Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, novembro 27, 2019

Joacine, a putativa diva que se desloca dentro da Assembleia com Assessor e Segurança e que está a dar um nó cego no Livre.
Maria Teresa, a madre-superiora que se apaixonou perdidamente e não foi por Deus.
E Kris que foi encontrar-se com Caitlyn, o seu ex-marido, que agora tem um belo par de mamocas e faz boquinhas por todo o lado.


Depois de um assunto sério, preocupante e triste, apetece-me aligeirar para que o novo dia não comece sob o peso das tragédias.

Por isso, se me permitem, volto-me para as comédias, para os romances, para os fait-divers ou whatever

Há pouco vi na televisão uma cena do mais hilário que existe: Joacine, a neo-diva, sem se dignar dar bola aos jornalistas, avançando pelos corredores da Assembleia com o seu Assessor pela trela e vigiada de perto por um Segurança. Sim: por um Segurança. Sentindo-se a nova Lady Di e não querendo correr risco de se prejudicar por via dos paparazzis que pululam à sua volta, chamou um Segurança. Pimbas. Para a próxima vai com um rottweiler. Sobre o ter-se esquecido do projecto sobre a Lei da Nacionalidade nem uma palavrinha que a menina não está ali para prestar contas. Em contrapartida,  a senhora doutora -- através do seu Gabinete (que gente importante é assim, só comunica através do seu Gabinete ou do seu Assessor) -- atira publicamente todo o seu fel, ressabiamento e deslealdade contra o partido que a acolheu. Um espectáculo digno de novela de quinta categoria. 

Mas, calma, não é só ela a má da fita. É um facto que anda armada em ursa a ver se trama o cordeirinho do Tavares mas, calma, o Tavares não fica menos mal na fotografia. Que inteligência, que perspicácia lhe poderemos, a partir de agora, atribuir se, em todo o tempo que já conviveu com ela, não foi capaz de perceber de que material é feita a menina? Ná. Quando uma pessoa escolhe alguém para a sua equipa e a escolha sai furada, quem meteu água e fez a escolha errada tem que assumir a responsabilidade e resolver a situação.

A Joacine, em uma ou duas semanas, já arrasou quase completamente o Livre. Se o Rui Tavares não quer que o Livre tenha um fim triste, tem que correr rapidamente com a menina. Claro que a neo diva ficará na Assembleia por sua conta e risco, a meter água por tudo o que é canto e esquina, sem saber em que votar, esquecendo-se de trabalhar ou de cumprir compromissos -- e o Livre ficará sem ninguém na Assembleia. E os fiéis e crédulos que acreditaram na madame e votaram no Livre ficarão a chuchar no dedo, sem ninguém que os represente. Mas azarinho, nada mais há a fazer. Que fique como lição aprendida.

Tirando isso, tenho que falar de uma notícia que, apesar de triste para a própria, acho linda. Parece ser a sina das Maria Teresas: são dadas a êxtases mal compreendidos. 

A madre-superiora do belíssimo convento dos Padres Cappuccini, em Sansepolcro, Itália, mulher activíssima e bem disposta, toda empreendedora, apaixonou-se por um homem da terra. Mas não deve ter sabido fazê-la direitinha pois foi mandada borda fora e o convento encerrado. Poderia, como a outra, converter a paixão em delíquio literário e dizer que a espada do anjinho a tinha penetrado até às entranhas uma e outra vez. Toda a gente levava a coisa à conta de delírio e maluqueira e com meia dúzia de avé-marias ficava o assunto encerrado. Não. Enérgica e franca, a Madre-Superiora Maria Teresa deve tê-la feito às claras: e deu nisto. E o convento tão lindo. Devia ser tão bom rezar ali à sombra das belas árvores da Toscânia. Ou rezar no escurinho da cela, um belo toscano a despi-la devagarinho. Mas pronto, foi mais um êxtase que correu mal. Uma tinha feito com que a tomassem por doida e esta agora fez com que a tomassem por libertina. Ainda não foi desta que apareceu uma Maria Teresa santinha a sério.

Para terminar, numa de conclusão, só posso agora falar de um assunto que não tem nada a ver.

Kris Jenner, a madre superiora do quartel das Kardashians, encontrou pela primeira vez Caitlyn Jenner, mulher grandona de voz grossa, o seu ex-marido durante mais de vinte anos que, na altura, dava pelo nome de Bruce, era um calmeirão e um garanhão que fez nada menos que seis filhos. 

Do que se vê, a Kris ainda está que não pode, sem saber como lidar com a situação. Olha-a de soslaio, queixa-se, choraminga. Aliás, choram as duas, muito emotivas e, no fim, para rematar, fazem uma selfie. Uma graça.



E, pronto, ficamos assim.

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E se há outros assuntos que interessem para além destes, escaparam-se-me.

E uma boa quarta-feira para si, para si em especial.

segunda-feira, novembro 25, 2019

Rui Tavares está perplexo com a Joacine? Eu não estou.
[Aliás, aproveito para dizer porque não votei no Livre]



Claro que poderia fazer um post a explicar porque não votei em cada um dos partidos que não mereceram o meu voto mas vou centrar-me no Livre, dada a comédia a que assistimos, uma paródia digna de rábula dos saudosos Gato Fedorento. 
Joacine diz que se absteve porque não percebeu como é que o Livre queria que ela votasse (e isto, em si, já é extraordinário pois como é que se explica que ela não tivesse a sua própria ideia sobre o assunto?) e o Livre diz que não percebe aquela inexplicável abstenção, já que o programa do Partido é claro e que, para mais, ela nunca tentou aconselhar-se. Depois foi ela que, baixando ainda mais o nível, veio dizer que foi ela que ganhou o lugar na Assembleia e não o Livre. E agora é o Rui Tavares que vem dizer que percebe que os portugueses estejam perplexos porque ele também está. 
Tudo isto parece uma brincadeira, uma infantilidade, um perfeito nonsense.
Os ideais do Livre não me parecem mal. São boas orientações, bons princípios. Defendem valores que, em abstracto e de forma geral, me parecem globalmente correctos. 

Só que nestas coisas, entre os ideais e o ser capaz de os sustentar e ser capaz de identificar o trilho certo para lá chegar -- e ser capaz de se manter no trilho -- é outra conversa. Como agora toda a gente diz: são outros quinhentos. Em tempos dizia-se de outra maneira: que de boas intenções está o inferno cheio. E admito que sim. 

Estar na Assembleia da República a representar o povo, defender os seus interesses, saber discernir a linha de rumo através de um orçamento, saber avaliar propostas ou saber elaborar outras, perceber a essência dos temas em sede de comissões, saber interpretar os 'jogos' e ter o 'calo' para afirmar a sua posição sem se deixar levar, etc, etc, etc, requer mais do que o enunciado abstracto de boas intenções mesmo que a espuma mediática lhes empreste o aspecto de sabedoria e determinação.

Ser contra o sistema é coisa bonita de se dizer mas quase impossível de concretizar estando dentro do sistema. Pode parecer pessimismo ou cinismo. Mas é o que, na verdade, penso.

