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terça-feira, junho 16, 2026

Luís Osório conversa com Helena Sacadura Cabral

 

Repito-me: gosto de conversar e de ouvir conversar. Mas não de quaisquer conversas. Por exemplo, durante o dia não consigo ver televisão. Já nem a ligo. Esmiuçar desgraças, ouvir falar de paranóias, tudo exacerbado, as pessoas parece que só se acham interessantes se se apresentarem como vítimas de qualquer coisa, parece que não há cão nem gato que não tenha sofrido de bullying na escola, ou que não tenham ficados completamente carentes para o resto da vida por terem perdido o avô ou a avó que eram especiais, e toda a gente faz terapia, e toda a gente anda a encontrar-se a si própria. Tudo um chorrilho de banalidades e parvoíces para as quais não há pachorra. Claro que tem tenha perdido um avô ou uma avó, ou todos, ou pai ou mãe ou ambos, sente um grande desgosto. Mas fazer disso a bandeira com que se anda na rua ou exibir tal facto como se fosse o alfa e o ómega da sua vida...? Achar-se especial ou digna de piedade por isso? Ou achar que os outros são todos maus e que só o próprio ou a própria é que é o bom, a vítima...? Pá, a sério, já não se aguenta. Não há entrevista ou podcast ou o raio em que alguém não acabe a chorar ou, igualmente pífio, a fingir que se faz de valente. 

E a gente, quando ouve isso, percebe que geralmente é gente parva, que não se enxerga, que põe a culpa de tudo nos outros, no cão e no gato, na prima, na mãe, no pai, nos irmãos, nos amigos, nos colegas, no sprofessores, parece que julgam que toda a sociedade conspira para não dar à prima-dona a atenção que ela acha que merece. Um saco. Dantes considerava-se que gente assim é irresponsável, gente que atira as 'culpas' para cima dos outros é gente em quem, de forma geral, não se pode confiar. Era assim. Agora não, agora põe-se uma medalha ao peito. 

E juntam-se em entrevistas e podcasts e para ali estão neste desfiar de palermices, de vacuidades, de parvoíces. Se calhar é gente que padece do mal de precisar de validação, parece que precisam que os outros andem sempre a dizer-lhes que são os maiores, que estão muito bem, que são muito lindos e talentosos, provavelmente contam likes e entretêm-se com essa contabilidade que, na prática, vale zero.

O mundo tem vindo a derrapar para a estupidez e esta vertente da carência, da vitimização e da necessidade de validação é uma das provas da fraqueza crescente da sociedade.

Posso ter esta visão um bocado crua por ser um caso diametralmente oposto disso. Não contabilizo likes, detesto bajulações, incomodam-me as conversetas de elogio e não preciso de validação de ninguém para me sentir confiante em mim mesma. Naquilo em que não me sinto confiante, se for tema que me interessa, preparo-me para adquirir o que me falta para estar na boa, segura de mim mesma. E, se não é tema que me interesse, passo adiante. Nunca, nem quando era criança nem quando era adulta, me interessou saber a opinião deste, daquele ou do outro a meu respeito. E mesmo que me chegassem ecos de discórdia ou desapreço era para o lado em que dormia melhor.

Claro que nem todas as pessoas são iguais e o facto de eu ser assim não faz de mim melhor ou pior. Uma coisa é certa: retira-me angústias, ansiedades, medos, sofrimentos. Gostem ou não gostem, estou sempre na boa. Por isso, posso não ser melhor ou pior mas sei que estou bem, não me queixo. Nunca me queixo. Nunca me queixei.

E gosto de conversar ou ouvir conversar pessoas que afinam por este diapasão. Gosto de ouvir gente desempoeirada, gosto de ouvir falar de boas memórias, de cenas divertidas, de bons projectos para o futuro. Gosto de me rir. 

(Aliás, gosto à brava de me rir. Ainda hoje, estava a ler um livro e desatei a rir-me à gargalhada. A cena do livro era simples. Mas deu-me uma vontade de rir que me fez rir à gargalhada por um bom bocado).

E falei do género dos coitadinhos, das vítimas, mas depois há os outros, igualmente insuportáveis: os que riem muito, os que se acham os mais engraçados, os mais originais, os que dizem disparates em catadupa achando-se divertidos, os que fingem que não se levam a sério mas que contam toda a espécie de frioleiras como se fossem happenings mas, ao mesmo tempo, fingindo que se auto-depreciam, e todos riem, riem muito, riem mostrando que têm a cabecinha mais vazia que um saco de vento. É outra fauna, mas igualmente insuportável. Se calhar, mesmo esses, se forem ao programa da Júlia, acabam na choradeira, mostrando que têm um coração em chaga. 

Não há pachorra.

Talvez porque penso assim estive aqui a ouvir, na maior leveza e boa disposição, a conversa entre o Luís Osório e a Helena Sacadura Cabral. 91 anos de leveza, ela: o que é mau, põe para trás das costas. O que aconteceu, está acontecido. Em alguns casos claro que houve e há dor, mas é uma dor com a qual convive bem. 

[Um àparte*: no meio, fica a saber-se que o Paulo Portas é mais um que tem uma empresa com a mãe na qual mete todo o tipo de despesas... Provavelmente é através dessa empresa que factura à TVI o seu comentário dominical e, com este esquema da empresa, poupa-se a muito IRS-zinho. E falo em esquema como poderia dizer 'conceito', aliás um conceito que atravessa toda a nossa sociedade que cultiva o hábito de driblar, legalmente, o fisco. Posso estar a extrapolar erradademente e, se for o caso, já cá não está quem falou. Mas, como um amigo meu dizia, dando um toque no nariz, tenho um faro que geralmente não me engana.

Mas, enfim, foi uma sinceridade da mãe, e a mãe sabe que está a agir na maior legalidade (porque a lei portuguesa gosta de deixar nesgas de portas abertas para quem quiser fazer interpretações criativas), pelo que não me alongo. Acaba por ser apenas mais um triste déjà-vu.]

De resto diverti-me, foi uma conversa bem disposta. E a boa disposição em vez da lamúria, o assumir das responsabilidades integrais em vez de atirá-las para a mãe, para o pai, para o chefe, para o ex-marido, para o piriquito ou para a vizinha do andar de cima, é sempre uma lufada de ar fresco. 

E continua com boa pele, com bom ar, roupas alegres, belos anéis e adereços, e ri que é um gosto e certamente há de fazer a sua escola para crianças desfavorecidas e há de continuar a levar alegria a todas as suas conversas e a reconhecer a existência dos iões apesar de não os ver. 

Por isso, salve Helena Sacudura Cabral! Vida longa e feliz para si!

"Vencidos" com Helena Sacadura Cabral | RTP Antena 1

No final da entrevista, Helena Sacadura Cabral disse a Luís Osório: uma conversa perfeita, precisamente o que imaginava. A conversa passa agora a ser de todos. Não perca as confissões de uma das mulheres respeitadas do país.


Desejo-vos uma bela terça-feira
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*  Nota

Agradeço a vossa atenção para o comentário que a Caríssima Helena Sacadura Cabral teve a amabilidade de aqui deixar, referindo que não, a empresa não serve para o que eu acima aventava. Aqui fica a ressalva. 

terça-feira, setembro 09, 2025

Considerará o indigno Moedas que o Paulo Portas e a Mariana Leitão são seus sicários?
-- A palavra ao meu marido --

 

O Moedas, na entrevista à SIC, esquecendo-se que estava a fazer-se de coitadinho, e após dizer que nem pensava nas eleições, atirou-se com ignomínia ao PS, chegando, entre outros "mimos", a chamar a quem o atacava, sicário da Alexandra Leitão. 

