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quarta-feira, julho 01, 2026

As confissões de Alexandra Lencastre no Leite Show
(Já entrei na silly season, só pode)

 

Fui picada no braço, tenho para aqui uma série de picadelas que estão a ficar bem eriçadas. Dão-me uma comichão dos diabos. Já desinfectei e pus pomada mas não acalma. Face a isso, não consigo concentrar-me. Devíamos pôr rede mosquiteira nas janelas. Com este calor, parece que, volta e meia, aparece por aqui uma bicheza miúda que só falta comer-nos vivos.

Sobre o dia, nada de mais a dizer. Continuo sob o compasso de espera que o contratempo de sábado impôs e isso parece abrir um hiato em que as hipóteses permanecem indefinidas. Nada de transcendente mas que é um transtorno, é.

Apesar disso, o dia não foi mau. Muito calor, é certo, mas, ainda assim razoável.

À noite, por aqui, a música de fundo é futebol, e este último jogo parece que foi dos bons. O meu marido disse: 'A França joga bem' e isso significa que gostou. Eu, se não é Portugal a jogar, então é que não consigo, não aguento nem dez segundos.

Contudo, ontem intervalámos e vi um programa que geralmente gosto de ver. Não vou dizer qual é porque o problema foi nosso e não do programa. 

Há uma coisa que já aprendi: as coisas não são o que são, são, sim, o que a gente quer que elas sejam. Ou melhor, como a gente as vê. Se eu olhar com prévia admiração e com total condescendência, vou gostar do que vejo. Há quase uma incondicionalidade quando a gente se predispõe a gostar. É como quando se está apaixonado: só se veem virtudes, o/a outro/a é o/a maior, a melhor coisinha à superfície da terra, a última batata frita do pacote. Quem não esteja apaixonado, olha e vê um/a tipo/abanal, com algumas virtudes mas outros tantos defeitos, um beco sem saída, uma xaropada. É assim. E ainda bem que é, senão, se todos se apaixonassem por todos, havia de ser o bom e o bonito: um bacanal que acabava em zaragata ao fim de poucos minutos.

Foi mais ou menos o que aconteceu com este programa a que me refiro. Ontem, tirando um que me causa frenicoques, sempre causou, tira-me do sério de uma maneira que me torna inconveniente, com os outros tudo bem. E estiveram os cinco ali à conversa, depois houve um momento em que apareceram outras duas, mas coisa rápida, depois, no fim, juntou-se uma jovem que, geralmente, traz um saco cheio de assuntos misturados e mal mastigados, e, por fim, despediram-se mostrando coisas. O modelo é sempre este. Mas, portanto, estavam eles ali todos numa animação, previsões apocalípticas para aqui, salvações para acolá, e um dizia uma coisa, e outro dizia outra, e eu a ouvir. E vai o meu marido e atira: 'Diz-me lá uma coisa: dali qual é que achas que é o mais maluco.'. Desatei-me a rir. E percebi o ponto dele. E, olhando sob essa perspectiva, achei a pergunta perfeitamente legítima.

E agora, depois de ter adormecido durante o futebol, vejo este vídeo que aqui partilho (e, confesso, andei aos pulinhos, fui saltando, não vi tudo), e pensei: 'Vou ver isto sob que perspectiva: a de que só posso estar maluca para estar a ver isto'? Ou sob a lente antropológica de 'deixa cá ver o que é que estes dois malucos para aqui estão a dizer'?

Não cheguei a nenhuma conclusão. Quando o tema é maluquice, vejo malucos em todo o lado. É o que se costuma dizer quando se tem um martelo na mão: veem-se pregos em todo o lado. 

Só me ocorreu que talvez a Alexandra Lencastre não tenha muitas rugas, mas parece-me que insuflou os lábios um bocadinho demais pois parece que não apenas ficaram assimétricos como já não encaixam lá muito bem. Mas, enfim, isso é lá com ela. Se isso não a incomoda, o que é que eu tenho a ver com isso?

Seja como for, o calor e a silly season e o escambau dão nisto: em vez de me deter em coisas eruditas ou científicas ou, vá lá, em coisas em que se aprenda alguma coisa, agora estou com isto.

Ou então é da comichão no braço. Tenho que ir carregar no fenistil.

E venha lá, então, esse vídeo.

Entrevista com Alexandra Lencastre no The Leite Show // Flávio Furtado

O estúdio do The Leite Show foi pequeno para receber uma das maiores atrizes portuguesas: Alexandra Lencastre. Numa das conversas mais surpreendentes de sempre, a atriz chega sem filtros nem receios e abre o jogo sobre episódios da sua vida pessoal e profissional que nunca tinha contado desta forma.

Alexandra revela que já fez amor no local de trabalho, que já se envolveu com colegas de profissão e que uma dessas relações acabou em casamento e traição. Fala ainda dos beijos técnicos que deixaram de ser apenas representação e conta tudo, porque aos 60 anos sente que já pode dizer o que lhe apetece.

Entre as muitas revelações, fala sem rodeios sobre um meio que conhece como poucos. Confessa que a sua área é um meio de muita inveja pelas razões erradas e partilha histórias que mostram os bastidores de um mundo nem sempre tão glamoroso quanto parece.

Pelo meio, recorda uma adolescência marcada por inseguranças, revela que era chamada feia pela própria família e revisita memórias que a acompanharam durante toda a vida.

Há ainda espaço para histórias inéditas dos tempos da Rua Sésamo, para revelar quem foi o pior ator com quem já contracenou e para explicar a verdadeira razão que a levou a trocar a TVI pela SIC.

Mas é quando fala do pai e da falta que ele lhe faz que surge um dos momentos mais emocionantes da conversa.

Entre revelações inesperadas, gargalhadas, emoções fortes e um momento tão improvável que acaba num beijo ao apresentador, Alexandra Lencastre mostra-se como raramente o público a viu.

Uma entrevista sem máscaras. Sem tabus. E impossível de perder.


Desejo-vos uma boa quarta-feira

quinta-feira, abril 13, 2017

Cátia Palhinha sem cuecas -- ou 'A origem do Mundo'
[E alguns piropos sedutores para satisfazer alguns dos meus Leitores]


Só de vez em quando me lembro de ver as estatísticas do Um Jeito Manso e, ainda menos, a das palavras-chave que, a partir dos motores de busca, trazem as pessoas até mim.

Contudo, quando me apetece ficar bem disposta já sei que é a essa porta que devo ir bater. É que não é apenas a graça de perceber o tipo de questões que assola ao espírito de algumas pessoas como também o constatar em que conta me tem o algoritmo da google.

Todos os dias há algumas que se repetem. Desde logo 'um jeito manso' ou 'blog um jeito manso' ou 'quem é a autora de um jeito manso'. Isso é banal.


Também, recorrentemente, aparecem algumas através das quais antecipo o conhecimento de algumas fofocas que, decorrido algum tempo, vejo que se confirmam. Por exemplo, hoje aparece o nome de conhecida apresentadora de entretenimento televisivo ao lado de nome de bem conhecido director do Expresso. Não sei se é só fumaça, como diria o titio do filósogo Bruno de Carvalho, ou se há mesmo fogo. On vera

E há as que me aparecem quase desde o princípio dos tempos: 'alexandra lencastre plástica', 'quem operou a alexandra lencastre»' ou 'alexandra lencastre gorda'. Aliás, esta da gordura é frequente. Coisa de mulherzinha má. Presumo que sejam mulheres que vão ao google e, com sorrisinho vingador, escrevam outro dos 'best of': 'teresa caeiro gorda ou grávida?'. Acho isto de uma perversidade assinalável. Caramba: isto é lá coisa que se pergunte? Onde a subtileza...? Sugiro que, para a próxima, escrevam antes: 'quando é que o Miguel Sousa Tavares começa a cozinhar comida saudável?' ou 'qual a nutricionista onde a Teggy está com vontade de ir?'. Coisa discreta e construtiva.



