Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

O Oscar 2016 para o vestido mais bonito da noite vai para...
Cate Blanchett,
(of course)


Depois de ter escrito sobre o feliz livreiro que vive junto a um inesperado cavalo negro, estava aqui eu, posta em sossego, a escrever uma coisa (que já vos mostro) e nem dei conta que já estávamos na noite dos Oscares. 

Por isso, quando mudei de canal, já a passadeira vermelha estava carregadinha de gente famosa. Mas dei logo de caras com aquela que é, para mim, talvez a mais versátil e elegante artista de Hollywood: Cate Blanchett e, credo, linda, linda. Não sei o que vai aparecer mais mas, seja o que for, não é possível que venha a aparecer um vestido mais bonito do que o dela. Por isso, cá está o:

The Oscar for the best dress goes to the fabulous Cate Blanchett


Cate Blanchett: 

claro que a silhueta ajuda - e muito: que corpinho bem feito, o dela - mas aqui é tudo, o vestido , as jóias, a maquilhagem, o penteado. Tudo perfeito.


Cate is wearing an Armani Privé seafoam green cap-sleeve mermaid gown that features hand sewn clusters of Swarovski crystals and white feathers






Mas, para não parecer fundamentalista, destaco também estes belos modelitos

Alicia Vikander, Oscar 2016 para melhor Actriz Secundária - num vestido Louis Vuitton


and these ladies in blue:


Naomi Watts - vestido da Armani Prive e um colar  Bulgari

Sophia Vergara - Marchesa e Lorraine Schwartz


Brie Larson, Oscar 2016 para melhor Actriz principal - em Gucci

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....

E daqui a nada já publico aquilo que estava a escrever sobre uma mulher fabulosa a falar de outra também fabulosa.

sábado, setembro 12, 2015


"Sì é o meu tributo à feminilidade moderna, uma irresistível combinação de graça, força e independência de espírito" diz Giorgio Armani. 

Usado por Cate Blanchett, Sì repersenta o tributo da mulher moderna à vida, ao amor e à liberdade. 

Claro que o que acima transcrevi é linguagem comercial. Já usei (uma única vez e já há alguns anos) o Sì e devo confessar que os perfumes Armani não se dão bem comigo. Não sei explicar mas parece que, na minha pele, ao longo do dia, o aroma acaba por se intensificar ou ficar adocicados. Prefiro os perfumes mais florais e apenas ligeiramente almiscarados ou com um toque de madeira. 

De qualquer forma, a publicidade é de qualidade e Cate Blanchett é Cate Blanchett. Ainda não é o vídeo da campanha mas apenas o behind the scenes - contudo já é de gosto que se vê.



...

quarta-feira, agosto 05, 2015

Beatrice Borromeo usou Armani Privé num dos casamentos com Pierre Casiraghi. Não sei quais os costureiros que vestiram Carolina e Stéphanie de Mónaco e respectiva prole mas aqui mostro as fotografias do casamento onde podemos vê-las produzidas à maneira.


Eu achava que elas eram bonitas, felizes, que viviam num palácio cheio de sol e flores, que tinham vestidos elegantes, uma mãe lindíssima, permanentemente radiosa, e um pai todo pacholas. 

Depois as coisas começaram a não dar certo. Pior, então, foi quando começaram a vir as desgraças, umas a seguir às outras. Acidentes, mortes, divórcios, álcool, violência, abandono, tristeza. As famílias reais, volta e meia são dadas à tragédia -- o que também não é pior para as revistas.

De cada vez que acontecia alguma nova tragédia, eu tinha pena de Carolina. Era tão bonita, ela, tinha um sorriso de quem ia ser feliz para a vida toda e, afinal, parece que tudo lhe corria sempre mal.

Da Stéphanie nem sabia bem o que dizer: um bocado andrógina, rebelde, sempre apaixonada por guarda-costas, artistas de circo, coisas assim, e sempre também metida em problemas.

O mano Albert sempre se manteve um bocado ao largo, fazia o que queria, copos, noitadas, mulheres. Agora que nasceram gémeos da sua nadadora triste, a filha Jasmim Grace (que parece a Lady Gaga e que é da idade da madrasta) anda por aí a fazer-se fotografar para a Harper's e a falar da avó Grace.

