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quinta-feira, dezembro 20, 2012

Nogueira Leite demitiu-se da Caixa Geral de Depósitos. Disse que se pirava se lhe fossem mais ao bolso e, ao que parece, assim fez



“Se em 2013 me obrigarem a trabalhar mais de 7 meses só para o Estado,
palavra de honra que me piro,
uma vez que imagino que quando chegar a altura de me reformar
já nada haverá para distribuir, sendo que preciso de me acautelar”,
disse há pouco tempo Nogueira Leite no Facebook


Pois é, Nogueira Leite, tão amigo e tão conselheiro de Passos Coelho,  demitiu-se da CGD, onde era vice-presidente. 

Independentemente de ter jurado, sob palavra de honra, que se pirava se tivesse que pagar mais impostos, dizia-se que tinha divergido da venda da participação na Cimpor, dizia-se que ia acumulando pequenas divergências com o accionista.

Nomeadamente, falava-se de algumas reservas em relação ao eventual Banco de Fomento, de algumas reservas em relação a eventuais privatizações, de reservas face à contratação da Perella aquando da privatização da REN e da EDP. 

Dizia-se também que não lhe agradava nem um bocadinho estar a perder dinheiro face à muito confortável situação financeira que tinha antes da nomeação.

E, somando o que se dizia e mais o que se diz e mais o que se intui, lá temos Nogueira Leite já com a experiência de banqueiro no curriculum. Também já tinha sido Secretário de Estado no Governo de Guterres e também se tinha demitido. Ou seja, vai acumulando breves experiências no seu CV e, ao mesmo tempo, vai podendo dizer que não é apegado e que, quando a coisa não lhe agrada, bate com a porta. 

Talvez seja verdade.