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terça-feira, novembro 15, 2022

WTF...?

 

Só mesmo isto hoje para me arrebitar. Que coisa insólita. Nem sei que diga. 

(Refiro-me ao vídeo que abaixo poderão ver.)

E falo em arrebitar-me porque uma reunião de mais de cinco horas corridas é daquelas para as quais já me é necessário algum fôlego. E quando acaba às oito da noite... e quando eu estava convencida que lá para as cinco estava despachada... caneco... Acabei mesmo estafada. Ainda por cima, estava na reunião e a receber mensagens e telefonemas. Por isso, sabia que depois dela ainda tinha chamadas para fazer. Enfim. Acabei de jantar às dez e tal. 

É certo que a bolinha azul flutuando aí pelos ares está cada vez mais carregada de bicheza humana, parece que já vai em mais de oito mil milhões, uma cambada que tende a dar cabo de tudo em que toca. E nuns sítios a maltinha parece que brota dos poros uns dos outros e noutros é quase tudo já malta entrada e crianças é só na base do lá vai um. E nuns lugares chove que deus a dá e há vendavais que levam tudo pelos ares e noutros passam-se temporadas em que não cai uma pinga de água e onde tudo arde que é uma tristeza. Mas hoje não estou com fôlego para me afoitar por ecologias, antropologias, geografias ou outras coisias acabadas em ias.

E é também certo que o Cristiano Ronaldo, uma figura quase tão importante no nosso país como a Nossa Senhora aparecida sobre a azinheira, deu uma entrevista em que se queixou de tudo e mais alguma coisa, desde o treinador ao jacuzzi. Mas, tenho que confessar, não vi, não li sobre e nem sequer sei se Marcelo já se pronunciou. Nem sei o que as manas Cátia & Elma e mamãe Dolores tiveram a opinar. Portanto, embora reconheça a galáctica importância do tema, vou ter que deixar passar.

E parece que as big não sei das quantas, todas as high tech e os escambaus, está tudo a dar mostras de querer virar-se de pernas para o ar, tudo a despedir aos milhares, tudo a tremelicar: Twitter, Facebook, agora a Amazon. Certo que milhares na Amazon é coisa nenhuma e é também certo que o Bezzos anunciou que vai desfazer-se de grande parte da fortuna para apoiar isto do clima e mais não sei o quê. Mas também as crypto coisas estão a derrapar e tudo isso que estava por aí a bombar parece que se calhar tem um bocadinho de pés de barro, essas coisas que não se sabe bem a que é que correspondem na vida real, e, por isso, estou aqui ao lado a olhar para tudo isto e a pensar que não sei se é grave ou se deixá-los lá estar. E o pior é que nem pingo de fôlego para ir tentar descobrir o que se passa. Estou mais naquela: que se lixe. Que é como quem diz: que se f... QSF.

E, neste enquadramento, há um tema no qual me dá para me deter mas não para tentar perceber. Tudo naquela base.

What the f@ck? Mas que raio deu nele? Mudou de sindicato? Fartou-se do Bond que existia nele? Pois não sei. Mas que é do caraças é. 

E eu adorei. Of course, né? Tudo o que é meio amalucado me atrai.

Belvedere Presents Daniel Craig, Directed by Taika Waititi: Director’s Cut

Belvedere Vodka reveals a monumental campaign featuring critically acclaimed actor, Daniel Craig, as he has never been seen before. Directed by Academy Award-winning filmmaker Taika Waititi, the unexpected, fun and inspired collaboration, showcases Craig’s talent to surprise and innovate.

Courageous in spirit with a warmly rebellious energy, the campaign unites an exceptional community of collaborators. Craig has been skillfully and humorously choreographed by celebrated choreographer JaQuel Knight, to an original track written and performed by global superstars Rita Ora and Giggs and produced by hitmakers Invisible Men, Bandits and Hungry Man. The accompanying campaign stills were photographed by the iconic Juergen Teller, in the same suite that sets the scene of the movie’s grand finale whilst Christine Centenera, has styled the shoot with a clean, modern edge.


