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domingo, julho 19, 2026

Atrelados, mentirosos e quejandos: Luís , Luís & Alexandre -- firma unipessoal de irresponsabilidade ilimitada
[A palavra ao meu marido]

 

O Luís (neste caso Neves) seguiu as pisadas do Luís (neste caso Montenegro) no caso Spinumviva. Arranjou um empreiteiro amigalhaço que tinha feito obras para a PJ, da qual era diretor, para fazer umas obras lá em casa num espírito de grande informalidade. A coisa já tem que se lhe diga, mas piorou. Soube-se que o Luís (neste caso Neves) autorizou que um atrelado apreendido numa operação de droga, cheio de químicos, parqueado num depósito da Marinha no Seixal, fosse parar às mãos do empreiteiro amigalhaço. Tão inverossímil que parece fake. Se o MAI não for corrido depois desta, nunca ninguém será corrido de um governo de Luís (neste caso Montenegro). E já agora sugiro uma linha de investigação à PJ sobre este caso. Parece que o Luís (neste caso Neves) cravou uma solipas à IP para fazer obras lá em casa. Será que o atrelado não foi cedido para transporte do material cravado?  Já agora um conselho ao responsável pelo depósito do Seixal. Vi numa imagem televisiva que há imensas lanchas parqueadas no depósito -- será que ainda estão lá todas? Uma embarcação destas dava imenso jeito para dar umas voltinhas tanto no mar como no rio em Odemira.

O caos nos exames é inacreditável e o comportamento do ministro ainda pior. O Alexandre mente, ameaça, chuta responsabilidades e enxovalha os professores. Para além disso é burro que nem uma porta. Um tipo com inteligência mediana nunca cometeria tantos erros em tão pouco tempo como o Alexandre fez no processo dos exames. Os senhores comentadores que achavam que este tipo é o suprassumo da batata frita o que dizem agora? Pois,... A talhe de foice, os professores que foram desrespeitados, acusados de várias formas e ameaçados com demissões impossíveis comeram, calaram e não fizeram birras. Longe vai o tempo em que por dá cá aquela palha amuavam e faziam greve. O dinheiro é um poderoso motivador não é?

Este governo é um governo de incapazes e mentirosos, até a ministra pepsodente mentiu descaradamente sobre as instruções da UE relativamente à gratuitidade em algumas entradas nos museus. 

As sondagens indicam que os portugueses pensam o pior sobre as políticas setoriais e, no entanto, também mostram que querem que o governo se mantenha até ao fim. Há muito tempo que conclui que somos um povo de masoquistas, o que se confirma com esta opção paradoxal. 

Um governo em que não fazem nada que se aproveite, criam problemas atrás de problemas, mentem descaradamente... e a malta quer mantê-los a governar? Está tudo bêbado ou é do calor que se tem sentido?

sexta-feira, março 27, 2026

Canetas e etc. -- temas que verdadeiramente interessam ao Presidente dos Estados Unidos a meio de uma guerra absurda que está a dar cabo do mundo



Penso que Michael Wolff é dos que melhor interpreta o que está a passar-se: tudo se passa dentro da cabeça de Trump, uma cabeça demente. Incoerente, não-sequencial, sem-filtro, inarticulado, em suma, um idiota -- assim ele descreve Trump. 


Trump, o representante dos estúpidos, aquele em quem os estúpidos se reveem, aquele que, segundo os estúpidos, diz o que tem a dizer. Claro que só diz coisas estúpidas mas isso é o que os estúpidos compreendem.

Portanto, tratando-se de um idiota e, ainda por cima, demente, nada faz sentido para as pessoas que se colocam num plano lógico e racional. Tudo o que ele faz é função do que lhe apetece naquele instante, e, sobretudo, do que ele acha que pode beneficiá-lo. Além disso, a sua grande motivação é conseguir a atenção sobre si próprio, é garantir audiências, é um entertainer. Acontece que, além disso, é um narcisista, facilmente adulado e, logo, manipulado. Isto para não falar que, com o seu historial, deve haver infinitas provas cabeludas contra ele e, logo, deve haver muito menino que o tem na mão, que o chantageia sempre que convém. 

Portanto, haver um presidente dos Estados Unidos com estas características é um problema gigante para o mundo. Uns dias diz uma coisa, a seguir diz o oposto, não ouve ninguém a não ser os que o adulam, não se informa, não tem paciência para briefings ou relatórios, chegam a duvidar que consiga ler mais que duas linhas de seguida, mete-se nas coisas sem saber ao que vai, a coisa dá para o torto e ele parece nem perceber que o que correu mal é fruto dos seus actos, ofende e humilha e depois acusa os ofendidos e humilhados de não acorrerem ao que ele pede quando, além disso, ele não pede, ele exige, ele ameaça, ele insulta. E tudo como se não fosse nada com ele. Se o palco o permite dá o espectáculo do costume, engrossa a voz, diz mentiras, lança insinuações, volta aos temas pelos quais é obcecado, diz mal de Biden, diz que o roubaram nas eleições de 2020, diz mal de Gavin Newson, e, daí, passa para o salão de baile, e, desta vez, na reunião geral do Gabinete, passa para o magno tema da caneta. Uma caneta fantástica. Acresce que, geralmente, quase tudo o que diz é mentira. E, en passant, insulta Jerome Powell por quem tem um ódio monumental. Poderia ser um filme cómico mas ninguém acreditaria num personagem tão demente.

Trump diverte o gabinete com uma digressão épica sobre canetas Sharpie, canetas de mil dólares e Jerome Powell.

Durante uma reunião de gabinete, Trump começou subitamente a contar uma história bizarra sobre canetas — como quando se tornou presidente, as canetas custavam mil dólares, mas trocou-as por canetas de 5 dólares. Desde marcadores Sharpie a anedotas presidenciais, isto é o Trump clássico em ação.

sexta-feira, março 06, 2026

Ah... aqueles que sabem sempre tudo...

 

No outro dia, um comentário -- que muito agradeço -- dizia: "E a proposito de desgraças e malvadez ou percepção delas, em linha com o comentário que deixei há uns minutos.." e deixava o link para o vídeo que aqui partilho.

Ao ouvir, lembrei-me também, de 'O escândalo do século'. Para quem não leu, o conto, que não é bem um conto pois assenta numa situação real que Gabriel García Márquez relatou, do princípio ao fim, quando ainda era “apenas” jornalista — mas já com o olhar agudo que viria a marcar toda a sua obra.

Tudo começa com a morte de uma jovem encontrada numa praia. Quase de imediato, a comunidade, a imprensa e a opinião pública começam a tecer teorias: suspeita-se do namorado, inventam-se motivos, surgem ligações a interesses obscuros, fala-se de política, de drogas, de conspirações. Em poucos dias, o caso deixa de ser uma tragédia pessoal para se tornar um escândalo nacional — com versões cada vez mais elaboradas, cada vez mais seguras de si mesmas, mas cada vez mais afastadas dos factos.

A investigação prolonga-se, desmontando lentamente as certezas precipitadas. O que se descobre, no fim, é muito mais simples — e muito menos sensacional — do que aquilo que todos tinham decidido acreditar. A morte não correspondia a nenhuma das histórias que tinham sido repetidas com tanta convicção.

O relato mostra como, antes mesmo de qualquer tribunal, já todos tinham julgado, condenado e explicado o caso. E expõe a facilidade com que a reputação de uma pessoa — viva ou morta — pode ser destruída pela soma de boatos, preconceitos e pela necessidade colectiva de encontrar culpados.

Mais do que um mistério, é uma reflexão sobre a sede de punição e sobre a ilusão de certeza que tantas vezes domina a opinião pública — como se a verdade pudesse ser substituída por versões repetidas com suficiente convicção.