O mais que pode acontecer para mudar o sistema (e será sempre um mudar muito relativo: será sempre um percurso lento, errático, de pára-arranca, erros e breves sobressaltos) é haver quem, de forma lúcida e clara, interprete a evidência dos factos de forma a tentar conduzir a consciência colectiva a ir mais para um lado ou para outro. 
Por exemplo: 
  • As crises financeiras -- que deixaram à vista o que os fundos abutres e toda a especulação desregulada, a fuga ao fisco e a lavagem de dinheiro, os offshores e tudo o que rodeia tudo isso, provocaram na economia real: descalabro de muitas empresas, explosão do desemprego, corte de rendimentos e etc, -- fizeram inflectir ligeiramente a opinião das pessoas. 
  • Identicamente, haver quem prove que, para ultrapassar as crises, o melhor é reforçar a liquidez circulante, aumentar a confiança, e animar a economia e não secar tudo isso, é também uma forma de 'abrir' as mentes a um sistema mais desempoeirado. 
  • Ou ir, inteligentemente, tentando provocar consciências através da evidência de que a pobreza ou as desigualdades mesmo que longínquas acabam por vir bater à porta de todos nós.
Se o Rui Tavares é uma pessoa que se percebe ser culta e séria, já muito do que o envolve parece ser puro idealismo, qualquer coisa de adolescência tardia, alguma vacuidade disfarçada de desalinhamento -- e isto à custa de alguma encenação acarinhada pela comunicação social. E, não sei bem porquê, parece que isto continua a ser música para os ouvidos de uma certa intelectualidade que ainda sonha com uns vagos amanhãs que cantam.

No entanto, a verdade é aquela que, ao fim de um mês, já está bem à vista. Tudo espremido é capaz de não ser muito mais que zero.


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As fotografias foram feitas hoje no Ginjal e estão aqui não para ilustrar o texto mas apenas porque foram feitas num dos lugares mais lindos do mundo

quarta-feira, outubro 02, 2019

Rui Rio sabia ou não sabia que o PSD usou assinaturas sem autorização dos seus proprietários?
O líder da Bancada Parlamentar do PSD informou ou não informou o líder do partido de que tinha feito isso?
É que que sabia é gravissimo e, se não sabia, também é muiiito grave,


Usar a assinatura de uma pessoa sem que a pessoa saiba é legal? É legítimo? É ético? É bem educado? Não é grave? Melhor: gravíssimo? 

E os senhores jornalistas que andam a dar palco ao justiceiro Rui Rio não sabem perguntar-lhe isto? Não sabem perguntar-lhe se ele sabia? E não é caso para Ferro Rodrigues chamar Fernando Negrão à Assembleia da República para ele se justificar? E se o acto de usar assinaturas sem que os próprios tenham autorizado for crime não seria caso de mandar uma participação ao Ministério Público?

Estou a falar de um escândalo dos valentes.

Transcrevo:

Casa do Douro. Deputados do PSD dizem não ter autorizado assinaturas e pedem explicações a Fernando Negrão


(...) Em causa está um documento sobre a lei que altera o estatuto de associação pública da Casa do Douro. 
De acordo com a TSF, o CDS, com 18 deputados, precisava de 23 assinaturas para avançar com este pedido tendo, por isso, pedido ajuda ao PSD. O documento contém mais 20 assinaturas de deputados do PSD (e não apenas mais cinco, como as que seriam necessárias para avançar), totalizando 38 assinaturas. Desta forma, CDS e PSD conseguiram entregar o pedido ao Tribunal Constitucional, uma vez que cumpriam com o requisito do número de assinaturas.
No entanto, há deputados do PSD que dizem não terem dado autorização para que a sua assinatura fosse digitalizada e utilizada neste documento. Foi o caso da deputada Andreia Neto que, contactada pelo Observador, garantiu não ter tido conhecimento da entrada do pedido: “Não assinei, nem dei consentimento para tal. Não conhecia o documento, porque só mo enviaram há pouco”, diz.(,,,)
Grave. Gravíssimo.

E Rui Rio não diz nada?  No PSD andam a fazer destas coisas e ele não diz nada?!

terça-feira, junho 25, 2019

As inteligentes perguntas do PSD a Sócrates.
As úteis e inteligentes Comissões Parlamentares de Inquérito


Ouvi na televisão que os deputados da Comissão de Inquérito à CGD querem lá o Sócrates e, não querendo ele oferecer-lhes o pratinho e optando por responder por escrito, vão enviar (ou já enviaram) perguntas.

Uma coisa meio maluca. Tudo isto é maluco, desprovido de senso. Ao fim de não sei quantos anos, os deputados resolvem acordar para a vida e, virgens de primeira viagem, ficam numa excitação, coisa adolescente, pueril, parvoíce de juventude retardada e bobinha.

Nos tempos áureos da alavancagem financeira, em que as universidades (e polvilhem tudo de um bom catolicismo) ensinavam que bom, mas bom mesmo, era as empresas endividarem-se, endividarem-se até ao tutano, com ou sem garantias palpáveis, em que a publicidade invadia todos os espaços com empréstimos para toda a gente, empréstimos a perder de vista, até para quem não tinha dinheiro nem para mandar cantar um cego  -- nessas alturas, os senhores deputados não viram nada, não juntaram dois e dois. Olhinhos wide closed, como é seu costume. Nem o fizeram os comentadores económico/financeiros que sabem tudo mas só depois de toda a gente o saber. Nessa altura, os senhores deputados haveriam de andar entretidos com outras questões póstumas porque só reagem muitos anos depois, quando do morto já nada resta, só memórias esfumadas.

Nesta altura há questões presentes, profundas, que se não agarradas a tempo impactarão intensamente os tempos futuros mas que é lá isso...? Não são temas mediáticos, não são a espuma dos dias. E os senhores deputados só se interessam pelo que já lá vai. 

Agora que os bancos até já estão razoavaelmente sanados, em que os tempos dos créditos à tripa-forra já lá vão e em que os bancos até se uniram para tentaram, pelas vias normais, ressarcir-se dos buracos causados pelos grandes caloteiros do regime, é que os deputados acordaram e querem saber, ao pormenor, quem é que fez ou desfez nos idos de já nem sei quando. 

Não digo que não haja coisas a saber agora. Há. Por exemplo, seria interessante como foi possível dissolver um grande banco da forma como foi, com ministros de férias e a assinarem de cruz. Ou como foi aquela divisão entre o bom e o mau, em que o bom ficou cheio de coisas más que parece que não cabam e que, agora que o banco foi vendido nem sei bem a quem, é preciso continuar a meter lá dinheiro. Isso seria interessante saber. E não foi assim há tanto tempo. Agora é que seria de questionar a Marilú e o Láparo, ou até a Cristas, amiga, assina lá, enquanto a memória deles ainda estiver fresca. Ou a nulidade do Carlos Costa, esse que passou por todo o lado em que houve buraco sem nunca se ter dado conta de nada e indo acabar no Banco de Portugal onde elevou a sonsice até a um nível de manhosice insuportável.

Mas não. Os senhores deputados armam-se em investigadores, em juízes fora de água e, para ali estão, horas a fio, entretidos com um exercício de auto-exibicionismo e onde também oferecem palco a exibicionistas falhados, a gente que já não se lembra de nada (* e já vos explico porque é que acredito que não se lembrem mesmo), um exercício que volta e meia é de pura prepotência, maldade gratuita e humilhação dos inquiridos, um exercício que dá canal, que garante partilhas nas redes sociais, que alimenta a indústria do comentário político, que alimenta a rábula, a graça fácil -- e que, em termos práticos, não passa disso.

E tudo isto culmina na parvoíce mais completa ao quererem que Sócrates, que deixou de ser primeiro-ministro há oito anos e que, desde então, tem sido escrutinado, virado do avesso, inquirido, inspeccionado, trespassado por raios x e ressonâncias magnéticas, scanneado, espiolhado, bisbilhotado, trespassado, passado a ferro, posto atrás de grades, vigiado à distância e à lupa, agora responda a puerilidades como esta:
Sr. Eng. recebeu quantias monetárias ou outros bens por parte do Grupo BES, Grupo Lena ou Vale do Lobo?
Agora, meus Caros, digam-me: isto não é de gargalhada? Estarão à espera de que resposta? 

