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segunda-feira, janeiro 25, 2016

Marcelo Presidente. Pois não sei o que diga. ..... [Post em permanente actualização]



O que sei é que gostei de ver o famoso escritor José Rodrigues dos Santos a abrir o telejornal numa excitação, quase saltava do ecrã para fora tal o entusiasmo por ter o candidato-comentador praticamente eleito.

Tirando isso, achei graça às tias todas eufóricas ali na Faculdade de Direito. Sempre comedidas, quando as tias soltam a franga é isto: um desatino. Saltaram, riram, abraçaram-se como umas alegres meninas da campanha.

Também achei graça ao Eduardo Barroso: todo contente pelo resultado do amigo. Acredito: Marcelo deve ser um bom amigo. Quanto a vir a ser um bom presidente tenho dúvidas mas, tal a insustentabilidade das alternativas, que dificilmente ele não ganharia. Teve a comunicação social com ele ao colo desde o primeiro dia, como não faria ele disto um passeio na avenida?


Pena deve ter uma das suas mais fiéis promotoras, a Judite, por ter que estar a aturar uns quantos comentadores em vez de estar aos abraços e beijinhos com o seu querido Professor.

Mais? O KO na Mariazinha que ficou completamente fora de Belém. Não percebo o Vera Jardim. O que é que ele ainda não percebeu? Alguém teve culpa nisto? Só se for ele e ela e os outros que não perceberam que não se deviam ter metido nisto. O que tinham para oferecer? Nada, a não ser uma amostra do que é o aparelho socialista. 

E mais? O Tino. Muita gente do 'povo' revê-se no estilo simples, genuíno do Tino. Na volta ainda ultrapassa a pimpolha.

E mais ainda? Parece que a Marisa vai ter um belo resultado. Expectável. Lançou-se com energia e mostrou que é uma lutadora. Cavalgou um bocado demagogicamente aquilo das subvenções mas, enfim, será, não tarda, uma voz importante na democracia portuguesa.

Quanto ao Nóvoa? Um bom homem, um homem da cultura. Mas fica-me a impressão que é a kind of a catavento em versão levezinha, utópica. Desde o início que acho que a este bom homem falta qualquer coisa (e nem me estou a referir ao facto de ele não barbear o pescoço e prolongar a barba até onde ela quiser). De qualquer forma, obteve, ao que parece, um resultado digno.

Do Edgar? Tenho pena do resultado. É também um bom homem. Merecia mais. Mas, enfim, falta-lhe algum brilho. O pó de algumas ideias bafientas ainda lhe retira algum lustro (como é possível ainda não conseguir demarcar-se da maluquice do regime da Coreia do Norte?). Há coisas que o PCP ainda não percebeu: os tempos mudaram! A esquerda hoje é uma esquerda que quer mudança. Enquanto o PCP não fizer avançar a malta nova (e deixar de lhes exigir que carreguem com o peso de dogmas antigos) a coisa não vai lá.

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O tal Cândido, que até não tem má figura e que fala como se estivesse a imitar o Eanes, continua a queixar-se. Não se percebe de quê. Desde o primeiro dia que anda a refilar. Que criatura mais chata. Como será conviver no dia a dia com um chato destes?

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O Marcelo deve andar em órbita, a recolher inputs, mil telefonemas, mil sms, a traçar conjecturas, a pensar em cinquenta comprimentos de onda diferentes, uma agitex. Parece que os resultados já o confirmam como Presidente mas ele continua sem aparecer. Ou então, dado que o zapping aqui em casa impera, não o apanhámos nalguma mudança de canal. Tempo não me vai faltar para o ver.

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O José Rodrigues dos Santos, de dedo em riste, corado de tanto júbilo, rejubilante, diz que o Tino vai ter mais votos que o Edgar. Parece que sonha com sangue, este escritor: o corte de cabeça do Jerónimo, por exemplo? 

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Tenho dificuldade em dizer alguma coisa sobre aquele senhor dos óculos bizarros: acho que se meteu nisto a ver se pegava. Mas nunca percebi onde queria ele pegar-se. Mas talvez o contratem para fazer presenças: o que não faltam são pessoas parvas nas empresas que gostam de contratar pessoas assim, na base do senhor Jorge Sequeira.

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Olha, tinha-me esquecido do Paulo de Morais. É um homem que toca uma nota só: monocórdico até dizer chega. Isso e a farta cabeleira provocam um efeito qualquer em mim que nem sei bem explicar: parece que o coloco num buraco negro, sem querer ignoro-o. No fundo, apesar de dizer algumas coisas que batem certo, parece que o que não bate é que, por causa disso, tenha achado que fazia sentido candidatar-se.
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Já cá volto.

A quem aqui chegou e tenha vontade de espraiar a vista, aconselho que desça até à beira do Tejo.

