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segunda-feira, dezembro 09, 2024

Revisitar o passado

 

No outro dia, aqui nesta vossa humilde chafarica, verifiquei um número anómalo de visitantes a reler um post já antigo. Fiquei muito admirada. Quando vi o título, percebi. 

Éramos felizes e não o sabíamos...? Voltaremos a sê-lo e ainda não o sabemos...?

Muita gente foi aos motores de busca escrever "éramos felizes e não o sabíamos", expressão que, como sabem, foi usada pelo desbocado Marcelo a propósito dos 8 anos em que trabalhou com António Costa. (Anda a ver se se limpa... mas não se limpa porque não somos desmemoriados nem mentecaptos). Mas, então, os algoritmos mandaram essas pessoas aqui para o Um Jeito Manso.

Nesse post, escrito no fim de Março, eu questionava-me sobre o que estava para vir. A crise Covid era recente, ainda se sabia muito pouco, estávamos todos confinados. Por sorte, temos possibilidade de nos refugiarmos num dos lugares do mundo em que nos sentimos melhor. Estávamos, pois, no campo. Mas trabalhávamos desde manhã muito cedo até às tantas da noite, passávamos os dias inteiros ao telefone ou em frente ao computador e os problemas choviam-nos em cima, em catadupa. Mal tínhamos tempo para almoçar e via-me aflita para conseguir preparar as refeições.

Acresce que nessa altura a minha mãe ainda resistia e dispensar a fisioterapeuta que ia lá a casa e não queria correr o risco de melindrar a senhora que lá ia ajudar com o meu pai pelo que não lhe dizia para se descalçar ou para usar máscara. Achava que era tudo um bocado exagero ou que só acontecia aos outros. Isto enquanto eu acompanhava a aflição de um colega com o pai com uma dor nas costas, depois sem respirar e, por fim, em meia dúzia de dias, a morrer de covid. Contava à minha mãe e ela achava que eram pessoas sem cuidado. Tive que dizer que ia eu telefonar à fisioterapeuta e à outra senhora para ela se encher de coragem e passar a seguir as indicações da DGS. 

Os noticiários abriam e fechavam com os números crescentes de casos e de mortes.

Por isso, naquele post eu relembrava os tempos tranquilos pré Covid e interrogava-me sobre o que estaria para vir.

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Entretanto, ontem, de novo, um número grande de visitantes a lerem um outro post antigo, este de 2019.

Com incansável inteligência e alguma ocasional petulância

E, também aqui, reli com prazer. Lembrava os tempos em que um grupo de directores, praticamente todos da mesma idade, todos muito irreverentes e bem dispostos, todos amigos uns dos outros, curtiam à grande. Curtíamos no sentido de nos divertirmos à séria. Também trabalhávamos (e, sempre tive essa ideia, trabalhávamos articuladamente e bem) mas era um prazer, uma alegria. 

Ao escrever, relembrei alguns episódios que me fazem sempre sorrir. Ainda ontem o meu marido relembrou um episódio, dos mais picantes e salgados a que assisti, e assisti no meu gabinete (que era um ponto de encontro), que me faz rir à grande sempre que dele me lembro. Como o meu marido conhecia bem os dois envolvidos, na altura contei-lhe. E também achou o máximo. Passou para os nossos anais da truculência, da malícia, da malandrice. (Não faz parte do que contei no post referido).

Depois mudei para uma empresa em que eram todos muito betos, na realidade, supé-betos, daqueles que não se acham betos porque acham que os betos são uma classe inferior, nouveau riches, pois eles, pelo contrári,o são sobretudo old money. Mas que, na verdade, são betada da maior, até à medula. Tudo boa gente, educadíssimos, simpatiquíssimos... mas incapazes de uma brejeirice, de um palavrão. Senti-me desterrada. Era só trabalho, trabalho, trabalho... e, caraças, uma seca...

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Convido-vos, pois, a clicar nos links acima. Por vezes, sabe bem revisitar o passado.

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Desejo-vos uma boa semana a começar já por esta segunda-feira

Saúde. Esperança. Alegria

terça-feira, agosto 06, 2024

Memória de belos e gostosos slows nas festas de garagem de um amigo.
[E, a despropósito, uma arte diferente]

 

Enquanto as televisões se enchem de entendidos a delinear estratégias para resolver a putativa guerra Irão - Israel, eu distraio-me tentando descobrir outras coisas que me interessem. A esta hora já não me dá para ler livros, só para escrever ou para cirandar pelos vídeos ou pelas gordas dos onlines.

Há bocado, ao ver uma mensagem, num grupo de amigos, de um deles, o que tinha a melhor casa e que generosamente a disponibilizava para as famosas festas em sua casa, pensei como curiosamente continua a mesma pessoa, low profile, reservadíssimo, mas, ao mesmo tempo, surpreendente com a sua cultura, em especial, cultura musical mas, também, uma visão humanista e invulgar sobre o mundo.

