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sexta-feira, agosto 07, 2026

As gueixas

 

Não vou explicar em pormenor, repito apenas que me faltam os meios para que os meus dedos consigam pronunciar-me capazmente sobre a embaraçosa situação do Luís Neves, que se vai enterrando mais a cada dia que passa, da insustentável situação do incompetente e irresponsável Fanã-Alex, da vergonhosa e preocupante incompetência da Ana Paula Martins, do absoluto zero que é o Lentão Amaro e de todos quantos, feitos zombies, se arrastam no governo do Montenegro, o tal que anunciou que não ia de férias e que agora foi fotografado a banhos no Algarve, como sempre, cosido com o trauliteiro-mor Hugo Soares.

Tivesse eu um computador e o tanto que teria para dizer. Até invocaria o caso de um tal director que, tendo tido problemas e remodelações por fazer em sua casa, 'contratou' a empresa que tinha contratado para fazer uns trabalhos numas certas instalações, trabalhos esses que, sem o saberem (cala-te boca) pagaram todo o gasto na casa do dito director. E isto foi-me contado por quem tinha todas as provas. Isto numa outra vida, outros personagens. Há histórias que parece que teimam em repetir-se, mudando apenas os personagens. Um tédio.

Mas não tenho computador. Parece que encomendaram uma peça. Ando mentalmente coxa, parece que me falta a mobilidade. A ver se para a semana, a coisa se resolve.

Entretanto, fui a uma clínica veterinária comprar um shampoo para peles sensíveis para o cão e fiquei com vontade de o experimentar, deve ser bom pois custa dez vezes mais do que o que uso para mim. E quando estava a ser atendida, saiu uma vet toda chiquérrima do consultório e dirigiu-se à funcionária que me estava a atender, a perguntar-lhe por umas fichas não sei de quê. Mas, de repente, levantou o olhar para me pedir desculpa por ter interrompido e, ao dar de caras comigo, soltou uma exclamação e, sem parar de me olhar, repetiu o que tinha dito e disse que eu lhe fazia lembrar uma certa baronesa quando era mais nova. O meu marido depois disse-me: 'Ora aí está uma coisa boa para contares no blog'. Respondi-lhe que é o que dá ele não ler o que eu escrevo. Se lesse, saberia que jamais contaria isso. Gozou comigo 'Aposto que vais escrever'. Portanto, aqui fica a prova provada: perdeu a aposta.

E pronto, como sem computador e com um corrector automático que só à bofetada, fico como se estivesse lobotomizada, totalmente improdutiva, sem saber de que falar, fico-me por aqui

Vou antes ver este vídeo que nada tem a ver com algumas personagens da nossa praça, umas infelizes mancas em classe, savoir faire e requinte, pimbas e intelectualmente balofas -- nada, nada, a ver com as icónicas personagens do vídeo abaixo.

As Gueixas de Tóquio: Por dentro do mundo fechado dos enigmáticos ícones do Japão | Foreign Correspondent

No Japão, a comunidade das gueixas é um mundo fechado. O modo de vida por detrás daquelas mulheres icónicas — com a sua maquilhagem marcante, as imponentes perucas negras e os requintados quimonos de seda — é em grande parte desconhecido, até mesmo para muitos japoneses. Então, como é que as gueixas atuam na era moderna? Como é, de facto, a vida de uma gueixa em 2026?

No programa *Foreign Correspondent*, a repórter Natalie Whiting leva-nos para o interior da vida privada das gueixas. Com um acesso privilegiado, conhecemos uma das gueixas mais famosas do Japão e as jovens que abdicaram das liberdades usufruídas pelas suas amigas para dedicarem a sua vida a uma das antigas formas de arte japonesas. Antigamente, mais de 13.000 gueixas viviam e trabalhavam em Tóquio; hoje, restam apenas cerca de 200. Estão numa missão para se abrirem ao mundo, numa tentativa de salvar esta antiga tradição das artes performativas.

O *Foreign Correspondent* é o programa de atualidade internacional exibido no horário nobre da estação pública australiana, a ABC-TV. Produzimos reportagens aprofundadas de meia hora de duração para exibição nos canais de televisão e plataformas digitais da ABC. Desde 1992, as nossas equipas viajaram para mais de 170 países para cobrir conflitos, catástrofes naturais e agitações sociais e políticas — sempre na perspetiva das pessoas que vivem estes acontecimentos de perto.


Uma happy sexta_feira

segunda-feira, julho 13, 2026

A bronca dos exames é o expoente máximo da extraordinária incompetência do governo? Não, há muito mais!
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Então não é extraordinário ver o Bugalhito, com ar de quem acabou de se levantar e de se aperaltar, anunciar o pagamento de horas extraordinárias aos professores? Em que condição? Idiota útil? Futuro PM? Futuro ministro da educação? Ou parvinho do costume que quis encantar o ministro e tentar salvar o PSD? E não é também extraordinário anunciar que o governo vai pagar horas extras a quem faz trabalho extraordinário e tem o direito a receber o valor correspondente conforme consagrado na lei? Neste caso talvez não seja tão extraordinário, reflete apenas o espírito e a forma de tentativa de reforma trabalhista do governo que pretendia sonegar o pagamento de trabalho extra a quem trabalhavasse fora de horas. E não é extraordinário que o Luís fale sobre o problema com as avaliações dos exames no Alive em frente ao cartaz da Solverde? É o que resulta de termos um eterno bimbo sem sentido de estado e sem qualquer empatia pelos problemas das pessoas como PM. E, mesmo que involuntariamente, ainda fez publicidade aos antigos patrões, o que por si só já é bastante extraordinário. E não devemos considerar extraordinário que o ministro da educação ponha professores a digitalizar exames em máquinas 'piquininas' e, ainda por cima, quando foram a serem utilizados 40 disse que roubaram 70? O tipo fazia um programa na RTP 2 onde disse que não percebeua de educação. O tipo não percebe é nada de nada e ainda por cima desperdiçado o erário público comprando, aparentemente, muito mais equipamentos do que os necessários para garantir o funcionamento normal do processo e pondo profissionais a fazer trabalho de auxiliar da forma menos eficiente possível. 

E também me parece extraordinário que a ministra da saúde (é difícil pensar que ainda conseguirá fazer pior, mas ela consegue sempre) para diminuir a lista de esperas para cirurgias tenha anunciado uma aplicação que não contabiliza todas as cirurgias e, assim, diminuir artificialmente o número de cirurgias em espera. Que falta extraordinária de ética e de rigor! Mas, nada me surpreende quando analisamos a falta de rigor e de ética de Ana Paula. 

E não será extraordinário que o Luís consiga duplicar o valor dos gastos com o combate a incêndios? Neste caso é até muito comum. O que o Luís sabe fazer é por dinheiro em cima dos problemas. Eficiência e racionalidade não entram com ele. São coisas tão extraordinárias para ele que possivelmente nunca acontecerão enquanto for PM.

quinta-feira, julho 02, 2026

O Leitão, o Ventura, a Ramalho e o Alexandre ou a "liga dos sem vergonha", sem esquecer, bem entendido, a Dona Ana Paula e o chefe deles todos, o Luís
-- E, finalmente, eis que o senhor meu marido se dignou, de novo, a dizer de sua justiça --

 

Ouvir um tipo que é jurista e deputado dizer que o governo não deve cumprir uma ordem do tribunal é assustador e chocante. Assustador porque percebemos que a extrema direita se sente com poder suficiente para fazer este tipo de afirmações, chocante porque apesar desta e de outras afirmações semelhantes ou piores, muita gente vota neles. O Ventura é o Trump cá do burgo. Populista, demagogo, xenófobo e autocrata -- e podem ver pelo que tem acontecido no EUA e no Mundo o desastre que é eleger um tipo com esta natureza. Devia servir de vacina e ninguém votar num tipo sem um pingo de vergonha! 

Mas neste cantinho à beira-mar plantado temos outras aberrações semelhantes. 

As afirmações que o "Lentão" Amaro fez recentemente sobre a imigração confirmam que a xenofobia e a direita mais populista ocupam lugares de relevo no governo. Ter um ministro que, das duas uma, ou não tem um mínimo de conhecimento da realidade ou mente descaradamente é uma vergonha para quem os elegeu, para quem o escolheu e naturalmente para o próprio. 

Outro elemento do elenco governativo que se pauta por uma enorme falta de vergonha, basta relembrar as mentiras que foi dizendo para suportar as suas tentativas legislativas discriminatorias e com cheiro a direita saudosista é a Palma Ramalho. É preciso não ter vergonha para fazer o que tem feito mas, é preciso ser verdadeiramente desavergonhada para manter a reforma da lei laboral na agenda após 12 meses de negociação e namoro ao Ventura que no final redundaram no colossal fracasso que conhecemos. Como é possível tanta falta de razoabilidade e de vergonha!

Não procurando ser exaustivo sobre os membros do governo que fazem parte da "liga dos sem vergonha" e sendo óbvio que o PM e a ministra da saúde são sócios desde a primeira hora (como é possível a ministra ter gasto mais 21% na saúde, termos atingido o caos atual e não ser corrida?) tenho que referir mais um que está de corpo e alma na liga: é o rapaz da Educação. O Alexandre depois de torrar dinheiro em tudo o que dava chatice decidiu tentar fazer umas coisitas que não correram nada bem. Desde os números sem fundamento relativos ao número de alunos sem aulas, referidos pelo ministro até à vergonha que é o atual processo de correção dos exames, existem bastas razões para incluir este ministro em lugar de destaque na "liga dos sem vergonha".

