E portanto, desvendado o mistério, sigo para a próxima. E não vou molestar as minhas ricas mãos com os mal-afamados submarinos ou com os Pandur do Paulo Portas; nem com as trapalhadas do desavergonhado abre-portas Coelho. Por um lado é fim-de-semana, preciso de desanuviar a minha pobre e fraca cabecita e, por outro, nada disso me espanta. É dar tempo ao tempo que a verdade haverá por vir acima. Mesmo para quem consegue passar, anos a fio, por entre os pingos da chuva, haverá um dia em que a tempestade não o poupará -- é dos livros. E, se estão recordados do que vos contei um dia sobre uma viagem que fiz com um jornalista no activo e outro já fora do métier mas ainda com fortes ligações ao milieu, terão ainda presente o que eles disseram: mal estejam afastados do poder, as coisas começarão a aparecer. Inevitável.
Portanto, hoje afasto-me do assunto e, estando numa de peace and love, fico-me, antes, pelo amor verdadeiro. E, assim sendo, transcrevo do Bored Panda, em tradução livre:
O Sr e a Srª Kuroki tinham uma vida feliz no Japão rural, com os seus dois filhos. Viviam numa quinta desde 1956. Até que, na sequência da diabetes de que sofria, a Sra Kuroki, subitamente, ficou cega. Triste, deprimida, refugiou-se dentro de casa.
O marido tentou animá-la mas sem sucesso até que teve uma ideia maravilhosa: decidiu plantar, na sua quinta, um jardim imenso para que ela tivesse vontade de sair e sentir o perfume das flores. Dois anos mais tarde e muitos milhares de flores depois, a quinta atrai imensas pessoas que querem testemunhar a expressão florida deste amor real. A senhora agora gosta de estar cá fora, no seu amoroso jardim, e sorri, feliz.
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No outro dia, na barragem do Alqueva, vi umas letras metálicas na varanda sobre o rio. As letras diziam isto:
On a clear day you can see forever
E penso que é qualquer coisa assim que a Senhora Kuroki deve sentir quando cheira o perfume suave das flores cor-de-rosa que o marido plantou para ela, quando sente o calor do sol no seu rosto e o braço do Sr. Kuroki sobre os seus ombros: que pode ver para sempre.
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E, caso queiram mergulhar no amor às palavras, nomeadamente, ao Primo Basílio e ao Amor, I love you, desçam um pouco mais, por favor.
No post a seguir eu mostro as fotografias que trouxe dos lagos de Alqueva para oferecer à Leitora Rosa Pinto. Mas, ao colocá-las aqui, pensei que ela, que conhece a vastidão e beleza do lugar, é capaz de ver o passo lento dos animais, a dança leve da folhagem das árvores, e recordar o cheiro e ouvir os sons que eu não soube guardar dentro das fotografias. Mas, quem não conheça, vai ficar a pensar que o Alentejo é um postal ilustrado e que não há flores cheirosas, ou que os pássaros escondidos não cantam ou que, estando a gente a espreitar os horizontes, o vento não vai pegar no nosso cabelo.
E fiquei a pensar que não sou uma boa fotógrafa. Voltei a ir espreitar as minhas fotografias. Fui à procura do que não se vê.
E encontrei o pequeno cogumelo, quase invisível, que o meu marido me mostrou: fotografei-o, frágil, elegante, entre ervas rasas e coloridas. Mas o que eu quis fotografar foi que não tinha visto uma coisa tão bela. E que isto acontece a toda a hora: coisas tão sublimes e perfeitas e a gente não as vê. Andamos à procura não se sabe de quê e não reparamos no que está junto aos nossos pés, pronto para encher o nosso coração de alegria e cor.
E depois fui buscar as pedras que estão à beira de água e que eu, de longe, não percebia bem o que era porque, ao lado, estava a ver outras pequenas manchas sobre o verde e não sabia se era a mesma coisa. Foquei, aproximei-me, e vi: eram mesmo pequenas rochas brancas pastando junto à água.
E as ovelhas gordas e as cabritas também pastando, as rochas e as ovelhas pacificamente pontuando a branco a paisagem, e eu pensei que devia levar as ovelhas a pastar para o pé das pedras, para as pedras ensinarem às ovelhas que é bom passear à beira de água ou, então, dizer às ovelhas que chamassem as pedras para se aconchegarem umas junto às outras nos dias de frio ou se abrigarem nas tardes de inclemente soalheira. E foi isso que eu quis fotografar. Mas não foi só isso. É que pensei que a gente dá mais valor aos animais que às pedras mas os animais são perecíveis, dependentes da vontade de outros e as pedras não, aprenderam a ser intemporais, seres independentes e imperecíveis. E foi também esse pensamento que eu quis fotografar.