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quarta-feira, janeiro 20, 2016

Debate na RTP entre os candidatos às eleições presidenciais: Sampaio da Nóvoa



António Sampaio da Nóvoa deixa transparecer ser uma pessoa sóbria, bem educada, moderada, equilibrada, séria, discreta, com respeito pelos outros, conciliadora.


Se for Presidente da República, Sampaio da Nóvoa será um presidente competente, atento à Cultura, defensor do Conhecimento e que não envergonhará Portugal em circunstância alguma.


Esteve no debate como tem estado na campanha eleitoral, como, de resto, deve ter estado em toda a sua vida: bem. 

Entre ele e Marcelo, votarei nele, com certeza.

Contudo, acho que lhe falta um qualquer golpe de asa, uma certa capacidade para, quando necessário (e alguma vez há-de ser), dar um murro na mesa. Ou isso ou qualquer outra coisa, qualquer coisa parece faltar ali (Será um discurso capaz de separar as águas? Não sei).

Do ponto de vista de imagem, alguém lhe deveria dizer que não fica bem ter pêlo pelo pescoço abaixo. Gosto imenso de ver um homem com barba (por cá, os homens da família usam barba -- e, então, a do meu filho é mesmo bonita, tem laivos ruivos), mas uma barba tem que estar minimamente aparada e tem que favorecer quem a usa. A Sampaio da Nóvoa, envelhece. Fosse ele já um ancião, a barba branca dar-lhe-ia charme. Assim, apenas o faz parecer um pai natal a precisar de engordar e de aparar a barba. A ele, se não quer ter a cara nua, eu recomendaria que ficasse apenas com bigode e pêra. Mas, claro, isto não vem a propósito.

Resumindo: lamento mas, no debate, numa escala de 0 a 10, não lhe darei mais do que 7.


terça-feira, janeiro 19, 2016

Marcelo acha que a criança tem as unhas muito grandes, que tem mesmo que as cortar. O Cavaco não diz nada, diz que já deu para este peditório, quer lá ele saber que a malta se abstenha.



Tirando isso, só a Maria de Belém que diz que, do PS, é ela que é a Candidata. Esquece-se do Hênrí, do Tino e do Cândido (e não sei se o outro estranho dos óculos também não será). Portanto, alguém que esclareça a pimpolha.

E não tenho mais nada a dizer a não ser que nunca me aconteceu tal coisa: estou a dias de umas eleições e não faço ideia do meu sentido de voto. 

Continuo como estava no princípio: ou o Nóvoa, que, até agora, não me convenceu por aí além, ou na Marisa, que não faço ideia se daria uma boa presidente (o meu marido encolhe os ombros, e com ar de quem não gosta de grandes manifestações afectuosas, diz que ela se ri muito, que se abraça muito, que lhe parece tudo muito e, como se uma coisa tivesse a ver com outra, pergunta-me: mas tu achas que ela alguma vez poderia ser Presidente da República?). Pois. Mas eu acho que o PS geriu este assunto com os pés, ao Nóvoa acho que lhe falta um je ne sais quoi e na pimpolha sonsinha nem pensar. Ora a Marisa parece-me genuína, esforçada, bem intencionada, bem informada, trabalhadora, com uma visão moderna do mundo. Portanto, se é para o Marcelo ir mesmo para Belém, como tudo parece apontar, ainda estou mas é capaz de ajudar a atirar mais umas pedradas para o charco e votar nela. Tenho até domingo para me decidir.

(Entretanto, para ir sentindo o ar do tempo, vou lendo declarações de voto alheias).

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira.

domingo, janeiro 10, 2016

Marcelo, o Zelig português, começa a campanha na Sede de campanha de Sampaio da Nóvoa. E não, não é anedota, é mesmo verdade. Comeu um palmier, fez conversa de treta e saíu sem se perceber qual é a dele. Quer ser original mas, lamento, a mim parece-me apenas ridículo


Cheguei a casa há pouco, mudei de roupa, arrumei umas coisas, vim até aqui e liguei a televisão. Eis senão quando vejo o comentador Marcelo entre cartazes do Nóvoa. O jornalista fez a gentileza de esclarecer: para cúmulo da palermice, o comentador estava a começar a campanha visitando a sede da campanha de Nóvoa em Santarém. Com o ar superior e blasé de quem visita a casa de um parente remediado, fez um vago elogio de circunstância ou até como que sugeriu que estavam a viver acima das possibilidades, 'Mas está muito bem, isto é bom. Isto antes era o quê?' mas, sempre andando, hiperactivo, sem interesse pela resposta. A seguir rapinou uma miniatura de palmier e, mostrando que é mesmo o discípulo de Cavaco, com a boca cheia, pôs-se a falar. Pretende ele criar a sensação que está em casa, que para ele é tudo familiaridade -- mas, pelo menos aos meus olhos, o que consegue é cobrir-se de ridículo.