Olhem, só me ocorre isto: LOL 😂😂😂😂😂 (a ponto de ir às lágrimas)


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* Por razões que agora não vêm ao caso, não devo conseguir escapar de ser testemunha de um caso que se passou há uns quatro anos. Quando chegou a notificação, chutei para canto. Quando me perguntaram o que sabia eu do caso, a minha primeira reacção foi que pouco ou nada sabia, que tinha acompanhado a coisa já no rescaldo. Foram-me fazendo perguntas e eu fui puxando pela cabeça e, aos poucos, fui-me lembrando de alguns episódios. No outro dia, numa reunião com advogados, tentaram que me lembrasse de mais coisas. Às tantas eu disse que só tinha tido algum envolvimento já o caso estava consumado, para aí a partir do verão de há uns três anos. Uma das advogadas olhou-me como se não acreditasse, dizendo-me que não lhe parecia provável que no prazo de um ano não tivesse havido nada e que eu não soubesse de nada. Um hiato de um ano? Fiquei a pensar que, de facto, era estranho. Mas não me ocorreu nada em que eu tivesse participado nesse período. Fiquei de procurar mails antigos. Pois bem. Resmas, paletes. Tive conhecimento, participei durante o dito ano em que juraria ser-me totalmente alheio. Estive a reler os mails e fiquei perplexa. Não me lembrava de nada de nada de tudo aquilo. Ao reler, claro que as memórias se foram reconstruindo mas, antes, juro: zero. Como explicar isto? Penso que é simples. Para mim, aquilo era marginal. Sendo caso grave, muito grave mesmo, para os lesados e para os directamente envolvidos, para mim aquilo era coisa em que participava sobretudo como expectadora. E, de lá para cá, todos os dias acontecem coisas. Quantas outras crises, quantos outros problemas? Mal de nós se mantivéssemos vivos todos os registos de tudo o que fazemos em todos os dias da nossa vida. Acho que até tenho boa memória e, no entanto, apesar de todo o meu envolvimento naquele caso durante um ano, só me recordava, e sem grande pormenor, do que se passou de há três anos para cá e apenas porque passei a ter intervenção na primeira pessoa. Portanto, acredito e mais do que acredito que aquela gente que vai à Comissão e que não se lembra do que se passou há oito ou dez anos, em reuniões iguais às que se têm todos os dias de todos os meses e de todos os anos, está a falar verdade.

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As duas últimas imagens provêm do mui saudoso We have kaos in the garden

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terça-feira, outubro 30, 2018

Antes de crucificarmos a Isabel Moreira, reflictamos um pouco.
Pintar as unhas na Assembleia da República ou, mais genericamente, no local de trabalho: sim ou não?


Obtive a foto na net e, do que vejo, não garanto que seja
a Isabel Moreira.
Mas dizem que sim pelo que admito que estejam certos
Argumentos a favor de pintar as unhas no local de trabalho: 

1. Não é preciso ter a preocupação de as pintar em casa
2. É mais fácil secá-las porque se pode ficar com as mãos sossegadas sem correr o risco de roçar em alguma coisa e dar cabo de tudo

Argumentos contra:

1. Ter que levar acetona, algodão e verniz para o trabalho
2. Ter que aturar os olhares invejosos de quem, fingindo estar incomodado com o cheiro da acetona e/ou do verniz, está apenas com pena de não ter tanta lata.

Só acrescento um ponto a desfavor e que não é pequeno: o risco de abrir uma caixa de pandora. Pensemos: a passar a ser prática comummente aceite,
quem poderá levar a mal se a Madame Cristas, na próxima vez que for debater com o Costa, sacar de toalhitas desmaquilhantes e, ali mesmo, tratar da sua higiene facial para, em casa, não ter que perder tempo com isso? 
quem poderá dizer alguma coisa se, em pleno debate, a Heloísa Apolónia se entretiver a fazer trancinhas à Mariana Mortágua? 
quem poderá depois criticar o Hugo Soares se ele, enquanto o Negrão esbraceja no Parlamento para se manter fora de água, se descalçar, tirar as meias, alçar da perna, pondo o pé em cima da bancada para, com um corta-unhas, ali mesmo aparar as unhas que lhe estão a esburacar as meias?
Mas, enfim, incumbe ao nosso Presidente da Assembleia decidir sobre qual o código de conduta a adoptar no hemiciclo. Eu, por mim, só posso dizer que a mim, no meu trabalho, não me dá jeito. Mas isso sou eu.

quinta-feira, outubro 19, 2017

Assunção Cristas, Constança Urbano de Sousa, Hugo Soares, António Costa.
Culpas, desculpas. Responsabilidades, alarvidades.




De mim ninguém poderá dizer que sou insuspeita.

Sou suspeita, sim. Assertivamente afirmo a minha opinião e sabido é que, nas legislativas, regra geral, voto PS. Mesmo se não me apetece, voto PS. E faço-o não por masoquismo mas porque, na altura de votar, olhando à volta, não vejo melhor opção. Portanto, sou suspeita, sim.

Mas não é apenas uma questão de afinidade ideológica: é também racionalidade. É o resultado da avaliação do carácter dos personagens, das suas ideas e dos seus actos face ao que observo.

Portanto, ao pronunciar-me sobre esta crise, sobre a demissão da Ministra Constança e sobre o que se passou esta terça-feira na Assembleia, não pretendo fazer passar-me por distante e insuspeita. Sou suspeita, sim. E não sou humildezinha. Não. E é, pois, com consciência do que sou que também afirmo que não sou burra. 

E é sendo como sou, falando de frente, que defendo que não se deve transformar o desempenho governativo num guião de telenovela, a puxar ao sentimento, a cavalgar a onda da emoção colectiva para agradar à audiência. E é sem rodriguinhos que afirmo que, não sendo praticante de likes e dessas tretas a la facebook, espero que o governo não governe a contar likes, a distribuir abraços e beijinhos para a selfie. Portanto, sou suspeita, sim. Mais. Afirmo peremptoriamente que a mim o que me enojava era ver Passos Coelho a fazer porcaria todos os dias e, com aquela sua insuportável cara de pau, insultar a inteligência das pessoas, querendo convencer as pessoas que o mal que fazia era para o seu bem.


Portanto, sou suspeita, sim. Suspeita de sentir intolerância para com os papagaios e abutres a quem as televisões pagam para andarem a debicar na dignidade de quem se esforça por fazer o melhor, intolerância para com os avençados pagos para saltarem a pés juntos sobre quem está na mó de baixo. Tolerância zero para com essa gentalha que inunda as televisões. Tolerância zero para actuações de verme como a que acabei de ver a Vítor Gonçalves explorando a dor de Nádia, a senhora de Pedrógão que perdeu o filho, querendo que ela diga como soube que o menino estava morto, querendo que ela diga como foi que o menino morreu. Uma vergonha. Intolerância para com a fulana da SIC que anda a abrir o frigorífico das pessoas que, nas aldeias, estão sem electricidade, exclamando que já se sente o cheiro. Intolerância. Não suporto tanta estupidez.


E sobre a actuação de Assunção Cristas face aos incêndios, ela que foi ministra da Agricultura e nada fez, sobre o aproveitamento mediático que tem feito dos desastres e a guerra quase cruel que moveu à Ministra Constança Urbano de Sousa, a palavra que me ocorre é asco.