Seguindo essa analogia, será que o Moedas também considera que quem tem tentado salvar a sua pele -- com argumentos estapafúrdios, é certo --, como, por exemplo, o Paulo Portas e a Mariana Leitão, são seus sicários, certo? 

O Moedas tem demonstrado ser reles e ignorante, mas, como já deve, entretanto, ter sido esclarecido, sicários são criminosos contratados que, no início, usavam adagas escondidas debaixo das togas com as quais perpetravam os assassínios. É óbvio que não são os métodos usados em democracia mas vê-se bem o calibre do personagem quando é capaz de fazer este tipo de afirmações. Pior ainda e de uma baixeza insuportável é o que afirmou sobre a demissão do Jorge Coelho quando ocorreu o acidente em Entre Rios. Um tipo que mente descaradamente e que mostra ser tão reles não é confiável e não merece qualquer tipo de consideração ou respeito. Não vale tudo, certo?

segunda-feira, março 17, 2025

Alô, alô, TVI! Até quando vão continuar a ter o espaço do Paulo Portas, supostamente um comentador isento, e que, mais uma vez, se manifesta como um cheerleader da AD.
E os Senhores da ERC vão aceitar esta situação? Um adepto fervoroso de um partido e de uma coligação eleitoral pode apresentar-se ao domingo, em canal aberto e em horário nobre, como se fosse um comentador independente?

 

Quando fala de política internacional, Paulo Portas até não está mal. Mas Paulo Portas tem aquele seu lado habilidoso, aquele lado de quem gosta de jogar com as palavras -- ele saiu do Independente mas o Independente não saiu dele --, gosta de lançar farpas contra quem não gosta (agora é o PS e o seu líder tal como antes era o Cavaco e os seus ministros), gosta de usar a verve para baralhar, escamotear, deturpar. E, claro, agora a favor do PSD/AD.

Já sabemos que ex-irrevogável Paulo Portas é maleável nas suas convicções. Aquilo que pensa e diz não é exactamente aqui que pensa e diz.

Tudo bem. Cada um é como cada qual e quem gostar que o compre.

Só que, supostamente, a TVI está a comprar-lhe uma opinião isenta -- e não é isso que Paulo Portas está a entregar.

Por isso, daqui até às eleições o programa de Paulo Portas deveria ser suspenso.

E, se a TVI o não fizer, a ERC deveria recomendá-lo fortemente.

segunda-feira, março 10, 2025

Quando Paulo Portas fala em nome dos portugueses baseia-se em quê? Fez uma sondagem só para ele?
A que propósito enche a boca para dizer: 'Os portugueses não percebem' ou 'Os portugueses não querem'?
Ele, que nunca conseguiu nada enquanto líder partidário, sabe lá interpretar o sentir ou o pensar dos portugueses...

 

E depois, tendo engolido a cartilha da equipa de comunicação de Montenegro, o forever irrevogável Portas põe nas mãos do PS a decisão de não haver crise. E a entrevistadora, a simpática Andreia Vale, esquecendo-se de ser jornalista, não foi capaz de lhe dizer que está equivocado pois quem tem nas mãos essa decisão é o Montenegro que foi quem entregou uma Moção de Confiança, fadada à rejeição. Ele que a retire.

Só palhaçadas. 

Sinto falta de políticos sérios, cultos, eticamente irrepreensíveis, corajosos, com visão. 

Tirando alguns, poucos, que se encontram mais ou menos retirados, certamente fartos da cambada que por aí anda a trocar tintas, a vender banha da cobra e a poluir o espaço mediático, só se veem alguns decentes que parece que não conseguem falar suficientemente alto para se fazerem ouvir sobre o permanente ruído da marabunta.

Caraças.

Vou fazer zapping (vou em busca do 'Isto é gozar com quem trabalha'). Eu ainda consigo fazer algum esforço para ouvir o Portas e demais aves papagaias que por aí andam a papagaiar, mas o meu marido fica furioso, não está para ser aturar quem atenta contra a inteligência alheia.

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E transcrevo um comentário, pertinente, e que já aqui tinha sido deixado há dias:

Volto a uma pergunta anterior: porque razão o site da Assembleia da República deixou de publicar os registos de interesses?

É ir ao site, escolher o nome de um deputado. Vê-se quantas legislaturas fez, as comissões a que pertence, a biografia, e no cantinho direito está lá uma ligação para os registos de interesses. Se tiver feito várias legislaturas vemos em que sociedades tinha quotas ou lá o que eles entendem que deve ser publicado. Abre-se para esta legislatura e zero. Porquê?

Aqui fica a dica. Alguém sabe responder?

terça-feira, dezembro 10, 2024

Um Natal disparatado, oh oh oh

 

Ia dizer que não sei como é que o Natal degenerou nisto, num festim para os comerciantes e num aparato generalizado, desde as casas às ruas, já para não falar no espírito transformista que desce em nós. Aqui onde vivo já há muitas casas decoradas e iluminadas, pais natais em cima de telhados, estrelas luminosas em cima das árvores do jardim. E até eu, ao ver umas meias de Natal no supermercado, comprei-as e ando com pais-natal, renas e merry christmas brilhantes a forrar-me os pés. E o mais certo é que um dia destes ponha uma bandolete com chifres de rena para não destoar quando cumprimentar a família do lado que, na altura, se apresenta integralmente vestida com camisolas de Natal, iguais.

O tema do que vai ser o almoço festivo do dia de Natal já está em cima da mesa e não reúne consenso. 

E, mentalmente, ponho-me a percorrer o que já comprei e o que está em falta pois tenho terror de, na altura da troca de presentes, constatar que me esqueci de alguém. Nunca me aconteceu mas deve ser semelhante a chegar à rua, de saia, e reparar que me esqueci de vestir cuecas. Tal nunca ocorreu mas lembro-me de já ter sonhado com isso e não ter sido nada bom.

E felizmente já não estou a trabalhar senão já andava na roda-vida dos almoços e jantares de Natal. Ainda me lembro da primeira vez em que um dos jantares foi para umas valentes centenas de pessoas, gente que vinha de muitos lados, incluindo de Espanha, e apenas se arranjou um espaço habitualmente usado para casamentos. Eu, de noite, a conduzir sozinha, sem conhecer nada daqueles lugares, passando por estradas sem luz, eu que tenho um sentido de orientação desgraçado, num lugar que não vinha no gps do carro (naquela altura ainda não havia waze)... um stress. Ligava para me ajudarem e perguntavam-me onde é que eu estava mas eu sabia lá eu... Já só me apetecia desistir, mas nem para voltar para trás eu sabia o caminho. Um desespero do caraças. Por fim, lá fui parar. Uma quinta gigante com um parque de estacionamento gigante e eu a tentar perceber onde é que estava a deixar o meu para depois conseguir dar com ele... E juntava-se o útil ao agradável: havia sorteio de cabazes de natal e outros presentes, e havia entrega de medalhas e diplomas e sei lá mais o quê. Aquilo durava, durava, durava, com muitas palmas e muitas fotografias à mistura. Quando chegava a casa, às tantas, ia mais exausta que sei lá o quê. E no dia seguinte lá tinha que me levantar cedo para mais um dia de reuniões e complicações. 