E depois baixei-me para sentir as flores amarelas, perfumadas, frescas, e vi uma torre entre a folhagem platinada da azinheira e o céu por trás, posto ali para que o fundo fosse azul e a harmonia mais perfeita. E os pássaros cantavam e eu não os vi porque eles sabem que não precisam de se mostrar, estão bem assim, cantando felizes no seu anonimato. E então eu fotografei o canto de pássaros que não via, e o perfume das flores que douravam o chão, e a terra macia debaixo dos meus pés. E pensei que há recantos onde a paz é absoluta e foi esse absolutismo que eu quis fotografar.
E no meio do campo vi uma rocha quase igual a uma que havia junto à casa da minha avó e onde eu me montava atrás do Tó, um menino um ano mais velho que eu e que me levava a andar de mota como eu gostava que os meus tios me levassem, o vento a dar nos meus cabelos, as curvas quase a fazerem-me voar, e eu abraçada às costas dele para não me perder na viagem. E então fotografei a rocha mas não foi a rocha que eu fotografei, foi a memória da minha infância e os sonhos que eu partilhava com o meu pequeno amigo que se fez grande e que um dia, bem mais tarde, no enterro da minha avó, confundi com o pai dele.
E vi uma árvore que deitava água e que parecia uma fonte e as gotas caíam leves sobre a água do pequeno lago e eu fiquei ali a olhar e a perceber como é que uma árvore era uma fonte e espreitei e fiquei a ouvir a subtil música das gotas de água e foi isso que eu fotografei, o som das gotas que caíam da árvore que parece uma fonte encostada a um muro, ao pé de um castelo de onde se via um vasto horizonte a toda a volta. E as gotas quase não se ouviam e eu quis guardá-las dentro da fotografia, como se a fotografia pudesse ser quase uma caixinha de música e eu a menina que depois se ia sentar a olhar a árvore de onde se soltam notas de música, líquidas e cantantes como gotas de transparência e luz.
E fiquei a pensar que é o que incompreendo que mais me seduz e que sou assim em tudo. Até com as pessoas, e mesmo com as que me incompreendem a mim e me censuram porque não sou igual a elas, mesmo a essas eu quero compreender.
E o que eu fico feliz, como se andasse montada na garupa de uma mota inventada, com o calor que vem do corpo de quem me traz palavras ao espelho e que me sorri de longe e que eu sei que sorri porque as palavras me chegam envoltas em sorrisos transparentes como asas...
E penso que um dia hei-de aprender a fotografar as asas e os sorrisos das palavras. E depois, nesse dia, hei-de vir aqui, a promessa está feita, e ofereço-vos as minhas fotografias de verdade, com voos e afectos lá dentro.
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E fui à procura de um poema de Manoel de Barros cujas palavras eu bebo e encontrei este, que diz aquilo que eu queria ter dito:
O fotógrafodito por Eduardo Tornaghi
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E apeteceu-me ouvir outra vez:
Manoel de Barros - O Livro das Ignoranças, Mundo Pequeno e Autorretrato
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E muito gostaria que descessem um pouco mais para verem como eu vi os lagos do Alqueva.
A Leitora Rosa Pinto, que eu muito prezo, ontem escreveu num comentário: "Já que gosta de fotografar... umas fotos dos lagos do alqueva...coisa maravilhosa."
E eu, que sou bem mandada, cá estou a ver se as fotos fazem jus à beleza daqueles lugares.
O tempo esteve incerto, ora levemente toldado ora levemente ensolarado. Acho que as fotografias se ressentem com a incerteza da luz, parece que a refracção entorpece. De qualquer forma, aqui estão algumas das que fiz.
Este Alentejo após Alqueva é outro, ainda mais belo que antes, todo ele subtilezas, as terras a moldarem-se ao frescor das águas. E o rio tem requebros de ancas, todo ele curvas, as ilhas despontando da superfície azul como seios atrevidos, e as terras estão verdes, floridas, e há muitos pássaros, muitos cantos, especialmente ao entardecer. E depois há as lonjuras, as suaves elevações estendendo-se até onde a vista alcança, o horizonte sempre mais além, uma extensão desenhada entre águas, margens, lagos, árvores aqui e ali, silêncios, uma paz muito doce.
E há o que não posso trazer aqui: os perfumes, o perfume das ervas viçosas, das flores amarelas ou brancas, cheirosas, o cheiro limpo do campo banhado por águas azuis.
Também não consigo trazer aqui a aragem fria que sopra junto às muralhas dos castelos ou a aragem suave junto às margens dos lagos, ou o voo das andorinhas até aos ninhos de barro nos beirais, ou a tranquilidade das cegonhas no alto das torres, ou a beleza altiva de um cavalo branco que caminha sem pressa pelo monte abaixo.