Chegou à rua, de boné, a gabar-se que já tinha comido um palmier. As televisões atrás (digo televisões mas não sei; pelo menos a SIC era), as senhoras na rua todas contentes por cumprimentarem uma celebridade, e ele todo babado. Uma, mais afoita, disse-lhe que não tinha gostado de o ver com Maria de Belém. Com ar de kalimero respondeu : 'Mas ela estava a dizer mal de mim... queria que eu fizesse o quê...?'. Ela insistiu: 'Pois, mas eu estava habituada a si de outra maneira' e, aí, ele raspou-se a grande velocidade para não lhe dar hipótese a ela dizer mais alguma coisa que as televisões pudessem captar.

A seguir vi-o num lar, todo derretido em cima dos velhinhos, e a SIC com ele ao colo, e ele a fazer-se engraçadinho, uma autêntica celebridade a fazer presenças. Vi-o depois a fazer-se fotografar ao pé de crianças acabadas de sair da piscina.

Numa de Zelig em registo acelerado, agora está a fazer-se passar por Lady Di e diz que vai fazer a Campanha do Coração. 


Pelos vistos a campanha não vai passar desta paródia (ou melhor, desta tristeza).

Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre o que António Costa disse, como é usual nele, fingiu que gostou, virou as palavras do avesso e acabou a agradecer. Um artista na arte do malabarismo.
A propósito, li o artigo que leitor, a quem agradeço, me enviou por mail:
Perante um conflito de interesses, há que ajustar a interpretação. Mais para a esquerda ou mais para a direita, há várias argumentações possíveis e algumas podem dar mais jeito do que outras. Escolhamos as que mais nos convêm. Depois de o ouvir naquele anfiteatro durante dois anos, pouco me espantou nos seguintes. Elogiar não é o mesmo que apoiar? Fumar não é o mesmo que inalar? Na cabeça de Marcelo, claro que não. É possível, de facto, dizer tudo e o seu contrário, sempre com um enorme sorriso na cara. (...)
Na verdade, nunca se lhe viram obras marcantes nem pensamento próprio – era brilhante, isso sim, na comunicação do pensamento alheio. 
(...)
Ná... Cá para mim o candidato-comentador está a mostrar ser pouco mais do que um daqueles participantes de programas de televisão que, quando vão à rua, têm as pessoas a quererem autógrafos e uma selfie. De resto, o que se tem visto é um saco cheio de restos.

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Volto para dizer que, para mim, entre Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa: Sampaio da Nóvoa. E não foi pelo debate na TVI, com a Judite Sousa de permeio, já que o debate mostrou que Nóvoa é mais afável do que a sonsinha Belém, mais ponderado, terá talvez um carácter mais nobre (a Belém tem-me parecido mesquinhazinha) mas não consigo concluir muito mais que isso já que, em traços largos, as opiniões de ambos parecem não distar muito umas das outras.


Portanto, continuo com a mesma dúvida: Nóvoa ou Marisa? E a minha dúvida reside em que ainda não percebi se a Marisa já tem a maturidade necessária para decisões complexas que, porventura, venham a ser necessárias ou se tem a capacidade de se pôr acima de questões partidárias pois, quando a vejo, parece que ainda está muito no seu papel de deputada. 


Portanto, quanto à minha decisão de voto, ainda não posso dizer mais do que isto.

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E não sei se hoje há mais debates mas, da minha parte, por ora estou fora de jogo. Aqui na sala vê-se o futsal e, vá lá perceber porquê, parece que isto desperta mesmo interesse a alguém. Ainda por cima, joga o Sporting -- uau.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo dia de domingo.

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sexta-feira, janeiro 08, 2016

Marcelo de Sousa, Professor, para Sampaio da Nóvoa, Reitor: passar de cabo raso a general é coisa pouca?. Vai bem, o Zelig, vai bem.




Mais umas quantas aparições destas, em que lhe ponham pela frente alguém que o desafie, e o nosso Zelig espalha-se, mas espalha-se mesmo ao comprido.

Aquela capinha camaleonicamente delicodoce que agora achou que era eficaz durante a campanha -- e que o leva a ser mais Marisa do que a Marisa Matias quando está ao pé dela, mais de Novais do que o Paulo Morais quando se senta em frente dele, mais Tino do que o próprio quando está ao pé do de Rans -- estala facilmente. 

De quando em quando, já se tinha percebido o incómodo: quando se sente contrariado, faz um sorrisinho amarelo de quem está enfastiado mas não o quer demonstrar e depois, seguindo as tácticas do comentador Marcelo, desdramatiza, e logo, ar entre o bajulador e o quase apalermado, diz que pensa o mesmo que o adversário, que sempre tal defendeu e que o outro é apenas uma pálida imagem dele próprio. 