Felizmente já me livrei disso... Agora são os meus antigos colegas e nova gente que por lá ande a ter que cumprir com essas maravilhosas tradições.

De qualquer forma, a vida prossegue. 

Como está vento, fiz duas máquinas de roupa. Esqueci-me que o vento não é tudo pois, por outro lado, os dias estão curtos e, mal o sol se põe, desce a humidade. Por isso, a primeira leva secou que foi um mimo mas a segunda não. Não faz mal. Agora está num estendal abrigado e amanhã logo acaba de secar.

Para o jantar, comprámos comida nepalesa. Ando um bocado preguiçosa para cozinhar. Nem sei se é preguiça ou se é falta de inspiração. Isto de uma pessoa ter que puxar pela cabeça para não sei quantas refeições por semana é uma seca. De vez em quando, apetece-me comer apenas salada de alface com fruta, queijo fresco, frutos secos, temperada com azeite, orégãos e um pouco de mel. Sempre gostei de comer coisas assim, cruas, frescas. Mas o meu marido não vai nisso. Nesses dias come uma sandwich; mas não é sistema. Por isso, volta e meia compramos comida feita, geralmente sushi ou comida nepalesa. Outras vezes comida grega ou pizzas artesanais em forno de lenha. É fácil e bom.

E agora, enquanto escrevo, vejo nos noticiários o carnaval das presidenciais que são daqui por mais de um ano. Perseguem o Almirante por todo o lado, não largam o homem, massacram-no com perguntas e mais perguntas, e depois avançam os comentadores a criticar o pobre homem dizendo que anda a alimentar este assunto. Por vezes convenço-me de que os jornalistas e os comentadores são completamente burros.

Quanto ao assunto, aqui fica já dito o seguinte: no Marques Mendes não vou votar, no Paulo Portas não vou votar, no António José Seguro não vou votar, no António Vitorino não vou votar. Já os conheço, já sei como são e não me agradam. Não falo no Almirante porque não sei o que pensa, não o conheço.

Acho que o próximo presidente devia ser uma mulher de centro-esquerda. Já aqui o disse: não estou a ver quem seria possível a não ser a Elisa Ferreira. Mas não a conheço bem, não sei se teria perfil para isso. Como executiva e deputada europeia parece ter sido muito capaz. 

Mas há mais do que tempo para se pensar nisso. 

Quanto à Síria, para já o que nos chega são boas notícias. A libertação de prisioneiros políticos, o regresso dos refugiados, a alegria que se vê nas ruas é um sinal de esperança e um motivo de alegria. Tomara que se aguentem bem e que aquilo não vire bagunça da grossa. Espero que não, espero que a liberdade e a democracia vinguem (mesmo que, para já, uma democracia um bocadinho coxa mas há que dar tempo...).

Para o Presidente Bashar al-Assad é que não terá sido Natal, ao ver-se sem aqueles 40 carrões de luxo que tinha na garagem. Correu para os braços do seu amigo Putin, pois claro, e é bom que por lá se mantenha. Estão bem um para o outro. Cambada.

Seja como for, que entre a Sabrina Carpenter, ho ho ho,

A Nonsense Christmas com Sabrina Carpenter Monologue Song 

terça-feira, maio 07, 2024

Portas & Bugalho, Companhia Lda.
- A palavra ao meu marido -

 

A nova aquisição da AD enquadra-se que nem uma luva na forma como esta malta faz politica. O Bagulho afirma uma coisa exatamente com a mesma convicção com que diz o seu contrário (tal como fazem o Montenegro e o Nuno Melo), é malcriado e não respeita os interlocutores (tal como faz o Hugo Soares) e nunca se lhe viu uma opinião válida nem um pensamento estruturado sobre  a União Europeia (tal como acontece com a maioria dos atuais ministros sobre os assuntos relacionados com as pastas que tutelam). Parece que está próximo ou supera o Ventura nas redes sociais destinadas a quem não pensa nem quer pensar e até tem encontros casuais com o Marcelo talvez para o professor Marcelo lhe explicar detalhadamente qual é o número de quinas que existem na bandeira portuguesa. Ou será que este encontro está em linha com os encontros do Marcelo com  a Teresa Leal Coelho, com o Moedas e do putativo encontro com o Montenegro durante  as campanhas eleitorais? Julgam que somos parvos.

Dizem que, quando for grande, o Bagulho quer ser como o Portas que foi o primeiro populista que se impôs na politica portuguesa. O "Paulinho das feiras" continua a catequisar os telespectadores da TVI no seu "comentário" semanal. É mesmo preciso a estação de televisão ter uma grande lata e o próprio um descaramento sem limites para que se considere que as análises que são feitas pelo Portas são um comentário. Comentário é analisar de forma isenta a realidade. O que é feito nesta rubrica, com o beneplácito da apresentadora, é um ataque cerrado à esquerda  e uma defesa intransigente da direita utilizando argumentos enviesados, quando não embustes. O "Paulinho das feiras" pode defender quem quer. O que não tem sentido é que o faça num espaço teoricamente de comentário e a estação o apelide de comentador. O Paulo Portas tem uma agenda que segue na TVI e a estação de televisão dá-lhe o espaço necessário para a transmitir, escondendo-a dentro de uma rubrica que é supostamente de comentário. Qual a razão para as televisões chamarem comentadores como se fossem minimamente isentos a tantas e tantas personagens de direita que pululam nos vários canais e mais tarde ou mais cedo saem do armário e se percebe que militam ou apoiam partidos de direita ou de extrema direita? Não é certamente por acaso.

O Paulo Portas e o Bugalho não são confiáveis. Este tipo de fazer televisão também não é.

segunda-feira, março 04, 2024

Pergunta: o espaço que a TVI oferece ao Paulo Portas é para ele "analisar a atualidade internacional e os problemas com que nos defrontamos à escala global" ou para fazer uma descarada campanha a favor da AD e contra o PS?

 

Retiro do site da TVI para que se veja qual a finalidade deste espaço:


Ora aquilo a que estou a assistir não é nada disto. Estou a vê-lo a fazer uma descarada campanha a favor da AD e contra o PS. Descarada. Despudorada. 

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social não terá uma palavra a dizer?


segunda-feira, janeiro 29, 2024

Paulo Portas, um comentador cada vez menos isento, vai continuar a fazer campanha contra o PS e a favor da AD até às eleições?
- pergunta o meu marido

 

Ouvi hoje, como é mais ou menos habitual, o comentário do Paulo Portas na TVI. Quando o comentário é sobre a politica internacional e os acontecimentos se referem a países estrangeiros a análise é, em regra, inteligente e devidamente fundamentada. O problema é quando fala sobre temas nacionais. Neste caso a análise é enviesada e a fundamentação parcial. 

Já esperava que com o aproximar das eleições o antes chamado Paulinho das feiras e dos submarinos viesse defender os interesses da AD pela qual tanto pugnou mas julguei que mantivesse um certo decoro no seu comentário semanal. Mas não, hoje  a coisa extravasou para o indecente com  a conivência habitual da partenaire/jornalista que o acompanha na emissão. Não ouvi o comentário até ao fim mas o que ouvi bastou.

O Paulo Portas, que em tempos andou nas bocas do mundo pelos piores motivos, veio, qual virgem impoluta, falar do PRR e, para além disso, comparou a investigação ao António Costa com o processo da Madeira. Foi despudorado e mentiroso.

