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quinta-feira, dezembro 18, 2014

Hoje revi o Lombinha! Yupi! Aleluia! Lombinha! Lombinha! - Estava na Assembleia da República (com o chefe Maduro) e estava a tapar a cara a ver se passava despercebido. Mas eu vi-o. Lombinha! Lombinha!


No post abaixo já divulguei anedotas sobre sedução, casamentos desavindos e, para terminar, partilhei um vídeo sobre Terapia de Casal. Foi o momento de humor do dia.

A seguir.

Mas, aqui, agora, a  conversa é outra.

Estava há bocado deitada no sofá a ler um livro quando ouço na televisão a voz de flautinha do senhor ministro Miguel - não a do saudoso Relvas mas a do letrado Poiares Maduro. 
Explicava-se ele sobre o fim do mundo em cuecas que vai para ali na RTP, ele, Poia, a querer correr com o Da Ponte e o Da Ponte a dizer que, se ele quiser um duelo, tê-lo-á e que se o Poia não o deixa em paz, vai queixar-se dele ao tribunal, assédio, perseguição paranormal, qualquer coisa - e a justiça que decida. 
E o pobre Miguelito, olhinhos descaídos, voz de aflição, barbinha mal semeada, ali estava desfiando queixinhas atrás de queixinhas, puerilidades que ninguém consegue levar a sério, uma coiseca de rapazolas que a gente já nem ouve. 
O Da Ponte goza que nem um perdido - e só pode - e ele, pobre académico, não consegue perceber que não é criando conselhos ou tretas que consegue eximir-se às suas responsabilidades e que gerir uma empresa não é a mesma coisa que brincar aos power points ou elaborar papers (e digo isto sem querer ofender os académicos mas é que um académico que queira tutelar uma RTP tem antes que se fazer homem, quanto mais vir de penacho erguido, directamente de um instituto lá para Florença onde andaria a fzaer flores).

Mas, então, estando eu quase com uma lágrima ao canto do olho, tanta a pena que estava a sentir daquela pobre figura, quando reparo que o coisinho Lomba também ali estava. Todo o tempo que o vi, esteve de lado, a mão tapando a cara. Pareceu-me que estava com medo que alguém pensasse que aquilo era mais um dos mal-afamados Lombinha's briefings, daqueles que davam um azar dos diabos, tanto que tiveram que acabar com eles antes que o Governo caísse todo. Acho que não abriu a boca.


O que andará ele a fazer? Aos anos que ali está sem que ninguém dê pela sua presença. Tão inteligente que era, o espertésimo Pedro Lomba, e agora, coitado, tais as tristes figuras que fez com aqueles estapafúrdios briefings que teve que passar à clandestinidade a ver se o País inteiro se esquece dele.

Quantos mais clandestinos se esconderão no seio deste desconexo desgoverno sem que a gente dê pela falta que fazem? É este, é o Maçães e são todos esses elementos decorativos que, sempre que fazem alguma, só sai disparate.

Este Lombinha mais o seu chefe Poia são bem o exemplo de que não basta ser inteligente: há que parecê-lo, é certo, mas há sobretudo que saber concretizar, há que saber a quantas se anda, há que ter jeito, ter traquejo, ter experiência, enfim, qualquer coisa. Caso contrário, bem podem limpar as mãos à parede. Já viraram anedota nacional e tudo o que façam só serve para despertar a galhofa. Temos pena.

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Para anedotas e terapias a la Porta dos Fundos é descer, por favor.

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sábado, dezembro 06, 2014

Alberto da Ponte demitido mas poucochinho. Agora tem 10 dias para se defender. Tudo na praça pública. Só se ele não quiser é que não dá um baile de criar bicho à pequena Poia, esse coitado que não pesca bóia de coisa nenhuma. A falta de liderança é isto: gente tão frouxa, tão incompetente, tão naba que nem demitir alguém sabe. Quem é que afinal manda na RTP para que simples actos de gestão quase tenham que ser sujeitos a referendo nacional? Ó pá, tirem-me esta gente da frente se faz favor. Poia, Láparo, Irrevogável, Loura da Cruz, C-Rato: todos para a rua já, se faz favor. É uma questão de higiene pública.


No post a seguir há humor - são os Leitores, a quem muito agradeço, que me vão fazendo chegar piadas, vídeos, imagens. Desta vez escolhi juntar duas peças que têm a ver com a mesma realidade, ou seja, casar ao telemóvel e o que isso prenuncia sobre o estado das fraldas quando vierem as crianças

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


Adeus que me vou embora


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Já no outro dia aqui falei sobre o assunto da RTP, referindo que saber que pretender gastar 18 milhões com os direitos de transmissão dos jogos de futebol a mim não me diz nada. Se gastam 18 milhões e de receitas esperam ter 11, então a coisa será ruinosa, 7 milhões de prejuízo daí decorrente. Mas, se as receitas forem 25, então a operação traduzir-se-á num lucro de 7 milhões, será excelente. Portanto avaliar o que quer que seja só olhando para um dos lados da equação é burrice da pura.

Tontos que não sejam dados a números, raciocinam no ar e vão atrás de qualquer osso que lhes atirem. Gestores ou gente com capacidade de raciocínio, ao ouvir dizer que o gasto é tanto, perguntam qual o ganho e só depois, então, ajuizam.

Pelos vistos foi isto do futebol e apenas vendo a coisa pelo lado dos custos e, sobretudo, foi o facto das televisões concorrentes terem lançado o isco, que fez os mentecaptos que se alojam no governo ficarem com vontade de correr com o Alberto da Ponte (pessoa que, como disse no outro dia, não é das minhas simpatias mas a quem me custa ver sacrificada como se de um amador e burro se tratasse).

Mas este comportamento do lado das hostes laranjas não me admira. É sabido que é gente que não olha a meios para atingir os fins, gente habituada a campanhas negras que acabam com a reputação de qualquer um. São os de sempre os que agora já aí andam a dar cabo da reputação profissional de Alberto da Ponte.

Depois há falta de classe nesta gente. Como vulgares cobardolas, escondem-se atrás da parede de vidro que criaram, o tal Conselho Geral Independente (CGI), para poderem fazer de conta que a culpa é do dito Conselho e não deles. E aí andam a dizer que o Plano Estratégico está mal feito, usando expressões como débil qualidade do projecto estratégico. Se isto é coisa que se diga! Eu, se fosse comigo, ficaria ofendida e lhes garantia que iam acabar a levar um valente par de coices - e em público, a ver se gostavam.

Faz-me lembrar quando o Vítor Bento era o maior, sério, idóneo, conselheiro de Estado, a pessoa credível que ajudaria a moralizar o BES: só virtudes. Pois bem, passados uns dias, depois da Albuquerque ter obrigado o fraca-gente do Costa do BdP a dar cabo do banco, dividindo-o em dois e deixando o lombo para o Novo Banco (para o despachar a correr) e o osso para o BES, e tendo Vítor Bento batido com a porta, logo passou, na boca desta gentalha, de bestial a besta, a lírico, teórico, não-gestor. Caído, no chão, a levar pontapés na cara por parte desta gentinha desqualificada - tendo-se-lhes juntado de imediato, os jornalistas-papagaios, os comentadores-abutres: agora com o Stock da Cunha vamos ter um gestor a sério, alguém com experiência, alguém pragamático.
Mas adiante que esta minha memória até a mim me cansa. Voltemos à Televisão Pública.

É que a confusão não se fica por aqui já que os Directores e a Administração vieram a terreiro defender a sua dama, e fizeram muito bem, que isto de serem achincalhados na praça pública não é desaforo que se possa levar para casa. E, cereja em cima do bolo, a ERC também se pronunciou dando razão à equipa de gestão da RTP.

