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terça-feira, julho 21, 2026

O clube dos macho men da pila curta*

 

Já contei que sou tão céptica em relação às redes sociais que, quando me aparece alguma publicação especialmente estúpida, passo à frente: penso que pode ser fake, imagens manipuladas ou forjadas. Continuo a ter a ideia de que o mundo pode estar em franca degenerescência, pode estar infectado até à medula com populistas, palhaços e fantoches por todo o lado, mas, enfim, ainda há alguns limites. Ora tenho constatado que faço mal em ser tão cépica pois, na prática, o que estou a ser é ingénua.

Por exemplo, há não muito tempo eu juraria que seria impossível que o mundo estivesse nas mãos de um maluco rodeado de verbos-de-enche, de lambe-botas, de puxa-sacos. Depois, quando constatei que aconteceu, juraria que não se aguentavam muito. Aguentam-se. Portanto, mais me vale render-me às evidências.

Uma das personagens que acho de gargalhada, anedora pura e dura, é o Secretário da Defesa Pete Hegseth, intitulado da Guerra. Uma coisa inenarrável. Nitidamente é daqueles fulanos que acredita que é por ser alto e bem constituído que é mais homem. Ainda por cima, vê-se que é daqueles mentecaptos que acredita que, se em cima das suas condições genéticas, acrescentar uns músuculos trabalhados vai despertar o respeito alheio.

Parte das suas instruções aos militares tem a ver com essas parvoíces: que não podem ter barriga, que não podem  ser gordos, que não podem ter barba.

Pode ser pancada minha mas sempre tive para mim que os homens que se têm em alta conta, que têm um grande orgulho no seu físico, são tipos com fraco miolo. Por acaso, até hoje ainda não encontrei a excepção. Muito direitinhos, muito espetadinhos, músculos muito trabalhadinhos e, vai-se a ver, e são uns parvinhos que até enjoam.

Pior ainda se têm uma conversa muito sexuada. Um tipo que fala muito em testosterona, cá para mim é um parvinho que tem medo de a ter em fraca dose. Que tem medo de ou que sabe mesmo que a tem em pouca ou rala qualidade. É como os que contam muitas piadas de gays, fingindo-se de muito machos: geralmente são gays não assumidos. Ou que andam sempre com piadas sobre pénis pequenos querendo dar a entender que os deles, não, os deles são gigas: nada, coisa nenhuma, geralmente são uns pilas-de-gato.

É o caso deste Pete Hegseth: calmeirão, calmeirão, todo quitado, todo músculos, agora quer tudo o que é tropa a medir a testosterona. Não sei sequer o que pense disto, de tão absudo que é. Não sei se a seguir vai impor que levem injecções, que ponham adesivos ou que apliquem o gel milagroso ou se o próprio Donald não forma uma empresa de Pau de Cabinda convencendo os incautos magalas a abastecer-se no Trump Free Shop. E, pensando bem, o mais certo é que, em breve, da ficha de candidatura às Forças Armadas conste também o tamanho do pénis.

Imagem gerada pelo ChatGPT

Como as duas divertidas tertulianas que no vídeo que abaixo partilho, dizem: só um tipo que tem défice da dita se lembra de impor os testes aos outros como se ele a tivesse de sobra. Como o demente Trump que passa a vida a gabar-se de fazer testes cognitivos sem perceber que toda a gente pensa que se lhos fazem tantas vezes é porque andam a monitorizar o avanço da maluquice.

Michael Woolf no outro dia dizia que nos próximos cem anos, em termos de análise histórica, muita gente vai tentar perceber como é que foi possível que uma trupe tão desqualificada, comandada por um narcisista maligno, cruel, inconsequente e demente, tivesse conseguido ser eleito duas vezes com taxas de aceitação apesar de tudo razoavelmente elevadas. Concordo. É surpreendente, mesmo. Acho que seria interessante acrescentar mais um indicador para análse e para estudo de corrrelações: o tamanho do pénis, e, porque não?, também os níveis de testosterona.

Eu sei qual é o problema de Pete Hegseth com a questão masculina | Podcast do The Daily Beast

Jennifer Welch regressa ao podcast do Daily Beast depois de ter provocado uma tempestade política, revelando como um comentário sobre o ensino doméstico a colocou na mira do Departamento de Educação e dos meios de comunicação conservadores. De seguida, ela e Joanna Coles voltam a sua atenção para as maiores batalhas políticas da semana. Desde a obsessão de Pete Hegseth com a testosterona e a crítica mordaz de Jennifer ao movimento MAGA, passando pela saúde de Mitch McConnell, o futuro político de Andy Beshear, Todd Blanche, os arquivos de Epstein e as crescentes divisões dentro de ambos os partidos, Jennifer apresenta algumas das suas análises mais provocadoras até à data, explicando porque é que os democratas precisam de parar de se defender, porque é que as quezílias internas republicanas só pioram e porque é que as histórias que dominam Washington estão longe de terminar.


[*Ia dizer da pila murcha mas depois receei incomodar alguma alma mais sensível Por isso, ficou curta, assim como assim, pode ser que seja mais consensual]

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Conversa muito desapropriada para uma véspera de Natal


O tema domina a actualidade internacional, apesar de o que se sabe ainda ser a ponta do iceberg e de grande parte estar truncada. Os textos vêm rasurados, há muitas páginas totalmente pintadas de preto e as fotografias também estão meio encobertas. Contudo, do muito que se sabe, creio não errar se disser que o principal está por saber. 

De facto, do que se vai descobrindo fica sobretudo a estranheza, a perplexidade.  Como é que um rapaz de famílias remediadas, que não conseguiu concluir a licenciatura, conseguiu tornar-se bilionário, arquitectar e manter uma teia internacional na qual enredou os maiores empresários e banqueiros, académicos prestigiados, gente da cultura, da realeza, da política...? Como...?

Ninguém consegue explicar a origem de tanto dinheiro nem de tanta influência e poder. Todos os que com ele mantinham sessões de brainstorming sobre temas como física quântica, biogenética, filosofia, inteligência artificial ou geo-estratégia ficavam impressionados com a profundidade dos seus conhecimentos sobre a matéria e com o genuíno interesse que revelava. Ora, como conseguia aprender tudo isso? Como tinha sequer tempo para isso? E era para seu próprio deleite ou para recolher informação e passá-la a outrem? Financiava fundações e projectos por altruísmo ou porque era um predador? Ou um mercenário?

Movimentava-se entre as suas várias casas, longe umas das outras, todas extraordinárias, tinha aviões, praticava actos sexuais várias vezes por dia, estão identificadas cerca de 1000 mulheres com quem esteve, organizava festas, transacionava favores sexuais para ele e para os amigos, escolhia obras de arte (muitas estranhíssimas), fartava-se de trocar mails com amigos e de tirar fotos com eles... e acredito que conseguia ter tempo para dormir. Mas como...? Dizem que havia câmaras em todos os quartos. Mas não sei se teria tempo para as ver ou se eram apenas um "activo".

Dizem-no o maior chantagista de todos os tempos, dizem-no agente secreto de Israel e da CIA e há quem diga que não se suicidou coisa nenhuma, há quem o diga assassinado e há quem o diga vivo. Um mistério absoluto.