Mas há uma expressão que está sempre nos tops das estatísticas do Um Jeito Manso: 'Cátia Palhinha sem cuecas'. É certo que um dia, tendo recebido um mail com uma foto da dita vedeta com a passarinha ao léu e, por sinal, uma passarinha bem penugenta, a publiquei. Aliás, tenho ideia que foi até o meu filho que ma enviou. Acho que na altura não o mencionei mas tenho ideia que sim.



A partir daí, esse post é visto com frequência porque, qual Origem do Mundo pela pena de Courbet, dá ideia que há muito pessoal que gosta de ver a gloriosa saída de quem se faz ao mundo pelas vias normais (ia escrever 'a gloriosa entrada' mas, felizmente, dei por isso a tempo).

Claro que não sei se a Cátia Palhinha ainga gosta de andar a dar ar à pluma. Também não sei se é da família de um tal João Palhinha que tenho ideia que joga futebol. Ou seja, infelizmente, sobre tão profunda e cabeluda temática nada mais tenho a acrescentar. Lamento. Ninguém é perfeito. 


Outra expressão que traz muitos leitores até mim é 'piropos sedutores'. Esta não sei bem porquê. Mas como 'sedução' é outras das palavras chaves frequentes, presumo que o algoritmo da google ache que aqui o meu inocente blog é um antro de pecado e perdição, ou, nos melhores dias, um lugar onde se pratica a sedução e onde se pode obter inspiração para sacar alguns piropos à maneira.


Ora, dizer piropos, que eu saiba, não é bem o meu forte. Portanto, temo bem que as pessoas por aqui andem, coitadas, debalde, à procura de piropos. Lembrei-me, então, de, para tentar que, na próxima, não vão daqui de mãos a abanar, inventar agora uns quantos.

Ora bem. Então, vamos lá a ver se sai coisa que se aproveite. Vou tentar que sejam usáveis por pedreiros (livres ou não livres), poetas, filósofos, engenheiros, chefs ou desocupados ou, mesmo, deputados ou comentadores. Para dizer a mulheres:
  • 'Se eu pudesse, colocava-a em água, e cheirava-a a toda a hora, minha linda e perfumada flor'
ou
  • 'Os meus olhos não se cansam de a olhar mas mais ávidos ainda estão os meus ouvidos por ouvir-lhe palavras de amor, amada minha'

Para dizer a homens e, identicamente, para ver se servem para todas as faixas etárias, preferências linguísticas, ocupações ou credos: 
  • 'De entre todas as feras do mundo, é a ti que eu escolho para me ronronares ao ouvido, oh meu leão' -- [Dúvida: os leões ronronam? ou deveria, antes, dizer: 'meu tigre'?)
ou
  • 'gosto do teu verbo, gosto da tua lógica mas gosto ainda mais da força que adivinho nos teus braços, oh meu tarzan'
claro que, se for para dizer a um lingrinhas, a coisa deveria merecer um twist:
  • 'gosto da força mental que adivinho no teu olhar mas é do teu verbo e da tua lógica que eu estou à espera desde que nasci, oh meu platão' 

[Não são grande coisa como piropos, bem sei, mas quem dá o que tem a mais não é obrigado e eu, a esta hora, com os neurónios a meio gás, já não consigo produzir melhor sedução enlatada. Aliás, estava aqui a ver se me ocorria banda sonora para este post e nada. Se me passar esta fase de 'brancas' profundas, ainda aqui venho colocar um little video.]

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E agora das duas uma: ou durmo aqui uma pequena sesta e acordo toda esperta e pronta para outro post ou descubro alguma coisa que me esperte antes de dormir ou, o que também é provável, caio aqui num sono profundo e assim me quedarei até ouvir chamar pelo meu nme.

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Ah, é verdade, as três últimas fotografias são de Helmut Newton

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Talvez o Poema dos Olhos da Amada - Vinicius

(O que acham?)


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A ver se lá para a hora do almoço consigo acabar o que vai a meio. Depois publico.

Me aguardem...

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sexta-feira, setembro 19, 2014

Nuno Crato e Paula Teixeira da Cruz em modo 'Perdoa-me', Stock da Cunha, o senhor muita bom (' melhor não pode haver', cacarejaram logo os arraçados de papagaio) que veio substituir o filósofo anti-patriota Vítor Bento, diz que tem como missão fazer o que não deixaram o filósofo fazer; o Luís Filipe Menezes sob suspeita de corrupção e parece que o Passos Coelho também, coisas do tempo em que estava deputado em exclusividade e dizem que a receber dinheiro da Tecnoforma, e mais uma tal agência, a WeBrand, por onde rolavam milhões do PSD. E que mais?, ora deixa cá ver...


Agora vai ter que ser a despachar porque já são duas da manhã e daqui a nada tenho que estar a pé. 

Mas, antes, deixem-me que vos diga que, no post já a seguir a este, falo de uma descoberta fascinante por parte de neurocientistas ligados à Fundação Champalimaud e mostro um vídeo onde uma outra neurocientista fala da forma como a meditação muda a configuração do cérebro. Um tema que me deixa à beira de uma sucessão de epifanias, coisa quase da ordem dos êxtases místicos. Quase.
A seguir há dois posts deliciosos. Coisas de gajas...? Pode ser. Mas é das boas. E é ver para crer.

Mas, atendendo a que isto agora - e, caraças, era sobre isto que eu vinha com intenção de me alongar - é para atar e pôr ao fumeiro, vou já direito ao assunto.

Na quarta feira vi um casal de criaturas sinistras, pareciam desenterradas, um que parecia que não dormia há mais de um ano e que não percebi bem o que queria e a sua patroa, farripas amarelas escorrendo ao longo da cara igualmente mal encarada, dizendo que pediam desculpa pelo transtorno. Falavam do Citius, assunto que me arrepia só de pensar. 

Gente incompetente que não faz ideia do que é gerir, pensam que isto vai tudo na base das bocas e dos cortes e o improviso. Os juízes andam doidos e imagino a felga que por lá vai, sem saberem a quantas andam. 

A Teixeira da Cruz, ar de mulherzinha pedante, como se estivesse a ter uma atitude corajosa, veio, pois, pedir perdão pelos transtornos. Não sei o que é que ela acha que resolve ou ganha com isso mas gente desatinada é assim mesmo, faz o que lhes vem à cabeça.


A seguir, na quinta, vejo uma reprise: o Crato, cada vez mais com ar de rato, na mesma cena, a pedir desculpa. Pediu desculpa aos pais, aos alunos, aos professores, aos deputados, ao País, e provavelmente aos restantes ratos da bancada. A fórmula de cálculo na colocação dos professores da bolsa de colocação de escolas estava engatada como toda a gente lhe andava a gritar aos ouvidos. Entretanto, o director-geral já se demitiu. O Crato, que só tem feito porcaria desde que foi para ministro, agora deu nisto, pede desculpa. E gaba-se de estar a pedir desculpa. Esta gente não tem vergonha na cara; como se as cavalices se resolvessem com desculpas. Mas mais: ao desculpar-se, arranjou uma expressão que podia ser usada por qualquer vice-irrevogável, trauliteiro ou pequeno arauto de serviço ou papagaio analfabeto, nunca por um matemático de quem se espera um mínimo de rigor: disse que tinha havido incongruência na harmonização da fórmula. O que será isso?


