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terça-feira, dezembro 05, 2017

A célebre expedição das cabeleireiras pafinhas ao Everest
que, como é sabido, levou Mário Centeno a presidente do Eurogrupo


Sobre a nomeação de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo e a propósito de certas reacções, podia limitar-me a dizer:


Mas vou dizer algo mais.

Com vossa licença, claro está.

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Quando, há un meses, Schäuble elogiou Mário Centeno fartei-me aqui de rir. Escrevi então O elogio, pela boca de Schäuble, de que Centeno é o Cristiano Ronaldo do Eurofin é a pimenta que faltava no cu de Passos Coelho.


Contudo, no dia seguinte, ao ler a opinião de gente sábia -- desde embaixadores a comentadores com pedigree, passando pela fina flor dos PàFs -- fiquei a achar-me uma eterna ingénua encartada.

Onde eu tinha percebido uma mudança de ventos, estes outros viram gozação -- obviamente o Schäuble está a gozar com o Centeno e só os totós é que acreditam em tamanha patranha, decretaram. Onde eu tinha visto motivo para me rir do Láparo, outros viram razão para se rirem, uma vez mais, do Centeno, esse pobre risonho com carinha de enjeitado.

A minha intuição fazia-me sentir que a Europa estava a querer começar a virar a agulha, rendendo-se à evidência dos factos e predispondo-se a arrepiar caminho depois de uma errática deriva austeritária, pressentindo que ou era isto ou acabaria devorada por dentro, pelo populismo, essa gangrena que se alimenta do descontentamento legítimo mas mal informado. 

Mas, onde eu via isso, outros, os inteligentes, sabiam que não, que a Europa de Schäuble e Dijsselbloem não cedia um milímetro nem descia do seu pedestal dourado para elogiar um pobre patareco vindo dos escafundós, do portugal dos pobrezinhos.

Pensei: que reacção mais naïf a tua, oh UJM, sua santinha desmiolada. Fosses tu mais esperta e terias percebido também que o Schäuble estava a gozar. Para a próxima, benze-te três vezes antes de acreditares no pai natal.

Entretanto, o tempo foi passando.
  • E depois de uma irrisória cruzada pàfienta, em que os direitolas-unidos tentaram derrubar o pobre Centeno com base em inocentes sms, sms essas que o próprio rei do big reality show se sentiu no direito de inspeccionar, 
  • depois do Láparo ir às lágrimas com as intervenções parlamentares do dito ministro-alvo-a-abater, 
  • depois da estonteante Teodora ter botado várias das suas prescientes faladuras ao alertar para os potenciais perigos das contas risonhas do ministro-risonho, 
  • depois da pinókia albuquerca ter demonstrado a sua veia de vendedora de banha da cobra dizendo, com ar doutoral, banalidades de pernas para o ar
  • e da Cristas da coxa grossa ter expelido mais uns quantos dejectos em forma de sound bites
a comunicação social começou a dar, finalmente, algumas tréguas a Centeno. Na verdade, não sabiam por onde pegar.
A dívida a dar sinais de querer baixar, o défice baixinho, baixinho como jamais se esperaria (ler jamé, se faz favor), o desemprego a baixar estupidamente, a confiança a subir... e cada vez menos por onde pegar.


E, na Europa, a possibilidade de Centeno ir para a frente do Eurogrupo ia ganhando terreno.


Mas Portugal não é amigo dos seus. Está na massa do sangue dos portugueses. Não sei se é dor de cotovelo, se é fatalismo. Seja por que for, a verdade é que logo, logo, saltaram as velhas do Restelo. 



Até o omnipresente rei do big reality belém show veio a terreiro dizer que, se a eleição acontecesse mesmo, não se esquecesse o ministro Centeno de fazer o trabalhinho de casa nem de quem é que lhe paga o ordenadinho e coiso e tal -- e que não viesse alguém dizer que ele, a omnipresente Voz, não tinha alertado.


E os das so called esquerdas-unidas também saltaram a pés juntos -- que não fosse o zé povo acreditar que ir o Centeno para a frente do Eurogrupo ia ser boa coisa, que não ia, que aquilo lá quer-se é nas mãos dos mais estafermos de entre os estafermos para haver quem corporize o mal dos males e eles, os das esquerdas-unidas, terem a quem apontar o dedo. 

E os mais catastrofistas, de cabeça perdida, já falavam como se ele, Centeno-o-risonho, caso fosse eleito, se preparasse para  largar o ministério das finanças português, não passando, pois, do novo durão, a alforreca nº 2. 


Mas, enfim, o caminho faz-se caminhando e o impensável aconteceu. 
Claro que, colateralmente, foi-nos dado observar o costume: o pequeno Cambalhotas fez mais um flic-flac à rectaguarda, os comentadores avençados afinal sempre acreditaram e sempre souberam que sim e já todos conhecem a história de trás para a frente. Os avençados têm que continuar a ganhar o deles. Fazer o quê?

Mário Centeno foi eleito e vai ser o próximo presidente do Eurogrupo. E eu, a simplória de sempre, apenas posso dar-lhe os meus parabéns, desejar-lhe boa sorte e esperar que aguente as pressões e os trabalhos acrescidos e que se aguente igual ao que é, simples, lúcido, equilibrado. E fiel ao seu ideário. Será bom para a Europa e, claro, também para Portugal. Não tenho reservas. Ter Mário Centeno à frente do Eurogrupo é melhor que ter o Dijsselbloem ou qualquer outro da mesma linha. Centeno, ao longo da sua vida profissional tem sabido provar -- e é isso que espero que continue a acontecer.



Enquanto isso, Costa soma e segue. Inteligente e determinado como poucos, pode faltar-lhe alguma queda para os perdoa-me e para os beijinhos, abracinhos e selfies mas parece decidido a continuar a mostrar à Europa que há uma alternativa à austeridade-custe-o-que-custar. E isso é bom. 

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Portanto, quase a terminar, aos incrédulos, aos cépticos, aos catastrofistas, aos velhos do restelo e a tuti quanti só tenho a dizer:


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E aos Pàfs, ex-PàFs e candidatos a PàFs que acham que a eleição de Mário Centeno para o Eurogrupo se deve também ao lindo trabalhinho que Passos Coelho, o ex-irrevogável Portas, a Pinókia, a Cristas da Coxa Grossa e restante trupe fizeram antes, o que tenho a dizer é que só me fazem a lembrar a expedição de cabeleireiras ao Everest. É ver.