E sobre o seu apelo insistente, a quase exigência, de um pedido de desculpas por parte de António Costa, no que foi secundada por esse bronco feito deputado e chefe da bancada laranja que dá pelo nome de Hugo Alexandre, a palavra que me ocorre é a mesma: asco.


Democracia, humildade, sentido de dever, honestidade intelectual -- tudo isso é outra coisa, coisa que talvez apenas pessoas com alguma maturidade democrática e sentido de decoro consigam saber o que é. Assunção Cristas, Hugo Soares e seus comparsas não o sabem.


Quando vejo, no Parlamento, o friso do Governo a ser enxovalhado por badamecos desqualificados como o Hugo Soares ou a Assunção Cristas sinto pena. Pena. Pena por eles, rostos cansados e tristes, a serem insultados por gente que não tem categoria nem para varrer o chão da assembleia -- e pena pela democracia. A democracia carcomida por dentro por esta gente.


Não desvalorizo a dimensão da tragédia. Sinto uma dor de alma, que é muito minha, pela morte das pessoas, pela devastação da floresta, pelo fim de tantos animais. Mas porque assim sinto, mostro respeito pelo que se passou.

E naqueles dois pafiosos e nos seus correlegionários o que vejo é um indecente desrespeito. Sobre a complexidade dos problemas e sobre a dor dos que perderam familiares, casas, animais, árvores, aqueles dois o que fazem? Exibem impudor, alarvidade.

Eu, porque tenho perfeita noção da dimensão e diversidade das razões que levaram a que os incêndios fossem tão devastadores, não os desvalorizo nem sou estúpida a ponto de pensar que o que se passou foi culpa da Ministra.

Portanto, se querem que vos diga, hoje voltei a pensar que é uma pena que, para se entrar para deputado, não haja provas de aferição e testes psicotécnicos, entrevistas, avaliação da personalidade. Se tudo isso é necessário para desempenhar funções banais, como é que qualquer desqualificado pode ser deputado e decidir sobre a vida da população?

Gentinha com um baixo coeficiente de inteligência, sem moral, sem vergonha na cara e sem competência não devia poder ser admitida para exercer a função de deputado. Gente destas não representa o povo: pelo contrário, envergonha o povo.


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Pinturas do período escuro de Mark Rothko. De Profundis de Arvo Pärt.

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sexta-feira, julho 21, 2017

Hugo Soares e Ferro Rodrigues:
conselhos da Sta UJM a um e a outro


Sobre Hugo Soares pouco tenho a dizer. Na verdade, nada. Eu que, a escrever, sou tão palavrosa, chego a este tema e nada me ocorre. Não sei quem seja. Melhor: não sei o que fez na vida. Não sei se sabe fazer alguma coisa. Para mim é a Kardashian do parlamento português: Hugo Soares é conhecido por ser conhecido. Mas é um conhecimento oco. Se estivéssemos no domínio das álgebras boleanas, a ter que se dizer alguma coisa sobre Hugo Soares, poderíamos dizer que é um conjunto vazio ou cheio de tretas das quais só se conhece o estado zero ou em que, nele, as ocorrências se auto-anulam. Mas palpita-me que o Hugo Alexandre não frequenta propriamente praias boleanas e, portanto, assim sendo, sobre matemáticas e outros temas que envolvam algum rigor, pouco mais tenho a declarar sobre a criatura. 


Com a sua tenra idade e a sua experiência de jota receio que lhe falte algum mundo e que seja do tipo olha para mim a pôr-me a jeito sem perceber que tenrinhos assim são bons para serem comidos ao pequeno-almoço por tudo o que é macaco de rabo pelado. Não que me importe, note-se. Muito pelo contrário: o gáudio está assegurado. Além disso, se a álgebra boleana não é a praia do Huguinho também o deserto laranja não é o meu.

A minha cena é mesmo que acho que faz falta haver oposição. A democracia é mais saudável quando é frequentada por gente inteligente dos vários lados da contenda. Agora assim, é uma pena. 

Por exemplo, ao que consta, o puto Huguelas resolveu meter-se com Ferro Rodrigues. É daquelas coisas que, fosse ele inteligente, media melhor com quem se metia. Podia, por exemplo, meter-se com a Meireles que está mais ao seu nível. Mas da Meireles deve ele ter pavor (e percebe-se; puxa, só de olhar para ela... medoooo...). Podia meter-se com os jovens matulões do PCP ou com o João Galamba que é tudo malta quase da sua idade mas, ora chiça, com eles é que ele não se mete. Pudera, quem tem cu tem medo. Pois bem. Foi pôr-se a ladrar às canelas do Ferro Rodrigues. Claro está que Ferro Rodrigues -- com idade para ser pai dele e com uma rodagem intelectual que nunca o Huguinho alcançará nem que viva mais anos do que o Matusalém -- o enquadrou de imediato. Com bonomia e alguma ironia, perdoou os dislates juvenis do recém empossado líder da bancada do PSD. Fez bem. Mostra grandeza de carácter ao conseguir aguentar-se e não parodiar o pobre coitado do jovem Hugo Alexandre.


Mas com isto não estou a pôr-me fora do assunto. Quando me vejo perante situações destas, o espírito de uma qualquer Madre Superiora que, noutra encarnação, certamente possuíu os genes desta vossa santa que vos escreve, desce em mim e eu fervilho de vontade de ajudar.

E é isso e só isso que aqui me traz.

Vou aqui colocar um vídeo que espero que o juvem Hugo Alexandre veja com atenção. 


Para se destacar por alguma coisa na Assembleia deverá ele, em cada dia, encenar uma nova postura. Em vez de para ali estar sentado na bancada, quiçá na baderna com o larápio, não senhor. À frente da dita bancada faz uma performance. Sozinho ou com alguns amiguinhos da bancada. Diga que é arte. Pode até promover uma votação diária para um certo conjunto de jurados eleger qual a posição mais original. É que assim haverá o que dizer das intervenções parlamentares do Hugalex: hoje estava de escocês sem roupa interior. Ou: hoje apresentou-se de varina com uma cesta de sardinha congelada à cabeça. Ou: imagine-se aquela cabeça do Hugo, um iluminado, que hoje apareceu paramentado de doutor Honoris Causa da ilustre Universidade de Verão da JSD. Estaria garantido: sempre mediático e a suscitar debates esquerda-direita nos canais televisivos -- que é o que verdadeiramente interessa.


Vejamos então:

Exemplo de posições possíveis para o jovem Hugo Alexandre se apresentar nas sessões do Parlamento

[Aquilo do idiota ideal não tem nada a ver. Ideal a que propósito...?]


Quanto a Ferro Rodrigues, o que aconselho é que veja o vídeo abaixo e treine fazer igual: de novo John Bercow, o Speaker do Parlamento do Reino de Sua Majestade. Ensaie as vezes que forem necessárias para nos proporcionar momentos destes, em especial quando a nova estrela do nosso parlamento pedir a palavra para dizer coisas que devem fazer revolver o Sá Carneiro esteja lá ele onde estiver. Order! Order! Ou Senhor Deputado Hugo Alexandre, escreva mil vezes: 'vou fazer ginástica mental a ver se consigo parecer inteligente'.





E sobre a temática parlamentar com Hugo Soares nesta sua nova posição nada mais tenho a acrescentar. Limitação minha, assumo.

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Permitam que vos aconselhe agora um passeio bem diferente: desçam, por favor, até ao post seguinte e penetrem no calendário Pirelli 2018
Uma loucura.