Vale tudo para esta gente.

Parece até que o Marques Mendes anunciou que a Alexandra Lencastre vai voltar a apresentar o Perdoa-me, agora  em versão governativa. Um a um vão sentar-se-lhe no sofá a pedir perdão a alguém.

Ai minha mãezinha, que ninguém me poupa. A ver quem é que esta sexta feira nos aparece a pedir desculpa. Talvez o vice-Portas ou o próprio Nóia por terem insinuado que o ex-incensado Vítor Bento é anti-patriota.

Ai.

Não são bons da cabeça, é o que é.

Mas é que parece mesmo que anda tudo doido. Ao vir para casa, debaixo de chuva e no meio de um trânsito engaiolante, ouvi na rádio p comunicado do rei dos bifes, o génio dos bancos, o melhor possível (assim o declararam os papagaios do costume e não cito nomes para não pecar por defeito), o Stock da Cunha. Dizia ele - e eu vinha pasmada - que queria criar valor para o banco, angariar clientes, e que não tinha pressa, que a prioridade era valorizar o Novo Banco. Como estava sozinha no carro, soltei umas interjeiçoes jeitosas. Mas não foi por ser esta a sua ideia, uma ideia desalinhada com os accionistas, que o Bento se foi embora? Não foi por defender isto que deixou de ser abençoado para passar a ser um excomungado? Raios partam estas alimárias que não sabem a quantas andam, nem o que querem nem o que dizem.


E comprei a Visão com a face Oculta do PSD e nem tive tempo de a ler. Primeiro saí tarde, já quase de noite, num pára arranca que não dá para ler nem nada, depois caminhada, depois jantar, depois macacadas aqui, e, com isto, ainda não sei que moscambilhas andou a maltosa do PSD a tramar, gastando dinheiro à tripa forra à custa do pagode. Parece que passa ou que a desconfiança começou com uma tal Cristina Ferreira (outra, não a da TVI) de uma agência amiga do PSD, a WeBrand. Mas tenho que passar dos primeiros parágrafos para perceber onde está o cabeludo da história.



Já para não falar do ilustre gaia-caloteiro Menezes que parece que tem milhões de património quando não teria rendimentos para isso e que, portanto, já está a ser investigado por corrupção para enriquecimento pessoal. Logo ele, o choramingas, esse paladino da moral e dos bons costumes. Dá para acreditar?


E, como se não bastasse, leio que o Láparo, esse outro modelo de virtudes, a criatura do seu criador Relvas, também está sob suspeita, ó que admiração, por causa de uns trocos que recebia da Tecnoforma quando estava como deputado em regime de exclusividade (segundo a Sábado, qualquer coisa como uns 150.000 euritos). Mas diz ele que está de consciência tranquila, que não pisou o risco. A ver vamos como diz o ceguinho.


E eu só pergunto: mas o que vem a ser isto? Os anjinhos afinal têm pezinhos de barro e segredos cabeludos? Mas não eram todos tão santinhos? Competentes, inteligentes, cultos... e santinhos? Não eram eles que iam cortar gorduras, sanear as finanças, reduzir a dívida, equilibrar as contas, moralizar a política? E não houve tantas virgens que rasgaram as vestes por eles? E tantos papagaios que repetiram que eles eram bons, ai tão bons, e que vinham para pôr ordem na piolheira?

Não me venham agora dizer que era tudo treta... Não façam com que eu deixe de acreditar no Pai Natal. Se faz favor.


Bem, assim como assim, e já que daqui a nada são mas é horas de me pôr a caminho do trabalho, fico-me por aqui - mas não sei antes ver o legítimo Perdoa-me da SIC quando a Alexandra Lencastre ainda era morena e as maminhas ainda não lhe tinham crescido.






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Relembro que por aí abaixo há mais três posts, espero que aproveitem algum.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira.

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segunda-feira, setembro 15, 2014

Alexandra Lencastre dança na final do Dança com as Estrelas e, uma vez mais, pergunto: quem é que escolhe os vestidos que aquela gente veste? Um excesso (ou melhor: um disparate) mas, enfim, talvez esteja de acordo com a personalidade de quem os veste, sei lá. Ou de quem vê estes programas - mea culpa, mea culpa.


Depois de, no post abaixo, ter falado na magreza de Teresa Guilherme que talvez tenha justificado a escolha do mini-vestido que usou na actuação na final do Dança com as Estrelas, aqui agora falo de Alexandra Lencastre.



Alexandra Lencastre é naturalmente bonita, sensual e boa actriz. Contudo, não percebo porquê, tem optado por esconder tudo isso sob uma capa de artificialidade que a menoriza. 

Por exemplo, optou por modificar a fisionomia por forma a não evidenciar rugas nem descaimento mamário e tanto botox e silicone tem enxertado que, de bonita, passou a excessiva.

Mas não optou apenas por se quitar a nível físico. Parece que a nível de personalidade também optou por exponenciar a sensualidade, tornando-se brejeira, aparentemente oferecida.

Como se isso não chegasse, também tem tido algum desequilíbrio a nível de peso pois tanto nos aparece a transbordar dos vestidos como mais magra.

Provavelmente tudo isto é fruto de alguma instabilidade emocional já que a imprensa rosa vai noticiando romances, uns mais clandestinos que outros. Aqui há tempos davam-na como namorada de Fernando Alvim, coisa que eu acharia deliciosa. Mas, enfim, não temos nada a ver com isso.

Vestida como uma cheerleader,
Alexandra Lencastre na final do Dança com as Estrelas


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Este domingo, na final do Dança com as Estrelas, de mera jurada passou também a interveniente. Claro que a coreografia tinha que ter qualquer coisa de picante, mostrando-a entre quatro garbosos bailarinos. Tudo bem.

A questão é que, uma vez mais, a vestiram como se ela estivesse na fase magra, como se tivesse menos 20 anos, como se tivesse um palmo a mais. Assim, bem nutrida como está, também com uma cabeleira loura ondulante costas abaixo, baixinha e de bota alta, nem sei o que aquela Alexandra Lencastre me parecia dentro daquele modelito, toda franjas, mini-saia, laterais bem fornecidos à vista. Talvez uma cheerleader distraída da idade. Não poderia ter uma dança sensual, estar toda ela picante (para estar consentânea com a sua imagem de marca) e, no entanto, ser uma sedutora com algum nível, boa pinta, boa presença? Eu acho que sim.


Alexandra Lencastre
em mais um dos seus momentos 'atirou-se para o chão'


E depois não sei se é ela que influencia a escolha da roupa, se é também pela roupa que se torna ainda mais excessiva e descabida. 