Monty Python e a expedição de cabeleireiras ao Everest



Muito boas, as meninas pafinhas...

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E um dia muito feliz a todos quantos por aqui passam.

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sexta-feira, agosto 11, 2017

Patrícia Gaspar e a lei da rolha


Numa empresa ou num grupo empresarial (e, presumo, em qualquer organização profissional que tenha uma certa dimensão) existe sempre um departamento de Comunicação. Para além da Administração, só as pessoas desse departamento (e não todas) estão autorizadas a falar em nome da empresa. Para além disso, existe sempre um Manual de Crise que é do conhecimento de toda a gente. Vários tipos de crise estão ali descritos e, para cada situação, existem orientações: o que fazer durante, como mitigar os efeitos, o que fazer depois (para recuperar), o que comunicar, com quem comunicar, etc.

Isto é imprescindível. Não passa pela cabeça que, havendo um problema que chame a comunicação social, qualquer um pudesse pôr-se a dar entrevistas. Numa organização cada pessoa tem a visão daquilo que conhece e, portanto, se lhe fizerem perguntas de outra área vai dizer que não sabe -- podendo tal ser usado para dizer que quem lá está dentro não sabe do que se passa -- ou vai pôr-se a dar palpites sobre matérias que desconhece, dizendo, certamente, toda a espécie de disparates. 

A pessoa que é responsável pela comunicação encontra-se no centro de uma rede que se monta e através da qual a informação flui de forma articulada, de modo a que, quando fala, sabe transmitir a informação mais actual, mais fidedigna e mais fundamentada. Aos outros -- os que, em situação de crise, temos é que estar calados e deixar falar quem sabe -- não passa pela cabeça falar em lei da rolha. É assim não porque tenhamos os nossos direitos de falar cerceados mas porque há regras, bom senso e sentido de responsabilidade.


Portanto, quando foram os incêndios, ver o espectáculo de toda a gente a opinar, bombeiros aqui e ali, comandante daqui e dacolá, protecção civil, o senhor da liga dos bombeiros, o secretário de estado e a ministra, o cão, o gato e tutti quanti era, para mim, coisa deplorável pois o resultado foi o que se viu: desinformação, azo à especulação, palco a chicas-espertas e boateiros, alimentar programas e programas transbordantes de comentadores.

Quando, finalmente, se soube que a comunicação sobre os incêndios iria ser centralizada, caíu o carmo e a trindade. Toda a espécie de mariazinhas saíu, em histeria, rasgando as vestes: é a lei da rolha! é a lei da rolha! Parecia que vinha aí a censura, uma ataque à liberdade de expressão. Eu bem sei que gente parva que nada conhece da vida só diz disparates e, à falta de assunto, desata a ladrar a cada osso que lhe atiram. Mas cansam, causam poluição sonora e social. Faço zapping mas, intimamente, fico maçada.

E então, eis que no meio do foguetório dos caniches, surgiu Patrícia Gaspar. Segura, tranquila, demonstrando um conhecimento profundo sobre o que fala, ela conseguiu calar a papagaiada e, pela sua competência, ela passou a ser voz que informa o país sobre os incêndios. E nunca mais as catatuas e caniches ousaram pregar contra o profissionalismo que esta medida demonstra. E ninguém ousou levantar cabelo face aos conhecimentos que ela evidencia. 


Diariamente, de manhã e à tarde, neste período de verão severo, com ventos, altas temperaturas e baixíssima humidade relativa, e em que tantos incêndios devoram o país de norte a sul, surge esta mulher que sabe falar, que sabe transmitir o que se passa, que fala sem ambiguidades, que não foge ao que lhe perguntam, que não é alarmista nem simplista, que impõe respeito e transmite conhecimento de causa. Ouvimo-la e acreditamos que há uma estrutura a zelar pelo país nesta situação em que a crise persiste.

E daqui eu a louvo. Não sei que idade tem, não sei qual o seu percurso profissional, nada sei da sua vida. Nem isso interessa.

Mas vejo que deve ser uma profissional de mão cheia e que, por onde passa, deve deixar impressa a marca da qualidade, do rigor e, acredito, da empatia.

Por isso, salve, Patrícia. E obrigada.

E, através dela, os meus agradecimentos a todos quantos, de norte a sul, arriscam a sua segurança -- e a sua vida -- no combate a tantos e tão violentos incêndios.

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E queiram continuar a descer caso vos apeteça saber de tantos cisnes que, afinal, não são cisnes e de tantos candidatos a autarcas que apena o são por ambição pessoal, por clubite partidária ou por frete. É ver para crer na quantidade deles (e delas) que por aí andam com sorrisos de plástico pela beira das estradas. Isso e também uma galinha insuflada. E peixinhos, Jorge, tantos peixinhos.

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quinta-feira, julho 27, 2017

Hugo Soares = nojo *
Ascensão e queda de um líder parlamentar falhado - ou a fatal entrada em cena do Hugalex.
-- E mais um passo em falso da Cristas da Coxa Grossa --
[Já para não falar em mais um prego no caixão do jornalismo em Portugal que os boateiros do Expresso fizeram o favor de espetar]


Não estou em grande forma. A outra noite, para mim, não foi bem uma noite, foi mais um dia de juízo. Agora, um bocado cansada e muito mal dormida, estava aqui mais numa de assuntos tranquilos, daqueles que não me indispõem. Percebam-me, por favor: nem todos os dias está uma mulher pronta para a guerra. Tem dias em que se está mais numa de, suavemente, deixar correr a pena, o coração nostálgico, a melancolia a tolher-nos as mãos -- e nós sem darmos luta. 
A dor de um filho que perde um dos seus progenitores não é coisa pouca e, tanto pior, se, à altura da perda, for quase criança e as sombras abruptamente invadirem um espaço que antes era de luz e amparo. 
E foi neste estado de espírito que, serenamente, falei da memória que guardo da fatídica noite de 31 de Agosto de 1997 e do tributo que, vinte anos depois, os filhos prestaram à sua mãe Diana que foi Diana de Gales.

E agora, na mesma pacífica modorra, estava aqui a ler blogues alheios, por vezes prova saborosa, enquanto na televisão correm as notícias do dia.