Mas hoje, com o Sampaio da Nóvoa, mostrou o seu lado de maria-amélia, cheio de fricote, todo iradinho, o verniz a estalar-se à força toda. Armado em superior, pôs-se a desfazer no curriculum do outro. Claro que, como toda a gente sabe, ficciona a sua própria intervenção nos factos e, se passou um ano como ministro (de onde saíu depois de ter armado uma série de trapalhadas), fala como se tivesse nascido ministro e, daí para cá, tivesse estado em todas as pastas, se fez parte do Conselho de Estado fala como se tivesse sido Presidente da República.
E por aí fora: quem o ouça, diria que acumula a experiência de um Soares, de um Sá Carneiro, quiçá até de um Che Guevara ou de um Churchill, eu sei lá -- de todos menos de Cavaco e de outros que tais (já que, vendo-o a fugir deles como foge, quase se diria que, a seus olhos, são uns sarnentos de quem quer é guardar distância).

Mas daí até falar com Sampaio da Nóvoa como se tivesse o rei na barriga --  e essa indigesta situação fosse não um meio caminho para fortes cólicas abdominias mas, sim, uma via verde para suceder ao rei das cagarras -- vai uma grande distância. De forma um bocado descontrolada, destratou Sampaio da Nóvoa como se Sampaio da Nóvoa fosse um zero à esquerda, um zé ninguém que está nisto a ver se apanha um ascensor político para Belém, só para passar sem trabalho nenhum de cabo raso a general. Sampaio da Nóvoa mostrou-se chocado com os modos e a falta de tento de Marcelo Rebelo de Sousa. E eu também fiquei. Por outro lado, do que tenho visto, Sampaio da Nóvoa tem-se mostrado um homem preparado, culto, equilibrado, recto, honrado.


Tenho cá para mim que Marcelo deve andar sem dormir há vários dias, deve andar obsessivamente a construir cenários em cima de cenários, deve ver ad nauseam as suas intervenções para ver como pode melhorar, deve pôr-se ao espelho para ensaiar como há-de parecer mais empático, mais convincente. Mas não está a ter sorte. O stress nunca foi bom conselheiro e o que se está a ver é que o catavento político, o autor de factos políticos, o tal mentiroso que o ex-irrevogável amigo denunciou publicamente, está à beira de um ataque de nervos, mostrando aos votantes que não tem estaleca para ser Presidente da República.

Temos pena mas cada um é para o que nasce -- e o Marcelo Nuno nasceu para ser actor. Mas, enfim, também não estou totalmente certa disto: parece que o único papel que sabe fazer é o de comentador bacano.

[Como professor também deve ser bom, umas aulas divertidas à beça. Mas, até por isso, acho que não seria de bom tom privar os alunos de um prof. tão maneiro]

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Para quem não se lembra bem daquele momento brilhante da história do entretenimento em Portugal, aqui deixo, uma vez mais este hit onde o irrevogável Paulinho desmonta a celebérrima mentira da vichyssoise:

Paulo Portas assassina publicamente o carácter de Marcelo Rebelo de Sousa: de mentiroso até filho do diabo, passando por não-confiável, valeu tudo.



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Os dois últimos cartazes provêm do blog We Have Kaos in the Garden. O lá de cima fi-lo eu, a ver se dou uma ajudinha ao Rei da Vichyssoise. Claro que este meu contributo é pro bono, para não encarecer a campanhazinha baratinha do Rei da sopa fria de alho francês.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela e divertida sexta-feira. 

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quinta-feira, novembro 12, 2015

Enquanto o Cavaco anda, no sossego do lar, a ensaiar engolir sapos sem sedação e sem dar estrilho, e enquanto, nas calminhas, vai ouvindo um e outro a ver se empata a coisa, o Marcelo resolve fazer das dele e começou já a ouvir os parceiros e mais não sei o quê, nem sei se não vai convocar, ele, o Conselho de Estado. Entretanto, nas televisões há duelos a toda a hora entre os que acham que ainda bem e os outros que ainda não conseguem encarar a realidade e que destilam ódio, sofrimento e raivinhas


No post abaixo voei nas asas de mulheres que as têem a nascer-lhes nas costas ou nas mãos ou nos pés ou na voz ou na alma. Enquanto voava, estava, como ainda estou, a ouvir a televisão -- e tenho ouvido coisas do além. 

Agora estou a ouvir um debate por acaso interessante. Jorge Reis Novais, constitucionalista, está a dar um baile, mas um senhor baile, a um tal Tiago Duarte, parece que do mesmo ramo, (um daqueles em que o fácies não engana), um passarinho que, desasado, anda para ali a rodopiar e a pipilar face à argumentação sustentada e credível do primeiro.


Mas antes deste debate em que até aprendi com o Jorge Reis Novais, um homem que gosto de ouvir (é objectivo, claro, contido), o que já para aqui ouvi. Os pafiosos estão de cabeça perdida, agressivos, desatinados, parece que ainda não perceberam que, em democracia, as coisas funcionam assim, por votação. 

Agora, por exemplo, no noticiário, tenho na televisão o Portas: completamente desbragado, provocador. 

Esta gente parece que saíu de um outro regime qualquer, não de um regime democrático. 

Estão ameaçadores, quase a tenderem para o arruaceiro. E azeiteiros de má figura - é que, alguns, nem é parecerem uns marialvas desqualificados é, mesmo, não passarem de uns arrojas saídos do antigamente ou lá o que é. 