Mas tenho que voltar à da Saúde. Com estes calores extremos, o que ouvimos à que nunca mais é ex é que alerta para o aumento da mortalidade. Mas alguém morre porque quer? O que é isto de alertar para a o aumento de mortes? Não passa pela cabeça da Ana Paula Martins que o que ela tem que fazer é dar conselhos práticos, é informar sobre medidas concretas, é fazer com que haja meios para minimizar insolações ou para acudir rapidamente a quem se sinta mal? O que mais esta senhora tem que fazer de mal para que o Luís perceba que mantê-la é caso quase de alarme social?

E é destas vergonhas que se vai fazendo uma parte da politica em Portugal. Que vergonha!

domingo, junho 21, 2026

O tempo dos broncos

 

Quando estou mais para o zen do que para a truculência, abro o computador e só me apetece falar dos meus jovens, ex-pimentinhas, agora já todos grandes e bonitos, bem dispostos, brincalhões. Aliás, tão zen que, antes de ter energia para levantar a tampa do portátil, adormeci profundamente. O meu marido bem tentou interromper-me mas a pancada era grande demais. Acordei a ver o Trump no seu primeiro mandato, em melhor forma do que agora mas já só a fazer disparates, a dar conta da cabeça dos chineses. E deve andar por aqui alguma melga porque acordei com comichão num braço.

E agora, ao ver as notícias, constato o que já todos estamos fartos de saber: salvam-se alguns, não muitos. Por exemplo, a Meloni, apesar de tudo, tem mostrado que os tem no sítio. Mas, se pensar no que se passa por cá ou no que se passa no país dito mais relevante do mundo, só posso concluir que os broncos devem ter algum mérito para conseguiem convencer os parvos e para conseguirem aguentar-se nos lugares de poder.

Para mim, um bronco é um tipo que inventa problemas, que se enrola de todas as maneiras possíveis e imaginárias para ver se os consegue resolver, depois, quando não consegue desenrailhar-se dos imbróglios que criaram, começam a culpar toda a gente, por fim já querem é safar-se da embrulhada seja de que maneira for e, depois de terem andado a dar trabalho, a gastarem e a fazer gastar dinheiro e paciênciaa toda a gente, na melhor das hipóteses, no fim, fica tudo igual ao que estava antes mas, o mais frequente, é que fique tudo pior.

Com o Montenegro temos exemplos disso por todo o lado. Por exemplo, na Saúde arranjou uma ministreca que começou por correr com um fulano que era reconhecido por toda a gente como super competente, o Fernando Araújo, que estava a tentar pôr ordem no SNS. A a partir daí foi sempre a descer. Demitiu dezenas de gestores, despeja dinheiro para cima de toda a malta que rabeia, inventa desculpas para tudo e mais alguma coisa e, no fim, ou seja, agora, depois de desequilibrar mais as contas, está tudo pior do que estava. E isto não sou eu, humilde observadora, que o digo: são todos os relatórios técnicos e independentes que o demonstram. Na Habitação tem sido o descalabro: isentou de IMI, IMT e sei lá que mais todas as compras de casa para crianças até aos 35 anos. E fez mais não sei o quê, que já lhe perdi a conta. O que sei é que o preço das casas disparou como nunca, um foguete que subiu mais rápido e mais alto que na maioria dos outros países. No Trabalho tem sido o festim a que se tem assistido. Arranjou uma Madame que empreendeu num espantalho com nome de Pacote. Ninguém lhe tinha encomendado o sermão. Foi ela e o Luís que desarrincaram tão destrambelhada ideia. Começaram por andar a fazer perder tempo a patrões e sindicalistas. Pelo meio iam insultando alguns que, por fim, se retiraram da palhaçada. Findo o circo da Concertação, levaram o espantalho, já na versão aborto, para a Assembleia. Aí, canhestros e azêmolas como só eles, resolveram montar-se a cavalo num lacrau asnento. E o País assistiu, entre o boquiaberto e o saturado, a mais um par de coices e a mais uma ferroada do lacrau que, assim, mostrou a todos que de gente desta desenvergadura nada de respeitável se pode esperar.

Nos Estados Unidos o que se vê é um fulano em decomposição, fisicamente decadente, a dormir em público, um narcisista a mandar pôr o nome em tudo o que é canto e esquina, a inventar toda a espécie de loucuras, com aldrabices que não lembram ao diabo (veja-se o que inventou agora sobre a Meloni, que a levou a desmenti-lo com todas as letras), a perseguir os mais indefesos, a tirar aos pobres para dar aos ricos, a mandar a Justiça ir atrás de quem ele não gosta e a indultar todos os criminosos que o apoiam, a ser corrompido à descarada, a tomar decisões erráticas e contra a ciência e contra o mais elementar bom senso, a destratar aliados e a bajular ditadores, a ameaçar invadir ou anexar território alheio, a raptar um presidente de um outro país e a roubar-lhes o petróleo, a ir de braço dado com Israel bombardear o Irão, matar gente indefesa, nomeadamente as crianças de uma escola, e arranjar um trinta e um do qual agora não consegue sair pelo seu próprio pé, já se prestando a sair de fininho, dando aos iranianos o que eles quiserem. Onde não havia antes problema que lhe dissesse respeito, depois de matar imensa gente, de destruir o que não devia, de gastar biliões, agora anda a ver como sair da enrascada. E, no meio disto tudo, centra-se noutros assuntos que também não eram problema para ninguém mas dos quais resolveu fazer cavalo de batalha. Por exemplo, o tema do 'lago', em frente do Memorial Lincoln. Meteu na cabeça que o Reflection Pool haveria de ser azul transparente e apregoou que de piscinas percebe ele. Gastou cerca de 14 milhões de euros, de caminho insultou os presidentes anteriores por não terem sabido manter o lago limpinho, publicou fotografias fake em que se mostrava ao banho com o JD Vance e o Mark Rubio como se equilo fosse uma piscina. Pois bem. Foi resolver um problema que não existia e aranjou um outro ainda maior. 

A imagem do Trumpalgas foi gerada pelo Chatgpt
Nota: na realidade, o que os funcionários andam a despejar são garrafinhas mais pequeninas do que as que aqui se veem

O lindo laguinho azul virou verde, cheio de algas. Pior: o revestimento está a descolar-se. Nas bordas andam funcionários a despejar pequenas garrafas de água oxigenada e de lixívia e outros com camaroeiros. Virou chacota nacional. Nada que incomode os MAGA que já veem nisso uma conspiração: não só olham para as águar verdes e algacentas e as veem azuis, como acham que é tudo embuste dos democratas.

Há sempre burros ainda mais burros do que os burros que conhecemos. Os broncos atraem os broncos. Os broncos mais burros veem-se representados pelos burros que, nas redes sociais, lhes aparecem como ilustres.

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O fiasco do espelho de água de Trump ganha uma reviravolta ao estilo "Greenwatergate"

O jornal The New York Times refere que a confusão causada pelo espelho de água verde de Trump tem agora uma nova e sinistra reviravolta: um contrato de limpeza sem concurso ligado a um doador de Trump e vizinho de Mar-a-Lago.

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Desejo-vos um belo dia de domingo

segunda-feira, maio 11, 2026

De Montenegros não reza a história. Provavelmente, nem de Seguros.
--- A palavra ao meu marido ---

 

Há muito tempo que escrevo que considero o Montenegro e seus ministros uma cambada de incompetentes. Os factos comprovam-no e basta vermos, ouvirmos ou lermos as notícias desta semana. 

Recapitulando: 

  • A negociação do pacote laboral correu-lhes tão mal e foi tão mal feita que conseguiram afastar das negociações as duas centrais sindicais e o PS. Ficaram nas mãos do Chega e vão suar as estopinhas e ajoelhar se quiserem seguir com o pacote laboral do patronato-de-antanho para a frente. Ministras arrogantes, de direita radical e fechadas na academia, é o que conseguem. 
  • No relatório sobre a atividade do SNS confirma-se que gastaram mais dinheiro, têm mais recursos e conseguiram fazer menos operações e menos consultas. Não é de admirar. Quem não sabe o que faz nem tem capacidade para discernir o que fazer, só faz asneiras. Não é, Ana Paula? 
  • De acordo, com os últimos dados, Portugal é o País que está em último lugar na execução dos fundos europeus. É normal, este governo só sabe executar PowerPoints. 
  • A rapaziada da AIMA diz que vai fazer greve porque está farta da inoperância e incompetência da tutela, que diz a tudo que sim mas não faz nada. Obviamente que não é caso para surpresas, sabendo-se que quem tutela a AIMA é o Lentão Amaro. 
  • A legislação sobre a expulsão de imigrantes e sobre a pena acessória de perda da nacionalidade para imigrantes foi chumbada pelos juízes e pelo TC (já é a segunda vez). Também não surpreende, a legislação tem a mão do "Lentão" e, naturalmente, o cunho do Luís por convicção e para não ficar atrás do Andrézito. 
  • Os escândalos nas polícias são chocantes e envergonham os portugueses. Infelizmente, também não é de admirar depois das senhoras que passaram pelo MAI, nomeadas pelo Luís. 
Além disso:
  • A justiça cada vez funciona pior,
  • uma parte significada da rapaziada continua sem aulas,
  • o custo de vida aumenta assustadoramente e o governo assobia para o lado, 
  • o governo não paga às transportadoras embora tenha acordado com elas suportar o custo do transporte gratuito dos jovens, 
  • a ajuda não chega aos que sofreram estragos com as tempestades, 
  • não sabemos quem são todos os clientes da Spinumviva, 
  • ... 

Tudo isto, e mais alguma coisa, resulta do "ganda" trabalho que o Luís anda a fazer. A quem não sabe o que faz até não fazer nada atrapalha. Certo, Luís?

