Mostrar mensagens com a etiqueta J.D. Vance. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta J.D. Vance. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, abril 15, 2026

Temos a prova: Trump é o pior idiota da história.
-- É ele e o J.D. Vance, que já é visto como o novo gato Oscar... --

 

Depois dos passeios e lides no campo, 

-- e se me veem no Instagram (e já tenho 726 seguidores... -- dá para acreditar...?) --, 

estarão a acompanhar as minhas deambulações pelo meio das árvores, umas de pé, outras já cortadas às postas, pelo meio das silvas e etc., eis que agora, recolhida, tenho estado a ver uma dupla com que me divirto grandemente: conversar ou ouvir a conversa entre gente inteligente é outra coisa.

Joanna Coles solta gargalhadas de gosto, e eu com ela, e, quando David Rothkopf afirma que o morto que Jesus Trump tenta acordar do seu leito de morte não é outro senão Jeffrey Epstein, por pouco não projecta todo o chá que tinha na boca. 

E eu, que tenho estado a beber um belo chá de curcuma, por pouco não fiz o mesmo. O Jon Stewart achou que era ele e, de facto, assim de lado, quase poderia ser. Mas, vendo bem, parecido, parecido mesmo, o morto é bem capaz de ser o Epstein. 


E isso torna a maluquice ainda mais disparatado, mais insólito. 

Outro momento delicioso, embora de humor negro, é quando J.D. Vance é comparado ao gato Oscar, o célebre gato que quando se deitava ao pé de uma pessoa no lar em que vivia, pouco depois a pessoa estava morta. Por mais de 100 vezes, isso aconteceu. Andava por ali a vaguear e, de vez em quando, entrava num quarto e aconchegava-se ao pé da pessoa. De duas a quatro horas depois, já estava, a pessoa quinava. Por fim, a família já corria com o gato, chega para lá, ó urubu. Punham-no fora do quarto, fechavam a porta. Mas o gato não se afastava, ficava à porta a miar.

Ora acontece que o J. D. Vance foi visitar o Papa Francisco e, hélas, pouco depois, o Papa morreu. Agora foi pôr-se ao lado de Órban e, ups, Órban levou uma banhada monumental, incrementada pelo efeito J.D. Vance.

Mas, enfim, é ver porque aqui fala-se de tudo. Por exemplo, estará a base MAGA a desmoronar-se? E o que dizer da derrota da Hungria,  do desastre do Irão?

I've Got the Proof: Trump Is History's Worst Idiot | The Daily Beast Podcast

David Rothkopf, correspondente principal de assuntos globais do Daily Beast, junta-se a Joanna Coles para explicar porque está convencido de que a história vai julgar Donald Trump como o idiota mais poderoso e o maior idiota de sempre. Numa conversa abrangente e dinâmica, Rothkopf e Coles analisam os crescentes conflitos de Trump — do Vaticano ao Irão — juntamente com o espetáculo surreal das suas publicações autoproclamadas como "divindade" e as consequências globais das suas decisões. Exploram também as repercussões políticas nos Estados Unidos e no estrangeiro, incluindo a surpreendente derrota de Viktor Orbán e o que isso sinaliza para o futuro do populismo de direita. É uma análise perspicaz e provocadora sobre o poder, a instabilidade e a realidade cada vez mais bizarra que molda a política global.


sexta-feira, abril 10, 2026

Se Trump foi dar cabo do Irão, atrás de Netanyahu, para ver se a malta se esquecia dos ficheiros Epstein, será que, agora que a guerra deu para o torto e já não sabe onde se meter, arranjou maneira de sacar dos ficheiros Epstein para a malta se esquecer da guerra do Irão... e cravou a Melania para lhe fazer esse frete?
ou
A Melania, percebendo que o marido está nas últimas, antes que perca a imunidade de ser Primeira-Dama, resolveu já demarcar-se dele e de toda a porcaria que o envolve?
ou
Isto é mesmo um ninho de cucos e estão todos a ver se dão com todos em malucos?