Pelo meio vai haver audiências na Assembleia da República e, pelos vistos, como se estivesse já na condição de arguida, a Administração tem um prazo para se defender.

Se isto não é a loucura total, nem sei o que é a loucura. Não tenho ideia de um tal festival de surrealidades.

Imagine-se que isto era uma empresa ou um quartel em que não se percebia quem mandava, em que meio mundo opinava, em que os trabalhadores ou as tropas, face à burrice e falta de maneiras das hierarquias, faziam o que queriam e ainda lhes sobrava tempo, em que a vizinhança era chamada a dar ordens ou a influenciar. Quem é que ficaria mal ma história? As hierarquias, claro. Ou seja, o infeliz Poiares Maduro e o chefe dele!

O que me espanta é como é que, com tanta burrice, tanta parvoíce que fazem, ainda têm cara para por aí andarem armados em gente séria. Só estou para ver se, no fim disto tudo, ainda têm que meter a viola no saco e engolir esse big sapo que dá pelo nome de Alberto da Ponte. O que eu me fartava de rir.



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E embora o ache um cagão insuportável, um daqueles a quem estes tratos de polé talvez até façam algum bem do ponto de vista pessoal, não posso deixar de me solidarizar com ele face à forma até ridícula como está a ser tratado às mãos desta gente que nem os conceitos mais básicos de lealdade sabe respeitar; e, por isso, daqui vai o meu apelo: vai-te a eles, ó Alberto! 

E que, no fim, ainda possas gozar com eles, pagar uma rodada a todos menos a esses criançolas que nem homenzinhos sabem ser.

Uma rodada à tua, ó Alberto!



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  • A música lá em cima é Adeus Que Me Vou Embora numa interpretação de Camané integrado no projecto Humanos.
Recordo que a banda é constituída por: Camané, David Fonseca, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves dos (Clã), Nuno Rafael, João Cardoso (Bunnyranch) e Sérgio Nascimento. As vozes estiveram a cargo de Manuela Azevedo, Camané e David Fonseca. Os restantes membros estão ligados aos instrumentos musicais.
As músicas cantadas pelo grupo são de autoria de António Variações e tinham sido entregues pelo seu irmão Jaime Ribeiro a David Ferreira, administrador da EMI, num caixote contendo diversas cassetes e bobinas que entretanto se 'tinham perdido' durante vários anos quando da mudança de instalações da empresa.
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Recordo: Humor sobre casamentos sob a nova forma de estar na vida é já a seguir. Mais abaixo há 'cenas' que metem uma mulher de 56 anos em topless e mais uns quantos escândalos.

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quarta-feira, dezembro 03, 2014

A ver se a gente se entende: porque é que aqueles 18 milhões que a RTP vai gastar para transmitir o futebol são maus para os contribuintes? E que raio de regabofe é este que este desGoverno anda a armar com a Televisão Pública, que já arranjou comissões, encomendou estudos, inventou órgãos, nomeou e desnomeou? Agora é o Alberto da Ponte que não presta? Mas porquê? - de tudo o que tenho visto por parte deste desvairado governo só posso invocar um velho ditado popular: 'A quem não sabe f... até os pêlos do cu atrapalham'. (And sorry for my french)


No post abaixo tenho uma história sobre o Coelho. Recomendo que leiam e passem ao próximo. Deve ser a primeira vez na vida que peço uma coisa destas. Sou completamente contra aquelas cadeias que aparecem sobre o cãozinho, a menina doente, a oração, e que, em regra, apenas se destinam a aumentar o tráfego na internet, atafulhando os servidores de lixo.

Mas, neste caso, fui sensível ao pedido. Não acredito en brujas, pero que las hay, las hay.

Mas isso é a seguir. Aqui a conversa é outra.


Calma. Esta não sou eu.
Esta é Pepper Sparkles que vai actuar no fim


Não tenho simpatia pelo João Duque a quem acho um catavento, uma mariazinha que se acha muito mas que se limita a ir com as outras, ao sabor da maré, armando-se em engraçadinho para disfarçar. Nem tenho simpatia por Alberto da Ponte a quem acho outro convencido e a quem já ouvi dizer as maiores banalidades como se de eruditas máximas de gestão se tratassem.

Mas, quer num caso, quer noutro, acho uma pouca vergonha a forma como foram (e estão a ser) tratados por este Governo no âmbito de uma coisa qualquer que querem que alguém faça à Televisão e que ainda não foram capazes de dizer o que é, sacrificando uns atrás de outros. 

Por estas matérias já andou o Vai-Estudar-ó-Relvas, agora é a pequena Poia Madura, e ainda me lembro do António Borges a anunciar, retórico e superior, qual o modelo a seguir para a Televisão. E nem consigo já recordar todos os nomes que este desGoverno sacrificou no altar da sua ignorância e incompetência, encomendando estudos, pareceres, arranjando teorias de cão de caça, sei lá - e tudo sem que ninguém perceba qual o objectivo. Desdobrar, privatizar, arrendar, subalugar, fazer franchising, what? Alguém sabe o que vai naquelas cabeças ocas?

Agora a coisa azedou com a polémica oferta por parte da RTP de 18 milhões (número que acho que a RTP desmentiu mas que a comunicação social continua a repetir) para transmitir aquilo da Champions. A concorrência berrou:


Aqui d'el rei! Vai uma televisão pública ficar com os direitos de televisão do futebol? Não pode ser! A gente é que quer! E quem é que vai pagar os 18 milhões? Os contribuintes? Roubo! Blasfémia! Punição aos culpados!

Claro que os jornalistas-papagaios, os comentadores-avençados e a meia blogosfera mal-pensante, a uma só voz, se apressaram logo a agarrar o osso, papagueando a poeira que os Canais concorrentes da RTP lançaram.

Vejamos. Volto ao exemplo do restaurante. Suponhamos agora que quero eu dedicar-me à restauração e alugo um edifício muito bem localizado e contrato um chef ultra-badalado. Entre renda e ordenados gastaria por ano, vamos supor 500.000 euros. 

Quem me quisesse denegrir, lançaria logo atoardas do género: Olha para aquela! Escândalo! Meio milhão de euros só para renda e ordenado de uma única pessoa! Deve ter andado a roubar para conseguir um soma absurda destas! Impeça-se! Investigue-se! Prenda-se!

Mas um gestor não olha só para o lado dos custos. Quem olha apenas para o lado dos custos e pensa que é olhando apenas para um lado da equação são os matemático-excluídos, os pouco-informados, os mal-intencionados e os passos-coelhísticos - não os gestores a sério ou as pessoas com dois dedos de testa.

Esses olham para o resultado final da operação aritmética:

  O que se recebe
-   O que se gasta
_______________

= Resultado 
(lucro se o resultado por positivo, prejuízo se for negativo)


Ou seja, se ele vai gastar 18 milhões mas, em receitas (via publicidade ou outros meios), vai empochar, vamos supor, 25 milhões, então vai ter um lucro de 7 milhões e os contribuintes só terão a agradecer-lhe.

Ora já alguém ouviu dizer, no meio da confusão que se instalou, qual a rentabilidade da operação? Eu ainda não vi.

E é isto difícil de perceber? Eu acho que não. E, por isso, acho muito bem que o Alberto da Ponte os mande bugiar, que se vão catar, e que, se não percebem isto e o tomaram de ponta, pois que tirem eles as consequências.