Sempre umas cenas.

Mas não é altura de falar em tristezas, desacertos, desatinos.

Já ontem aqui aflorei um outro casório de arromba. E hoje cá vai mais um, o do último filho solteiro de Carolina que, embora sogra e avó, mantém a aura de glamour. Pierre e Beatrice deram o nó pelo menos duas vezes e sempre belíssimos e num cenário de filme.



Belíssimos, os noivos




O noivo e os amigos esperando pela bela Beatrice

O mano Andrea

A bela mana Charlotte e o marido

Carolina de Mónaco

A tia Stéphanie e a prima Pauline

O casal Beatrice e Pierre
...

E vivam os noivos!

..

sábado, setembro 27, 2014

Sim ao sonho, sim à liberdade, sim à vida, sim ao silêncio, sim à sedução, sim à emoção, sim à folia, sim ao amor, sim a um novo início, sim à serenidade, sim à força, sim a nós dois, sim a mim própria.


Depois de ter renovado o look do Um Jeito Manso e depois de, no post abaixo, ter falado de ménage à trois, de sexo em grupo e da tentação que é um Gandy em roupa interior na cama, aqui, agora, parto para outra.

Não preciso de me repetir: até hoje permaneço fiel aos perfumes Chanel. De vez em quando tento intercalar, escolho algum mais em conta e até pode ser que quase resulte (por exemplo, nos saldos comprei um Tous que não se impõe nem se altera ao longo do dia; não é espectacular mas, para os dias sem grande história, serve). Admiradora da fluidez da linha de vestuário Armani, tentei algumas vezes os seus perfumes mas ainda não descobri um que ficasse bem em mim. Prefiro os cítricos, levemente florais, frescos e subtis. Ora os Armani são doces, impregnam-se, alteram a minha natureza. No entanto, não conheço ainda o . Terei que passar por uma perfumaria para ver como é.


Mas, independentemente disso, Cate Blanchett é cá das minhas e é com gosto que a recebo de todas as vezes que ela me bater à porta. Tem uma personalidade que ilumina os espaços e não há filme que protagonize que não fique especial.






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Relembro: desçam, por favor, que o post abaixo tem imagens muito inesperadas e belas.

...

sábado, maio 17, 2014

Cate Blanchett, Jane Fonda e Nicole Kidman, mulheres que se destacam na Croisette - Cannes 2014


Se eu não fosse preguiçosa ia agora à procura das fotografias que fiz há uns três anos, salvo erro, quando passei por Cannes. Quem vê as imagens que passam na televisão ou as fotografias da passadeira vermelha, talvez imagine um aparato que, de facto, não existe. A escadaria não tem a extensão que parece e nada daquilo é monumental. É mais a graça de um festival de cinema numa terra do sul de França. Mais piada talvez pudesse ter o Festival de Cinema do Estoril se Portugal apostasse estrategicamente na vertente turística/cultural/cinéfila/etc.

Como praia, Cannes não é nada por aí além e, como terriola, é relativamente pequena. O mar é azul, há uma fauna algo bizarra e há boas casas, bons barcos, boas lojas. Estou agora a lembrar-me de um jantar num pátio interior muito agradável ou do pequeno almoço no jardim de um pequeno hotel.

Tirando isso, Cannes não tem grande história.

Mas o que eu acho não é relevante para aqui porque vou falar de moda.

Cate Blanchett é daquelas artistas de que gosto muito: versátil, com muito charme, aquele charme que vem da inteligência, com uma modernidade intrínseca. Annie Leibovitz que a fotografou diz que é uma mulher com uma plasticidade excepcional. 


Poderia escolher para colocar aqui o belíssimo vestido Valentino que Cate Blanchett usou na passadeira vermelha, mas prefiro escolher o visual cidade. É o estilo de vestuário de que gosto bastante. Usa um conjunto Delpozo. 



Não percebo bem o feitio da parte de cima mas gosto na mesma. Tem pinta. 

Pessoalmente, prefiro as calças mais justas em baixo. Estas são um pouco mais largas do que eu gosto mas, enfim, suportam-se. E o conjunto fica lindamente com os sapatos encarnados. Também gosto imenso de sapatos altos encarnados e justamente deste mesmo feitio: fechados atrás e quase fechados à frente.