Ou o mau perder lhes passa quando assimilarem o que lhes aconteceu ou isto vai ser bonito, vai, trauliteirices a toda a hora. 

Ao Portas, então, parece que encarnou nele, outra vez, o espírito do Indy: todo ele é sound bites, parangonas, e dali só saem termos vulgares a tender até para o ordinário. Ainda agora gozava alarvemente com o fraco aumento das pensões, referindo-se a isso como sendo uma medida da geringonça. Foi este sujeito, que assim linguareja, vice-primeiro ministro do meu País? Custa a crer.


Ai! Então não é que agora estou a ver o Paulo Rangel, franzino e mal encarado, a lavar roupa suja no Parlamento Europeu...? Não posso crer no que estou a ver... Então foi para ali fazer queixinhas feito menino enfezado e birrento...? Que vergonha. 


É certo que a Marisa Matias e a Elisa Ferreira (esta falando em inglês, para toda a gente perceber bem) lhe deram uns valentes puxões de orelhas mas, caraças, fica a má impressão. 


Como é que do valoroso povo português sai gentinha desclassificada desta boa maneira? Que figurinha mais triste que aquele sujeitinho ali fez, credo. Alguém proiba aquele mal encarado de falar em público, se faz favor...!

E agora ouço que o Cavaco prossegue com a sua agendazinha, ora vai aqui, ora ali, ora vai almoçar, depois deve ir fazer a sesta com a sua Maria, esta quarta lá fez o frete de receber o Ferro, esta quinta vai falar com parceiros, e por aí anda, na boazinha, nas calminhas. Deve andar a engendrar forma de se livrar desta à papo-seco, sem indigitar o Costa, quiçá que a Nossa Senhora lhe apareça na sala e lhe faça um milagre. Isto só visto.

Enquanto isso, na prática, o País está, desde antes das eleições, sem Governo.
É certo que mais vale estar sem governo do que com o láparo a fazer das dele. Mas o pior é que o País não se compadece com um dolce fare niente destes. É que os pafientos, com a bênção do Cavaco, nem dançam nem saem da pista. 
A equipa dos orçamentos de Bruxelas está piursa, querem fazer as contas e falta-lhes o orçamento português. E daqui nem vai orçamento nem o Cavaco se sente com pressa em resolver o assunto. Ou seja, e dizendo de outra maneira: com esta tropa a descomandar o País, nem o pai morre nem a malta come a sopa. 

Não sei se é por causa das tosses, ouço que o Marcelo já anda, ele também, a fazer uma ronda de audições, até o vi a dar música àquele insuportável da UGT, agora nem me lembro do nome - Carlos qualquer coisa, acho eu.
Quando o Proença se foi embora, pensei que este ia ser melhor (também não era preciso muito) mas, afinal, vou ali e já venho: que sujeito mentalmente mais balofo, senhores. 
Mas dizia eu que o Marcelo anda numa fona - não sei se acha que, se o Cavaco fraquejar, alguém o chama a ele como presidente suplente. Age e fala como se já estivesse em funções ou mesmo à beirinha disso.

E agora vejo na televisão também a Maria de Belém - toda cautelinhas, toda ela bonequinha bem comportadinha, nem sim, nem sopas, antes pelo contrário: uma princesinha. Ao menos o Nóvoa e o Padre Edgar falam claro, pão pão, queijo, queijo, que empossariam o Costa, pois é claro.

Mas isto de candidatos está bonito, está. O melhor ainda é o Candidato Vieira. Com ele na presidência, não havia paf que levantasse cabelo. Mal o tentasse levava logo uma desanda à boae saudável maneira Vieirã.


Para quem o queira conhecer melhor, aqui deixo uma entrevista de vida ao grande Manuel João. 
Este, sim, é cá dos meus: um ganda maluco.

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Ora bolas! Estive a ver e ouvir tanta treta e agora li que o Mário Centeno esteve a dar uma entrevista ao Vítor Gonçalves. Como é que não vi? Chatice. Gostava de ter visto, gosto dele. É outra coisa. Para além de ser fofinho, ar de boa gente, é uma pessoa normal. Percebe-se o que diz, fala linguagem de gente e, apesar de lidar com números, não se esqueceu que isto da economia e finanças só faz sentido se as pessoas entrarem na equação. Parece pouco mas, parecendo que não, faz toda a diferença.


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As fotografias en rose sobre um céu in blue não têm nada a ver. São da autoria de Gaile Martinenaite e achei que tinham piada.

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E agora, se me permitem, deixem-se deslizar por aí abaixo para ver se conseguem boleia nas asas de alguma mulher.


segunda-feira, junho 08, 2015

Sobre o programa do PS e sobre o programa dos PAF logo falo um dia destes, está bem? Por enquanto, sei apenas que o programa do PS parece coisa feita com pés e cabeça e que o vice-irrevogável Portas diz que não sei o quê lá para as bandas dos PaFs está a bombar. E ainda sobre a extraordinária dupla comentadeira Mendes & Marcelo e, de raspão, também sobre o Bruno de Carvalho, o Marco Silva e, imagine-se!, o Daniel Oliveira.


