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quinta-feira, agosto 10, 2017

Pintar para curar um coração partido



Há quem se interrogue: lá por se pintar, é-se pintor? 

Sei o que isso é: gosto de pintar, traz-me uma sensação de liberdade extraordinária, e, no entanto, nem de perto nem de longe me considero uma pintora. É como escrever. Escrever todos escrevem mas escritores são apenas alguns (e poucos).


Sobre Jim Carrey -- que desatou a pintar compulsivamente quando se separou da bela Jenny McCarthy -- leio que as opiniões se dividem: o que ele produz é arte? Ou é apenas uma forma de terapia?

Não sei responder mas gosto de vê-lo a pintar e a falar sobre as suas pinturas. Aqui o deixo para quem ainda não o viu noutros lugares.

I needed colour - diz Jim Carrey



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Até já.

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sexta-feira, dezembro 19, 2014

Sobrinho e os milhões dos primos. Perna, o branqueador de capitais, que afinal nunca levou dinheiro a Paris. Sócrates, o que não acreditava que pudesse ser preso e que agora nem entrevistas pode dar não vá sair-lhe alguma palavra da boca que prejudique a paz de espírito do Super-Alex. O homem que leu 'As 50 Sombras de Grey' em público e não acautelou os efeitos secundários. O fantástico Helvis. E a Blaze burlesca que é do mais impróprio para consumo que há.


O post abaixo tratou de mulheres cantadas por poetas, em lingerie, dentro de camas macias e etc. Num outro, mais abaixo ainda, mostrei o homem que arrebatou o prémio UJM para o homem mais sexy, e fundamentei a escolha.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.

Estava para vir falar do Sobrinho que mostrou que não é tio da Linha, muito menos da família dos primos e que corre num corredor muito próprio. Contou que o dinheiro que o BES emprestou ao BESA - contabilisticamente falando - nunca saíu de Portugal. Ou melhor, nunca chegou a Angola, Ou melhor, andou por aí. Sobre como é que ele próprio arranjou tanto milhão para comprar jornais, apartamentos no Estoril, capital em clubes de futebol, empresas variadas e etc. disse que não era para falar dos seus próprios rendimentos que ali estava, que não queria ficar com má imagem do que se estava ali a passar e fez um olhar cortante.


Em toda esta nauseabunda conversa (e não me estou a referir especificamente à do sobrinho sobre o dinheiro que lhe foi dado a gerir pelos primos) ouvimos falar de milhões, milhares de milhões, biliões. E, aparentemente, grande parte desse dinheiro seguia direitinho para um buraco negro que ninguém viu, ninguém sabe onde está ou, se a conversa vai noutro sentido, tudo era colegial e toda a gente sabia ou, então, estava tudo nas mãos do primo confiável, o Salgado. Algures numas ilhas a sul ou a norte ou a este ou a oeste (depende de onde se olhe) ou nalgum sorvedouro galáctico pairam estes milhares de milhões que se evaporaram (ou, usando linguagem adequada, que estarão parqueados algures).

Tudo gente fina e à solta que é um miminho, até porque ninguém pode prejudicar nada porque mais prejudicados do que já fomos todos é difícil.
De resto, trocos. Na maior inocência os primos confessam que receberam milhões a propósito daquilo dos submarinos e que mais outros milhões foram pagos não se sabe a quem - mas não faz mal. Arquive-se.
Os contribuintes que pagaram os submarinos pagaram mais uns milhões para os primos e para os amigos dos primos, quiçá para algum partido, mas não faz mal. Os contribuintes portugueses são assim mesmo, uns mansos. São f... de todas as maneiras possíveis e imaginárias mas têm um espírito superior, relevam todas essas minudências. Pagam e amocham, sempre prontos para a próxima.

E tão impunemente tudo isto se passa que os primos nem se importam de confessar que, a troco não sabem bem de quê, receberam uns milhões de comissão pelos submarinos e que mais uns quantos aldrabões (sic) receberam ainda mais. E tudo na boa. Ouvimos e deixamos estar. E o processo de corrupção dos submarinos foi arquivado porque prescreveu e porque também não se apurou nada. Para a gaveta. Tudo certo. Cantando e rindo lá vamos tolerando todas estas pouca-vergonhas.

