Mostrar mensagens com a etiqueta Emma Watson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Emma Watson. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, dezembro 06, 2019

Hesito entre ir à procura de Julieta ou dançar o tango.
Embora, sendo realista, it takes two to tango...





Só para dizer que continuo desinspirada para fazer compras de natal. Passo pelo comércio e ponho-me ao largo. Aversão ao consumismo, às barafundas. Sei que, à medida que o dia se aproxima, cada vez há-de ser mais difícil; mas ainda não desceu em mim a interiorização da necessidade. Só me apetecia chegar à véspera e ao dia e haver só a companhia uns dos outros, zero presentes. Mas os meninos não perceberiam pelo que, paciência, lá terá que ser qualquer coisa para cada um. 

Também ando sem paciência para as cenas do PSD. No outro dia calhou ver aqueles três da vida airada, cocó, ranheta e facada mas foi coisa passageira, nem três minutos aguentei. Nada naqueles três é interessante. Fazem parte do passado. O meu mundo não é o deles. 

Do resto, os outros partidos ou andam às aranhas ou a trilhar os caminhos do populismo ou, no caso do PS, a governarem na boa, sem qualquer oposição. E, assim sendo, porque as boas notícias não têm que se lhe diga e às indigências a gente deve poupar, não me detenho na matéria. Se a comunicação social não andasse com alguns ao colo, desapareciam por si. 

Do Trump, esse narcisista em decomposição, também já mal consigo falar. Não gosto de falar de zombies, de parvalhões que já mal se aguentam de tão desintegrados que já estão. E do Bolsonaro, esse outro animal que os brasileiros resolveram eleger, também não vou falar. Não vale dois réis de prosa fiada. Ou de outros.

Nem tenho nada a dizer sobre a vinda do Bibi e do Pompeo para falarem um com o outro nem me apetece falar da campanha americana anti-China. Tudo uma cambada. Mas não é perto das duas matina que vou maçar-me com essa camarilha.

Podia, claro, ao menos falar do ódio ou desprezo inexplicáveis que algumas pessoas, do alto da sua ignorância ou pesporrência, sentem pela Greta mas falar disso poderia enervar-me e eu, santa paciência, tento poupar-me.

Podia falar de outras coisas. Por exemplo, dos loucos e loucas que assomam às janelas da blogosfera para inventarem narrativas destrambelhadas, para moerem a paciência a quem lhes cai no goto, para fazerem cenas patéticas. Gente demente que não sei se na vida real mostra a psicopatia que lhes corre nas veias ou se conseguem disfarçar. Mas não vou falar de stalkers, paranóicos e outros e outras totós. Até porque não há pachorra.

Ou podia ainda falar das secas que, parecendo que não, apesar da boa companhia e das conversas simpáticas, são os jantares e almoços de natal. E, em cima desses, outros. Ainda hei-de perceber o que dá na cabeça de tanta gente para desatarem a organizar almoços específicos como se os 'oficiais' não fossem mais do que suficientes. E mais os almoços de despedida para homenagear os colegas que  resolveram que já mais do que deram para este peditório e que, segundo dizem, vão abraçar novos desafios. E vá de almoço. Se me vejo sem compromissos durante dois ou três dias de seguida até digo que é mentira.

Devia era ficar a dormir até às onze, depois ir caminhar na praia, depois petiscar, depois dormir a sesta, depois ler, depois ir caminhar no campo, depois regressar a la maison, beber um chá quente. Etc. Coisas assim. Uma vida regalada. Anseio. Ou ir de férias para uma aldeia aí perdida no meio das serras.


Enfim. Isto para dizer que, depois do jantarinho da Kate Moss, nada mais tenho a declarar.

Vou é mas é ver se consigo acordar o meu marido para vir aqui dançar um tango comigo. I'm in the mood. Embora mais em sonho do que na realidade até porque já estou a dormir.

Já trouxe para aqui algumas companheiras para a dança: algumas das beldades que valorizam o Calendário Pirelli 2020 com fotografia de Paolo Roversi.

Looking for Juliet...? Não sei, não... Quero é dançar. Na boa. Nem que seja mulheres com mulheres. Até porque o tango era homem com homem.


Mas pronto, vá, para que não vos pareça insensível, aqui fica um cheirinho de amor em poema pelas meninas bonitas do Pirelli possuídas pelo espírito da Julieta -- e não se fala mais nisso.


___________________________________________________________

E, por ora, é isto. Se vos apetecer frango a la Moss é só descerem.

Beijos e abraços e uma bela happy friday


sábado, janeiro 03, 2015

#FREETHENIPPLE que é como quem diz: Libertem o Mamilo.


No post abaixo já alertei para os perigos das tecnologias. O perigo que a troca de uma letra pode comportar, as consequências terríveis que um spelling mistake pode ter, estão ali bem patentes.