No post abaixo mostrei-vos imagens de um momento belíssimo a que assisti esta tarde depois de um animado picnic em família. Mas estou um bocado arreliada porque o céu se encobriu e as fotografias ficaram pouco luminosas -- e logo estando eu a retratar Lisboa e o Tejo que são sempre tão cheios de cor e luz. Mas, enfim, a beleza esteve lá na mesma e os veleiros da Volvo Ocean Race são imponentes e de uma elegância que só vista, eu é que não os soube captar convenientemente.

Seja como for, isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra. E, com vossa licença, vai ser conversa com mão pesada.

Com a ajuda da Capicua, se estiverem de acordo



Por diversas razões, durante este fim de semana, quase não vi televisão nem li jornais. O tempo não chega para tudo e há que fazer opções. Por isso, o pouco que sei resulta da leitura corrida e apressada do Expresso, de um ou outro noticiário apanhado de forma fragmentada, uma ou outra notícia que li com desinteresse nos jornais online, um ou outro comentário desgarrado.

Por exemplo, lembro-me que vi o Paulo Portas, histriónico como sempre (embora a fazer de conta que está a fazer um esforço para ser comedido), a invocar balelas para justificar que é neles que se deve votar. E, à falta de melhor argumentação, dizia que qualquer coisa estava a bombar. Não faço ideia do que possa ser. Talvez a falta de vergonha na cara, dele e dos outros PaFs.

Santa paciência para aturar tanta vacuidade. 

Agora, antes de escrever isto, fui espreitar o Programa Eleitoral do Partido Socialista bem como o documento preparatório, ou lá o que é, para o programa eleitoral da Coligação (airosamente designada por PaF, tal como acima já o referi).


Dado o adiantado da hora, a leitura que fiz foi em diagonal e, portanto, reservo a minha opinião para quando tiver feito uma análise mais circunstanciada. Mas, assim de súbito, o que acho é que comparar um e outro é como comparar o Género Humano com o Manuel Germano (Mário de Carvalho dixit a propósito de outros carnavais).

Também ouvi um excerto do comentário que o Marques Mendes teceu na SIC -- trocas e baldrocas, como de costume: que o Nóvoa fez mal em ter ido àquilo do PS, que o Nóvoa para aqui e para acolá. Tretas. 

Era o que faltava que o homem, se quer ser presidente de todos os portugueses, agora se armasse em esquisito e não aceitasse o convite para assistir de perto ao que o PS se propõe fazer se ganhar as eleições. Aquele pequeno Nóia, com aquelas conversetas de puto charila, fez-me lembrar um catraio a brincar aos quatro cantinhos ou às pedrinhas. 
Nada daquilo é para ser levado a sério e não percebo porque é que as televisões gastam dinheiro a pagar a estas criaturas que para ali estão a baralhar e dar de novo, conjecturando sobre as infantilidades que lhes ocorrem.

Também vi um bocado do Marcelo na TVI com a imaculada, de tão branca a vestimenta, Judite Sousa. 


Cada vez mais ridículo aquele homem. Agora aparece carregado de sacos com presentes, parece daquela turma do Preço Certo em que aparecem todos carregados de presentes para o Carlos Mendes. Assim está o Marcelo, com queijos e sei lá que mais que não sei quem envia para a Judite. Depois há a secção da propaganda de livros, em que vale tudo, toda a treta que lhe enviam ele ali publicita, misturando livros bons, com outros assim-assim ou com alguns que não lembram ao careca. E os comentários políticos estão ao mesmo nível, faz previsões como se fosse a taróloga Maria Helena, dá conselhos, avança com palpites e, se for necessário, no fim, faz propaganda a telenovelas ou programas de televisão.

Não se aproveita nada. 


Tirando isso, o tema continua a ser a cena do Jorge Jesus e do doido do Bruno de Carvalho -- e meio mundo invade as televisões para 'mandar bocas' sobre tão relevante tema. 



Até o Daniel Oliveira, no Eixo do Mal, estava quase a desvalorizar a forma aparentemente ignóbil como Bruno de Carvalho está a querer ver-se livre do treinador Marco Silva sem lhe pagar o que lhe é devido, com desculpas esfarrapadas e identicamente pueris. 


Dizia ele que o dito Marco ganhava bem, teria advogados para o defender, escusava ele, Daniel, de o defender. Aberrante esta posição: então a lei não tem que ser igual para todos? As pessoas parece que perdem o tino quando o assunto é a pestilência futebolística.

Resumindo e baralhando: não tenho nada a dizer sobre a actualidade quer, nuns assuntos, porque ainda não me sinto devidamente informada, quer, noutros, porque não encontro ponta por onde se pegue na maior parte dos temas que alastram pela comunicação social.