  • Relativamente ao PRR afirmar que as 10 organizações que receberam mais dinheiro do PRR são do Estado omitindo que, obviamente, o dinheiro recebido vai ser gasto e portanto vai contribuir para o crescimento da economia e o desenvolvimento de empresas privadas, nomeadamente as que vão executar os trabalhos, é capcioso e diz bem dos objetivos do Paulo Portas.  

  • A comparação que fez entre o processo da Madeira e a investigação ao António Costa não tem sustentação e tem como propósito enfiar no mesmo saco situações diametralmente opostas. A semelhança entre as notícias que foram passadas para os jornais relativamente às duas situações é zero. 

Depois, a forma como tentou justificar que não são necessárias eleições na Madeira é ultrajante para  a inteligência de um telespectador com dois dedos de testa. Dizer que o Marcelo não pode decidir até 24 de Março é pura manipulação. O Marcelo pode decidir e anunciar como sempre fez noutras situações o que vai fazer relativamente às eleições na Madeira. O que o Marcelo não pode fazer é formalizar já a decisão se esta for a dissolução. Haja decoro e não nos tome por parvos.

 A TVI vai continuar  a manter este tempo de antena da AD aos domingos até ás eleições? O Nuno Santos também deveria ter algum decoro! 

PS: No caso da Madeira também sou absolutamente contra todo espetáculo proporcionado pelo MP e a convocação antecipada dos jornalistas para o "evento". Basta!

terça-feira, janeiro 23, 2024

AD em Convenção a ver se Chega
-- A palavra ao meu marido --

 

Não segui com demasiada atenção a Convenção da AD mas constatei que foram buscar ao baú um conjunto de personagens mais ou menos gastas de anteriores "aventuras" do PAF no Governo. Lá esteve o sempre presente Paulo Portas que aproveita o espaço semanal na TVI  para se autopromover e elogiar a AD, a Teresa Morais, o Aguiar Branco, o Nuno Melo, .... . Lançaram cartas a cheirar a bafio de tanto tempo que estiveram guardadas no armário. Então em oito anos não conseguiram arranjar ninguém menos gasto e mais jovem que se tenha conseguido impor? Diz bem do acerto das políticas e das  propostas da direita.

Noticiaram um almoço de notáveis do PSD no qual, "pasme-se", esteve o Carlos Alexandre. Então o Juiz almoçou com uma série de malta que está ser investigada pelo MP?  O Montenegro por causa da "casinha", o Passos Coelho por causa da campanha eleitoral, o Rui Rio não sei bem porquê (e se lá estiveram o Presidente e o Vice-Presidente da Câmara de Cascais também contam para esta lista). Então já nem as aparências é preciso salvar?

Ontem no programa do Ricardo Araújo Pereira ouvi as mentiras do Ventura e as confrangedoras declarações do Maló de Abreu, que de fato são trágicas porque se trata de um anterior vice Presidente do PSD  e de um deputado. 

O Ventura fala de 20 mil milhões de corrrupção e refere, até na mesma declaração, os valores de  20, 80 ou 90 mil milhões para a economia paralela. As proposta e os números do Ventura não têm ponta por onde se pegue,  ou são mentiras ou são impossíveis. Mas há um ponto em que sugiro que os potenciais eleitores do Chega meditem. Se bem os conheço, os potenciais eleitores do Chega são maltinha que foge aos impostos sempre que pode e utilizam todas as artimanhas para não os pagar. Senhores empresários, senhores canalizadores, senhores carpinteiros, senhores jardineiros, senhores eletricistas, senhores comerciantes, senhores que exercem profissões liberais... como acreditam que o Ventura não mente, não se esqueçam que, para recuperar  a enorme maquia que, segundo ele,  resulta dos impostos não cobrados, ele vai querer que passem fatura sempre que prestam algum serviço ou vendem algum bem. Se o Chega mandar alguma coisa e cumprir o que diz estão mais do que lixados! Eu por mim acharia bem.

segunda-feira, novembro 13, 2023

Ainda a comunicação de António Costa ao País e a reacção dos jornalistas-comentadores. E uma pergunta a propósito do passado de Paulo Portas. --
Uma vez mais, a palavra ao meu marido

 

Muito obrigado pelos V. comentários. São sempre pertinentes.

Após da comunicação de ontem de António Costa, a malta do costume, para não variar, encarniçou-se contra o PM. Esta coisa de alguém expor as suas razões e explicar minimamente o que é governar, contrariando o discurso televisivo que entende que governar é estar quieto e não fazer nada,  deixa-os loucos.  

O MP dá cabo da vida do pessoal -- qual é o problema? 

Os jornais utilizando informação em segredo de justiça, criteriosamente selecionada, enxovalham o pessoal que é politico ou tem notoriedade -- qual é o problema? 

Na opinião deles é comer e calar. Vir a público contrariar a verdade jornalística é um sacrilégio. A realidade tem que corresponder àquilo que os jornais escrevem e as televisões dizem. Quem contraria este estado de coisas tem que ser frito em lume mais ou menos brando. 

Para além do discurso dos jornalistas-comentadores encartados promovendo interesses, a impreparação de muitos jornalistas é notória. Estou convencido que quando, por exemplo,  se refere que o processo politico não pode ser criminalizado, a maioria dos jovens jornalistas não fazem ideia do que isto significa. 

No entanto, nas intervenções que fazem, não se coíbem, trocando alhos por bugalhos, de fazer afirmações definitivas sobre coisas que desconhecem. Bom seria dar também uma enorme varridela na comunicação e passarmos a dispor de órgãos de comunicação idóneos e imparciais. A liberdade de informação é um pilar indispensável da democracia mas tem que ser um pilar saudável, bem estruturado, consistente. Um pilar feito de areia colada com cuspo é pior que nada.

Para terminar: vi hoje o Paulo Portas na TVI e achei uma certa piada. Este senhor andou nas bocas do mundo por causa do caso dos submarinos e de outros casos também muito pouco edificantes mas nunca foi incomodado pelo MP nem pelos jornalistas. Porque será?

segunda-feira, novembro 14, 2022

Sandra Felgueiras na TVI. E o Paulo Portas. E a Cristina Ferreira.
E o que faz ele ali, entre aquelas duas...?

 

Ao domingo, se calha estarmos em casa e disponíveis, gostamos de ouvir o Paulo Portas no seu Global. Independentemente da sua orientação política, tem-se revelado um comentador bastante abrangente e bastante claro. Consegue, de forma geral, fugir das tricas e das mesquinhices do dia a dia e isso, já de si, merece um louvor. Ele aponta à big picture e fá-lo de forma fluente e interessante. Os slides que acompanham o que diz são claros, visualmente apelativos, e sabem cingir-se aos pontos fundamentais. Depois há um tour d'horizon sobre a actualidade, sem fronteiras e, mais interessante, relacionando o que é de relacionar por forma a estabelecer elos de ligação e a transmitir diferentes perspectivas sobre o mesmo facto. Acresce que põe a inteligência ao serviço do que diz e quase consegue ser isento. As suas sugestões culturais também se têm mostrado interessantes.

Portanto, ao domingo, era o noticiário da TVI que costumávamos ver, à espera que Paulo Portas aparecesse para o seu espaço de comentário global.