E gosto do cabelo natural, despenteado, e dos grandes óculos escuros. Muito bem, como sempre.


A seguir uma mulher que me intriga e fascina: Jane Fonda. 

Aos 76 anos Jane Fonda mantém uma beleza notável. Elegante, esbelta mesmo, muito feminina, Jane Fonda parece intemporal. O vestido é Elie Saab Couture e Angelina Jolie já vestiu um igual noutra cor. Mas o vestido ganha outros contornos, outra força, no corpo e na elegância desta mulher.




Olha-se o seu rosto e, claro, não é o de uma mulher com 45 anos, como Cate Blanchett. 


E já deve ter feito mil plásticas e faz dietas e ginásticas. 

Não interessa. O que quer que tenha feito, fez bem feito. Ainda conserva a s suas feições, os traços do rosto são os mesmos. 

E tem ainda brilho no ollhar, alegria e tem, bolas que quase sinto inveja..., um corpo invejável.



Por contraste, mostro Nicole Kidman que aqui quase parece a Branca de Neve rodeada de anões. É certo que é menina para 1,80 m e, com saltos, ainda fica mais calmeirona (bem que o Tom Cruise penou por causa disso). Na fotografia aqui ao lado, em que veste Armani Privé, toda a gente à sua volta parece que encolheu.


Além disso, a australiana Nicole Kidman - que afinal não é australiana nem se chama Nicole (de facto nasceu no Havai e foi registada como Hokulani) - tantas tem feito que já parece uma boneca.


Olha-se para ela e já me parece aquelas actrizes de Hollywood que se recusam a envelhecer e se vão recauchutando até ao limite do razoável, acabando por ficar artificias e sem glamour.

Estou com uma certa curiosidade para ver o filme Grace Kelly que pôs a principesca família monegasca numa pilha de nervos.

Coloco-a aqui, na galeria dos destaques, não pelos melhores motivos, mas porque está no centro da polémica por protagonizar um filme que está no centro da polémica.


Grace de Mónaco - trailer




*

quinta-feira, abril 03, 2014

Carolina de Mónaco vai ao Baile da Rosa de ténis debaixo do vestido de noite. E de bengala. Se fosse a mana Stéphanie a aparecer assim, a gente não estranhava. Agora a Carolina...? //// E, fazendo a agulha para um outro mundo, ofereço-vos um 'amuse-bouche': Rui Chafes no CAM (Gulbenkian)


No post abaixo já mostrei o vídeo que está nas bocas do mundo: o que foi projectado no tempo de antena do PS para o Dia das Mentiras, demostrando factualmente o patranheiro que tem vindo a revelar-se o barítono frustrado Passos-Láparo.

Ou seja, para constatarem as mentiras e outros embustes do gang que nos desgoverna, queiram, por favor, descer até ao post seguinte.

Mas aqui, agora, a conversa é outra. Façam o favor de se aperaltarem que vamos entrar na Sala das Estrelas. A preceito, se faz favor.





Todos os anos se repete o glamour. A família real monegasca recebe os convidados para o Baile da Rosa, um baile de caridade. Pagam 800 euros pelo ingresso, verba destinada à Princess Grace Foundation.

No entanto, a bem dizer, ninguém pensa muito no assunto da caridade. O baile é o momento por execelência para se ver em que param as modas - a todos os níveis. Os olhos convergem sobre as princesas, as câmaras estão a postos, os editores das revistas do coração aguardam o grande momento.. Estarão elas sorridentes ou, sabidos os choques de personalidades, revelarão mal estar, frieza ? O que vão vestir? Stéphanie vai ou zangou-se de vez com a mana? Vai algum dos namorados? A bela (e sonsa) Charlene vai arrastar-se com ar distante ou vai dar um ar de sua graça?

Pois bem. No passado dia 29 de Março decorreu mais uma edição do badalado Baile da Rosa e é disso que eu hoje, qual Pipoca mais Doce, aqui vou falar.

A elegância foi a de sempre. No entanto, Stéphanie desta vez não compareceu. O afastamento é cada vez mais um dado oficial. Andrea também não foi.

Charlotte, a bela, estava linda embora o vestido não mostrasse a sua elegância.