E, assim sendo, permitam que sacuda a poeira e que, a seguir, vá pregar para outra freguesia. Há mais marés que marinheiros e amanhã é outro dia e rebéubéu pardais ao ninho.


Fotografia de Alexander Yakovlev

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Usei algumas imagens do We Have Kaos in the Garden para ilustrar alguns dos artistas que proliferam na vida política portuguesa.

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Relembro que, já a seguir, poderão ver imagens da regata em frente a Lisboa da Volvo Ocean Race

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda-feira. 
Façam de tudo para serem felizes, está bem? 
Riam, cantem, andem ao ar livre, namorem, sejam carinhosos, generosos, tolerantes, pacientes, etc, (excepto com a tropa fandanga dos PaFs que esses não merecem paciência e tolerância nenhuma, claro está)

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quinta-feira, abril 30, 2015

Sampaio da Nóvoa, Rui Rio, António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa, Marco António... e um excerto de Murphy que se aplica a Passos Coelho e que serve para eu daqui enviar um conselho aos senhores do PS. Alô, alô!


No post abaixo já falei de Murphy, essa fantástica criatura de Beckett que estou a adorar conhecer e, mais abaixo ainda, mostrei Lagos, o lugar branco banhado de azul que Sophia tanto cantou.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, vou ser breve para não cansar a vossa beleza.

Não vou falar muito da candidatura de Sampaio da Nóvoa porque não tive ocasião de ver na televisão o seu lançamento nem me apeteceu pôr-me a ler notícias mas, de raspão, vi que Soares e Sampaio lá estiveram e repito que, apesar de não conhecer bem a personalidade do agora candidato, não vejo que haja razões para temer que não seja eleito. 


Entre ele e Guterres, estou em crer que os portugueses preferirão Nóvoa. Guterres está demasiado conotado com a imagem de deserção em momento complicado, preferindo cargos internacionais de prestígio. Os portugueses, se bem leio o sentimento geral, mais depressa aderirão a alguém que venha de fora dos meios partidários, que apareça com um bom propósito, ideias claras, uma visão de progresso e de humanismo, do que a alguém que veja na Presidência da República o fim da sua carreira política ou uma situação de recurso.

Recear que Nóvoa perca para Marcelo Rebelo de Sousa parece-me também um temor sem razão: Marcelo é, na política, um perdedor. 


Perdeu na Câmara de Lisboa, meteu-se em sarilhos no curto espaço em que esteve à frente do PSD e, que me lembre, não teve qualquer outro cargo político relevante a nível de liderança. Tem audiências na TVI, é certo, mas não sei se não está demasiado conotado com a imagem de um fala-barato, intriguista, tacticista, e que anda há que séculos a ver se vai a presidente de qualquer coisa sem o conseguir, daqueles que não dança nem sai da pista ou que mastiga, mastiga e não engole - uma coisa nessa base.

O único dos que se perfilam que me parece poder ter hipótese é Rui Rio. É muito pão, pão, queijo, queijo, e penso que facilmente estabelecerá empatia com a uma população carente de ter alguém na política em quem se possa acreditar.

António Costa, para Primeiro-Ministro tem uma imagem credível (e, agora que resolveu dedicar-se mais a sério, tem andado bem, inspirando confiança e com aquele toque de boa disposição confiante que é a sua imagem de marca) pelo que, não tarda, estará em S. Bento e facilmente Rui Rio poderá surgir, aos olhos dos eleitores, como um bom contraponto em Belém.

Sampaio da Nóvoa, para bater Rui Rio (se ele acabar por se chegar à frente), terá que ser mais do que um idealista, um homem puro e bom. Acredito que possa mostrar ser um homem equilibrado, estável, com os pés na terra e uma cabeça capaz de ver ao longe. Se o conseguir, diria que tem boas hipóteses.


De resto, presidenciais à parte - que isso ainda vem longe -, no curto prazo só espero que o PS consiga impor uma imagem de maturidade política, rigor e modernidade. Para já, já, o que se pede é que saiba enquadrar essa criatura que dá pelo nome de Marco António Costa e que é do piorzinho que o PSD tem. 


Não me parece que faça grande sentido dar importância a uma figurinha daquelas mas, enfim, se já foi dito que a carta-provocação vai ter resposta pois que o tenha mas que, se aproveite, para dizer ao PSD, mas dizer alto e bom som, que se enxergue. Depois do que fizeram ao País deviam era esconder-se aí debaixo de uma moita qualquer para a gente nem dar por eles - em vez de andarem com bravatas infantis. O Eduardo Pitta é que perguntou bem: mas esta gente injecta-se ou quê?




