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terça-feira, outubro 19, 2021

Oito filmes razoavelmente eróticos

 



Segunda-feira nunca é um bom dia. É daqueles axiomas que é bom que ninguém ouse questionar. Segunda-feira é o início do que pode vir a ser uma sucessão de dias carregados de chatices. Numa segunda-feira as tréguas do fim de semana ainda estão longínquas. 

[Os Leitores reformados, ao lerem isto, esfregam as mãos de contentes: para eles todos os dias são fim de semana. Bem sei. São uns sortudos. Mas lá chegaremos, nós os pobres coitados que por aqui ainda andamos a trabucar.]

Enquanto não, tenta levar-se o melhor possível embora haja quem não se aguente sem moer a paciência aos outros. Para mim o pior é quando olho para a agenda e penso que tenho ali um buraquinho que virá mesmo a calhar para repousar a minha beleza e, acto contínuo, logo recebo uma chamada a pedir que arranje um bocadinho para uma reunião urgente. E uma pessoa tenta que não mas, às tantas, não tem como não e lá se vai o buraquinho à vida. 

[A língua portuguesa é traiçoeira, também sei]

Agora tenho aqui uma coisa a chamar por mim. Ainda antes de ir para a cama terei que ver e despachar esse assunto. Não me apetece nem um pouco pois estive a trabalhar até há pouco, estou mais do que saturada. Mas, quando o dever me chama, parece que não consigo entregar-me ao desfrute da escrita mesmo se de uma colecção de frioleiras postas em palavras se tratar.  Podia saltar por cima disto, do blog. Pois podia. Mas, enfim, ficar sem escrever também não consigo. Addicted to writing.

E, então, pensei escrever sobre uma coisa que li na Vogue francesa: as cenas mais eróticas do cinema. Fui conferir, curiosa. Como é costume nestas coisas, parece que quem escolhe os melhores livros, os melhores filmes, as melhores cenas faz de propósito para deixar os outros a sentirem-se ignorantes. Dos oito filmes, apenas conheço três. E das cenas que consegui ver, talvez por descontextualizadas, não achei grandes espingardas. Além disso, agora acontece uma coisa que me encanita solenemente: ao seleccionar um vídeo que contenha alguma ceninha mais encaloradita, o Youcoiso pede que comprove que sou adulta. Não estou para isso, era o que me faltava. Portanto, como não estou para fornecer comprovativos, marimbo-me para as ditas cenas. 

A beatice vai alastrando. Claro que há que acautelar que as coisas não sejam vistas por crianças. Mas, caneco, parece que preferia as salas de cinema em que a barragem era feita à porta. Agora aqui...? Não basta a publicidade em cima de tudo senão ainda isto...? Que seca, caraças.

Por isso, com tanto entrave e chachada, desisto das listas alheias. Acontece que, para listas próprias, tenho um problema do escambau: não as tenho anotadas, não as tenho de cabeça e, pior ainda, a cabeça não está formatada para fazê-las.

Posso aqui enunciar algumas cenas ou alguns filmes que tenho a certeza que amanhã me ocorrerão outros, provavelmente mil vezes melhores. E não estou certa de que o algoritmo que é mais lápis azul e beato que fedorentozinho de antanho me deixe abrir o vídeo para conferir. Vou tentar mas, acreditem, não garanto que seja muito para levar a sério. E são oito apenas porque não posso ficar aqui a noite toda a puxar pela cabeça ou a tentar encontrar vídeos que expliquem o critério. 

.  1  .

Lady Chatterly, na versão de Pascale Ferran, com Marina Hands e Jean-Louis Coulloc'h um filme belo demais. Mas, mais do que caliente, é belo, belo demais. As cenas mais eróticas apenas são disponibilizadas a quem provar que é adulto. Portanto, vai o trailer.


.  2  .

Dangerous Liaisons de Stephen Frears com Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeiffer, um filme sensual da cabeça aos pés, passando pela insolente língua de Malkovich (e isto já para não falar do olhar, da voz, das mãos, do andar dele, o descaradão e perverso do Visconde de Valmont)


.  3  .

The Horse Whisperer de Robert Redford com ele e com Meryl Streep, envolvente demais


.  4  .

Damage de Louis Malle com Juliete Binoche e Jeremy Irons. Tem a chatice de não acabar bem mas, antes de acabar, é bom até dizer chea, a começar e a acabar na voz do Jeremy Irons


.  5  .