Talvez não seja como a Carolina Patrocínio que, ao fim de seis dias, já não tem rasto de gravidez e se apresenta com cintura estreita e barriga lisa. 

Talvez a bela Charlotte ainda tenha um pouco de barriguinha e tenha tentado disfarçar com o vestido solto.


Mas a beleza é muita, exuberante: herdou os traços perfeitos da mãe e também do pai.

O vestido, em cinza-gelo, era Chanel Couture.

Beatrice e Pierre
Esteve divertida e fartou-se de dançar ao som de Mika.

Quem surpreendeu foi Charlene. Depois de ter sido fotografada há pouco tempo toda dengosa com um outro, eis que no Baile se apresentou sorridente, vestida com um requintado Akris azul-escuro com detalhes pretos, encostada ao mulherengo Alberto, e, num dado momento, até lhe passou o braço à volta do pescoço.

Pierre lá estava com a sua bela Beatrice Borromeo, elegante, suave como um pêssego reluzente, vestida com Armani Privé, uma verdadeira princesa.


De resto, a surpresa da noite foi mesmo  Carolina de Mónaco. Debaixo do vestido Chanel estava de ténis. Claro que os ténis não eram uns ténis quaisquer: eram Karl (Lagerfeld) mas, valham-me todos os santinhos, eram uns ténis! E avançava lentamente e de bengala!


Se fosse a Lady Gaga isto podia fazer parte do modelo. Mas não.

A questão era afinal mais comezinha. Carolina é humana, apenas isso. Tinha sido operada a um joelho e, portanto, não podia usar sapatos apertados ou altos. 


Sei bem o que isso é. Durante um mês ou dois andei de havaianas ou outras chinelinhas, sandálias, sabrinas e por aí. Toda a gente olhava para mim com um sorriso indulgente. Eu, sempre de saltos, naqueles preparos. Calhou no verão, menos mal. Ainda agora, ao fim de semana, uso maioritariamente ténis ou outros sapatos confortáveis. Foi um hábito bom que veio com a operação.

É, pois, de louvar a descontração e o estoicismo de Carolina. Provavelmente estava com o joelho inchado, provavelmente estava a custar-lhe imenso estar de pé e, ainda assim, ali esteve, a sorrir e a deixar-se fotografar.

Não é nada de mais, é certo. Pelo mundo fora, milhões de mulheres têm dores e fome e mantêm-se de pé para tentarem manter-se vivas. Mas não é isso.

A questão é que Carolina foi 'vendida' desde que nasceu como o bebé perfeito, a menina perfeita, a noiva perfeita, a mulher perfeita, a mãe perfeita, a filha perfeita, a órfã perfeita, a viúva perfeita, e, com esta imagem, mostra bem que, mais do que perfeita, ela é humana. 

É certo que desde há uns anos a imagem das princesas tem sido dessacralizada, já não é possível manter aquela etérea imagem sempre tão deificada pela imprensa cor de rosa. Mas, ainda assim, pelo inesperado da imagem, pode dizer-se que, apesar de não ser pelos melhores motivos, Carolina continuou a congregar as maiores atenções.


***

A música é Grace Kelly interpretada por Mika a quem coube animar a noite no Baile da Rosa 2014.


*

Pernas suspensas com botas
Rui Chafes no CAM
Pois é. 

Era hoje que eu ia falar de Rui Chafes, João Tabarra, Pieter Hugo na Gulbenkian.


Até um Leitor me enviou fotografias da exposição do escultor no CAM e uma entrevista de Rui Chafes ao Público na qual ele diz que não sabe o que faz (- mas as fotografias que aqui tenho são minhas). 

Mas, uma vez mais, ponho-me a escrever sobre faits divers e o tempo passa e eu começo a bocejar e ando cansada e como não curo as constipações e está frio ou os miúdos pegam-me ou é de trabalhar num sítio sem janelas ou sei lá o que é, estou um bocado mal da garganta, a modos que a sentir-me, outra vez, meio constipada, e tenho mil reuniões, pegam-se umas às outras, e saio tarde, chego a casa às horas a que meio mundo já acabou de jantar e está na sala a descansar, e não consigo tempo para responder a mails ou comentários, não sei para que lado me virar, e esta semana até já tive uma festa de anos, e já fui fazer parte do turno da tarde a fazer baby sitting a um dos miúdos que estava doente, e nada disso é coisa demais mas o certo é que tudo junto faz com que chegue a esta hora e já não consiga dar uma para a caixa. Se calhar, se o tempo estivesse bom, talvez eu conseguisse escrever aqui até às duas da manhã fresca e inspirada mas, assim, o facto é que não consigo.