O fogo a devorar tudo o que é verde. Correndo montanhas, atravessando estradas e rios, o fogo avança como um bicho esfaimado, um bicho de grandes patas, de ameaçadoras goelas. Fogo e mais fogo. O fogo é um dos elementos matriciais disto tudo. O ar, a terra, a água, o fogo -- tudo muito para além do que a inteligência e a força humana conseguem dominar. Por vezes, parece que nos esquecemos que a natureza, quando se agiganta, é capaz de devorar quem ousa desafiá-la. A seca, o vento, gestos irracionais (tantos incendiários que há no meu país... alguém já terá estudado seriamente este fenómeno?) e a pouca sorte são uma mistura explosiva.

Mas, logo a seguir, talvez porque, pelo meio, me tenha distraído e perdido o fio à meada, lá me apareceu o desinfeliz Hugo Alexandre, agora já na versão 'derrotado pela evidência dos factos'.


E quais os factos a que me refiro? Não é certamente à lista dos que pereceram na tragédia de Tancos, que eu não tenho por hábito juntar-me aos abutres que não passam sem rondar a carniça nem vou atrás dos boatos que o Expresso lança para a praça pública (mostrando os riscos que a democracia e a liberdade de expressão comportam ao serem usadas para minar a confiança nos seus pilares). Não. Os factos que derrotaram a ambição política do Hugo Alexandre Soares, aka Hugalex, são mais simples que isso. 

Não sou supersticiosa mas acho que não é bom augúrio começar o que quer que seja alicerçando-se sobre aldrabices envolvendo mortos. Os mortos merecem respeito e contenção. Ora o Hugo Alexandre resolveu cavalgar uma trapalhice a que o Expresso, num mais infelizes episódios da sua história, resolveu servir de megafone. Mostrando ter falta de tino, falta de bom senso, falta de sentido de estado e de solidariedade humana para com os familiares das vítimas, o ridículo Hugalex, depois de um desafiador 'dou 24 horas' e de, ao cabo de pouco mais do que isso, ter recebido, através da tão demandada 'lista dos mortos', o atestado público da sua estupidez apareceu perante as câmaras de televisão a mostrar como é patético o exercício público de enfiar o rabo entre as pernas. Contudo, em vez de o fazer de pianinho, low profile, a ver se passava despercebido, não senhor: intelectualmente pouco honesto como é e bastamente desinteligente como tem demonstrado ser, ainda apareceu com o dislate de vir congratular-se pelo fim da polémica sobre a lista dos mortos -- como se fossemos parvos e não estivéssemos todos carecas de constatar que quem mais alimentou a polémica foi ele, justamente ele.

Uma indigência política esta a que chegámos, quando uma função como a que o Hugalex agora desempenha, é entregue a alguém tão incapaz como ele.

E estava eu a antever que aquela pobre e destituída figura não se aguentará muito tempo nestas suas novas funções quando logo a seguir me apareceu outra que tal -- a Cristas, na televisão, também a culpar o Governo de ter criado o furdunço em volta da lista dos mortos e, tal como o outro, a mostrar que em boa hora e muito justamente os portugueses mostraram querer ver-se livres desta seita dos PàFs, gente que dá ânsias a qualquer português bem formado e com dois dedos de testa.

São os salvados dessa gentinha que agora por aqui andam, à babugem dos boatos que as sobras da comunicação social vão espalhando. Julgam os portugueses à sua imagem e semelhança, julgam que papamos toda a porcaria que nos querem impingir. Mas enganam-se: estou em crer que ainda há muita gente inteligente.

Não posso terminar a referência a este fétido capítulo da política e do jornalismo da era lapariana sem referir uns quantos nomes que ficarão bem ao lado do Hugo Soares, da Cristas, do Láparo e desta gentinha-poucachinha que infesta a política nacional. Refiro-me a alguns representantes do jornalismo desclassificado que, por estes dias, campeia em Portugal e que mostraram, uma vez mais, que, a continuarem assim, um dia destes os portugueses vão achar que estão melhor sem eles. E são, a saber: João Miguel Tavares, Pedro Santos Guerreiro (de quem eu, antes dele entrar para o coito dos boateiros, até gostava), Bernardo Ferrão. Populistas, fuxiqueiros, levianos, cheios de uma empáfia que ainda os desvaloriza mais. Falo nestes mas, atenção, não são os únicos, são apenas, pelos piores motivos, três bons exemplos -- até porque seria uma felicidade se fossem só três e não, não temos essa sorte. Upa, upa. 



* nojo = luto, repugnância
(escolham, os meus doutos Leitores, qual o sinónimo que melhor se adequa ao momento político que o líder parlamentar do PSD resolveu criar e nele se enterrar)
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NB: As imagens com que polvilhei o texto não têm muito a ver. Quis ter aqui algum toque de humor já que a conversa era sobre gente que não é boa companhia. Encontrei-as no Bored Panda e gostei. Umas mostram uma mulher dita 'normal' que resolveu mostrar como fica quando reproduz fotos de beldades e outras mostram actos de vandalismo urbano, mas um vandalismo inócuo e divertido.

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Permitam que relembre: caso vos apeteça mudar para um registo, queiram descer até Diana, a nossa mãe (incluo o vídeo completo)

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terça-feira, julho 25, 2017

Hugalex e a sua fixação necrófila.
Nuno Magalhães ou a sapateira oca em versão masculina e oleosa.


Tinha eu estado aqui a pensar que não ia falar das pouca-vergonhas em que o PSD agora anda metido pela mão do neófito Hugo Alexandre, quando, à hora de almoço, no carro, ouço umas afirmações estonteantes de tão despropositadas. Pensei cá para com os meus inexistentes botões: 'Mas que diabo de conversa mais parva é esta? Mas a gaseada criatura que assim bolseja não saberá que está a chorrilhar asneiras como se não houvesse amanhã?'

E estava ainda eu intrigada por tão despautérica disenteria verbal estar a passar na rádio quando, perplexa, ouço que, afinal de contas, o seu autor não era senão o jovem e provavelmente inimputável Hugo Alexandre -- que usa o nick de Hugo Soares, provavelmente para ver se consegue inspirar algum respeito.


