensíveis que faz) a quem se contabilizam - entre casamentos, ajuntamentos e affaires - cerca de 16 (dezasseis!) mulheres, sendo que aos 7 ou 8 filhos que tem, não sei ao certo, correspondem umas cinco daquelas mulheres. Um salta pocinhas, aquele maganão. Pois bem, depois de temporadas de depressão e crises de ansiedade, a mais recente mulher, de facto a segunda com quem se casou, Dina, 35 anos mais nova que ele, veio assumir que o marido tinha deixado de sentir paixão por ela... pelo que o casamento estava terminado. 




Clint Eastwood e Dina Ruiz, pareciam sempre tão felizes,
parecia que o velho pistoleiro se tinha aquietado.


Afinal, descurtiu, desapaixonou-se outra vez.



17 anos de casamento e uma filha. Vamos ver se um dia destes não nos aparece aí com nova namorada. O que havia nela que o fez perder a paixão? Ou o que se perdeu nela?


c) Mas não fica por aqui, ah pois não. Havia um casal que vivia no cimo de um vulcão. Guerras, arrebatamentos, um fogo difícil de controlar. Tinham-se conhecido em 1996 quando participaram no L'Appartement. Monica Bellucci e Vincent Cassel.


Foi fogo que ardeu mas que se via - a chama era visível, atraente. Não se largaram mais.





Mas, fogosos e temperamentais, a partir daí o amor foi ferida que doía e se sentia, contentamento descontente, dor que desatinava até doer.



Monica Bellucci e Vincent Cassel, um casal de sedutores, ímans que se atraíam

Mas o casamento não resistiu



Durou 14 anos o casamento cheio de altos e baixos, e tiveram 2 filhas. Há pouco tempo Monica disse que o casamento com Vincent estava bem mas que para o ano seguinte não sabia e que a infidelidade a atraía. Nada de mais, Monica é sensual, provocante, e as mulheres sensuais e provocantes gostam de dizer coisas assim.

De resto, Vincent também disse que ele e a Monica eram dois animais muito diferentes um do outro mas que tinham uma coisa em comum: estavam-se nas tintas para o que os outros pensavam deles.

Até que agora se soube que afinal o casamento chegou mesmo ao fim. Poderia ter sido apenas cansaço por tanto choque de frente.

Mas não. Sabe-se agora que Vincent soube que a bela Monica vivia, desde 2009, um romance secreto com um ricaço, o magnata do Azerbaijão, Telman Ismailov - e não achou muita graça.



Monica Bellucci e Telman Ismailov, um casal que me surpreendeu

(Como é que ela troca o Vincent por este Telman?!?!?
A Monica sucumbiu à beleza do dinheiro?
Não a estava a ver assim mas, enfim, que sei eu?)




Conheceram-se quando Monica foi a estrela convidada da inauguração do hotel de luxo Mardan Place, um dos investimentos de Ismailov na Turquia.

Face a isto, que venha, então, um novo poeta e redefina o amor.



d) Como se estas revelações lá por fora não fossem já suficientemente demolidoras e já não tivéssemos o mediático caso da Judite de Sousa e Fernando Seara, eis que agora a Lux nos informa que mais um casal se separou, desta vez o Luís e Margarida. 15 anos de casamento ao ar. Os dois, que mais pareciam gémeos, cabelo quase igual, talvez o dele mais farto que o dela, não sei se ele também já usava um brinco de sua nação em cada orelha, tão certinhos, tanta solidariedade institucional com tudo e também entre ambos - e agora isto. Ora, assim não vale.




Luís Represas e Margarida Pinto Correia,
mais um casal maravilha que bye-bye, foi bom mas agora já chega

...

Uma relação quando acaba deixa um sabor a fim de festa, a insucesso, a pouca sorte. Seria mais fácil se o amor fosse eterno mas, enfim, são coisas que acontecem, nada a fazer quando a coisa dá para o torto. E para a frente é que é caminho!


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As coisas têm sempre dois lados. Por cada casamento que chega ao fim, há geralmente dois novos seres livres, ou seja, oportunidade para novos romances. Claro que pode acontecer que apenas um esteja solto na vida porque o outro já se tenha encantado por outro lado (como foi o caso da Bellucci, por exemplo). Não interessa: que fique apenas um disponível. Para quem anda desolado a pensar que não há ninguém livre, será mais um que entra em cena. No caso referido apenas um terá ficado livre, o Vincent. Mas, convenhamos, é um que faz favor... vale por muitos. Imagino a alegria da mulherada que lhe pode chegar perto, sabendo-o free as a bird.

Adiante.

Mas, atenção, para encetar um novo romance, é indispensável estar desperto e disponível para ele - muitas vezes já aqui tenho pregado esta minha inovadora e complexa teoria de cão de caça.