Uma bola sentada ao lado da minha filha
A bola é da autoria de Rui Chafes
A minha filha é de minha co-autoria
Eu queria dizer-vos hoje que as peças de Rui Chafes não são nada em concreto mas que eu gosto delas e os miúdos adoraram, andavam de volta, riam, chamavam a atenção uns aos outros e eu também gostei, deve ser o meu lado infantil. Gosto de coisas que não são nada ou que aparecem em lugares inesperados porque, se reproduzirem coisas a sério e em situações previsíveis, mais vale ver os originais e, por isso, gosto de ver coisas que não existem em mais lado nenhum, só na cabeça doida dos artistas.

Mas talvez fale disso amanhã. Se conseguir. Se não me puser a falar de outras coisas antes.

Agora tenho que me ir deitar. Estou cheia de sono e amanhã tenho a agenda preenchida de manhã até ao fim do dia, entre reuniões e conference calls, vai seu uma estopada das valentes; e nem sei se vou conseguir almoçar.



****

Recordo: o vídeo do PS passado na televisão no Dia das Mentiras e onde se pode ver o mais trapaceiro dos trapaceiros, o mais perigoso dos perigosos, é já a seguir.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira.


terça-feira, março 04, 2014

Os quatro melhores vestidos da noite dos Oscares 2014 segundo a Harper's Bazaar - ao som de' Let it Go', a canção de Frozen, Oscar para a melhor música


Não consegui ver os Oscares nem consegui ver os noticiários de hoje. Tenho tido uns dias do diabo (verdadeiramente...! sai-me com cada duque que nem vos digo nada) pelo que, uma vez mais, cheguei a casa tardíssimo. O que sei  dos Oscares foi o que ouvi de manhã nas notícias da TSF enquanto conduzia e agora nos sites que costumo bisbilhotar.

E, assim sendo, a partir do que vi, aqui vai a minha selecção. Começo pelos quatro melhores vestidos da Noite dos Oscares segundo a Harper's. Porque, do que vi, me parecem mesmo muito bem, aqui os partilho.

Que entre a música vencedora: 

Let it Go do filme Frozen, interpretada por Idina Menzel no papel de Elsa





E que comece então o desfile:


A fantástica, irreverente
e uma grande, grande actriz,

Jennifer Lawrance in Christian Dior


A sensual e sempre algo desafiadora

Kate Hudson in Atelier Versace



Uma grande actriz e bonita
mas a quem ainda falta um je ne sais quoi

Amy Adams in Gucci


A luminosa, elegante, segura, bela e grande actriz
Oscar 2014 pela interpretação em Blue Jasmine

Cate Blanchett in Armani


**

Já cá volto com mais fotografias seleccionadas.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Vai uma escapadela em Lisboa, a Bela, distinguida pelos World Travel Awards, os Óscares do Turismo, como a melhor cidade da Europa para um city break...? Hoje proponho umas compras na Avenida da Liberdade seguidas de um jantar no Restaurante Avenue - isto para os meus Leitores cheios de papel, nomeadamente para os meus Leitores angolanos. Mas, para o caso de algum dos que me lêem não nadar em dinheiro, então proponho que faça como eu: um jantarito no Avenue e depois... ir ver em que param as modas, vendo as montras (Gucci, Armani, Prada, Loewe, Louis Vuitton, etc). Bora lá. Let's go for a escapadela.


O prometido é devido. No outro dia disse que vos ia falar de mais uma incursão nocturna na bela Lisboa, desta vez para vos mostrar em que param as modas – e cá estou.

Para começar, não estou aqui sozinha. Trouxe comigo a minha companheira de tantas histórias no Um Jeito Manso, a bela e misteriosa Melody Gardot. Desta vez, que nem de propósito, ela interpreta Lisboa. Ouçamo-la, pois, enquanto passeamos.