O protagonista do vídeo que partilho é sobejamente conhecido e a história é recente. De qualquer forma relembro-a. 

Em 2017, o ator Kevin Spacey passou de um dos nomes mais respeitados de Hollywood a uma figura praticamente banida da indústria. Surgiram várias acusações de assédio e agressão sexual feitas por diferentes homens, muitas delas relativas a factos que alegadamente teriam ocorrido décadas antes, num contexto marcado pela vaga de denúncias associada ao movimento #MeToo.

Um dos casos mais mediáticos foi o do ator Anthony Rapp, que afirmou que Spacey o teria abordado de forma sexual em 1986, quando ele tinha 14 anos. O caso deu origem a um processo civil nos Estados Unidos. No Reino Unido, também surgiram várias acusações relacionadas com alegados incidentes entre 2001 e 2013, período em que Spacey dirigia o teatro Old Vic, em Londres.

Antes mesmo de qualquer decisão judicial, a reação pública e mediática foi imediata e avassaladora. Kevin Spacey foi afastado da série “House of Cards”, cortado de projetos em curso e substituído no filme “All the Money in the World”. Na prática, foi julgado e condenado na praça pública muito antes de qualquer tribunal se pronunciar. Durante anos, para grande parte da opinião pública, a culpa parecia já estar decidida.

Contudo, quando os casos chegaram efetivamente aos tribunais, os resultados foram diferentes. Em 2022, um júri em Nova Iorque decidiu que Kevin Spacey não era responsável pelas alegações apresentadas por Anthony Rapp. Em 2023, num tribunal de Londres, foi considerado inocente das nove acusações de agressão sexual que enfrentava.

Independentemente das opiniões pessoais sobre o actor, o caso suscitou uma questão importante sobre o poder da comunicação social e da opinião pública: até que ponto alguém pode ser social e profissionalmente condenado antes de existir um julgamento e uma decisão da justiça?

A presunção de inocência — o princípio de que, em caso de dúvida, não se deve condenar um inocente — é um dos pilares do Estado de direito. O caso de Kevin Spacey recorda como esse princípio pode tornar-se frágil quando o julgamento passa primeiro pela praça pública.

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O vídeo tem uma leitura interessante e um twist inesperado no final. Por isso, sugiro que o vejam na íntegra. 

De novo, relembro que, na rodinha dentada do vídeo, em baixo, podem escolher que tenha legendas e, depois, no auto-translate, seleccionar a língua portuguesa

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Vencedor por duas vezes de um Oscar, Kevin Spacey discursa na Oxford Union

Segundo se lê na apresentação da Oxford Union, trata-se da sociedade de debates mais prestigiada do mundo, com uma reputação inigualável por trazer convidados e oradores internacionais a Oxford. Desde 1823 que a Union promove o debate e a discussão não só na Universidade de Oxford, mas em todo o mundo.


Desejo-vos uma happy friday
[Quando trabalhava, o meu colega britânico, chegava ao fim da semana e, todo feliz da vida, ia espreitar ao meu gabinete para se despedir: TGIF! (thank god it´s friday)]

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

OMG, how stupid they are...

 

Não foi tanto o chorrilho de mentiras, os disparates sucessivos, a infantilidade da conversa, a descarada provocação aos adversários políticos - foi, sobretudo, a atitude dos correlegionários.

De 10 em 10 segundos levantavam-se para aplaudir, sorrindo em êxtase, abanando aquiescentemente a cabeça. Como marionetas enfeitiçadas, assim eles. Dissesse Trump as alarvidades que dissesse, aldrabices sem ponta por onde se lhes pegasse, proferisse as afirmações que proferisse algumas delas de arrepiar a consciência de quem respeite o civismo, o conhecimento, a verdade, e logo os deus patetas atrás, J. D. Vance e Mike Johnson, se levantavam, desfeitos em sorrisos e aplausos. Ao mesmo tempo a plateia fazia o mesmo. 

Ora não é possível que entre toda aquela gente não houvesse um ou outra com dois dedos de testa. Não se pede muito mais. Não se pede uma boa dose de escrúpulos, de conhecimento da história, nomeadamente da história económica do país, de bom senso, de respeito alheio. E, no entanto, ali estiveram, durante quase duas horas, a levantarem-se e a sentarem-se, a babarem-se perante um burro, um demente, um estúpido, um alarve.

Que raio de mundo é este? 

Não creio que este comportamento acéfalo seja específico dos americanos. Podemos vê-lo nos cultos e nos regimes ditatoriais. Mas, mesmo aí, não sei se o grande líder tem o despudor de dizer tanta mentira, de ser tão aberrantemente provocador, mal educado. Salazar, Mussolini, Hitler e toda essa estirpe de gente, e reportando-me apenas, aos idos, despertaram grandes manifestações de apreço e gáudio.

Ou seja, é a raça humana que é mesmo assim. Quase metade de nós é para esquecer: uns ignorantes, estúpidos, acéfalos, maldosos, vingativos, invejosos, cruéis. Somos nós, ou melhor: alguns de nós, que elegemos os piores, os mais perigosos, os fascistas, os nazis, que os mantemos no poder, que lhes damos a força de que necessitam para darem cabo de parte da população.

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Felizmente, Jimmy Kimmel ainda consegue dizer das suas. E que bem que as diz. Haja alegria.

Jimmy Kimmel reage ao discurso de Donald Trump - State of the Union Address 2026

Jimmy reage ao discurso sobre o Estado da União de Donald Trump. O discurso estendeu-se por muito tempo, a popularidade de Trump está no ponto mais baixo do seu segundo mandato, todo o tempo sentado e de pé deixou o vice-presidente JD Vance entusiasmado, a equipa masculina de hóquei dos EUA compareceu após visitar a Casa Branca, a equipa feminina de hóquei dos EUA recebeu uma oferta melhor de nada mais nada menos que Flavor Flav, as pessoas estavam a apostar no que Trump diria esta noite, e temos a réplica oficial dos democratas ao discurso de Trump, feita por nada mais nada menos que o governador da Califórnia, Gavin Newsom (Josh Meyers).

terça-feira, março 04, 2025

O comentador e o chico esperto -- ou melhor, Marcelo e Montenegro
-- A palavra ao meu marido --

 

Sempre achei que o Montenegro é um chico esperto que, com maior ou menor falta de ética, tem enganado os portugueses. 

Recordemos, e só cito dois exemplos: 

  • o choque fiscal prometido e reprometido na campanha eleitoral e que nunca existiu 
  • e as prometidas "rápidas melhoras" na Saúde num prazo de 60 dias que, de facto, com a sua intervenção se tornaram num "estado muito grave" ao fim de dez meses. 

Agora descobrimos que o Montenegro também, na sua vida privada, usa e abusa, da chico espertice (e veremos se, em alguns casos, não será mesmo ilegalidade). A criação de uma empresa que está por provar se, entre outros objectivos, não será para pagar menos impostos, continuar a receber avenças sendo primeiro-ministro, entre as quais uma avença de uma empresa cuja  atividade depende de uma licença emitida pelo governo, comprar apartamentos através de contas bancárias cujo saldo parece ter sido criteriosamente gerido para as transferências não poderem ser escrutinadas vão muito para além da chico espertice. A olho nu parecem incompatíveis com a função de PM, parecem de uma falta de ética inimaginável e deverão, na minha opinião, ser investigadas por quem de direito (AT, Ordem dos Advogados e MP) para se verificarem se a legislação está a ser cumprida (por muitíssimo menos, e, na realidade, ainda está para se perceber porquê, o João Galamba foi escutado pelo MP durante quatro anos). 