O antes poderoso Alberto da Ponte
ao pé do seu fraco chefe, o triste Poiazita Madura


Claro que não conheço o Plano Estratégico que foi chumbado. Pode ser que seja um chorrilho de calinadas, umas atrás de outras. Mas duvido. Alberto da Ponte é cagão mas não é burro. Inclino-me mais para que seja a Poia e o Láparo a fazerem mais uma das suas.


Já antes aqui o tinha referido. O meu amigo Luís, quando está em presença de burros encartados, daqueles que não acertam uma, que se enleiam nas trapalhadas que eles próprios criam, diz, por extenso: 'A quem não sabe f.... até os pêlos do cu atrapalham'. E, cá para mim, é o que acontece a esta gente que constitui o desGoverno do Láparo. (E desculpem-me a ortografia, se faz favor).

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Bom. Para não se queixarem que este post foi uma seca das valentes, deixem que introduza aqui um pequeno toque de burlesco.

Acho que burlesco rima bem com a actuação desta trupe que nos últimos 3 anos tem tido carta branca para destruir o País. Tão desconchavados são que, não fora a destruição irreversível que têm provocado em tantos sectores da sociedade e a infelicidade que têm trazido a tanta gente, seriam uns pândegos de primeira.

Começo com a primeira estrofe de os Canalhíadas da autoria de Luís Vais sem Tostões


As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!


E termino com a fantástica Pepper Sparkles no seu melhor, aqui interpretando "Mata Hari" 



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Caso queiram seguir para bingo e acompanhar o enterro de um certo Coelho, sigam por favor até ao post seguinte.

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sábado, outubro 11, 2014

Tecnoforma processa Poiares Maduro e Clara Ferreira Alves que o entrevistou. Não me parece bem. O Poiares, tadinho, não tem maldade nenhuma aquele corpinho. Ó senhores da Tecnoforma, porque é que fizeram isso? Ele é um fofinho, é inimputável, dá ideia de que não sabe bem o que diz ou faz. Por isso, deixemos isso para lá e dediquemos, antes, a nossa atenção a um artista especial: chama-se Nathan Sawaya e trabalha com legos


No post abaixo já mostrei palavras belas, mulheres belas, roupas e penteados belos, corpos belos, movendo-se numa dança muito bela.


Aqui, agora, apetecia-me continuar no mesmo comprimento de onda mas uma driving force puxa-me para a inclemente realidade. 

Tantas coisas de que teria vontade de falar (a cidade que tomba às mãos de facínoras sem que ninguém o impeça, a jovem mulher que se fez explodir para se defender e para destruir os assassinos, o vírus que parece o logótipo da morte que este fim dos tempos transporta, e a menina que ganhou o Nobel da Paz por defender a educação para as crianças e o homem que também o ganhou defendendo os meninos de ignorância que os põe a trabalhar em vez de a estudar ou brincar - tantos assuntos) e, no entanto, não me parecendo justo encaixar assuntos de tal forma imensos num pequeno espaço entre moda e dança, retiro-me respeitosamente e ocupo-me de pormenores, de insignificâncias.

Soube-se hoje quem é que molestou os puros ouvidos da Tecnoforma. Cristovão Carvalho - o advogado que tem ar de justiceiro, de bad man, aquele peludo a quem, no outro dia, chamei o Tony Ramos da advocacia, pôs os motores em marcha, carregou no acelerador e aí vai ele, prego a fundo, derrubando paredes, passando por cima de todos os obstáculos. E não faz por menos: um ministro, o coisinho maduro que é tão verdinho, tadinho, e que, bebezoco mais fofo, mais não fez do que alinhar na onda da Clara Ferreira Alves, mulher que é sabido que quando está verbalmente destravada leva tudo à frente; também o Pacheco Pereira e Ana Gomes, dois temíveis pesos pesados com uma língua viperina que devem estar a esfregar as mãos de contentes, até vão achar graça a poderem dizer, alto e bom som, tudo o que pensam deste assunto; junta-se-lhes o Cerejo, esse bravo jornalista do Público. E não sei se mais alguém. 


Uma festa. Como dizia o outro há tempos: uma órgia.

Não sei o que pretende a Tecnoforma com isto mas quem deve ficar a suar as estopinhas com a investida é o Passos. Tanto que ele queria que isto ficasse esquecido e agora a Tecnoforma e o seu advogado castigador arranjaram maneira de pôr esta malta toda a escancarar a boca. 




De todos, o único que deve ter ficado aflitinho, com medo de ainda ir parar à prisão, intelectualzinho e fofinho no meio de uma cela cheia de mânfios esfomeados, é o poiazita verdinha, tadinho dele. Tenho ideia de ter lido essa entrevista no Expresso e não me lembro que ele tinha dito alguma coisa chocante. Aquele advogado é um mauzão, é o que é. Imagina se o ministrinho queridinho tem lá maldade que chegue para fazer mal a alguém. Nem a uma mosca, quanto mais a uma Tecnoforma.


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Não sei se este fim de semana vou conseguir repor a energia mas bem precisada estou já que ando cheia de sono e chego a esta hora já mais a dormir do que acordada. 

Queria aqui falar de Stoner de John Miller mas isso requer algum tempo e eu estou que não posso, dou por mim praticamente a escrever de olhos fechados. A ver se consigo amanhã; mas já não digo nada pois tenho boas intenções que acabo por não conseguir cumprir, tantas as solicitações e tanto o sono.

No entanto, para que não se sintam frustrados com isto acabar com o verdinho ou com o advogado mauzão, mostro-vos um artista invulgar, aquele de quem o meu filho no outro dia me enviou um link. Vejam, por favor, porque é espantoso.

[Isto podem tentar reproduzir em casa, basta terem Legos. Depois enviem-me fotografias das vossas obras de arte que eu, se elas me deixarem de queixo caído, publico-as aqui.]






The Art of the Brick by Nathan Sawaya



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E, agora, mais nada. Deixem que vos leve pela mão até ao post já a seguir. Ou melhor, levem-me vocês pela mão. Se conseguirem, até prefiro que me levem ao colo.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo fim de semana.


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sexta-feira, junho 20, 2014

Alô, alô, Ministro Poiares Maduro! Olhe lá: vergonha na cara... sabe o que isso é? Depois de hoje os seus correlegionários lhe terem tirado o tapete de forma tão humilhante, não lhe passa pela cabeça meter a viola no saco e ir ver se engana outros? Aquela converseta do Tribunal Constitucional ser o culpado de desigualdades foi o quê? Patranha deliberada? Incompetência pura? Burrice da grossa? Uma coisinha má que lhe deu...? Olhe: poupe-nos e vá-se embora.


Prova provada de mais uma palhaçada:

Uma análise mais atenta à legislação levou o Governo a alterar a estratégia em menos de 24 horas: os funcionários públicos que já tenham recebido este ano a totalidade ou parte do subsídio de férias com o corte que estava previsto vão, afinal, receber o valor em falta. Excluídos desta correcção estarão, porém, os trabalhadores do sector empresarial do Estado que são regidos por normas de contratação colectiva de cada empresa.


O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira. E vem contrariar as declarações de ontem do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, segundo o qual quem já tinha recebido o subsídio de férias com cortes não teria direito a qualquer ajustamento depois da decisão do Tribunal Constitucional.


Poiares Maduro nem cantar sabe
mesmo quando se limita a música pimba,
 ai o constitucional e tal, ai a aclaração e tal.

Mau, muito mau.

(O blogue We Have Kaos in the Garden é que o topa)
Pasmo com tanta palhaçada. 

