Pois é, Nogueira Leite, tão amigo e tão conselheiro de Passos Coelho, demitiu-se da CGD, onde era vice-presidente.
Independentemente de ter jurado, sob palavra de honra, que se pirava se tivesse que pagar mais impostos, dizia-se que tinha divergido da venda da participação na Cimpor, dizia-se que ia acumulando pequenas divergências com o accionista.
Nomeadamente, falava-se de algumas reservas em relação ao eventual Banco de Fomento, de algumas reservas em relação a eventuais privatizações, de reservas face à contratação da Perella aquando da privatização da REN e da EDP.
Dizia-se também que não lhe agradava nem um bocadinho estar a perder dinheiro face à muito confortável situação financeira que tinha antes da nomeação.
E, somando o que se dizia e mais o que se diz e mais o que se intui, lá temos Nogueira Leite já com a experiência de banqueiro no curriculum. Também já tinha sido Secretário de Estado no Governo de Guterres e também se tinha demitido. Ou seja, vai acumulando breves experiências no seu CV e, ao mesmo tempo, vai podendo dizer que não é apegado e que, quando a coisa não lhe agrada, bate com a porta.
Talvez seja verdade.