Provavelmente o Seguro não quer ficar atrás do Luís e também quer fazer um "ganda" trabalho. Contudo:

+ Se é para promulgar legislação com comentários, tivemos cá o Marcelo durante dez anos. 

+ Se é para tentar fazer as vezes de PM, também nos chegaram as Marcelices. 

+ Fazer pactos para a saúde que estarão, se estiverem, prontos daqui a um ou dois ou mais anos, contratar um Adalberto para marcar 47 reuniões e, provavelmente, ficar com um nó tão grande na cabeça que tem que ir para a fila de espera do SNS, não parece ser o caminho certo para fazer alguma coisa de jeito na saúde. 

Vou dar uma sugestão ao novo habitante de Belém: consulte o que aqui ontem se apresentou:  O SNS que Portugal Merece -- Diagnóstico, Benchmarking Internacional e Roteiro de Reforma

Poupa 47 reuniões ao Adalberto e tem um documento com princípio, meio e fim na hora, a partir do qual se poderão seguir caminhos sensatos para resolver os problemas do SNS. Pequeno senão: duvido que o Adalberto ou o senhor presidente consigam ter pedalada para a jornada que se impõe. 

Não vamos longe!

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Montenegro - o estado a que a Saúde chegou, o artigo do Gouveia e Melo, as duas MAI que já lá vão e os atrasos no cumprimento das promessas do Luís
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Saiu hoje um relatório da ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde) sobre a atividade do SNS em 2025. 

Era difícil um governo conseguir piores resultados, a saber: a despesa aumentou, o número de profissionais contratados aumentou mas os resultados clínicos e os acessos ao SNS pioraram. 

Em concreto, verificou-se um aumento de 13% nos gastos operacionais (15.750 milhões de euros) e um reforço de recursos humanos, contudo, registou-se uma diminuição de 0,7% nas cirurgias (884.062) e uma queda na atividade dos cuidados primários, com mais de 1.000.000 de utentes a aguardar consultas e 264 mil esperavam por cirurgia no final de 2025. A nível preventivo o panorama é igualmente preocupante: verificou-se uma quebra de 10,3% nos rastreios do cancro da mama  O número de queixas dos utentes também aumentou, tendo diminuído a confiança dos utentes no sistema: 54,62% das queixas focam-se na falta de qualidade do atendimento clínico, apontando para uma “degradação humana e técnica” com a consequente erosão da confiança. 

Se o objetivo do governo é dar cabo do SNS parece que já está a conseguir. E não é apenas uma questão da Ministra da Saúde ser incompetentíssima. É o Montenegro que não tem capacidade de definir políticas globais para os vários setores nem capacidade para definir formas de atingir objetivos sendo, também ele, manifestamente incompetente. 

E o que me choca mais é que este relatório apenas traduz numericamente o que todos, o País inteiro, tem vindo a constatar ao longo dos meses: a degradação da Saúde em Portugal às mãos da ministra e de Montenegro. E volto a recordar que justamente a Saúde foi uma das bandeiras eleitorais da AD. Apregoou que ia resolver tudo num abrir e fechar de olhos. E o que aconteceu foi o oposto: yudo piorou. Um a um, correu com toda a estrutura de gestão dos serviços e hospitais, mesmo com os gestores manifestamente competentes, substituindo-os por carreiristas do PSD. Perante queixas, crises e mortes, Montenegro preferiu olhar para o próprio umbigo. É que o que os números deste relatório traduzem não é uma abstração: traduzem o sofrimento dos que esperam horas a fio nas urgências, dos que esperam meses a fio por uma consulta ou por uma cirurgia, dos que esperam horas a fio por uma ambulância, das que andam em bolandas, de um lado para o outro, até que apareça uma Urgência aberta para poderem ter um filho. Uma lástima.

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O Gouveia e Melo escreveu um artigo no Público que causou alarido, tendo demonstrado de A a Z a incompetência do governo na gestão da catástrofe recente. Embora não tenha dito senão o que todos temos constatado, sistematizou bem o problema: o governo falhou no planeamento, na comunicação,  na cadeia de comando, na logística e  na organização -- enfim, tudo correu mal. Concordo.

Não é uma novidade que este PM e este governo não têm capacidade para gerir crises e ainda por cima não têm a humildade suficiente para aprender com quem sabe mais. Dizem que só os burros não aprendem!

Entretanto, a MAI demitiu-se. Não tinha outro caminho pela frente senão o da porta da saída. Contudo, aqui também não se pode atribuir a responsabilidade a uma senhora que manifestamente não tinha competências e perfil para a função. A responsabilidade de um erro de casting não é de quem é escolhido mas de quem não sabe fazer escolhas. Aliás, já é a segunda ministra da Administração Interna que Montenegro queima. Um bom líder tem que saber fazer escolhas e o Luís manifestamente não sabe. 

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É certo que as tempestades extremas e as consequências devastadoras dificilmente se conseguem travar. Mas tem que haver quem saiba responder às emergências. 

O PM, que já demonstrou várias vezes que não tem jeito ou capacidade para enfrentar problemas complexos, quando se vê apertado pensa que resolve tudo fazendo grandes promessas. Mas depois, na prática, as coisas não acontecem. Sessenta e três por cento das pessoas que deviam receber os subsídios prometidos devido aos incêndios de Agosto ainda não receberam o respetivo subsídio. Mais outra coisa que correu muito mal.

Havendo cada vez mais emergências desta natureza (violentos vendavais, chuvas intensas ou, por outro lado, secas prolongadas e grandes incêndios) seria importante termos um governo capaz, com gente séria, competente, experiente e com humildade para corrigir os erros e para aprender com quem sabe. Mas não temos.

domingo, janeiro 11, 2026

Como é possível termos batido tão fundo na saúde? Incompetentes e estúpidos!
-- Uma vez mais, a palavra ao meu marido --

 

Depois de ter havido 11 fatalidades durante a greve do INEM, depois de terem ocorrido dezenas e dezenas de partos em ambulâncias, na rua, na recepção de hospitais, ..., depois de mais três fatalidades devido à falta de ambulâncias, depois de tragédias de pessoas que estiveram nas urgências e foram mandadas para casa ou não foram atendidas no hospital por não chegarem de ambulância, depois de todas estes horrores e dos que não foram publicitados, quando parecia que já tínhamos batido no fundo foi hoje divulgada uma fotografia de uma senhora, doente oncológica em estado terminal, deitada no chão de um hospital em Coimbra. 

da SIC Notícias

Aflita, cheia de dores, no chão, sem qualquer conforto, sem respeito pela sua dignidade -- a imagem é chocante. 

Mas que porra de merda é esta? Não há um mínimo de respeito pelas pessoas? A dignidade humana não vale nada? Os serviços de saúde abandonam quem mais precisa? 

A situação nos hospitais está tão má que já estão a praticar uma medicina de catástrofe, e quem tem menos hipóteses é deixado à sua sorte? São tão insensíveis que não conseguem garantir o mínimo de conforto a uma doente certamente muito fragilizada e dependente? Não têm qualquer desculpa! São estúpidos e desumanos! Não há atenuantes! 

Tudo isto resulta certamente de uma tremenda falta de organização, de uma indesculpável falta de capacidade de gestão. Podem não fazer por mal mas, apenas, por incompetência. Os responsáveis são quem não percebe isto e não toma medidas. Isto merece punição, isto ofende os portugueses! 

O Montenegro prometeu que resolvia os problemas da saúde em meia dúzia de dias e, ao fim de dois anos, a saúde está um caos, pior que nunca. O Montenegro mantém a ministra, a ministra diz que não se demite e o Marcelo não exige a demissão desta tipa. A única coisa que a ministra fez foi arranjar lugar para os gajos do partido e estragar tudo o que mudou. No meio disto ainda vêm uns palermas do governo e do PSD como o Leitão Amaro, o Hugo Soares ou o Marques Mendes defender a ministra e tentar atirar areia para os olhos dos portugueses. 

São uns m... que não merecem qualquer tipo de respeito. Só uma pessoa burra e estúpida que nem um calhau não se demite numa situação destas. Um PM que recusa demitir uma pessoa assim, se tivesse um mínimo de honestidade intelectual e não fosse cínico também se demitiria, e um PR que sempre protegeu estas duas figuras pouco decentes seguiria o mesmo caminho. 

Deve-nos chocar a todos o que está a acontecer na saúde. Esta fotografia revela bem a situação a que chegámos. Os estúpidos que nos governam deviam ter vergonha. São nefastos para o país.

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Nota

Não temos tido disponibilidade para responder aos vossos comentários. Mas lemos, agradecemos e, globalmente, estamos de acordo.

sábado, janeiro 10, 2026

A doença incurável da Saúde chama-se Montenegro
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Após terem, infelizmente, ocorrido mais três fatalidades por atraso na prestação dos cuidados médicos pelo INEM, o Montenegro foi ontem à AR com a sobranceria, o descaramento e a arrogância habituais tentar passar pelo meio dos pingos da chuva. Para resolver o problema, anunciou a compra de 275 ambulâncias que estariam disponíveis no Verão. Afinal, parece que os estúpidos que governam a saúde, embora alertados pelo sindicato dos técnicos de emergência médica, não perceberam que há medidas, imediatas e bem mais simples, que poderiam mitigar os problemas que originaram estas tragédias. Primeira: usar as macas que pertencem às ambulâncias inoperacionais; segunda: adquirir macas para os hospitais, para que nunca fiquem retidas macas das ambulâncias; terceira: deslocar para o sul alguns técnicos da zona norte onde "as equipas estão robustas". 

Só pessoas absolutamente impreparadas, sem competência nem experiência não teriam optado por medidas tão simples que parece já terem sido postas em prática em anos anteriores. É o resultado do governo nomear dirigentes apenas pelo cartão partidário, que estão completamente desajustados nos cargos que exercem e que, pelos vistos, nem dois dedos de testa têm. 