Mas o Luís Montenegro ainda foi mais longe. Para tentar salvar a pele, meteu a mulher e os filhos "ao barulho", o que ultrapassa todos os limites (só o Marcelo se pode "orgulhar" de ter feito a mesma coisa). 

Por mais voltas que tentem dar, por mais vezes que digam que o País não aguenta outra crise politica 

(a referência ao Guiness feita pelo Marques Mendes é de gargalhada. As dissoluções que houve até hoje não foram da responsabilidade do seu amigo Marcelo que ele sempre apoiou na homilia semanal? Foram, foram!), 

o Montenegro ou se demite ou tem que ser demitido já!

Já agora, ao Marcelo aplica-se o ditado "quem semeia ventos colhe tempestades". Fez todos os possíveis para correr com António Costa (ainda está por esclarecer quem foi o autor "moral" do parágrafo metido â última hora no comunicado pela PGR que originou a demissão do António Costa) e saiu-lhe o Luís Montenegro que não lhe liga patavina (no caso do comunicado de sábado até me parece má educação) e só lhe cria problemas. 

E o tipo que comentava tudo e todos, corria ou tentava correr com ministros e secretários de estado, falava em "ramos pobres", visitou um beco e uma casa de gelados, saía por uma porta do palácio e entrava por outra "se calhar" só para fazer "comentários" â malta da comunicação social, agora não diz nada. Pelos vistos, acha que não dar posse a uma secretária de estado cujo marido estava a ser investigado é muito mais relevante do que o pântano atual causado pelo Luís Montenegro. 

Sr. Presidente, poupe-nos a esta novela faça alguma coisa: demita o Montenegro. E se lhe é difícil encontrar uma solução, o problema é seu. Ninguém o mandou demitir um governo que tinha maioria absoluta, ninguém. A sua atuação neste caso é mais uma confirmação para a opinião pública de que o Presidente Marcelo é o pior presidente da democracia portuguesa.

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Nota: o Público tem hoje um artigo sobre as nomeações na Saúde. De tudo o que se sabe, todas têm sido feitas pela cor do cartão partidário -- e a ministra, com a habitual cara de pau, diz que as nomeações não são feitas a pedido do PSD. Como dizia um colega meu, "mentiroso sou eu e não minto tanto". 

Gerir unidades de saúde que movimentam milhares de funcionários e centenas de milhões de orçamento sem qualquer experiência em gestão, seja em gestão hospitalar ou não, é caminho certo para o desastre. Mas os novos nomeados têm alguma dessa experiência? Basta por exemplo ver a experiência de gestão que tem, para citar um único exemplo, o novo CEO da ULS Almada/Seixal. 

Também valeria a pena os jornalistas investigarem:

1 - Os custos das demissões dos novos gestores 

2 - e se não existirão esquemas para os novos gestores auferiram mais proventos do que o salário. 

Não devem esquecer os esquemas "tipo" Gandra d`Almeida que, sendo dirigente do INEM, trabalhava como tarefeiro em Hospitais Públicos. Não haverá acordos desses com outros gestores contratados?

Depois das conclusões do IGAS sobre  a greve do INEM e depois do que a ministra disse no Parlamento qual a razão para não se demitir? Será porque, na realidade, em ética sai ao chefe, ao Luís Montenegro? 

E o Marcelo, achará que este caso também não  merece comentários? 

segunda-feira, dezembro 02, 2024

Alô, alô Ricardo Araújo Pereira! Só o Ministro da Educação, o Montenegro e o Lentão é que fizeram figuras de urso?
Então e o devoto Marques Mendes na homilia semanal na SIC... não?
E o reincidente João Vieira Pereira do Expresso... não?
E todos os outros papagaios que enxameiam o comentariado nacional que não tiveram o discernimento de perceber que aquela tanga dos 90% era impossível... também não?

 

A propósito da confirmação de que os números anunciados pelo Fernando Alexandre sobre o número de alunos sem professores eram aquilo que qualquer pessoa com dois dedos de testa percebia de imediato -- uma patranha, um logro, uma estupidez --, assisti a um belo momento no 'Isto é gozar com quem trabalha', com o RAP a mangar que nem o perdido com:

-- a cagança do ministrozito da Educação a dizer que veio do meio académico e que era melhor que não soubesse perceber os números, que redução assim, de 90%, do número de alunos sem professores sem professores, nunca se tinha visto, só com ele, 

-- com o Montenegro que, com o seu intragável sorrisinho pimpão, andou a dizer que claro que os números estavam certos e que eles, ao contrário de outros, prometem e fazem, 

-- e com o Lentão Amaro, como sempre um totó de todo o tamanho a dizer as lerdices do costume, a gabar-se nem ele sabe exactamente de quê, só sabe que são feitos históricos.

Mas foi pena que não tivesse incluído nos que andaram a fazer figuras de urso, o Marques Mendes e o João Vieira Pereira que, infelizmente, continuam a papar toda a porcaria que o Governo lhes põe à frente.

Marques Mendes, que quer ser presidente, devia ter mais discernimento e rigor. Faz figura de urso, e não é pouco, a tentar enfiar-nos pela goela abaixo toda a porcaria que o Governo diz e faz.

E o João Voeira Pereira já se espalhou tanto ao comprido ao fazer fé nas patranhas do Governo Mentenegro que já deveria ter aprendido a não lhe dar ouvidos e a não fazer o Expresso passar por mais vergonhas. Francamente... é ingenuidade, tontice ou é obrigado a fazer fretes? Não percebo.

domingo, dezembro 01, 2024

Agora vou ser um bocadinho inconveniente. Os mais sensíveis não leiam o conteúdo deste post, ok?

 

Um Leitor a quem agradeço, em comentário mais abaixo, escreveu o seguinte:

"este bando é um verdadeiro grupo de inaptos patinadores no gelo que passam o tempo no chão a reclamar falta do adversário que é cada vez mais notório que são eles próprios vitimas das suas aldrabices e incompetência. A estatística do bando é 50% do tempo em trambolhão a caminho da decadência vitimas das suas próprias rasteiras e 50% a berrarem rebolando-se no gelo queixando-se deles próprios."

E é isso mesmo. 

Ainda no outro dia, a propósito de todas as aldrabices e falhanços, eu e o meu marido comentávamos que este era mesmo um daqueles casos em que se aplica a máxima que, quando ele andava na Marinha, o comandante invocava. E aqui, com vossa licença, vou transcrever quase na íntegra:

Dizia ele: 'A quem não sabe f...r até os pêlos do cu atrapalham'

E, ao relembrar isto, o meu marido acrescentou que, em qualquer dos casos, também é sabido que:

'Quem não sabe f...r, sai de cima'

E é isto. Estes artistas faziam e aconteciam, em 60 dias estava tudo resolvido -- --educação, saúde, segurança, justiça, tudo --  gabarolas e vendedores de banha da cobra que só visto. E, afinal, agora que estão em cena, é uma vergonha deprimente. Mas de tal calibre que se torna tudo caricato, até dá vontade de rir. 

Falham redondamente em tudo, tudo os atrapalha, enganam-se a torto e a direito, não acertam uma, apregoam como deles coisas que foram feitas pelos outros, cantam vitória baseados em números e conclusões erradas, e depois tudo o que lhes corre mal é da culpa de outros. 

Mas é isso: se não sabem, se não são capazes, se tudo os atrapalha, se não sabem dançar, saiam da pista, se não sabem f...r saiam de cima.

sábado, novembro 23, 2024

Mentenegro é um pintas. Lança números enganadores e, quando confrontado com as distorções, faz aquele sorrisinho cínico e, sonsamente, diz que não quer alimentar querelas.
Não percebo é como o Expresso se presta a dar cobertura a tanta trapalhice.