(Não é novidade nenhuma os riscos, das mais variadas naturezas, que se correm com esta coisa das tecnologias instantâneas. Uma conhecida nossa descobriu o adultério do marido porque ele, estando a marcar um encontro amoroso com a amante, se enganou e enviou o sms para a mulher)

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


Falo de um movimento que vem alastrando: englobando desde celebridades até mulheres comuns, o que começou por ser uma travessura ou provocação, começa a ganhar contornos de direito à afirmação do corpo.

Não sou exibicionista mas também não sou pudica. Da mesma forma, não aprecio ver nas outras pessoas o exibicionismo gratuito mas choca-me igualmente o puritanismo crescente que parece querer fazer recuar para as calendas os hábitos e costumes, nomeadamente os que envolvem o corpo da mulher.

Que sejam banidas imagens (ou contas) de sites ou redes sociais (como vem acontecendo com o Facebook ou o Instagram) ou que as imagens apareçam desfocadas ou tapadas para que não se vejam partes do corpo feminino parece-me coisa de um passado tão recuado que me custa a conceber como o preconceito e o puritanismo estejam a voltar com tanta força - e logo pela mão de quem se vira para isto enquanto ignora a ameaça de imagens violentas, nomeadamente as que envolvem armas.

Não me passaria pela cabeça ir trabalhar com uma blusa transparente e, pessoalmente, acho que não me sentiria bem se ousasse ir a um evento público toda eu na transparência. Mas reconheço que, fora do ambiente profissional normal, alguém com estilo e uma presença forte pode, se o quiser, fazê-lo sem se tornar chocante e, sobretudo, sem que faça sentido querer banir a pessoa ou as respectivas imagens.

Vem isto a propósito da campanha Free the Nipple.

Perguntam as simpatizantes da causa: se os homens podem andar em tronco nu e se a exibição dos seus mamilos não é ofensiva, porque é que há-de ser um considerado um escândalo a mulher mostrar os seus?

Com base nesta questão, nasceu um movimento, uma campanha, fez-se um filme, e numerosas celebridades têm aderido das mais diversas formas. 

Mostro algumas das mais conhecidas (e só espero que nenhum dos meus Leitores ou Leitoras se choque com elas).


Cara Delevingne é uma das mais activistas,
aqui com um tshirt desenhada para gozar com o preconceito
Cara Delevingne
posando a sério, mamilos orgulhosamente ao léu





















A apresentadora e comediante americana Chelsea Handler numa pose idêntica à de Putin.
Se os mamilos dele são inocentes, porque serão os dela indecentes?



Rihanna, bela e provocante como só ela: uma musa para os fotógrafos, mamilos (in)discretamente à vista

... se bem que, no caso da Rihanna, ela parece estar disposta a criar um outro movimento:
LIBERTEM  TAMBÉM  O  RABO

Miley Cyrus numa bela fotografia, em pose de grande doçura
(e, no entanto, censurada pelo Instagram)


Várias versões do vídeo abaixo sobre a campanha foram censuradas e encontram-se mutiladas e outras apenas disponíveis para adultos. Ridículo. O movimento 'Free the Nipple' pode ser até um pouco fútil mas é inofensivo, não fere ninguém, não instiga à violência. 


Transcrevo o texto que o acompanha:
Based on true events, an army of topless women, armed with First Amendment lawyers, graffiti installations and national publicity stunts, invade New York City to protest the backwards censorship laws in the USA. 
Free The Nipple explores the hypocritical contradictions in our media-dominated society wherein acts of baroque violence, killing, brutalization and death are infinitely more tolerated by the FCC and the MPAA, then a woman's body. What is more obscene: Violence or a Nipple?



_____

Agora, com este frio polar, fica mais difícil mas, no verão, vou ver o que faço em relação a esta causa
Me aguardem!

______


Já agora - e embora não tenha que ver com esta coisa da libertação dos mamilos - permitam que partilhe algumas imagens e o vídeo Natural Beauty que prova bem que, quando a coisa é artística e bem conseguida, não há nudez que não seja perdoada e que, se alguém vir mal no corpo humano, é porque não é bom da cabeça.


Irina Shayk by James Houston para Natural Beauty



A artista e feminista Emma Watson por James Houston para Natural Beauty

_ _ _

Retratos de Celebridades para a Consciência Ambiental em colaboração com Global Green USA® e MILK Studios a cargo do fotógrafo e activista James Houston - 

o vídeo de NATURAL BEAUTY





----------

A piada do sms (no post a seguir a este) era para ser o amuse-bouche, este post a entrada e o que vinha a seguir o prato de sustança mas, afinal, vou parar por aqui. De facto, estava hoje para transcrever uns excertos de Stoner
(que, em minha opinião, confirmou ser mesmo um grande livro e que, depois de o ler, me deixa com uma dúvida: como é que é possível que nenhum dos críticos literários do Expresso o tenha seleccionado como um dos melhores livros publicados em Portugal em 2014? Nenhum deles o leu?) 
mas, dado o adiantado da hora e dado o meu preenchido programa de festas deste sábado, tenho mesmo que me deter.


Desejo-vos meus Caros Leitores, um belo sábado.

...