Até que alguém resolveu lá pespegar a Sandra Felgueiras. Com aquele seu ar justicialista, sensacionalista, populista, antes poluía a RTP. Depois perdi-a de vista. Não sei por onde andou. Apenas sabia que em boa hora a RTP se tinha visto livre dela. Até que há pouco, não sei por que raio de carga de água, apareceu em prime time nos domingos da TVI. Um desastre.

Ora cá em casa somos ambos alérgicos ao estilo. Desgraças, caça às bruxas, presumíveis escândalos e barracadas de toda a espécie e feitio não é coisa que faça propriamente o nosso género. Fugimos a sete pés. Portanto, ao domingo à noite, o meu marido anda entre a RTP e a SIC e, de vez em quando assoma, de raspão, a ver se ainda é ela que está no ecrã. Uma maçada. Enquanto ela lá está, com aquele seu sorrisinho insuportável a dar-se ares de quem está ali para descobrir a pólvora e para dar cabo de uns quantos, nós não nos aguentamos mais do que os escassos segundos necessários para ver se já podemos ficar na TVI ou se temos que nos raspar a toda a brida.

Por isso, agora muitas vezes não apanhamos o Paulo Portas de início, isto quando não o perdemos de todo. 

Não sei se quem tomou a decisão de levar a Sandra Felgueiras para a TVI tem aferido as audiências mas, se ainda não o fez, talvez seja bom que o fizesse.

Contudo, não é só o desastre de Sandra Felgueiras a preceder o Paulo Portas: é também o despropósito de, frequentemente, não o deixarem levar a sua intervenção até ao fim, sacrificando com alguma frequência as recomendações culturais. E, vai-se a ver, e qual a pressa? Pois, nem mais: é a Cristina Ferreira, essa bimba histriónica que não faz uma que se aproveite, às voltas com o submundo que levou para o Big Brother

E o Paulo Portas ali no meio daquilo.

A TVI não vai por bom caminho, não vai, não. Pelo menos, é o que penso.

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Desejo-vos uma boa semana a começar já esta segunda-feira

Saúde. Boa disposição. Paz.

terça-feira, julho 20, 2021

Portas sucede a Marcelo?
[Vichyssoise strikes back...?]

 



Hoje, ao ver Marcelo a opinar e a contra-opinar, pensei que, na volta, o próximo presidente vai ser Paulo Portas. Depois do percurso jornalístico e político, está a fazer o seu caminho na televisão que, em política, é o caminho mais directo para as cadeiras do poder. Fala bem, sabe falar claro, tem presença, gosta de ser amado. A minha avó acrescentaria: e é um homem bem posto. E isso, parecendo que não, num cargo como o de Presidente da República, também conta (pelo menos junto de parte não despicienda da população).

O meu marido disse que sim, talvez, até porque, depois de Marcelo, já ninguém vai querer voltar a querer um Cavaco. Talvez aceitem alguém menos ubíquo do que Marcelo, menos carente de afecto e de reconhecimento, mas quererão alguém que saiba mostrar algum espírito didáctico, que não os envergonhe em público comendo de boca cheia ou exibindo um perpétuo ressentimento.

Paulo Portas não faz propriamente o meu género. É manipulador, é conservador, frequentemente vê as coisas por um prisma liberal que, em meu entender, poderia ser aceitável num mundo ideal mas que, comprovadamente, não resulta no mundo real. E gosta mais dele próprio do que do país. Mas a sua preocupação em ficar bem visto e sem manchas de maior na História talvez o leve a corrigir exageros e a tentar ser justo e equilibrado. E é culto. E há-de ter herdado genes contraditórios que o levem a ser tolerante e inclusivo.

Provavelmente vai competir com Louçã, a eminência parda, o cardeal que aconselha as princesas. Também não faz o meu género. Também é manipulador, também é conservador, também gosta demais das suas próprias ideias. E gosta de andar pelos corredores a soprar recados e estratégias num registo que me causa até uma certa repulsa.

Apesar de Portas alinhar à direita e Louçã hipoteticamente à esquerda, apesar de tudo o que se conhece a Portas, entre Portas e Louçã prefiro Portas. 

Nenhum dele personifica o presidente que eu desejaria. 

No PS não estou a ver ninguém que se atravesse para presidente. Se forem convencer um Vitorino, por exemplo, também não me sentirei convencida. É um artista das palavras, um tacticista. Não sei se ainda anda por aí a dar o nome em conselhos de administrações ou sei lá por onde é que ele já andou, supostamente respaldado na sua lista de contactos, a aconselhar este e aquele, a abrir portas a este ou a aquele. Não faz o meu género. Aliás, é daquelas picaretas falantes a quem nunca vi obra feita. Posso estar enganada, claro, mas não faz nadíssima o meu género.

Era bom que aparecesse uma mulher que os metesse a todos num chinelo mas não estou a ver nenhuma que me pareça convincente, mobilizadora. A política portuguesa está fraca em mulheres e isso é uma pena.

Hoje ao ver o Marcelo, igual a ele próprio, pensei: iniciou a trajectória descendente. Perdeu a graça. Esgotou-se. Não tarda vão começar a perfilar-se os candidatos.

E, agora que estou a escrever isto, penso que é urgente que se estabeleçam quotas para mulheres em tudo o que sejam lugares de poder: na política, na gestão, nas instituições sociais ou culturais. Durante anos fui contra as quotas. Acreditava que o caminho se faria caminhando, sem os artificialismos das quotas. Já vi que não. Os órgãos de poder estão, na maioria, blindados: as mulheres muito dificilmente lá entram. Só com pé de cabra se conseguirá abrir a porta. As quotas são o pé de cabra necessário. 

Mas não chega: toda a sociedade tem que se organizar de forma mais paritária para que as mulheres que o queiram possam ter a mesma amplitude de movimentos que os homens. E tem que se esbater um mito que tem envenenado isto tudo: o exercício do poder não tem que se uma actividade de 24 horas x 7 dias por semana. Tem que haver a compreensão de que, seja para homem ou mulher, tem que haver espaço na sua vida para a actividade profissional e para a actividade pessoal --- para a família, para o próprio, para o seu lazer. É esta mania que uma pessoa, ao estar num lugar de poder, tem que dar tudo, tem que se entregar em absoluto, que inibe muitas mulheres de tentarem aí chegar receando que isso signifique terem que abdicar de ter uma vida pessoal realizada, de serem boas mães, de terem tempo para si próprias. Este mito tem que ser combatido por palavras e actos, aprendendo todos a gerir melhor a dedicação necessária ao bom desempenho de um cargo.

Gostava de ter no meu país uma mulher presidente mas, infelizmente, a esta distância não estou a ver nenhuma. Por isso, parece-me muito provável que, até para manter viva a memória da célebre vichyssoise virtual, Portas suceda a Marcelo.

Um aparte: ao ouvirmos, nas sondagens, que o Comandante Gouveia e Melo está com um percentagem de apreço superior ao Marcelo, o meu marido disse: está tramado, o Marcelo não lhe vai perdoar isso. Rimo-nos mas, no fundo, vamos esperar para ver.

A autoconfiança é uma virtude. Mas,  na escala da autoconfiança, tal como em tudo, há uma linha vermelha. Quem tem um ego que se alimenta de si próprio, por esse ser um processo autofágico, pode acabar reduzido a nada.

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Obviamente este post é um mero e insignificante exercício de futurologia presidencial. Coisas da silly season, claro.