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quarta-feira, julho 19, 2017

Diz que quer ser Primeiro-Ministro


Quando a capoeira anda sem galo e as galinhas todas às voltas, umas carecas, outras sem cabeça e umas quantas chocas, é o que se vê. 

Este post não é sobre o láparo que esse já era. 

Este post a bem dizer é sobre coisa nenhuma porque o contexto sobre o qual falo é uma casca vazia, de laranja só a lembrança. 

Consta que, na ausência de rei ou roque, a maltinha dá mostras de querer agitar-se. O sítio onde devem ter mais votos deve ser em Loures (e não, não estou a brincar) e é porque a malta que escreve em blogues é uma malta anómala, todos frufrus, salamaleques e agarra-me senão eu bato-te, porque a grande maioria da malta que vota por aquelas bandas quer é que os ciganos se danem e nada como um trumpinhas que promete dar-lhes valentes corridas em osso. Por isso, em Loures a aposta do láparo deve correr-lhe bem. No resto do país vai ser a derrocada e, sabendo disso, é vê-los por aí a dizer que é deixá-lo cair de podre.

Vários se perfilam mas eu aqui só vou falar no melhor de todos. É certo que agora que se pôs elegante perdeu parte da graça mas, ainda assim, a efervescente ausência de tino continua bem evidente. Acresce que os seus hábitos de higienização da jaula dos chimpanzés em pleno exercício euro-parlamentar são assaz conhecidos aquém e além mar e isso, reconheça-se, não é medalha de que muitos possam gabar-se. O facto de ter sido admoestado pelo seu mau comportamento enquanto deputado-queixinhas também o predispõe para lugares mais altaneiros. 

E, assim sendo, com tão vasto CV, Paulo Rangel, já fez saber que não põe de lado avançar para a liderança. É certo que não o diz com esta frontalidade já que ele cultiva outro estilo.

Digamos que as meias palavras a que gostava de dar um tom florentino (atenção: gostava) nunca são pura prosa. Há sempre ali algo de falhado mas, para ter mais gracinha, gongoricamente falhado. Não sabe distinguir a sardinha do carapau -- e está tudo dito.

Tirando isso, só festejar que a vizinha Marques Mendes já por aí ande a distribuir jogo. Chega-se ali ao palco que a SIC lhe oferece e desata na ladinice, fazendo, desfazendo, insinuando, promovendo -- o traquinas.

A malta gosta sempre de ver putos reguilas a fazer das deles. Que eu não sei se o Nóia encaixa melhor na figura do puto reguila se na de vizinha. É que a malta também gosta de ver as vizinhas a jogarem conversa fora, a preverem que este está na retranca, que o outro anda a juntar apoios e que, para aquele outro, uma onda de fundo está em formação. Uma fuxiqueira, aquele Mendinhos.

Mas a verdade é que o airoso rangelito acreditou na boca do Mendes e já se acha uma princesa casadoira. Vou ser rei, vou ser rei! -- consta que diz ele quando se vê ao espelhinho.

Mas eu tenho um conselho a dar-lhe -- e é, de resto, este o propósito deste post. Para voltar a contar com o sorriso na cara dos portugueses, o nosso mignon Rangelito terá que comer muita papa (pode ser maizena, pode ser cerelac, nestum com bué de mel, pode ser açorda com doce de abóbora). Tem é que ser coisa que o faça voltar a encher. É que assim, esganiçado como anda, não convence ninguém.

Eu mostro qual o target que deverá atingir: faz agora oito anos é que ele estava bem, bem alimentado, inspirado, reluzente. Olha-se para ele e diz-se logo: temos homem. Que é como quem diz: aqui está quem vai suceder ao láparo. Estamos desejando.



Lindo. À maneira dele, um verdadeiro GDECO, grande educador da classe obradora

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As imagens provêm do blog We Have Kaos in the Garden

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E, por falar em parlamentos e em momentos inesquecíveis, queiram, por favor, descer para verem o que se passa em terras em que as Primeiras-Ministras se apresentam com sapatos ratados e fazem piadas sexuais para gáudio do Speaker e toda a audiência. É ver para crer.

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sexta-feira, junho 16, 2017

E a Agência do Medicamento vai para...





Bem. Agora que já troquei umas confidências convosco, inclusivamente mostrando-vos o que vou vestir para enfrentar a canícula, vou dedicar-me a assuntos sérios.

Não é que me apeteça. 
Por mim ia era continuar a escrever o meu folhetim (ainda não lhe dei nome porque só me ocorre um nome mas é um nome tão inconveniente que vou continuar a aguardar até que me ocorra um nome politicamente corrrecto). Mas, enfim, noblesse oblige, cá vou eu mergulhar na pós-actualidade. 
A questão é que não quero que achem que sou uma alienada de meia tigela, uma pipoca que nem sponsorizada consegue ser, uma pseudo putativa ficcionista que o mais que consegue é parir folhetins mal arraçados, uma dondoca só dada a frioleiras, felicidades e outros irritantes estados de espírito, uma zinha qualquer que se alheia das polémicas que incendeiam as redes sociais, os balcões televisivos e as bancadas parlamentares. Não, senhores. Esta que aqui vos serve está sempre com um olho no burro e outro no cigano. Por exemplo, não há uma jericada do láparo que me escape. Posso é ter pena e deixar passar. Ainda ontem ou antes de ontem, coitado, com uma conversa tão indigente sobre aquilo da dívida, a querer colar-se à boa gestão da dívida que o governo do Costa anda a fazer, como se o Costa andasse a fazer o que ele diz, ele que, quando no governo, fez tudo ao contrário. Coitado. Completamente maluco. Mas não falo nisso. Não me agrada bater em defuntos (neste caso, defuntos políticos mas, ainda assim, uma criatura que já não faz parte da vida; da vida política, quero eu dizer). Também não me passam ao lado os ciganos. Por exemplo, fartei-me de rir com as palermices do cão com pulgas. 
Eu sei que há leitores que se incomodam com os meus epítetos e compreendo-os. Também não acho elegante tratar um cão com pulgas por um nome próprio humano. Aliás não sou dessas modas. Cão é cão, não é Xavier, Marco ou coisa do género. Portanto, para ir de encontro à vontade desses leitores, não vou chamar-lhes nomes, vou limitar-me a tratá-los pela espécie. Quanto muito, e é se souber, pela raça.

Mas, dizia eu, que vi há pouco um nosso conhecido cão com pulgas a dizer que votaram por unanimidade a candidatura de Lisboa para a Agência do Medicamento mas era uma coisa na base do 'mais coisa, menos coisa' e que quem dizia Lisboa, dizia outra coisa qualquer. 


Também vi a célebre galinha careca toda esgalfinhada a dar no coco do Marcelo, que descentralização não é andar com ela na boca (ela descentralização, não ela galinha-macacuda) ou a bater perna por aí e, qual catavento, a fazer o 10 de Junho por terras de aquém e além mar. Não, senhor. Descentralização é querer uma Agênciazinha-inha-inha em cada Junta de Freguesiazinha-inha-inha.


E até vi o eterno putativo candidato a secretário geral do PSD, aquele que funciona na base agarrem-me senão candidato-me, também com ar enxofrado a dizer não sei o quê mas que Lisboa é que não. E até a Catarina e a Marisa, com aquele seu pendor para a chinela populista, saíram à liça a defender que se deve é mostrar perante o exterior que em Portugal reina a divisão, ou melhor, a confusão.