 

No meio do salsifré do so called cessar-fogo que nasceu do nada sem acordo sobre coisíssima alguma, em que ninguém sabe quais os pontos sobre os quais era suposto estarem de acordo, no meio dos violentos bombardeamentos ao Líbano e enquanto parece que veio a Netanyahu uma suposta vontadezinha de abrandar de escaqueirar tudo, até que não reste pedra sobre pedra, e negociar um mini-mini cessar fogo com Beirute, e em que Trump continua com as suas estafadas e tresloucadas investidas e em que vai intercalando ameaças letais ao Irão com remoques e chantagens sobre a NATO e com parvoíces e insultos aos seus antes amigos MAGA influencers e ex-Fox (Tucker Carlson, Megyn Kelly, Alex Jones ou Candace Owens), eis que, do nada, sem que na Casa Branca aparentemente ninguém soubesse de nada, aparentemente sem que o próprio Trump soubesse de nada, do alto do púlpito onde o marido costuma dirigir-se às massas, sozinha, a esfíngica Primeira Dama (também descrita como assalariada de Trump, paga para ser sua mulher), que nunca antes tal coisa fez, apareceu a dizer que nunca foi vítima ou íntima de Epstein, que não foi ele que a apresentou a Trump, que apenas esteve ao mesmo tempo que ele e que o marido em algumas festas e rebéubéu pardais ao ninho, que o que as fotografias e os mails mostram não é nada, que o que não falta por aí são cenas fake para todos os gostos, e que, pasme-se, deve ser dada voz às vítimas para que esclareçam o que há para esclarecer.

Isto mesmo.

Não dá para acreditar, pois não?

Não mesmo. Mas aconteceu. 

Mais uma vez, uma improbabilidade materializou-se. Do nada. 

Quando os republicanos têm feito de tudo para abafar o caso, quando é nomeado Todd Blanche, ex advogado pessoal de Trump, para Procurador Geral, que diz que não há mais nada para dizer sobre o caso, aparece esta a falar no assunto e a dizer que se ouçam as vítimas no Congresso...?

Estranho...

Claro que no meio da confusão reinante, 

  • depois de nas vésperas se ter estado à beira do fim da civilização persa, quiçá do fim do mundo, 
  • quando se discute se: 
    • os mercados vão arrefecer ou esquentar-se ainda mais, 
    • se o preço do petróleo vai disparar para níveis nunca vistos ou se o dito não vai mesmo escassear com as consequências daí advenientes, 
    • se as taxas de juro vão disparar e, consequentemente, enforcar parte dos devedores aos bancos, 
  • ou quando é denunciado o que andavam os submarinos russos a fazer ao largo do Reino Unido e que motivaram que a Marinha britânica mais a norueguesa e não sei quem mais tivessem que sair à cena e dizer a Putin que o vemos e sabemos o que anda a tramar, escoltando-os de volta,
  • ou quando sabemos que os terroristas da Casa Branca ameaçaram o Papa (o Papa!),
  • ou, ainda, quando observamoso oportunista J.D. Vance, esse vira-casacas alimentado à colher pelo perigoso Peter Thiel, por aí andar feito palhaço ambulante, ora a imiscuir-se nas eleições húngaras em defesa desse Órban que mais parece um ogre fedorento, ora agora a caminho do Paquistão para fazer o seu habitual papel de urso, 

aparecer a Melania, num aparente total despropósito, a falar de um tema que estava meio esquecido face às tormentas bélicas em que o marido se lançou, tema esse que o mesmo marido anda permanentemente a querer que seja posto para trás das costas, é daquelas coisas que deixa toda a gente de queixo caído e olhos arregalados. 

What the fuck...? 

Provavelmente ao longo desta sexta-feira saber-se-á alguma coisa mais desta desconcertante aparição: 
  • ou está para sair alguma novidade que a envolve e ela pensa que, com isto, neutraliza a questão, 
  • ou já percebeu que o marido -- na espiral de loucura desorbitada em que anda, ou por alguma notícia que vai sair que o vai incriminar de vez, e, por uma coisa ou por outra, ou pelas duas -- não vai aguentar-se por muito mais tempo e já está a querer demarcar-se dele, 
  • ou sabe, que mais dia menos dia, as vítimas de Epstein vão ser ouvidas no Congresso e, pelo sim, pelo não, está já a dizer que não é vítima pelo que nem passe a ninguém pela cabeça chamá-la a depor,
  • ou, então, em conluio com o desconchavado marido (embora digam que ele não sabia e que está desnorteado com isto), para ver se a malta se distrai do caldinho da guerra e da insubordinação que parece ameaçar as hierarquias militares, resolve desenterrar um assunto que sabe que inflama as redes sociais e distrai de tudo o resto, 
  • ou, então, é tão maluca como ele,
  • ou, na volta, está pelos cabelos com o estafermo do marido e resolveu, de propósito, enfernizada de todo, marafada até à raiz dos bem tratados cabelos, fazer uma coisa que o vai deixar em polvorosa,
  • ou, então, tudo ali está a descarrilar a grande velocidade e não há quem não se atraiçoe às claras e às escuras e quem não desembainhe espadas e facalhões contra uns e outros e contra quem calhar, e ela está já a dar o exemplo espetando uma naifada na aspirinada pança do maridinho,
  • ou, então, a malta alucinou toda de vez e já não há uma coisa, uma única, que faça sentido.
.............................................................