 

Neste governo todos tentam iludir-nos com habilidades acrobáticas. É uma coisa que tem a ver com o pecado original: conseguiram ser governo por terem mentido e iludido o eleitorado durante a campanha para as legislativas e que, logo que tomaram posse, continuaram a fazer malabarismos para tentarem encobriar mentiras e manipulações.

Os mais destituídos, tropeçam nas suas próprias habilidades e estatelam-se ao comprido, por vezes atropelando vítimas inocentes (Ana Paula Martins, Coisinha Blasco, etc). Os mais espertos, como são um bocado mais elaborados, ainda vão conseguindo ser levados a sério pelos mais incautos. 

O caso da notícia agora posta a circular pelo Ministério da Educação e logo papada pelo Expresso (que das duas uma: ou continua a querer ser o órgão oficial de propaganda do PSD/AD ou continua a ter lá a trabalhar totiços que comem tudo o que lhes é posto à frente), é daquelas que, de tão improvável, dá logo para ficarmos de pé atrás. Mas o Expresso, dado ser parangona benéfica para o Governo, logo embandeirou a notícia em arco e dela fez uma gorda. 

Claro que, durante o dia, veio a explicação por parte da equipa do PS e veio contestação generalizada: estavam a ser comparados alhos com bugalhos, o que não é coisa séria de se fazer. 

Agora que a acrobacia se desfez no ar, o Expresso ainda continua a dar voz à contra-argumentação do artista Fernando Alexandre que, no intervalo de fazer stand-ups por aqui e por ali, se entretém a fazer autopropaganda.

Mas, o pior ainda é o Mentenegro que dá voz a todas as trapalhadas da sua equipa e quando confrontado com a pouca seriedade do que fazem, faz de conta que não é nada com ele, sorrisinho sarcástico, e, de caminho, faz-se de Calimero e pede para o deixarem trabalhar. Sonso. Julga que somos parvos.

É um governo ao nível da obra de arte "banana colada na parede". Uma tanga. Ainda, por cima, a gozar com o pagode. Os otários que fiquem com ela (ela, a banana).

Quanto ao Expresso, com coisas como estas descredibiliza-se. Quando me perguntam porque é que não volto a assinar o Expresso, a resposta (a minha e, ainda mais, a do meu marido) é que não gostamos de jornais que parece terem por missão fazer o frete a PSDês e quejandos. Uma tristeza que um jornal dito de referência na prática seja um canal de reverência.

sábado, outubro 12, 2024

Sobre Montenegro, ele mesmo, e ministros e todos os comentadores virem para as televisões acusar André Ventura de estar a mentir, tenho a dizer que, neste caso em concreto, não estou certa de que o mentiroso seja o presidente do Chega e não o do PSD...

 

Ventura refere pormenores, dá datas, horas, locais, diz quem é que pode testemunhar a veracidade do que diz, relata o que Montenegro disse, nomeadamente a forma desagradável como se referia a Pedro Nuno Santos ou a sugestão para que Ventura saísse de S. Bento pela porta das traseiras. 

Por muito questionável que seja o comportamento usual de Ventura, tenho muitas dúvidas que fosse capaz de inventar uma coisa destas, olhos nos olhos, de frente para as câmaras, com tanto pormenor e com informações que, se não forem verdadeiras, facilmente poderiam ser desmentidas (como Ventura refere, tem no seu telemóvel os telefonemas recebidos da parte de Montenegro ou do seu Chefe de Gabinete, e há todo o staff de S. Bento que pode confirmar a presença de Ventura nas datas que ele refere.

E depois há outra coisa: não é Montenegro também useiro e vezeiro a faltar à verdade? E a fazê-lo com o maior descaramento? Não foi ele que veio apregoar um colossal choque fiscal que, afinal, não era nada daquilo? E quantas vezes já o apanhámos a jogar com as palavras para parecer que não disse o que todos dissemos? E não se aproveitou, à socapa e pela calada, os bons resultados da governação socialista? E não permitiu ele que o seu Sarmento Pança viesse dizer mentiras a propósito das contas públicas? 

Poder-se-á dizer que Ventura é um populista compulsivo, que sabe cavalgar a onda do medo tão fácil de instilar nos menos informados, que é capaz de dar o dito por não dito para se manter sob a luz dos holofotes, que parece que tem por intuito rebentar com o regime. 

Mas a ser verdade o que agora diz, se de facto se provar que Montenegro se portou de forma pouco séria, que é um mentiroso descarado, não vem isso reforçar o que já se vem percebendo na conduta do Primeiro-Ministro? E pode ter-se um Primeiro-Ministro em que não se pode confiar? 

Pela parte que me toca, acho muito desagradável.

Talvez o mentiroso, seja ele qual for, esteja bem para o tal outro que tinha reuniões com um jornalista, relatava jantares, confidenciando o que um e outro tinham dito, chegava até ao pormenor de dizer o que se tinha comido, uma bela vichyssoise... e, afinal, era tudo mentira, aquele jantar nem sequer tinha acontecido.

sexta-feira, outubro 11, 2024

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
Um dos dois é um mentiroso de primeira: ou Montenegro ou Ventura
Daria jeito que o MP tivesse a sala sob escuta durante o encontro de 23 de Setembro e que o Correio da Manhã daqui a nada transcrevesse a conversa para a gente poder tirar isto a limpo

 

Depois da gravidade das declarações de Ventura durante a entrevista concedida ao Pedro Santos Guerreiro, há pouco, na TVI/CNN, acusando Montenegro de ser um mentiroso encartado, tendo mentido gravemente aos Portugueses durante o 'passeio no parque' de mão dada com a não-jornalista Maria João Avillez, já Montenegro e vários dos seus ministros vieram a terreiro negar veemente o que Ventura revelou, acusando-o a ele de ser um mentiroso desesperado.

Mas eu, por muito que me custe dizê-lo, não ponho as mãos no fogo por nenhum deles.

E é o que tenho a dizer.

sexta-feira, setembro 27, 2024

Não sei o que é pior, se é ser professora de Matemática sem ter habilitações para isso ou fazer implantes e dar injecções para aumentar o tamanho do pénis sem ser médico

 

A senhora em questão deu aulas durante anos, fez manuais aprovados para acompanhamento lectivo, fez avaliações de colegas e aparentemente era sempre tão generosa nas notas que dava que toda a gente se sentia agradecida. Li que a senhora não foi meiga a dourar a pilula: terá dito que se mestrou em Cambridge e se doutorou na Madeira, isto, segundo dizem, sem nunca ter saído da Sobreda.

Mas passou. Candidatava-se a cargos e cenas, parece que sempre prestável, se calhar não levantava ondas e, no fim, toma lá uma avaliação generosa e siga o baile.

Dito isto, não faço ideia se era boa professora ou não. Nem sei se sabia qualquer coisa da matéria que dava. De qualquer modo, por princípio, não deve haver lugar para trapaceiros. 

Em tempos não muito longínquos, trabalhou na mesma empresa que eu uma sumidade -- seleccionada por um head hunter internacional e sancionada pela direcção de recursos humanos -- que tinha um CV de tal forma impressionante e robusto que ninguém quis parecer mesquinho a ponto de verificar a veracidade daquilo.

Tinhosa como sou, qualquer coisa ali fez com que o meu faro se pusesse em guarda. As habilitações académicas eram tão extraordinárias que me palpitou que fossem obra de uma imaginação demasiado fértil. 

Fiz umas pesquisas simples. Pimba. O curso superior que ele dizia que tinha pura e simplesmente não existia e na universidade onde tinha estudado nunca ninguém soube que se tivesse alguma vez matriculado. Uma história pegada. 