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Fotografias de David Luraschi na companhia de Adi Mehic no piano e 
Steffi Vertriest na voz interpretando Once Upon A Time In The West de Ennio Morricone
[Disclaimer: Nada tem a ver com nada, como é bom de ver]

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Desejo-vos um dia feliz

sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Fake news com covid à portuguesa e, de sobremesa, Paulo Portas com manipulações e meias verdades.
Salva-se a querida Dame Judi Dench e o queridíssimo Chico Buarque.

 



Por motivos que não vêm ao caso, tivemos que ir à cidade. Muita gente. Muita gente sem máscara e outros com meia máscara. Fez-nos muita impressão. Desviávamo-nos, incomodados. Mas aquela gente não sabia que ainda estamos em regime de confinamento? Esqueceram-se que ainda há covid? É certo que estávamos na rua mas, bolas, cruzando-nos uns com os outros em quase permanência, gente a passar por nós a menos de um metro... Andámos aos ss na rua, a fugir de um, a fugir de outro, tentando ser discretos, sem perceber a que mundo tínhamos ido parar. E tantas lojas abertas. Não conseguimos perceber. 

Depois, já que estávamos ali e precisava de sacos para o aspirador, resolvemos ir, num instante, comprá-los. Ao entrar na loja, uma mulher mais velha que eu vinha na minha direcção também para entrar. Mas vinha sem máscara. Desviei-me para que não ficasse a respirar-me para cima, a menos de meio metro. Quando vi que ia mesmo entrar, disse-lhe: 'Desculpe mas não pode entrar sem máscara'. Ela disse, sem espanto: 'Sim, tem razão'. Abriu a bolsa e retirou uma máscara. Mas ali andava sem máscara, na maior descontração. 

Ao presenciar toda aquela movimentação, fiquei a pensar que, afinal, se calhar, ao contrário do que por vezes penso, quando a pandemia for debelada tudo voltará ao que era. Para nosso grande espanto, não fora algumas pessoas de máscara, dir-se-ia que estávamos nos tempos de antes do corona. Na loja, várias pessoas comprando e escolhendo coisas com vagar, umas tirando dúvidas junto dos funcionários, outras revirando objectos. Preocupação por estarem num espaço fechado, zero. 

Aqui onde vivemos, não muito longe da cidade mas cumprindo os deveres de confinamento, estamos distantes dos velhos hábitos que, pelos vistos, se vão reatando.

Pelo telefone, o meu filho desvalorizou: que quase um ano de vida alterada acaba cansando a disposição das pessoas, que isto é natural. Os mais novos sentem-se praticamente a salvo e, a menos que por dever cívico queiram proteger os outros, virão para a rua gozar a vida. Diz ele. Talvez. Acredito que sim. 

Era quase noite. Provavelmente os que vi, entre o sítio em que estacionámos, o largo onde havia assuntos a tratar, a rua, o percurso para a loja e o caminho de volta ao carro, terão sido umas cem pessoas na rua, talvez mais, não sei calcular. Dessas, talvez metade das pessoas andasse sem qualquer preocupação de afastamento. Talvez uns trinta ou quarenta por cento estivessem sem máscara. Vários dos que estavam de máscara estavam de nariz de fora. Talvez seja uma amostra pouco significativa, talvez não possa tirar conclusões precipitadas. Não sei. Mas fez-me muita impressão. Achei um excesso de à vontade.

Pelo caminho, na rádio ouvimos a notícia de que um farsante do PSD, avençado do Observador, resolveu forjar um plano, usando um template do Governo, com logótipo e tudo. Depois veio com desculpas esfarrapadas que nem ao menino jesus convencem. Fizeram bem os que, lestamente, enviaram o caso para o Ministério Público. Não há pachorra para os chico-espertos para quem só a desestabilização importa. Numa altura em que as hostes laranjas se agitam -- volta o Passos, não volta o Passos --, aparecem as fake news que agitam as redes sociais e lançam a confusão. 

Se não tivesse sido tão prontamente denunciado haveria de andar já meio mundo nas televisões a discutir mais uma treta, uma de entre tantas. 

É como o Paulo Portas. Ao princípio até gostei de vê-lo aos domingos na TVI: um comentário abrangente, aparentemente documentado. Mas rapidamente derrapou para a manipulação, para a meia verdade, para a insinuação, para a maledicência. Fala do que os opositores de Costa intrujam e intrigam como se fossem as posições do Costa. Pouco sério, isso. Ou apregoa como medida certa e de sua lavra coisas que Costa já decidiu faz tempo. O meu marido já desistiu e eu no domingo passado desisti a meio. Gosto de gente que pratica a honestidade intelectual, gente de bem, gente que, mesmo em quadrantes políticos contrários, usa de armas limpas, argumentação franca. Mas pode alguém ser quem não é? Não, né...? Paulo Portas é quem é e, pelos vistos, não mudou nada. Portanto, azarinho: para mim o comentário político do PP nas noites de domingo da TVI  já era. Aos domingos à noite fugia do cagalhotas e ia ouvir o Portas. A partir de agora, viste-o. Estão bem um para o outro, um na SIC, outro na TVI. Aos poucos, vou-me desligando de tudo o que seja treta, falsidade, intrujice. 

Há bocado, ao tentarmos ver alguma coisa, deu-nos uma aversão total a esta comunicação social que explora a má língua, a acusação, a leviandade, a estupidez. O meu marido disse: vamos desligar a televisão. Mas não fui tão radical mas fui ver outra porcaria, o MasterChef Brasil. Aquilo não é culinária, são casos sociais

Enfim.

Pelo meio, por acaso, até gostei da comunicação de Marcelo. Falou bem. É isso: já chega de futilidade, de parvoíce, de irresponsabilidade. Ao falar com a minha mãe, ela disse o mesmo ao comentar a comunicação dele às 20: o homem está como eu, farto de gente estúpida, gostei de ouvi-lo, tem todo o meu apoio. E eu disse: E o meu.

Tirando isso. Dia preenchido como sempre. Mas já estou com a cabeça no que quero fazer no sábado: tentar tirar o vaso dali. O meu marido continua a insistir que é impossível a menos que se tire a terra e, na prática, se mate a planta que está a querer renascer. E isso, obviamente, não. Agora há uma coisa: quando a gente quer uma coisa, consegue. Portanto, não acredito que aquele vaso descomunal vá ficar ali até ao fim dos meus dias. Temos que conseguir. Se não fossem as escadas, a coisa seria de caras. O pior é fazê-lo descer as escadas.

Penso nisso e em varrer o jardim. Nem sei como vou estar concentrada nas reuniões quando me apetece é ir varrer o jardim. Com um ancinho, com um balde para recolher as camélias murchas, a caruma, as folhas secas. O meu marido quer ir podar algumas buganvílias. E temos que ir os dois tentar domar as roseiras bravas, trepadeiras, que circundam uma das árvores grandes.

Não serão grandes objectivos, eu sei, mas agora é o que há. Parece que já nem sei ter grandes ideias nem grandes desejos...

A minha mãe, ao telefone, dizia que pelos anos não quer nada, que tem os armários e as gavetas cheias de coisas de que não precisa, que já nem tem onde guardar mais nada. Eu disse que estou na mesma, que há um ano que não compro praticamente nada a não ser comida e que não sinto falta de nada. Mas, se sinto um certo orgulho por me ter tornado assim, a verdade é que penso que, se muito mais pessoas estão como eu, isto é o desastre total para a economia. E é que eu acho que isto não é apenas enquanto durar a pandemia, acho que isto é assim forever. Mas, lá está, na volta é comigo e pouco mais porque, se calhar, mal nos desconfinemos, meio mundo irá a correr gastar dinheiro em traparia. Não sei. Aliás, não sei mais nada de nada.