The Unbearable Lightness of Being de Philip Kaufman com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche, Lena Olin, um filme para sempre, com cenas inesquecíveis (a Lena Olin ficará para sempre na minha memória com aquele seu chapéu)


.  6  .

Closer de Mike Nichols com Julia Roberts, Jude Law, Clive Owen
[Larry : You like him coming in your face?; Anna : Yes!  Larry : What does it taste like?; Anna : It tastes like you but sweeter!]



.  7  .

La vie d'Adèle de Abdellatif Kechiche com Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos
O azul definitivamente a cor mais quente


. 8  . 

The French Lieutenant's Woman de Karel Reisz com Meryl Streep e Jeremy Irons. 
Intemporal, belo.


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Desejo-vos uma boa terça-feira
Saúde. Alegria. Boa sorte.

domingo, outubro 04, 2015

1. Sobre uma que ainda haveremos de ver na Quinta das Celebridades a fazer o célebre número da Cátia Palhinha.
2. Sobre a nova moda do slow dating
3. Especial antecipação da noite das eleições


Já vos avisei, meus Caros, sou mediúnica. Antevejo o que vai acontecer a milhas. Já sei quem vai ganhar as eleições. Mas não posso dizer. Por isso, vou ter que falar noutras coisas.


1. A sucessora da Cátia Palhinha



Há pouco recebi um mail que continha uma fotografia. Olhei com atenção. Não queria acreditar no que os meus olhos viam. Chamei o meu marido. Apurou a visão, olhou de longe não fosse a vista cansada estar a pregar-lhe uma partida. Não achou que fosse caso para ir buscar os óculos mas confirmou: 'é mesmo a gaja'. Explico: uma madame nossa (nossa = minha e vossa) conhecida, de quem, volta e meia falo aqui, moça para aí da minha idade, imagino eu, descia a rua, atrás do chefe, com um vestidinho que pouco descia abaixo do decote. Acontece que a garotona estava de braço no ar, em campanha. Então o vestido trepava por ela acima e só não consegui ver se usa cueca da avó ou fio dental ou quiçá mesmo nada. O meu marido, malandreco, sugeriu que se via qualquer coisa, mas não posso aqui reproduzir o quê. Acho que não, acho que aquilo foi mais wishful thinking da parte dele, na gozação. Intrigada, questionei o meu correspondente, o que me tinha enviado a fotografia, sobre se a senhora estaria doida. Respondeu-me que era consabido que a dita ingeria e inalava e que, estando onde está, é um seguro de liberdade para dois figurões que por aí andam, seus correlegionários. 

Fiquei muda e queda, sem saber o que dizer. Assim andamos. E eu que sempre achei que a senhora sistematicamente não anda bem, apesar dos meus dons mediúnicos, nunca me tinha passado pela cabeça tais hábitos. E ainda mais perplexa fiquei com aquele vestidinho, hiper mini-saia. Imagino o que será aquilo lá nas reuniões em que participa. Ou lhe põem à frente algum de outro sindicato, um que não ligue a tais minudências ou, se algum dos galfarros daquele grupinho fica de frente para ela, aquilo deve ser lindo, uma cena tipo Cátia Palhinha. Devem fazer apostas: será que hoje lhe vamos ver a passarinha?

Bem. Adiante.
....

Deixa-me cá ver se me ocorre mais algum assunto interessante que não perturbe a reflexão dos meus Caros Leitores.

Sim, já sei. 

2. Slow dating


Leio que as apps que permitem descobrir possíveis 'companheiros amorosos' numa fracção de segundo e entabular aproximação a vários candidatos em simultâneo começam a cair em desuso. Agora o que está a dar é o slow dating. As pessoas descobrem que é bom dar algum tempo para que a sedução aconteça. Leio e não sei bem de que falam. Não sei de que sites ou apps falam nem consigo perceber que falem em 'nova tendência' ao falarem de encontros em que as pessoas tenham tempo para se conhecerem. 

Chegam ao ponto de enunciar as vantagens de encontros mais lentos por forma a permitirem que um e outro possam reparar nos pormenores e falam como se descobrir isso fosse uma inovação, algo digno de registo.