Quando alertei a nossa direcção de recursos humanos ficaram arrepiados mas desculparam-se com a empresa de head hunting que deveria ter feito essa validação. Mas porque tinham caído tão ingenuamente na esparrela, também não quiseram assumir a barracada. O que acabou por acontecer é que ele próprio, estrangeiro, charmoso, uma simpatia, percebeu que não tardaria a ser descoberto e, para alívio geral, foi pregar para outra freguesia. 

Contudo, durante uns dois ou três anos foi o maior, tratado nas palminhas, levado ao colo. A mim tresandava-me a banha da cobra mas era só eu. O resto da malta curvava-se perante uma estrela internacional de tamanho gabarito. É fácil enganar quem gosta de ser enganado.

Hoje li que um tailandês fez tratamentos para engrandecimento de pénis (dir-se-á engrandecimento?)  -- implantes, injecções e não sei que mais -- durante cerca de 20 anos. E, afinal, não é médico nem nada que se pareça. Muitos dos garganeiros que, em vez de se contentarem com o que lhes calhou na rifa, resolveram pôr-lhe o pirilau nas mãos acabaram com infecções. Claro que a maioria deve ter ficado caladinha a pôr pomadinhas em casa a ver se ninguém descobria mas houve um deles que se queixou mesmo. Veio então a saber-se que não havia cuidados de esterilização nos instrumentos nem os indispensáveis cuidados médicos no manuseamento, inserção de implantes, injecções para insuflar o bicho (não deve ser exactamente insuflar mas o efeito deve ser quase o mesmo e só de ver as imagens até me encolho... e não tenho pénis, faria se tivesse...). 

Confessou, claro. Diz que aprendeu sozinho e não passou do secundário. 

A capacidade de os trapaceiros enganarem os outros e irem passando entre os pingos da chuva é incrível.

E a cegueira dos que se deixam enganar é igualmente inacreditável.

segunda-feira, setembro 23, 2024

Mas isto é um Governo de mentirosos ou quê...?

 

Alguém percebe as atitudes de Montenegro, dos Ministros e do Governo no seu conjunto?

É este um bom exemplo ético para o País?

Caraças.


terça-feira, abril 23, 2024

Montenegro e a falta de ética e de rigor da AD e seus apaniguados
- A palavra ao meu marido -

 

A Governo da AD confirmou ao que vinha. O objetivo fundamental parece ser sobretudo dar mais lucros às grandes empresas, às que não precisariam de mais 'atenções' e diminuir poucochinho, muito poucochinho, os impostos sobre os rendimentos de quem trabalha e de quem já trabalhou. 

Nos intervalos, tenta iludir as classes profissionais e as corporações que se têm mostrado mais reivindicativas com reuniões, aparentemente simpáticas, nas quais, de forma redonda, promete analisar os cadernos reivindicativos. Se bem me recordo da campanha eleitoral, as promessas eram que iam resolver, de súbito, todos os problemas que eram conhecidos. Mais um embuste. A tendência que o PM e o seu séquito têm para deturpar a verdade continua. 

Depois de desdizerem tudo o que disseram na campanha eleitoral sobre o IRS, eis senão quando, o Montenegro na  conferência de empresa da passada sexta-feira sobre o IRS consegue dizer que a maior diminuição da taxa do IRS é feita nos rendimentos das pessoas cujos escalões não são abrangidos pela taxa de IRS. Para além de mais uma falácia, revela, de novo, a falta de rigor e de ética das pessoas ligadas à atual AD e o hábito que têm de iludir as pessoas. 

Os jornalistas, revelando uma preocupante acefalia, não dão ou não querem dar pelos embustes. Que eu tenha visto, apenas o Ricardo Araújo Pereira ontem falou em mais esta mentira. Não deveriam os jornalistas exigir rigor e verdade nas intervenções  do PM e dos seus apaniguados? Deviam!

A falta de rigor e de ética dos ADs e seus "proxies" (expressão que parece que, neste contexto, agora caiu no goto da malta) é uma constante. São as intervenções do Paulo Portas na TVI, é o Nuno Melo  a anunciar comemorações do 25 de Novembro dias antes dos 50 anos do 25 de Abril numa convenção do CDS, são os comentadores de vários programas televisivos a opinarem sem rigor e a reescreverem, sem pudor, a história recente. É um vale tudo vergonhoso.

Outro que merece reparo é o Leitão Amaro (Lentão Amaro, segundo o mesmo Ricardo Araújo Pereira). Também padece da mesma falha ética: depois de o PSD ter atacado fortemente o caso da Alexandra Reis, agora vem defender a Secretária de Estado da Mobilidade quando o caso é análogo. A verba pode ser menos sexy mas os fundamentos são os mesmos. Uma pessoa que recebe indemnização ao sair de uma empresa, a seguir não pode ir trabalhar para outra empresa da mesma entidade empregadora. Neste caso, por maioria de razão, já que os empregadores são empresas da esfera pública. Ora, ao escamotear este facto e ao usar argumentos falaciosos, alinhou pela bitola desta AD.

O Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, afirmou que o programa eleitoral do PS não contemplava nenhum alívio fiscal. Ora basta ler o programa do PS para constatar que o Hugo Soares também mentiu.

E, a propósito de vergonhoso, quando é que a PGR se demite? 

O Prof. Marcelo, depois de ter andado estes anos a ser um dos fatores de maior instabilidade do País, podia fazer alguma coisa de útil e, pelo menos, já que diz que não tem poder para tal, pelo menos podia aconselhar a PGR a demitir-se. Já não seria mau. O ideal era que ele próprio também se demitisse. Depois de mais uma intervenção muito infeliz sobre o desenrolar da atuação do MP que fez cair o Governo e das respetivas justificações, mais uma vez ficou claro que já ultrapassou o prazo de validade. 

E, quanto ao sacrifício do Marques Mendes face ao último Bugalho a sair do saco, o que tenho a dizer é que é sempre a descer... 


segunda-feira, abril 15, 2024

Ditado popular: mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
- de novo, a palavra ao meu marido -

 

O comunicado de Governo sobre o logro  fiscal é lamentável. Com a arrogância habitual, tentam enganar a malta e até ousam desafiar a capacidade de discernimento dos comentadores e jornalistas (o que, certamente, lhes vai ser cobrado mais cedo do que tarde).

Se o Montenegro e o circulo próximo não pretendessem enganar-nos deliberadamente, não tinham dito o que disseram na campanha eleitoral nem durante a discussão do programa do governo e teriam corrigido as notícias sobre o corte do IRS veiculadas pelos jornais que lhe são próximos e que tudo fizeram para promover o voto na AD.

É trágico que o Montenegro e os seus comparsas continuem  a afirmar que vão promover um alívio fiscal de 1.500 milhões de euros, mesmo que agora "não se esqueçam" de acrescentar que o corte é relativamente a 2023. 

Se queremos ter uma democracia na qual não valha tudo, um embuste descarado como este não pode passar impune. Se até aqui julgávamos que este tipo de actuação era apenas apanágio do Chega, agora vamos aceitar que a AD também o tenha? 

Vamos aos factos: existe um orçamento de Estado que está em vigor, aprovado pelo PS,  que inclui um alívio fiscal no IRS relativamente  a 2023 de 1.300 milhões de euros (aliás, parece que mais que isso, creio que 1.340 milhões).

O Montenegro, com o insuportável e cínico ar de gozo que o caracteriza, chamou "pipi" e "betinho" a este orçamento  e votou contra. 

Portanto, em 2024 existe um alívio fiscal superior a 1.300 milhões de euros que é da responsabilidade do PS. 