Presos continuam o director do SEF porque parece que recebeu duas garrafas de vinho, e mais o Perna, motorista de Sócrates, indiciado por branqueamento de capitais e que afinal parece que nunca foi a Paris, nunca levou dinheiro a Sócrates, e ainda preso também o próprio Sócrates a quem a mãe deu dinheiro e que até foi ouvido a dizer que não acreditava que o prendessem - o que só indiciou que havia perigo de fuga - e que portanto lá está, em Évora, na gaiola, a receber visitas dia sim, dia não. 


Criminosos perigosos como estes é bom que se mantenham na prisa, de pio cortado - dizem os papagaios do costume: é a justiça a funcionar. E a gente acha bem isto porque os poderosos devem estar presos e o Sócrates, de resto, tinha a mania de se vestir bem e, cagão que só ele, até foi estudar filosofia ou ciências políticas ou lá o que foi para Paris, olh'ó convencido. E, enquanto isso, poderosos de outra raça, dos que têm pedigree, desfilam pela Assembleia contando que não sabem que descaminho levaram os milhares de milhões, ou, então, que receberam, sim senhor, mas que isso não tem mal nenhum, que mal tem os contribuintes serem esfolados vivos para eles e as manas e as primas receberem os milhõzitos da ordem. Indiciados? Não! De quê?! Ora. E, risco de destruirem provas? Ná. Já tiveram mais que tempo para isso tudo, já não há nada para destruir. Por isso, não nos ralemos com nada disto que as ralações dão cabo da beleza e a malta quer é manter-se jovem e bela para sempre.


Dizia eu que ia falar disto mas, pelo que expliquei, já me falta a pachorra. Por isso, lamento mas fica para outro dia.


1. Vou antes fazer uma recomendação que não tem nada a ver mas eu, quando me apetece alienar-me, alieno-me com muita força. E a recomendação é esta: cuidado com o que se lê em lugares públicos não vá haver alguma reacção incómoda e estar por perto algum espertinho a registar o momento.


Lendo As 50 sombras de Grey num transporte público


2. E vou sugerir que a gente se divirta com o Jim Carrey. Love, love, love. O seu Helvis bate todos os sucessores do Elvis.




3. E, agora, que entre em cena mais uma das minhas minhas amigas burlescas. A graça que lhes acho e o que elas se divertem. Aqui temos a ruiva e descaradona Blaze no Cirque du Burlesque 2014. Sexy e rebolona, despe-se na maior descontra, dança, brinca que dá gosto e tem uma amplitude de movimentos de perna que dá inveja. Lá está, um dia que eu me reforme, cá tenho mais uma possível actividade: organizar uma coisa destas cá pelo burgo. Assim como assim, se é para a desgraça, que seja em grande estilo. 




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Relembro: Mulheres e homens topo de gama podem ser vistos nos dois posts que se seguem. Ou será a roupa que eles vestem ou onde se deitam é que é topo de gama? Olhem, dado o adiantado da hora já nem me lembro.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira.

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quinta-feira, outubro 23, 2014

IRS em 2015, cláusula de salvaguarda, regime à escolha do freguês, casados com ou sem declaração conjunta e também à vontade, etc, etc. Só inovações, só facilidades. Não querendo estragar a festinha, o UM JEITO MANSO pergunta daqui ao ministro Paulo Núncio, à sua ajudanta Albuquerque e ao subordinado dela Passos Coelho: quem é que vai gerir todas estas alterações informáticas no Portal das Finanças? A louríssima Paula Teixeira da Cruz? A tal do Citius em baixo e dos tribunais num caos? E quem é que vai harmonizar as fórmulas subjacentes à fantástica calculatória apregoada? O inteligente C-Rato? O das cratinas colocações? Contem-me coisas, contem, vá lá, make my day.


No post abaixo já vos mostrei um vídeo feito pelos Verdes europeus na despedida do cherne. Fartam-se de gozar com o peixe balofo, tadinho dele, que até já estou com saudades do nulo-zeo. Agora em quem é que a Merkel vai limpar os pés quando se apresentar em Bruxelas? E será que o Juncker já apagou o número de telemóvel dele? Aposto que sim. Para que é que o Juncker ia precisar de falar com um cherne fora de prazo?

No post mais abaixo fiz-me eco de uma notícia que corre na rádio alcativa e que tem a ver com o regresso do saudoso Relvas.