Penso que devo ter estado fora do planeta durante um século. No meu tempo era normal as pessoas encontrarem-se para se conhecerem. Pelos vistos, durante o tempo em que vivi fora deste mundo, a coisa mudou, percorreu uma linha curva e voltou ao ponto de partida, apanhando-me no mesmo sítio.

Pois eu confirmo: alguma coisa substitui uma troca de olhares? A vontade do contacto, pele contra pele? O sorriso partilhado? As flechadas que se sentem no coração com uma palavra, um sorriso, uma insinuação?

Mas, pronto, ok, slow dating. Na boa. Só tenho pena de, sendo eu mediúnica, não ter adivinhado que isto ia acontecer: é que escusava de estar aqui feita papalva, a mostrar esta surpresa toda.

Mas, enfim, eu ainda sou do tempo de cenas como esta:

Tomas e Tereza em A insustentável leveza do ser


(Se bem que eu puxe mais para a Sabina - talvez também pelo gosto pela fotografia)


3. Especial noite de eleições


Com os meus dotes mediúnicos, o que abaixo vos mostro é o que antevejo para a noite televisiva desta noite de 4 de Outubro: comentadores aos saltos, apontamentos de reportagem estapafúrdios: as previsões, as análises, as considerações, as certidões de óbito, as loas, as conversas à toa. E os partidos ganhadores e os perdedores e os que ganharam porque perderam e os que perderam porque ganharam e os ganharam porque ganham sempre mesmo quando perdem sempre. E os partidos parvos e os partidos sensíveis. E os papagaios acéfalos e os doutores-sabedores. E os outros. E os mesmos de sempre.



...

De resto, só mais uma coisa: votem, pela vossa saúde.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo dia de domingo.
E que o futuro volte a ser um lugar que apeteça visitar.
..

terça-feira, agosto 04, 2015

Pornografia?... Ná, hoje não... Fico-me pelos inocentes jogos de amor.


Depois do tema do amor e do vídeo do post abaixo, para me fazer passar por inteligente e superior às petites choses du coeur, fiz mais uma tentativa, a sério que fiz: percorri os jornais económicos, vi as aselhices fiscais do governo, todas as outras que são de todas as espécies e feitios, li sobre o pagode que são os cartazes do PS (e digo pagode porque aquilo mais me parece coisa chinesa, do tempo do Mao, para aí, uma coisa pirosa todos os dias), e percorri os jornais generalistas -- e nada -- e as revistinhas pink, tudo -- e nada -- tentando descobrir temas onde pudesse vir para aqui dar-me ares. Mas a verdade é que ou sou eu que estou desinspirada ou é o mundo que anda meio sem graça. 
Claro que há temas sérios, horrendos, mas desses eu só falo quando tenho sossego para rodear as palavras de silêncio. Por isso, espero sentir-me com a gravidade certa na ponta dos dedos para falar nisso e, não sendo hoje, passo à frente. 

Ainda pensei falar de obscenidades. Pornografia. Hardcore, coisa da pesada mesmo: cerca de meio milhão de euros o casório do Jorge Mendes e da sua bem amada Sandra, a ilha grega oferecida pelo Ronaldo, Serralves transformada em sala de baile para futebolistas, treinadores e suas bem arraçadas esposas, advogados e suas coloridas madames, as ruas do Porto cortadas para o grande desfile do dinheiro. Por exemplo. 


O rico casalinho: Jorge e Sandra

O Jorginho e a generosa Sandrinha, aqui à civil

Cristiano Ronaldo entre altas cilindradas e seguranças

Lobo Xavi€r e S€nhora - of cours€, as usual


Tanto que haveria a dizer se hoje estivesse numa de porno... Mas hoje estou mais para o romântico do que para a pornochanchada e, portanto, passo por cima desse happening jorge-e-sandra-mendista regado a milhões e volto-me de novo para o amor.

Mas, dissertar sobre o amor, hoje não, não estou muito fluente. Para falar a sério teria que ser científica, sistemática, e não estou a sentir-me com paciência para me manter no trilho do rigor e do bom comportamento.

Por exemplo, deveria compartimentar os diferentes tipos de amor ou as diversas formas de se manifestar: o amor das mulheres mais novas por homens com patine, ou de mulheres velhas por inexperientes pupilos ou de mulheres introvertidas por homens histriónicos ou vice-versa, ou de mulheres feias por mulheres bonitas ou de intelectuais de esquerda por beatos conservadores ou de homens machões por homens machões. Podia, claro. Até podia falar sobre o amor no ambiente de trabalho sobre o qual acabei de ler que é frequente e que até faz bem à conjugalidade (Flasher sur un collègue peut booster votre couple!). Mas não me está a dar para isso, estou preguiçosa.