Gosto muito de Lisboa, quem me lê sabe bem disso, e gosto de andar por ela como se fosse turista. Uma amiga minha disse-me que é muito fácil distinguir os turistas dos autóctones porque os primeiros andam de nariz no ar, a olhar para cima, para os lados, a ver tudo, enquanto os habitantes usuais andam apressadamente de cabeça baixa.

Pois eu, quando faço programas de tipo escapadela (escapadela ou escapadinha? Ou estou a fazer confusão com rapidinha?), desce em mim o espírito de uma turista e ando como se fosse a primeira vez que lá passo.

Vejo coisas que nunca tinha visto, e sinto-me solta como se estivesse de férias, longe de casa. (Podem duvidar do que digo mas é verdade. Mas não me admiro que duvidem pois o meu marido, quando me vê andar feita turista, a olhar para todo o lado, toda encantada, a única coisa que faz é dizer-me 'És maluca. Vamos embora. Já chega, estás farta de ter visto isto, já passaste aqui mil vezes.' Mas ele, que é nado e criado em Lisboa, se não fosse eu, não conhecia um décimo do que conhece, porque anda sempre à pressa, não sente curiosidade em descobrir os pormenores).

Adiante, então. Venham comigo.


Depois do trabalho, fomos como habitualmente fazer mais uma caminhada pela beira do Tejo, na zona da Torre de Belém, Padrão das Descobertas, Fundação Chamapalimaud. 


Estava, como sempre, repleta de turistas e de gente correndo, andando de bicicleta, passeando. O próprio rio estava, também ele, muito bem frequentado, com as embarcações cumprimentando-se com animados apitos de cada vez que se cruzavam.



O Tejo, os passeios para turistas no rio, a Ponte, o Cristo Rei


Na Fundação Champalimaud, surpreendemos uma curiosa sessão fotográfica, um número de alto risco, que passado um bocado foi interrompida por um segurança.



A jovem trepou com a ajuda do jovem, pôs-se aos ombros dele, e conseguiu colocar-se naquele grande olho que caracteriza a arquitectura da Fundação Champalimaud. Depois posou, com arte e entusiasmo, enquanto ele a fotografava (e eu fotografava os dois). Pouco depois chegou o segurança e interrompeu a festa



Depois de termos feito os nossos habituais cerca de 5 km, fomos então jantar.

Todas as grandes cidades têm uma grande avenida central geralmente na qual abunda o comércio e a animação. Em Madrid há várias que poderiam corresponder a esta descrição genérica (a Castellana, a Gran Via, a Alcalá ou a Goya, e outras), em Barcelona as Ramblas, em Paris os Champs Elysées. Noutras cidades as grandes avenidas centrais nascem na estação central de caminhos de ferro.

Em Lisboa essa avenida poderia ser a Av. da Liberdade. De resto também nasce de perto da estação de Caminhos de Ferro dos Rossio. Contudo, por razões várias, não tem sido particularmente conhecida pela movida. Aliás, durante bastante tempo foi até conhecida pela má vida. Mal caía a noite, travestis e bichas escandalosas faziam daquelas esquinas o seu lugar de ataque. Andar por ali a pé à noite não era, pois, algo que se recomendasse. Pois bem, desde há algum tempo para cá as coisas modificaram-se muito.


Não sei como é de madrugada. Até pode ser que se mantenham os velhos hábitos. Quando lá passo as horas ainda são horas decentes e não vejo nada disso.

A avenida é sim, agora, o lugar onde se têm vindo a instalar as marcas de moda. E há belos hotéis e belos restaurantes e escritórios de advogados e os edifícios estão restaurados, e o clássico mistura-se com o moderno e tudo se conjuga muito bem. O facto de ser uma avenida com largos passeios e várias fiadas de árvores ajuda a manter a identidade mesmo quando os prédios se modificam um pouco, pois o traçado e o arvoredo ajudam a manter a identidade do lugar.


Jantámos num restaurante que tem cerca de 1 ano e uma vez mais vou dizer qual foi pois acho que a sua qualidade, a nível de conforto, ambiente, localização e qualidade gastronómica o merece. Já quanto às contas, recomendo que a verifiquem pois tenho ideia que ainda não atinaram bem e, ainda esta quarta feira, lá calhou uma parcela errada. 