Trump inventa guerras, inventa maluquices em catadupa para ver se distrai a opinião pública. Grandes amigos, compinchas, não tinham segredos um para o outro. A sua cabeça perturbada deve dar pinotes todo o santo dia, temendo o dia em que até os Magas mais burros o apupem e lhe virem as costas. Com um historial de vários casos em que foi acusado de ter tido relações com meninas ou abusado de mulheres, o grandão da pila minúscula não passa de um grunho que deveria estar atrás das grades.

Mas o tema Epstein é também curioso pelo tema da pila. O grande garanhão, o que não passava sem meninas a massajá-lo a toda a hora, meninas sempre novinhas e variáveis, o que não passava sem várias ejaculações diárias, era afinal mais um que tinha uma pila minúscula, minúscula e invulgar, não apenas a diziam muito pequena como a descreviam como parecendo um pequeno ovo ou um limãozinho. 

Em contrapartida tinha uns mamilos grandes e salientes. Não se vêem bem nas fotografias em que está em tronco nu pois, como era muito peludo, disfarçava essa particularidade. 

Não sei se há aqui um padrão, de os homens com pilas minúsculas, para disfarçarem algum trauma que isso lhes provoque, quererem parecer uns fornicadores insaciáveis ou se é pancada ainda mais grossa (no pun intended) e se, quase como uma vingança, tendem a ter comportamentos psicopatas. 

Não sei até se não é de ficar de pé atrás quando se descobre que um fulano tem essa particularidade, não tanto por aquela lendária e nunca devidamente esclarecida questão sobre se o tamanho afinal importa ou não, mas, sobretudo, porque atrás de uma pila minúscula poder estar um estupor de todo o tamanho. Livra...!

Enfim...

Mas que tudo isto -- e agora refiro-me a tudo, t-u-d-o, e não apenas ao detalhe anatómico --, é muito estranho, lá isso é. Parece não haver um prisma por onde a gente olhe para estes estafermos e pense "o tipo, parecendo que não, tem um lado humano, normal...".

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A ver se consigo tempo para, durante o dia escrever uma coisa mais natalícia... 

sexta-feira, novembro 14, 2025

Com que então... mais um valentão com um micro-pénis...?

 

As redes sociais estão ao rubro a tentar confirmar se o Bubba de que tanto se fala é mesmo o nickname de Bill Clinton -- toda a gente de cabeça à roda a tentar decifrar o mail de Mark Epstein para o mano Jeffrey no qual questiona Jeffrey se já perguntou ao Steve Bannon se ele sabe se Putin tem alguma fotografia de Trump a encher balões (digamos assim) ao dito Bubba. 

E eu, perante isto e desconfiada de tudo o que é viral e já não conseguindo traçar uma fronteira clara entre o que é verdade e o que é inventado, fico sem saber o que pensar. Parece-me muito jogo, com o caraças. Por um lado teria graça, carradas de graça, seria de a gente se rebolar a rir. Mas, por outro, talvez fosse diabólico para além do que conseguimos encaixar, e mais ainda se, de facto, Putin tivesse fotografias disso. Muita coisa estaria explicada.

Mas teria também a sua piada se o galifão, o que se gaba de agarrar as mulheres pela pussy, o que acha que uma mulher que supostamente violou até gostou, até achou sexy, o que em tempos disse que miúdas sim, só não abaixo de 12, o que organizava concursos de beleza e ia aos bastidores ver as miúdas a vestirem-se e despirem-se, afinal tivesse sido apanhado com o Clinton, mimetizando as proezas de Monica Lewinski. Teria, não teria. E eu até devia deixar-me de coisas e escrever aqui uma fiada de lol lol lol e de ahahahah...

Seja como for vou admitir que é surreal de mais para ser verdade. Não pode ser, não é? Convenhamos: não dá para acreditar.

Mas pronto, esse nem é o ponto. O tema é marginal em relação a isso: de concreto, e porque uma sua conhecida parceira sexual o revelou, é que o galifão-mor tem um pénis mínimo, um micro-pénis, uma espécie de pequeno cogumelo cabeçudo. Esse seu micro-pénis tem sido parodiado em desenhos animados, em cartoons, em pinturas... e isso deixa-o furibundo.

Pois eis que parece que um outro valentão -- um a quem certamente Trump inveja a firmeza, a mão forte, a capacidade de organizar grandes manifestações, mormente militares, a arte de chefiar tropas com bravura e desencadear guerras à grande -- afinal também padecia do mal dos pénis minúsculos.

Abaixo já falei do rumor que corre desde os tempos da guerra, de que Hitler só tinha um testículo. Só que, agora, a análise ao DNA colhido numa mancha de sangue comprovadamente dele parece revelar que padecia de uma doença que se caracteriza por baixa testosterona e fraco desenvolvimento dos órgãos sexuais. A velha história de um dos testículos não ter descido ou não se ter desenvolvido parece, afinal, fundamentada. E a juntar a isso um micro-pénis... 

Ouvi também uma cientista dizer que naquela condição genética é também comum a bipolaridade ou a esquizofrenia. Se tudo isto for verdade, é caso para pensarmos que, na base de muita guerra e de muitos comportamentos belicistas, se calhar não há sobretudo estratégia mas frustração, maluquice, distúrbios mentais, sentimentos de inferioridade mal resolvidos. Nada de que a história não esteja carregadinha de exemplos.

Partilho um vídeo de duração não excessiva em que se fala de um documentário que vai ser divulgado em breve (nota: queixam-se de que coloco aqui demasiados vídeos em língua estrangeira mas recordo que basta ir às definições do vídeo e escolher que se quer ver com legendas e, no autotranslate, escolher a língua portuguesa)

Um novo documentário investiga o DNA de Hitler -- BBC News

Os investigadores extraíram o seu ADN de uma amostra de tecido com sangue de Hitler, encontrada no sofá onde se suicidou.

Os resultados serão revelados este fim de semana num documentário do Channel 4 intitulado "O ADN de Hitler: O Plano de um Ditador".


E queiram continuar a descer pois a canção sobre e única bola do Hitler e sobre a pequenez ou inexistência de outras tem piada

domingo, julho 27, 2025

O micro pénis


Peço desculpa se choco alguém. Acredito que as almas mais sensíveis, que nunca viram uma coisa desta triste dimensão, fiquem perturbadas. Mas não tenho culpa se a pintora o retratou fielmente.
Make American Great Again’: Illma Gore’s rendition of Donald Trump. Photograph: Courtesy of Illma Gore para o The Guardian

As revelações sucedem-se, as suposições são lançadas na praça pública em catadupa. O passado persegue-o e, quanto mais ele tenta fugir dele, mais ele vem atrás, assanhado, para lhe morder as canelas. Hoje, no Instagram apareceu-me um vídeo em que Katie Johnson que, na altura, 'trabalhava' para Epstein, descreve como foi desvirginada, à bruta, por Trump, tinha ela apenas 13 anos, a idade que a filha dele tinha nessa altura.

No meio deste vendaval, Melania está, como sempre, desaparecida. Deve estar também cheia de medo. Tomara, também sabe demais. Viver com um animal já de si deve ser mau para além da conta. Imagine-se o que será atravessar uma crise destas que remexe num passado que ela também deve querer esquecer.

Trump é um troglodita, um corrupto, um egoísta, um ignorante, um psicopata destituído de empatia, um joguete nas mãos de Putin e de Netanyahu. Trump está a destruir a credibilidade americana, está a minar, pela base, os já de si instáveis equilíbrios geopolíticos, está a fazer mal a milhões de pessoas, está a desrespeitar a dignidade de muita e muita gente, está a agir prepotentemente junto de outros países, está a revelar-se rude e mal educado, está a revelar-se cada vez mais autoritário, vingativo, déspota, está a alimentar o sonho de muitos mini-trumps espalhados por todo o mundo. Parece que talvez por se sentir acossado ou por a idade estar a retirar-lhe alguns filtros, se importa cada vez menos de parecer um fascista, um nazi. E um vendido.