Por isso, com vossa licença, abrevio razões e avanço para as fitas.


Jogos proibidos 

(cenas do Paciente Inglês)



Though it's forbidden for my arms to hold you
And though it's forbidden, my tears must have told you
That I hold you secretly each time we meet
In these forbidden games that I play


A liberdade sonhada

(cenas de Lady Chatterley)




O amor à solta

(cenas de A insustentável leveza do ser)




'Não beijo estranhos'

(uma cena de Closer)



Ora bem. Sim, senhor.

......

Relembro que, no post abaixo, continua o climinha: amor.
Para que serve o amor? 

.......

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira. 
De preferência com muito amor, muitos beijos, muito romance. 
(Mesmo que não saibam para que é que isso serve).

...

domingo, outubro 06, 2013

'Escrevo-te, logo existes'? - Emma Bovary e Flaubert, Rui e Dulce Maria Cardoso, Milena e Lídia Jorge, refere, a título de exemplo, Ana Soromenho na Revista do Expresso. [A (des)propósito: alguém sabe o que é feito de Eva? Ou se a Lídia e o Paulo terão adoptado uma criança?]


Na Revista do Expresso, Ana Soromenho escreve um interessante artigo sobre personagens literários que ganham contornos de gente de verdade e que acabam por ficar para a história de forma vívida, como se tivessem existido de verdade.


Vários exemplos são referidos, alguns escritores foram ouvidos (incluindo o Valtinho a quem parece que toda a gente teima em incluir na categoria dos escritores). Se há um Mário de Carvalho que cria, usa e depois arruma os seus personagens, há os outros que, de forma geral, ficam com eles a viver uma vida paralela dentro da sua cabeça.




Tenho pensado por vezes nisto. 




Quem é mais real? Personagens como uma Maria Eduarda (de Os Maias de Eça de Queirós) ou um Ravic e Joan Madou (do Arco do Triunfo de Erich Maria Remarque) ou Robert Jordan e Maria (de Por quem os Sinos Dobram de Hemingway), e tantos, tantos outros, que quem teve o prazer de conhecer não mais esquecerá, ou o Zé Maria dos Anzóis que teve carne e osso mas de quem nem os bisnetos se calhar ouviram falar quanto mais eu e você, meu Caro Leitor?



(Foi pura coincidência a repetição da Ingrid Bergman. Lembrei-me dos personagens dos livros e, apenas ao escrever sobre eles aqui, me dei conta de que, em ambos os casos, foi Ingrid Bergman que lhes deu corpo. No entanto, a própria Ingrid Bergman já se foi há uns anos e são essencialmente as personagens que interpretou que ficarão na nossa memória, mais do que, propriamente, a vida real dela - que, por acaso, até foi uma vida bem cheia de romance e aventura)




Na minha vida fora da internet não sou nada de me colocar no centro da conversa mas, aqui, em que não posso ouvir as vossas opiniões, tenho eu que fazer a conversa toda. Por isso, trago à liça tantas vezes o meu caso pessoal. Percebam que não me considero referencial para coisa nenhuma mas, à falta de quem aqui exerça o contraditório, tenho eu que me chegar à frente.

Vem este aparte agora a propósito de que, também a mim - que não me considero escritora, mas nem de longe nem de perto mas que na minha useira e vezeira insustentável leveza do ser, já me deitei a ficcionar por estas bandas uma dúzia de vezes - me acontece ficar com alguns personagens a viverem ao meu lado, uma existência quase paralela à minha.

Lídia, a mulher triste, Eva, a sedutora, Isabel, a ciumenta (cuja história nunca foi acabada), Tomás, o carpinteiro calado e digno, Paulo, o homem que restituíu o sorriso a Lídia, são alguns em quem penso muitas vezes. O que andarão a fazer? Por onde andarão? 

Por vezes, dou por mim curiosa como se eles fossem gente de verdade. Para mim são. Dei-lhes um bom bocado da minha vida e depois ganharam vida própria. Quando me sentava aqui a escrever nunca sabia o que ia sair, eram eles que me contavam o que faziam. Afeiçoei-me a eles. De cada vez que acabei uma das minhas histórias foi sempre com pena por me ir separar deles.