No time for tonic: Daniel Craig shows Bonds just wanna have fun

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Um dia bom
Saúde. Boa onda. Paz.

terça-feira, agosto 14, 2018

Elba. Idris Elba
[E algumas memórias a propósito dos 007 a que nunca liguei patavina]




Na minha terra, quando eu era jovem adolescente -- e digo jovem adolescente porque, como me casei aos vinte, na minha cabeça, para aí a partir dos dezoito ou dezanove, já me via num outro patamar, já era pós-teenager -- na principal sala de cinema era normal a sessão englobar dois filmes. Não me lembro se isto acontecia em todas as sessões ou só nas matinées. E, agora que escrevo isto, fico baralhada. Habituei-me ao nome sem questionar. É que as matinées, tanto quanto me lembro, não eram de manhã: iam para aí das 15 ou 15:30 até às 19:30 ou 20:00. Havia, pois, um primeiro filme, tenho ideia que mais popularucho e, a seguir ao intervalo, o filme mais a sério.

Sempre adorei ir ao cinema mas, a partir da altura em que passei a ir com amigos e, sobretudo, com namorado, o cinema tinha outros encantos e, por vezes, nem era tanto o filme em si o motivo de interesse mas, sim, o convívio, a descoberta, as pequenas ousadias. Nesses primeiros anos de liberdade, todas as sessões tinham, pois, uma graça suplementar: as mãos que se tocavam sem querer, o braço que vinha cautelosamente pelas minhas costas até se instalar sobre os meus ombros, um beijinho silencioso e ingénuo que acontecia como que por acaso. 

Mas, independentemente disso, lembro grandes filmes. Tenho ideia que os rapazes, frequentemente, gostavam mais do primeiro filme. Eu via-os como hoje vejo tretas que passam na televisão e às quais não presto a mínima, entretendo-me com pequenos apontamentos completamente laterais. Saía de lá sem saber dizer o que tinha visto. Era normal os 007 aparecerem nessas primeiras partes. Carros que voavam, perseguições, cenas de pancadaria com acrobacias pelo meio, mulheres plastificadas, amores estapafúrdios. Nada daquilo me dizia alguma coisa, tudo de uma surrealidade que, a mim, me parecia pirosa. Tenho ideia que o único 007 que vi inteiro, e isto em toda a minha vida, foi o 007 e o Casino Royale. Mas não tenho a certeza que tenha sido este. Sei, sim, que foi o primeiro com o Daniel Craig. Gostei mas não guardo ideia nenhuma do que lá se passou. Acho que gostei, sobretudo, dele, em especial quando estava fragilizado. Agora porque é que estava fragilizado não faço a mínima.

E, no entanto, cá em casa, quando dava ou dá o 007, não há zapping. E mesmo a nível de DVD, tenho ideia que temos uns quantos. Mas não faz o meu género. Nada a fazer. Sou mais Dangerous Liaisons ou Lady Chatterley's lover ou, mais recentemente, o Samba. Por exemplo. Nessa altura lembro-me, acho, Les uns et les autres ou Mourir d'aimer ou coisa por aí. 
E lembro-me de uma cena macaca de que já aqui falei, acho. Pelos cartazes pareceu-me que um certo filme haveria de ser bom, alternativo talvez, mas interessante. Sempre as coisas disruptivas me atraíram. Mas o namorado era muito recente e era à noite e os meus pais embirraram. Decidida que estava a ir, na maior bravata, disse-lhes que fossem também. Aceitaram. Pois. Passei pela maior saia justa de toda a minha vida e, ainda hoje, quando me lembro, me encolho. Um horror. 
Hardcore puro e duro. Já não me lembro se era o Trash ou o Flesh do Andy Warhol. Um deles. Sexo de toda a maneira possível e imaginária. Comportamentos desviantes também de toda a espécie e feitio. Coisas com que eu nunca tinha sonhado. E eu ali com um namorado novo e com os meus pais ao meu lado. Só pensava em pedir para nos irmos embora, em pedir desculpa, em enfiar-me pelo chão abaixo. Enterrada no cadeirão, eu dizia ao meu namorado: 'Que horror, que vergonha... No intervalo vamos embora...'. Ele não estava menos encabulado que eu. No intervalo, levantámo-nos e eu a pensar como é que, depois daquelas cenas escabrosas, eu ia ser capaz de encarar os meus pais, pronta para ir para casa e, quiçá, receptiva a uma valente desanda. Acho que até uma bofetada eu era capaz de aceitar de bico calado, como se fosse a coisa mais justa que me poderia acontecer. No entanto, para nosso espanto, os meus pais estavam como se nada de estranho se tivesse passado, impávidos e serenos. Ficámos sem acção para propor que desandássemos. Vi a segunda parte em estado de negação, mentalmente indisponível para assimilar aquela galdeirice, aquela desbunda, aquela pouca vergonha que para ali ia. Com os meus pais, nem uma palara depois disso. Como se nunca tivesse acontecido. Sabedoria em estado puro.
Mas nem sei a que propósito veio isto agora porque queria era falar do próximo 007.

