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sábado, fevereiro 14, 2026

Até tu Passos Coelho...?
-- Uma vez mais, a palavra ao meu marido --

 

Estou muito satisfeito. Então não é que o guru, o mais querido, o mais que tudo, o ausente sempre presente da direita e respetivos arredores tem ideias semelhantes às minhas a respeito do PM e do governo (a saber, aquela malta não vale nada)? Como é que os queridos leitores que me criticam, assídua e repetidamente, por eu achar que o PM e o governo são umas grandíssimas nódoas vão ter argumentos para me chamar "fanático socialista" se até o Passos confirma as minhas teses...? Que chatice, não é rapazes e raparigas, que chatice o Passos, em vez de se manter calado em Massamá, de vez em quando vir dizer umas verdades... Eu sei que gostam dele, mas seria melhor que ele vos poupasse a estas inconveniências, certo? 

Ontem o Luís, em mais um acto de pura propaganda, veio lançar um PRR português. A coisa deve ter sido bem pensada... Provavelmente reuniram-se à noite em casa do "Lentão" e, no meio de uma suecada (sim, que esta malta é plebeia, não joga bridge), o dono da casa pediu a cada um dos convivas para escrever num papel dez temas para o pessoal ver que andam a trabalhar como o caraças. Não é que um dos mais espertos (terá sido o secretário do Desporto que nunca ninguém viu) se lembrou de um PRR português... Anuncia-se já, disse o Luís~, eufórico. Dito e feito, na primeira visita depois da suecada anunciou o dito PTRR (T de Tuga, claro).  

Estudar, planear, definir objetivos, discutir as várias vertentes, falar com os diferentes setores da sociedade...? Nem pensar, nem sabem o que isso é! Para que é que haverão de se chatear com essas ninharias? Aliás, pensar devidamente as coisas é uma chatice. O que interessa é anunciar coisas genéricas para manchete de jornal. Se há condições para concretizar as medidas e executar o programa fica para segundas núpcias. Como cantaria o Chico "anunciar é preciso, cumprir não é preciso". 

Uma medida que também deve ter sido "bem pensada" é a simplificação dos processos de reconstrução. Com a capacidade que a malta tem para desenrascar e não cumprir a legislação, o mais provável é que, em vez de se reconstruir com qualidade e respeitando critérios adequadas às mudanças resultantes das alterações climáticas, se faça o contrário e, na próxima catástrofe, as coisas sejam ainda piores. O PM e os ministros são incompetentes e anunciam medidas avulsas, mal fundamentadas e difíceis de concretizar. É mais uma prova que não deve ir para o governo quem é melhor tribuno, quem se borrifa para a ética e quem não tem capacidade para governar. O governo que temos reúne todas estas menos valias.

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Nota 1: ouvi nas notícias que o Exército já colocou no Mondego 5.120 sacos de areia. Informação relevante pela precisão. Seria muito relevante que também informassem quantos Sargentos ou outros militares andaram a contar os sacos de areia e, já agora, que fossem ainda mais precisos, concretizando se escreveram as quantidades num papel (maior possibilidade de erro) ou utilizaram suportes informáticos para coligir a informação. Será que o Exército já foi contaminado pela argúcia do ministro da Defesa? E os jornalistas acham relevante dar este tipo de detalhe? Vamos longe, vamos....

Nota 2: A ministra Graça mandou demitir o enfermeiro que tinha sido nomeado para gerir a Estrutura de Missão das Energias Renováveis. Parece que a senhora não fazia ideia dessa nomeação. A coisa anda, pois, em roda livre. Claro que também não se sabe que Estrutura de Missão é essa quando há, com tutela sobre o assunto, Secretarias de Estado, Direcções-Gerais e Institutos diversos. A reforma do Estado engatou a marcha-atrás, pelos vistos. Mas, pergunto eu, que mal fazia ter um enfermeiro a tomar conta das energias renováveis quando também tivemos uma Lulu, la petite, como MAI?

sábado, janeiro 31, 2026

Dou razão à Mariana da IL. O Governo ainda não percebeu que o tempo para estágios já acabou há muito.
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

A passagem de um "comboio" de ministros pelas regiões mais afetadas pelas depressões e as declarações que fizeram mostraram mais uma vez que não estão à altura das circunstâncias. São incompetentes, não dizem uma que jeito tenha e são absolutamente incapazes de tomar decisões atempadas e acertadas. 

