Por tudo.
Só tenho uma coisa a apontar: a nível de dicção, sai do Governo como entrou, péssimo.Pela inteligência, pela cultura, pela decência, pela boa educação, pelo bom feitio, pela capacidade de perceber e de fazer, pela dignidade, e, até, pelo sentido de humor.
Come sílabas que é um ver se te avias...
Tirando isso, não consigo ter a pachorra que ele tem para aceitar com boa cara a perseguição que lhe fizeram, a começar pela direita, pelo ministério público, pela comunicação social e a acabar na presidência da república. A forma como tudo foi conduzido até Marcelo conseguir o que sempre demonstrou querer, a dissolução da Assembleia da República e o impedimento da governação socialista, parece-me não apenas grave como soez.
Mas António Costa está num patamar superior àquele em que eu estou. António Costa tem poder de encaixe, tem uma argúcia e uma calma que fazem do seu savoir faire uma mais valia que espero bem que, em breve, seja posta ao serviço dos outros, seja aqui seja onde for. António Costa é um nome grande da política nacional (e aqui a política deve ser entendida na sua mais nobre acepção).
Portanto, temos sorte em ter democratas deste calibre no nosso país e espero que mesmo os estúpidos que se entretiveram a dizer mal dele nos últimos tempos, se arrependam e compreendam o erro que cometeram.
Pela parte que me toca: muito obrigada, António Costa.
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PS: A quem não viu a entrevista a Ferro Rodrigues na RTP 2 sugiro que ponham a box a andar para trás pois foi extraordinária.
Magnífica intervenção. Imperdível. Mais vozes assim se manifestassem e outro galo cantaria. Salve Ferro Rodrigues.