A poia madura não era dada como de uma esperteza académica de fazer pôr o joelho em terra a qualquer simples mortal? Não veio de lá longe para iluminar Portugal com a luz dos seus brilhantes conhecimentos...? 

Ora uma sumidade assim pode dizer tanto disparate? E aceita ser desmembrado em público desta maneira quando as asneiras que tinha proferido estavam ainda quentinhas, com menos de 24 horas?

Ou é um embuste de uma ponta a outra, um verdinho qualquer que por aí andava a mandar umas bocas e por quem o Láparo de deslumbrou?

Que palhaçada esta, caraças, que indigente palhaçada.

E isto, claro, sem ofensa para os palhaços a sério.

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quinta-feira, junho 19, 2014

Governo faz birra contra o Tribunal Constitucional que, por unanimidade, os mandou catar macacos em vez de andarem a maçá-los com a tal da aclaração. Como vingança, o desGoverno vinga-se nos funcionários públicos que já receberam o subsídio de férias. Mais do que uma provocação ou uma guerra, são atitudes infantilóides umas atrás de outras. De dar dó. Só pergunto é se não há por aí alguém que faça o favor de baixar as calcinhas a essa poiazita que por aí anda e de lhe pregar umas valentes palmadas no rabo que é mesmo o que ele anda a pedir. Que indigência emocional e moral, senhores


No post abaixo já falei do apoio explícito e vibrante que Mário Soares e Ferro Rodrigues fizeram questão de publicamente prestar a António Costa no Tivoli. Grandes discursos os deles. E grande atitude também a de António Costa, que belas e motivadoras palavras. E que emoção perpassa por aquela gente que cerra fileiras para encabeçar a luta contra o governo de passarinhos que não sabe o que anda a fazer e que está mais do que na hora de ser apeado.

(Nota: atenção que esta dos passarinhos não é ternurenta. Passarinhos maldosos, perigosos. Pensando bem, passarões é melhor)

Juntei à festa o aniversariante Chico Buarque que aos 70 anos está na flor da idade, charmoso que só ele.

Mas isso é mais abaixo. Aqui, agora, a conversa é outra.

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Poiares Maduro:
não era este que era tido por inteligente?
Um puto malcriado e birrento
é o que ele me parece

Aqui falo das desqualificadas criaturas que acabei de ver na televisão a fazerem baderna com isto dos subsídios de férias, como forma de afrontarem o Tribunal Constitucional. Já me apareceram aqui na sala - e sem eu os convidar para tal - o Poiares Maduro, essa fraca figura que por aí anda não se sabe a fazer o quê, e mais um rapazola qualquer do CDS, nem lhe fixei o nome nem sei em que qualidade falou, parece que era um tal Ávila mas não garanto, um fedelho arrogantezeco.


Sem respeito pelas pessoas afectadas, não querendo saber da diferença que fazem uns quantos euros no fim do mês aos funcionários públicos que auferem salários mais baixos, como uma infantil e estúpida birra, agora não querem devolver o dinheiro que cortaram nos casos em que processaram o subsídio de férias antes da entrada em vigor do Acórdão.

E, como meninos palermas, inventam parvoíces ridículas e dizem que isso decorre de os Juízes do Constitucional (por unanimidade!) terem dito que não fazem aclaração coisa nenhuma nem lhes dão explicações à borla sobre o que é governar. 


Claro que, numa atitude inédita, o Tribunal Constitucional já emitiu uma Nota a dizer que, da tampa que lhes deram a propósito da aclaração, não se pode inferir que não devem ser rectificados os subsídios de férias lá por terem sido pagos antes de 31 de Maio. Claro.

Isto talvez sirva de lição aos Juízes do Palácio Ratton para ver se, da próxima vez, não dão abébias ao desGoverno. Consideraram que aqueles cortes eram absurdos e insconstitucionais mas, vá lá, fecharam os olhos e, para não molestarem muito os desgovernados que não sabem o que por aí andam a fazer, disseram que, pronto, o que lá vai, lá vai, e que as verbas subtraídas deveriam ser repostas a partir de 31 de maio.

E agora, mal agradecidos, estes indigentes do desGoverno, para se vingarem e por se vingarem de mais uma humilhação, desforram-se, uma vez mais, nos funcionários públicos.

Cambada. Gentinha mais infantilóide e cobardola. Chiça!

Claro está que Cavaco Silva deveria vir repôr alguma ordem institucional no cabaret da coxa em que o Láparo, o vice-irrevogável e a pinóquia têm transformado o Governo. 

Mas qual quê. Caladinho ou a dizer banalidades, deixa que o pântano vá ficando cada vez mais pastoso. Nulidade parece que lhe chamou Garcia dos Santos que diz que já nem o pode ver. Percebe-se. 


De resto, não tem ele deixado passar tudo isto que é declaradamente inconstitucional (já para não dizer que é manifestamente errado do ponto de vista económico e, caraças, de economia o Cavaco tinha obrigação de perceber alguma coisa)?

Claro que a situação interna do PS também não ajuda nada. Uma vergonha o que Seguro anda a fazer. Incompreensível. 


Os alemãos a gozarem com o CR3,
dizendo que está na hora de Ronaldo
rapar o tão amado cabelinho


Um com uma tendinose rotuliana, outro à cabeçada, outro com não sei o quê no músculo reto, outro que não se demite nem à vassourada e contentinho com uma vitória pequenina, um vice trampolineiro que apregoa coisas que não lhe dizem respeito, outra que anda a fazer flores à custa de crianças, um láparo que é como um terrorista que não respeita a lei nem os órgãos de soberania, e um cagarro que assobia para o lado, isto quando não lhe dão coisas vagais - estes são os protagonistas da miséria nacional nestes dias de Junho do ano da graça de 2014. Uma anedota se fosse o caso de fazer rir. mas quem é que pode rir da desgraça que é todo este panorama?


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As imagens, como é bom de ver, são do inesgotável We Have Kaos in the Garden

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Relembro: sobre o apoio de Mário Soares e Ferro Rodrigues a António Costa e sobre o gatosíssimo Chico que, aos 70 talentosos anos, dá dez a zero e muito garotão que por aí anda, falo já a seguir. Desçam, por favor.

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terça-feira, junho 10, 2014

A aclaração de Passos Coelho e o bonézinho de Paulo Portas. Disparates do primeiro, diz Marcelo Rebelo de Sousa na TVI; e um toquezinho de achincalhamento do segundo pelo primeiro, noto eu ao ver as imagens da Feira de santarém. Mas pena, pena, é, com tudo o que se passa, ter o PS entregue a um leão moribundo (isto segundo a imagem gentil do Prof. Marcelo - que de leão o Tozé tem muito pouco; só se for um leãozinho de peluche) .//// E, para aguçar o apetite, o 1º poema de A MORTE SEM MESTRE de Herberto Helder.


Dá-lhe! Amocha Maria!





Na Feira de Santarém Passos Coelho esteve no seu melhor: 

  • falou de alheiras e dos seus dotes culinários, 
  • fez trocadilhos entre aclarações e clarificações (como se as trapalhadas que rodeiam o tema das 'aclarações' não tivesse partido dele), 
  • continuou a virar o bico ao prego, dizendo que o Governo não podia ser um elemento de instabilidade (como se o Governo não fosse ele), 
  • depois dissertou dizendo que a 'coisa' (sic) de que o país precisa é de previsibilidade (como se o maior fazedor de crises e de provocações institucionais não fosse, justamente, ele),

e, finalmente, 

  • cruzando-se com o vice-irrevogável Portas, gozou com a cara dele perguntando-lhe pelo bonézinho, só faltando tratá-lo por Paulinho das feiras.