Relativamente à compra das ambulâncias, qualquer pessoa que conheça minimamente os processos de contratação pública percebe que é materialmente impossível em seis meses preparar o caderno de encargos, lançar o concurso, obter as propostas, fazer a análise das mesmas, preparar e celebrar os contratos com o fornecedor e este fabricar, equipar, testar e entregar esta quantidade de ambulâncias. O Montenegro estaria a tentar enganar os mais incautos como sempre faz. Mas afinal o Montenegro não estava apenas a tentar enganar os incautos, o Montenegro estava, como é costume, a mentir descaradamente. Estava a mentir com quantos dentes tem na boca como já fez no  caso Spinumviva, com a redução de impostos, com as promessas para a saúde, com a aquisição de carros para a polícia ... . A compra das ambulâncias tinha sido decidida pelo governo do António Costa em 2023 -- o governo que não pôde concretizar a aquisição destes equipamentos devido ao golpe do ministério público. O papel do Montenegro neste processo foi apenas o de atrasar a aquisição dos veículos, assim, originando mais problemas no funcionamento do INEM. 

Hoje veio o "Lentão" Amaro tentar "limpar" a mentira do chefe. Foi pior a emenda que o soneto. O "Lentão" poderá ser aproveitado para técnico auxiliar do pré-escolar, parece-me que o seu perfil se adequa à função. A forma como fala e o que diz estão adaptados a esta faixa etária. Para ministro não serve, a não ser que nunca fale em público e não tome decisões, isto é, sirva apenas de papel de embrulho. E das duas uma: ou o tipo é retardado ou despreza os portugueses, julgando que temos uma idade mental de cinco anos. A forma como tenta explicar o inexplicável dá pena. Em conclusão, a medida anunciada pelo Montenegro destinada a resolver o problema das ambulâncias tinha sido tomada em 2023 pelo governo do António Costa e o governo do Montenegro não deu andamento a esta aquisição, emperrou o processo, sendo responsável pela falta de ambulâncias e pelas as trágicas consequências que daí resultaram. 

Mas o Montenegro também afirmou que mantinha a ministra. Já aqui escrevi que, na minha opinião, só um lobby fortíssimo de apoio à ministra no interior do PSD permite que ela se mantenha no cargo. No entanto, tenho para mim que qualquer dirigente que não seja burro prefere ter a gerir as áreas que supervisiona pessoas competentes, conhecedoras da área e com experiência de gestão em vez de calhaus com dois olhos que "não dão uma para a caixa". Neste caso o  PM, tendo em conta os resultados obtidos, parece ter optado pelo calhau. 

Entretanto, veio o Marcelo secundado pelo "Facilitador Mor," também conhecido por "Leva e Traz" dizer que é preciso o governo dar explicações para sossegar  a populaça. Já chega de hipocrisia. Não é verdade, o que é preciso é apurar responsabilidades, definir objetivos e verificar os resultados.  Explicações são treta para inglês ver. Poderá parecer que o Montenegro, o Marcelo e o "Leva e Traz" são burros encartados. Não são, são é cínicos e hipócritas que só pensam neles e nos votos, marimbando-se para os portugueses. Do Marcelo ver-nos-emos livres em breve, a ministra também dificilmente aguentará muito tempo, e pior parece ser impossível. O Montenegro, a ver vamos. 

Quem more na margem sul está, certamente, apreensivo quanto à capacidade de haver uma atuação atempada da emergência médica em caso de necessidade. Nunca imaginei que o SNS chegasse a este estado. Será que não é de propósito para alavancar o setor privado da saúde?

Nota: espero que o Trump, tendo conhecimento do estado da saúde em Portugal, planeie uma "intervenção benigna" para fazer a extração da Ana Paula Martins. Ficaríamos finalmente livres da moça. E, en passant, mais uma observação: como é possível termos um ministro dos negócios estrangeiros que, com aquele seu ar apertadinho, consegue dizer um disparate tão grande?  

O governo não tem ponta por onde se pegue!

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Que governo é este que esfrangalha tudo onde mexe...?
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje soubemos de mais uma fatalidade causada pela inoperância do INEM. Parece que resultou da falta de ambulâncias e/ou dos novos procedimentos que o novo presidente do INEM implementou, apregoando que eram suficientes para resolver os problemas do INEM. Pelos vistos falhou redondamente, e causou mais uma tragédia. 

Ouvi agora nas notícias que estão setenta e três ambulâncias paradas nos hospitais (só no Garcia de Orta, 20 ambulâncias retidas). 

Ouvi há bocado, também na notícias, que em várias regiões do país habitualmente não há ambulâncias disponíveis e que quem tiver um problema grave tem muitíssimo menos hipóteses de se safar por causa deste caos. Um desastre! 

O governo que primeiro resolvia o problema da saúde em 60 dias e depois em seis meses, a única coisa que fez ao fim de dois anos foi agravar muitíssimo os problemas, criando o verdadeiro caos com as medidas que tomou na saúde. 

O PR é cúmplice desta situação porque, ao contrário do que antes fazia, nunca criticou a situação, deixando que o Montenegro e a ministra tomassem o freio nos dentes e tomassem medidas que destruíram o que podia não funcionar exemplarmente, mas que, pelo menos, funcionava e garantia uma assistência atempada aos portugueses. 

Há três responsáveis por este estado de coisas: o Montenegro, a ministra e o PR. Deviam pedir desculpa por tantos erros... e, no mínimo, a ministra devia ir já para casa! 

Aliás, tudo o que este governo tentou mudar ficou pior. 

No domínio da habitação, as medidas que tomou originaram um enorme aumento no preço das habitações, estão a dar cabo do pequeno mercado de arrendamento que existe e, como seria de esperar, porque este governo está-se nas tintas para quem tem menos recursos, o governo não tomou medidas para garantir habitação condigna à população com menos recursos, incluindo aos imigrantes. 

Relativamente ao controlo da imigração, ninguém sabe o que se passa porque não existem estatísticas nem dados publicados. Provavelmente, o governo ufana-se do que não conseguiu. Mas soube-se com espanto que o governo campeão da segurança conseguiu acabar com o controlo de fronteiras. Parece que o sistema pifou (palavras da ministra) e admito que a dita (ministra) também tenha pifado. 

Pelo meio ainda conseguirem dar cabo da paciência aos estrangeiros que nos visitam, contribuindo para dar uma má imagem do País. Mais uma área onde estiveram "bem ". 

É certo que o governo acalmou os polícias, os GNR e o pessoal das FA, despejando dinheiro em cima destes sectores profissionais. Mas, para além de despejar dinheiro, o governo nada fez nestas áreas e fez bem porque pelo menos continuam a funcionar. 

Temos um governo que estraga tudo em que toca e que desbarata os recursos que irão ser necessários mais tarde ou mais cedo. A incompetência é notória. Será que o governo também pifou? 

O Marcelo bem se pode "orgulhar" da herança que deixa, resultado da instabilidade que criou. É certo que o País ficou laranja em todo o lado, o que lhe deve agradar. Mas não é menos certo que a extrema direita espreita o poder, que o governo é populista e segue a agenda da extrema direita e que os principais problemas dos portugueses se agravaram. 

Boa Marcelo, "ganda" legado! De facto foi o pior presidente dos últimos cinquenta anos!

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Nota à margem: Tenho curiosidade em saber que passos vai o Xi Jinping dar para tentar fazer frente à política da Administração americana.

quinta-feira, novembro 27, 2025

Já chega de tanta malta bafienta
-- A palavra ao meu marido --

 

Após uma comemoração mais do que pífia do 25 de Novembro (de facto verificou-se um "enormíssimo" entusiasmo das pessoas com a comemoração) e da tentativa da rapaziada que tem saudades do 24 de Abril e dos que não perdem uma oportunidade de lhes fazer as vontades de tentarem reescrever a História, eis senão quando hoje foi noticiado que o juiz Carlos Alexandre vai presidir à comissão (?) que vai tentar combater a fraude na saúde. Para além de ser redundante e de ser uma tentativa de atirar poeira para os olhos da opinião pública, a criação desta comissão é passar um atestado de menoridade aos organismos que combatem o crime. 

Ao nomearem este juiz fazem mais uma cedência ao populismo e piscam os olhos ao MP que é cada vez mais criticado pela forma despudorada como actua, pelos critérios que aplica, pela morosidade nos processos e, até, pelo desrespeito da lei. 

De facto, nada melhor que a nomeação de um juiz que "veio de baixo", odeia e persegue os "ricos" e que sempre fez o que o MP pretendia para fazer à populaça que se deixou enredar nas teias dos populistas. 

Poder-se-ia pensar que teria sido a ministra, que tem reconhecidas incapacidades de discernimento, que teria feito ou sugerido a nomeação. Não me parece. Eu diria que esta nomeação vem diretamente do PM e do seu inner circle. Nada melhor que estar sempre, sempre, a tentar ultrapassar o Andrézito pela direita, fazendo, assim, com que o populismo de extrema direita ganhe cada vez mais força. 

Tenha calma, Luís, que não será o primeiro que irá de vitória em vitória até à derrota final. 

25 de Abril sempre!

domingo, novembro 09, 2025

Tarefeiros? Mas afinal de que é que se está a falar' De médicos ou de outra coisa?

 

Ouço e leio jornalistas a falarem em médicos tarefeiros contratados por empresas e vejo que ainda não perceberam o esquema.