'PORQUÊ é que ela disse estas coisas?': Nicolle reage ao discurso CHOCANTE de Melania Trump sobre Epstein

Depois de ter convocado a imprensa da Casa Branca esta tarde, Melania Trump fez um discurso inesperado negando qualquer relação com Jeffrey Epstein e apelando a uma audiência pública para as vítimas do financeiro desonrado. Para a análise, juntaram-se a Nicolle Wallace: Jackie Alemany, que acabou de falar com Trump, Luke Broadwater e o deputado Robert Garcia.


Nicolle sobre o discurso surpreendente de Melania: "Não acredito nisso... ela não se pronuncia sobre nada."

Nicolle Wallace comenta o discurso surpresa de Melania Trump sobre Jeffrey Epstein na Casa Branca, hoje de manhã. Charlie Sykes e Angelo Carusone participam na análise do Deadline White House.

Tenham uma boa sexta-feira, ok? 
E não fiquem também malucos com esta maluqueira toda que nos rodeia, está bem?

quinta-feira, abril 09, 2026

Sobre o que o estúpido que tem a memória e a cor de um peixe dourado e a sua turma de estúpidos andam por aí a fazer

 

Não há qualquer racional em nada do que se passa. Qualquer. Bola. Zero.

Durante uns tempos, nas empresas, estava na moda o 'racional'. Qual é o racional? Era a pergunta que se fazia. Não havia apresentação que não se estruturasse em torno do racional. Claro que, só por ser moda, já eu fugia a sete pés de usar a expressão. 

Mas agora, ao ver o desconchavo permanente, só me apetece dizer que aquilo a que se assiste é a coisa mais irracional a que já alguma vez se assistiu. Por muitas perspectivas pelas quais se olhe, não há qualquer racional.

Um fulano que nunca foi bom da cabeça e que agora, em cima do fraco intelecto e da distorção de personalidade, está demente ser o presidente dos Estados Unidos é daquelas coisas que, se fosse ficção, seria delirante.

Mas é verdade. Não é ficção. 

E tão perturbante como ver a democracia a ser destruída naquele país e o mundo a ser sugado por um buraco negro é ver como ainda há anormais, tão ou mais estúpidos que ele, que, por lá, por cá e por onde calha, continuam a apoiá-lo. E os que não o apoiam, republicanos não MAGA, mas que não mexem uma palha, por cobardia ou receio de perderem o poder, são igualmente deploráveis. Hoje vi que agora até ameaçaram o Papa. Como o Papa o tem criticado, estão furiosos e, como sempre, não param para pensar- Mas ameaçar o Papa? Onde é que já vamos? É que tantas fazem que já nem dá para acreditar. 

Esta história do cessar fogo que não é cessar fogo coisa nenhuma, é um arremedo de coisa em forma de assim, um conjunto de medidas que o Irão impôs e que o palhaço cor de laranja aceitou -- certamente sem sequer saber o que estava a aceitar, deserto que estava por sair da saia justa em que a sua cabeça desgovernada o tinha metido -- é mais um episódio da fantochada circense que aqui está armada. É que ainda poderia parecer que aquilo era uma coisa assim a modos que mais ou menos. Isto se nos abstrairmos do curioso facto de agora ser o agredido a mostrar que é quem manda, e o agressor, feito caniche que já só quer é ver se consegue abocanhar algum bocado de osso, por exemplo uma percentagem das portagens no estreito de Ormuz, a andar a toque de caixa. Foi à monda e saiu mondado. O pior é o criminoso Netanyahu, que vive de espalhar sangue e que se alimenta do pó da destruição, que não consegue parar de atirar mísseis. Não sei de onde lhe vem tanto dinheiro para tanto material de guerra nem sei como consegue manter-se incólume no meio da desgraça que tem trazido àqueles territórios -- mas isso são outros quinhentos, como sói dizer-se. Mas, portanto, enquanto uns quererem fazer crer que se deu um belo passo a caminho não se sabe bem de quê, está aquele assassino a mostrar que se está bem a marimbar para tudo o que não seja escaqueirar tudo à sua volta a ver se abocanha mais um bocado de terra. Um gémeo separado à nascença de Putin.