Por isso, calo-me. Espero que gostem das fotografias de Philotheus Nisch e da companhia de Natalia Lafourcade e Omara Portuondo a interpretarem  Tú me acostumbraste. E espero que gostem também de ver os vídeos que hoje vi e de que gostei.


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Dame Judi Dench e Benedict Cumberbatch Unite Us


Já agora, deixem que partilhe o vídeo de alguém que fala das várias gerações, desde as memórias da bisavó da mãe até aos seus sete netos. E eu que tenho tantas saudades dos meus -- pimentinhas mais lindos, que agora só os vejo por fotografias ou filmes ou conversas à distância.

Chico Buarque fala sobre sua relação com seus netos


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E tenham um belo dia
Força. Boa disposição. Saúde.

sexta-feira, maio 04, 2018

Quando o designer não pensou bem no efeito da peça quando em uso
e
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA:
Descoberto o nome da herdeira do Paulinho


Já me aconteceu não ter tempo para, na loja, provar bem alguma peça de vestuário e, quando, em casa, ao usá-la, descobrir que as mangas são tão justésimas que fico com os braços enchouriçados lá dentro ou chegar à conclusão que o que pensava ser o decote é, afinal, a abertura das costas, supostamente para fechar com um laço, sendo, pois, fechadinha à frente (quando gosto de andar esgargalada).

Mas, enfim, desastres maiores que estes, assim de repente, não recordo. De resto, o mais que pode acontecer é ter que voltar à loja, para trocar a peça.

Mas há casos verdadeiramente desastrosos e com os quais, curiosamente, as pessoas parecem conviver bem. 

A selecção abaixo é apenas uma pequena amostra da colecção que o Bored Panda tem para nos apresentar. 

Este vestidinho era suposto fazer o corpinho da senhora mais elegante. Afinal... 
Para além de parecer que tem um das caldas a trepar por ela acima...
(mas isso, se calhar, já é a minha mente perversa a funcionar)


O malmequer estava com o período?


E este abaixo? Qual a ideia? Será para poder mostrar a todos que tem uma passarinha com asas?
(E umas pernas com olhinhos?)


Ups... Um spotlight na descaradona genitália das atletas...? 
Quem é que, assim, olha para a carinha delas quando sobem ao pódio?


Olha, e aqui abaixo? Mas qual foi a ideia? Qual a lógica de um padrão com moscas fornicadoras?


E este vestido, caneco? Podia ser tão bonito. 
Assim, até parece que a menina, talvez de tanto andar a cavalo, ficou com as perninhas não apenas arqueadas como completamente minguadas


E fico-me por aqui. 

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Entretanto, acabada de receber por mail, uma notícia de última hora:


domingo, fevereiro 26, 2017

Paulo Núncio assume responsabilidade política naquilo de esconder as transferências para milhares de milhões de euros para offshores e demite-se não faço ideia de que cargos.
Ora responsabilidade política não sei bem o que é isso: implica o CDS? Implica a ministra de quem dependia, a sonsésima de rabo peladésimo Marilu? Implica o chefe do Governo onde se inseria, o desgraçador-mor do reino, o mal afamado láparo? E serve de quê demitir-se de alguma treta qualquer num partido que não vale um caracol e cuja líder, a madame Cristas da coxa grossa, foi armar-se em queixinhas-totó junto do Presidente da República?

Pergunto. Pergunto porque não sei mesmo o exacto significado de tão sonso acto.


Do Núncio nunca ninguém com dois dedos de testa pensou que valesse uma casca de caracol ao serviço do País. Do seu passado e liaisons só nos vinham indícios que mandava a prudência que andássemos de olho nele.

E os indícios continuaram enquanto Secretário de Estado no desGoverno PSD&CDS. Com a escola toda aprendida enquanto serviu clientes que o procuravam para que ele os ajudasse a fazer optimização fiscal,  a depender, no Governo, de uma outra que também nunca mostrou ser de fiar e, no partido, a depender de um outro que cuidado com ele, este Núncio era peça que se prestava a ser o peão de brega da tourada que foi a gestão financeira do Governo de Passos Coelho.


Leia-se o que José Simões, o certeiro autor do Der Terrorist, escreve em 'Só estou a ler jornais' ou em 'Por falar em "Claustrofobia democrática"' para melhor perceber de que bela peça se trata, este Paulo Núncio.


Leia-se também o que 'O Jumento' tem publicado sobre Núncio para melhor se conhecer o figurão -- um cagãozinho de meia tigela sempre a sacudir a água do capote para cima dos funcionários dos serviços que tutelava (felizmente agora, em boa hora, entalado pelo valente Azevedo Pereira).


Sem grande escapatória, Núncio, agora, assume a responsabilidade política pela barracada que veio a lume. 

Mas eu pergunto-me: que raio significa isso? Que vai pintar a cara de preto? Pôr orelhas de burro? O quê, em concreto?
Facilitou a vida a uns quantos a troco de quê? Isso é que era bom que explicasse.

Enquanto carregavam sem dó nem piedade sobre os fracos, fechou os olhos aos milhares de milhões que saíam do país -- e agora espera que com este heróico acto de fds consiga sair de fininho?


Ou isto é para servir de pára-raios e fazer com que ninguém chame à barra nem o especialista em passar por entre as pingas da chuva sem se molhar, o ex-irrevogável vice primeiro-ministro e agora ilustre mestre entrepeneur Paulo Portas, ou a sua chefe Marilú, também conhecida por Miss Swaps, ou lambe-botas do Schäuble?


E espera o barítono frustrado Pedro Passos Coelho, também conhecido por Pedro-Abre-Portas, que o País esqueça que o controlo do seu desGoverno sobre as transferências para offshores, pelo que se vai conhecendo, foi uma verdadeira bandalheira


Está bem, está. Podemos ser ingénuos mas completamente parvos acho que não somos. Sabemos bem quem é que tem que assumir a responsabilidade (para já a política -- e veremos se apenas essa).

E faz muito bem o Der Terrorist ao trazer-nos à memória o que, em tempos, os jornais revelaram sobre os milhões das comissões dos submarinos, os célebres submarinos de que Portas não conseguirá nunca que a gente se esqueça. 


Agora só espero bem é que a comunicação social também não largue estes assuntos. Depois de terem andado aí a salivar sobre sms que não interessam nem ao menino jesus, a ver como é que agora se comportam. Se forem jornalistas a sério e não uns fracos avençados, farão trabalho a sério sobre isto. A ver. (A ver -- como diz o ceguinho, devo confessar)

E uma perguntinha a pensar no escritor Cavaco: com tanto apontamento que tomou, com tanta perspicácia e sapiência, o Prestador-de-Fracas-Contas também nunca deu por falta de nada? Nunca se lembrou de pedir informação sobre o controlo da transferência dos milhões para offshores?

Esperta, esperta esta rainha suburbana que, enquanto reinou, mais pareceu ao País uma santa protectora de láparos e de banqueiros de índole algo duvidosa.