Mas se agora começa a dar mostras de começar a sentir-se encurralado, com o escândalo Epstein a cercá-lo por todos os lados e a toda a hora, a verdade é que, narcisista como é, o ser gozado parece deixá-lo ainda mais fora de si. O episódio em que se goza com o seu micro pénis deixou-o ao rubro. O big guy que se acha o máximo, ver-se assim ridicularizado é, para ele, um vexame que o deixa ainda mais desnorteado. E talvez seja mesmo este o caminho: tirá-lo do sério, pagar-lhe da mesma moeda, ridicularizá-lo a torto e a direito.

Com a malta do MAGA a ficar indisposta e com a trajectória que isto está a seguir, quero crer que o filho da mãe (que agora já quer impor políticas anti-imigração aos países da União Europeia sob pena de nos fustigar com a porcaria das tarifas) não se aguente por muito mais tempo. 

Tentei ter aqui um vídeo que tem dado que falar e que, dizem, anda a deixá-lo de cabeça perdida. Mas não é possível, aparece-me a mensagem que, por ter conteúdo sexual explícito, só se consegue ver no youtube. 

Por isso, se quiserem ver, carreguem AQUI

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Desejo-vos um bom dia de domingo

sábado, outubro 19, 2024

As duas razões pelas quais uma pila se abstém: ou não tem vontade ou não consegue -- Pedro Mexia dixit
[E, já agora, uma questão que envolve a ejaculação precoce das pilas impulsivas]

 

Estava a ouvir o Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer quando João Miguel Tavares, a propósito da atitude dos partidos sobre a decisão que iriam tomar aquando da votação relativa ao Orçamento, usou a metáfora da comparação de pilas. Diz ele que até parece que quem vote contra com mais veemência será quem melhor faz oposição. Nesse contexto, naturalmente os principais intervenientes seriam Ventura com o seu rotundo não e Pedro Nuno Santos que, depois de enunciar todos os motivos para votar contra, aplicou-lhe um 'não obstante' e comunicou que a sua decisão será abster-se.

Nesse momento, Pedro Mexia, sempre com aquele seu ar de quem não está nem aí, se sai com a observação que acima citei. Claro que desatei a rir. Nem mais. E bate muito certo com o que ontem escrevi.

É que Pedro Nuno Santos sabe (ou intui) que lhe falta a energia, a pedalada, o punch, para se impor numa campanha (em que a imprensa e a teia de comentadores está feita com a AD, em que a maltosa da AD e do Chega não se ensaia nada para falsidades e manipulações, em que Marcelo continuará a ser Marcelo). Por isso, porque lhe falta a vontade ou porque sabe que não conseguiria, absteve-se.

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Mas, seguindo no carril das pilas e, na senda do que em tempos escrevi sobre alguma malta que, na nossa política, por aí anda a padecer de ejaculação precoce, uma pergunta faço eu: se é apenas na 2ª feira que Pedro Nuno Santos vai propor à Comissão Política o voto abstencionista do PS, porque é que já fez o anúncio ao País com pompa e circunstância como se já houvesse uma decisão oficial e escriturada? 

Não está a desvalorizar completamente a independência e relevância da Comissão Política do PS? O que lá vão fazer? Missa de corpo presente? São meros verbos de encher? 

E, se por um qualquer desalinhamento cósmico, a Direcção Política do PS decidir num outro sentido, com que cara vai ficar o não-impulsivo Pedro Nuno Santos? Ou tem um certo lado masoquista e gosta de fazer anúncios que mais não são do que passos em falso como naquela opereta bufa do aeroporto? Aparecer-nos-ia, outra vez, com o rabo entre as pernas, a confessar que se tinha precipitado? 

Note-se: estou a perguntar. E não são perguntas retóricas. Pergunto pois gostava mesmo de saber qual a resposta.

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E, se só agora aqui chegou e lhe apetece uma peixeirada, é descer. O Rangel está aí em baixo para a servir.

sexta-feira, agosto 23, 2024

Será o mundo em cuecas se, nas eleições, os americanos preferirem o narcisista da pilinha minúscula e cabeçuda
[Com vídeo no qual a castiça Stormy escolhe o cogumelozinho que melhor representa o pénis de Trump]

 

Ontem vi uma reportagem nos Estados Unidos em que o repórter entrevistava uns quantos que jogavam basquetebol na rua. Eram maioritariamente jovens e maioritariamente (ou todos?) negros. Todos a irem votar Trump. Porquê?, perguntava o repórter. Porque Trump não tem medo de falar, Trump não tem medo da opinião dos outros, responderam. Um dos inquiridos perguntou: 'É Trump contra quem?'. Nem sabia quem estava do outro lado. Quando lhe disseram, provavelmente sem saber quem era, concluiu que se calhar ia votar em Trump.

E é isto, meio mundo vota sem saber as razões por que vota. O que é que aqueles jovens negros sabem das intenções ou do carácter de Trump ou de Kamala Harris para optarem por Trump? Pouco ou nada.

Há cada vez mais pessoas que já não veem televisão. As redes sociais canibalizaram as televisões. E, na verdade, estão a canibalizar a democracia.

As pessoas ficam-se pelos memes, pelas tretas, cenas que, descontextualizadas e deturpadas, viralizam nas redes sociais.

Por isso, apesar de, de um lado, estar um narcisista, um aldrabão, um estafermo, um troglodita, e, do outro, estar uma pessoa decente, trabalhadora, democrata, bem intencionada e com uma visão moderna do mundo, a verdade é que não é óbvio que o primeiro venha a ter uma derrota humilhante e a segunda uma vitória retumbante.

O mundo é irracional. As pessoas são contraditórias e muitas são demasiado irracionais.

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Moments that brought the house down on day two of the DNC

Gente com piada, com pinta


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Em contrapartida:

Trump a falar do seu (impróprio) pénis


Stormy Daniels Details Sex with Donald Trump

Na primeira entrevista de Stormy para o seu novo livro Full Disclosure ela fala sobre o encontro com Donald Trump em Lake Tahoe, os pormenores da noite que passaram juntos no seu quarto de hotel, demonstra como o espancou com uma revista, testemunhando um telefonema que ele teve com Hillary Clinton revela o que encontrou na sua casa de banho, porque rezou pela morte durante o sexo com ele e escolhe qual o cogumelo que se parece mais com o pénis de Trump num tabuleiro que Jimmy lhe forneceu.

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quarta-feira, agosto 21, 2024

Este post não é sobre pilinhas nem sobre o programa Naked Atraction.
Este post é sobre como é possível que um narcisista doentio que já provou à saciedade que é um mentiroso, um desavergonhado e um demagogo extremado aí esteja de novo a ser aplaudido e a ser levado ao colo por uma cambada tão má ou pior que ele...?
Não seria de o pôr nu, numa cabina...?

 

Despachámo-nos não tão cedo quanto tínhamos previsto. Eu já me sentia desidratada. Quando cheguei ao carro fartei-me de beber água.

Viemos buscar o cão a casa. 