No final, quando a outra exagerada da Cristina Ferreira fazia a festa naquela sua pose habitual de perna aberta, a Alexandra pareceu querer fazer uma vénia aos bailarinos mas, desconcentrada como sempre parece estar, deu ideia de que, às tantas, quis ir mais longe, pareceu querer pôr o joelho em terra, mas a coisa foi além e quase parecia ir atirar-se aos pés dos rapazes. Um desatino. Ver-se uma boa actriz, à beira dos cinquenta anos, e sempre nestes desmandos, a atirar-se aos bailarinos, a atirar-se para o chão, é coisa que não se percebe. É daqueles casos em que apetece repetir o Diácono Remédios: não habia nechechidade. 

Seria bom que alguém lhe desencantasse um papel diferente, marcante, alguma coisa que a afastasse da imagem de bomba sexy e que ela se sentisse estimada mesmo sendo baixa, tendo rugas, olhos castanhos, e que deixasse de sentir esta absurda necessidade de estar sempre a representar, a evidenciar os seios, a ser provocante, engraçada, aparatosa.

Mas, enfim, cada um é como é e se ela for feliz assim, também não sou eu que tenho alguma coisa a ver com isso.

Quanto aos excessos a todos os níveis do Dança com as Estrelas falo também no post abaixo. Aliás tenho ideia de que a TVI, quando a coisa toca a entretenimento, é toda nesta onda, uma popularice pegada.

Vê quem quer, é um facto. Mas a verdade é que, com bimbalhices a toda a hora, se vai moldando o gosto da maioria dos portugueses.

Uma palavra para o vencedor do programa, Lourenço Ortigão. Deve ser moçoilo conhecido pelos dotes corporais pelo que as coreografias puseram isso a descoberto. Pareceu-me que, mais do que dançar, fazia acrobacias e mostrava músculos. Aliás as próprias coreografias pareciam-me coisas um bocado criançolas, mais uma brincadeira que uma dança. Pareciam, de facto, encaixar-se no estilo infantilizado, brejeiro e apimbalhado do programa, em que a coreografia é um mero pretexto para evidenciar a característica dos intervenientes na dança. O rapaz é conhecido pelo seu cabedal? Então bora lá mostrar isso que as meninas desatam a votar desenfreadamente.


Os cínicos dirão: muita crítica, muito desdém, mas viu, não viu? 

Certo mas toda a gente precisa, volta e meia, de um brainwahing e ver um programa como este é uma das formas de o fazer.


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Bom. Já que estou numa de dança, mostro um tango dançado com uma entrega incrível no Dancing with the Stars 2014 pela dupla Meryl Davis e Maks. Dizem que é um tango argentino.







E, se falamos de tango argentino, não podia esquecer-me do Grupo Corpo. Eu, noutra encarnação, posso muito bem ter sido uma bailarina como estas. Sinto que fui. Esta forma de dançar e de sentir o tango corre-me nas veias.

Aqui é, como em várias outras vezes em que cá estiveram, uma coreografia de Rodrigo Pederneiras sobre uma música de Ernesto Lecuona.





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Isto hoje não deu para grande coisa, eu sei, mas, por um lado, o meu fim de semana foi tão preenchido e animado que não me sobrou cabeça para muito mais e, por outro, estou com o assunto Novo Banco na cabeça, coisa que me maça demais por evidenciar de forma exacerbada a irresponsabilidade e incompetência de quem nos desgoverna - e a verdade é que não estou com disponibilidade mental para me pôr de novo a falar nisso.

Por isso, hoje fico-me por aqui e deixo-vos na companhia da dança e da minha opinião sobre três mulheres que marcaram a final do Dança com as Estrelas deste domingo, mulheres cuja imagem se confunde com o entretenimento da TVI, três mulheres excessivas, desbragadas, que contribuem em muito para o lado popularucho da televisão portuguesa: Teresa Guilherme, Alexandra Lencastre e Cristina Ferreira.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda feira.


sexta-feira, março 28, 2014

Alexandra Lencastre e Fernando Alvim têm um caso? Namoram? Têm encontros secretos num hotel? São apenas amigos? Negam tudo? --- Não sei. Só espero que se divirtam e sejam felizes.


Bem, meus Caros, por aí abaixo poderão encontrar posts para todos os gostos: vídeos emocionados com artistas e escritores, testemunhos de afecto, opiniões a ouvir com atenção, um Nobel a falar de dívida e austeridade, carros de luxo, parabéns a quem acabou de ganhar eleições.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, aligeiro, torno-me levezinha. Faço-me, pois, eco da fofoca de momento.


I'm Confessin' diz Lizz Wright




*

Por estes dias, no meio das confusões e convulsões causadas pelo Governo, eis que as revistas aparecem com um improvável casal na capa. Pasmei. E sorri. Mal dá para acreditar mas, vendo bem, talvez estejam bem um para o outro.


A atriz Alexandra Lencastre, de 48 anos, e o humorista Fernando Alvim, de 39, estarão a viver um romance secreto, com encontros pontuais num hotel da zona de Paço de Arcos.


A notícia é avançada pela revista “TV 7 Dias” desta semana, a quem Alvim, alegre animador de rádio e escritor, terá confidenciado que mantém um romance com uma mulher “famosa, loira e bombástica” e que se a relação viesse a público seria “um escândalo”.




Mas eis que o próprio Fernando Alvim, esse maluco, o desmente:



Humorista diz que "infelizmente não é verdade" que esteja a viver um romance com a atriz. E brinca com o assunto: "seria o casamento do ano"


Fernando Alvim não esconde que mantém uma amizade com Alexandra Lencastre. "Ela é uma mulher muito bonita e interessante. Já saímos algumas vezes. Só que não somos namorados e nem temos qualquer esconderijo", afirma Alvim ao nosso jornal.


Não sei nem tenho nada a ver com isso.

A ser verdade, imagino que se fartem de rir quando estão juntos. Casal animado e inesperado. Teria graça e talvez, juntos, fossem felizes. Talvez ela serenasse. Talvez se apoiassem e fossem cúmplices na vida (vida que, por vezes, quase parece andar nos limites da border line). 

Apesar de alguns excessos, são simpáticos e, acho eu, boas pessoas. Merecem ser felizes. Aliás, toda a gente merece ser feliz.

E nada mais tenho a dizer sobre o badalado assunto.


***

A música lá em cima é I'm confessin' de Lizz Wright


***

E, se me permitem, volto a recordar: se continuarem a descer, há mais uns quatro posts. Acho que são quatro mas não garanto. São muitos e variados.

E eu agora vou dormir. Tem razão a Leitora que me avisa: tenho que dormir mais antes que me dê alguma. Por isso nem vou rever nada do que escrevi. Tomara que esteja tudo mais ou menos direitinho.

***

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um POETS day muito feliz 
(apesar deste tempo que não dá tréguas: frio e chuva outra vez, que chatice)


terça-feira, setembro 17, 2013

Vídeo da Alexandra Lencastre no Dança com Estrelas deste domingo, no chão, com o vestido preso à meia de uma bailarina. A bailarina quase acaba a brincar ao cavalinho com a 'Fallen Madonna with the big Boobies' no que parece ser um verdadeiro número homo-erótico. Não tendo pipocas para vos oferecer, tenho aqui um belo gelado de rosas para acompanharem o filme (e vem com umas confidências, como um pequeno bónus). Mas, para o caso de preferirem os livros aos filmes (como acontecia com a cabra do Hitchcock), aqui vos deixo o link para sites onde se podem obter livros gratuitos, jornais e revistas - e também fotografias, visitas virtuais. [A generosidade dos meus Leitores é imensa e eu não sei como lhes agradecer]


Estive vai não vai para não o pôr aqui. Gulosos como vocês são, bem capazes são de me surripiar este gelado tão lindo e que deve ser tão bom que a minha amiga (que já está bem mais animada) me enviou. Mas, vá lá, estou em dia de peace and love e vou arriscar. Aliás: sirvam-se se faz favor. Deixem é, no fim, um bocadinho para mim.