Ora se isto acontece comigo e com os meus personagens, imagino o que se passará com escritores de verdade.

O mundo é habitado por muitos seres, uns a quem o sangue alguma vez correu nas veias e outros que, apesar de sempre terem sido intangíveis, são eternos.

*

E, já agora, por insustentável leveza do ser, aqui vos deixo o trailer da adaptação do livro homónimo de Milan Kundera, com realização de Philip Kaufman


Daniel Day-Lewis é Tomas, Juliette Binoche é Tereza e Lena Olin é Sabina

(E não me venham dizer que Tomas, Tereza e Sabina nunca existiram... Então eu não li a história deles? Eu não os vi depois? Não me lembro eu tão bem, até, do cão que a Tereza tinha e do desgosto tão grande no fim? Então não me lembro? Vão agora dizer-me que inventei tudo?)


*

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo domingo.

sábado, novembro 03, 2012

Sobre o amor, seja ele do puro, do impuro, do sonhado, do desejado, do proibido. A voz a quem o sabe cantar, dizer, dançar, viver. Vasco Graça Moura, Billy Paul, Melody Gardot, Edith Warthon, Michelle Pfeiffer, Daniel Day-Lewis, Shakespeare, Alan Rickman, Grupo Corpo e Lecuona. Até porque 'é mais doce no outono a tua pele'


                                             despi-la dos reflexos nervosos da seda moirée lilás.
                                             desapertar-lhe as rendas devagar. deixar-lhe
                                             as pérolas apenas sobre o peito. ver-lhe a pele
                                             luminescente e branca na semiobscuridade.
                                             descalçá-la e afagar-lhe os pés.
                                             beber riesling de olhos nos olhos, incandescentes.
                                             aspirar o seu perfume de água de rosas.
                                             desatar-lhe as cascatas negras do cabelo.
                                             tocar a macieza do seu colo, sentir pétalas.
                                             e ousar percorrer-lhe as sombras.
                                             estremecer sem poder ainda acreditar.
                                             ver a luz das velas a reflectir-se nos espelhos
                                             como estrelas a transformarem-se em música e gemidos.






                                                falo às vezes do amor, dos seus dilemas,
                                                e das noites de insónia em que me viro
                                                para um e outro lado, mas prefiro
                                                que o próprio amor escreva os meus poemas.

                                                se o faz, à própria vida é que retiro
                                                casos por mim passados e outros temas,
                                                para depois usar estratagemas
                                                de mentira e verdade e lhes adiro.

                                                e então digo e desdigo e contradigo
                                                o dito e o não dito, e deixo o gosto
                                                das entrelinhas do que não consigo

                                                dizer de outra maneira e é suposto
                                                andar a vida toda em mim, comigo:
                                                e assim falo do amor e do teu rosto.






                                                ela guardava os sentimentos
                                                como um animal ferido que se agarra
                                                à vida por de dentro

                                                e a vai perdendo devagar
                                                enquanto sangra e sofre
                                                emudecendo.

                                                então beijavas-lhe
                                                os seus próprios gemidos, a sua
                                                desolada liberdade, o que no seu

                                                olhar se enevoava,
                                                não lhe peças mais nada,
                                                não lhe digas

                                                mais nada, mas não deixes
                                                que a noite toma conta dela e
                                                dite as suas leis.






                                                  como sentir a tua cara rente
                                                  à minha e as tuas mãos nas minhas, ou
                                                  como se a dança amarguradamente
                                                  nos desse nesta noite ainda um slow

                                                  levado a medo, apenas a ternura
                                                  a conduzir de leve os nossos passos
                                                  e o corpo estremecendo-te à procura
                                                  do seu lugar na grade dos meus braços,

                                                  e a luz, fina película de vidros
                                                  por entre a frialdade de janeiro,
                                                  a trespassar os corações partidos
                                                  estranhamente, e o meu sendo o primeiro,

                                                  como se não doesse o que doía
                                                  na própria dor tingida de alegria.






devagar, devagar. é mais doce no outono a tua pele.