Coitado. Quando vamos a qualquer lado e ele não pode ir, nem precisamos de dizer nada. Percebe logo que vai ficar sozinho. Deita-se, muito infeliz, o ar mais desconsolado que se pode imaginar. Nós dizemos: 'Os donos vêm já. O cãozinho [em vez de cãozinho dizemos o nome dele e, se for eu a dizer, digo no diminutivo] fica a tomar conta da casa.'. Finge que não ouve. 

E, quando chegamos, custa a aparecer. Chamo, chamo, digo palavrinhas fofas: 'Está aí um cãochino...? Onde está o meu cãochino mais fofo...?'. E ele nada.

Por fim aparece, encolhido, quase rente ao chão, como se viesse a medo, como se tivesse estado de castigo e ainda não estivesse certo de que a punição já tenha sido levantada.

Tenho que ir ao pé dele, fazer-lhe festas, falar em tom de festa: 'Mais lindo! Tomou muito bem conta da casa! Muito bem. Vamos ter com o dono? Dono! Dono!'. 

Nessa altura ele percebe que não há crise e arrebita e, mal eu começo a chamar o dono, já ele vai aos saltos ter com o dono, todo contente. Depois volta atrás e vem também dar saltos à minha volta.

E, portanto, viemos buscá-lo. A seguir, cansados, fomos os três passear para a praia. Uma ventania e um ar fresco que só visto. Mas antes isso do que uma caloraça. O cãochino mais fofo todo contente, a dar ao rabo, feliz da vida.

Comprámos sushi, claro. Quando uma pessoa está cansada não há nada mais apropriado do que comer um belo prato de salada e umas fresquíssimas e belas peças de sushi.

Mas, claro, a seguir, ao poisar aqui no sofá, aterrei.

Quando acordei estavam a comentar a estupidez do Trump que até disse, num daqueles seus comícios surreais, que é mais bonito que a Kamala.

Os narcisistas são assim: têm que estar no centro de tudo e todos os elogios têm que ser para eles. Portanto, tendo ouvido comentar que a Kamala é bem parecida, o broncalhão diz que é mais bem parecido do que ela. 

'I am a better looking person than Kamala,' quips Donald Trump at Pennsylvania campaign rally

Acho que tem que haver workshops para as pessoas normais aprenderem a lidar com narcisistas, desmontá-los em público, tirar-lhes a autoconfiança que lhes permite dizer e fazer tudo certos de que não vai passar-se nada.

Agora, enquanto escrevo, resolvi fazer zapping. E vim parar a um programa fantástico na Sic Radical, o Naked Attaction, em italiano. A apresentadora é parecidíssima com uma amiga minha. Incrível.

E o mais extraordinário é que levantaram um bocado a divisória que tapa uns cinco ou seis homens nus. Claro que olhei logo para os respectivos genitais. Para onde é que havia de olhar? Um deles impressionou-me grandemente. De outro também não desgostei. Pois quando a apresentadora perguntou à rapariga, a participante que os vai escolher, o que mais tinha chamado a sua atenção, vai ela e fala-lhe nos pés de dois deles, nas coxas de outro, se estão ou não depilados, na tatuagem de outro. Fiquei parva. Então quando notoriamente a única coisa que há ali a despertar a atenção é o formato, a dimensão, a cor e, no conjunto, a personalidade do pénis e dos testículos dos homens, há alguém que se põe a falar de tudo o que não interessa...? Fiquei sem perceber se a dita participante é sonsa ou se não bate bem da bola.

Haviam de pôr o Trump num programa destes, nu no meio deles. Deve ter uma pilinha mini-mini-minúscula, absurda, sem ponta por onde se pegue. E haviam de pôr uma concorrente desbocada, que desatasse a rir, que dissesse que nunca tinha visto uma pila tão incompetente, tão penosa de ver, tão dispensável, tão caricata. E antes de correr com ele havia de se pôr a olhar, a gozar, a dizer que, em comparação com os outros, nem se percebia como ali tinha sido admitido. A ver se o narcisista psicopata não se sentiria posto em causa e sem vontade de voltar a aparecer em público....

Mas agora que o programa avançou, vejo que a concorrente deixou para o fim dois nus que eu teria eliminado às primeiras. 

Portanto, capaz de a prova da comparação de pilas não ser boa para pôr o Trump a nu. É que há gente para tudo. Isto prova porque é que tanta gente que apoia o Trump. O que para uns é uma porcaria para outros é uma virtude. 

Portanto, não sei que diga.

quarta-feira, dezembro 14, 2022

Se tamanho não é documento, imagina quando o 'documento' é fake...
[Agora com o vídeo explicativo]
Não sei, pois, se é caso para avisar sobre imagens explícitas ou para colocar bolinha (ou melhor: bolona) vermelha

 


Já o disse: não sou de perder tempo com ilusões nem com mercearia fina que não seja para o meu bico. Acresce que de platónica pouco ou nada tenho. Portanto, posso ver pitéu com ar de fazer crescer água na boca que não passo disso, de um mero olhar apreciador. Não fico esgalgada como se não comesse há anos ou como se fosse uma adolescente retardada que acredita que tudo é possível.

Mesmo quando me deparo com aparições dignas de beatificação, dou desconto. Posso até pensar cá para mim: 'Eh lá...' mas não passo disso. Poderia até pôr-me a fazer medições remotas e contas de cabeça, mas não me dá para isso. Para quê? Quero lá eu saber da galinha do vizinho, quero é saber da minha.

E depois, nestas coisas, já se sabe que não interessa tanto a coisa em si mas o que se faz com ela. 

Por isso, mal o aparatoso órgão saiu de cena, saiu-me também da cabeça. (Refiro-me a uma cena que anda a dar que falar e que não passa do que acima se vê.)

Até que vi a explicação no Jimmy Fallon. Aí, confrontado com a celeuma, Theo James confessa: aquilo não é nada o legítimo pirilau, claro que não! Alguma vez...? Que descansem os cavalheiros que ficaram a sentir-se uns minions ou, à sorrelfa, a espreitar a sua gaitinha ao espelho. Aquilo ali, naquela cena, é fake, fake, fake, uma prótese, um disparate de tamanho.

Theo James Dishes on His Nude Scene in The White Lotus 

| The Tonight Show Starring Jimmy Fallon

Portanto, não há tema. Corações ao alto.

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Agora uma coisa é certa. Theo James é uma obra prima. 

Mas igualmente uma obra prima é a abertura de cada episódio desta série. A música é fantástica, as imagens são fantásticas. 

Como sei que muitas pessoas não têm o HBO não vou alongar-me. Posso apenas recomendar o White Lotus a quem tem. Ou a Mildred Pierce. Por exemplo. 

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Quanto ao mais, o que posso acrescentar é que esta noite, de novo, durante a caminhada, o dog pôs-se em guarda. Dava saltos, punha-se de pata no ar, punha-se quase de pé. O meu marido disse: algum bicho. Mas de noite todos os bichos são pardos. Não vimos nada. Quando estávamos a avançar, algo saltou à nossa frente. Quase saltei também. Outro sapo. Mais pequeno e num lugar muito longe do outro, aliás agora até não muito longe da nossa casa. Ao contrário do outro que andava com ar snob, este saltava. Não sei de onde vieram. Terá a ver com as chuvas. Certo. Mas onde estavam em tempo de seca?