Como fonte de inspiração, aqui deixo o 'Top 10 Movie Seduction Scenes'

(Não coincide inteiramente com o que seria a minha escolha mas também não tenho que vos estar a impingir as minhas escolhas, não é....?)



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E tenham, meus Caros leitores, um belo fim de semana! 


sexta-feira, maio 24, 2013

Temos uma nova e animada Casa do BB VIP. Para quê ver o Big Brother na TVI? Qual a graça de ver se há ou não namoro entre a Kelly e o Pedro? De ver se o Edmundo e a Raquel se vão acertar? De espreitar para ver como vão acabar as coisas entre o Zézé Camarinha e a Fanny? Para quê se conseguimos saber com todos os pormenores o que se passa na Casa (digo, Conselho de Estado) e no Barracão (digo Conselho de Ministros)???


No post a seguir a este recordo o Portugal feliz e florido de Georges Moustaki.

Aqui, neste, mostro porque são estes tempos presentes tão diferentes do que eram naquele longínquo Abril.

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Kelly Baron, dona de um senhor bum-bum, refresca-se perante os demais habitantes  do BB VIP
- nada que se compare com o espectáculo a que se assiste na sequência do quase golpe de Estado no Conselho de Estado



A falta de qualidade que este PSD e este CDS trouxeram para a vida política nos últimos dois anos tem estado a minar os alicerces do regime. Não apenas tem destruído a confiança que os cidadãos tinham nas instituições de quem dependem – e que tinham a obrigação de ser incólumes face a todos os males – como vieram trazer um desrespeito pelas mais altas figuras de Estado que começa a ser assustador.

É sabido como a falta de respeito mina de forma fatal qualquer relacionamento, prenunciando o inexorável fim.

Já não falo do que se passa entre a população e os ministros porque esses, com a sua miserável actuação, se prestam a isso. Veja-se o conteúdo dos cartazes de todas as manifestações, vejam-se as capas dos jornais, vejam-se as redes sociais, veja-se o que toda a gente em todos os canais de televisão diz, ouça-se a população de todas as classes sociais – e perceber-se-á como, aos olhos de toda a população, o governo já não passa de um bando de zombies malfeitores que para aí anda, adiando o mais que certo fim muito pouco digno.



Cavaco Silva, Dias Loureiro, Duarte Lima
- a visão do blogue 'We have kaos in the Garden' relativamente ao Conselho de Estado


Mas falo agora do Conselho de Estado. Sendo o órgão consultivo da mais alta figura de Estado, e sendo supostamente constituído pelos sábios da Nação, haveria de ser um órgão respeitado por todos.

Não é por nada mas o Conselho de Estado deveria estar vedado a criaturas conhecidas pelo gosto pela baixa política, intriga, leva e trás, ambição provinciana. 

Mas adiante.

Tem lá gente honorável, culta, inteligente, patriótica, democrata - e esses mereceriam melhor fama do que aquela em que agora se estão a ver envolvidos.

Havia aquela coisa que se sabia - e toda a gente respeitava - de nenhum dos participantes vir cá para fora ‘bufar’ sobre o que lá se tinha passado. Isso era o garante de que, no segredo daquelas paredes, todos poderiam falar livremente, aconselhando em consciência o Presidente da República.

Acontece que este presidente da República não se dá ao respeito e acontece que este primeiro ministro tira qualquer um do sério.

E é assim que agora assistimos, perplexos, ao desfiar, com detalhe, do que lá se passou, do que um disse, do que o outro exigiu, do murro que o outro deu na mesa.

Ou seja, a bandalheira está instalada. 

Note-se que, em abstracto, não me revejo na decisão de quem, não respeitando Cavaco Silva e não se revendo naquele indigente comunicado, resolveu repor a verdade dos factos através dos jornais. Mas a questão não é essa. O que faço notar é o pântano em que colectivamente nos estamos a afundar por estarmos num barco conduzido por tão fracas figuras. Com um Presidente que se desse ao respeito, situações destas nunca aconteceriam. Mas, também, com outro Presidente, um sujeito como Passos Coelho, depois de já ter feito o que tem vindo a fazer, também já não era Primeiro-Ministro há muito tempo.

Cavaco Silva e Passos Coelho são uma dupla na qual os Portugueses já não se revêem nem com molho de tomate. Toda a gente está a atingir um ponto de saturação que não sei no que isto pode dar. Deveriam ter o discernimento de sair pelo seu próprio pé. Não o tendo, assiste-se à mais absoluta degradação da vida política.



Cátia e Fanny, as convidadas do BB VIP
Muito menos interessantes do que os comentadores Marques Mendes e  Prof. Marcelo
ou do que o  putativo candidato autárquico Luís Filipe Menezes -
digo: conselheiros de estado


Face a isto, o que são as pequenas peripécias do Big Brother dos VIPs? 

Onde há intriga, vinganças, traições, ciúmes, raivas, a sério, é no Palácio de Belém e, já agora, também no Conselho de Ministros. 

