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terça-feira, novembro 14, 2017

Mais giros do que a rapaziada do PCP só mesmo os novos escritores portugueses


Tenho um amigo de quem algumas más línguas, a minha filha incluída, dizem ser abichanado. Quando digo que não sei, ela reage no gozo: Não...! Muito macho... De facto, muito macho não será mas também não estou certa de que seja gay-praticante. Só se for uma coisa ainda na base da tendência. Mas isso também não vem ao caso. O que vem é que ele, volta e meia, ao conversar comigo, de alguns homens, diz com ar admirativo: é muito bem apessoado. E eu gosto desta expressão.

E isto para dizer que vi a fotografia de um escritor de quem nunca li qualquer livro e de quem desconhecia a aparência. E, vendo-o, logo me lembrei de um outro que também tem ar de quem a sabe viver bem. E de um outro que uma vez vi actuar (porque também é dado à música) e que tem um jeito sorridente de ser. Bem apessoados de dar gosto. Olhando para eles, penso que inventava uma história, dela fazia um filme e a eles punha-os lá dentro. Não sei se como malandrecos dados ao garboso manejo de alguns instrumentos, nomeadamente no dedilhar do teclado, ou se como simples homens dados ao culto das paixões e, nem sempre, nobres.

Com vossa licença, passo a elencar e me dirão se não são todos bem apessoados (to say the least). A ordem é (mais ou menos arbitrária) até porque não quero agora cá ciumeiras. 

Sandro William Junqueira, nascido em 1974. Boa pinta. Ar sexy. 

Todo ele francamente bem-apessoado.



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E, como dizia, lembrei-me de um outro de quem já uma vez aqui perguntei se, com aquela pinta, era escritor, galã ou actor de filme porno. Nunca ninguém fez a caridade de me esclarecer.

Bruno Vieira Amaral. Nascido em 1978. Um descaradão de primeira, deve ser o que ele é.


Como sou dada a ligar bastante à aparência das pessoas, nunca me deu para o levar como escritor a sério pois olho para ele e acho que há ali um tal pedaço de mau caminho que não sei se lhe sobrará mérito para a escrita. Preconceito meu. Parece que ainda não percebi que, para escrever bem, não tem que estar morto ou ser gordo badocha, pálido, óculos de dar dó, velho ou invisível.


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E depois há o terceiro. Não é aquele da história que eu gosto de lembrar, o que chegou como quem chega do nada, o da história da Teresinha. Este é outro.

Afonso Cruz. Nascido em 1971. 


Não tem ar de ser tão mau rapaz como os anteriores mas, ainda assim, quando despir aquele seu ar de bem comportadinho, capaz de poder ombrear em maladrangem com os anteriores. Digo eu. Mas não muito certa disso. Capaz de não ser rapaz para uma viagem ao fim da noite como os outros. Mas, seja como for, de aspecto, nada mal.


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Não sei se, para o futuro, ficará como uma geração de ouro a nível da escrita mas como a geração dos escritores bem-apessoados, disso não duvidem. Acreditem que sim. E podem ir por mim à confiança -- eu, homens bonitos, inteligentes e com outras qualidades, é comigo. Catrapisco-os à légua.

Até acho que podíamos promover aí uma competição qualquer: este trio de um lado e, do outro, uns deputados do PCP -- e, dado o adiantado da hora, limito-me a uma amostra de dois.

João Ferreira. Nascido em 1978. Feito para ninguém lhe botar defeito.



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Miguel Tiago. Nascido em 1979. Ar ciganão, sarrafeirão. Telúrico.



Aposto nele e no colega de cima para fazerem frente ao naipe de escritores. Não desmereceriam --- não desfazendo de quem está aí desse lado, a ler-me, claro.

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E, se um dia tiver que contratar um guarda-costas, já sei que não vou ter a vida facilitada: vai ter que ser na base das entrevistas e de um assessment a sério entre estes cinco. Com qualquer deles, cá para mim, não ia ficar mal servida. Capazes de darem um valente chega-para-lá em qualquer meliante que viesse importunar-me. Os de cima teriam a vantagem de ser de boa palavra, prosa musculada, certamente engajada e transbordante de virilidade, enquanto os de baixo seriam, do que lhes conheço, de boa retórica, combativos, homens de bem, quiçá uns puros (no pun intended about Havana). Em comum, se repararem, uma boca bem desenhada e bem preenchida. Dizem que é sinónimo de sensualidade em dose bem medida e eu acredito nisso. Mas, claro, para guarda-costas esse seria atributo menos relevante.