                                                    My mistress' eyes are nothing like the sun;
                                                    Coral is far more red than her lips' red;
                                                    If snow be white, why then her breasts are dun;
                                                    If hairs be wires, black wires grow on her head.
                                                    I have seen roses damask'd, red and white,
                                                    But no such roses see I in her cheeks;
                                                    And in some perfumes is there more delight
                                                    Than in the breath that from my mistress reeks.
                                                    I love to hear her speak, yet well I know
                                                    That music hath a far more pleasing sound;
                                                    I grant I never saw a goddess go;
                                                    My mistress, when she walks, treads on the ground:
                                                    And yet, by heaven, I think my love as rare
                                                    As any she belied with false compare.


*

Este último poema, em inglês, dito encantatoriamente por Alan Rickman, é o Soneto 130 de Shakespeare.

Todos os outros são de Vasco Graça Moura, podem ser lidos no seu novo livro, 'Poesia Reunida', e chamam-se respectivamente: 

                                                        o rei e lola montez: infinitos
                                                        soneto de companhia
                                                        o fim da noite
                                                        como a sentir a tua cara rente
                                                        setembro - o último verso

A primeira canção é Me and Mrs Jones e prefiro esta versão de Billy Paul à do Michel Bublé. Este tem voz de veludo mas, para esta canção, pede-se mais que isso, pede-se um tom imperfeito, com um certo sabor a a pecado, e a voz de Billy Paul, em minha opinião, sugere isso. As imagens que acompanham são consideravelmente kitch mas, enfim, foi o que se arranjou.

A canção seguinte é Love me like a river does e é de Melody Gardot que, como é sabido, tem uma voz que apela à sedução, à intimidade. Neste caso as imagens são mais do meu agrado.

O filme é a Idade da Inocência, baseado na obra de Edith Warthon e é interpretado por Michelle Pfeiffer, Daniel Day-Lewis e Winona Ryder.

Finalmente o Grupo Corpo, que tem assento cativo no Um Jeito Manso e que, somo é sabido, eu adoro, interpreta (maravilhosamente) mais uma composição de Lecuona.

*

Desejo-vos um sábado (chuvoso e ventoso) bem aconchegado e feliz. 
E, se possível, cheio de amor ou de vontade de o encontrar.

*

PS: Volto às entradas no Um Jeito Manso através de palavras que se escrevem nos motores de busca. Gosto sempre de ver estas estatísticas. É o meu momento Monty Python. Farto-me de rir e, frequentemente, acho que não faz sentido pois não percebo como, escrevendo aquilo no google, se vem parar aqui. 

Hoje para além de algumas mais 'normais' como 'Kandinsky', 'Chirico', 'alfarrabistas na guarda', 'antiquários', 'grandes cavalos azuis', 'Ana Drago', etc, lá voltou a aparecer, e mais do que uma vez, 'mulher de vítor gaspar' (pessoa de que nunca falei nem imagino quem seja), e, reparem bem, estas duas que me deram que pensar: 'Preferência dos portugueses nas relações sexuais' e, imagine-se, 'susana desdentada'.

Alguém escreveu 'susana desdentada' (quem será ela?) e veio cá parar. Tentei reproduzir o facto para ver a que mensagem ia ter mas não descobri.  Só espero que não fosse parar à mesma mensagem a que se vai ter quando se quer saber qual a preferência dos portugueses nas relações sexuais. 

domingo, outubro 14, 2012

Segundo o Expresso, dos 50 filmes que toda a gente deve ver... tenho que confessar que não vi uma parte razoável e que vejo ali outros que vi e não achei nada por aí além. Mas, enfim, gostos não se discutem, não é?,


Quando quero ver um filme, o meu marido costuma perguntar quantas estrelas lhe dão os críticos. Se dão mais do que três ele fica desconfiado, já hesita. E eu tenho que lhe dar razão. Poucas vezes gostei muito de filmes a que davam 4 ou cinco estrelas.

Da lista seleccionada por Manuel S. Fonseca, Francisco Ferreira, Pedro Mexia, Jorge Leitão Ramos, Vasco Baptista Marques e António Loja Neves fazem parte filmes que vi e de que gostei como o Paris, Texas, o Apocalipse Now, a Morte em Veneza, Belle de Jour, o Anjo Azul, Luzes na Cidade. Vi outros, alguns dos clássicos, mas tenho dificuldade em incluí-los nos meus preferidos. E vejo ali outros, não clássicos (como, por exemplo, O joelho de Claire, um dos preferidos de Pedro Mexia), que não achei nada de extraordinário.