Existirá, se for verdade o que o PSD refere, uma gorjeta, uns trocos, qualquer coisa que, a título individual, nem dá para  a bica, 173 milhões de euros no total (menos do que um sexto do que já vigora) da responsabilidade do governo do PSD. 

Face a isso, o Montenegro  e o PSD continuarem a  afirmar que vão promover um alivio fiscal de 1.500 milhões de euros mesmo acrescentado que é relativamente  a 2023 é enganoso, é um embuste, é uma trapaça, é um logro. De facto, o grande choque fiscal prometido pela AD é qualquer coisa de insignificante face ao que já está em vigor. Não é choque nenhum. É um ajustamento e é um ajustamento ridículo pela sua dimensão. Esta é a verdade.

Promover toda uma campanha eleitoral suportada nesta trapaça é inqualificável e não abona nada em favor da atual liderança do PSD  nem dos que a promoveram.

A direita vai tentar desviar as atenções e tentar fazer passar a ideia que  a situação mundial requer diálogo e unidade para podermos fazer face às dificuldades e às imprevisibilidades.

Mas uma coisa é certa: justamente na situação actual o que não podemos mesmo é ter um PM que não é credível. E isso é que tem que ser dito.

sábado, abril 13, 2024

O mentiroso
- A palavra ao meu marido -

 

Sempre achei e sempre disse que quando olho para o Montenegro tenho a certeza que ele me vai enganar. Aquele riso  cínico de quem está sempre a gozar com a malta não engana. De facto, não me enganei. 

Depois da bandeira da campanha eleitoral e do programa do governo ser o choque fiscal, o Montenegro mandou à RTP um ministro, que tem ar de aluno bem comportado de um colégio da Opus Dei, dizer que afinal o aclamado pelo PSD, pelo CDS, pela comunicação social, pelas "antiguidades" da direita,...,  choque fiscal era o choque fiscal do governo do António Costa. 

Para todos os que o ouviram foi, isso sim, um choque frontal com a verdade. 

O Montenegro e todos os que fizeram campanha pela AD mentiram descaradamente para ganhar o voto dos portugueses e, mesmo com esta, e, pelo andar da carruagem, com outras mentiras, ganharam por  muito poucochinho. 

Que credibilidade tem o Montenegro e os ministros que o acompanharam numa campanha suportada numa mentira descarada para governarem o País? 

Quem acreditará naquilo que dizem e prometem? 

Que credibilidade terá junto dos parceiros Europeus um PM sobre o qual o diretor do principal jornal português escreve que deixou de acreditar? 

A direita dizer uma coisa na campanha eleitoral e fazer outra não é inédito. O Passos Coelho fez a mesma coisa, por exemplo, com os impostos. Já antes Durão Barroso também o tinha feito. 

Mentir despudorada e repetidamente em campanha eleitoral pensava eu que era apanágio do Chega. Afinal a AD fez exatamente a mesma coisa. Indesculpável e chocante.

Os diretores da CNN e do Expresso e outros jornalistas vêm rasgar as vestes quais virgens ofendidas. Preocuparam-se em fazer o trabalho de casa quando se dizia que alguma coisa não batia certo no programa económico da AD? Não, apenas se preocupavam em promover a AD e dizer mal do PS. 

Azarinho, saiu-lhes o tiro pela culatra. 

E o CDS, nomeadamente, o Paulo Portas que tenta sempre passar uma imagem de grande ética, o que pensa desta trapaça? 

E Marques Mendes? Como é que vai tentar defender esta impostura? 

E o Aníbal, com a sua postura inqualificável, como vai justificar ficar ligado a este logro? 

E os ministros da propaganda do PSD, omnipresentes nos vários canais televisivos, vão ser tão ou mais mentirosos que o Montenegro? 

Finalmente o Marcelo, que foi quem causou esta embrulhada,  vai voltar, agora com razão, ao discurso do "ramo podre"?

Será que alguém que repetidamente mentiu descaradamente aos portugueses pode ser PM?

&

Acabo agora de ouvir o Comunicado que o Governo publicou, na prática chamando estúpidos todos os Portugueses, de A a Z, e, em vez de revelar alguma humildade, mantém o tom acintoso, arrogante e provocatório que o tem caracterizado. 

Lamentável. Preocupante. Indesculpável. 

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Texto escrito na sequência da onda de perplexidade que atravessa o país depois de o Ministro das Finanças ter sido desmascarado na RTP ao ter, de fininho, assumido que a redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista. Em termos concretos não é nada, trocos pelos quais ninguém dará.

domingo, janeiro 14, 2024

A comunicação social e as mentiras do Ventura

-- A palavra ao meu marido --

 

Já aqui escrevi várias vezes que acredito que o crescimento do Chega resulta em grande parte da comunicação social levar o Ventura ao colo e da forma como o MP e a comunicação social tratam os processos ou pseudoprocessos que envolvem políticos e outras figuras mediáticas ou com poder.  

O Ventura não tem uma única proposta para o País, não diz o que faria sobre os diversos setores se fosse eleito. Cavalga o que vai mal, anuncia medidas populistas inconcretizáveis, mente e não tem uma ideia, nem aproximada, sobre o orçamento de Estado e muito menos sobre os custos  e proveitos que o compõem. 

No entanto, o que é que a comunicação social divulga sobre os discursos do Ventura? 

Divulga os sound bites, muitas vezes mentiras, sem se dar ao trabalho, que seria o verdadeiro trabalho de jornalista, de informar que o Ventura está a mentir. 

Ainda hoje, no Congresso, o Ventura avançou mais uma vez com um número sobre os gastos com a igualdade de género que já foi bastamente demonstrado que é mentira. No entanto, é um dos excertos do discurso que passa em tudo o que é notícia. O único jornalista que ouvi referir que o Ventura diz, impunemente, as mentiras que lhe apetece foi o Anselmo Crespo na cobertura que  a CNN fez do Congresso do Chega. Que raio de jornalistas e jornalismo temos que divulgam mentiras, que sabem que são mentiras, e não o referem?

Outra moda agora dos comentadores e jornalistas/comentadores é transmitirem a ideia que o Chega vai crescer muito nas próximas eleições. É mais uma ajuda para o Ventura porque  a ideia de vencedor angaria os votos de quem gosta de estar com quem vence. Seria útil que, de uma forma séria e isenta, a comunicação social tratasse o Ventura como ele merece. Se não me engano, uma análise correta das sondagens revela não haver nenhum crescimento exponencial do Chega.

O Ventura  e o Prof. Marcelo são um filão para  a comunicação social que temos. No entanto, não teriam interesse por aí além para a comunicação social de que precisamos.

Antes de terminar, ainda uma palavra para o Pedro Nuno Santos. Hoje veio com um discurso meio sem jeito sobre o governo do PS.  Assim, infelizmente, não vai longe. As pessoas querem abordagens simples e pela positiva. E reincidiu na conversa da empatia. Tem muito que aprender com o António Costa. O Pedro Nuno não se deve esquecer que, ao contrário de todos os PM anteriores, o António Costa sairá do governo com uma imagem bastante positiva. O António Costa é, aqui concordo com a maioria dos comentadores, o maior ativo do PS.

sábado, maio 08, 2021

Flo, Florence M. aka Flo Kitty

 

A história verdadeira de algumas pessoas por vezes parece uma ficção. De Flo, por exemplo, pode dizer-se que tem um percurso surreal. 

Quando foi o ataque ao Bataclan foi terrível. O mundo não falou de outra coisa. Muita gente morreu, muitos ficaram feridos, muitos psicologicamente traumatizados. 

Até que quase passou à história, submerso pela fútil espuma dos dias. Pelo meio, as vítimas formaram uma associação. Uma mulher que não foi vítima juntou-se-lhes. Tinha um amigo gravemente ferido, muito mal, Greg. Foi em nome dele que se juntou

As fotografias mostram o grupo. A legenda diz o nome das vítimas e o dela que ali está em nome do amigo.

