Depois do desfile de chapéus que mostro abaixo, uma festa de mulheres, apetece-me ter aqui uma outra festa: uma em que as mulheres mostram, sem rebuço, o seu tremendo poder. Quando as mulheres põem de parte as suas vergonhas, os seus receios pela censura alheia e seus os medos ancestrais e percebem a força que têm e a poderosa arma que é o seu corpo, não há quem as detenha. Aleluia!
Megan Thee Stallion é um mulherão com apenas 26 anos. E é um mulherão não apenas por ser grande mas porque é destemida, guerreira e porque avança sem medo onde outras apenas fingem que o não têm mas não conseguem senão fingir bravatas que logo se vêm que são artificiais. Poder-se-á dizer que é showbiz. E é. E é do bom. Mas é muito mais que isso: é descaramento, é desafio, é desmando e força.
O conservadorismo arvorado em puritano cai pela base, exposto ao ridículo, no meio de mulheres que exibem, gloriosas, as suas curvas e o seu corpo que usam como muito bem lhes apetece, um corpo que não é instrumento passivo do gozo alheio mas, pelo contrário, bandeira de libertação e afirmação de uma vontade forte e festiva.
Uma alegria de ver, um gozo. Um tremendo gozo. Oh yé.