Mas trago o que posso. Espero, Rosa, que goste. E espero, meus outros Leitores, que sintam vontade de ir ver aquilo que eu não consegui captar.
Mas vamos, uma vez mais, ao som da Gota de Água (uma música tradicional alentejana), num arranjo e interpretação que me encantam
Coros pelo Rancho de Cantares de Aldeia Nova de S.Bento;
Ronda dos Quatro Caminhos;
Orquestra Sinfónica de Cordoba
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E, à noite, num pátio, olhar as estrelas e ficar em sossego, respirando o ar puro, sentindo o tempo a fluir devagar, devagar, muito devagar.
De um de teus pátios ter olhado
as antigas estrelas,
do banco da sombra ter olhado
essas luzes dispersas
que a minha ignorância não aprendeu a nomear
nem a ordenar em constelações,
ter sentido o círculo da água
na secreta cisterna,
o odor do jasmim, da madressilva,
o silêncio do pássaro adormecido,
o arco do saguão, a humidade
- essas coisas, acaso, são o poema.
['O sul' de Jorge Luis Borges]
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Volto aqui para trazer para a linha da frente o poema de Florbela Espanca que Rosa Pinto deixou abaixo, em comentário, aproveitando para vos mostrar uma das árvores que fotografei:
Árvores do Alentejo
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte A planície é um brasido... e, torturadas, As árvores sangrentas, revoltadas, Gritam a Deus a benção duma fonte! E quando, manhã alta, o sol posponte A oiro a giesta, a arder, pelas estradas, Esfíngicas, recortam desgrenhadas Os trágicos perfis no horizonte! Árvores! Corações, almas que choram, Almas iguais à minha, almas que imploram Em vão remédio para tanta mágoa! Árvores! Não choreis! Olhai e vede: - Também ando a gritar, morta de sede, Pedindo a Deus a minha gota de água!
Florbela Espanca
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda-feira.
Não falo hoje do Orçamento para 2016, da TAP, da TIA ou do Láparo que tão saudoso anda da TINA. Estou noutra. Há bocado ouvia chover e ventar com fragor, as janelas batiam e eu, aqui no bem bom, enquanto transcrevia parte da entrevista a Mario Vargas Llosa e à sua bela noiva Isabel, ouvia com gosto a manifestação da força da natureza.
Depois, quando já tinha passado as fotografias para o computador e me preparava para começar a dar conta das minhas presentes incursões, vi que tinha recebido um honroso e muito tentador convite, que desde já agradeço. Ainda aqui estou a digeri-lo e a pensar que, se alinhar, por um lado vou conhecer os ilustres tertulianos, nomeadamente um ou outro com quem já tive umas desconversas jeitosas mas, por outro, irei deixar cair o meu tão precioso anonimato. Tenho eu andado para aqui a vender refrescos -- que sou uma executiva avozinha que desfila deixando atrás de si um rasto a Chanel Nº5, uma maluca por livros e outras frescuras (e que só por acaso é que não vai à bola com o Rei das Cagarras ou com o Láparo das Farófias) -- e ia aparecer perante tão ilustres filósofos, politólogos, navegantes, beirões, transmontanos, doutores e sei lá que mais, toda euzinha, sem nada de interessante, incapaz de manter conversa profunda perante tanta erudição. Ainda desatam uns a falar em norueguês, outros em grego, a citar nomes de autores de que nunca ouvi falar e a dizer de cor parágrafos inteiros, logo ao pé de mim que tenho uma memória de galinha... Ainda me arriscava a ouvir algum dos mais destravados a perguntar-me porque é que, para a coisa ser mais coerente, não me tinha apresentado vanessamente com uma nail de cada cor, em vez de ter ousado comparecer num lugar destinado a gente de outra craveira. Pois, não sei. Vou ter que pensar bem.
Adiante, que tenho mais de dois meses para pensar no assunto (e para fazer uma plástica e para me cultivar).
De dia, por aqui, não choveu. Mas esteve frio. Uma vez mais tive que vestir roupa sobre roupa porque, quando vim, não achei que estivesse tempo para a vetusta samarra que lá tenho guardada para as verdadeiras intempéries.
A paisagem por aqui é tranquila. Os campos estão verdes, o rio vai cheio, e os montes despontam por entre as águas. O Alqueva traz a estas terras ainda mais beleza.
O Alentejo é sempre muito bonito. E não é só este rio, que mais parece um mar largo, nem são apenas as suas planícies, o gado que pasta pelas planícies, as árvores, as silenciosas lonjuras. São também as cidades, as vilas e aldeias. São terras sempre tratadas com mimo, limpas, arranjadas. Hoje uma senhora lavava a porta da casa que dava para a rua e, portanto, na prática, estava a lavar a rua. Há vasos na calçada, ninguém os tira ou estraga. Estão tratados com desvelo. A rua parece o prolongamento das casas.