Mais uma vez, onde ouço as análises mais interessantes para o caos e para o bailinho que está globalmente armado é nas conversas entre Joanna Coles e o muito bem informado Michael Wolff. Esta conversa foi gravada na terça feira antes de Trump ter, de novo, e neste caso ainda bem, demonstrado que TACO. Mas toda a conversa é actual e muito reveladora de como tudo aquilo funciona.

O que é mais em cima do acontecimento e igualmente imperdível é a reacção de Jimmy Kimmel, gravada já depois de Trump ter enfiado o rabo entre as pernas (vamos ver por quanto tempo, que aquilo ali, bicho maluco, cruel e desencabrestado, nunca será de fiar). Divertido, certeiro, implacável, assim é sempre Jimmy Kimmel. Não admira que Trump o odeie. Mas com as raivinhas de Trump pode ele bem. Começo por partilhar a sua intervenção sobre o Dia-D de Trump, D de Demência, claro.

Trump acobarda-se (chickens out) depois de ameaçar toda uma civilização com a morte, e até os lunáticos o acham louco.

Hoje foi o prazo final dado por Trump para o Irão abrir o Estreito de Ormuz ou ser bombardeado. Publicou esta manhã que, se não concordassem, "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta". Felizmente, era terça-feira de tacos e ele decidiu não abandonar a chalupa durante pelo menos mais duas semanas. Ninguém parece fazer ideia de qual é o plano dele. Alguns membros proeminentes da comunidade de lunáticos estão a pedir a sua remoção através da 25ª Emenda. Lindsey Graham participou no programa de Hannity para dar o seu total apoio à guerra. Bill Gates e Howard Lutnick foram intimados a depor perante a Comissão de Supervisão da Câmara sobre Epstein. O Procurador-Geral interino, Todd Blanche, falou sobre se gostaria ou não do cargo a tempo inteiro. Trump falou com a tripulação da Artemis II e o congressista Tim Burchett disse ao TMZ que viu provas de vida extraterrestre. E JD Vance tem aprimorado as suas capacidades de oratória e comédia!

E agora o Daily Beast, a impagável dupla Joanna Coles e Michael Wolff, Dentro da Cabeça de Trump

O verdadeiro motivo pelo qual Trump nunca irá recuperar: Wolff | InsideTrump's Head

Michael Wolff junta-se a Joanna Coles enquanto Donald Trump intensifica o seu bluff mais perigoso até à data, ameaçando a destruição a uma escala nunca vista desde a Segunda Guerra Mundial, encurralado por uma guerra que prometeu nunca iniciar. As ameaças tornam-se mais elevadas à medida que as opções diminuem: o Irão aperta o cerco ao estreito de Ormuz, a instabilidade global do petróleo aumenta e o presidente do "não às guerras intermináveis" vê-se preso na guerra que ele próprio iniciou. Wolff defende que o caos é agravado por um círculo cada vez mais reduzido de apoiantes leais, desprovidos de poder de decisão, um nervoso JD Vance a estar discretamente posicionado para absorver a culpa e um mundo pró-Trump já a preparar-se para as consequências políticas. Wolff sugere que este é provavelmente o início do seu fim: um presidente que intensifica as ameaças porque está encurralado e uma base dividida a clamar por rebelião.
_____________________________________

E, se vos apetecer desanuviar, aconselho-vos a descer um pouco mais. 
Quando duas mulheres inteligentes se põem à conversa o melhor a fazer é ficar a ouvir

quarta-feira, abril 08, 2026

Helló, helló Magyarország!

 


Helló, helló Magyarország! Elfogadod, hogy egy olyan bolond, mint J.D, Vance, kioktat, megmondja, kire kellene szavaznod? Azt hiszi, tudja, mi a jó Magyarországnak? Méltó arra, hogy betessze a lábát az országodba egy olyan kormányzat alelnöke, amelyik nem tiszteli a törvényeket, a demokráciát, a nemzetközi jogot vagy az emberi jogokat? Nem fogsz tudni megszabadulni Orbántól, aki csak a diktátoroknak tud hízelegni, és megveti az Európai Uniót, amely teljes szívvel üdvözli őket? Kérdezem.

sábado, janeiro 24, 2026

Será este o momento em que o mundo finalmente deixa de correr atrás dos bombeiros, ou será que Trump já está a acender o próximo fósforo?