Não prestando, pois, atenção aos enredos e àquela palhaçada toda, o único a que prestei minimamente atenção, pelo charme, foi ao Sean Connery e, como disse, não desgostei do Daniel Craig. Ao Roger Moore nunca achei ponta de graça. Já em novo se antecipava o canastrão em que cedo se tornou. Homens com feições muito perfeitinhas, todos muito bem acabadinhos são, a meus olhos, homens desengraçados.

Portanto, quando hoje ouvi que se fala em Idris Elba para digno sucessor de Daniel Craig na longa galeria de actores que, desde o início dos tempos, vêm protagonizando o agente James Bond, todos os meus sinos tocaram. O meu marido franziu o semblante, diz que não faz sentido mas, cá para mim, é ciúmes. Pelo Idris Elba eu torno-me fã do 007. Pelo Idris Elba eu passo a ficar ao lado dele, quietinha, a papar os 007 de cabo a raso. Ai não que não fico.




Mal posso esperar. Nunca terá havido outro James Bond como ele. 
007 da melhor cepa.

[Aqui em A montanha entre nós com Kate Winslet]


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sexta-feira, novembro 06, 2015

Uma loura, sexy e jovem, outra é morena, sexy e madura - e ele gosta das duas
Ele é Bond. James Bond.


Dantes, já lá vão uns anos, eu não achava graça ao 007. Achava que aqueles filmes eram uma palhaçada meio infantilóide. Provavelmente foi nalguma fase mais fundamentalista minha. Tenho ideia que coincidiu com a fase Roger Moore. Aqueles saltos exagerados, aqueles carros que voavam por cima das coisas,  aquele ar de canastrão convencido, tudo aquilo me parecia uma paródia.

Tenho ideia que só verdadeiramente comecei a achar alguma graça ao Bond com o Daniel Craig. Não sei se foi pela realização, se pela caracterização dos personagens, se pela interpretação dele ou se era eu já com aquela tolerância que vai chegando com a idade.

Agora, por exemplo, estou com vontade de ir ver este novo, o Spectre. Podia esperar que viesse para dvd mas não, apetece-me ver em tela cheia, ouvir a música, ver aquelas cenas transbordantes de energia de toda a ordem.


Também tenho curiosidade de ver estas duas Bond girls que são um bocado atípicas. 


A curvilínea Monica Bellucci, já com 51 anos, vem mostrar que a sensualidade feminina é intemporal e certamente condimentará o ambiente com o seu sotaque italiano. Léa Seydoux, 30 anos, filha de uma família rica, é aquela actriz que, com as suas olheiras, traz em si a alusão à inevitabilidade do pecado. Além disso, a interpretação de Léa em A vida de Adèle foi de tal forma impressiva que dificilmente se vai vê-la em acção sem esperar que nos surpreenda com a sua sensualidade marcante mas algo ambígua.


As mulheres do novo James Bond: Monica Bellucci e Léa Seydoux



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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira.

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