Ah, e também vi aquela mazona do CDS (deve ser tão má aquela mulher...!), com aquela sua cara embaciada sempre enfurecida, a insultar não sei quem, como se não tivesse sido uma das votantes ou como se fosse uma pobre deslembrada e já não se lembrasse do que votou há um mês.

Todos uns pândegos. Ou será do calor. Neurónios derretidos, quiçá. A inteligência fundiu, escorreu para fora da escabeça e só lá ficou o provincianismo.

Mas eu, eu-zinha, não quero ficar de fora de tão insigne discussão. Também tenho uma palavra a dizer. Se o que foi aprovado por unanimidade pela soberana Assembleia da República é que a candidatura se refere a Lisboa, então Lisboa será. Mas calma aí.


Calma aí porque, sendo eu de vistas largas, entendo que não é a Lisboa-pequena-Lisboa mas a Lisboa-grande-Lisboa. 

E, assim sendo, o meu voto vai para o Ginjal! O lugar mais lindo do mundo, de frente para Lisboa-a-bela, o Tejo correndo a seus pés, alongando-se oceano adentro. 
Que se reabilite com senso e sensibilidade aquele lugar mágico, que se preserve parte da beleza da decadência que por ali reina, que se valorizem os vastos horizontes, que se mostre à cinzenta Europa o que é trabalhar e viver no meio do azul, ao sol, respirando a limpa maresia.

Nem Porto, nem Braga, nem Coimbra, nem a Damaia, nem a Reboleira, nem Olhão nem a Praia dos Tomates: Ginjal, Ginjal, Ginjal! Ginjal! Ginjal! Ginjal!


Registem bem que só vou dizer mais uma vez: 

Agência do Medicamento para o Ginjal.
E não se fala mais nisso.

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quarta-feira, abril 20, 2016

Mário Centeno, Carlos Costa, Maria Luís Albuquerque, Banif, Santander, BCE, etc, etc, etc
- Agora muito a sério:
efectivamente para que é que servem as Comissões de Inquérito Parlamentares?
Se é para dar canal não seria melhor montar um espectáculo à base de um detector de mentiras?
Pergunto.


Carlos Costa e Marilú, dois que já têm o rabo pelado, que já tiram as Comissão de Inquérito de letra

De cada vez que há uma Comissão de Inquérito -- especialmente destas mediáticas em que desfilam sumidades atrás de sumidades, ministros, ex-ministros, banqueiros, ex-banqueiros, reguladores, pseudo-reguladores e toda a espécie de gente, todos sujeitando-se às enxundiosas pesporrências do justiceiro Amorim ou às perguntas secas da pérfida Mortágua ou dos outros, as câmaras das televisões e dos fotógrafos apontadas às caras -- eu interrogo-me: what's the point? Para que serve aquilo para além de proporcionar prazer a alguns dos inquisidores?


Juro que estou a perguntar. Só a perguntar. Se não deixo isto bem claro ainda me arrisco a que o Leitor José Neves aqui apareça a dar-me na cabeça, que eu estou a formular juízos antecipados e que isso só prova a minha ligeireza quando confrontada com assuntos sérios. Ora, não estou a fazer juízos antecipados, não senhor. Juízos, nunca, que eu sou desajuizada mesmo. É mesmo uma dúvida minha.

É que os vejo a chocarem, a chocarem, e nunca dali vi nascer nenhum pinto. Ok, sai um relatório. Mas so what? O relatório serve para quê exactamente?

Ou aquilo serve de braço armado de alguma força policial ou é uma extensão da procuradoria ou dos deputados, quais consultores, sai um conjunto de melhorias a implementar ou, então, todo aquele filme me parece apenas uma forma barata das televisões encherem chouriços.

Ora, se é coisa feita de propósito para dar canal, como dizem os meninos e meninas dos Big Brothers, então sugiro que se faça uma coisa mais artilhada. Sugiro que se dotem de um polígrafo. De cada vez que o inquirido disser uma mentira, o detector de mentiras apitava e iam inquirindo até que a coisa ficasse muda e queda e sobre a cabeça do interrogado aparecesse uma auréloa.

E até acho que podiam criar uma página no Face para que, quem quisesse, sugerisse perguntas. Até eu me inscrevia para mandar brasa.

Ao Carlos Costa perguntava se era verdade que ele usa cuecas de fio dental e teve, em tempos, um namorado gigolo. 


À Marilú perguntava se ela usa aquele vestido preto e branco que lhe realça a rabadilha porque não teve cuidado a escolher ou se acha que assim fica mais sexy. 


Só para ver como é que a coisa resultava. E se o Carlos Costa não percebesse a pergunta, dizia que o tinha confundido com o da Casa dos Segredos já que são os dois igualmente inúteis como reguladores mas que, então, respondesse a outra: passa os dias a dormir ou é ceguinho? 


Uma coisa assim como esta aqui abaixo.

Um detector de mentiras usado nas entrevistas de emprego


(Também me parece uma boa ideia)



NB: 12 inches = +- 30 cm

(Percebe-se...)

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sábado, janeiro 30, 2016

Olhe lá, ó Sr. Passos Coelho! Ainda não curou aquela sua doença do 'bom aluno'?! Que raio de conversa mais pindérica é essa de se gabar de nunca ter passado pelo embaraço de ter um ministro das finanças a ser corrigido pela UTAO? Mas quantas vezes, ó senhor, quantas, foram, consigo, com o Gaspar e com a Albuquerque, o orçamento e a execução orçamental criticados pela UTAO? Já não se lembra? Mas ser criticado ou alertado tem mal? Ou o que tem mal é não acertar uma? Ou o que tem mal é também andar a enganar Bruxelas ou os Portugueses? Ou o que tem mal é andar sempre de calças em baixo a tentar agradar a Bruxelas a troco do que quer que seja? Caraças para o homem, credo.


No post abaixo já deixei uma adivinha e, porque sou uma menina boazinha, deixei também a solução. E não, não é um teste à vossa inteligência ao contrário do que possam pensar: é mesmo só paródia.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra. 

Estou aqui com uma em mente (e que tem a ver com uma fotógrafa de que gosto bastante) e a ver se lá consigo chegar que hoje estou numa de adormecer de minuto a minuto. Mas antes, embora a contragosto, não tenho outro remédio senão voltar ao Láparo. Será sina nossa, este emplastro que não nos deslarga?


À hora de almoço ia de carro quando ouvi um excerto do debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República. 
A propósito, aquela de o António Costa tratar o Passos Coelho, por duas vezes, por senhor primeiro-ministro até parece aquela minha ao tratar o Ney Matogrosso por tal e coiso, que agora tenho vergonha de explicitar (mas que explicitei no outro dia). Há com cada lapsus linguae mais chato...

Mas, dizia eu, ouvi um bocado do debate. Quando parecia claro para todos, incluindo para o próprio, que Passos Coelho, nos quatro anos em que andou a espatifar o país, vendeu em Bruxelas um peixe diferente do que tinha para vender -- nomeadamente vendendo lá fora as medidas temporárias como definitivas -- em vez de, envergonhado, se esconder debaixo da secretária, saíu-se com aquela que escrevi no título, que ao menos nunca tinha passado pelo embaraço de ser corrigido pela UTAO. Ouve-se uma coisas destas e só nos dá vontade de rir. Parece aqueles totós que fazem tudo à socapa, uns sonsos que se fazem passar por bons meninos mas que são uns calinas da pior espécie e que ainda se gabam de, a eles, nunca ninguém os ter posto de castigo. Quem lhe aplicasse um calduço... (metaforicamente falando, claro, que eu não gosto de violência física -- nem mesmo quando o pescoço é de um láparo que parece andar sempre a pedi-las)


A Merkel e o seu discípulo Pinókio (que, por acaso, tem cara de láparo)

Há pouco, enquanto jantava, vi na televisão a cara do figurão enquanto era acusado pela oposição em peso de ter vigarizado ou Bruxelas ou os Portugueses: uma cara de enjoado, sem lábios, ar retorcido, um esgar a caminho de ser um intragável sorriso amarelo. 