Aliás até pergunto: uma vez que se sabe de tudo o que lá se passa, porque não instalar câmaras e microfones e transmitir na televisão?

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Se quiserem respirar um pouco do sonho de Abril na voz de um amigo de Portugal, é seguirem até ao post seguinte.

quinta-feira, maio 02, 2013

Alexandra Lencastre como actriz nas telenovelas e Cinha Jardim como comentadora do Big Brother VIP, dois casos em que os enchimentos ou o botox ou as plásticas ou lá o que foi, deram para o torto: umas bocas esbeiçadas que mal mexem. Já no caso da Teresa Guilherme parece que a coisa correu melhor: a expressão está na mesma, só as rugas é que desapareceram. Parece que as mulheres da TVI não se conformam em ser como são; mas têm que ter cuidado com quem se metem...


Sobre o Álvaro e o Paulo Portas (que, uma vez mais, foram mandados para a casota) e sobre a perigosa dupla Passos e Gaspar falo no post a seguir a este.

Aqui, agora, a conversa é outra.

O que é que deu nas mulheres da TVI? 

Refiro-me às apresentadoras de ligeirezas ou artistas de telenovelas. Refiro-me, ainda mais concretamente, como se viu no título, à Cinha Jardim, à Teresa Guilherme e à Alexandra Lencastre.

Reduzida, por estes dias, a quatro canais de televisão - e é quando é, porque a TDT é o do pior que há, volta e meia, como é neste momento o caso, fica o ecrã aos quadradinhos às cores e desaparece tudo, imagem e som - dou por mim, à noite, enquanto escrevo aqui, a ver coisas inconcebíveis.



Alexandra Lencastre:
Nem percebo o que terá ela pedido ao médico para que ele a tenha deixado assim.
Ou terá sido ele que percebeu mal?
(estou a falar a sério)

Que a Alexandra Lencastre, coitada, tanto se quis retocar e remoçar que passou a ser outra, boca esbeiçada e assimétrica, olhos sem expressão, uma coisa mesmo triste, já eu sabia.

Mas ontem, quando já de madrugada estava aqui relatar o meu passeio, apareceu-me na TVI a Cinha Jardim com a Iva Domingues (uma apresentadora que anda sempre bronzeadíssima, como se vivesse dentro de uma daquelas máquinas de bronzear), a Cinha na qualidade de comentadora do BB VIP (programa sobre o qual um dia talvez fale, pois ontem à noite também presenciei um pouco daquilo). Ao tempo que eu não a via.



Cinha Jardim, especialista em Big Brothers
Aqui nesta fotografia até não está mal mas ontem
a plástica ainda não devia ter assentado, tinha o espaço entre o nariz e o lábio superior muito gordo,
parecia soprado,  nem sei


Mais gorda, a Cinha - o que é não é de espantar já que, com a idade, vem frequentemente uma robustez acrescida - apareceu-me quase sem poder mexer a boca. Sem rugas, a cara toda arredondada, sem rugas e sem expressão. A falar quase de boca fechada, ela que tem a boca grande, nem sei o que me parecia.

Que coisa estranha. 

Fui agora à internet procurar uma fotografia de antes e lá está: cheia de rugas. 




Mas, cá para mim, do mal o menos, acho que mais vale a cara enrugada do que abananada, a boca também esbeiçada e sem acção, credo. Não sei o que é que lhe fizeram, se a injectaram para preencher as rugas, se a esticaram, se quê. O que sei é que as rugas já lá não estavam mas, em contrapartida, parecia que se tinha passado qualquer coisinha má ali naquela cara.

Já antes tinha ficado surpreendida com a Teresa Guilherme. Também com as formas generosas e aquele seu cabelão à Miss Piggy, apareceu-me sem rugas, uma pele de bebé. 



Teresa Guilherme: com as feições mais normalizadas e a pele mais lisa, está melhor assim


Mas a ela a coisa não correu mal. Vá lá. Ainda mexe ao passo que as outras já quase que só lá vão por mímica, tal o repuxão que levaram e tal a dose de enchimento.

A ela até posso dizer que tem tido sorte porque está melhor agora do que quando era nova.



Teresa Guilherme, numa fase mais próxima do original mas menos favorecida do que agora


Antes, parece que tinha o rariz mais mal jeitoso e os dentes mais salientes ou o queixo mais pronunciado, nem sei. Agora está mais compostinha e, sem rugas, até parece mais bonita.

Seja como for, o que posso dizer é que, se fosse comigo, dadas as probabilidades de a coisa dar para o torto como nos dois primeiros casos, eu cá tinha medo. Às tantas ainda aparecia com a cara igual a alguma delas. 


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(Vocês desculpem lá a futilidade do tema mas é que eu também tenho dias. Não tenho a boca esbeiçada e os olhos arregaladas mas estou com o cérebro preguiçoso. A idade não perdoa, é o que é!)