De g.à dr.: Maureen, Bertrand, Pascal, Florence (qui représente son meilleur ami, toujours hospitalisé), Samuel, Frank, Alexis, Arthur.


Integra a associação, trabalha, trabalha. Chega a integrar o conselho de administração. Pensa em grande. E ajuda a despistar impostores que se fazem passar por vítimas. 

Trabalha muito. Tanto que chega a queixar-se que é incompreendida, diz que trabalha mais que os outros, sente-se injustiçada. O amigo ainda gravemente doente. Um sofrimento que ela acompanha. Pelo meio, fala num amigo que tem em Nova Iorque e cujo apoio lhe vale nestas horas de sofrimento, Manu. O amigo fala, pela net, não apenas com ela como com colegas e amigos da Associação.

Os amigos falam também, pela net, com Greg, o amigo longamente hospitalizado. É a solidariedade entre vítimas.

Vive com a mãe, padece de uma doença que não é brincadeira. O que lhe vale é a associação, os amigos. Em especial Manu que está lá sempre para ela.

Por fim, contou que tinha estado lá, naquela noite, no Bataclan. Nunca antes o tinha revelado.

Até ao dia em que se descobre que é tudo mentira. Tudo. 

Não existe Greg, não existe Manu. Tudo inventado. Flo forjou perfis falsos para os amigos. Forjou amigos falsos para os amigos falsos. Sabia com precisão a diferença de fusos horários para poder falar com Manu, o amigo inexistente. Forjou um romance entre personagens inexistentes. Alimentava conversas entre todos, entre pessoas de verdade e pessoas inventadas. 

Nunca ninguém suspeitou da falsidade.

Até ao dia. A partir daí foi uma sucessão de surpresas e de espanto. Tantas descobriram que acabou presa. Abuso de confiança. Quando lhe fizeram um exame, acharam que era normal. Apenas num segundo exame lhe acharam traços de psicopata.

A sua história revela o que tantas vezes se esconde por detrás de gente que parece normal mas que é capaz das maiores anormalidades: abandonada pelos pais, criada pelos avós, dois abortos, uma violação, não poder ter filhos. Uma vida de frustrações e sofrimento. Os tribunais compreenderam a sua trajectória mas não a isentaram de culpa. Consideraram que não era louca, que não era delirante. Consideraram que era extremamente organizada. Um desafio para os examinadores. Uma mitómana.

O que concluiram foi que, vítima de profunda solidão, necessitava de sentir piedade e nada como juntar-se a uma associação de vítimas. Para que acreditassem na sua história, foi urdindo múltiplas pequenas histórias que serviam para dar veracidade a todo o enredo.

Já saiu da prisão e está cheia de dívidas. Continua a achar que os outros não são verdadeiros nem bons.

E eu li esta história e fiquei perturbada. De que labirintos e alçapões é feita a mente? E como detectar a falsidade numa pessoa convincente, aparentemente solidária?

Tenho um certo receio disto porque pessoas assim não se cerceiam por questões morais. Pelo contrário, auto-desculpabilizam-se. Podem cometer os maiores desvarios sem qualquer sentimento de culpa. E podem viver anos -- ou uma vida inteira -- sem serem descobertas.

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A história vem contada em Florence M., la "Mythomane du Bataclan" : histoire d’une vertigineuse escroquerie escrito a propósito da publicação do livro La Mythomane du Bataclan, do jornalista Alexandre Kauffmann

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E queiram descer para libertar a alma

domingo, fevereiro 03, 2019

E o que é um tomate roxo?
[E isto para não me alongar com a auditoria à CGD, com aquelas denúncias de cenas que se passam nas autarquias PCP, com a baderna que para ali vai na Venezuela, com a extraordinária Elizabeth Holmes, com a criminosa greve dos enfermeiros ou, mesmo, com as minhas andanças nocturnas in heaven, preferindo, com a vossa licença, deleitar-me com Jane Goodall]
-- E sim, um ponto verde no canto da sala é uma ervilha de castigo --




Claro que, na volta, eu devia era falar dos créditos e das imparidades da Cixa Geral de Depósitos. Mas, para falar disso, porque não falar tambem das do BPN, do BES, do Banif, do BCP, etc? Que disso, upa, upa, há por todo o lado e, de uma forma ou de outra, todos temos tido que lá meter dinheiro. E não que com isso esteja eu a querer branqear a coisa. Zero. Não. Mas há os créditos dados a ver se se salva uma fábrica, uma actividade que conjunturalmente está a passar um mau bocado e há os dados por vã ambição, ganância, mania das grandezas. Quem, ignorantemente, ponha tudo no mesmo saco vai por mau caminho. A avaliação técnica de um crédito tem mil e uma vertentes e não é num comentário apressado que se pode tecer opinião. 

Por isso, passo adiante.


Também podia falar da avalancha de notícias sobre os compadrios nas autarquias geridas pelo PCP. Não atiro pedras e não porque ache que o PCP não tem telhados de vidro mas porque prefiro ter a certeza da veracidade de tudo o que está a aparecer. É que há tal coincidência nas pedradas que a coisa parece orquestrada e eu de orquestrações prefiro as musicais. A ter havido abuso de confiança, uso e abuso de recursos autárquicos para fins partidários, dolo na gestão de dinheiros públicos ou infracção de regras claro que acharei mal e que defenderei que não estejam, como ninguém pode estar, acima da leia. Mas, até que para mim esteja claro o que se está a passar e se há fundamento nas denúncias, manter-me-ei expectante e de bico calado.

Sobre a Venezuela é diferente: não quero cá saber do nome que os próprios dão às coisas como se o nome fosse rótulo que garante imunitade. República bolivariana o escambau. Um atraso de vida é o que é. Há populistas, parvalhões e abusadores para todos os gostos e este Maduro é um deles. Que a Venezuela está entregue à bicharada é inegável e o PCP mostra que tem um cordel agarrado ao pé e às ideias quando não é capaz de se desdogmatizar para apreciar as coisas como elas são. Não faço ideia de qual é a do tal de Guaidó pelo que, às cegas e sem o conhecer, custa-me defendê-lo. Nem sei como ficará a Venezuela depois de correrem com aquele parvalhão, prepotente e atraso de vida que é o Maduro mas sei que alguma coisa tem que ser feita. Um país daqueles não pode estar naquela penúria, naquela regressão, naquela indigência a todos os níveis. Mas falta-me competência -- e disposição -- para me pôr para aqui agora a dissertar sobre tema tão sério.

E digo-vos uma coisa: não fora este meu mau hábito de apenas me dedicar ao blog quando a noite vai alta e a minha energia escasseia, aquilo de que eu falaria mesmo seria de Elizabeth Holmes, 35 anos, aquela a quem se augurou ser a próxima Steve Jobs, ex-CEO de uma brutalmente valiosa empresa. E se emprego o qualificativo brutalmente é porque tudo aquilo era uma fraude. Mais um caso em que o mundo ilustrou a célebre doença da cegueira injustificável. Uma história fantástica a que prestaremos atenção quando o filme que já está por aí a rebentar com Jennifer Lawrence aparecer. Agora que é apenas uma história real, não queremos saber. E, no entanto, apesar de não conhecer Elizabeth, juraria que consigo adivinhar como é que aqui se chegou. E adivinho não porque detenha dotes divinatórios mas porque já vi uma história assim. E é tudo tão inacreditável e a cegueira colectiva tão difícil de compreender que não me espanto ao ver como a fantástica e valiosa empresa Theranos se despenhou tão facilmente.