E Lobo Xavier, o Conselheiro-Alcoviteiro, o que vai agora fazer perante esta bronca que envolve correligionários centristas e, em particular, um colega muito chegado (não só do partido mas, sobretudo, lá da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados)? Vai contar a Marcelo o quê? Não tem sms alheias ou gravações de telefonemas para andar por aí a alcoviteirar? Ou desta vez não tem interesses envolvidos?


Pergunto. Só pergunto. 


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Toas as imagens, excepto a primeira, provêm do saudoso We Have Kaos in the Garden

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terça-feira, dezembro 13, 2016

Passos Coelho e Assunção Cristas casam, esta terça-feira, pelo civil.
Consta que os padrinhos vão ser Medina Carreira e Teodora Cardoso.
Diz que a o copo de água será abrilhantado pela grande cantora Kátia Aveiro.
Festa de arromba, portanto. As autárquicas estão no papo!


Diz que o PSD e CDS assinam esta terça-feira, pelas 18h, o Acordo Quadro Para as Coligações Autárquicas. Em comunicado enviado às redações pelos sociais-democratas, os dois partidos informam que vão candidatar-se em coligação sempre que seja essa a vontade das estruturas locais. A assinatura do acordo está marcada para esta terça-feira às 18h num hotel em Lisboa.


Não se sabe ainda em que autarquias é que as estruturas alinham na referida suruba -- mas não faz mal. Candidatos fortes é o que não lhes falta. Quer do lado do PSD, quer do lado do CDS, resmas, paletes. Tudo de primeira. Laurinda Alves, do lado laranja, ou a aquela menina com cada de má, a tal de Meireles, do CDS, tudo gente catalisadora, com um magnetismo extraordinário. O Montenegro, a Albuquerque e o Bacorinho já cantam pelos cantos: Já ganhou, já ganhou...! Ou seja, para eles, as autárquicas já estão no papo. 


Em Lisboa, a Miss Cristas da Coxa Grossa, está à vontade. A menos que o láparo, cuja inteligência brada aos céus, se encha de brios e vá pedir meças. Acho que, bem aconselhado como anda, ainda se vai sentir incentivado a tal. Todos gostávamos de ver qual a sua percentagem quando comparado com a da so called Miss Kiwi.


Vejo a fotografia acima e a atitude corporal fala por si: não se gramam nem à lei da bala mas, sonsos e broncos como são, acham que conseguem enganar o zé pagode. Cara de quem comeu e não gostou, incomodados com o hálito um do oudro, a evitarem o contacto visual não vá sentirem um vómito a subir das entranhas -- eis os dois líderes dos partidos da oposição que vão, pois, anunciar à plebe que vão concatenar-se sempre que a turbamulta aparelhística o deseje.

Passos Coelho já está com ar de cadáver adiado, já faz lembrar aquele do Fim-de-semana com o morto. O pessoal do PSD já o arrasta como um corpo morto que para ali anda, fedendo.


Isto ele. Quanto à Cristas, a senhorita ainda não percebeu que nem sempre a coxa grossa alavanca na vertical. Por aí anda a fazer o circuito da feira, da febra; e, no intervalo, vai à Assembleia da República mostrar os trabalhos manuais que faz à noite com os filhos, uns quadrinhos básicos e destituídos de sentido que deixam toda a gente constrangida.

Medina Carreira, o padrinho do casal de Páfes,
sempre cheio de bons augúrios

Mas, ok, casamentos de conveniência, ainda que coisa fora de moda, talvez tenham mesmo subsistido até aos nossos dias. Coisa de antanho mas pronto. O que não falta são eleitores também já muificados que ainda não perceberam que já lá vai o tempo em que, à frente do PSD e do CDS, ainda havia gente minimamente decente (teremos que recuar uns anos valentes, ir lá para bem antes do Cherne Durão ou do vice-Portas -- mas enfim).

Teodora Cardoso,
a madrinha que anda há meses a oferecer
presentes ao casal.
Infelizmente tudo ovos chocos

No entanto, gostos não se discutem e, nesse pressuposto terei que achar que o casório pode ser uma festa bonita de se ver. Para tal, recomendo que o simpático casal de padrinhos, Medina Carreira e Teodora Cardoso, abrilhante a festa com as suas cassândricas previsões. Tarot, búzios, bola de cristal, vela de incenso, pata de galinha, rabo de gato, défices, gráficos, tudo em cima da mesa - e eles os dois de turbante a atender os convidados. 

E, como a ficarem-se por aí, a nível de diversão, a coisa pode azedar, sugere-se que, para além do banquete onde certamente não faltarão os cachos de camarões e a lampreia de ovos moles, se tente animar o ambiente com um forró a preceito. 

Concretizo: para que os convivas possam arejar a pernoca e demais interiores, recomenda-se que sigam o dress code da brilhante artista Kátia Aveiro, a tal que provocou a ira do mano Ronaldo ao ir fecundar-lhe a cama com o tal Cláudio Coelho (o cujo já veio dizer que - e cito - A Kátia vai andando com um e estando com outro) e que, mal ela desate a fazer que canta, façam todos coro com a garbosa garina e lhe sigam a sofisticada coreografia.


Já mostro o seu último vídeo gravado em Cuba mas antes, e porque este é um post político, recomendo ainda que uma outra figura dos tempos áureos do passos-relvismo não deixe de ser convidada: o Miguel Gonçalves, mais conhecido pelo nick Miguel Bate-Punho. As hostes pafianas andam desconsoladas, há que tentar levantar-lhes os ânimos.


Claro que, embora a festa se anuncie como civil, não faria mal que, ainda que apenas em espírito, pairasse por sobre os convidados o Santo Padroeiro Aníbal. Traz sempre sorte e bom astral.

Vulgo São Nini

Para finalizar, um pormenor. Sendo tudo jet set, é prudente que se contratem seguranças. Diz que há uma firma muito boa que tem sede num sótão e cuja testa de ferro dá pelo nome de código F. Lima. Diz que detecta espiões atrás de arbustos a olho nu. è melhor porque nunca fiando.

E mais nada. Só que a festa tem tudo para ser bonita, pá, e não é preciso ser da família do professor Karamba para adivinhar que os resultados das autárquicas prometem: Uma maravilha.

Claro que a Cristas vai meter o Láparo no bolso. Uma pena.

E a seguir regressa o Portas e mete a Cristas no bolso. Outra pena.

E tudo correrá lindamente se, a seguir, não aparecer a Ana Gomes e não puser o Portas no bolso, ou seja, num submarino (ao fundo). Uma pena irrevogável.

A intrépida Caça Irrevogáveis

E, para terminar em beleza, direi que, no fim, aparecerá o Rangel que anunciará que vai acabar com o regabofe no PSD e, para que o Santana Lopes não 'mande bocas', até vai ter como primeira-dama a Maria Leal -- uma das tais que, qual J. Pinto Fernandes, ainda não tinha entrado na história. 

Paulo Rangel, a fera que ainda vai salvar o PSD
Maria Leal, a sexy woman que não faz parte da história


E que comece o baile!

DKB - Acurrucate ft. Katia Aveiro



E, agora, a supra-citada Maria Leal que, se não Primeira Dama de Portugal, pelo menos, ainda vai a biógrafa de Paulo Rangel (a moça tem ar de ser boa a fazer biografias a paf's)


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E boa sorte ao auspicioso casalinho
(refiro-me a Passos Coelho e Assunção Cristas).

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E a todos, meus Caros Leitores, desejo um dia muito feliz.

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