Vou contar-vos uma coisa minha que enfurece o meu marido e os meus filhos. Detesto deixar restos no prato. Mandam as regras da etiqueta (da etiqueta fora de tempo, diga-se) que não se deve deixar o prato limpo. Pois bem: comigo isso não pega. Acho um desperdício deixar um bocado só para não correr o risco que achem que sou uma pobrezinha esfomeada. Uma coisa é seguir regras de etiqueta que fazem sentido, outra são as parvoíces.

Mas pior que isso: é que também não suporto ver restos de comida no prato dos outros. Por isso, se os outros forem um deles (marido, filhos ou netos), saco-lhes os restos do prato e como eu. Se faço isto em casa, já eles não acham muita graça. Imagine-se, pois, se for num restaurante...

Então e roer ossos...? O ex-bebé tem bem a quem sair. Se vê entrecosto vira um predador insaciável. Eu também sou do pior que há. Se vejo um osso de costeleta mal limpo no prato do meu marido, não descanso enquanto não o saco de lá e quero lá saber que ele fique furioso (ou envergonhado se a coisa se passar fora de casa).

Mas, voltando a este belo gelado - que deve ser gelado de rosas (no outro dia, na Justa, comi um doce que vinha sobre gelado de rosas, só que não vinha desta forma tão artística) - aqui o deixo para que vocês se deliciem com ele. Foi um presente para mim mas de bom gosto o partilho com todos que aqui venham de visita. E, outra vez, thanks, Lady M.

*

Ainda agradecendo e partilhando presentes, aqui vos deixo o link para o filme (clicar) da Alexandra Lencastre no seu número homo-cómico-erótico em plena pista do Dança com Estrelas. O mergulho do Cifrão e a Cristina Ferreira a andar de gatas debaixo das pernas das bailarinas até parecem coisa normal ao pé da cena marada da Fallen Madonna with the Big Boobies esbardalhada no chão debaixo da bailarina, meio engalfinhadas uma na outra, o vestido de uma ensarilhado na meia da outra. 


Uma coisa do além, é o que vos digo. Tem a estimada HSC muita razão nas suas observações: a Alexandra Lencastre é bonita, uma mulher interessante, uma boa actriz. Mas, vá lá saber-se porquê, resolveu que há-de ir injectando botox de cada vez que lhe aparece uma ruga, insuflar os seios até ver se ultrapassa a Pamela Andersen e, pior, armar-se em adolescente com as hormonas em reboliço. E depois dá nisto.

E muito agradeço ao Leitor Pedro Magalhães pela gentileza de ter enviado o link para a prova dos noves que comprova o que eu relatei no post a seguir a este.


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Mas os presentes não se ficaram por aqui. Há uma cena muito conhecida de que me lembro no fim de um filme do Hitchcock. Estavam duas cabras a comer as bobines de um filme baseado num romance. Às tantas uma pergunta à outra: "Então que tal?". A outra responde "Nada mal. Mas, pessoalmente, prefiro o livro".

Por isso, para quem partilhe os gostos daquela cabra e não esteja para ver filmes, aqui deixo o link enviados por um Leitor, que permite aceder a um site onde se podem obter e ler obras completas, livros de toda a espécie e feitio. Dado o preço a que estão os livros, esta é, sem dúvida, uma alternativa a ter em consideração.


Clicar no Domínio Público (Domínio Público: site do Ministério da Educação do Brasil)

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Se são mais de jornais e revistas, então, também se arranja, ora essa. Enviado também por um simpático e generoso Leitor, cá está o linlk para lá chegar: NewsPaper Map

Transcrevo o que ele escreveu: onde pode, encontrar outros títulos (e quando digo outros, são mesmo outros), mais de 10.000 jornais, que pode filtrar por língua, país e localização. Até aos regionais caso queira. Para o Expresso o link é este (clicar)


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Mas, se são mais de ver bonecos, então aqui têm um fantástico lugar para consulta de fotografias, o The Big Picture

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Pode também acontecer que não sejam pessoas de leituras ou de fotografias, que prefiram passear. Não faz mal, tenho também aqui a solução para si (uma vez mais presente de Leitor): Visitas Virtuais


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Podia continuar mas, para não se tornar extensa demais esta lista, fico-me por aqui. É de aproveitar tanta coisa boa que, ainda por cima, é gratuita. E mil vezes obrigada a quem tão generosamente me oferece tão valiosos presentes.

À laia de retribuição, não sabendo como agradecer, aqui deixo uma fotografia feita a semana passada.


Peace and love, my Friends.




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Talvez ainda cá volte. Tenho alguma vontade de falar de coisas sérias. Mas não sei.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Alexandra Lencastre no Dança com as Estrelas passa por baixo do túnel e por lá fica, no chão, enleada numa bailarina. Uma cena...! As mamocas de uma e as pernocas de outra ali em sã convivência. Não tenho a fotografia da cena mas tenho uma dela sentada, uma vez mais em versão 'fallen madonna with the big boobies'. É uma artista portuguesa, com certeza.


Juro. Há coisas para as quais não estou psicologicamente preparada.

Aqui na sala o meu marido via as notícias desportivas do dia (o seu Sporting ganhou e ele devia querer ver os resumos - pelo menos costuma ser essa a desculpa). Eu estava entretida a escrever o post que poderão ver a seguir a este, o dos gémeos separados à nascença, o Gota e o Júdice. 

Entretanto, acabei o post e ele (ele, o meu marido, não o Júdice, muito menos o Gota) saíu da sala. Então levantei-me, fui buscar o comando e fiz zapping. Os domingos são ingratos, não há nada que se veja - ou então sou eu que não ando a par da programação. 

Comecei na RTP 1 e acho que estava o Bispo Clemente a falar (escrevi Bispo mas acho que ele agora é Cardeal), devia ser naquela colecta de dinheiro para os Bombeiros e a causa pode ser nobre mas a mim estas coisas incomodam-me, que tenhamos que andar à esmola para uma coisa destas, avancei; depois passei pela 2 e já não me lembro o que era;depois na SIC aquela indigência de porem as pessoas a cantar enquanto são seviciadas, avancei, não sou maluca para ficar a ver uma estupidez daquelas; até que, inesperadamente, na TVI, dei com uma cena do além.

Estava a dar aquilo do Dança com as Estrelas. Nunca vejo. Podem dançar bem, acredito, mas aquela Cristina Ferreira não é compatível com o meu ADN. A minha mãe diz-me que acha que ela é simpática, que é uma moça simples, mas eu, isso, não sei. Só sei que, de cada vez que o zapping a mostra, lá está ela, com umas toilettes exageradas, sempre histriónica, uma voz desagradavelmente estridente, a gritar, a falar muito alto, e aquilo fere-me os tímpanos e a sensibilidade, não sei. 


Mas, então, estavam três bailarinas em carreirinha no palco, as três de perna aberta, dava ideia que tinham acabado de dançar uma coreografia e que acabaram assim. 