Posso ainda acrescentar que à hora de almoço fui a um chinês comprar um alguidar de plástico. E acabei por trazer uma cortina de estrelas de luz piscante. Já está no varão da sala lá de cima, podendo ver-se do exterior. E eu, vendo as pipilantes estrelinhas, só penso que deveriam lá ficar todo o ano. Gosto mesmo de luzinhas. Fiz um vídeo e enviei para a família.

Também filmei a árvore de natal. A ver se amanhã a fotografo para vos mostrar. É tal e qual o que eu queria. Parece que finalmente o espírito natalício começa a aproximar-se de mim. Um dia destes tenho que me deixar impregnar um pouco mais para ir às compras. Parecendo que não é já para a semana que a coisa começa a atacar.

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E, pronto, fico-me por aqui para a bagunça não ser ainda mais irresponsável: comecei com a pseudo-mega-pila do Theo e, sem dar por isso, fui desaguar no natal, tema que deve ser abordado com alguma elevação, não assim, com este desnível. As minhas desculpas.

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Uma boa quarta-feira

Saúde. Serenidade. Paz.

quarta-feira, novembro 17, 2021

E afinal... o tamanho importa?


Há esta dicotomia célebre, questão dialéctica, coisa quase fracturante. Muitos tratados, de várias disciplinas, já devem ter sido produzidos a propósito do incontornável e cabeludo dilema. 

Há as pessoas que têm bom feitio e para quem tudo o que vem à rede é peixe e há as mais exigentes que não se contentam com qualquer coisa. Claro que há ainda os extremos: aqueles para quem o tema nem é tema e, no extremo oposto, os que põem defeito em qualquer coisa e só se contentam com o que é feito por medida.

Eu não vou dizer exactamente onde me situo. Mas acho que nem preciso de dizer. Quem por aqui me acompanha já deve adivinhar-me os gostos.

Bem, pensando melhor, não vou fazer suspense.

Claro que, prudentemente, poderia optar pelo nim. O tamanho importa? Nim. 

Ou por dizer: depende. Depende de quem o porta e de como o porta. Depende do feitio. Depende da cor. Depende da beleza. Sim, tal como em tudo o mais, aqui a beleza também é fundamental.

Em tempos, era dada a exageros: não me importava nada, muito pelo contrário, de usar bigalhadudos, bem fornecidos, mesmo exuberantes. Cada uso era quase uma performance.

Com o tempo fui ficando mais moderada. Uso, gosto de usar, aliás não dispenso o uso regular, mas aprecio a moderação, o bom gosto.

Consultando a imprensa de especialidade, vejo que agora se apregoam os de alto gabarito, grande volume, dimensão que não passa despercebida, porte arrojado, desafiador. Claro que, para serem usados, não pode ser de qualquer maneira. Senão o exagero vira coisa feia de se ver.

Penso que, para ficar bem, deverá ser como aqui o mostro: sobre a pele nua, os seios cobertos (mas facilmente em vias de ser descobertos. como convém a mulher decente que se preze).

Como influencer que me preparo para ser, partilho convosco um belo exemplar adequado ao tempo frio, para acompanhar um colete peludo e quentinho e, ao que consta, para reforçar a libido (Stones Club) e um mais refinado, adequado a uma festa (Balmain


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Para não decepcionar os que vieram ao engano julgando que aqui se iria tratar de miudezas, em especial para os Leitores homens, aqui vai um vídeo para que se mentalizem para o que, um dia destes, vos pode acontecer.

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Bom. Para tentar agradar a gregos e troianos, mormente aos que procuram esta vossa Staª UJM em busca de alguma arte, aqui ficam algumas das mais perfeitas obras de arte, no caso esculturas de se lhe tirar o chapéu. E que quem nunca duvidou que atire o primeiro diamante.

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Desejo-vos um dia feliz, em grande

sábado, agosto 07, 2021

Nestes Jogos Olímpicos, a propósito do desempenho masculino, volto àquilo do sexo bem aviado

 

Aviso: se calhar este post é politicamente pouco correcto. Podia disfarçar e, em minha defesa, dizer que isto não é de mim, que é da silly season. Mas, está bem, está, me engana que eu gosto.

Este post é o que é porque sim, sem mais explicações. Mas, ainda assim, tenho que informar que:

  • Este post não fala do Medina e do Trocos, nem sobre a indigência de o Trocos andar a copiar os cartazes do Medina nem sobre o nonsense de andar a agourar pouca sorte aos lisboetas prometendo-lhes sangue, suor e lágrimas.  

  • Também não fala da opinião de Marcelo, Professor em Infecciologia, sobre a vacina para crianças, ao antecipar-se aos estudos dos especialistas, mostrando que lhe está na massa do sangue opinar sobre tudo nem que seja na base da fezada. 

  • Nem fala das garantias que Vieira apresentou para poder ir à rua, antes tão poderoso, todos a lamberem-lhe o rabo, e agora, sozinho, a fazer contas para ver se o super-alex o deixa pôr o pé fora de casa.  

  • Também não fala na minha incompreensão sobre a marcha, um desporto que me parece quase maluqueira dos Monty Python, uma coisa que mais parece uma cena de passos amalucados a fingirem que querem mas não querem correr, agarrem-me se não eu corro.  

  • Também não fala das dietas de verão nem dos cuidados de saúde a ter em tempos de sol.  

  • E, obviamente, muito menos este post fala da pressão que dizem que os desesperados  e os brincalhões andam a fazer sobre o Rangel -- essa águia, esse leão, essa fera, esse macaco de rabo pelado, esse gato, esse galaroz, esse falcão, esse potro, esse ursinho peludo, essa coisa fofa -- para que dispute a liderança do PSD ao mangas-de-alpaca.  

  • Ná. Este post não fala de nada desses temas interessantes e politicamente aceitáveis.

Tenho a impressão que se fosse um homem a fazer um post assim, como este, toda a gente lhe cairia em cima a pés juntos. Chamá-lo-iam de machista para baixo. Para baixo ou para cima. Por isso, não sei se, ao fazer eu este post, terei direito a ser chamada de feminista. Se tiver, também está certo. Não ligo a rótulos: que ponham os que quiserem. 

A questão é que, nestes inícios de Agosto, abro os onlines e há uma coisa que me salta à vista. E isto sendo eu míope, faria se não fosse.

No outro dia estava a escrever que o título era só para chamar a atenção para a biografia e a pensar que está bem, abelha, engana quem quiseres, ó Ujota Emezinha, que a mim não me enganas tu. Se fosse sincera, o que teria escrito é que 'o título, na componente do sexo bem aviado, claro que tem a ver com a justa medalha atribuída ao Pichardo'. 

Ó Pichardo
Que a lavas no rio
Com um pé em cada margem
Salta este desafio
Carregadinho de vantagem
[Amofinado]

Talvez até acrescentasse 'curioso nome, este' ou, ainda, 'Pichardo -- what's in a name'. Mas, pronto, nesse dia contive-me. O tema era o de louvar a biografia do Cardoso Pires bem como o biógrafo e o biografado, não ia pôr-me a ser parva.

Ora hoje, já imbuída no indecente espírito do fim de semana, deixo-me de coisas e olho para o que está bem à vista. Bom... 'bem à vista' é uma maneira de dizer que também não exageremos. Aliás, aquela moda de se querer que as raparigas usem roupa bem curta e bem reveladora nos desportos de praia deveria estender-se aos homens, seja em que desporto for. Não uns bem comportados calções de lycra mas uns shorts bem shortinhos. Em tom nude, para quase parecer que o 'bem à vista' não é completamente uma metáfora.