 

As conversas entre Joanna Coles e Michael Wolff são sempre gostosas, divertidas, com deliciosos apartes. 

Por exemplo, Joanna Coles conta que, quando foi entrevistar Valentino, o costureiro recentemente falecido, os assessores lhe pediram para não lhe falar na guerra do Iraque. Ela pensou que talvez algum familiar lhe tivesse morrido. Contudo, ficou curiosa e quis saber qual a razão. Responderam: 'É que ele não sabe da guerra.'. Isto 3 anos depois da guerra ter começado. Explicaram que ele vivia num ambiente de beleza. Notícias más só iriam perturbá-lo.

Michael Wolff não quis ficar atrás e contou que, numa das vezes em que foi entrevistar Trump para o primeiro livro biográfico sobre ele, o Fire and Fury, estando-se a poucos dias do Brexit, puxou o assunto. Trump ficou admirado: 'Ahnnn?'. Não sabia. Quando Wolff lhe explicou, apenas disse que lhe parecia bem que o Reino Unido saísse da UE. E mudou de assunto. Segundo Wolff, Trump não sabe nada de política internacional. Mesmo do que se passa nos EUA pouco sabe. Não lê um livro, não folheia um dossier, não se informa, não estuda. Aliás, conta que Epstein dizia que Trump tem medo de Putin porque Putin tem em sua posse os seus registos académicos, que parece que são péssimos. 

Outro apontamento com piada teve a ver com a nova gravidez de Usha Vance. Ao enviar-lhe os parabéns, Joanna confessou que gostava de ter tido mais filhos (tem dois)... mas apressou-se a advertir: 'Mas não com o J.D. Vance...'. Claro. Puxa. 

Contudo, claro que o tema principal não são estes pequenos fait divers. E ouvi-los a falar do que se tem passado (Davos, Gronelândia, o absurdo Conselho da Paz que mais parece uma extensão do clube privado de Mar-a-Lago, etc) ajuda a ver os grandes temas sob a perspectiva da petite histoire. Por exemplo, comentam que Trump gosta de ter todas as atenções centradas em si. Ateia o fogo não tanto pelo fogo em si mas, sobretudo, para ver os carros dos bombeiros, as sirenes, as luzes, toda aquela emoção. Quando acaba, antes que se avaliem os danos, já não quer mais saber do assunto, já está focado no próximo fogo que vai pegar.

Mas ouçam-nos que tem piada. 

O verdadeiro motivo pelo qual Trump recuou da Groenlândia: Wolff | Dentro da cabeça de Trump

Michael Wolff junta-se a Joanna Coles para analisar porque é que as últimas manobras teatrais globais de Trump — desde a ameaça de anexação da Gronelândia até ao "conselho de paz" bilionário — nunca deveriam ter acontecido. Recorrendo a Davos, a sondagens desastrosas, à reação negativa a Minneapolis e ao talento infinito de Trump para distrair, Wolff explica como a fanfarronice sem consequências é a essência do Trumpismo: atear fogo, aproveitar-se dos alarmes e depois ir embora antes que as consequências cheguem. A questão que se mantém após o fim da questão da Gronelândia é: será este o momento em que o mundo finalmente deixa de correr atrás dos bombeiros, ou será que Trump já está a acender o próximo fósforo?

E queiram continuar a descer porque, já a seguir, Colbert faz a festa.

sexta-feira, outubro 31, 2025

Um salão de baile com muito que se lhe diga

 

Muito se tem dito, e creio que está à vista, que Trump nunca foi bom na cabeça e que, agora, com a idade, o regime alimentar desadequado e uma vida de excessos, a demência está a fazer o seu caminho. E, no entanto, parece que ninguém se chega à frente para correr com ele. Ora, parece que a principal razão é que, aí, quem ascenderia à presidência seria J.D. Vance que, dizem, é verdadeiramente sinistro. Não o conheço assim tão bem mas a verdade é que, quando vejo alguns vídeos em que ele discursa, fico agoniada, visceralmente incomodada.

