Um Leitor, a quem muito agradeço, acha que devo complementar o cardápio de serviços do Um Jeito Manso dedicados ao bem estar masculino.
Se ontem aqui tive um serviço de massagens completo com direito a bónus no final, hoje tenho massagem para a cabeça - e que massagem. Cuidado com ele, com o massagista. Do além.
Eu gosto imenso de massagens e, em particular, massagem no couro cabeludo. Aliás já aqui falei de um cabeleireiro que havia num dos melhores sítios de Lisboa e que tinha a lavar a cabeça um negão do tipo daquele de que ontem falei relatando uma das muitas facécias da minha amiga médica. Este que lavava cabeças era enorme, escultural, cabeça rapada e mãos imensas. A gente sentava-se numa daquelas cadeiras que se reclina e que dá massagens a começar na base da coluna e que vem subindo por aí acima até aos ombros. A cadeira percorria-nos as costas e as mãos do negão percorriam-nas a cabeça, desde a nuca até à testa. Punha shampoo, massajava, tirava shampoo, punha de novo, massajava, punha creme, massajava. E uma pessoa estava ali às portas do paraíso, em plena levitação, desejando que ele não desse a operação por finda.
Depois deixei de o ver por lá. Contaram-me que se passou com uma cliente e que, em fúria, lhe ia esmagando o crânio. Foi despedido. Só de pensar nisso, na minha cabecinha indefesa nas mãos daquele gigante, até me encolho.
Enfim.
Este massagista aqui do vídeo é diferente. Trata-se de um barbeiro que faz coisas inenarráveis e, sobretudo, sopra para cima dos clientes para afastar os maus espíritos, as más energias, ou o que for. Sopra, sopra, sopra.
Mas, tirando isso, até deve ser agradável. Surpreendente mas agradável (desde que o cliente se abstraia do que será que se está ali a passar).
Claro que, depois da barba e da massagem, acho que ele nem se lembra de tentar compor o cabelo dos clientes mas os clientes ou porque apanharam um valente susto com aquilo ou porque nem estão bem neles, também nem devem dar por isso.
Baba, o barbeiro indiano
Da série The Nomad Barber
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