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Não me ficará bem prestar tanta atenção à forma e não tanto ao conteúdo mas faz de conta que é do adiantado da hora. E, de resto, quem disse que a forma, nestes casos, não é tão ou mais relevante que o conteúdo?

E pronto. Mais não digo para não ferir a susceptibilidade dos amigos do Panteão, dos praticantes das novenas das oito, dos seguidores da santinha da ladeira, dos descendentes ideológicos dos pastorinhos ou do camarada Lenine ou, ainda, de outros entes bem intencionados.

E era, hoje, para ter rematado à baliza na história das wild roses mas, depois da extraordinária Biblioteca chinesa que, lamentavelmente, me fica um bocado fora de portas e depois desta divagação vadia about uns jeitosos a quem resolvi dedicar uma dose de assédio remoto et pour cause platónico, já não tenho cabeça para mais sofrimentos. Fica para amanhã.

Obrigada pela vossa atenção.

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quarta-feira, dezembro 10, 2014

Ricardo e Zé Maria, os primos Espíritos, foram lavar roupa suja junto das lavadeiras da Assembleia da República. E eu volto a confessar as minhas dúvidas: mas a quem aproveita isto?


O tema, é bom de ver, é a Comissão de Inquérito relativa à queda do império Espírito Santo. Ouvi uns bocados no carro, vi há bocado na televisão e, deve ser porque sou muito destituída, não percebo o que é aquilo, ou seja, para que serve. Será só para dar canal? Para deixar papagaios e comentadores à beira de um frissonzinho agudo, tal a emoção? Para despertar o grande moralista que existe dentro do Ricardo Costa, que o Salgado nem um assomo de arrependimento e tal


Para que é aquilo tudo, alguém me diz?

Ali estão aquelas almas, horas a fio, a Cecília Meireles vestida de preceptora inglesa, golinha alta de rendinhas com fitinha preta, ar de mazona, a interrogar, Mas não sabia? Mas como é que achou que não se ia saber e mais não sei o quê? 

Ou o gato do PCP, aquele Miguel Tiago, um charminho (mas que tem cuidado para não se deixar engordar senão vira um bolachudo), que não, não quer ser banqueiro, que não, não está com pena dos grandes investidores e, senhor presidente, se arranjar cópia da carta para o nosso espólio, seria bom.

E a mana Mortágua, sempre fria e eficaz, mas era importante saber a data para perceber se o banco de Portugal já sabia ou, insensível, fulminante: pode refazer outra vez o balanço? e o primo Ricciardi, de novo menino da escola, com medo de levar umas palmatoadas da instrutora Mortágua, ali, de cabeça, ora o activo era tanto e o resultado era tanto e, portanto, tralala tralala e ela ali de tocaia, seca, impassível, à espera que ele se espalhe.

E o primo Ricardo, qual dono disto tudo, qual carapuça, e sempre num tom todo frio, mordaz, que o primo Zé Maria algumas contrapartidas deve ter tido para se andar a chibar tanto lá para o Banco de Portugal - e o primo Zé Maria, ofendido com o Ricardinho, que infâmia primo!


E os deputados interrogam e, em segunda fila, umas senhoras tomam nota e não faço ideia de quem sejam. Serão jornalistas? Estenógrafas? Simples cuscas que se plantaram ali?

E, depois disto tudo, o que é que se conclui? Que o primo Ricardo era um implacável banqueiro que um dia perdeu o pé? Que o primo Zé Maria é um bacano que não podia fazer mais porque não sabia o que lá se passava? Que o inerte Carlos Costa não verbaliza o que lhe vai na alma, tem medo de pôr o pé em ramo verde e por isso pede opiniões, pede explicações e deixa que o céu lhe caia em cima para depois concluir que olha, caíu? Que o Pedro é um casca grossa, devolveu a carta e disse que se estava nas tintas para o BES, o GES e o escambau?


So what?

Sabe-se isso tudo e depois faz-se o quê com essa informação? Um relatório? E depois do relatório estar feito, acontece o quê? Directinhos para a preventiva, os dois primos na mesma cela? Ou apenas orelhas de burro e de castigo, virados para a parede, com a Meireles a dar-lhes açoites e a Mortágua a comandar?

Nada.

Ora abóbora, que inutilidade.



A mim aquilo parece-me um reality show e, reality show por reality show, acho mais piada à Casa dos Segredos onde a Cristiana confessa que foi para a cama com dezenas de jogadores de futebol porque acha que tem pinta de mulher de jogador de futebol.

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Vídeo de um dos que deve ter sido um momento alto da Casa dos Segredos: 

Odin despe Cristiana com os Dentes na Secret Story 5




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A ver se para a próxima arranjam números destes na Comissão de Inquérito: a Meireles a arrancar a verdade toda aos primos Espíriros, Ricky e Zé Maria. Mas com os dentes.