Os médicos, para fugirem aos impostos e, ao mesmo tempo, para conseguirem fazer os horários que lhes apetecer e, cereja em cima do bolo, para não terem que se sujeitar a protocolos, 'serviços mínimos' ou ao que for, formam as suas próprias empresas. São empresas unipessoais, ou quase, e podem estar em nome deles ou das mulheres ou deles e de amigos. Não sei se há estatísticas mas diria que a maioria são empresas unipessoais, empresas com nomes criativos que nada têm a ver com os seus nomes (por exemplo, 'Sol Radiante', 'Plano Azul', 'Bem Sentir', etc.). 

De forma automática, é muito difícil saber qual o médico que está por detrás da dita empresa pois, quando os médicos prestam serviço aos hospitais, ou clínicas, ou lares, 'escondem-se' atrás dos nomes das ditas empresas. Os hospitais, clínicas, lares. etc, pagam a essas empresas, que aparecem como simples fornecedores. Estatisticamente, de forma directa, não se consegue saber de que médicos se está a falar pois não aparecem enquanto tal. O hospital ou a clínica contrata a 'empresa', não o médico.

Na contabilidade e nos sistemas de informação dos hospitais (ou clínicas, ou o que for), ao passo que os médicos do quadro podem ser controlados facilmente -- quanto ganham, quantas horas trabalham, quantas horas extraordinárias fazem, em que escala estão, etc. -- já o mesmo não acontece com os que médicos que 'faz de conta' que são tarefeiros, estando 'escondidos' atrás do nome da empresa. As ditas 'empresas' (que, na prática são os próprios médicos) cobram, e cobram bem (e com esta ministra, então, upa, upa, em especial ao fim de semana, em especial nas urgências) consoante as horas que os médicos fazem. 

Muitas vezes, os médicos trabalham para o SNS e depois, como tarefeiros, escondidos atrás do nome da sua própria empresa, vão trabalhar para o Privado. Ou vice-versa. Até em simultâneo... ou seja, para o SNS enquanto médicos do SNS e depois, enquanto tarefeiros, a fazer mais horas, por exemplo ao fim de semana. Ou para o Privado enquanto assalariados e, em simultâneo, enquanto tarefeiros.

Qual a vantagem para estes médicos (e gostava de saber quantos médicos não recorrem a este estratagema...)?

É simples. Enquanto assalariados, tudo o que ganham é sujeito a IRS (e têm que se sujeitar às escalas e etc). Enquanto tarefeiros, quem recebe o dinheiro são as suas empresas. Ou seja, não pagam IRS sobre essas verbas chorudas. E, por outro lado, nessa empresa metem toda a espécie de despesas até porque a sede é, quase sempre, a própria casa. E a casa tem que ser limpa, tem despesas de água, luz, comunicações, a empresa tem um carro que é preciso pagar, bem como o combustível, reparações, portagens, etc. E, se calhar, a própria casa tem que ser paga. E há despesas de representação e deslocações e estadias e, portanto, restaurantes, hotéis e viagens 'vai tudo' para a empresa. Claro que há que pagar ao gerente mas pode ser um ordenado baixinho, neutro em termos de IRS. Em contrapartida, a empresa, afogada em custos fica isenta de IRC ou, em casos raros, pagará uma bagatela. Claro que, na prática, o dinheiro vai todo para os médicos. O resto são liberalidades e habilidades contabilísticas e fiscais.

Estes médicos, que são muitos, se calhar a maioria dos médicos (pelo menos nos locais em que há mais procura - Grande Lisboa, Algarve, etc), tal como o meu marido referiu no outro dia, conseguem ter uma vida tão regalada que, com as verbas que recebem enquanto tarefeiros (que, face às habilidades acima referidas, são líquidas ou quase), já se dão ao luxo de escolher os dias em que já não querem trabalhar. Há muitos que já fazem semana de 4 dias ou 3 dias e meio, compondo o ordenado com um ou dois fins de semana enquanto tarefeiros.

E com o que esta ministra lhes paga, claro que os médicos já não querem outra coisa. Trabalham quando querem e ganham o que querem. Nessa qualidade não há vínculo laboral, não podem ser sujeitos a sanções, a processos disciplinares nem a serviços mínimos. Se os chatearem vão oferecer os seus serviços, através das ditas empresas, a outro lado.

Como se pode acabar com esta pouca vergonha?

Não é fácil. Só mesmo com um grande entendimento entre muita gente, entre partidos e entre entidades contratantes, SNS, Privados ou Sociais.

Para isso, deveria haver uma regra 'simples', uma regra que deveria ter forma de lei. Quem precisar de médicos, deve contratar médicos -- não 'empresas' nem free lancers. Só isto, mudaria tudo.

Se for preciso criar um regime laboral específico para eles, que se crie. Podem ser vínculos temporários, pode o horário ser mais 'liberal' -- mas a regra deve ser esta. Médicos devem ser contratados como médicos. Idem para enfermeiros, claro. Quando se conseguir isto, acaba a 'bandalheira' que é hoje esta brincadeira dos tarefeiros (leia-se, habilidosos fiscais).

Enquanto não se chegar a este ponto, pois este entendimento pode demorar, deveria ser obrigatório que as empresas de prestação de serviços médicos ou de enfermagem declarem o nome e o NIF dos médicos que, enquanto tarefeiros, trabalharão num qualquer hospital, clínica, lar, etc. E os hospitais, clínicas, lares, deveriam ser obrigadas a comunicar essa informação à AT.

E a AT, por seu lado, deveria, em paralelo, desencadear uma acção contra estas empresas unipessoais ou quase (usadas por profissionais de saúde para fugirem ao fisco, mas também por advogados, consultores, senhorios e sabe-se lá mais o quê, se calhar até jornalistas -- que, se calhar, por isso até fazem de conta que não percebem de que se fala quando se fala de tarefeiros...) que são apenas um ardil legal para pagar menos impostos.

E depois há a questão fiscal de base. Os médicos, se declarassem para efeito de IRS, tudo o que ganham ficariam todos no último escalão, ou seja, cerca de 50%. A somar a isso, a TSU. Ou seja, na prática, recebem menos de metade do que ganham. Concorde-se que não é motivador. É, isso sim, um esbulho.

Também já o referi. Sei de médicos reformados, a receberem a reforma, e que ainda trabalham. Fazem bem. Gostam do que fazem e com a falta de médicos, é útil que trabalhem. Mas mais do que dois dias por semana, dizem eles que é para os impostos. Por isso, não trabalham mais que dois dias por semana.

E é também este exagero de carga fiscal que faz com que muitos jovens que foram estudar lá para fora depois não voltem (pois rapidamente atingem os 35 anos e não estão para receber trocos face ao que ganham líquido lá fora).

Não sei quando é que vamos ter um Governo verdadeiramente reformista, que avance sem medo para uma reforma fiscal que acabe com tanto escalão e que seja justa e decente no dinheiro que retira aos contribuintes. Se houvesse justiça e razoabilidade não haveria tanta gente (tanta, tanta!) a recorrer a habilidades para fugir ao fisco.

Enquanto não se encararem os assuntos de frente, enquanto não se chamarem os bois pelos nomes e enquanto não se resolverem os assuntos pela raiz não sairemos da cepa torta, uns tontos às voltas dos problemas, incapazes de resolver o que quer que seja.

terça-feira, novembro 04, 2025

A ministra da Saúde é destituída ou pensa que nós somos mentecaptos?
-- A palavra ao meu marido --

 

Na sequência de tudo de mau o que tem acontecido com o SNS desde que esta ministra está no cargo, e depois das sucessivas tragédias que aconteceram desde sexta-feira devido à inoperância do sistema de saúde -- cujos responsáveis são, obviamente, o primeiro ministro e a ministra da saúde --, ouvi hoje a ministra, cujo fácies parece denunciar uma deriva para outra espécie que não a humana, apontar o dedo ao problema da deficiente informação que lhe foi transmitida esquecendo-se, ou tentando fazer esquecer-nos, que o verdadeiro problema está longe de ser esse: é, sim, o caos em que se encontra o SNS devido às políticas que prosseguiu e que resultaram nas tragédias que conhecemos. 

A ministra
  • substituiu as administrações e as chefias intermédias apenas por questões partidárias esquecendo-se do fundamental, que é a competência,
  • criou uma baralhada insolúvel no INEM,
  • aumentou muito os custos do SNS embora a qualidade do serviço tenha diminuído imenso, 
  • tornou a direção executiva do SNS um apêndice sem quaisquer objetivos, 
  • para garantir o aumento de proveitos aos médicos alavancou os serviços de tarefeiros e simultaneamente aumentou valor do pagamento horário (é ou não verdade que hoje há médicos que já não trabalham à sexta-feira e à quinta feira à tarde porque fazendo um fim de semana como tarefeiros recebem mais do que se fizessem horário completo?), 
  • enfim, conseguiu virar de pantanas o serviço público de saúde do País.

Das duas uma: ou padece de défice cognitivo ou pensa que somos burros. Existe uma terceira hipótese que é ser uma cínica egocêntrica que não tem conhecimentos nem capacidade para ser ministra e que não tem o mínimo de humanidade (como bem o demonstrou na intervenção que fez na AR culpabilizando a pobreza e a falta de conhecimentos das pessoas pelas tragédias cuja responsabilidade é dela e que nunca assumiu). 

Esta forma de estar na vida pública mete-me nojo. 

Mas Ana Paula Martins não está sozinha. Quando ouvimos o "Lentão" Amaro falar de "reengenharia" a propósito da imigração ou o Montenegro defender a putativa lei da nacionalidade e a lei da imigração  como se fossem determinantes para a segurança nacional, devemos estar alerta e equacionar quais são os verdadeiros valores destes tipos e quais são os seus verdadeiros interesses e objetivos. 