Ele sempre foi muito alto. Desde miúdo que é igual. Baixava-se um bocado, parece que se encurvava um bocado para não ficar muito mais alto que os outros. Tinha óculos que parece que lhe punham os olhos maiores e que lhe davam um ar ainda mais tímido. Nas aulas nunca se destacou. Também nunca se portou mal. Nunca se meteu em sarilhos. Quase nos esquecíamos dele de tão boa pessoa que ele era.

As festas eram na garagem que ficava vazia para nós. Ao fundo havia mesas onde a trupe da luz e do som instalava aparelhagem sonora e luzes que piscavam. Estávamos por nossa conta. Havia um belo jardim mas ninguém queria saber do jardim para nada. Queríamos era estar na garagem, de preferência à meia luz.

Muitos slows ali dancei, muito mel ali se destilou. Namorei que me fartei naquelas festas.

À hora do lanche, abria-se a porta que fazia a ligação da garagem à casa e avançávamos. 

A casa era fantástica, grande, muito bem decorada. A escada, interior, era invulgarmente larga e no patamar intermédio, entre os dois lances, junto a uma grande janela, havia um piano. 

Aí, havia sempre alguém que ia tocar, no piano, as músicas mais conhecidas da altura. Nos últimos anos, apareceu um 'artista' e aí as pianadas eram mais a sério. Muito bom.

Na sala de jantar havia uma mesa enorme cheia de comida. Coisas boas com fartura.

Tento lembrar-me da mãe mas a ideia que tenho é vaga, mistura-se com a imagem da mãe de um outro que tinha mais ou menos a mesma maneira de ser e que tinha pais que já não me pareciam novos, o pai era o Notário da cidade e a mãe era uma senhora que se arranjava muito bem, distinta, sempre muito bem vestida e penteada. Lembro-me, sim, que a mãe deste da garagem (o outro também fazia belas festas mas não tínhamos instalações tão independentes) era discreta, simpática, mal se dava por ela (a do outro também).

Curiosamente casou com a irmã do meu namorado da altura. Ele era um maluco de primeira. A irmã era o contrário mas não se espantava, não se escandalizava nem se indignava com as doideiras do irmão. Era como se aceitasse que era normal que, volta e meia, a família tivesse  chatices com o irmão. Casou com o colega do irmão, o colega melhor comportado. Deve ser um casal tranquilo. Pelo menos assim parece. Na altura, ela parecia uma rapariga crescida quando nós éramos uns catraios. Agora parecemos todos da mesma idade.

Sei que se interessam por arte e não me admirava nada que, se eu lhes mostrasse este vídeo, também achassem piada.

Tanya Marcuse: Artist

“I try to kind of have both of those things visible at once…in a single piece there’s some kind of sense of the duality and unity between growth and decay.”

When you venture into nature, you probably find yourself thinking about how naturally beautiful the environment looks. Artists strive to capture that beauty, and Tanya Marcuse does this by foraging and recreating natural scenes in her photography. 


Dias felizes!

segunda-feira, dezembro 25, 2023

Uma borboleta natalícia

 

O almoço foi o resto do arroz de peixe do jantar da véspera. Para o jantar de Natal, da parte que me tocava, só tinha que levar o bacalhau para fazer lá. Mas lembrei-me de fazer uma empada de aves para levar. Depois logo conto como a fiz. Parece que foi apreciada. 

Cozinhei as aves na parte da manhã, antes de irmos fazer a caminhada. 

Depois de almoço, montei-a e levei-a ao forno. E, entretanto, fui deitar-me no sofá cá fora. Não estava ao sol e foi pena pois arrefeci um bocado. Pensei que seria bom se dormisse um pouco. Mas não dormi.

Então, vi um esvoaçar ao de leve na buganvília por cima de mim. Umas asas pequenas. Pensei que seria uma borboleta grandinha. Por ali andava, de flor em flor. Mas então vi que era um passarinho pequenino. Uma doçura. Pequenino, clarinho, um gracioso pom-pom. Eu imóvel, tentando que não se assustasse. Foram momentos mágicos. Esvoaçou, brincando, dançando, fofíssimo. 

Depois, o urso felpudo que estava deitado aos meus pés deu um salto e a borboleta natalícia, mais propriamente um passarinho-borboleta, voou para longe. E eu enchi-me de coragem para me levantar e ir à minha vida.

Tirei a empada do forno, acondicionei-a, guardei o que era de levar nomeadamente os sacos com os presentes e lá fomos.