Não vi a reportagem até ao fim pelo que não sei se não acabou a jornada a cantar. Não me admiraria de o ver com umas avençadas vestidas à maneira a apimentar o palco, um maçães a fazer de anãozinho engatatão, e ele, imaginando-se a pisar o palco do Politeama, a fazer uma coreografia apimbalhada enquanto, qual tenor, entoava Amocha Maria.

Uma indigência. O Láparo a dizer baboseiras, a Cristas com um sorrisinho amarelo a reboque do chefe, a trupe local do PSD também de sorrisinho afivelado, todos felizes por servir o dono, depois o Portas, assarapantado, sem saber para que lado se virar depois daquele encontro desagradável e a ser amparado por uma alma caridosa: um regime mais caricato que uma britcom daquelas de partir o coco a rir.

Não sei se a Poiazita Madura também por ali andava. Tenho ideia que coisas de Administração Local eram com ele mas não faço ideia. Também achava que ele tinha vagamente a ver com televisão e afinal já descurtiu e largou o tema.


Pensando bem, também não sei que é feito do Lombinha dos Briefings. Terá debandado? Às tantas, aos poucos, já foram abandonando o barco. Quando dermos por ela, estão já todos em casa, de papo para o ar e a receberem o ordenado sem terem que largar o sofá.

Isto das Feiras também deveria ter a ver com Economia. No tempo do Álvaro dos Pastéis, ele andava pelas feiras a ver se dinamizava os natas. Agora este Pires de Lima, desde que entrou para o Governo e se deixou de cruzadas em prol da economia real e o escambau, perdeu o gás todo. Isto, às tantas, se não dá para vender cervejas, também não está nem aí.

Em tempos também por lá houve um olharapo, um que era de tipo emplastro que aparecia sempre pregado ao ombro dos personagens principais. Depois deu de frosques e também não deve ter sido substituído. Inovação o caraças, que isto é preciso é sacar-lhes a massa toda, ó trabalhadorzinhos badamecos, deve ser a filosofia de vida finalmente assumida pelo regime passista. Cá para mim, estamos a assistir ao outing ideológico do Governo. Saíram do armário. Salário mínimo, concertação, inovação e outras tretas...? Ora, vão-se catar. Deve ser esta a doutrina do Láparo quando faz aquelas reuniões de Conselho de Ministros em que, no fim, aparece aquele - como é que ele se chama? (agora não me lembro) -  com ar de zombie, a dizer banalidades, como se não se tivesse passado nada. Não pode é dizer, coitado. Ou, então, tem vergonha. Pudera. Imagino o que deve ser aquilo.


Sobrou a Cristas, coitada, que deve ser tirada do ministério quando é preciso alguém para aparecer em público e que não faça ondas.

Assim como assim, costuma portar-se bem: não abre a boca e faz aquele sorrisinho de leitãozinho mimoso e estaladiço.


E assim andamos.


Os indicadores revelam a economia em queda, as exportações em queda, as importações em alta. A dívida, claro, sempre a subir. Um desastre em toda a linha. Ao fim de três anos não há nada que se aproveite. Deram cabo de tudo. 

Nada que qualquer pessoa com dois dedos de testa não previsse desde o início. 


Marques Mendes já nem consegue disfarçar, passa-se da tola, nunca viu tamanhos burgessos. Manuela Ferreira Leite goza, desafia-os, range os dentes, só não não se recusa a falar de tão estúpidas criaturas porque é paga para comentar e não tem outro remédio senão sujar a boca com assuntos tão estragados. E Marcelo Rebelo de Sousa até se esquece que aquela gente provém do PSD e afinfa-lhes com uma força que até deve fazer tremer os cristais da cristaleira do Tozé (esse doce opositor do Láparo).

A verdade é que Passos Coelho e a sua entourage não estão apenas a fazer o País em cacos: estão a fazer o mesmo ao PSD. No fim desta mariolice, o partido fica um coito de caciques e pouco mais. Quem tem um mínimo de instrução e bons princípios fala de Passos Coelho como de um bicho sarnento.

Voltando ao Prof. Martelo: já foi no domingo e isto são tão umas a seguir às outras que a coisa rapidamente sabe a requentado. Mas, pró-memória volto à cold cow. Marcelo Rebelo de Sousa, ilustre professor de Direito, não foi meigo ao falar de Passos Coelho. 


O pedido de aclaração ao Tribunal Constitucional, por parte do Governo, “foi um disparate e um erro de direito”, defende Marcelo Rebelo de Sousa. 


“Pergunto como é que ninguém não sabe de direito naquele Governo. Achou que ainda estava em vigor, que se aplicava uma lei, que ele próprio tinha mudado”, lembrou. 


No habitual comentário dos domingos à noite, na TVI, o professor universitário critica ainda as palavras de Pedro Passos Coelho sobre os juízes do Palácio Ratton. “Agora vem queixar-se, o líder do PSD, de que foram mal escolhidos, não foram escrutinados, nem controlados. E de quem é a culpa? Dele, que estava distraído, que não fez o trabalho de casa: ele e Paulo Portas. Portanto, não se queixe duma asneira que que fez no passado”, aponta. 




Ui que até a mim me dói.

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Um Governo, um Presidente, uma maioria. O melhor dos mundos.
(O pior são os actores - digo eu)


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Face a isto, what...? 

A oposição arrasou estes artistas? Demonstrou, preto no branco, que cambada maior nunca se tinha visto? Que são piores que os da vermelhinha? Que enganaram os eleitores para depois os deixarem lisos? Que depois de sairem do pedaço não ficará pedra sobre pedra?

Eu esclareço: nada a saber.

Face a tamanhos desconchavos, o putativo novo animal feroz, o self-anulated Tozé, the so called Zero Man,  parte para a desgraça, oposição à séria, parte tudo, rebenta com eles, mata e esfola.

Isto é: pôs um post no facebook a dizer que a culpa desta gaita toda, leia-se 'das intenções de voto no PS voltarem a cair' é do Costa, esse estupor. Temos homem.


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As imagens são, como é óbvio, do talentoso e inspirado We Have Kaos in the Garden. A fotografia do ex-olharapo também é capaz de ser obra do Kaos.

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A banda sonora desta pornochanchada é 360 Amocha Maria numa requintada interpretação do Vira Milho.

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[A esta hora está a D. Cavaca a pôr as medalhas de molho para o maridinho as pôr ao peito destes artistas numa próxima comemoração: pelos altos serviços, ah pois].

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PS: Já cá tenho o livro do Herberto Helder e já o andei a passear pela casa numa produção fotográfica. Não sei se ainda me atire a isso agora ou se deixe para amanhã. 

Às tantas isto é conversa a mais para um mesmo dia, não é? Devo dar-vos com cada seca que, só de pensar nisso, fico assustada.

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Volto aqui para dizer que, depois de ter estado a responder a comentários, dei por mim sendo já quase 2 da matina. O costume. Por isso, fica resolvido o meu dilema sobre o novo livro do Herberto Helder: fica para amanhã.

Mas, para não parecer mal educada - estive para aqui a aguçar o apetite e agora saía de fininho - deixo-vos com uma fotografia do dito, envolto numa recriação do papel de embrulho com que costuma forrar os livros, e junto a uns anjinhos que tenho num recanto do meu quarto. Não sou dada a santaria mas acho um piadão a anjinhos.