Cavalgar a agenda do Chega revela mais que um mero tacticismo, revela também que, para o PSD de Montenegro, os mais elementares valores humanistas não passam de uma moeda de troca sem qualquer valor facial.

domingo, novembro 02, 2025

Corram com a desgraçada* da ministra da saúde
-- A palavra ao meu marido --

 

Como é possível que a ministra da saúde continue no lugar? 

Após tudo o que se tem passado na saúde, e continua a passar!, as tragédias de sexta feira e de sábado são chocantes. E hoje também se soube que uma grávida teve um bebé no próprio carro, depois de ter estado na  maternidade e ter sido mandada para casa. 

É preciso ser absolutamente indigna, não ter o mínimo de decência, ser cretina, cínica, irresponsável e completamente desprovida de empatia e de compreensão pelo que é a coisa pública para a ministra da saúde não se demitir. 

Já aqui escrevi várias vezes que terão que estar a suportar a ministra poderosos interesses que nada têm a ver com os interesses dos portugueses, para que, na situação de caos e de calamidade em que o SNS se encontra, o Montenegro mantenha a ministra. São, provavelmente, os interesses dos laranjas que foram nomeados para os diversos cargos, dos grupos privados que querem uma fatia maior da prestação dos serviços da saúde, não esquecendo os médicos que recebem o salário e o complementam regiamente como tarefeiros. 

A ministra "dirige" a saúde há dezoito meses e tudo piorou. A ministra tem que sair, e isso deveria ser condição sine qua non para a oposição negociar um pacto para a saúde. Esta ministra não serve! 

Espero que, quando tiverem que votar, os portugueses não se esqueçam que o Montenegro prometeu que resolvia o problema da saúde primeiro em sessenta dias e depois em seis meses e que, no entanto, ao fim de ano e meio, a situação é muitíssimo pior do que a situação que tanto criticou quando era oposição. 

Apesar de todas as evidências, e são muitas e algumas bem dramáticas, o Montenegro manteve uma ministra que não tem o mínimo de competência para o cargo sendo, obviamente, responsável pelo estado a que chegou o SNS. 

Prometer é fácil - fazer é que é tramado. 

Muitos portugueses estão anestesiados pelas redes sociais e o discernimento não é o melhor.  Contudo, esperemos que não se esqueçam que, numa área tão crítica como é a saúde -- e tão penalizadora para todos nós quando funciona mal -- o governo revelou uma total inoperância. 

Fora com a ministra da saúde, já! 

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Nota minha 

*  É certo que «desgraçada» = mal sucedida, que tem má sorte, etc., mas, ainda assim, eu não usaria esta expressão. Mas o texto é do meu marido e ele, nestas matérias, é menos meigo que eu.

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sábado, outubro 11, 2025

O Luís Montenegro não tem vergonha
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

O Luís desceu mais uns degraus na decência política. Um tipo que vem apelar ao voto, referindo que têm que votar nos candidatos do PSD porque, "naturalmente", as câmaras PSD vão ter mais benesses do governo do que as outras câmaras, não merece ser PM de um País democrático. Este tipo de afirmações envergonha quem as faz, devia envergonhar quem as ouve e devia alertar os eleitores quando votam e podem ajudar a eleger "Luíses" que só se preocupam em ganhar votos e que revelam a sua verdadeira persona nestas situações. No caso do Montenegro, a situação vai em crescendo. Começou com as  promessas da campanha eleitoral, passou pela Spinunviva e veremos como acaba.

Só mais um ponto. Já chega de tanta imbecilidade por parte da ministra da saúde, parece que vai fazer mais  um plano  para que não se percam cerca de 300.000 chamadas por mês no SNS. E que tal se ela própria, fazendo jus à sua imbecilidade, fizesse um plano para se demitir?

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E queiram, por favor, continuar a descer: ali mais abaixo o tema são as ineficiências (uma ínfima amostra) do SNS

Uma ínfima amostra do desperdício de recursos no SNS

 

Fui hoje a um dos grandes hospitais, um daqueles que, por isto ou por aquilo, volta e meia anda nas bocas do comunicação social. Mas não fui por estar com uma terrível carraspana, foi por outra coisa. 

Sobre a carraspana, ontem à noite tomei um comprimido de Ceterizina. Depois, como estava com um pingo que não estava a dar-me tréguas, olhos e nariz numa pingadeira, lembrei-me do Avamys. Estava fora de validade mas não muito, coisas de apenas mês e tal. Como estava mesmo aflita, lá foi disto, bombada para dentro. 

O que aconteceu é que hoje acordei sem pingo, sem espirros, sem nada. Mas KO. Totalmente KO. Não sei dizer se era apenas sono, um sono profundo, um cansaço, uma ausência de forças. A voz alterada, o corpo rendido. Nem sei se isto foi do comprimido, se foi da própria gripe. A minha filha perguntou se eu tinha feito teste. Por isso, agora fiz. Negativo para covid ou para as gripes. Ou seja, apenas uma constipação das antigas, mas uma senhora constipação. Ou gripe de uma estirpe não enquadrada pelo teste.

Seja como for, não vou tomar outro comprimido senão amanhã não consigo pôr-me de pé. E tenho um compromisso em que é suposto estar bem acordada.

Mas a ida ao hospital não teve a ver com isto. Antes, quando trabalhava, dado ter um bom seguro de saúde, só frequentava hospitais e clínicas privadas. Agora, que nos reformámos, continuamos a ter seguro, mas menos generoso. As Seguradoras, que sabem fazer contas (e se o cálculo actuarial é uma maravilha...), sabem que à medida que a malta vai para sénior, o recurso a exames e consultas e tratamentos vai aumentando e, portanto, carregam, e carregam bem, no valor do prémio. Mas nem é isso, é mais uma questão de princípio. Durante toda a vida descontámos balúrdios sem usufruirmos. Achámos que agora, reformados, poderíamos tentar. Fomos experimentar o médico de família e, como já aqui falei, gostámos bastante. 

Na última vez que fui a uma consulta de oftalmologia foi há uns 3 anos e tal. Nessa consulta, para meu espanto, a médica disse-me: 'Tem aqui uma catarata...'. Fiquei de boca aberta. 'A sério...?' Para mim, catarata era coisa de velhas. Mas velhas mesmo velhas. Ela tranquilizou-me: 'Ainda é uma catarata pequena, ainda não está madura, nem é coisa que se pense em remover'. Vim de lá a pensar 'Quem te viu, ó maria-papoila, com que então já com cataratas...?'. Até me lembrei de um amigo, um gozão que deixou a mulher para se juntar com uma 'moça' mais nova. Uma vez disse-me que essa moça tinha sido operada às cataratas, e acrescentou: 'Já viu? Deixei a minha mulher para me juntar com uma velha já com cataratas...'. O que me ri. Agora já sou eu. Mas assim como as ideias me vêm, assim se vão. No outro dia, a minha filha ficou admirada por eu nunca ter falado na catarata. Ao meu filho, a mesma coisa. Varreu-se-me, que hei de eu fazer? 

Mas, na primavera, quando fui àquela consulta em que se concluiu que o mais certo é que andasse a tomar um medicamento para o coração sem necessidade nenhuma e, pior, com efeitos secundários críticos, ocorreu-me falar no tema da catarata. O médico disse que ia marcar-me uma consulta de oftalmologia no hospital e que, com o tempo que geralmente demoram a marcar, se calhar, quando lá fosse, já a catarata estaria madura.

Nunca mais me lembrei de tal coisa. 

Até que no outro dia recebi uma mensagem a dizer que estava marcada uma consulta. Afinal foi antes do que eu estava a pensar: apenas 6 meses.

Depois recebi um telefonema a informar-me da mesma coisa. Reparei depois que na mensagem não dizia onde era a consulta. Enviei mail e responderam de imediato, informando que, de qualquer modo ainda iria receber uma carta. E assim foi.

Ou seja, enquanto no Privado onde eu ia recebia uma mensagem à qual deveria responder com um SIM ou NÃO. E estava feito. Não havia funcionários a telefonar, cartas a imprimir, a dobrar, a mandar pelo correio -- tudo tarefas que ocupam pessoas que poderiam estar a fazer outras coisas (e que custam dinheiro...).

Hoje lá me apresentei. Pela primeira vez, fui a uma consulta naquele hospital. Portanto, inexperiente, chegada à recepção, vi uma máquina de senhas. Escolhi a opção de consulta marcada e fiquei à espera que a máquina me pedisse o NIF ou que introduzisse o cartão de cidadão. Mas não. Fiquei intrigada. Então, chegou uma senhora que me disse que não era assim, tinha que me dirigir a Oftalmologia e fazer lá a inscrição. Nos hospitais privados em que eu ia, a recepção era centralizada, ou seja, em qualquer máquina podia fazer a inscrição. Depois de digitar o meu NIF ou de introduzir o cartão, a máquina dava-me uma senha já com o piso e a sala em que teria a consulta, bem como o meu número -- e estava a inscrição feita.

Chegada à dita recepção, dirigi-me à máquina. Voltei a escolher a opção de consulta marcada e, mais uma vez, fiquei à espera que me pedisse alguma coisa que me identificasse. Uma senhora que estava ao pé, explicou que ali era mesmo só isso, só para tirar o número. Ou seja, passado um bocado, na verdade um bocadão, chamaram pelo meu número. Lá fui a um guichetm pediram-me a carta, que entreguei, a lá fiquei inscrita. Ou seja, mais uma tarefa desnecessária. Se estava marcada, desde o momento em que me identificasse na máquina, deveria ficar a inscrição feita.

Somando todas estas ineficiências, e multiplicando por todos os serviços, rapidamente pouparia muitos custos que estão a empolar o SNS.