Depois pensei: 'Calma. O país não está perdido... Ainda há jornalistas. Pelo menos alguns. Poucos mas alguns. Os que estão a ouvi-los hão-de interceptar-lhe o desvario perguntando-lhe se não sabe que, dadas as circunstâncias, não é ao Governo que compete apresentar a lista nominal de mortos? Ou perguntando-lhe qual o benefício para o Governo em esconder uma morte? Ou perguntando-lhe que estranha tara é a dele para estar tão fixado na lista dos falecidos?' 

Só que, acto contínuo, tive um pensamento que me deixou incomodada: 'Não... Espera lá... Quem lançou isto foi justamente um jornal, o Expresso, um coito de pseudo-jornalistas, o mediático altifalante dos maiores boateiros do país...' 

E, enquanto me punia por estar a generalizar, pensando que ainda por lá é capaz de subsistir um ou outro verdadeiro jornalista, fiz a única coisa inteligente que estava ao meu dispor: mudei de posto, pus-me na Antena 2 e deslizei para um território ainda não conspuracado pela bandalheira política a que o PSD chegou e pela indigência intelectual para a qual parte significativa da comunicação social portuguesa se deixou arrastar.

Mas agora, aqui em casa, ligo a televisão e, azar, quem é que eu vejo? O Nuno Magalhães. Seguindo a linha ideológica da sua líder, a famosa Madame da Coxa Grossa, que acha que deve adaptar o discurso aos sms que recebe incentivando-a à arruaça verbal, aqui estava ele a querer apanhar o sinistro comboio do seu colega pafiano, Hugalex, exigindo também saber os nomes dos pobres coitados que mereciam algum respeito em vez deste impúdico sapateado em cima da sua memória.


Portanto, mudei também de canal. E fui parar a um apontamento de reportagem no qual os presidentes das Câmaras afectadas mostravam um autêntico desprezo por este sórdido emporcalhamento que a trupe do Passos Coelho e da Madame Cristas anda a fazer e diziam que as pessoas que pereceram no incêndio eram conhecidas e que não dão conta de que mais alguém, para além dessas, bem identificadas, tenha morrido.

Mas nem assim aqueles desqualificados ganham tento na língua e vergonha na cara. Cabeças ocas como são, uma vez que não encontram mais nada sobre o que falar, aqui andam feitos abutres a farejar carniça.

É ao que chegámos.


Apenas disto se alimenta a comunicação social e os restos do que, em tempos, foi o PàF: são uns incompetentes, pouco inteligentes, desrespeitadores e, ainda por cima, necrófagos. Não há verão ou silly season que justifique tamanha perversão.

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Fujamos deles, meus Caros, se queremos gozar um belo dia.

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domingo, fevereiro 26, 2017

Paulo Núncio assume responsabilidade política naquilo de esconder as transferências para milhares de milhões de euros para offshores e demite-se não faço ideia de que cargos.
Ora responsabilidade política não sei bem o que é isso: implica o CDS? Implica a ministra de quem dependia, a sonsésima de rabo peladésimo Marilu? Implica o chefe do Governo onde se inseria, o desgraçador-mor do reino, o mal afamado láparo? E serve de quê demitir-se de alguma treta qualquer num partido que não vale um caracol e cuja líder, a madame Cristas da coxa grossa, foi armar-se em queixinhas-totó junto do Presidente da República?

Pergunto. Pergunto porque não sei mesmo o exacto significado de tão sonso acto.


Do Núncio nunca ninguém com dois dedos de testa pensou que valesse uma casca de caracol ao serviço do País. Do seu passado e liaisons só nos vinham indícios que mandava a prudência que andássemos de olho nele.

E os indícios continuaram enquanto Secretário de Estado no desGoverno PSD&CDS. Com a escola toda aprendida enquanto serviu clientes que o procuravam para que ele os ajudasse a fazer optimização fiscal,  a depender, no Governo, de uma outra que também nunca mostrou ser de fiar e, no partido, a depender de um outro que cuidado com ele, este Núncio era peça que se prestava a ser o peão de brega da tourada que foi a gestão financeira do Governo de Passos Coelho.


Leia-se o que José Simões, o certeiro autor do Der Terrorist, escreve em 'Só estou a ler jornais' ou em 'Por falar em "Claustrofobia democrática"' para melhor perceber de que bela peça se trata, este Paulo Núncio.


Leia-se também o que 'O Jumento' tem publicado sobre Núncio para melhor se conhecer o figurão -- um cagãozinho de meia tigela sempre a sacudir a água do capote para cima dos funcionários dos serviços que tutelava (felizmente agora, em boa hora, entalado pelo valente Azevedo Pereira).


Sem grande escapatória, Núncio, agora, assume a responsabilidade política pela barracada que veio a lume. 

Mas eu pergunto-me: que raio significa isso? Que vai pintar a cara de preto? Pôr orelhas de burro? O quê, em concreto?
Facilitou a vida a uns quantos a troco de quê? Isso é que era bom que explicasse.

Enquanto carregavam sem dó nem piedade sobre os fracos, fechou os olhos aos milhares de milhões que saíam do país -- e agora espera que com este heróico acto de fds consiga sair de fininho?


Ou isto é para servir de pára-raios e fazer com que ninguém chame à barra nem o especialista em passar por entre as pingas da chuva sem se molhar, o ex-irrevogável vice primeiro-ministro e agora ilustre mestre entrepeneur Paulo Portas, ou a sua chefe Marilú, também conhecida por Miss Swaps, ou lambe-botas do Schäuble?


E espera o barítono frustrado Pedro Passos Coelho, também conhecido por Pedro-Abre-Portas, que o País esqueça que o controlo do seu desGoverno sobre as transferências para offshores, pelo que se vai conhecendo, foi uma verdadeira bandalheira


Está bem, está. Podemos ser ingénuos mas completamente parvos acho que não somos. Sabemos bem quem é que tem que assumir a responsabilidade (para já a política -- e veremos se apenas essa).

E faz muito bem o Der Terrorist ao trazer-nos à memória o que, em tempos, os jornais revelaram sobre os milhões das comissões dos submarinos, os célebres submarinos de que Portas não conseguirá nunca que a gente se esqueça. 