E acrescento, para vossa orientação, o primeiro poema do livro. Herberto Helder em grande estilo.



nunca estive numa só linha a tão vertiginosa altura,
oh Anjo Príapo, oh Nossa Senhora Côna!
quando nos vimos nus um em frente ao outro,
em nossa primeira noite nos começos do mundo,
numa pensão rasca de um bairro de quinta ordem,
o putedo sai que entra pelos quartos à volta
- peço por isso que um qualquer erro de ortografia ou 
                                                                          sentido
seja um grão de sal aberto na boca do bom leitor impuro.

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E agora, sim: desta é que é. Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo Dia de Camões! 
Ide em paz e que a poesia vos acompanhe.


segunda-feira, maio 05, 2014

A saída limpa de Passos Coelho? Os eufórico-trocadilhos de Paulo Portas? .... Não, não vou falar deles (ou melhor: vou só falar um bocadinho). Prefiro falar da humanidade de outros animais. De um certo cão, em particular. Comovente como todos os gestos de bondade.


Com o País num estado miserável e sem terem feito outra coisa senão roubar dinheiro à maioria dos portugueses e, estou em crer, sem terem percebido nada do que se passou, Passos Coelho e o seu grupelho de cúmplices veio anunciar o que se antevia: uma saída limpa, airosa, asseada, lavadinha, perfumada. Claro que, na boca deles, mesmo as coisas limpas nos soam a sujas mas isso é pormenor de que eles, auto-centrados, nem se dão conta.


Ao contrário do que acontecia quando, em 2010 e 2011, o mundo (e, em especial, os especuladores) assistia a uma União Europeia patarata sem saber o que fazer com países com economias débeis a serem abutremente atacados, eis que agora - com um BCE a actuar como um potente escudo anti-choque, e com a liquidez que, antes, se dirigia para os emergentes, a daí bater em retirada - os juros voltam a baixar e o financiamento externo volta a ser possível.

Em Portugal, Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, fala-se de valores na vizinhança dos três por cento e, embora acima dos quase 0% da Alemanha, isso já é minimamente comportável. Não é apenas em Portugal, repito, é em todos os países europeus carentes de financiamento como de pão para a boca.

Sem perceberem isto ou, então, a tomarem os outros por parvos, o Láparo-Farroncas e o Vice-Contorcionista apresentam-se agora como vitoriosos, cantando sobre um monte de escombros, sobre centenas de milhares de desempregados (grande parte dos quais já não recebendo qualquer cêntimo de apoio), sobre um país mais velho, mais pobre, mais desolado.

E,
  • que o conhecimento e a ciência estejam a ser desdenhados e atacados como frescuras desnecessárias, 
  • que os jovens tenham vindo a abandonar o País sem saberem se algum dia terão condições para voltar, 
  • que os casais temam ter mais filhos por não saberem se terão condições para os criar, 
  • ou que os mais velhos nem percebam já quanto é que vão receber ao fim do mês,
são alguns entre muitos outros pormenores irrelevantes, pieguices, coisas estranhas a estes pseudo-governantes que nos calharam na rifa.

O mundo deles é o das aparências, das mentiras, dos embustes, da ignorância mais tosca. Tudo o que é humano lhes é estranho.


Se são desumanos ou simplesmente néscios é coisa que ainda não consegui perceber com exactidão e acho que nem vou alguma vez perceber até porque é tema do qual já me desinteressei.

Eu, como quase todos os seres humanos que conheço,
(as excepções serão o José Gomes Ferreira, o Henrique Raposo e assim de repente não me lembro de mais nenhum, salvo aqueles que flutuam na espuma, para o que der e vier, como o Ricardo Costa, Henrique Monteiro, João Duque e outras almas de coluna vertebral dúctil e consciência elástica), 
estou em ruptura emocional total com o bando do desgoverno e grupo parlamentar suportante (eu, aliás, sempre estive mas, enfim, aceito incluir-me no grupo mais vasto em que estão os que só perceberam o logro depois de mil provas provadas).

Agora que há algumas coisas que ainda me espantam, lá isso há. Por exemplo: se o Poiares Maduro é o sujeito instruído que por aí pintam, como é possível que se preste ao dislate e ao embuste como por o vejo sempre que o mostram na televisão. São mentiras, manipulações, distorções, umas atrás de outras. Uma mensagem sempre enganadora. Custa ouvir um coisinho daqueles, com aquele arzinho de piu-piu e que dizem ser não ser um relvas qualquer, a prestar-se a farsas de pacotilha e a palermices que qualquer criança consegue rebater. Tudo isto me incomoda. A mentira instalou-se no poder e isto mina a sociedade.

Por isso, hoje não vou gastar mais tempo com laparices, irrevogabilices ou outras cretinices. Apenas algumas breves considerações sobre o que vi.


Na residência oficial do Primeiro-Ministro, Passos Coelho e os seus cúmplices anunciam que já arrecadaram o suficiente para um ano e que, portanto, não precisam de apoio para o que aí vem.
E, desta fotografia, o que tenho a dizer é o seguinte:

1- Manifestamente alguns ministros esqueceram-se de mandar fazer bainhas nas calças
2- O Pires de Lima tem um casaco que quase lhe chega aos joelhos, uma coisa tipo bibe
3- Parece que há um ministro novo ou então sou eu que tenho andado distraída. Alguém me esclarece quem é o terceiro a contar da direita? Um ministro clandestino? Uma aparição?
4- O Porta-Moedas assiste a todos os Conselhos de Ministros ou só a alguns? Na prática é mais um ministro? Ou agora que a Troika se vai embora ele também se vai?
5- O que é feito da Cristas? Queria ver se também tinha ido de saia. Provavelmente o
dress code ia nesse sentido, já que as que lá vi estavam de perna ao léu.

6- O Vice-Portas, depois de andar a branquear os dentes, agora anda a frequentar algum solário? Ou será que andou a apanhar banhos de sol no Dubai? É que anda tão bronzeado que até estonteia.
7- A gravata de Passos Coelho era clara demais; todo ele, ao contrário do seu vice, parece que está desbotado.


O trio de deslavados. 
Parece que saíram da máquina do tempo sem cor, sem alma. 
Nesta fotografia, até o bronzeado do vice-irrevogável parece ter-se concentrado nas olheiras, que coisa.
E o Láparo parece que está cada vez com mais cara de mau, que horror.

Porque é que não vão para casa dormir e não nos deixam em paz? Irra!

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Hoje, portanto, o destaque vai para outros animais. Animais decentes, com bom coração. Em particular para um. Para um cão. Um cão com um grande coração. Uma cadela mais precisamente, uma bondosa labrador.






O menino do vídeo, com síndrome de Down, chama-se Herman e não gosta de contacto físico; a cadela, uma labrador, chama-se Himalaya e é doce e persistente como os seres generosos são. 


A notícia não é recente, já terá uns seis meses, mas, sei lá porquê, hoje lembrei-me dela e a apeteceu-me colocá-la aqui. 

Moral da história? Não sou muito dada a moralidades mas, a ter que enunciar alguma, aqui vai: em relação aos seres desumanos e estúpidos eu prefiro guardar distância; pelos seres genuínos que mostram compaixão e amor pelos outros eu sinto proximidade.


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As fotografias do grupo de desalmados são da autoria de Miguel Baltasar para o Jornal de Negócios

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terça-feira, março 18, 2014

Depois de uma relação não consumada com António José Seguro, Passos Coelho parte esta terça feira para ver se dá a volta à Merkel. Há uns dias já lá esteve o seu discípulo, o alemão arraçado de polaca Bruno Maçães, para explicar aos alemães que têm muito que aprender com Portugal.


Bem. Ora deixem cá ver. No post a seguir a este, ensino uma certa pessoa - e a quem mais achar útil - como tratar do torcicolo de uma senhora (atenção, convém certificar-se que é mesmo uma senhora, não vá o diabo tecê-las). 