Agora acho que, assim como assim, deveria haver um protocolo, alguma homogeneidade. É que isto de uns usarem tshirt por cima, outros a esconderem não se percebe bem onde, uns a guinarem para a direita, outros para a esquerda, é algo desestabilizador. A gente quer apreciar os dotes desportivos e, mesmo sem querer, põe-se a apreciar os dons ocultos ou, como soe dizer-se, as soft skills. Bem, não sei se tão soft assim (and, of course, the pun is intended)


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Bem, para me redimir, vou aqui ouvir uns meninos a cantarem um belo canto gregoriano. Ouço isto e fico logo santificada. Claro que melhor seria se, em vez de estarem de vestidinho até aos pés, também estivessem com uma reveladora lycrazinha. Mas, enfim, quem nos garante que o não estão? Quiçá, mesmo, sem qualquer underware. Quem é que diz que isso é exclusivo da Sharon Stone? 


Ámen!

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Desejo-vos um dia feliz.
Saúde. Risota. Afecto.

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A pedido de quem, em comentário abaixo, sugeriu que aqui tivesse o CR7 a ombrear com os supra olímpicos, aqui está ele


E o que, neste caso, posso dizer é que isto não me parece normal
(mas, neste caso, acho que o 'artista' é que deve ter um grande pénis dentro da cabeça para lhe dar para um empolamento destes)

sexta-feira, julho 10, 2020

O tamanho importa? E a cor?
[E, já agora, um x em vez de um ch importam?]


Bem. Tenho estado para aqui a tratar de outras cenas, a fazer medições, comparações. De fita métrica em punho, meço, anoto, faço cálculos a ver se cabe, penso onde arranjarei mais pequeno, equaciono alternativas. 

E, de repente, dou por mim a pensar que há casos em que o tamanho importa -- e este, sem dúvida, é um deles. Não deve ficar muito de fora, estorva, mas também não pode ficar a boiar, fica até caricato. Também estou na dúvida: negro? branco? Já preferi o escuro. Anos a preferir o escuro. Grande e escuro. Agora virei. Estou mais inclinada para branco, mais pequeno. 

Mas faço o quê? Deito fora? Custa-me. Afeiçoo-me.

Como estou cansada, francamente a precisar de parar de pensar, fui em busca de ideias. Quais as tendências? E não é que eu seja maria vai com as outras mas, quando uma pessoa chega ao fim do dia cheia de dilemas e incapaz de se debruçar sobre eles, é mais fácil ver em que param as modas.

Contudo, não afunilei a pesquisa como devia e o meu amigo algoritmo, mais próximo de mim e mais conhecedor da minha essência que o meu amigo bicha que também me topa em alguns dos meus encobrimentos, nem parou para pensar: pensou que era mais uma das minhas. E, vai daí, sugeriu-me o vídeo abaixo. E eu, por boa educação, para não melindrar, deixei-me ficar a ver. Se quererm que eu também não me melindre, façam, se faz favor, a gentileza de também ver. E, no final, formem a vossa própria opinião.


Mas não, desta vez o algoritmo enganou-se. Não era nisso que eu estava a pensar. Provavelmente ainda estava para aqui a pensar se poderia relevar o x num comentário e induzi o algoritmo em erro. What's in a name? É certo que o x puxa para o lado malandro, para o sexo puro e duro (again: no pun intended)  mas, carago, não era em nada disso que eu estava a pensar.

Voltei-me para a barra de pesquisas mas, lá está, a fama precede-me -- e, desta vez, com uma piadinha implícita: os segredos sexuais dos séniores. Eu, que tenho a idade mental de uma adolescente e a inocência de uma criança, a aprender os segredos de senhores e senhoras todos empolgados com a sua actividade sexual.... Dá-lhe.



E, não contente com a gracinha, afinfou-me com uma cena de amor entre duas catatuas. Fiquei curiosa. Vi até ao fim a ver se o mistério se desvendava. Mas juro que não percebi. Nestas matérias, sou inguinorante em toda a linha. Quando eu era pequena e via o galo a saltar para cima da galinha e a dar-lhe bicadas no pescoço também não percebia: como é que dali vinha que a galinha ficava choca? Nunca descobri e, com o apelo que sinto pela santidade, foi tema que nunca despertou a minha atenção. 

Pois agora que o algoritmo achou que seria tema do meu interesse e que também não dei por nenhuma incursão (incursão no sentido que Clinton lhe dá) acho que vou ter que aprofundar o assunto.


De qualquer maneira, hoje o tema não tinha a ver com sexo, tinha a ver com decoração: para arrumar os livros, continuo com os meus móveis grandalhões de madeira escura? Ou ponho o coração ao largo e opto pelos branquinhos, lisos, baixos, simples, do ikea?

Ora aqui está o meu complexo dilema. 

(Frescuras de uma dondoca encalorada, bem sei).

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E advirtam-se, ok? 
E, já agora, divirtam-se tamém. E, já agora, também

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segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Faria Dias interroga Joacine Katar Moreira sobre a fracturante questão: homens grandes têm pilas pequenas?


in HenriCartoon
Cá em casa, quando se fala na Joacine nunca se fala em política, fala-se simplesmente na sua parvoíce. Ou isso ou na estranheza que sentimos face ao seu comportamento. Estranheza a todos os títulos. Penso que é daquelas pessoas de quem se diz ser tóxica, alguém de quem se deve guardar distância. Não é confiável. É manipuladora. É narcisista. Parece não ser boa da cabeça.

E outra coisa. No outro dia a minha filha dizia que estranhava muito a Joacine não gaguejar quando está irritada. Dizia ela que convivia de perto, há muito tempo, com uma pessoa gaga e que os gagos ficam mais gagos quando estão em situação de stress. Também sempre tive essa ideia. Contudo, quando grita,  quando insulta ou quando vai para a rua armar baderna, a Joacine parece que se esquece que é gaga. Será facto pouco relevante mas lá que é curioso, é.

No outro dia, uma pessoa conhecida lamentava ter-se enganado tão redondamente ao votar no Livre, lamentava que não o tivessem prendido em casa no dia das eleições.  De facto, deve ser uma frustração. Para ele e para todas as muitas pessoas que acreditaram que o Livre poderia fazer alguma diferença e que seria bom o PS não ter a vida fácil, tendo que contar com outra voz na Assembleia da República. Viu-se no que deu: uma vergonha para o Livre e cenas degradantes para a política sempre que a madame resolve abrir a boca ou passear-se pelos corredores da Assembleia com um GNR à ilharga.

Agora diz que nasceu para estar ali, que não se vê noutro sítio. Coisa de um ridículo que até dói. E já fez saber que dali ninguém a tira. Talvez possam arranjar-lhe uma cadeirinha à porta da Assembleia a ver se se dá por contente e percebe que deve dar o lugar de deputada a outra pessoa do Livre. Se é que há lá alguém que tenha tino para a substituir, coisa que já duvido. Depois de ver o espectáculo que esta tem dado, fico na dúvida porque, reconheçamos, nada disto abona a favor do Rui Tavares (e do Livre, em geral) pois não é possível que nunca tivessem percebido de que matéria a putativa diva é feita. Não sei se é erro de casting se, por ali, é tudo da mesma cepa.