E eis senão quando, sem que eu estivesse à espera de uma coisa daquelas, vejo um tal de Cifrão com um ar retro a tomar balanço e a atirar-se de mergulho por baixo das pernas delas. 


A seguir foi a vez da dita Cristina Ferreira - de acentuada mini saia e decote até ao umbigo, dizendo umas piadas acerca de passar por baixo de um túnel, com ar de quem queria fazer uma qualquer alusão brejeira que eu não consegui captar (mas deve ter sido porque apanhei a coisa já nos finalmentes) - avançar de gatas por baixo das moças. E lá passou, calmeirona, pernão bem à vista (mas isso tenho ideia que está sempre) a armar-se em engraçadinha, por baixo das pernas das outras. Uma coisa a atirar para o despropositado, diria eu. 


Mas o melhor estava para vir. Alexandra Lencastre - com um vestido por acaso giríssimo, comprido e brilhante, e o usual decote que a deixa uma verdadeira fallen madonna with big boobies quase a tocarem-lhe no queixo e praticamente todos ao léu - preparou-se para fazer o mesmo.


  • Primeiro, qual bailarina de can-can, levantou um bocado as saias e abanou-as, a modo que para arejar os interiores (que acho que até se viram mas eu, nessa altura, estava a tentar perceber o que é que se passava ali, nem reparei bem, pareceu-me ver uma espécie de cuecão preto mas não garanto). 
  • A seguir, avançou armada em gata, sensual, talvez uma pantera, sei lá, fazendo umas pausas durante as quais fazia umas carinhas para a câmara, com os lábios cheios de baton e de botox, dengosa no final com a última bailarina, quase a desenhar um número homo-erótico (mas isso sou eu que, se calhar, não percebi o lado artístico da coisa). 
  • Só que, às tantas, no meio daquele excitex de carícias, a dita Lencastre ficou com as alças presas nas meias da bailarina e então, ela caída por terra, a bailarina pescada por um qualquer colchete, ali ficaram as mamocas de uma a roçarem nas pernocas da outra, um número digno de um porno-show. Uma coisa do além. 

Quando vi isto, a minha preocupação foi chamar o meu marido para assistir também àquele espectáculo (que eu não deveria admirar-me, já não é a primeira vez que eu presencio a Alexandra Lencastre nestes preparos, no meio do chão do palco, naquelas figuras) - e nem me lembrei de fotografar.


Depois, como não conseguiam desensarilhar-se uma da outra, o realizador fez a caridade de interromper para intervalo. Tive que esperar um bocadão para a poder ver de novo, já composta, e fotografá-la de modo a tê-la aqui a ilustrar este meu desabafo: cá está ela, the fallen madonna with the big boobies e olhos cada vez mais azuis (os olhos castanhos já passaram à história).


Alexandra Lencastre no Dança com as Estrelas cai no palco e fica em cena que parece lésbica

Alexandra Lencastre no Dança com as Estrelas

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Já agora, assim como assim, já que não tenho o registo da cena, andei à procura no YouTube a ver se descobria alguma cena do Allô, Allô, cena curta, em que aparecesse referência à célebre fallen madonna with the big boobies -  mas não encontrei.


Seja como for, aqui fica uma colagem de cenas dessa preciosa série. Desagradavelmente a música não é a da série, é Justin Timberlake a interpretar, vá lá saber-se porquê, o Sexy Back. Tudo ao lado, portanto. De qualquer maneira, já que estamos numa de cenas cómicas, aqui fica uma amostra de uma série que eu adorava.





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E fico-me por aqui. Tinha em mente uma coisa muito diferente mas, face a isto, já não tenho 'pica' para me atirar à minha ideia original. É o que eu digo: há coisas para as quais não estou psicologicamente preparada.

E, recordo, sobre o mais recente casal de gémeos separados à nascença é favor descer até ao post seguinte.

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Resta-me, portanto, desejar-vos uma bela semana a começar já por esta segunda feira. 
Diversão e descontracção é o que é preciso. 
E saúde.
E dinheiro para os gastos, claro.

quinta-feira, junho 13, 2013

Beatriz Batarda e Bernardo Sassetti estavam separados? A troika trabalha que. Quem é a mulher de Vítor Gaspar? O deputado xxx é gay? Pedro Lomba. Que eu quando comecei nada. A Alexandra Lencastre está uma gorda. Biblioteca desarrumada. Livros desarrumados.


No post abaixo presto homenagem à bela Rachida Dati que uma vez mais provou que não apenas é uma mulher livre como pensa pela sua cabeça e não se ensaia nada para dizer o que pensa. Desta vez mandou o Durão Barroso ir dar uma grande volta dado que já causou danos a mais na Europa.

No post a seguir a esse falo das surpreendentes palavras de Cavaco Silva que se desinibiu e desbocou todo lá pelas ditas europas. Os brasileiros, que têm expressões engraçadíssimas, diriam que o Cavaco soltou a franga.

Mas isso é só a seguir. Agora, aqui, a conversa é outra.


Respostas que os visitantes de Um Jeito Manso procuram



A mesa (com 1,40 m de diâmetro) em que estou a escrever. Eu estou aqui em baixo, numa nesga.


Volta e meia dou uma espreitadela às palavras que as pessoas escrevem nos motores de busca e que as trazem até a Um Jeito Manso. Muitas vezes fico banzada pois não percebo qual a lógica do algoritmo que, pegando naquelas palavras, vai varrer todos os conteúdos da net para acabar aqui, achando que dou dar resposta a essas questões.

Ora o que acontece é que, a quase nenhuma, consigo dar resposta. 

Mas eles que fazem esses algoritmos complexos lá sabem. O que temo é que as pessoas cheguem cá e se sintam defraudadas.

As expressões que escrevi no título são algumas das mais frequentes nos últimos tempos.

De qualquer forma, para que, de futuro, a visita não seja dada por totalmente perdida, vou agora tentar responder o melhor que sei e posso:

1. Beatriz Batarda e Bernardo Sassetti estavam separados?


Não faço ideia. Eu admiro imenso a Beatriz Batarda e tinha devoção pelo Bernardo Sassetti. Lamentei e lamento muito a sua partida prematura. Desejo que tenham sido muito felizes enquanto se amaram. Se o amor escasseou antes do fim, não sei. Acontece. Li agora que ela vive com o Bruno Nogueira e o que posso dizer é que lhes desejo as maiores felicidades.

2. A troika trabalha que. 


Isto aparece inúmeras vezes. Só isto. Assim: 'a troika trabalha que'. 

Não sei o que dizer. Trabalha que... quê? Que se farta? ... Não sei. Por mim, podem ir-se embora. 

Se o Passos Coelho não tivesse estado danado para ir para o Governo, mais o Portas que pula qualquer cerca para se chegar a um governozito, mais o Jerónimo que, tal como todos os PCs odeia o PS, mais o Louçã, que nunca percebi porque o fez, não lhes tivessem aberto a porta, a troika não teria cá entrado. É tudo o que se me oferece dizer sobre o assunto.

3. Quem é a mulher de Vítor Gaspar?


Não faço ideia. Nem sei se é casado. Se for, só posso dizer que deve ser uma santa.

4. O deputado xxx é gay? 


Esta pergunta aparece-me quase desde o início. Não escrevo o nome dele para não espalhar boatos. Não faço ideia. O que posso dizer é que, por causa desta pergunta, agora olho sempre para ele com atenção... e são capazes de ter razão. Há ali um piquinho a azedo, lá isso há.