No post ainda mais abaixo tenho uma massagem especial para homens. 

Ou seja, depois deste, os posts não são para almas sensíveis - e não digam que não avisei.

Mas isso é depois. Aqui, agora, a conversa fia fino.

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Que entre o Toreador



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Passos Coelho, esse castigador, resolveu convidar o TotóZero para uma sessão a dois. Convidou por carta, todo ele armado em convencional. Deve ter passado o fim de semana a sonhar com a noiva, longas tranças, debruçada à janela do Rato. No intervalo destes arroubos, Passos vai roubando velhinhas e viúvas, pisando doentes e sacando o pão da boca das criancinhas mais desfavorecidas. Depois, volta e meia dá-lhe para isto, para o romantismo.

Imagino-os esta segunda feira, durante o encontro. O putativo barítono todo fanfarrão, fácies hirto, sorrisinho irritante, todo ele moralista, armado em bom, preparado para usar a sua posição dominante. E, à sua frente, o Totó, carinha de piu piu, muito agastado, a começar cada frase por 'eu peço desculpa...'.

Li agora nos jornais online que a coisa não resultou. Três horas andaram os dois à volta da mesa mas não pintou. Não houve clima. E, se não pintou, muito menos rolou. Não sei a qual dos dois atribuir a disfunção que fez falhar o acto. O mais certo é que tenham falhado os dois. O Tozé cheio de nódoas negras pelo corpo todo, tantos biqueiros tem levado de todo o lado, o Láparo habituado a agir à bruta, sem cuidado nenhum. Não funcionou, pois. Insanável, diz o Totó.


Era expectável.

Depois desta nega, o Láparo segue esta terça feira para a Alemanha onde vai ver, junto da matrafona Merkel, o que é que ela o deixa fazer. Aí passa-lhe toda a farronca. Ele sabe que, se lhe apetecer mijar fora do penico, a Merkel vira Gonzaga e aplica-lhe o bónus mesmo sem massagem prévia nem óleo.

Por isso, quando vai ao beija mão à madrinha, o Láparo vai de fininho. Piu, piu, aqui quem pia agora sou eu.

Além do mais, já fez saber que aquela do Bruninho no outro dia foi coisa à toa: o catraio estava com os copos, estava a querer impressionar umas polacas, não sei o que passou pela cabeça, é disfuncional, o gaiato, quando se vê rodeado de louras, solta-se, torna-se inconveniente, arma-se em bom sem tento nenhum na língua, terá ele mandado dizer.

Transcrevo a notícia de 11 de Março para os que não sabem do que é que estou a falar: 

"Todos sabemos a força do setor industrial alemão" (...) mas o setor dos serviços "não é competitivo do mesmo modo", afirmou Bruno Maçães no encerramento do II Fórum Luso-Alemão, que decorreu esta segunda-feira e hoje na capital alemã.


"Parece-me claro que, sobretudo no setor dos serviços, há muitas reformas que a Alemanha precisa de fazer", defendeu, em declarações à Lusa.

(...)

"Um setor de serviços mais aberto e competitivo teria mais investimento, mais empresas novas, o que levaria os trabalhadores menos qualificados do setor industrial a mover-se para o setor dos serviços. O setor industrial alemão subiria na cadeia de valor (...)


Quando leram estas palavras, imagino os ideólogos do regime, os iluminados Poiazita Madura e Lombinha dos ex-Briefings, a nem quererem acreditar. A questionarem-se: 'Mas what the hell...? Estaria com os copos ou teria inalado substâncias alucinogéneas? Raios partam o Brunocas! Aquilo viu-se rodeado de louras e resolveu armar-se em super herói". 

Depois a irem logo a correr, avisar o Láparo que terá mandado falar com o Machete, para ver se ele amaciava a Merkel e o seu cão de guarda, o das finanças.

A ver como corre esta terça feira a delegação dos indigentes. Lá deve ir o Láparo mais a pinókia e o porta-moedas, sabujos, servis, de gatas e às arrecuas. Não sei se vão levar o vice-irrevogável mas tanto faz.

A Merkel, aperreada com o que se está a passar a leste, a ser acusada de falta de sensibilidade e que será dela a culpa se a 3ª guerra mundial eclodir, deve estar bem a marimbar-se para este bando de pobrezinhos, ó atraso de vida.


Isto é tudo uma palhaçada, é o que é. Não dá para se levar a sério rábulas tão mal paridas com tão fracos personagens, pois não?

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As imagens provêm, como é bom de ver, do blogue We Have Kaos in the Garden

Lá em cima é Ludovic Tézier a interpretar o 'Toreador ' da ópera Carmen de Bizet

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E, assim sendo, sigam por favor para bingo. Desçam um pouco mais e encontrarão um endireita à altura da minha assistente Martina Hill e, a seguir, uma massagem com bónus no final.

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Hoje vinha imbuída das melhores intenções, até vinha a pensar numa daquelas em full white, silêncio e palavras brancas. A sério. Não parece mas é verdade. Mas, vá lá eu saber porquê, uma driving force qualquer puxou-me para isto. E agora estou cheia de sono. As últimas semanas deram cabo de mim. Ando cheia de sono, nem sei o que é isto. Ainda só é uma da manhã e já estou a escrever de olhos meio fechados. E amanhã tenho que sair de casa mais cedo do que é costume e, só de pensar nisso, mais sono ainda me dá.

Por isso, despeço-me já (e desculpem, uma vez mais, não responder aos comentários).
Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo dia e desculpem lá qualquer coisinha.


quarta-feira, fevereiro 19, 2014

"Se quisermos modificar o País, temos de fazer exactamente o mesmo que se faz com os cavalos, temos de mandar vir homens do Norte, ingleses, escandinavos ou suecos, e de montar aqui e além postos de cobrição." No entanto, antes de porem em prática mais esta série de golden visa, deviam pôr os olhos no que a Érica diz do material do João.


No post abaixo já vos falei de como, entre dormir e acordar (efeito do comprimido que tomei), dei com o vice-irrevogável Portas a falar não de submarinos mas sim, imagine-se, de porta-aviões. E como, a seguir, dei com o Pires de Lima a confessar que exagerou quando falou em milagre económico. Aquilo ainda é coisa de quando vendia cervejas e tinha que ser criativo na publicidade.





Estava com esperança de me manter acordada e escrever mais qualquer coisa mas, qual quê?, uma sonolência...

Por isso, vou limitar-me a deixar-vos aqui matéria para reflexão. Quando estou assim como agora estou, dá-me para pensamentos profundos.



Vinha tudo à baila: Deus, o universo, os filósofos e a política. 

Agregavam-se às vezes àqueles homens alguns rapazes, que os ouviam fascinados. Eu era um deles, e ouvi-lhe, uma noite, estas palavras que nunca mais me esqueceram: 

– Escusam de procurar... a nossa ruína não vem dos políticos nem do regime. 

Mudaremos o regime e ficaremos na mesma. O mal é mais profundo – o mal é da raça. 

– A raça? Mas, com esta raça, descobrimos o Mundo!... 

Não me lembro o que ele respondeu, nem mesmo se atendeu à interrogação. Sei que continuou: 

– O mal é da raça. Se quisermos modificar o País, temos de fazer exactamente o mesmo que se faz com os cavalos, temos de mandar vir homens do Norte, ingleses, escandinavos ou suecos, e de montar aqui e além postos de cobrição. 




Leio isto e fico a pensar. Será isto que o Lombinha dos Saudosos Briefings e o Poiazinha Madura, os neo-olheiros do regime, têm em mente quando prometem golden visa para imigrantes talentosos. 