Perante pessoas como esta Joacine -- bem como perante o seu alter ego Ventura -- a única atitude inteligente é não lhes der palco, não lhes ligar patavina, deixá-los a falarem sozinhos um com o outro. Apanhei o comentário do Paulo Portas na TVI já a meio e um bocado de raspão mas pareceu-me que ele estava a dizer isto, que a Joacine e o Ventura estão bem um para o outro. E estão. Gémeos separados à nascença. Com a excepção que o Ventura tem uma conversa mais estruturada e um comportamento menos destravado, o que o torna mais perigoso. Portanto, o ajuizado é não lhes passar cartão.

E pode parecer contraditório eu pensar isto e estar aqui a falar deles mas é que aconteceu uma coisa. Passo a explicar.

Vi aquele vídeo da Joacine a gritar que nasceu para estar ali e a invocar o 25 de Abril e a gritar contra fascistas e racistas e achei que era um número de stand up do mais destrambelhado que já vi. E, de novo, parece que se esqueceu de gaguejar. Do além.

E, quando voltei a abrir o YouTube, o algoritmo, certamente antevendo o meu pensamento, sugeriu-me que visse um outro vídeo. E esse achei bastante oportuno. Uma coisa de tipo Randy Rainbow mas sem o Rainbow: um cavalheiro a questionar a grande deputada sobre um tema -- que não se sabe se é verdade científica se é mito urbano -- e sobre o qual, por estar sempre na ordem do dia, convém saber qual a douta opinião da grande líder. 

Ei-lo:

O grande Faria Dias do Pessoal das Cenas questiona a Joacine Katar Moreira sobre a magna questão das pilas pequenas dos homens grandes




Ficámos na mesma.
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Quanto à gaguez às vezes versus a não-gaguez noutras vezes I rest my case. É ver.

Joaci-ci-ci-ci-ci-ci-ci-ci-ci-ne no seu melhor



E aqui na versão não-gaga, nascida para viver no Parlamento


Uma maluqueira pegada

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E agora a ver se não volto a esta temática tão cedo

quinta-feira, janeiro 09, 2020

Hímen
[E não venham dizer que eu ontem não avisei que o João Habitualmente devia ser do caraças]


Aqui chegadas, a este antro de perdição, as almas sensíveis devem fazer uma de quatro: 
1 - Fechar os olhos
2 - Saltar para o post seguinte
3 - Fechar o computador
4 - Não fazer nenhuma das anteriores mas, a seguir, ir a correr rezar cem avé-marias
Agora que o aviso está feito, acrescento apenas que, não encontrando eu o livro que procurava, me dirigi à livreira: 'Por favor: tem o livro do João Habitualmente?' ao que ela, disfarçando que tinha ficado intrigada, indagou: 'Mas como é que se chama o autor?'. E eu 'João Habitualmente' e ela, achando que não estava a ouvir bem: 'Habitualmente?! É o nome dele?'. Não consegui ser assertiva: 'Acho que sim'. É que não faço ideia se é nome mesmo, se é nom de plume

Já cá o tenho. E é o que eu antevi quando o ouvi e vi na RTP. Um ganda maluco. Portanto: gosto.

E que não se pense que é tudo assim, como o hímen. Não é. Mas este caíu-me no goto. Salvo seja, claro. Melhor: caíu-me tudo no goto -- os poemas, o livro em si, o desgrenhado e desavergonhado autor.

Mas, então, vamos lá. Com vossa licença. 

A acompanhar o hímen (in 'Um dia tudo isto será meu'), uma fotografia de Robert Mapplethorp, a primeira, e outra de Man Ray, a segunda. E, para rematar, porque nada como umas notas de música para abrilhantar uma festa, Michelle Pfeiffer, a fabulosa.

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À laia de bolinha encarnada no canto superior direito : 👿



E a altivez agressiva desta pila
que rejubila e sobe para o céu?
Enrijece está tão hirta direi tesa?
e aponta para o hímen esse véu

E se a sua insistência altiva
te não cativa, Teresa

É como se esta vontade de me vir
não radicasse na zona genital
mas numa grande vontade de rir
ao olhar esse cu monumental


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E, a todos, desejo um santo dia.

domingo, março 24, 2019

Post entre o fálico e o angelical





Almoçámos todos e, enquanto comeram, os meninos estiveram relativamente sossegados. O bebé come de tudo e gosta de fazer misturadas. Hoje misturou sumo de laranja na gyoza, nos noodles com frango, no pão chinês com carne e mel e no crepe vietnamita e continuou a comer de gosto. Os irmãos e primos comem mais que eu. São auto suficientes e têm um apetite voraz. À medida que cada travessa chega logo eles se atiram e, em segundos, a travessa fica vazia. 

O pior é que, mal acabam de comer, começam a conversar; daí a coisa evolui para ensinarem umas coisas uns aos outros e, sem darmos como, quando olhamos, já eles estão a fazer das deles. Hoje juntaram algumas cadeiras, tiraram os sapatos e, ali mesmo, usando os tampos das cadeiras, praticaram técnicas de judo. O bebé mal viu, quis sair da cadeirinha, depois quis tirar os ténis e também quis ir para lá. Um dos primos içou-o e ficou o bando dos cinco completo. Ela alinha, anda com os rapazes mas marca a diferença, não se mistura naquelas maluqueiras.Tinha um livro novo, com cheiros, e, no meio da maior confusão, pôs-se a ler.


No fim, depois de termos estado com eles no jardim ao sol e de os vermos a brincar,  concluímos os dois que as crianças já comem como gente grande e que cada vez é mais difícil perceber as quantidades necessárias. O meu marido acha que temos que nos precaver e contar com muito mais comida, senão fica a sensação de que foi quase à tangente.

Depois, voltámos à nossa labuta. Para salvar árvores, desbastamo-las até bem alto e até que as copas fiquem bem afastadas. Mas o serrote que está na ponta do cabo já está passado, já não corta nada. O meu marido trouxe um serrote novo para trocar mas acho que não conseguiu, não sei bem porquê. Não sei como é que ele, empoleirado lá no alto da escada, conseguiu serrar tantos ramos com aquele serrote. Eu, com o serrote pequeno, tentei serrar alguns ramos mais baixos ou serrar em troncos pequenos os ramos gigantes de cedro que ele cortou. Mas mal consegui. A madeira de cedro é muito dura e meio húmida. Vi-me grega. Esforcei-me, esforcei-me mas os resultados ficaram aquém do que o meu esforço indiciaria.


E fotografei as coisinhas dos pinheiros, pequenos falos com as suas pequenas glandes rosadas. Vultosinhos fálicos que contrastam com as flores angelicais e perfeitas dos marmeleiros.

Com os dedos abri um daqueles espigões peludos. É verde e húmido por dentro. E cheira tão bem, aquele cheiro bom a pinus de que eu tanto gosto. Peguei entre os dedos e fotografei.


Depois, já de noite, comecei a arrastar os ramos lá para baixo mas o meu marido chamou-me, aborreceu-se, não quer que eu ande lá por baixo sozinha. Mas eu gosto de andar na penumbra. E há perfumes diferentes de noite, perfumes mais intensos. E há sons misteriosos. E as árvores, à noite, são vultos que guardam enigmas. E eu gosto. Mas ele chama-me, fica zangado, não quer, não me vê, chama-me e eu não respondo porque estou longe, mal ouço e percebo que não tenho potência vocal para me fazer ouvir. Mas, assim, a ouvir chamar ao longe por mim, perco a vontade de andar devagarinho, sozinha nos caminhos escuros, confundindo-me com as sombras crepusculares da natureza.