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quarta-feira, setembro 25, 2013

Será que nas autárquicas não há nenhum impresso onde a gente possa escolher o partido dos homens mais bonitos? Acho que devia haver... Ganhava o PCP de caras. O PCP é um viveiro de giraços, uma coisa que só vista. Mostro alguns destes jovens comunistas. Só alguns... que há outros de que não faço publicidade a bem da felicidade conjugal das mulheres com quem são casados.


Avante Camaradas! 
Mas, se não se importam, para já só os bonitos.




Haverá gente maldosa que, ao pensar nos homens do PCP, é capaz de pensar logo naqueles que aparecem às vezes quando a gente vê as imagens do comité central, magrinhos, com farta cabeleira, óculos de massa com lentes de fundo de garrafa, ar agoniado. Mas eu gosto de pensar positivo e, por isso, fecho os olhos a esses clássicos e foco-me no que interessa.

Pelos vistos, o critério de selecção pela beleza na admissão no Partido do Colectivo já vem de há muito pois, para falar no mais conhecido, o Álvaro Cunhal era de uma beleza imperial. O João Amaral também tinha muita pinta, era giro, tinha um ar distinto, tinha classe. E, se me puser a puxar pela cabeça, sou capaz de me lembrar de outros. O Jerónimo também tem carisma, umas feições esculpidas na pedra, fortes. Não admira que as mulheres se pelem por lhe saltar para os braços.

Mas agora vou cingir-me apenas aos promissores jovens do PCP - e digo promissores porque a beleza masculina apura com o tempo. 

Tenho reparado que há uns quantos que têm muito que se lhe diga e faço questão de aqui os lançar. Acho até que não apenas deveria haver um impresso onde a gente, nas eleições, pudesse escolher o partido dos homens mais bonitos como, depois, devia poder votar no Mister Político Giraço. Já vos digo em quem é que eu votaria.

Agora vou mostrar os que eu punha na short list para ir a votos. Vejam se não tenho razão. Claro está que há aqui três a quem eu dava um jeitinho, precisavam de um ligeiro restyling, coisa pouca mas que os beneficiaria. Mas não interessa, mesmo sem isso a matéria prima está lá.



Bruno Dias, o jovem do Borda d'Água
(que pôs o saudoso Álvaro dos Pastéis a rir a bom rir.)
Tem um ar bem comportadinho
e a ele eu despenteava um bocado.
Aqui está com uma vestimenta casual
mas habitualmente está formal como compete a um deputado
(mas está excessivamente formal, não era preciso tanto).

É licenciado em Ciências da Comunicação e nasceu em 1976


João Oliveira
Confundia-o com o seguinte até que percebi que afinal são dois.
Nesta fotografia está muito bem mas nem sempre está tão arranjadinho.
Ganhava bastante se pusesse lentes de contacto pois tem uns olhos muito bonitos,
se tirasse a barba ou deixasse apenas uma perazita,
se desse um jeito no cabelo
e se deixasse de usar camisolas de malha de decote redondo.

Tem umas feições muito bonitas.
É advogado e nasceu em 1979



Miguel Tiago,  e se não é aciganado parece - o que só lhe dá um ar mais atraente
Tem punch e é todo ele fisicalidade.

Gosto de o ver assim vestido, fica com muita pinta
e estaria muito bem numa manif, num bar, a passear.
Mas na Assembleia da República...?
Será que ele poderia fazer-nos o favor de se vestir capazmente quando está de deputado...?
 (Pode não levar gravata que isso eu deixo).
E, já agora, podia serenar um pouco, talvez ficasse ainda mais giro

É geólogo e nasceu em 1979


João Ferreira

Não o conhecia mas, agora que conheci, entra directinho para o pódio
Numas fotografias parece um Ayatollah o que só abona a favor dele,
noutras parece o Marlboro Man o que também não é mau de todo

A este só faço uma recomendação: que não mexa em nada, está muito bem como está.

É biólogo e nasceu em 1979



E, agora que os viram, está na hora de votar.

E o meu voto vai para... este mesmo! 

João Ferreira! 


Giro todos os dias. Se ele fosse a votos para Primeiro Ministro já tinha ganho, acho que não havia uma única mulher que não votasse nele.



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Podia também fazer uma selecção feminina e aí acho que a esquerda também ganhava mas parece-me que teríamos que fazer uma coligação com o BE que, desde sempre, também as escolheu a dedo...

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A música hoje é de estadão: A Internacional Comunista, gravação de 1921