Mas tudo isso é a seguir.

Aqui, agora, vou inquietar-me com mais outra que estes inconscientes que nos desgovernam, se não forem travados a tempo, podem estar a preparar-se para fazer.



Inquietação - Camané




Poema e musica de José Mario Branco
 Camané interpreta com Dead Combo; 
Animação de Ryan Woodward; 
Edição Rui Ramusga




Com a ligeireza de quem não sabe nada na vida, vão fazendo e desfazendo, não deixando pedra sobre pedra. A Albuquerque até, sem querer, já deixou cair que vão ser precisos não menos de 10 anos para reconstruir o que têm vindo a destruir. Desta feita, a propósito do OE 2015, deu-lhes para anunciarem alterações no regime do IRS em cima do joelho e umas atrás de outras. 

À medida que os jornalistas e consultores vão fazendo simulações e exprimindo dúvidas sobre o que saíu da pornográfica sessão contínua de 18 horas, eles vão tirando laparotos fiscais da cartola. Tudo facilidades. Simulações, vários regimes disponíveis para cada um experimentar qual o regime que melhor lhe assenta, uma limpeza.

Ouço isto e só penso: tal como não perceberam a origem da crise nem porque é que a receita aplicada não resultou, também não perceberam porque é que o Citius baqueou e porque é que a contratação para a bolsa de escolas deu o berro em toda a linha.

E, portanto, não sendo capazes de somar dois e dois, continuam a anunciar coisas que implicam muito trabalho e trabalho bem pensado, provavelmente investimentos cuja concretização leva tempo, como se fosse canja de galinha; pela burrice que toda a conversa revela, temo que, na altura, nada daquilo esteja a funcionar.

Poder-se-ia pensar que, com esta minha preocupação, só posso ser masoquista. Pois não sou. Apesar de largar mais de metade do que ganho em impostos e contribuições, sei bem que é por eu (e todos os que podem) pagar impostos é que os que não podem pagar poderão usufruir de escola e saúde públicas, ter segurança nas ruas, etc. Por isso, eu quero pagar impostos, sim (embora, queira pagar muito menos, se faz favor). 


As vozes já se começam a ouvir. Transcrevo:


Rui Morais, que liderou o grupo de trabalho da Reforma do IRS, acha que a cláusula de salvaguarda no IRS anunciada ontem por Passos Coelho vai ser uma "salganhada".


Rui Morais garante que este mecanismo de cláusula de salvaguarda compromete um dos pilares do novo IRS, que é a simplificação do imposto, e defende que uma reforma tem de ser feita a pensar no universo dos cidadãos a quem se dirige e não tendo em conta casos particulares.




Também o presidente do Sindicato dos Impostos tem “sérias reticências sobre a exequibilidade” desta cláusula. Paulo Ralha lembra que a idade média do parque informático do Fisco é de 12 anos e que a medida prometida pelo governo irá exigir maiores necessidades de processamento do sistema informático. E se o sistema já agora sofre quebras dificilmente terá capacidade de responder perante as necessárias alterações de programação que o tornarão ainda mais pesado. 


Paulo Ralha admite mesmo um cenário similar ao bloqueio que afetou recentemente o sistema Citius do Ministério da Justiça.


O fantasma do colapso informático foi também levantado por José Tribolet, conselheiro do governo na área informática. Em declarações à TSF, o professor universitário revela que já avisou para o risco de colapso e exaustão do sistema informático do Fisco. Mas que estes alertas não foram até agora acolhidos. “Falar com a autoridade tributária é como falar com uma parede”.





Paulo Núncio, o actual chefe do governo em exercício

(de um governo em roda livre)




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E se pensam que estou a ser pessimista, que estou a exagerar, eu e todos os que antevemos mais uma porcaria em preparação, se acham que não há cisnes negros e coiso e tal, então vejam, por favor, o vídeo abaixo.




Black Swan 

Saturday Night Live (com Jim Carrey)



E que o humor nunca nos falte.

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Relembro: já a seguir tenho a festa de despedida ao Cherne Barroso e as boas vindas ao Senhor do Esquentador (que, segundo ele informa, vem aquecer os motores da Europa).

Mais abaixo, tenho de volta ao UJM o Vai-estudar-ó-Relvas. Momento grande.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira.

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