Mas agora, enquanto escrevo, vi-o -- com cara de quem está a mentir com quantos dentes tem -- a dizer que as medidas eram temporárias mas que podiam ter efeitos estruturais e que ele sempre disse em Bruxelas uma coisa e a outra. E eu, ouvindo esta criatura, fico com a sensação que o sujeito das três uma: ou não tem vergonha na cara ou não percebe o léxico ou tem um qualquer défice cognitivo. Também pode acontecer que seja o cúmulo da desgraça e que acumule as três.

E é que podia estar calado a ver se a gente se esquece dele. Mas não. É a toda a hora a exibir este seu lado de troca-tintas, mas de troca-tintas destituído porque nada do que diz faz sentido. Caraças.


Esta gente do PSD e CDS que tão más provas deu da sua competência, falhando, uma a uma, todas as metas, desde as do crescimento, às da dívida, passando pelo desemprego ou do cumprimento orçamental, por aí anda a falar como se tivesse alguma autoridade para falar do que quer que seja. 

Não têm autoridade! Nenhuma! Alguém lhes diga isso, por favor.

E em vez de estarem coesos em torno do Governo que anda a lutar por melhores condições para os portugueses, esses pafianos por aí andam anti-patrioticamente a desestabilizar tudo, desde a opinião pública às famigeradas agências de rating. Se soubessem amar, um bocadinho que fosse, o seu País, juntavam forças e, perante o insucesso da receita anterior, defendiam a pés juntos, perante os germanófilos ou os burrocratos ou o escambau, as medidas de alívio que o Governo de António Costa anda a tentar aprovar e apresentar aos sacanas de Bruxelas. Mas não. Vendilhões até ao último estertor (político), não vão descansar enquanto não armarem alguma estrangeirinha. Não há paciência!

Não sei se ainda andam de bandeirinha na lapela mas, se andam, juro-vos que se algum dia me apanho ao pé do láparo lha arranco nem que seja à dentada.


Com tanto tacho que arranjou para os amigos, será que não há nem um que lhe arranje um tacho a ele, na Conchichina de preferência para nunca mais nos entrar na sala sem ter sido convidado?! Pode não saber fazer mais nada mas, ao que consta, lá dizia um anterior patrão, parece que é bom a abrir portas. Mandem-no para a China fazer de porteiro dos amigos da Fosun ou da Three Gorges ou mesmo no comité central do PC chinês. Chiça.

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As imagens provêm, como é bom de ver, da verdadeira arca do tesouro que é o We Have Kaos in the Garden

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E, meus Caros, já não é agora que vou falar da fotógrafa que tinha em mente. Estou a cair para o lado de sono. A ver se amanhã, antes de almoço, o consigo -- que amanhã vou ter o dia preenchido e a meninada cá em casa e excursões familiares aos bisas e etc. Por isso, vamos ver o que consigo fazer.

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Relembro que não devem deixar de ir ver uns amiguinhos nossos ao post que se segue.

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sexta-feira, novembro 20, 2015

Sobre a reacção da Deputada Teresa Caeiro, no Parlamento, a propósito da iniciativa parlamentar do PS de acabar com a taxa moderadora no caso em que as mulheres abortam, só tenho a dizer que se apresentou desconchavada, trauliteira, a usar mau português e, pior, a portar-se como uma Miss Piggy descontrolada


Nesta fotografia a deputada do CDS
até está muito compostinnha.
Agora, na AR, estava um despropósito.
Uma autêntica Miss Piggy mas em versão debochada

Sobre os dislates provocatórios que a senhora Deputada Teresa Caeiro lançou na direcção das bancadas da esquerda, sobre as expressões, sobre os trejeitos que, vistos na televisão, pareceram alarves, só posso dizer que é uma pena que haja deputados que exerçam assim a sua função. 
Não vou aqui reproduzir as vacuidades que proferiu porque acho que estaria, eu, a prestar um mau serviço à democracia evidenciando a fraca qualidade de alguns deputados. 
Sóbria e acutilante esteve Heloísa Apolónia. E enquanto a ouvia, a desorbitada Teggy continuava rebolando-se no seu folguedo pseudo-argumentativo.


A direita está passada dos carretos, fora dos eixos, parece que tudo o que aquela gente diz revela que não está na plena posse das suas capacidades mentais. Um despautério posto em marcha a toda a hora - mas em roda livre. E Teresa Caeiro, do que vi, foi na AR, ontem,o expoente desse desconchavo.

Quanto ao que lá se passou, limito-me a deixar aqui o link para uma das notícias e a dizer que acho bem o resultado da votação porque o mal que uma mulher sofre quando aborta é um mal maior e grande parte das mulheres que o faz, faz, em sofrimento, porque não tem condições para dar uma vida digna aos filhos. Fazê-la pagar uma taxa moderadora, a menos que prove que não pode pagar, é impor-lhe um sacrifício escusado, gratuito, uma coisa mesquinha que revela ausência de compaixão.

Sobre este assunto, recomendo vivamente a leitura do post Linhas cruzadas do magnífico blog Xilre (que hoje tem um post brutal intitulado A proteção do modo de vida ocidental).

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa sexta-feira.

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sábado, outubro 24, 2015

Está na hora de ir para casa, Sr. Cavaco Silva. Não desestabilize mais o País, não afronte mais a democracia portuguesa que custou tanto a conquistar, não inquiete os seus queridos 'mercados'. Go home, Mr. Aníbal, go home.
[E O processo de apagamento em curso - do brilhante FF- e um cartoon da Cristina]






Parafraseando um Leitor, regressei à superfície. Não ouvi o Cavaco (nem tenciono ouvir, que não sou masoquista) nem tão pouco li o que a pacóvia personagem disse. 

O que sei é do que me contaram e das reacções que li agora nos jornais online ou na blogosfera. Ouvi também, há pouco, parte do discurso do Ferro Rodrigues, na qualidade de Presidente da Assembleia da República. Foi eleito por uma maioria de votos, como sempre acontece quando há votações: por maioria. Felizmente temos uma esquerda que, finalmente, resolveu agir com inteligência, superando o que a desune e unindo-se em torno do que a une. Não sei se esta demonstração prática terá sido suficiente para demonstrar aquilo que, na teoria, os PàFs e o seu padrinho Cavaco não quiseram perceber.


Ouvi também apontamentos das reacções, em fóruns distintos, de António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Contudo, todas as manifestações de irritação ou perplexidade face à decisão de Cavaco me parecem algo exageradas.

Confesso: como escrevi no outro dia (para ser publicado ontem à noite), não me espanta a reacção ressabiada e anti-democrática de Cavaco. Sempre assim foi, ele. Tem uma visão distorcida do que é o exercício político (por exemplo, estando há décadas a exercer nefasta acção política continua a achar que não faz parte da classe política portuguesa), não percebe bem como funciona a democracia e parece ter uma visão enviesada da Constituição. Como disse: sempre assim foi - e a verdade é que vai de mal a pior.