Quanto ao médico, muito jovem, dira que nem 30 anos, sem bata, um puto. Mas simpático, gentil. Examinou-me e disse-me que já estou no limiar de poder ser referenciada para a cirurgia, mas que também não lhe parecia urgente. Contou-me como é a cirurgia, os riscos e as vantagens, e eu que decidisse. Decidi que para o ano lá volto. Achou bem e logo ali marcou a consulta.

Por isso, a esse nível tudo bem.

E, mais uma vez, pensei: se eu, ou outra pessoa como eu, habituada a olhar para as coisas e a ver onde se pode melhorar, ao fim de um mês teria melhorado consideravelmente o funcionamento dos serviços e teria poupado muito dinheiro. Claro que a seguir iria ver as escalas dos médicos e enfermeiros, iria avaliar as 'barbudas' que por ali se acumulam e que estão a levar o SNS para o buraco. E depois iria para os contratos de manutenção do edifício e dos equipamentos. E depois iria para as compras (de todos os tipos). Em meia dúzia de meses teria conquistado uma mão cheia de inimigos... mas, não tenho dúvidas, tudo estaria a funcionar melhor e mais economicamente.

Mas, claro, isto tudo é chinês para esta ministra e para todos os boys que têm estado a ser plantados em tudo o que é hospital, instituto ou cenas ligadas à Saúde.

quinta-feira, outubro 09, 2025

E voltámos à Spinunviva
-- A palavra ao meu marido --

 

Quando vejo o Montenegro a andar com as pernas arqueadas, um sorriso trocista e um ar de sacana parece-me sempre um futebolista de uma divisão secundária que, não tendo grande jeito para o futebol, tenta ultrapassar essa dificuldade dando sarrafada em tudo o que mexe e dizendo sempre ao árbitro que não fez nada e que o culpado foi outro. Revela, assim, uma enorme falta de respeito para com os adversários, para com a autoridade que controla o jogo e para com o público. 

O caso Spinunviva é paradigmático deste comportamento "futebolístico" do Luís. Não respeitou a verdade (por exemplo, na primeira intervenção que fez sobre o caso referiu que a Spinunviva existia apenas para gerir terrenos com meia dúzia de árvores), afirma repetidamente coisas que não são verdade e que tem que retificar (hoje soubemos mais uma, afinal os documentos que o MP pediu e que o Luís afirmou que entregou, como é costume, parece que não foram entregues), vocifera contra o MP, putativo árbitro do processo (no que teria alguma razão não fosse o caso de, em situações idênticas, com outros protagonistas, ele e os seus amigos do  PSD terem cavalgado a onda e não criticarem o MP quando saíram notícias dos outros processos na comunicação social), e ainda critica a comunicação social por escrutinar os atos que praticou, imputando-lhe responsabilidades que provavelmente são suas. 

O que veio ontem a lume sobre o pagamento das férias pela Spinunviva confirma o que já aqui alvitrei. A Spinunviva serviria para suportar despesas pessoais do agregado familiar, permitindo o pagamento de menos impostos pelo Luís e pela família.

Após ontem ter dito que isto "é uma pouca vergonha", o Luís hoje apareceu-nos mais ajuizado. Do alto da sua cátedra veio dizer-nos que as informações sobre o processo devem ser unicamente trocadas entre ele próprio e o MP. Pareceria correto não fosse o caso de o Luís nunca ter criticado o MP quando notícias de outros processos foram divulgados e sobretudo sabermos que o propósito do Luís é que não haja qualquer escrutínio da comunicação social sobre a Spinunviva. O objetivo do Luís é esconder o mais possível o que fez e, entretanto, ir empurrando com a barriga. Sendo certo que o MP mais uma vez quis ser protagonista perto das eleições, e já aqui escrevi várias vezes que o MP é um dos principais fatores de deterioração da nossa democracia, não é menos certo que o Luís sempre que pôde aproveitou e agora critica o MP apenas porque se sente entalado. Azarinho!

A ver vamos se o PGR, que não me merece confiança, nomeado pelo Luís e que arquivou alguns processos que visavam pessoal da direita, não bloqueia tudo e se conseguiremos saber para que servia a Spinunviva e qual a dimensão da coisa. Aliás, aguarda-se com curiosidade o que dirá a Comissão Europeia sobre a informação transmitida pela Ana Gomes sobre a Spinunviva.

Já agora que estou com a mão na massa, ouvi hoje a ministra da Saúde referir que a malta perde a confiança no SNS quando sabe que um bebé nasceu na recepção de um hospital e bateu com a cabeça no chão. Desta vez concordo com a ministra mas, sendo ela a principal responsável pelo SNS, não será de concluir que os portugueses também já perderam a confiança nela? Só lhe resta demitir-se.

E, já agora, também um outro assunto. O governo quer alterar a lei do trabalho privilegiando os patrões e um dos temas que lançou, provavelmente para fazer passar outros bem mais danosos para quem trabalha, foram os abusos nas horas destinadas  a amamentação. Ontem soubemos que em 2024 mais de duas mil mulheres foram despedidas quando estavam grávidas ou de licença parental. Afinal quem prevarica: as entidades patronais ou as mulheres que amamentam? Não me consta que o governo tenha revelado alguma preocupação sobre estes despedimentos. Para quem tem dúvidas, assim se vê o sentido de justiça deste governo.

terça-feira, outubro 07, 2025

Será que estou a tornar-me desconfiada?

 

Tenho para mim que, por natureza, tenho a curiosidade e a capacidade de encantamento de uma criança. Talvez isso resulte de um misto de genuína inocência e de esforçada ignorância. Isso permite-me deslizar pela vida com aquela leveza de quem passa ao lado das pingas da chuva, das ameaças existenciais e dos olhares gordos. Seja o que vier por mal, bate na trave, faz ricochete. 

Só que sou assim, mas, podendo parecer que não, tenho em mim alguma reserva de cepticismo que me permite, de quando em quando, dar um passo atrás e, antes de me entregar ao desfrute, questionar das boas intenções da situação.

Por exemplo, perante algo que me parece extraordinário, antes de me pôr, embasbacada, a tecer loas, interrogo-me: 'Será que não é fake?'. Ponho-me a ver. 'Parece mesmo de verdade...' mas, ao mesmo tempo, 'isto, na realidade, não pode acontecer...'. E assim fico, desejosa de acreditar, de louvar, de sair a correr a partilhar com todos a coisa fantástica que vi, e, ao mesmo tempo, com a amígdala a carregar no travão emocional, 'não vás, ainda fazes papel de parvinha, já viste se vais mostrar que acreditaste numa piroseira que se vê a milhas que é obra de inteligência artificial....'

E a questão é que esta exacerbação se vai expandindo e, às tantas, já desacredito de tudo.

Por exemplo, vi nas notícias que uma mulher em trabalho de parto foi mandada para casa, que aquilo não era nada, ora essa. Passadas três horas, apenas três!, estava de volta, aflita, a criança já entrepernas. Dito assim, imagina-se que meio mundo teria desatado a correr, a pôr a senhora numa maca, levando a maca, todos a correr pelos corredores em direcção ao bloco de partos. Só que afinal não. Pelos vistos, naquele hospital é gente que atua num outro comprimento de onda, mais naquela base do tudo bem, a senhora já está a desovar mas nada de pressas, que tire a senha e vá inscrever-se que as coisas não são assim, à la Gardère, muito menos à vontadinha. A senhora, coitada -- nem quero pensar na aflição, se eu já fico aflita quando tenho vontade de fazer chichi e tenho que aguentar --, imagino bem o que é a sentir a criança a escorregar à força toda e ter que fazer força para ela não sair. Caraças. Só que, disseram nas notícias, a senhora não conseguiu reter e, ali mesmo na recepção, a criança caiu-lhe aos pés, uma queda a pique, a cabeça da criança a bater no chão. 

Ora, perante isto, fico naquela... Isto só pode ser fake... Nem com o polígrafo a pôr-lhe o carimbo de verdadeiro eu engulo esta. Pode lá ser... Estarão os hospitais e o pessoal médico-tarefeiro (leia-se, fugitivos ao fisco) tão desatinados que uma coisa destas pode mesmo ter acontecido? Ná, não papo esta. Vão enganar outro.

Também li que, mais uma vez, os Bombeiros da Moita fizeram um parto na ambulância. Já vão em 15 só este ano. Desculpem mas também não manjo. Alguém acredita que a falta de Urgências Obstétricas em Portugal esteja a atingir números tão sétimo-mundistas que a mulherada, em especial as pobre coitadas da margem sul, agora parem nas ambulâncias? Não. Não pode ser. Na volta, os tipos (ie, os Bombeiros da Moita) têm alguma pancada e é tudo a fingir, na volta não são bebés de verdade, são reborns, fingem que estão a fazer partos e fingem que sacam reborns de dentro das mulheres. Só pode, não é?

E mais outra. Ando sem saber em quem votar nas Autárquicas. Quero comparar programas eleitorais, quero avaliar o CV dos candidatos. E não descubro isso em lado nenhum. Já pesquisei de todas as maneiras e apenas descobri de um deles. De todos, encontro o facebook que contém as fotografias e toda a espécie de palha. Programas, nada. Não sei se sou só eu que quero informar-me antes de votar. Se calhar sou. Se calhar, é isso: ando desconfiada, não quero ir em conversas ou em sondagens. Quero conhecer os compromissos dos candidatos. Mas os candidatos ou não têm compromissos ou estão-se nas tintas para os dar a conhecer. 

