Uma chachada entre dois populistas. Volksvargas sempre em cima do acontecimento.
Resumo do debate para quem não assistiu.
Montenegro e Ventura, dois que tais
Um namoro não assumido ou uma saída do armário à vista...?
Uma chachada entre dois populistas. Volksvargas sempre em cima do acontecimento.
Vocês, meus Caros Leitores, já devem ter percebido: sou um coração de manteiga. Não me importo de desancar nos poderosos mas apiedo-me na hora de criticar os fracos. Órfãos do lado do cavaco, com os factos a demonstrarem todos os dias que andaram a fazer porcaria enquanto governaram, sem argumentos, sem causas, sem nada a que se agarrem para além do seu próprio rabo, com os números que atestam os bons resultados da so called Geringonça a serem-lhes esfresgados na cara por tudo o que é organismo nacional e internacional e, até, pasme-se, com comissários europeus a reconhecerem o mérito da estratégia seguida pelo Governo de Costa com o apoio dos 'acólitos' (Montenegro dixit) Cataraina e Jerónimo, estas pobres abéculas por aí andam a rabiar, querendo fazer alarido atrás de tudo o que mexe, mas, coitados, sem conseguirem mais do que o efeito dos estalinhos de carnaval.E, queiram eles ou não -- inventem eles comissõezinhas de brincadeirinha para andarem a espiolhar os sms que um ressabiado com alma de alcofinha e escrúpulos de alcoviteira por aí anda a espalhar -- a verdade, verdadinha é que os cães ladram e a geringonça passa. E soma e segue mostrando bons resultados.

[Quiçá Madame Albuquerque seja, afinal, a inspitarix de Kellyanne Conway, a grande defensora do palhaço Donald (a tal menina que, se necessário for, usa os ditos factos alternativos) -- e que, de passagem, faz propaganda à linha de vestuário produzida pela infanta Ivanka. Uma mulherzinha de alto coturno, portanto.]
(A senhora não perdia nada em ser analisada por algum especialista em desordens mentais. Chega a dar dó. Mas lá está -- é o meu lado piedoso a falar).
Mas não só isso. Tudo o que antevê lhe sai ao lado. E é ele e a sua mestre-escola, a pinóquia do regime passista, a miss swap, a tal biscateira que agora é funcionária da Arrows e deputada nas horas livres. Ele diz uma palermice e logo aparece ela, despudorada, a esfolar o que ele matou. Uma dupla que seria de gargalhada se não fedesse.
Em 2011, Passos preferia impostos indirectos em alternativa ao directos. Em 2016, numa cambalhota despudorada, os indirectos são agora injustos. Passos é basicamente um político sem qualquer orientação política. Qual catavento, dirá sempre o que lhe parecer mediaticamente mais favorável.
Quanto à Cristas, é deprimente. Parece-me uma daquelas zinhas a quem saíu a taluda e, de repente, aparecem de casaco de peles em pleno verão armadas em rainhas do pedaço. Anda deslumbrada mas, coitada, como parece ser fraca de cabeça, só apetece dizer-lhe que se limite a fazer presenças e sessões fotográficas. Depois, tal como é prática na escola no CDS, fala como os outros de lá: soletrando, sílaba a sílaba, matraqueando, como se falasse para néscios, surdos ou crianças muito pequenas. Pior: o que diz tem conteúdo que é explicitamente para esse nicho de mercado - mentecaptos, retardados ou crianças de tenríssima idade. Portanto, sobre esta criatura também não sei que diga. Nem dela, nem do carroceiro Melo nem da que tem cara de bruxa má, a Meireles. Tudo gente deprimente demais para o meu gosto.E mais? Quem mais tem por aí andado a fazer de conta que é esperto e que se acha com capacidade para animar a cena política?