Paragem no hospital, claro. A médica disse-me que, se ela estivesse a dormir, eu não a acordasse. Mas estava acordada. Confirmou que no dia seguinte, isto é, hoje, seria dia de Natal. Perguntou-me as horas, diz que ali acaba por não ter bem noção das horas que são. Melhor encarada, mais desperta, menos queixosa, a reagir. Perguntei-lhe qual o pin do telemóvel para o caso de se desligar. Sabia-o na ponta da língua. Eu, por via das dúvidas, tenho sempre que ir confirmar o meu. A médica diz, com algum espanto, que está totalmente orientada, totalmente lúcida. Mesmo nos dias em que estava num estado periclitante o estava. Quase sem voz, quase a dormir, dizia o que queria, dava instruções, respondia a todas as perguntas. Uma memória e uma capacidade de raciocínio perfeitas. Melhores que as minhas.

Vim de lá mais animada.

Acontece que agora, para além do mais, estou mal da garganta. Obviamente ao pé dela estou de P2 (já para não falar de bata e luvas). Tenho estado a chupar pastilhas e espero que não vá a mais. 

De lá segui para os festejos das vésperas natalícias. Pelo caminho mais mensagens amigas, algumas de ex-colaboradores. Mesmo alguns que já não trabalhavam comigo há anos não esquecem as palavras amigas. Um deles, de que me lembro ainda tão bem da festa que lhe fizemos quando lhe nasceu o primeiro filho, manteve-se sempre em contacto e sempre muito amigo. Agora os filhos já andam na universidade. E as mensagens dele continuam a não falhar. Isto enche-me de alegria. Os anos passam e não se esquecem de mim. Gostava de saber retribuir de uma forma mais intensa para que saibam que também a mim eles me marcaram.

Depois seguimos, então, para os festejos. Todos bem dispostos como deve ser. Comida boa, sorrisos, alegria. A casa com luzinhas, decorações natalícias, um ambiente bonito, acolhedor, um conforto afectuoso. Tudo muito bonito, tudo aconchegante.

E festejámos e brindámos e trocámos presentes. A vida é assim mesmo. 

Por fim, viemos para casa e aqui estou. Cansada, com sono e tomara que não adoentada. A situação da minha mãe, apesar de estar melhor, preocupa-me. Não é só o agora, é também o que se segue. Mas, enfim, tento afastar esses pensamentos pois já basta o que é presente, não preciso de arranjar coisas com que me pré-ocupar.

E agora é o dia de Natal e é cá em casa. A ver se de manhã consigo arranjar vontade para fazer algumas decorações natalícias, nem que seja colocar umas luzinhas a piscar. 

Quando há pouco chegámos, havia grande festa na casa ao lado que estava altamente iluminada. Muitos carros na rua, muitas vozes, uma grande animação. Ao regressarmos da nossa caminhada, perto da hora de almoço, tínhamos visto o vizinho empoleirado numa alta escada a colocar fiadas de luzinhas não apenas em volta do beiral como no próprio telhado. Desejou-nos bom natal e nós a ele. E o meu marido virou-se para mim e disse: Vai haver festa. Fazem muitas e, de cada vez, são altas produções. E, mais uma vez, o meu marido não se enganou. O meu marido disse: Temos que lhe pedir que venha também tratar das iluminações cá de casa. Seria uma boa ideia pois parece que lhes sobra em imaginação e energia o que a nós nos falta.

E é isto. Vou chupar mais uma pastilha. 

E já estamos no Natal. Sim, porque, podendo parecer que o Natal é um período festivo que começa em fins de Outubro, a verdade é que, pelo menos em termos objectivos de calendário, o Natal é apenas um dia, o dia 25 de Dezembro.

Para os que têm com quem passar o dia de Natal em família ou entre amigos, desejo que seja um dia de amor, carinho, aconchego, harmonia, alegria. Para os que não têm com quem partilhar o dia, vai daqui o meu abraço amigo.

E muito obrigada pela gentileza dos vossos comentários e mails. Agradeço-vos de coração. 

E agora deixo-vos com o talentoso Jon Batiste interpretando a sua Butterfly.

Dia feliz.

Saúde. Afecto. Paz.

segunda-feira, julho 17, 2023

Coisas da vida

 

Jane Birkin que, com a sua voz sussurrada e os seus suspiros embalou vários slows na minha adolescência, morreu. 

É o caminho inexorável da vida.

Estava doente. Foi encontrada morta em casa.

Mas a sua voz, os duetos com o bad boy Serge Gainsbourg, sobreviver-lhe-ão.

No grupo dos meus antigos colegas de liceu está a fotografia de grande parte de nós, o que éramos na altura e o que somos agora, quase um pouco como a fotografia de Jane, antes e depois. A muitos eu não reconheceria se não visse a fotografia da altura e, muitos, só mesmo com o nome, pois a minha memória tinha apagado alguns rostos.