Mas não falo de Elizabeth, hoje não me apetece -- até para não fazer associações a coisas de que nem é bom falar.

E há a criminosa greve dita cirúrgica dos enfermeiros mas acho-a tão aviltante para quem trabalha na área da saúde que, só de pensar nisso, sinto vergonha alheia. Só espero que a justiça arranje maneira de pôr um ponto final na actuação degradante daquela gente que deveríamos respeitar mas que, com o que andam a fazer, só nos fazem sentir repulsa e medo de algum dia virmos a ser vítimas de gente tão perigosa. Passo adiante para não me sentir agoniada.

E, portanto, estando numa de passar ao largo de tudo o que é assunto, poderia limitar-me a contar como andámos até ser noite enfiados no meio das árvores a podá-las, a desramá-las, a dar fim a pés bastardos. Podia contar como os nossos olhos se vão habituando à visão nocturna, como, depois de pensarmos que não vamos conseguir ver nada e que o melhor é ir para casa, nos vai sabendo bem perceber que afinal nos orientamos, como o que sobra de luz  -- e que não sei se era algum vislumbre de luar, se uma réstea de luminosidade de alguma estrela longínqua ou de quê -- é suficiente para ali continuarmos a serrar, a cortar. Ou poderia, ainda, limitar-me a contar como o ar foi ficando cada vez mais frio, como há sons que esperam pela noite para aparecer. E o cheiro das árvores e da terra acentuado pela frialdade nocturna, como é bom.


Mas nem para isso me está a dar para falar. Enquanto escrevo, estou a ver e ouvir Jane Goodall, uma maravilhosa jovem de 84 anos que ama a natureza, que é indomável e que sorri enquanto fala.


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E, assim sendo, volto a perguntar: o que é um tomate roxo?

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[As imagens mostram a exposição Until de Nick Cave]

segunda-feira, outubro 22, 2018

Rui Rio contrata Cristina Ferreira para Ministra da Cultura do seu Governo Sombra*





Desesperado por não conseguir conquistar o coração das hostes laranjas e completamente ignorado pelos portugueses em geral, Rui Rio, também já apelidado de Rei das Órgias, terá contratado um agente de imagem brasileiro que tem dado provas em várias eleições. Ainda há pouco que está em funções mas as iniciativas já postas no terreno são a garantia de que o PSD está a mudar. Para já, criou vários grupos de WhatsApp, do Instagram e do Facebook para difundir massivamente mensagens de apoio ao grande líder e para os seus membros comentarem favoravelmente os novos nomes que Rio já começou a nomear para o Governo que, por enquanto o é na sombra, mas que Rio pretende constituir como Governo a sério.

O primeiro nome que foi lançado para a ribalta é, nada mais, nada menos que o de Cristina Ferreira, nome que atrai multidões e que promete vir a revolucionar o conceito da política em Portugal, tirando as teias de aranha aos preconceitos dos bem pensantes.

Querendo mostrar que o PSD está fortemente enraizado na sociedade e querendo evidenciar independência partidária, fala-se que novos nomes estão na calha e todos surpreendentes. Fala-se em Felícia Cabrita para Ministra da Administração Interna, Carlos Alexandre para Ministro da Justiça, José Gomes Ferreira para Ministro das Finanças, Paulo Rangel para Ministro da Comunicação Social, Helena Matos para Ministra da Educação, Ana Rita Cavaco para Ministra da Saúde, um GNR de Loulé para Ministro da Defesa e João Rendeiro para Ministro das Finanças. Mas estes nomes carecem ainda de confirmação. 

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E claro que este é um fake post. Nada do que acima escrevi é real. Mas imagine-se que começava a correr na net, imagine-se que grupos formados para o efeito nas redes sociais começavam a pô-lo a circular de forma quase viral. Em menos de um foguete, a credibilidade de Rui Rio, que já é ínfima, ficaria na lama, com meio mundo a comentar e a gozar estas escolhas, com os jornais mais 'imediatistas' a propalarem as novidades, com comentadores a arrasarem o actual PSD em jornais e televisões.

E, no entanto, é graça a estratagemas destes, já antes usados em Portugal (incluindo, e muito activamente, pelo PSD), que algumas eleições são influenciadas. Parte das eleições do Brasil estão a ser condicionadas por falsas manchas negras que enlameiam a reputação de alguns candidatos. Bolsonaro chegou onde chegou sem ter que mexer uma palha, bastaram notícias forjadas para denegrir os opositores, em especial os ligados ao PT. O mesmo aconteceu na eleição de Trump com Hillary Clinton e demais candidatos democratas a serem trucidados por uma avalancha de fake news.

O Diário de Notícias dá conta do que se passa em Portugal: "Como funciona uma rede de notícias falsas em Portugal" - Vários sites sediados no Canadá alojam fake news sobre a política portuguesa. Depois, vários grupos no Facebook, com milhares de membros, divulgam-nas. O criador desta operação explica-nos porquê.

Como o artigo é pago, para quem não seja subscritor, pode ver-se algum desenvolvimento no Expresso. "Sites portugueses de notícias falsas? Sim, muitos. Estão sediados no Canadá, mas nasceram em Santo Tirso" - Criam notícias falsas sobre a política portuguesa, que vários grupos nas redes sociais, com milhares de membros, divulgam depois. Uma investigação do “Diário de Notícias” demonstra a existência em Portugal de uma realidade paralela, destinada a enganar a opinião pública


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Tenho para mim que redes sociais como as de Zuckerberg (que está a ser contestado internamente correndo o risco de, à semelhança de anteriores criadores, ser rejeitado pela sua criação) são terreno fértil para a propagação do que de pior existe na natureza humana e, talvez por isso, a porta aberta para o populismo (e, logo, para o fim da democracia). Os políticos deveriam prestar atenção a este fenómeno para melhor o regularem -- antes que seja tarde demais.

domingo, maio 08, 2016

Passos Coelho diz que nunca inaugurou nada
- Só visto... Mas que é tão mentiroso, senhores...!
Aqui vos mostro alguns vídeos que provam algumas das inaugurações abrilhantadas pelo mal arraçado láparo.



O láparo encartado, mentiroso compulsivo, disse que não ia à inauguração do Túnel do Marão não apenas porque tinha mais que fazer como, sobretudo, porque nunca tinha ido a nenhuma inauguração, e explicou que isso de inaugurações não era coisa que lhe assistisse, mandava sempre algum ministro, ele não, não era cá de inaugurações. E, como sempre, aquela voz colocada de quem nunca tem dúvidas e, tal como o outro, também nunca se engana. Os outros, segundo dá a entender, é que se dão a essas futilidades, não ele que não é piegas e que até não suporta os cataventos que irradiam felicidade.



Pois bem, aqui vão algumas pequenas evidências de como a criatura gosta de fazer de nós parvos. Durante quatro anos não fez outra coisa e, agora que já devia ter aprendido, não, continua viciadamente na senda daquilo a que se habituou: a mentir com quantos dentes tem.


Começou por inaugurar um sofá e, a partir daí, não parou de inaugurar tudo o que lhe apareceu pela frente: pontes, hospitais, residências, escolas, plataformas logísticas, feiras, o que calhou.

É ver, por favor:










E até já inaugurou 'cenas' depois de ter deixado de ser Primeiro-Ministro.



Olhe lá, ó Coelho, chega...?
É que, se for preciso mais alguns vídeos para lhe puxar pela cabeça, é só dizer.

(As imagens do Láparo-Pinóquio provêm, uma vez mais, do We Have Kaos in the Garden)

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E, se ainda não conhecem a Secretária de Estado Alexandra Leitão, que é one of a kind, alguém a acompanhar, queiram, por favor, descer até ao post já a seguir.

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