Ouvir a MAI dizer que é altura de "fazer uma reflexão" e que "é tempo de aprendizagem" é tão ridículo como triste. 

Quem escolheu esta senhora para ministra da Administração Interna tem um jeito 'enorme" para escolher equipas, certo Luís? 

Senhora ministra, saiba que é altura de decidir e agir -- coisas que nem a senhora nem a maioria (senão, todos) os membros do governo têm ideia do que seja. Se quer refletir, vá tirar um curso de filosofia ou entre para as carmelitas descalças. Para ministra é que não serve! 

Mais ridículo ainda, se tal é possível, do que a ministra foi o "Lentão" Amaro. Era difícil mas o "Lentão" conseguiu. Não só as declarações que fez, como por exemplo, sobre a ausência da ministra da Saúde atentam contra a sanidade mental dos portugueses como a ideia de fazer um vídeo a roer as unhas é de um ridículo, provavelmente, nunca ultrapassado na política portuguesa. É até insultuoso para os portugueses.

Já agora também é um bocado ridículo, sempre que aparecem vários ministros, aparecer a ministra da cultura que também aparece sempre a rir-se atrás do Luís sem se perceber porquê ou de quê. Nesta visita, a cultura estava representada porque não tinham mais ninguém para mandar? Ou a cultura fazia parte da comitiva porque a comunicação do governo acha que a ministra fica bem na televisão? 

A malta da comunicação do governo deve ter ficado um bocado chateada, primeiro porque devem ter proibido a ministra da Administração Interna de falar e ela desobedeceu e falou. Claro que saiu asneira da grossa. Em segundo lugar  tiveram aquela ideia peregrina do vídeo do "Lentão" e o povoléu, ingrato, não achou piada. Só atrasados mentais achariam oportuno fazer um vídeo daqueles. Saiu-lhes o tiro pela culatra. 

É provavelmente a primeira vez que concordo com a Mariana Leitão, a maioria dos ministros do governo são estagiários. E vão chumbar nos estágios. Hoje, como sempre, o País precisa no governo de gente conhecedora, experiente e com capacidade de decisão. Manifestamente não é o caso dos ministros que temos atualmente! Como é possível que sabendo antecipadamente da chegada das depressões o governo não tenha tomado uma única medida antecipadamente e, posteriormente, tenha ficado paralisado? 

Não servem!

sexta-feira, outubro 25, 2024

Os spins da equipa do Mentenegro não deixam a Mini-strinha da Administração Interna abrir a boca porque toda a gente sabe que ela não sabe falar.
Mas, pergunto eu, acham que o Leitão Amaro sabe...? Acham mesmo que ele sabe falar...?
Pergunto porque não consigo perceber.

 

O Lentão, como o Ricardo Araújo Pereira lhe chama, não é capaz de dizer uma frase completa. Nem completa nem correcta. Perde-se em sinónimos como se estivesse a fazer um esforço para ser preciso, mas o tempo verbal nunca condiz, e, se o sujeito é singular, o verbo aparece no plural, se o sujeito é masculino, o adjectivo é feminino, e isto já para não falar, na interrupção ou na mudança de agulha a meio da frase, fazendo com que não haja um raciocínio que saia alinhado ou que faça sentido. Para parecer que vão fazer muitas coisas, vai dizendo sinónimos da coisa, tudo devagar, desprovido de substância. Vamos fazer, pôr em prática, lançar, pôr no terreno e vamos fazer tudo em todas as vertentes. 

Se lhe pedem informações concretas, Mas o quê? Pode concretizar?, aí é que a coisa se ensarilha. A gente percebe que o menino não sabe, não faz ideia. Mas disfarça, julga que somos parvos, e continua a desfiar palavras desconexas, desemparelhadas, ocas. 

O tema hoje tinha a ver, naturalmente, com os tumultos nos bairros pobres da periferia. Tema, portanto, para a pseudo-ministra Blasco. Pois bem, as televisões mostravam o Lentão, a duras custas, a tentar parir uma frase completa enquanto a cabecinha da dita, com um sorrisinho aluado, aparecia num plano abaixo, ao lado dele, como se não tivesse nada a dizer sobre o tema. 

Uma indigência.

Em situações complexas como esta que vivemos, temos abéculas destas no Governo. Caraças.