Quando vejo estas fotografias emociono-me sempre. Fazem-me lembrar aqueles filmes sobre pessoas de verdade em que, no fim, aparecem as fotografias reais das pessoas, dizendo que idade têm agora e o que fazem ou onde vivem.

Fez-me também muita impressão saber que alguns dessa altura já morreram. Fico sempre um bocado sem acção quando o sei. Tenho vontade de saber de que foi que morreram, como se isso adiantasse alguma coisa. Contenho-me, não pergunto. Mas fico com essa dúvida a roer-me, como se não pudesse aceitar o facto sem conhecer as razões da morte.

Uma das que morreu foi uma que, creio, namorou o meu marido. Ele nunca se confessou, não sei porquê. Aliás, recusa-se, ainda hoje, a falar dos namoros ou affairs que teve. Desta sei pois ela contava-me, falava-me dele. Lembro-me de estar a falar comigo e depois despedir-se à pressa porque tinha combinado ir com ele à Feira do Livro. Lembro-me de a ver com um saco com compras, coisas de comida, porque ia fazer jantar, ele ia jantar lá a casa. Vivia sozinha num apartamento. Lembro-me do que ela, enlevada, me dizia dele, que era assim, assado e cozido. E eu, dizendo-me ela que ele era um gato, uma brasa, um borracho e mais não sei o quê, logo conclui que devia ser aquele que eu achava o máximo. E era mesmo.

Não me incomodava nada saber que ele tinha um caso com ela até porque eu também namorava com outro. Tinha, com muita clareza, a certeza de que o nosso tempo, o meu e o dele, haveria de chegar. E chegou.

Quando comecei a namorar com ele, falei-lhe nela. Mostrei-me admirada. Via-o sempre rodeado de raparigas, lembro-me de o ver de braço ao peito e umas sentadas ao colo dele e outras a escreverem-lhe dedicatórias no gesso, e, no entanto, pelos vistos, tinha namorado com aquela minha colega de liceu que eu achava muito simpática mas pouco bonita e que, ainda por cima, tinha as mãos sempre frias. Ele não ligou nada a isso, limitou-se a dizer que ela tinha um corpo fantástico. Nunca eu lhe tinha reparado no corpo. 

Fez-me muita impressão quando soube que morreu. Lembrei-me logo das mãos frias.

No outro dia, vi uma fotografia em que estava um grupo dos mais boémios. Eram giraços, cabelos meio compridos, ar de bon vivants, volta e meia faltavam às aulas, fumavam, iam jogar snooker, eram uns bad boys. Agora são uns homens grisalhos, outros sem cabelo. Mantêm-se bonitos mas eu, se os visse, jamais pensaria que eram eles. E fiquei a saber que um que era dos mais terríveis, um que, numa das fotografias, aparece com um cigarro ao canto da boca, sorriso malicioso, sentado com as pernas completamente abertas, uma rosa numa das mãos, já morreu. Fiquei bloqueada. Parece que não pode ser. Não bate certo.

Agora soube que um desse grupo, um dos mal comportados, para mim o pior dos piores, um por quem a minha melhor amiga da altura incompreensivelmente se apaixonou perdidamente e com quem se casou, num casamento que foi sol de pouca dura, também morreu. Fiquei a lembrar-me dele todo gingão, todo gozão, todo convencido e mal comportado. Tinha a vida toda nas suas mãos. E afinal já morreu.

Outro, já aqui o referi, lembrei-me dele numa história que escrevi, tornei-o personagem, e sem saber porquê, escrevi que ele tinha morrido. E, afinal, morreu mesmo. Fiquei muito incomodada e o meu marido também.

Claro que a larga maioria está viva, bolas, mas, na minha cabeça, seria natural que, sendo meus colegas, gente da minha idade, ainda estivessem todos vivos.

Enfim. É o que é. É a vida. Uns morrem, outros envelhecem.

Mas o curioso é que a 'malta' mantém o espírito folgazão e até adolescente de então.

Quando entrei para a faculdade senti muito a falta dos meus amigos divertidos, descontraídos, tudo gente que gostava de passear, ir à praia, ir ao cinema, dançar. Na faculdade era tudo gente ensimesmada. Custou até que conseguisse descortinar outros que gostassem de alinhar numa vida agradável. Curiosamente, uma dessas que me salvou daquele cinzentismo tinha sido minha colega de liceu, embora de outra turma. Mas trazia aquela leveza e gosto pelo bom humor que me são fundamentais. E continua assim, tal e qual, brincalhona.

Mas, pronto, já chega de conversa. Hoje estou completamente pedrada de sono e, pelos vistos, isso está a dar-me para o sentimento.

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From the archives: The iconic Jane Birkin


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Desejo-vos uma boa semana
Saúde. Humildade e disponibilidade para desfrutar cada pequeno instante desta nossa vida. Paz.