O restaurante é o Avenue (coloco o link mas a ementa que está no site está muito desactualizada). É num amplo primeiro andar, tem uma música ambiente calma, é bem decorado, cosmopolita, agradável. Quem não o conheça ou não vá atento, nem dará por ele pois, ao nível do passeio, apenas tem a entrada. 


Optámos pelos petiscos, ou seja, não fomos para os pratos de peixe ou de carne.

Depois do couvert (bom, incluindo uns feijões verdes em tempura sobre maionese de coentros, ou seja, uma adaptação dos peixinhos da horta), trouxeram, como amuse bouche, oferta da chef, um consommé. Nessa altura eu estava na conversa pelo que não ouvi a descrição. Quem a ouviu também não a soube reproduzir. Mas eu diria que é uma açorda alentejana fria, açorda de bacalhau talvez, passada pela varinha mágica, um caldo leve, cremoso. Nesse caldo nadavam lascas de bacalhau, cubinhos de pão torrado e rebentos de poejo. Muito agradável.

Depois, passei então aos petiscos e vou referir os que eu comi (não liguem muito aos nomes pois se calhar o nome que está na ementa - na real, não na que está no site onde isto nem consta - é diferente; não os fixei e, por isso, digo aquilo de que me lembro):
  • choquinhos estufados com tinta, 
  • ovo escalfado com lasquinhas de farinheira frita por cima, 


  • bacalhau em tempura sobre puré de não sei o quê com saladinha de qualquer coisa de que não me lembro (é a imagem acima)
  • filetes de cavala com cebolinha roxa alimada e puré de abóbora, 
  • e hambúrguer de pato em pequenos pães de caco (imagem à direita) com batata doce frita em finíssimas rodelas

.

Tudo muito bom mesmo. Talvez o ovo escalfado com a farinheira fosse aquele de que menos gostei. De cada coisa vem uma travessinha com 3 ou 4 peças e, portanto, dá para partilhar entre vários comensais. O preço de cada travessinha varia entre os 5 e os 10 euros (salvo erro). Com algum jeito conseguirá fazer-se uma refeição económica. A questão é que a gulodice é muita e, às tantas, vem isto, aquilo e o outro para se provar e, quando chega a conta, ui, ui. A lista de vinhos é variada mas, no nosso caso, como estávamos numa de petiscaria, as bebidas foram água e cerveja (servida em flute, bem gelada, bem boa).

Para sobremesa comi um leite creme queimado com merengue estaladiço por cima e morangos laminados. Muito bom mesmo. Dá à vontade para 2 pessoas.

(Aqui na fotografia aparece um bocado desmantelado porque me distraí e quando o fotografei, já ele tinha sido alvo de ataque. Ainda tentei recompor um pouco mas não ficou fantástico.)

À noite não gosto de comer muito mas na quarta feira acabei por comer demais.


O couvert é generoso e também não contava com a sopa e depois, com petiscos tão apelativos na mesa, não ia deixar de os provar.

De qualquer forma, para quem não coma muito e queira comer na base dos petiscos da gastronomia portuguesa reinterpretada e (relativamente) em conta, pode ficar-se pelo couvert e, para dois, pedir uns 3 ou 4 petiscos e rematar com 1 sobremesa. Se a chef também oferecer um amuse bouche como fez connosco então a coisa chega mais do que bem. Mas, enfim, cada um adequará conforme o gosto e os que quiser gastar.

A seguir, para ajudar a digestão, fomos passear avenida acima, avenida abaixo.

Alguns restaurantes com esplanada estavam bastante compostos e num deles, num dos separadores, havia música e bailarico. Uma animação. Ainda desafiei o meu marido para um pé de dança. Mas qual quê? A resposta foi a do costume: 'Estás maluca?'. É um pé de chumbo, nada a fazer.




Mas centremo-nos, então, no que interessa: as marcas. Claro que não tem nada a ver com o que se encontra no Faubourg Saint-Honoré ou numa George V (só para referir Paris), essas ruas em que as lojas são seguidinhas e em que há sempre um bulício em volta delas. Aqui são mais espaçadas, e talvez por isso mesmo, não se sente aquele ambiente de curiosidade junto às montras. É claro que era de noite, as lojas estavam fechadas, mas ainda assim, nada a ver. Mas é o que é - e ainda assim é curioso de se olhar.