5. Pedro Lomba


Desde que entrou para o Governo é todos os dias. Só isto: 'Pedro Lomba'. Presumo que sejam os assessores e amigos a verem o que se anda a escrever sobre o lombinha. aqui não encontrarão palavrinhas de louvor, lamento. De qualquer forma, sejam bem vindos. Com um bocado de sorte, talvez aprendam alguma coisa.

6. Que eu quando comecei nada


Não percebo. Esta expressão também é recorrente. Inúmeras vezes isto. O que procuram quando vão aos motores de busca e escrevem aquilo? Tenho curiosidade. Sugiro que, da próxima, sejam mais explícitos. A sério que estou curiosa. 

Fui eu ao google e escrevi aquilo. Para meu espanto vim mesmo cá dar, a um post em que a dada altura eu escrevia:

Dado que eu, quando comecei, nada sabia da blogosfera, nada de nada, não conhecia ninguém nem ninguém me conhecia, o primeiro ano foi um ano de absoluta aprendizagem, em que o Um Jeito Manso gatinhou, passando, aos poucos, devagarinho, de meia dúzia de visitantes por dia para uma dúzia, depois 20 depois 30 e todos os dias subindo um bocadinho e eu toda admirada quando o número atingia os 50 por dia.

Lá está. Ele há coisas... Mas quem escreve aquilo no google não deve estar à espera de apanhar com esta minha frase, presumo. Enfim.

7. A Alexandra Lencastre está uma gorda.


De facto, está um pouco carnuda mas, enfim, não está 'uma gorda', como quem diz, 'está obesa'... Já aqui escrevi que acho que há uma qualquer instabilidade emocional que a torna excessiva, frágil, e talvez isso esteja na base das flutuações de peso. Mas, enfim, trabalha muito, é bonita, deve querer manter a frescura e beleza da juventude, deve ter uma vida sobrecarregada de emoções, não sei. Aquelas operações plásticas não a têm favorecido e isso é capaz de a desestabilizar e levá-la a procurar amparo na alimentação. Não sei. Tudo o que possa dizer é mera especulação.

8. Biblioteca desarrumada. Livros desarrumados.


Juntei na mesma expressão mas, de facto, são duas. Aqui é que acertam: vêm dar ao sítio certo. Já confessei muitas vezes. Não atino. Por mais estantes que arranje, que tente domesticar os meus livros, não dá. Juntam-se à minha volta. Já cerquei esta minha mesa de estantes para ver se eles se mantinham ordeiros, organizados. Mas qual quê? São os novos que ainda andam por aqui a saltar-me para as mãos, são outros que vou buscar e que aqui ficam. Uma vergonha. Quando cá vem alguém a casa, venho a correr a ver se disfarço a desordem, tento dar-lhes um destino mais decente mas, mal as pessoas viram costas, eis que parece que têm íman, até parece que me querem saltar para as mãos. 

Para vos mostrar que não exagero, tirei a fotografia lá de cima. No bocadinho de mesa livre está o meu portátil aqui numa pontinha, mesmo à justa. O meu marido, quando quer usar o computador dele até se passa. Agora pega nele e vai para outro sítio. Diz-me com ar reprovador: 'já nem digo nada'. e eu também não, já nem tento desculpar-me ou fazer promessas que já sei que não consigo cumprir.


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Se ainda têm paciência para continuarem na minha companhia, é descerem um pouco mais, até aos posts seguintes, escritos agora.

Se não, também está bem. 
Tenham, meus caros leitores, um belo dia de Santo António. 
Muito amor é o que vos desejo a todos!

quinta-feira, maio 02, 2013

Alexandra Lencastre como actriz nas telenovelas e Cinha Jardim como comentadora do Big Brother VIP, dois casos em que os enchimentos ou o botox ou as plásticas ou lá o que foi, deram para o torto: umas bocas esbeiçadas que mal mexem. Já no caso da Teresa Guilherme parece que a coisa correu melhor: a expressão está na mesma, só as rugas é que desapareceram. Parece que as mulheres da TVI não se conformam em ser como são; mas têm que ter cuidado com quem se metem...


Sobre o Álvaro e o Paulo Portas (que, uma vez mais, foram mandados para a casota) e sobre a perigosa dupla Passos e Gaspar falo no post a seguir a este.

Aqui, agora, a conversa é outra.

O que é que deu nas mulheres da TVI? 

Refiro-me às apresentadoras de ligeirezas ou artistas de telenovelas. Refiro-me, ainda mais concretamente, como se viu no título, à Cinha Jardim, à Teresa Guilherme e à Alexandra Lencastre.

Reduzida, por estes dias, a quatro canais de televisão - e é quando é, porque a TDT é o do pior que há, volta e meia, como é neste momento o caso, fica o ecrã aos quadradinhos às cores e desaparece tudo, imagem e som - dou por mim, à noite, enquanto escrevo aqui, a ver coisas inconcebíveis.



Alexandra Lencastre:
Nem percebo o que terá ela pedido ao médico para que ele a tenha deixado assim.
Ou terá sido ele que percebeu mal?
(estou a falar a sério)

Que a Alexandra Lencastre, coitada, tanto se quis retocar e remoçar que passou a ser outra, boca esbeiçada e assimétrica, olhos sem expressão, uma coisa mesmo triste, já eu sabia.

Mas ontem, quando já de madrugada estava aqui relatar o meu passeio, apareceu-me na TVI a Cinha Jardim com a Iva Domingues (uma apresentadora que anda sempre bronzeadíssima, como se vivesse dentro de uma daquelas máquinas de bronzear), a Cinha na qualidade de comentadora do BB VIP (programa sobre o qual um dia talvez fale, pois ontem à noite também presenciei um pouco daquilo). Ao tempo que eu não a via.



Cinha Jardim, especialista em Big Brothers
Aqui nesta fotografia até não está mal mas ontem
a plástica ainda não devia ter assentado, tinha o espaço entre o nariz e o lábio superior muito gordo,
parecia soprado,  nem sei


Mais gorda, a Cinha - o que é não é de espantar já que, com a idade, vem frequentemente uma robustez acrescida - apareceu-me quase sem poder mexer a boca. Sem rugas, a cara toda arredondada, sem rugas e sem expressão. A falar quase de boca fechada, ela que tem a boca grande, nem sei o que me parecia.

Que coisa estranha. 

Fui agora à internet procurar uma fotografia de antes e lá está: cheia de rugas. 




Mas, cá para mim, do mal o menos, acho que mais vale a cara enrugada do que abananada, a boca também esbeiçada e sem acção, credo. Não sei o que é que lhe fizeram, se a injectaram para preencher as rugas, se a esticaram, se quê. O que sei é que as rugas já lá não estavam mas, em contrapartida, parecia que se tinha passado qualquer coisinha má ali naquela cara.

Já antes tinha ficado surpreendida com a Teresa Guilherme. Também com as formas generosas e aquele seu cabelão à Miss Piggy, apareceu-me sem rugas, uma pele de bebé. 



Teresa Guilherme: com as feições mais normalizadas e a pele mais lisa, está melhor assim


Mas a ela a coisa não correu mal. Vá lá. Ainda mexe ao passo que as outras já quase que só lá vão por mímica, tal o repuxão que levaram e tal a dose de enchimento.

A ela até posso dizer que tem tido sorte porque está melhor agora do que quando era nova.