Agora só espero bem é que a comunicação social também não largue estes assuntos. Depois de terem andado aí a salivar sobre sms que não interessam nem ao menino jesus, a ver como é que agora se comportam. Se forem jornalistas a sério e não uns fracos avençados, farão trabalho a sério sobre isto. A ver. (A ver -- como diz o ceguinho, devo confessar)

E uma perguntinha a pensar no escritor Cavaco: com tanto apontamento que tomou, com tanta perspicácia e sapiência, o Prestador-de-Fracas-Contas também nunca deu por falta de nada? Nunca se lembrou de pedir informação sobre o controlo da transferência dos milhões para offshores?

Esperta, esperta esta rainha suburbana que, enquanto reinou, mais pareceu ao País uma santa protectora de láparos e de banqueiros de índole algo duvidosa.

E Lobo Xavier, o Conselheiro-Alcoviteiro, o que vai agora fazer perante esta bronca que envolve correligionários centristas e, em particular, um colega muito chegado (não só do partido mas, sobretudo, lá da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados)? Vai contar a Marcelo o quê? Não tem sms alheias ou gravações de telefonemas para andar por aí a alcoviteirar? Ou desta vez não tem interesses envolvidos?


Pergunto. Só pergunto. 


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Toas as imagens, excepto a primeira, provêm do saudoso We Have Kaos in the Garden

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quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Alô, alô Maria Luís Albuquerque! Para curares a tua irritação, bebe lá uma pinguinha de água.
Mas vê lá, Marilu, não te engasgues, não vá acontecer-te o mesmo que ao grande economista da nossa praça, o ilustre José Gomes Ferreira.
E vê lá este videozinho do grande Vargas para ver se percebes o que é um Ministro das Finanças a sério.

[Uma pergunta: em que momento é que o descaramento se torna amoralidade?
E em que momento é uma criatura amoral se torna psicopata?]

(Pergunto. Só pergunto).


Vocês, meus Caros Leitores, já devem ter percebido: sou um coração de manteiga. Não me importo de desancar nos poderosos mas apiedo-me na hora de criticar os fracos. 

Por isso, desculpar-e-ão por ser tão branda com o láparo, com a madame da coxa grossa e com todos esses tristes. Tenho pena deles. Tenho este meu lado caridoso. 
Órfãos do lado do cavaco, com os factos a demonstrarem todos os dias que andaram a fazer porcaria enquanto governaram, sem argumentos, sem causas, sem nada a que se agarrem para além do seu próprio rabo, com os números que atestam os bons resultados da so called Geringonça a serem-lhes esfresgados na cara por tudo o que é organismo nacional e internacional e, até, pasme-se, com comissários europeus a reconhecerem o mérito da estratégia seguida pelo Governo de Costa com o apoio dos 'acólitos' (Montenegro dixit) Cataraina e Jerónimo, estas pobres abéculas por aí andam a rabiar, querendo fazer alarido atrás de tudo o que mexe, mas, coitados, sem conseguirem mais do que o efeito dos estalinhos de carnaval.
E, queiram eles ou não -- inventem eles comissõezinhas de brincadeirinha para andarem a espiolhar os sms que um ressabiado com alma de alcofinha e escrúpulos de alcoviteira por aí anda a espalhar -- a verdade, verdadinha é que os cães ladram e a geringonça passa. E soma e segue mostrando bons resultados.


E é no seio do deserto intelectual que caracteriza a oposição pafiana, no meio do desatino esparvalhado em que estrebucham, que, volta e meia, nos aparece a funcionária da Arrows, a Miss Pinókia Swaps, bastamente conhecida pela seu fraco apego à verdade, a fazer declarações à comunicação social. Com o que diz, a dita madame poderia ilustrar na perfeição o que são factos alternativos


[Quiçá Madame Albuquerque seja, afinal, a inspitarix de Kellyanne Conway, a grande defensora do palhaço Donald (a tal menina que, se necessário for, usa os ditos factos alternativos) -- e que, de passagem, faz propaganda à linha de vestuário produzida pela infanta Ivanka. Uma mulherzinha de alto coturno, portanto.]

E os portugueses -- que conhecem as bacoradas governativas da Marilu, as suas inconstitucionalidades orçamentais, os desaforos constantes, os descaramentos doentios, as inverdades patológicas, as sabujices schäublianas, os incumprimentos sucessivos, as comprometedoras distracções, as faltas de atenção para com o subordinado paulinho espertalhão -- pasmam com a sua cara de pau e interrogam-se: Madame Maria Luís da Arrows não tem espelho? Não tem decoro? Não tem memória? Não tem um neurónio que seja? Não tem censura interna? Não tem vergonha na cara? 

Mas são perguntas retóricas. Os portugueses, que a conhecem de ginjeira, sabem bem a resposta. É uma resposta simples: não. Não a todas as perguntas.
(A senhora não perdia nada em ser analisada por algum especialista em desordens mentais. Chega a dar dó. Mas lá está -- é o meu lado piedoso a falar).

Mas chega de desabafos. Vamos mas é ao nimas. O filme hoje é dos bons. É entrar enquanto há lugares livres.


Estas coisas acontecem 

- mais um vídeo do inigualável Luis Vargas 


O comentário de Miguel Sousa Tavares sobre os resultados de 2016 e a reacção imperdível de José Gomes Ferreira



[Produções Geringonça]


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(Oh Excelentíssimo Professor Doutor Economista Sapateiro José Gomes Ferreira, V. não me leve a mal mas a gente olha para si todo engasgado com isto tudo e tem mesmo que fazer um esforço do caraças para não chorar a rir. E ponha lá os óculos a ver se a gente o vê como deve ser, com essa carinha de inteligente a que já nos habituou. Já agora, e vai desculpar a curiosidade: ainda ninguém o convidou para o departamento de estudos da Arrows? Não? Oh que pena... Mande uma candidatura espontânea, quem sabe. Ou para aí ou para cassandra-adjunta do Dr. Medina. Ou para assessor cultural do Láparo, coitado dele, tão mal aconselhado que anda. Um mar de oportunidades à sua espera, Sr. Dr. Prof. Comentadeiro, já viu?)



.....

Já agora, antes de ir pregar para outra freguesia, permitam que dê a palavra à insuspeita Manuela Ferreira Leite. 


Fala da CGD, de Centeno, dos SMS de Domingues, fala da oposição e do partido de que já foi líder.


Ouçamo-la, meus Caros, ouçamo-la.