Admiro-me sempre por ver tão pouca gente na rua. Contudo, em alguns passeios vi grandes grupos de homens. Reparei que era geralmente em frente a cafés, tabernas ou tascas. Lá dentro também só homens. Estão na rua a conversar uns com os outros, a ver quem passa. Não vi uma única mulher nesses grupos. E nessas tascas também não vi uma única mulher. Ao contrário das pastelarias em Lisboa ou arredores em que a freguesia é maioritariamente feminina ou que, nas ruas, quase se vêem mais mulheres que homens, aqui parece que as mulheres não usam o seu tempo livre para confraternizar em público.
Em Moura não apenas as casas parecem quase todas pintadas de fresco, como há várias casas cobertas de azulejos e várias muito bonitas, com apontamentos decorativos ou arquitectónicos que apetece fotografar. Por fora as casas têm um ar requintado e, por dentro, imagino-as também assim e luminosas, sóbrias, bem arranjadas.
Como sempre, ando por aqui feita turista acidental, nariz no ar, a espreitar céus e telhados, torres e passarada escondida nas árvores que, ao fim do dia, isto foi um chilreio digno de um grupo coral. Mais: parece que só vejo bem se vir através da lente. Andei a fotografar portas, janelas, varandas. Vejo, por todo o lado, pormenores que me encantam como esta porta aqui abaixo debruada com enfeites de pedra trabalhada.
Ou esta, aqui abaixo, de madeira, tão bonita, nesta casa também tão bonita.
Ou esta outra, cuja perspectiva ficou toda enviesada (as ruas são estreitinhas, não dá para apanhar de longe -- ou, então, é nabice minha). Vasinhos à porta, vasinhos pendurados, azulejos, a harmonia do branco, amarelo e azulejos: tudo tão bonito. Deve ter, lá dentro, tijoleira e soalho, móveis de madeira antiga. Se calhar, cheira a cera.
E vi uma livraria que me comoveu. Já estava fechada quando lá passei, senão ter-me-ia deliciado lá dentro. Há quanto tempo não via uma livraria assim. Habituada que ando a Fnacs, Bertrands e outros grandes espaços cheios de estantes, escaparates e mostruários com livros a metro, ver uma pequena livraria à beira da rua, com montra, deixou-me encantada. E o puxador da porta, que forma um coração, que graça. Se calhar sou eu que sou uma deslumbrada, tudo me deixa assim, nestes encantamentos, mas acho isto tão genuíno, tão bonito. Viver aqui deve ser tão bom, deve haver uma tal qualidade de vida. Não há trânsito, não há barulho, e é isto que aqui vêem, tudo limpinho, tudo arranjado com carinho.
Depois desatou a tocar o sino. Acho que era uma gravação, uma coisa exagerada, como se fossem vários sinos ao mesmo tempo, sem grande harmonia. Estava perto e dirigi-me para lá. Mas, como eu, muita gente. Era o chamamento para a missa. Admirei-me por, do nada, aparecer tanta gente. A igreja ficou cheia, uma igreja muito simples, austera, bonita. As fotografias que fiz lá dentro não ficaram boas, não me senti muito à vontade em andar ali a fotografar quando as pessoas se estavam a preparar para assistir à missa.
De qualquer forma, ainda me aventurei a fotografar os altares.
Para terminar, uma palavra para a simpatia das pessoas com quem falámos. Quando chegámos a Moura, certos de que, numa terra pequena, daríamos com o hotel logo às primeiras, não nos informámos sobre a sua localização. E a verdade é que demos com um e, convencidos que só havia um, a ele nos dirigimos. Mas afinal havia outro. Metemo-nos, de novo, no carro e, preguiçosos, também não nos deu para usar o gps. Por isso, encostámos o carro e informámo-nos junto de uma jovem mulher que passava com uma criança pequena pela mão. Ela explicou-nos num belo sotaque alentejano e, no fim, quando lhe agradecemos, respondeu-nos, resplandecendo um belo sorriso: 'Nada, ora essa. Obrigada nós!'. Ficámos espantados pela resposta 'obrigadanós'. Nós? Será que nos estava a agradecer por estarmos a visitar Moura? Não sei. Mas a verdade é que todas as pessoas com quem temos falado têm sido assim, de uma simpatia tocante.
Gosto cada vez mais do meu País.
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E agora permitam ainda que relembre: sobre a paixão que vive o nobelizado Mario Vargas Llosa pela porcelanosa Preysler falo no post abaixo. Falo eu não, falam eles, todos enamorados, mão na mão.