Teresa Guilherme, numa fase mais próxima do original mas menos favorecida do que agora


Antes, parece que tinha o rariz mais mal jeitoso e os dentes mais salientes ou o queixo mais pronunciado, nem sei. Agora está mais compostinha e, sem rugas, até parece mais bonita.

Seja como for, o que posso dizer é que, se fosse comigo, dadas as probabilidades de a coisa dar para o torto como nos dois primeiros casos, eu cá tinha medo. Às tantas ainda aparecia com a cara igual a alguma delas. 


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(Vocês desculpem lá a futilidade do tema mas é que eu também tenho dias. Não tenho a boca esbeiçada e os olhos arregaladas mas estou com o cérebro preguiçoso. A idade não perdoa, é o que é!)

sexta-feira, dezembro 14, 2012

'Quem operou Alexandra Lencastre?', 'Novo visual de Alexandra Lencastre', 'Alexandra Lencastre faz uma plástica à cara', 'Alexandra Lencastre irreconhecível', 'Alexandra Lencastre dá show na gala da TVI' - estas são algumas das várias questões que levaram o google a trazer uma série de Leitores até mim. E eu acrescento: e a Ana Salazar? Também apareceu com um novo visual e, imagino eu, também não será consensual. Para terminar, comparo com Carolina de Mónaco.


No outro dia vi referência a este assunto, que a Alexandra Lencastre tinha surpreendido os amigos ao aparecer com nova cara, mas não prestei atenção. Não sabia de nada nem é tema que me motive muito.

Mas hoje, nas estatísticas do Um Jeito Manso, tinha diversas variações sobre o tema. As pessoas andam intrigadas com isto e o Google, naqueles seus encaminhamentos misteriosos, enviou-os até mim. Resolvi, pois, ir investigar.

E, tenho que confessar, também fiquei admirada com o que vi. Não parece ela. Deve ter posto tanto botox e feito tal enchimento labial que ficou estranha, parece que ficou esbeiçada. Os olhos parece que também estão um pouco assimétricos.



Alexandra Lencastre com o rosto modificado - na Gala das Estrelas da TVI 


Ao princípio, quando ela apareceu, novinha, simpatizava com ela. Era bonita e, por algum motivo, achava-a frágil. Sempre achei que, provavelmente, padecia do síndroma da mulher bonita. Os programas de televisão em que aparecia queriam valorizar, sobretudo, o seu aspecto físico. De certa forma, a sua inteligência e a sua sensibilidade frequentemente tendiam a ser relegadas para plano secundário e isso, imagino eu, deixa marcas.



Alexandra Lencastre quando era mais nova


Quando nos apareceu era morena, olhos escuros. Depois fez madeixas, o cabelo aclarou, depois ficou loura, depois colocou lentes de contacto azuis. E, à medida que os anos têm vindo a passar, tem sido um carrossel de engorda, emagrece, engorda, emagrece. A sua vida amorosa, sempre nas capas das revistas, tem sido outro carrossel. Não tem dado certo. E pode uma mulher ficar incólume perante uma turbulência emocional constante? Não sei, não sou especialista na matéria mas, intuitivamente, sou levada a crer que isso levará, certamente, a algum desequilíbrio.

Há pouco vi na capa de uma revista que andava com acompanhamento psicológico e as imagens mostravam-na com peso a mais, pouco arranjada. Mas é uma pessoa como qualquer outra, e as pessoas normais aumentam de peso e nem sempre andam nos trinques. Contudo, para uma pessoa que vive sob os holofotes, que alimentou o mito da mulher sensual, não deve ser fácil ver-se com rugas, com papos sobre os olhos, com papos sob os olhos, com peso a mais. Nem deve ser fácil ver-se num escaparate, sujeita à crueldade dos jornalistas que a mostram em posições que desfavorecem, gorda, e com o título 'Estará Alexandra Lencastre grávida'?. Não deve ser nada fácil.

Fazer plásticas também não deve ser fácil, deve ser doloroso, deve haver o medo de não ficar bem. Por isso, confesso que me causa alguma angústia vê-la agora assim, como as fotografias da Gala de Estrelas da TVI a mostram. Podia ser diferente, não se preocupar tanto com o aspecto exterior, limitar-se a ser como é, estabilizar, aceitar-se, não querer parecer o que, se calhar, não é. Talvez pudesse ser mais feliz.

Também vi no outro dia, numa das revistas que devoro enquanto estou na fisioterapia (na parte da massagem ou dos eléctrodos), que a Ana Salazar diz que não se pode prolongar a juventude mas que se pode atenuar os seus sinais. Aparecia ao lado do amigo Nuno Reis, que as revistas dizem que é especial, e sorria, satisfeita com o seu aspecto. E deve ter razão para estar contente pois tem 71 anos e uma vitalidade e uma disposição que são de invejar.



Ana Salazar depois de rejuvenescer


De qualquer forma, parece que está com as sobrancelhas mais grossas, os lábios mais cheios e maiores, os olhos um bocado inexpressivos. Está estranha. Acho que não deve ser fácil estar ao pé dela e não estar a tentar reconstituir mentalmente as feições originais.

No reverso desta atitude, também numa dessas revistas, vi há dias umas fotografias de Carolina de Mónaco. Também uma bela mulher, capas e capas de revistas, também sempre sob os holofotes e, no entanto, tem deixado que o tempo passe por ela sem mudar de cara, sem se transformar.



Carolina de Mónaco aqui com a filha mais nova, Alexandra de Hanôver


Prestes a fazer 56 anos, a Princesa Carolina, que tem tido uma vida atribulada e não muito feliz, tem no rosto as marcas do tempo e da vida. Pode ser que um dia ainda a venhamos a ver de lábios inflamados, olhos arregalados, nariz arrebitado, quase parecida com o José Castelo Branco. Mas, por enquanto, é apenas uma mulher normal. 

A beleza é subjectiva, é certo. Mas eu acho mais bonita uma mulher que assume, com orgulho e dignidade, aquilo que é intrinsecamente do que a que se submete a tais transformações que acaba por perder a identidade. Mas, enfim, gostos não se discutem.

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Hoje era para ter continuado a história da diva solitária (mas, afinal, ao falar de Alexandra Lencastre, não falei também de uma diva solitária?) mas comecei por este texto - que era para ser uma coisa ligeira, um amuse bouche para o que viria a seguir -, a seguir respondi aos comentários, e a verdade é que, agora que iria, então, para a outra empreitada, estou a ficar sem pilhas. Não me refiro ao computador mas a mim mesma: estou sem pingo de energia. Por isso, hoje fico por aqui, já não consigo escrever mais nada, tenho mesmo que ir dormir. 

No entanto, antes de vir aqui para o Um Jeito Manso, estive a fazer o meu exercício de relaxamento no Ginjal e Lisboa, a love affair. Hoje escolhi um poema de Maria do Rosário Pedreira e as minhas palavras, voando em volta das dela, antecipam o calor, o calor sobre os corpos. A música puxa para esse lado sensual da vida e é ainda Ernesto Lecuona quem nos traz esses belos sons (Mota Amaral, se lhe aparecesse este nome pela frente, certamente diria: 'curioso nome este'. Eu, que sou moça discreta, faço de conta que nem dou por isso).

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Tenham, meus Caros, uma bela sexta feira, está bem?
Mas cuidado para não irem pelos ares com a ventania nem ficarem que nem uns pintos molhados com a chuva que está.