Acontece que hoje à noite, ao irmos dar a nossa volta higiénica com o cão, vimos, no larguinho, um pequeno grupo de pessoas silenciosas com papéis na mão. O meu marido disse: 'Deve ser a campanha.'. Não acreditei: 'Campanha? Em ruas desertas? À noite? Ná...'. Mas, pelo sim, pelo não, dirigi-me a eles: 'Desculpem... Tem a ver com as eleições?'. Olharam para mim, admiradíssimos, como se tivessem sido apanhados em flagrante. Depois, vencido o espanto, uma senhora fez que sim com a cabeça e deu-me um papel. Eu disse: 'É que estou farta de tentar encontrar o programa eleitoral dos partidos e não encontro.'. A senhora disse: 'Agora já aí tem. Vamos distribuir nos próximos dias...'. Ri-me: 'Já não vai dar muito tempo, as eleições são dentro de dias... E podiam pôr no site, ficava acessível a toda a gente...'. Olharam para mim, espantados e em silêncio, como se eu estivesse a sugerir que se montassem num foguetão para distribuírem propaganda política a partir de Marte.

Quando cheguei ao pé de um candeeiro, espreitei o papel para ver de que partido era. Pois, lá está, do partido em que, de certeza, não vou votar. 

Portanto, já se vê. Estou desenquadrada disto tudo. Desconfiada. Céptica. Céptica mas não cínica. Ser-se cínico é outra coisa, é ter uma desconfiança moral a propósito de tudo e de todos. Ser céptico é diferente, é alimentar uma permanente dúvida racional. Só que o drama é que, depois, não tenho como encontrar as provas de que necessito. Uma frustração.

Por exemplo:

Este vídeo é real? Estes bichos existem assim, fazem isto, isto tal e qual? Estes saltos? Estas guerras malucas? Posso acreditar que não é fake? Não será coisa de IA? Pode ser, não é?


E este aqui abaixo? É real? Já vi tantas vezes a Música no Coração. Conheço esta canção, claro que conheço. Quem a não conhece? Ou seja, posso jurar que não tem nada de fake. Real, real, real. Ou não?

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Já agora, o 1º vídeo tem por título:

 Bullfrog Battle Royale | The Mating Game | BBC Earth. 

The pond is their boxing ring, and the centre is where you want to be. Being at the centre proves you are the dominant male and therefore more likely to get a mate – you’ve just got to fight off the competition first…

O 2º dá pelo nome de:

 Edelweiss for Today: Epstein Files; A Sound of Music Challenge for Trump. 

Sing along, now, and don't let him distract yo

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Desejo-vos uma feliz terça-feira

terça-feira, setembro 30, 2025

A falta de sanidade da Saúde e do Marcelo
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje foi publicado um relatório do IGF que confirma que chamar gestão à governação da actual liderança do INEM e à governança do Ministério da Saúde é um equívoco tão grande como confundir alhos com bugalhos, o género humano com o Manuel Germano ou a beira da estrada com a Estrada da Beira. 

Entre outras situações próprias do pior desgoverno, o relatório refere, segundo o noticiário da Antena 1, que os custos do INEM em 2024, face a 2021, aumentaram  45% por cada português e 29% por cada pessoa socorrida. Um enorme aumento como o referido justificar-se-ia, embora pareça difícil de explicar, no caso de ter havido um enorme aumento na qualidade do serviço. O que constatamos foi exatamente o contrário. Na prestação de serviços pelo INEM, o ano passado, as  barracas trágicas, sem comparação com anos anteriores, foram o pão nosso de cada dia. Mais uma quantidade estúpida de dinheiro torrado sem nenhum benefício. 

E o presidente do INEM, que soma barracas a seguir a barracas, e a ministra que tutela o INEM, que só por si é uma autêntica barraca, continuam a assobiar para o lado num coro meio afinado com o Montenegro. 

Até tem que vir "o mais desejado" -- também conhecido por Passos Coelho -- dizer que a saúde está um desastre, que tem que ser gerida e que os gastos com a saúde são incomportáveis. 

Que pouca sorte para o Montenegro & Cia. que até o Passos vem criticar este regabofe. 

O Marcelo mostrando a sua habitual sanidade e perspicácia veio dizer que estava preocupado com a saúde mas não deve estar muito pois diz que só fala depois das autárquicas. O curioso é que exatamente o mesmo Marcelo disse ontem que não dava para fazer leituras nacionais dos resultados das autárquicas. É o Marcelo no seu melhor. A hipocrisia do costume. Como o catalogou Passos Coelho, um catavento

Também não é impossível que este enorme aumento de custos promovido pela ministra e a degradação da qualidade de serviço do SNS não sejam apenas incompetência, sejam também fruto de uma certa estratégia inconfessa do governo, com o  PM na liderança, para passarem a saúde para os privados e darem cabo do SNS. Uma coisa é certa isto não vai lá com valium, têm que ser internados com urgência!

quarta-feira, setembro 24, 2025

Existem surpresas surpreendentes que surpreendem. Outras nem tanto.
-- A palavra ao meu marido --

 

É raro o dia em que não temos, nas notícias, uma surpresa que, nuns casos, é verdadeiramente surpreendente, noutros só aparentemente. Vejamos o que aconteceu nos últimos dias.

Verdadeiramente surpreendente é o preço da habitação ter subido 17,2% no segundo trimestre deste ano, venderem-se casas que nem pãezinhos e a quantidade de casas vendidas a estrangeiros ter atingido um mínimo. Provavelmente vai ser necessário "inventar" uma nova teoria económica para explicar este paradoxo. No entanto, a surpresa diminui se pensarmos na quantidade de pessoal que ganha muito e paga poucos impostos e nas medidas que o governo criou que, em vez de promoverem o acesso á habitação das pessoas com mais dificuldade, originam o aumento dos preços e só beneficiaram quem tem  mais poder aquisitivo.

Também verdadeiramente surpreendente é uma semana depois do ministro da educação garantir que praticamente não haveria alunos sem professores, ter sido noticiado que 78% das escolas tem falta de professores. A surpresa diminuiu se pensarmos que o ministro não consegue acertar uma e habitualmente efabula sobre a realidade.

Aparentemente surpreendente é o Moedas ter agendado uma reunião importantíssima para aclarar as responsabilidades na tragédia do elevador para depois das autárquicas. Se pensarmos que estamos perante um populista cobarde e sem escrúpulos, este chutar com a barriga já não surpreende. É o modus vivendi do Carlinhos.

E surpreende que o Conselho de Finanças Públicas venha dizer que o custo do rendimento de inserção está descontrolado depois de tudo o que o Luís e a malta que o acompanha disseram sobre este assunto durante o governo anterior? Não, não surpreende. Este governo não tem como objetivo controlar gastos, segue apenas uma política eleitoralista em que vale tudo.

Embora surpreenda o número de partos efetuados em ambulâncias e a falta de capacidade para combater incêndios, se analisarmos com mais cuidado constatamos que também não é surpreendente. Ter responsáveis políticos que não percebem nada das áreas que tutelam é no que dá, em vez de resolverem agravam os problemas.

Surpreendente é a falta de qualidade da malta que governa o País. Não se aproveita um para amostra.

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Vi na televisão as respostas da ministra da saúde na AR e foi confrangedor, quase pungente. Como é possível uma única mulher ter sido ungida com tanta incompetência, tanta falta de capacidade de discernimento e tanto despudor? A questão das urgências de obstetrícia que não fechavam mas que estão fechadas ainda aumentaram mais os desequilíbrios da ministra. Primeiro acusou o Pedro Azevedo de a ter enganado, ele é que era o culpado por haver e afinal não haver obstetras, depois, como ele não deve querer perder o tacho e ela teria dificuldade em encontrar outro figurão para o substituir, parece que fizeram as pazes com ónus para ela própria que assumiu que se enganou (já se enganou tantas vezes que mal faz mais um engano?). A seguir ameaçou a malta do Barreiro com transferência compulsiva para Almada (que o PM corroborou). O pessoal não gostou e lá teve a Aninhas que dar o dito por não dito. Afinal estava a preparar um decreto, corrigindo a oposição que falava em despacho (que disparate, a Aninhas sabe lá despachar o que quer que seja) mas que o mesmo seria negociado e last but not least até haveria uns incentivozitos (leia-se uns dinheiritos adicionais) para os doutores. Aqui, finalmente, esteve bem porque incentivos são música para os ouvidos dos doutores. Receia-se, no entanto, que haja um problemazito de somenos. Afinal, 5 dos 7 obstetras do Barreiro têm mais de 55 anos e já não fazem urgências. Será possível que a ministra se tenha enganado outra vez e se tenha esquecido de verificar este pequeno pormenor?  É mais uma cerejinha em cima do enorme bolo de incompetência da ministra. O costume. 

Para finalizar uma adivinha. Qual foi a ministra que aumentou para 60€ o valor da hora paga aos médicos tarefeiros, desequilibrando ainda mais as contas do SNS e, en passant, causando sérios problemas também aos Privados? Vou dar uma ajuda, o primeiro nome é Ana, o segundo começa por P e o terceiro nome é Martins. Conseguem adivinhar?

sábado, setembro 20, 2025

A ministra da saúde, com certeza
-- A palavra ao meu marido --

 

Vi hoje nas notícias que a ministra da saúde, depois de falharem os, pelo menos, cento e cinquenta planos que já fez, decidiu transferir à força os obstetras do hospital do Barreiro para Almada. 

Consta que, antes tomar a decisão, se inscreveu no MAGA e telefonou ao Trump. Consta também que após a conversa telefónica com o Trump, se aconselhou com o Montenegro e já marcou uma reunião com o ministro da defesa para definirem as datas em que os pára-quedistas descerão no hospital do Barreiro e transportarão à força os obstetras para Almada. 

As televisões já têm os direitos preparados. Admite-se que os directos deste happening poderão não acontecer se o Mourinho se deslocar de carro ou o Ventura achar por bem viajar de novo de ambulância. Nesse caso os meios serão alocados para cobrir estes dois importantíssimos acontecimentos.

A ver vamos ...