Seja como for, para os meus Leitores que não são de Lisboa nem terão possibilidade de vir tão cedo, aqui deixo a imagem de algumas montras. Naturalmente a minha atenção prende-se mais nas lojas de mulher (vestuário, calçado, carteiras) mas, pensando nos meus leitores homens que gostam de se vestir de forma abichanada ou a tender para o intelectual-alternativo, deixo também uma imagem. Sempre que me lembrei, fotografei também o cartão com os preços para que possam fazer o vosso orçamento e resolverem se compram uma carteirita por 2.000 euros ou se têm melhor destino para arejar a nota.

[Para as fotografias dos preços ficarem junto à fotografia da montra respectiva, tive que as pôr em ponto pequeno. Temo que não vejam bem os números mas, enfim, também pode ser que, assim em ponto pequeno, pareçam mais em conta. De qualquer maneira, se quiserem mesmo apanhar um susto, podem clicar em cima da fotografia que verão os preços em ponto grande.

Uma vez mais a formatação disto não está grande coisa mas ainda não aprendi bem a lidar com o editor do blogger: quero arrumar as imagens de uma forma mais artística e umas vezes consigo, outras nem pouco mais ou menos.]



Carteiras Loewe - não fotografei os preços



Armani - também não fotografei os preços

(Mas eu aqui tenho que confessar que gosto muito das peças Aramani.
Tenho um fato completo de calças e blaser e tem um corte, um tecido com um toque que o tornam intemporal,
mas não fui eu que o comprei que eu sou forreta, foi um presente do meu marido)

























Esta não sei se é Gucci, acabei por não fotografar bem, nem fotografei os preços. Fiquei assustada. Isto é capaz de já ser trauma meu mas os malditos coelhos parece que me perseguem, senhores.
Já viram isto, coelhos por todo o lado?
Fugi a sete pés...! 



Antes de me despedir mostro ainda alguns painéis de azulejos que se podem ver na Avenida da Liberdade. Sou amante da azulejaria portuguesa. Se um dia me sair o Euromilhões tenho muita coisa para fazer e uma delas é tentar dinamizar a azulejaria (artes e ofícios de mãos dadas e, além do mais, um grande potencial de exportação).




Esqueci-me de registar a autoria. Imperdoável.



Belo painel de Teresa Cortez, 1985, da Fábrica Viúva Lamego



E porque de escapadelas estamos a falar, não quero sair daqui sem referir os belos hotéis da Avenida da Liberdade. Digo-vos que merecem ser apreciados mas isto já vai para além de longo. Para não vos maçar mais, mostro apenas uma bela entrada de um belo edifício antigo que penso ser a entrada de um hotel.




Provavelmente nunca vou ficar num destes hotéis (uma pessoa não vai para um hotel perto de casa, acho eu, a menos que seja, lá está, para a dita rapidinha - rapidinha ou escapadinha? ou é escapadela? que confusão... mais vale dizer em inglês: para um city break) mas, a quem tenha oportunidade, penso que ficar aqui, pelos hotéis em si e pelo lugar que é a Avenida da Liberdade e toda a Baixa de Lisboa, deve valer bem a pena.

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E depois disto só me resta aconselhar-vos a - seja em férias, seja ao fim de semana, seja ao fim do dia, seja numa escapadela durante o dia, seja no que for - visitarem e a ver com olhos de ver a bela cidade de Lisboa, uma das mais belas cidades do mundo. Eu nunca me canso, há mil recantos a visitar, mil pormenores a descobrir.



Não foi à toa que Lisboa foi, uma vez mais, distinguida pelos World Travel Awards, os chamados Óscares do Turismo, como o melhor destino europeu para um city break (Europe's Leading City Break Destination 2013), a dita escapada ou escapadela de que os órgãos de comunicação social têm feito eco. Entre a beleza natural, o património histórico e arquitectónico, o comércio, a actividade cultural, os jardins, o ambiente, etc, tudo convida a conhecer melhor a cidade.


E tenham, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda feira!