Passos e Portas - essa dupla humorística que, se não andasse ao mesmo tempo a destruir o País, nos divertiria à brava, tal a desfaçatez do que dizem, tal o ridículo de que se cobrem, tal a cara de pau com que se apresentam - andam num nervosismo. Primeiro foi o documento com as medidas propostas para a Próxima Década para Portugal, agora o lançamento da candidatura de Nóvoa: e aí vão os dois, quais caniches a quem atiram ossos, ora para um lado, ora para outro. Ora querem auditar um documento elaborado por economistas, béu béu, ora querem já apoiar uma candidatura presidencial, béu béu, béu béu.




E a graça que tem quando põem um microfone à frente do Passos: a gramática não é o seu forte, isso é sabido, mas não é só uma questão de arrumação e conjugação das palavras, é mesmo o raciocínio que se ensarilha de duas em duas palavras.

Há bocado, na leitura do Murphy de Beckett, li uma coisa que se aplica como uma luva a este triste Láparo que nos calhou na rifa. Passo a transcrever:
Conceber uma opinião e exprimi-la era submeter o seu talento a rude prova. Quando é que aprenderia a não se enfiar nos labirintos de uma opinião sem fazer a mínima ideia de como iria de lá sair? 

Ou seja, ó senhores do PS, ponham o homem nervoso, avancem com iniciativas, deixem-no atarantado - e o resto ele faz sozinho, basta que lhe apareça um microfone à frente. Um fartote, uma barrigada de riso, o país a rir à gargalhada das argoladas que ele se encarregará de debitar da boca para fora de cada vez que resolver emitir opinião.

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As imagens, como bem se vê, provêm do blogue We Have Kaos in the Garden.

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E permitam que relembre: mais Murphy (e o Beckett a dizer Beckett) e, a seguir, Lagos, linda e azul, é já a seguir, é só rumar a sul (aqui no blogue, claro).

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira, com bom humor de preferência

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terça-feira, abril 09, 2013

Por despacho, Gaspar passa a controlar toda a despesa de todos os Ministérios. Uma disparate de consequências incalculáveis. Sampaio da Nóvoa, o Reitor da Universidade de Lisboa, protesta com veemência: diz que é uma “medida cega e contrária aos interesses do país”, “um gesto insensato e inaceitável” e que vai lançar “a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático". A bem do País, espero bem que este despacho seja desprezado, ignorado, deitado para o lixo!


governo de passos coelho


Transcrevo do Jornal de Negócios e vocês digam-me lá se já viram palhaçada maior que esta: O ministro das Finanças mandou congelar todas as despesas até ordem em contrário, excepcionando apenas gastos básicos, como pessoal, água ou luz. É a ordem de restrição à despesa mais forte dos últimos anos, mas vigora apenas até que sejam estabelecidas as novas medidas de contenção orçamental pelo Governo para fazer face ao buraco orçamental.

Segundo o despacho a que o Negócios teve acesso, ficam congeladas todas as despesas do Estado, ficando por isso os serviços impedidos de “assumir novos compromissos sem autorização prévia do Ministro de Estado e das Finanças”. O despacho “produz efeitos a partir da data da sua assinatura (8 de Abril) caducando com a deliberação do Conselho de Ministros que aprove limites aos fundos disponíveis no âmbito de cada um dos Programas Orçamentais”.




Quem faz e aprova uma coisa destas não faz ideia do que é o funcionamento do País. Ou, então, é ainda pior: não é o lapso de um ignorante mas um acto deliberado de má fé.

Já não digo nada. Tudo isto já me parece mesmo mau demais para ser apenas ignorância.

Claro que as reacções não se têm feito esperar. Transcrevo do Público.




O reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, fez questão de assinar nesta terça-feira um comunicado em que defende que o despacho do ministro das Finanças que sujeita à sua autorização novas despesas das instituições públicas adopta a política do “quanto pior, melhor”, é uma “medida cega e contrária aos interesses do país”, “um gesto insensato e inaceitável” e vai lançar “a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático”.

No documento, divulgado na tarde de hoje e intitulado Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país, o reitor não poupa nas críticas e avisa que o despacho de 8 de Abril assinado pelo ministro das Finanças vai, na prática, bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. Especificamente para a universidade a que preside o congelamento das despesas vai significar “enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro”, porque vai bloquear compromissos internacionais e que envolvem projectos de investigação, sem que isso signifique qualquer poupança para o Estado.

O que está em causa, diz, é a mais simples das despesas, desde produtos para laboratórios a bens alimentares para as cantinas, passando pela compra de papel.

“Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país”, argumenta António Sampaio da Nóvoa, que considera que o congelamento de despesas decidido por Vítor Gaspar “é um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições”. “O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal?”, questiona indignado, lamentando — mais uma vez — a “medida intolerável, sem norte e sem sentido”.

“Não há pior política do que a política do pior”, remata o reitor da Universidade de Lisboa.

^^

Alguém tem que travar esta loucura, este ressabiamento vingativo, esta insensibilidade, esta tremenda insensatez, esta irracionalidade, esta maldade, esta perversidade à solta - alguém tem que travar isto. O País não pode estar à mercê de sistemáticas sanhas deste calibre.

Não pode! Já chega, credo!