Tiros no Porta-Aviões 

-- pelo grande Luís Vargas




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 E agora, sim, é descer para ver o bem dotado Trump.
(Cala-te boca)

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quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Lobo Xavier, os SMS entre Centeno e Domingues
-- e Monica Lewinsky e as manchas brancas no vestido azul


Quando rebentou o escândalo Monica Lewinsky, algumas coisas me chocaram.

Não me chocou o que aconteceu entre Bill e Monica, dois adultos maiores e vacinados -- ela rendida ao efeito afrodisíaco do poder que transpirava de todos os poros dele e ele, adrenalina em alta, rendido às formas radiosas de uma jovem mulher disponível. Cada um sabe de si e, tratando-se de práticas consentidas, é coisa que não me diz respeito. Que ele fosse casado, que ela soubesse que ele era casado, que isto, aquilo e o outro, a mim nada me convence ou desconvence. A intimidade entre dois adultos, sejam quais forem os laços entre eles, é assunto privado sobre o qual não opino.

Mas chocou-me saber que a jovem Monica chegou a casa depois de ter estado na brincadeira com Bill e não apenas foi relatar à mãe o que se tinha passado como foi mostrar à mãe as manchas de sémen que caíram no seu vestido, o célebre vestido azul. 

E chocou-me ainda mais a reacção da mamã que, se queria agir para bem da filha, em vez de lhe recomendar que, para a próxima, usasse avental ou, no mínimo, babete ou, então, que fosse bem educada (e aqui peço desculpa mas, dado este ser um blog de família, não vou explicar-me) --  não senhor. Resolveu que não lavariam o vestido e o guardariam para um just in case. E o just in case aconteceu e a senhora e a senhorita mandaram analisar as manchas brancas do vestido azul para Monica poder vir a público pôr a boca (desta vez) no trombone e entalar o Bill.

Por essa altura, fiquei igualmente chocada pela atarandadice de Clinton que, vendo-se acusado, em vez de dizer simplesmente que não tinha nada que comentar actos da sua vida privada, resolveu ensarilhar-se nas palavras, começando por assegurar que não tinha tido relações sexuais com aquela pessoa para depois, perante as evidências, vir explicar que não tinha havido penetração e, na sua cabeça, isso era sinónimo de não haver relações sexuais. Mal. Mais valia ter ficado calado.

A partir daí a acusação passou a ser que tinha mentido, perjúrio, um caso sério.

E, no meio da confusão que se armou, Bill Clinton ainda conseguiu apanhar um estalo de Hillary -- o menor dos males no meio do furacão que se formou à sua volta.

Contudo, para os destinos do país tudo ficou igual pois aquilo não tinha passado de um banal fait divers empolado por gente coscuvilheira e ociosa.

António Lobo Xavier, nesta história que envolve um personagem que já passou à história e um ministro das Finanças que tem conseguido feitos notáveis mas que provou ser politicamente desasado, é a mãe da menina Lewinsky.


António Domingues, no affaire CGD, rendimentos e o escambau, tentou dar a volta ao Centeno e, de certa forma, até o fez cair na esparrela. E, vendo que tinha nos sms matéria que poderia servir para sacanear o ministro, foi mostrar ao amiguinho de alcova lá no BPI o que deveria ser matéria privada, não transmissível.

E Lobo Xavier, macaco de rabo pelado, mestre da concupiscência que deita na mesma cama política, leis e negócios, parecendo querer evidenciar uma certa vocação para a prostituição ou para a alcoviteirice, começou por dar a entender, na Quadratura do Círculo, que estava sabedor de matéria quente e, de seguida, quando instado a esclarecer a insinuação, pegou nas mensagens e foi mostrá-las a Marcelo.


E eu, esperando que lhe tenha feito bom proveito, devo dizer que estes actos estão, a meu ver, ao nível do vómito. Penso nisto de um banqueiro guardar mensagens trocadas com um ministro, por sinal um verdinho na arte da manha, e ir mostrar a um sabido de primeira água, por sinal conselheiro de Estado, e de este se prestar ao acto vergonhoso de ir mostrar mensagens alheias ao Presidente e fico agoniada. Asco. A palavra que reflecte o que sinto á a palavra asco.

E que Marcelo se tenha prestado a isto de ir ler mensagens alheias, privadas, choca-me.
Bem, não sei se o fez. Tomara que não. Pelo que leio nos jornais, diria que sim. 
Mas, a tê-lo feito, sinto vontade de fazer write off sobre o capital de confiança que tem vindo a conquistar.

Marcelo, se fosse o homem que eu gostava que ele fosse, ao aparecer-lhe Lobo Xavier, qual vizinha coscuvilheira, com as mensagens alheias, ter-lhe-ia dado uma corrida em osso, 

'Rato! Rato de esgoto! Por quem me toma para me aparecer aqui com fofocas e relatos de conversas privadas? Desapareça-me da vista e não volte a aparecer-me à frente. Vou destituí-lo de conselheiro e é já, que não quero cá tipos que, ainda sem ter chegado o Carnaval, já por aqui andam disfarçados de ratos de esgoto, muito menos sentados à mesa do Conselho de Estado. Xô!'
E agora andam os mesmos de sempre, cada vez mais a aparecerem aos olhos do país como vermes, os mesmos que ao longo de anos viveram sobre a podridão governativa de Passos Coelho e Paulo Portas, armados em virgens ofendidas, em ratas de sacristia, exigir a publicação dos sms, a demissão do ministro e sei lá mais o quê. Gente sem memória, sem respeito pelos outros, sem vergonha na cara. E as televisões a darem palco a estes parasitas.

Domingues, a Monica Lewinsky portuguesa, não apenas quase fornicou o Centeno (que é como quem diz, claro) como guardou os sms -- como a outra guardou as marcas de sémen sobre o vestido. 


Mas Domingues já foi à vida. Já acabou. A Caixa já está com outra gestão e há muito trabalho a fazer. Já chega de tricas. Já enjoa tanta chachada que tem como único intuito lançar confusão, denegrir os bons resultados alcançados pelo governo, chatear, chatear, chatear. Já não se aguenta tanta má fé, tanta calhandrice.


Aqueles tristes pàfs, armados em destituídos mentais, não percebem a triste figurinha que andam a fazer alimentando, até à náusea, a polémica em volta deste assunto que fede a sonsice, a traição, a dominguice? 