Será? Será que querem apurar a raça? Será que essa será o próximo passos coelho a saltar da cartola? Primeiro atraíram chineses, russos, angolanos, guineenses equatoriais. Depois dizem que depois de malta da pesada, dos que lavam dinheiro, canibais, gente de mete medo à UE e etc, agora querem gente com talento. 

Ou seja, não é do talento que os da primeira tranche mostram que andam agora atrás. Ora bem: é bem capaz de ser malta para os ditos postos de cobrição. Eu já não digo nada. Das cabecinhas pensadoras deste desgoverno tudo é possível.

Mas, uma vez mais, lamento que desprezem os que cá estão para depois irem dar vistos golden aos que vêm de fora. Então não temos por cá gente talentosa?


A Érica, a Vencedora,  que o diga, revelando o segredo do João, seu colega na Casa dos Segredos (ou no Desafio Final?), respondendo a uma Fátima Lopes salivando por uma resposta circunstanciada, mas diga lá, tem que ser capaz de dizer o que é que o João tem de especial, nham, nham.




(Com um João que tem um material que envergonha pretos... ingleses, escandinavos, suecos para quê? )

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Bem agora vou-me deitar porque já me está outra vez a doer mais o pescoço e além do mais, no registo em que vou, ainda acabo a dar mais pretextos aos meus filhos quando tentam apelar a que o pai controle o que a mãe aqui escreve. 

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O texto em itálico faz parte de 'Sangue' in 'Vale de Josafat – Memórias, Tomo III' de Raul Brandão, 1933.


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Sobre o Paulinho das Feiras a ver se exporta porta-aviões numa feira de enchidos (estou a brincar, não sei se a feira era de enchidos) e sobre a santinha arrependida, a Pirosa Limiana, é favor descerem até ao post abaixo. 

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta feira! 
Haja saúde e boa disposição.

terça-feira, janeiro 21, 2014

O espírito da 'pipoca mais doce' desceu em mim e eu, ao ver e ouvir o Ministro Miguel Poiares Maduro no Prós e Contras na RTP 1, só me ocorreram as transformações que acho que ele está mesmo a precisar. Hoje fico-me pelas transformações físicas.


No post abaixo mostro como o pipoco mais doce faz e torna a fazer chicuelinas a Marcelo Rebelo de Sousa o qual, a esta hora, já nem deve saber de que terra é, tantas piruetas no ar o outro o faz dar em plena arena, à vista de um público que adora ver estraçalhamentos em público. Quem é que disse que era preciso estudar e ler muito para dar cabo da vida de toda a gente e, pelo caminho, espezinhar um ou outro professor que ainda pense que é gente...?

Mas isso é a seguir. Aqui a conversa é outra.

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Poiares Maduro fala de televisão no Prós e Contras 

com Fátima Campos Ferreira

Confesso que ouvi o debate apenas pela rama, especialmente quando era o coisinho, o pequeno génio, a falar. Isto é o meu lado de pipoca mais doce a falar, é o que é.

Estava a tentar perceber o que é que o coisinho, com aquela sua vozinha de coisinho, tinha a dizer sobre os destinos da televisão mas a minha atenção dispersava-se e só pensava na reformulação que eu lhe fazia.

Claro que não o podia pôr mais crescido e, com aquela altura, também convinha que não o pusesse mais espadaúdo. A compleição, portanto, ficava como está: nem o esticava, nem o tonificava até porque cada um é como cada qual.

Mas, enfim, uma ou outra coisa talvez valesse a pena tentar. Por exemplo, explicava-lhe que, se não tem barba que se mostre, então que não a mostre, que a faça. Uns quanto pêlos mal amanhados é um desgosto para a vista, uma coisa rala, mal plantada (e se eu gosto de homens com barba).

Depois aquele cabelinho oleoso, que maçada. Se um sujeito gosta de usar cabelo comprido então, no mínimo que o lave e penteie como deve ser. Assim, cabelo a precisar de um corte e de uma lavagem, quiçá de um brushing, e com aquele pêlo aqui, pêlo acolá na cara, mais parece um homeless a quem aperaltaram à pressa para aparecer na televisão.

Depois, outra coisa: se tem um corpinho daqueles e gosta de andar de fato e gravata, então, no mínimo que aprenda a fazer uns nós que não pareçam umas chamuças (li esta a um Leitor no outro dia e achei o máximo). Assim, uma pessoa olha para ele e vê um nó de gravata quase tamanho da cara, uma desproporção.

Talvez o pusesse também a fazer uns vocalizos para ver se conseguia dar mais corpo àquela voz. É que ninguém consegue levar a sério um sujeitinho com aquela aparência de verdinho (qual maduro?) e a dizer coisas arraçadas de teorias de cão de caça com uma vozinha que parece a daquelas meninas parvinhas,  muito contentes com as espertalhices que dizem. Assim é ele, todo vaidosão com as pretensas soundbites que vai debitando.

Senhores, que não se aproveita nada nesta criatura.

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Cheguei aqui e só me ocorreu que o Verdinho Poiares, esse grande génio da comunicação, deveria ver com atenção o vídeo seguinte a ver se copia um dos maravilhosos que aqui aparece.

Fico à espera.

Da próxima vez que o vir, a ver se o vejo a reproduzir o que aqui se pode aprender.

Enfim: mais coisa, menos coisa. Saberei dar o desconto já que a matéria prima não é a mesma.

Pelo menos que, se não quer lavar o cabelo, que me apareça de gorro, turbante ou cabeleira postiça.

Mas, de preferência, que ponha os olhos nestes machos como deve ser (salvo seja, claro). Aprenda. Reproduza. E, sobretudo, poupe-me.


The Male por Jean-Paul Gaultier


O Macho


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Claro que hoje vinha com ideia de falar no Agostinho Branquinho, o Secretário de Estado da Segurança Social, cujo curriculum não enganava. Toda a gente percebia ao que vinha. Aliás, o Branquinho é daqueles cujo fácies também não engana. O Cerejo é que não os larga (e faz ele muito bem).


Também vinha com vontade de falar no Hugo Soares que, afinal, pode não ter sido mais do que barriga de aluguer do aborto do referendo, sendo que, ao que parece, Passos Coelho teria sido o pai da criança. Pode ser que fique para amanhã.


E ainda havia a cegada da fuga ao fisco por parte do Ganda Nóia Marques Mendes mas teria que me informar melhor antes de opinar. 


Mas pus os olhos no galã da RTP e já não tive cabeça para outra coisa.


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E, assim sendo, mais não digo. Qualquer dia destes vamos voltar a ver a poiazita a engendrar novos modelitos de governação da RTP e só espero que, como dali nunca sai nada que se aproveite, ao menos não canse a minha beleza com o seu desmazelo. Se tenho que voltar a vê-lo, então que se me apresente à maneira. 

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Relembro: sobre a maldade e a frieza de Passos Coelho e a sua sincera surpresa com a reacção do Prof. Martelo há conversa no post a seguir a este.

Permitam-me ainda que vos convide a visitarem-me no meu Ginjal e Lisboa onde hoje não poderia faltar Claudio Abbado. Escolhi Ernesto Sampaio para dizer umas palavras. E escrevi eu também umas palavras que falam de como é breve a vida. E os sonhos.

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A segunda imagem provém do blogue We Have Kaos in the Garden

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Desejo-vos, meus Caros Leitores uma bela terça feira.

(Não vou reler o que escrevi e informo que estou com sono como se fosse uma sexta feira. isto pode estar uma verdadeira sopa de letras...)