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sexta-feira, março 30, 2018

Nem sei se são couves. O que sei é que cresceram e que agora estão todas floridas.


Quem por aqui e acompanha, lembrar-se-á que o meu filho e os meninos plantaram aqui, in heaven, uma hortinha.

Pois bem, aquilo que pensei serem couves chinesas, e até já pus na sopa, estão agora todas espigadas e floridas. Umas belas florzinhas amarelas. Ora nunca vi à venda couves com flores amarelas. Por isso, estou na dúvida: serão mesmo couves? Na sopa o sabor diluiu-se no conjunto e pareceu-me que não sabia a couve; mas como supostamente eram chinesas, admiti que fosse por isso.

Ao lado estão couves normais, seguramente portuguesas (pois reconheço-as) mas estão de tamanho normal e sem darem flor. 

Amanhã, para o almoço, vou apanhar umas destas floridas e cozer a ver se sabem a couve.


terça-feira, janeiro 25, 2011

Hortas no meio do asfalto - as hortas urbanas em Lisboa

Proliferam as hortas urbanas em Lisboa
Não é da horta da fotografia que vou falar que essa até é fácil de perceber pois está num terreno baldio junto a prédios. Quero é falar das hortas que nascem nos pequenos bocados de terra que se encontram junto à 2ª Circular, ao IC19, à CRIL, sobretudo naquele novo nó que tem vários viadutos, planos inclinados, e nenhuns acessos pedestres.

Não percebi ainda como é que as pessoas para lá vão pois os carros circulam permanentemente e a velocidade considerável. Não se pode parar o carro nem há transportes públicos com paragens (como é óbvio pois são vias de circulação rápida).

Pois bem, apesar disso, quando ali passo, vejo sempre pessoas a cavar, a plantar, a mondar as ervas daninhas. Parece que estamos no campo e, afinal, estamos em pleno coração do asfalto lisboeta, na zona talvez de trânsito mais intenso.

E que belos favais, verdes, viçosos, que belas couves portuguesas, grandes, que gosto que é ver estas belas hortas. Tenho pena de não poder tirar nenhuma fotografia, que pena não poder ir lá falar com aquelas pessoas (irão a pé de muito longe, arriscando-se a atravessar as estradas no meio daquele mar de carros? Só pode...).

Imagino o orgulho que terão nas suas belas hortas! E que bela ajuda que deve ser no orçamento familiar!