E Marcelo não é capaz de vir a público dizer que já é tempo de aqueles -- que deveriam estar numa CERCI e não na Assembleia da República -- arranjarem algum programa ocupacional e deixarem de brincar aos políticos de meia tigela já que não fazem outra coisa senão conspurcar o espaço público? A bem do interesse nacional (que é o oposto do interesse dos PàFs e dos balcões onde se serve comentário a copo), Marcelo não é capaz de lhes pôr um par de patins? De lhes dar um valente pontapé no cu? Ou, se quer fazer uma pose presidencial, um murro na mesa, vá? Ou acha bem o que se está a passar? Agora já gosta de ler sms alheios? Já deu em andar a espreitar pelos buracos das fechaduras?

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domingo, fevereiro 12, 2017

O chorajoãozinho do CDS, o desatinado láparo e a madame cristas da coxa grossa.
Quanto mais as sondagens se lhes baixam mais, eles, quais galinhas sem cabeça, andam às voltas.
Já o Domingues abalou e ainda eles andam atrás do assunto, incapazes de verem para além da ponta dos dedos.

[Chiça que já cansam!]

(Em actualização)




Há aquele ditado oriental que diz que, quando uma pessoa inteligente aponta para as estrelas, uma mentecapta põe-se a olhar para a ponta do dedo. E, se não é bem isto, é qualquer coisa nesta base.

Quando a equipa do Governo andava ensarilhada a ver se conseguia formar uma Administração para a CGD eu falei nisto aqui. Achei que o Centeno e o verdinho do primo Mourinho estavam a demonstrar não ter o savoir faire necessário para gerir um processo desses (é necessário muita diplomacia, muita politiquice, muito rabo pelado para formar uma mesa de jogo que agrade a todas as sensibilidades). Achei que Costa tinha que se chegar à frente. Depois também. Quando aquilo das declarações de rendimentos do Domingues & Cia. começou a ser empolado pela oposição (e já o Tribunal Constitucional metido ao barulho) voltei a falar nisto aqui: a turma dos PàFs é uma turma ressabiada, meninos que não descansam enquando não dão cabo de tudo, e o Centeno é menino do coro ao pé daqueles malandros encartados.
A CGD está-lhes atravessada há que tempos, quando mais puderem escaqueirar mais a desvalorizam, mais barata ela fica. E, se puderem causar danos graves neste governo, que continuam a achar que é ilegítimo, não se ensaiam nem um bocadinho. Cuidado com eles.
Costa e Marcelo, dizia eu, nessa altura, deveriam sair a terreiro para neutralizarem os danos que o PSD e CDS pudessem causar, para ver se a equipa das Finanças conseguia desarrincar uma solução alternativa a Domingues e a Caixa podia avançar com as operações necessárias ao seu reequilíbrio financeiro.

Felizmente, assim aconteceu embora, infelizmente, a alternativa que arranjaram fosse pouco mais que medíocre. Macedo não é flor que se cheire e, nos actos que pratica, é mais a fama que ele alcança do que o proveito real que se divisa. Mas, enfim, o problema foi estancado, arranjou-se uma administração e a famigerada recapitalização pode começar.


Só que os PàFs são mais tinhosos que a peste suína. Não largam. Não largam, não deslargam, não descansam enquanto não virem sangue a escorrer.

O Domingues já se foi embora e eles aí continuam. Caniches raivosos, ladram por tudo o que é canto e esquina. 

Mário Centeno tem provado ser um ministro das Finanças competente. Os resultados que tem alcançado são extraordinários dado o ponto de partida e dada a adversidade que tem encontrato, não apenas por cá como, inicialmente, pelos bafientos corredores europeus.

Agora que o seu mérito é reconhecido e o seu trabalho elogiado não apenas cá mas também junto dos anteriores cépticos, continuam aquelas fracas figuras presas a tretas que não interessam nem ao menino jesus.

Que o Centeno mostrou ser aselha a resolver questões que metem sensibilidades de divas e prima-donas já todos o sabemos, que se enredou, atrapalhado, a querer ver se acalmava o chinfrim crescente em torno da questão mas sem atinar bem com a saída do labirinto, isso já todos estamos fartos de saber.

Mas já acabou. 

O assunto está ultrapassado. 

O Domingues já se foi embora.

Agora há mil desafios pela frente. O PSD e a CDS deixaram a banca no lindo estado que se sabe. Devem saber, melhor que ninguém, o quanto há a fazer para arrumar a casa. Ou nem isso conseguem perceber...? Caraças. Incompetentes e inconscientes.


Há que consolidar a estabilidade financeira dos bancos. Há que olhar para a dívida. Há que relançar em força a economia. Mil desafios. E em vez de incentivarem o Governo, esta porcaria de oposição não faz outra coisa senão andar às voltas atrás do próprio rabo ou a cheirar o rabo uns aos outros.


As sondagens mostram bem o que os portuguesas acham do lindo trabalhinho que andam a fazer mas nem isso estas tristes almas penadas conseguem perceber.

Mentecaptos como são nem me admiraria muito de um dia destes, descerebrados como andam, ainda desatassem às bicadas na Maria Luís dos swaps e da Arrow, no Gaspar não-Acerta-Uma, no Vai-estudar-ó-Relvas ou no irrevogável vice-Portas. Quiçá o láparo se lembre até de levantar o assunto do seu esquecimento de pagar a segurança social ou outras das suas várias louváveis proezas. 

Que gente esta, caraças. Raios os PàFam.

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Lá em cima, António Manuel Ribeiro e Carlão interpretam, com a União das Tribos,  do seu CD "Amanhã", Só eu Sei Porquê 




[A propósito: grande concerto hoje da União das Tribos em Almada. Casa esgotada e rendida.]


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terça-feira, dezembro 13, 2016

Passos Coelho e Assunção Cristas casam, esta terça-feira, pelo civil.
Consta que os padrinhos vão ser Medina Carreira e Teodora Cardoso.
Diz que a o copo de água será abrilhantado pela grande cantora Kátia Aveiro.
Festa de arromba, portanto. As autárquicas estão no papo!


Diz que o PSD e CDS assinam esta terça-feira, pelas 18h, o Acordo Quadro Para as Coligações Autárquicas. Em comunicado enviado às redações pelos sociais-democratas, os dois partidos informam que vão candidatar-se em coligação sempre que seja essa a vontade das estruturas locais. A assinatura do acordo está marcada para esta terça-feira às 18h num hotel em Lisboa.