Por caridade para com o senhor, seria bom que o pudéssemos pôr em casa para o pouparmos ao nosso desprezo. Contudo, acho que o povo não tem esse poder - o que é uma pena.
A esperança agora está em que algum dos filhos ou netos o convença a que, para não acabar o cargo sob vaias e assobios e visto pelo povo como o pior presidente desta nossa República (para a qual ele mostrou estar a marimbar-se mas nós não), deverá renunciar ao mandato o quanto antes.

Entretanto, Passos Coelho andará a esta hora a ver se consegue alinhavar meia dúzia de patacoadas para fazer de conta de programa de governo (o que, nem isso, deve ser fácil dado que começa a destapar-se o que andou a esconder - nomeadamente a barraca que acabo de ouvir noticiar: a dedução da sobretaxa de IRS afinal não vai ser os 35% que ele e a Pinókia apregoaram durante a campanha eleitoral já que houve uma quebra súbita na colecta fiscal, imagine-se: de um mês para o outro! inesperadamente! por magia!). Deve também andar a ver se consegue arregimentar uma dúzia de figurantes para nos aparecerem como ministros na ópera bufa da tomada de posse. 

Cavaco Silva, com a sua inabilidade e estreiteza de vistas, lançou o país numa situação caricata (em que vai ver o seu pífio poder esboroar-se, sendo criticado abertamente por todo o lado, por toda a gente), numa situação instável, numa situação de nadar em seco - quando, pelo contrário, devíamos era estar a relançar a economia. Mas, ao mesmo tempo, tão zarolhas são as suas atitudes que, querendo atirar a matar na esquerda, o que conseguiu foi dar um tiro na coligação PSD e CDS e, de caminho, ficar com os próprios pés completamente esburacados.


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Ora bem. Não vi nem ouvi a comunicação do Cavaco excomungando os perigosos comunistas e bloquistas da influência política portuguesa mas caíu-me do céu aos trambolhões um vídeo que, consta, lhe serviu de inspiração.

A Sta Padroeira que, parecendo que não, ainda continua a ter alguns devotos


Discurso de Salazar, esse grande estadista, sobre o comunimo



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As imagens que usei para ilustrar o texto provêm, como tantas vezes acontece, do fantástico e inesgotável We Have Kaos in the Garden

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E, uma vez mais (sempre), Ferreira Fernandes assina uma crónica brilhante no DN: 

O processo de apagamento em curso


Cavaco Silva deve ser ouvido pela sua linguagem gestual. 
Quando apontou, esticou o dedo, enfim, indigitou Passos Coelho, entendemos. 
O pior é quando ele fala


(...) Dando-se conta de que talvez não, Cavaco voltou ao boletim. Desta vez, com a parte azul, a mais abrasiva, duma borracha, Cavaco continuou a sua sanha contra aquelas duas linhas malditas. Olhou-nos, outra vez: "E, agora, já perceberam?!" Achando-nos estúpidos, ele insistiu na explicação: com um X-ato, cortou as duas linhas. E com a convicção de que uma imagem vale mais do que cinco pareceres de constitucionalistas mostrou-nos os dois finos buracos em retângulo: os comunistas e os bloquistas tinham sido abolidos da democracia portuguesa. Eu estava num café quando ouvi o senhor Presidente da República. Olhei à volta e foi terrível. Percebi que as pessoas agora nem por gestos entendiam Aníbal Cavaco Silva. Aquilo era um olhar alucinado e poucos viram isso.
Saí do café a matutar na velha e desiludida ideia de que as pessoas só entendem quando lhes batem à própria porta. O abuso cometido, por enquanto, é só um problema "deles", os do PCE e do BE, só 996 872 portugueses, só 18,44% dos votantes, a quem acenaram com um direito que depois rasuraram, mas só a eles. Ninguém, para lá dos comunistas e dos bloquistas, pensou: e se amanhã outro alucinado também me quiser apagar?
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Esquerda com moção única de rejeição ao governo


(Cartoon de Cristina, no DN)
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E estava com vontade de escrever mais qualquer coisa para não acabar o dia com visco salazarento na ponta dos dedos, mas a verdade é que consigo. Estou mesmo perdida de sono. Colocar aqui por baixo algumas palavras ou músicas de jeito seria injusto, iria untá-las de ranço. Por outro lado, para fazer um post novo, estou sem ideias e sem energia. Por isso, com vossa licença, irei retirar-me.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo sábado.

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quinta-feira, julho 23, 2015

Merkel já começou a salvar a Grécia. E o muçulmano, o alentejano e as mulheres da Babilónia. E o padrinho do láparo que, por sinal, é primo da Lacoisa. E a ministra Belinha que parece que (às vezes) não está lá muito bem.


Uns compram ilhas (por exemplo:“There are many opportunities in Greece at the moment and many people are ready to invest”, Mr. Buffet stated.), 
outros preparam-se para deitar o dente ao bancos ou ao que resta.
A bardajona também faz o que pode e é o que se vê. 
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Enquanto isso...


Um muçulmano durante o período do Ramadão senta-se junto a um alentejano no voo Lisboa - Funchal. Quando o avião descola começam a servir as bebidas aos passageiros.

O alentejano pede um tinto de Borba Reserva.

A hospedeira, depois de servir o vinho, pergunta ao muçulmano se quer beber alguma coisa.

Responde este com ar ofendido: Prefiro ser raptado e violado selvaticamente por uma dezena de mulheres da Babilónia antes que uma gota de álcool toque os meus lábios.

O alentejano engasgando-se, devolve rapidamente o copo de tinto à hospedeira e diz: Ê tamém prefiro.  Nã sabia é que se podia escolheri.


Edwin Long - The Babylonian Marriage Market....

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Cavaco, o Boquiaberto, padrinho do Láparo e primo da Lacoisa?


Cavaco defende Passos e contraria Juncker: Portugal não se opôs a um alívio da dívida grega antes das eleições.


“O chefe de Estado ou do governo quer chegar ao seu país e não ter de dizer aos seus contribuintes que têm de pagar para a Grécia não cumprir os seus compromissos em termos de reembolso”

Está certo.

Um mata, outro esfola, um limpa-se, outro vem e põe-lhe a mão por baixo

[E isto já começa a ser penoso, umas figurinhas pacóvias e zé-ninguéns, egoístas, provincianas. E acham que podem chegar cá ao burgo e contar lérias à vontade, esquecem-se que, acto contínuo, alguém aparecerá para os desmentir. Uma vergonha.]

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O vídeo abaixo tem uma duração do além mas podem ir saltando e procurando os excertos em que a senhora ministra Belinha intervém -- e podem apreciar o nível das suas intervenções. Quando as imagens foram conhecidas, logo as línguas viperinas vieram dizer que a senhora tem mau vinho, que quem não aguenta, pois que não beba, outros que não, que nada disso, a Belinha estaria simplesmente gaseada, quelque chose nessa base. Eu não sei. Só imagino é o que serão aquelas reuniões de conselho de ministros: entre esta Anabela Rodrigues e a Paula Teixeira da Cruz devem conseguir-se belos momentos de galhofa. Imagino o vice a rebolar-se de riso e o láparo sem saber como pôr as madamas na ordem. A Marilú não deve estar nem aí, sempre a pensar como há-de entalar os gregos.

Audição da Ministra da Administração Interna na AR



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Deixem que vos convide a ver conselhos práticos (e de ordem científica) sobre como consertar um coração partido: é já a seguir, no post abaixo.
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E hoje fico-me por aqui pois estou verdadeiramente cansada, a dormir em pé (ou melhor, sentada). 

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira. E longos e felizes anos de vida para quem hoje é menino (ou menina) dos anos.

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