Ora, como a comunicação social que temos (especialmente a que pertence ao redil do militante nº 1, o datado Balsemão; mas não só, porque ninguém lhe quer ficar atrás, namely o DN ou o Observador ou as televisões papagueadoras), não faz outra coisa senão andar a ver se desencanta múmias, mesmo que paralíticas, para andarem a dizer mal do governo do António Costa, dando primazia aos dissidentes e amarelos, eis que o Assis, todo contente, logo se prestou ao número.![]() |
Assis: É "uma deturpação da realidade"
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Leio: Passos joga tudo: crucifixo no bolso, Nossa Senhora e “muita fé nas pessoas”. Só faltou o bispo. Criancinhas, velhinhos, Nossa Senhora de Fátima, beijos aos “que mais precisam”. Passos anda de crucifixo no bolso. E mostra-o.
Na volta, até isso ele fingiu dar, um papelinho na boca de cada velhinho e está a andar.
Leio que, por onde passa, montam-lhe quase uma cápsula protectora para que as televisões não o voltem a apanhar a ser confrontado com a ira dos lesados do BES, com novas senhoras cor de rosa ou com gente a chamar-lhe gatuno.
Mas agora digam-me, meus Caros Leitores:Um não paga a segurança social, mente com quantos dentes tem, outro não tem palavra, vende a sua honra por um cargo no governo.
E isto só para falar de algumas das mais gritantes que eles fizeram.
E nada contra os pequeninos, juro, até os acho amorosos. Só me maçam os pequeninos armados em conselheiros de estado, que contratualizam vistos gold no intervalo dos biscates na televisão e assim.
Pedro Passos Coelho enganou-se.
Afinal a 15 de outubro não há um pagamento antecipado do empréstimo da troika mas sim o pagamento de uma emissão obrigacionista a dez anos. Mas à noite insistiu em atribuir as culpas, nos dois casos, aos socialistas.
Poder-se-ia dizer: o homem é maluco. Um homem normal, inteligente, bem formado, não actuaria assim. Mas este actua.
Se os olheiros da Dolce & Gabanna o vissem chamavam-lhe um figo: ia direitinho para modelo da marca. Que belos fatos eles lhe vestiriam, que belas poses eles o poriam a fazer. Tem uns olhos lindos e um sorriso florentinamente inocente (ou quase).Mas ele não é apenas bonito: é também inteligente, focado, rigoroso, sistemático.
A propósito dos santinhos, era para falar do Cameron mas agora, aqui, não vem a propósito. Mas, assim, depois de ter falado de coisas sérias, até o Alexandre Abreu me deserdava se eu o misturasse com tão bizarras criaturas. Não pode ser.
Segundo relata um amigo do peito, nos tempos de esbórnia, Dave (como agora lhe conheço certas intimidades, acho que já posso tratá-lo por Dave) não se pôs, qual Edite Estrela na imaginação do Herman há uns anos, ou seja, qual leitão, todo nu de maçã na boca, num tabuleiro de ir à mesa - mas, ao invés, praticou um curioso número com um porco morto (ou melhor: com a cabeça do porco).
Diria eu que a coisa desentusiasmaria qualquer homem normal mas, para ele, pelos vistos, foi gratificante.
(Há gostos para tudo, ó caraças, que esta não lembraria nem ao Maçães, esse nosso intrépito animal sexual.)
Claro está que o Dave teve sorte porque, se fosse na China - em que, volta e meia, declaram o óbito e, umas horas ou dias depois, o morto começa a bater à porta da urna porque, afinal, a notícia da morte foi precipitada - ainda se arriscaria a que o porco, envergonhado, fechasse a boca e ai!... bye bye, valentia.
O vídeo abaixo é um piadão. Jimmy Fallon transforma-se em Donald Trump para que pareça que o narcisista Donald Trump se auto-entrevista -- e a coisa prossegue num registo de paródia, ambos à altura do desafio, entrevistador e entrevistado.E, aliás, também já em tempos aqui o disse: uma arma imbatível contra o láparo é o humor (vide o trabalho do magnífico Luís Vargas): deixar a nu a burrice de tudo o que o láparo tem feito e de tudo o que se propõe fazer. É certo que, de cada vez que o paf-láparo põe em prática uma das suas burrices, mais uma data de portugueses fica pior e é um bocado doloroso parodiar uma má governação quando tem tão nefastas consequências. Mas nada como, pelo humor, mostrar que aquela lápara criatura e o seu vice-irrevogável ajudante de campo não atinam, são anedotas que a história tuga um dia pôs à frente de um governo.