Não se sabe ainda em que autarquias é que as estruturas alinham na referida suruba -- mas não faz mal. Candidatos fortes é o que não lhes falta. Quer do lado do PSD, quer do lado do CDS, resmas, paletes. Tudo de primeira. Laurinda Alves, do lado laranja, ou a aquela menina com cada de má, a tal de Meireles, do CDS, tudo gente catalisadora, com um magnetismo extraordinário. O Montenegro, a Albuquerque e o Bacorinho já cantam pelos cantos: Já ganhou, já ganhou...! Ou seja, para eles, as autárquicas já estão no papo. 


Em Lisboa, a Miss Cristas da Coxa Grossa, está à vontade. A menos que o láparo, cuja inteligência brada aos céus, se encha de brios e vá pedir meças. Acho que, bem aconselhado como anda, ainda se vai sentir incentivado a tal. Todos gostávamos de ver qual a sua percentagem quando comparado com a da so called Miss Kiwi.


Vejo a fotografia acima e a atitude corporal fala por si: não se gramam nem à lei da bala mas, sonsos e broncos como são, acham que conseguem enganar o zé pagode. Cara de quem comeu e não gostou, incomodados com o hálito um do oudro, a evitarem o contacto visual não vá sentirem um vómito a subir das entranhas -- eis os dois líderes dos partidos da oposição que vão, pois, anunciar à plebe que vão concatenar-se sempre que a turbamulta aparelhística o deseje.

Passos Coelho já está com ar de cadáver adiado, já faz lembrar aquele do Fim-de-semana com o morto. O pessoal do PSD já o arrasta como um corpo morto que para ali anda, fedendo.


Isto ele. Quanto à Cristas, a senhorita ainda não percebeu que nem sempre a coxa grossa alavanca na vertical. Por aí anda a fazer o circuito da feira, da febra; e, no intervalo, vai à Assembleia da República mostrar os trabalhos manuais que faz à noite com os filhos, uns quadrinhos básicos e destituídos de sentido que deixam toda a gente constrangida.

Medina Carreira, o padrinho do casal de Páfes,
sempre cheio de bons augúrios

Mas, ok, casamentos de conveniência, ainda que coisa fora de moda, talvez tenham mesmo subsistido até aos nossos dias. Coisa de antanho mas pronto. O que não falta são eleitores também já muificados que ainda não perceberam que já lá vai o tempo em que, à frente do PSD e do CDS, ainda havia gente minimamente decente (teremos que recuar uns anos valentes, ir lá para bem antes do Cherne Durão ou do vice-Portas -- mas enfim).

Teodora Cardoso,
a madrinha que anda há meses a oferecer
presentes ao casal.
Infelizmente tudo ovos chocos

No entanto, gostos não se discutem e, nesse pressuposto terei que achar que o casório pode ser uma festa bonita de se ver. Para tal, recomendo que o simpático casal de padrinhos, Medina Carreira e Teodora Cardoso, abrilhante a festa com as suas cassândricas previsões. Tarot, búzios, bola de cristal, vela de incenso, pata de galinha, rabo de gato, défices, gráficos, tudo em cima da mesa - e eles os dois de turbante a atender os convidados. 

E, como a ficarem-se por aí, a nível de diversão, a coisa pode azedar, sugere-se que, para além do banquete onde certamente não faltarão os cachos de camarões e a lampreia de ovos moles, se tente animar o ambiente com um forró a preceito. 

Concretizo: para que os convivas possam arejar a pernoca e demais interiores, recomenda-se que sigam o dress code da brilhante artista Kátia Aveiro, a tal que provocou a ira do mano Ronaldo ao ir fecundar-lhe a cama com o tal Cláudio Coelho (o cujo já veio dizer que - e cito - A Kátia vai andando com um e estando com outro) e que, mal ela desate a fazer que canta, façam todos coro com a garbosa garina e lhe sigam a sofisticada coreografia.


Já mostro o seu último vídeo gravado em Cuba mas antes, e porque este é um post político, recomendo ainda que uma outra figura dos tempos áureos do passos-relvismo não deixe de ser convidada: o Miguel Gonçalves, mais conhecido pelo nick Miguel Bate-Punho. As hostes pafianas andam desconsoladas, há que tentar levantar-lhes os ânimos.


Claro que, embora a festa se anuncie como civil, não faria mal que, ainda que apenas em espírito, pairasse por sobre os convidados o Santo Padroeiro Aníbal. Traz sempre sorte e bom astral.

Vulgo São Nini

Para finalizar, um pormenor. Sendo tudo jet set, é prudente que se contratem seguranças. Diz que há uma firma muito boa que tem sede num sótão e cuja testa de ferro dá pelo nome de código F. Lima. Diz que detecta espiões atrás de arbustos a olho nu. è melhor porque nunca fiando.

E mais nada. Só que a festa tem tudo para ser bonita, pá, e não é preciso ser da família do professor Karamba para adivinhar que os resultados das autárquicas prometem: Uma maravilha.

Claro que a Cristas vai meter o Láparo no bolso. Uma pena.

E a seguir regressa o Portas e mete a Cristas no bolso. Outra pena.

E tudo correrá lindamente se, a seguir, não aparecer a Ana Gomes e não puser o Portas no bolso, ou seja, num submarino (ao fundo). Uma pena irrevogável.

A intrépida Caça Irrevogáveis

E, para terminar em beleza, direi que, no fim, aparecerá o Rangel que anunciará que vai acabar com o regabofe no PSD e, para que o Santana Lopes não 'mande bocas', até vai ter como primeira-dama a Maria Leal -- uma das tais que, qual J. Pinto Fernandes, ainda não tinha entrado na história. 

Paulo Rangel, a fera que ainda vai salvar o PSD
Maria Leal, a sexy woman que não faz parte da história


E que comece o baile!

DKB - Acurrucate ft. Katia Aveiro



E, agora, a supra-citada Maria Leal que, se não Primeira Dama de Portugal, pelo menos, ainda vai a biógrafa de Paulo Rangel (a moça tem ar de ser boa a fazer biografias a paf's)


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E boa sorte ao auspicioso casalinho
(refiro-me a Passos Coelho e Assunção Cristas).

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E a todos, meus Caros Leitores, desejo um dia muito feliz.

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