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Ando com alguma dificuldade em dar nomes aos posts. Não planeio, as palavras deslizam para o ecrã e vêm ao fluir da  coisa, nem dou conta, nem sei bem que é isto que vou escrevendo. Sei que falo de muita coisa diferente e, na hora de resumir, não há denominador comum, ponto de intersecção. Por vezes há ponto de fuga e é ele que eu agarro para pôr no altarzinho. Agora, se não há, fico sem saber. Se calhar vou falar na pilinha do pinheiro. E digo pilinha por simplificação porque os ramos cortados tinham várias, deveria dizer 'pilinhas'. E, para dizer a verdade, a palavra tem um i e um l a mais. A palavra certa deveria ser 'pinha'. Mas como o processo foi interrompido e daqui nunca há-de nascer uma pinha prefiro fazer de conta que sou dada aos erotismos e chamar-lhe pilinha. Também quem manda ter aquela cabecinha cor de rosa na ponta, não é? E pronto, para contrabalançar, vou pôr no título as florzinhas inocentes dos marmeleiros. Dali nascerão marmelos e aí haverá mentes maldosas que poderão estabelecer conotações. Mas eu não, eu fico-me pela sua beleza angelical para ver se catequisam aquelas coisinhas que parecem dadas ao pecado.

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As anedotas e os cartazes com o tempero do humor britânico estão já aqui abaixo e, claro está, têm a ver com a anedota do Brexit.

domingo, setembro 23, 2018

Extensão do pénis: a tendência mais quente na cirurgia plástica
[E, de passagem, o cogumelozinho cabeçudo de Trump, a birra de João Ribas e a estética sado-masoquista de Robert Mapplethorpe]


A descrição do pénis de Trump pela tempestuosa Stormy Daniels (e desculpem-me o pleonasmo), a ex-artista porno que teve uma perigosa liaison com o Donald e pela a qual ele pagou caro (e ainda mais caro há-de ter que pagar), num livro explosivo tem dado que falar.

Descreve-o de forma irónica. Como se imaginava, é uma pila pequenina mas, concede ela, não estupidamente pequena. O pior é a glande. Fica uma coisa estranha que ela descreve com piada, dando a entender que é um cogumelo cabeçudo com um insignificante pedúnculo. Aliás, mais vale eu transcrever:

It's “smaller than average” but “not freakishly small”.
“He knows he has an unusual penis,” Daniels writes. “It has a huge mushroom head. Like a toadstool…
“I lay there, annoyed that I was getting fucked by a guy with Yeti pubes and a dick like the mushroom character in Mario Kart... 
“It may have been the least impressive sex I’d ever had, but clearly, he didn’t share that opinion.”
Para um vaidoso compulsivo como Trumpo, imagino a dor de alma que deve sentir por ouvir e ler piadas por todo o lado sobre a sua não muito abonatória condição e desempenho -- não a nível político mas sexual. E imagino o nó no estômago que sente a mulher, a esfíngica Melania, ao saber que os relatados encontros aconteceram pouco depois de ela ter sido mãe.

Seja como for, a notícia veio relançar o célebre dilema: o tamanho importa?

Já falei disso algumas vezes e já referi que nem é só o tamanho propriamente dito: é o design. A estética é relevante em tudo e nisto também. E, claro, é o que se faz com ele. 

Mais: tenho para mim que, quem vê caras, vê pénis.

Olho um homem e, se o vejo como homem e não como uma mera criatura do sexo masculino (e devo dizer que, modéstia à parte, exigente e requintada como sou, não são frequentes as vezes em que isso acontece), consigo antever como será o seu pénis.

Isto dito, posso dizer que, sendo -- à vista desarmada -- Trump uma nulidade como homem, se me forçar a imaginá-lo como veio ao mundo, claro que era óbvio que aquilo lá nunca podia ser alguma coisa que se aproveitasse.

Mas, tendo o pénis saltado para a ribalta, logo se desmultiplicam as notícias sobre o tema. E penso que é neste contexto que o The Guardian avança com a notícia de que as intervenções para aumentar os pénis estão de vento em popa (‘I wanted a truncheon in my pants’: the rise of the penis extension). E há quem goste tanto do resultado que, como no caso das mulheres que se viciam em plásticas, também aqui há quem reincida.

Parece que a intervenção, embora não isenta de riscos, é simples e passa por injectar gordura tirada da zona abdominal. Não será só isso, claro, mas passa por aí. É rápida, coisa para uma hora e, na maior parte das vezes, parece que corre bem. Contudo, parece que o pós-operatório é muito desagradável. Recomendam que se tire baixa de uma semana, no mínimo, já que a coisa anda entrapada durante cerca de dez dias. Durante um mês não é possível ter relações. Portanto, não é propriamente uma pêra doce.

Para quem queira avaliar se precisa ou não de um boost, avanço com dados estatísticos. Dizem que, em repouso, um pénis normal mede cerca de 9.3cm e, quando erecto, atinge, em média, 13.1cm. A operação resulta, em geral, num aumento de cerca de 1,3 cm. No caso do pato Trump, não sei se seria suficiente. Na volta, parvalhão e exibicionista como é, ainda se vai submeter a várias, não se ralando de andar entrapado durante uns meses, para daqui por algum tempo, no twitter, mostrar a fera em todo o seu fulgor. Não um cogumelo anão e marreco mas um canhão ponteagudo (se é que isso existe)

E eu, perante tudo isto, nada mais tenho a dizer. Cada um sabe de si. E que a malta seja mas é feliz.


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Portanto, quando há algum tempo andava a gabar-se do tamanho dos genitais, Trump estava, uma vez mais, a exagerar




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Agora, no âmbito daquilo de que quem vê caras, vê pirilaus, uma coisa vos digo eu: no que se refere a Michael Avenatti, o interessante advogado da Stormy, já é outra loiça... (e mais não digo porque para bom entendedor uma meia palavra é mais do que suficiente). Dizem que ele pode candidatar-se a presidente dos Estados Unidos e nem é preciso a defunta Cambridge Analytics para adivinhar que a maioria das mulheres e alguns homens votariam nele. Mas, não sendo isso, também daria um belo parceiro da Stormy no ramo XXX da indústria cinematográfica. Podem crer. Nisto como noutras coisas de igual relevância, aqui a vossa Sta UJM não falha.


PS

Quanto à birra do director demissionário de Serralves, segundo consta, parece que João Ribas não apenas não tem razão como se portou como um menino mimado. Ao que consta, as duas obras que não constam da exposição são as que ele retirou e as que são mesmo hard core estão lá para quem as quiser ver, embora numa sala reservada a maiores de dezoito anos. E isto é o normal neste tipo de exposições e não é censura nenhuma, é bom senso. Robert Mapplethorpe (autor da fotografia acima) é muito cá de casa, tenho livros da obra dele desde há muito e aqui no blog são inúmeros os posts com fotografias dele. Gosto da sua estética. Gosto muito e desde há muito. Contudo, há imagens de grande agressividade sexual que é pura estupidez pôr crianças a vê-las e só quem já viu essas fotografias é que pode avaliá-lo. Portanto, estão lá para adultos -- e se houver pais que autorizem as crianças a apreciar aquela violência pois muito bem, é estranho que o façam mas é lá com eles, mas, da forma como as fotografias parecem estar resguardadas de olhares incautos, não poderão alegar que não estavam avisados.

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E disse. Vou agora pensar num tema mais erudito.