Está assim o país mais poderoso do mundo, entre um narcisista doentio, mentiroso, vingativo, corrupto, vigarista, ainda por cima agora já meio taralhouco, e um sujeito frio, ambicioso, prepotente, com uma agenda bem definida, ultra reaccionário, daquelas pessoas que coloca a interpretação mais limitada, deturpada e inquisitória da Bíblia acima da Constituição dos EUA, que, se puder, sem pestanejar, se tornará um ditador bem mais perigoso que o actual ditador-orange-clown.

Trump, de uma maneira ou de outra, acabará forçosamente mal, pois tão longe está a levar a corrupção, o desafio à lei e à ordem, tão longe está a levar o torpedeamento à democracia, tantos são os desvarios e tantos os indícios de que andou metido em alhadas das sérias que, de alguma forma, a coisa irá dar para o torto. Isto se não cair para o lado (há médicos que dizem que, para além do problema circulatório e da degeneração mental, também já terá tido um avc).

Além de tudo o que se passa na vida deste personagem, há o passado que o persegue e que, presumo, o deve atormentar até ao limite. E ele vê o que está a passar-se com o ex-Príncipe Andrew, igualmente amigo de Epstein: a pública descida aos infernos de que não consegue esconder-se (e ainda deve estar a ver-se apenas o princípio).  Para Trump, também não deve haver dia em que o tema não venha bater-lhe à porta, nem que seja para o relembrarem de que os ficheiros devem ser divulgados. Isto para não falar do processo movido por Michael Wolff a Melania, que vai fazer correr rios de tinta e que poderá ter consequências imprevistas.

O recente escândalo do Salão de Baile, que ele anuncia como um projecto régio, dourado, luxuoso, majestático, e que o levou a demolir parte do edifício da Casa Branca, é bem a metáfora do que move Trump, de como se move e do desrespeito que sente por tudo e todos.

Os fulanos do The Lincoln Project são incansáveis na denúncia dos desmandos do Trump. 

Quando se anuncia que o Salão de Baile vai chamar-se The Trump Ballroom, provavelmente, precedido de Big and Beautiful, eles aparecem a dizer que bom, bom é que se honre também o bom amigo Epstein, chamando-lhe o Epstein Ballroom, ou Trump and Epstein Ballroom

Epstein Ballroom

The Epstein files stay hidden, but the Epstein Ballroom will be a prominent display

------------------------------------------------

Desejo-vos uma feliz sexta-feira

sábado, março 01, 2025

O espectáculo que Trump, esse bully asqueroso, e J.D. Vance, um porcalhão mal-educado, deram na Casa Branca é uma coisa obscena.
Mais uma vez Zelenskyy provou que é um homem (e até dá vontade de escrever o H em maiúscula), um homem que os tem no sítio

 

O espectáculo vergonhoso, com duas bestas a humilharem e a quererem vergar um homem que há 3 anos se aguenta de pé apesar da violenta guerra a que o seu País tem estado sujeito, foi surpreendente. Mas não foi só isso que Trump e J.D. Vance fizeram: na verdade, humilharam todos os americanos e os Estados Unidos enquanto nação. Chamarem estúpido a Biden, como Trump já o fez repetidamente, gozar com Obama, dizer mentiras em catadupa, proferir ameaças, ofensas, falar com Zelenskyy como se ele fosse um jogador de cartas e a Ucrânia um tabuleiro, é uma vergonha, uma vergonha a nível mundial, uma vergonha nunca vista.

Não sei como é que os americanos, democratas ou republicanos, digerem um espectáculo tão vexante. Não sei se não se sentirão tentados a acabar com a ruína moral que representa a presença de Trump como presidente dos Estados Unidos.

Em contrapartida, perante aquela vergonha, Zelenskyy manteve-se fiel a si próprio: inteiro, frontal, humilde mas firme. 

Para a história Trump ficará como um palhaço. Putin como um psicopata, um assassino. E Zelenskyy como um herói. 

____________________________________

E as reacções aparecem por todos os lados. Aqui está uma:

Trump and Vance ATTACK Zelenskyy in Oval Office and Align U.S. with PUTIN

Rick Wilson reacts to the disgraceful Oval Office meeting between Donald Trump, JD Vance, and Volodymyr Zelenskyy. Today's Oval Office spectacle wasn't about showing strength, it was about surrendering to Putin. Trump and JD Vance have sold out America.