Por outro lado, não vejo ali filmes de que gostei bastante. Claro que não sou cinéfila nem sou capaz de sustentar comparações que envolvam mais do que o meu gosto pessoal. Nem tenho grande memória para agora me pôr aqui a hierarquizar os filmes da minha vida.

Por isso, é ao correr dos dedos e sem a pretensão de incluir todos os que elegeria se me esforçasse mais que aqui vou incluir alguns que me estão na memória como sendo filmes que me ficaram marcados. Há a história, há os actores (Meryl Streep, Jeremy Irons, Glenn Close, Malkovich, Juliette Binoche, Daniel Day-Lewis, Robert Redford, Kristin Scott-Thomas, Daniel Auteil, Sabine Azéma, Robert de Niro, etc), há a realização, há a imagem, há a música. Não saberei bem dizer.

Alguns já aqui os mencionei, incluindo até os trailers. Perdoem-me, portanto, a repetição.


Pintar ou fazer amor




Um de que falei muito recentemente: Lady Chatterly




Um muito anterior, A amante do Tenente Francês




A insustentável leveza do ser




Ligações perigosas (Dangerous Liaisons)




África minha




As pontes de Madison County




Closer (Perto demais)




Damage



O encantador de cavalos




E não vos maço mais pois agora, de repente, comecei a lembrar-me de muitos mais, como o Lágrimas e Suspiros, o Paciente Inglês, a Violação, O Carteiro de Pablo Neruda, o Taxi Driver, Lili Marleen, Annie Hall, etc, etc, etc, etc, e até o Braveheart.

Mas é isso, não gosto nem de experimentalismos, nem de filmes muito conceptuais, nem de filmes que destilam violência gratuita, ou depressivos, ou chatos. Pelos filmes que me ocorreram assim de repente e cujos clips aqui coloquei, constato que sou essencialmente uma romântica, coisa que de resto, já estava farta de saber.


PS: Volto ao texto depois de ler o comentário, que agradeço, da Leitora Maria e que poderão aqui abaixo e que relembrou alguns dos seus filmes e que são também alguns dos meus. Convido-vos, pois, a abrir os comentários para os ver. No entanto, vejo-me quase compelida a acrescentar aqui pelo menos três desses.

O primeiro filme que me marcou fortemente, andava eu no liceu:

E tudo o vento levou




Casablanca




1900




E claro que fico ainda com vontade de referir também o Jogo de Lágrimas, o M. Butterfly, A room with a view (não traduzido porque não me lembro se a tradução foi literal), A Idade da Inocência, etc, etc, mas não vou aqui ficar a escrever o resto do dia a maçar-vos.

**

Tenham, meus Caros, um belo domingo.

E, já agora, uma sugestão: acendam uma velinha para que nas reuniões do (des)governo deste fim de semana, das duas uma: que saia dali um orçamento que reponha os ordenados e os impostos para que fiquem iguais aos que eram há uns dois anos e com medidas para o relançamento da economia ou, então, que os ponham tão ridiculamente altos que Cavaco Silva se veja obrigado a dar uma valente e definitiva corrida em osso ao Passos Coelho logo na segunda feira, xô, xô, xô daqui para fora já!

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Nova Receita de Homem ou aquilo que as mulheres devem requerer de um homem - Os 10 mandamentos e o tão desejável bónus

 
Que sejam os homens a declarar o que, em sua opinião, torna uma mulher interessante.

Mas sobre o que uma mulher prefere nos homens vou aqui dar a minha opinião, ou melhor, vou fazer um refreshment (em tempos escrevi uma Receita de Homem, Aula Teórica e Casos Práticos e uma Adenda e até hoje tenho imensas visitas a essas páginas (devem ser os homens a ver se aprendem a lição).

Pode rever aqui. Desse post poderá saltar para os outros dois que o precederam (poderá encarar-se como uma sessão de coaching em três actos).

Agora não vou ser muito original porque penso o mesmo há muitos anos. Talvez varie a minha tolerância ou intolerância mas, no essencial, a coisa mantém-se quase inalterável. De qualquer forma, vou escrever livremente e nem vou ver o que escrevi há um ano atrás, para não me sentir condicionada.

Vou ilustrar com figuras ligadas ao cinema e espero que volte a ser um colírio (vidé um dos comentários da Dona da Casa)  para os olhos das meninas (ou de alguns meninos - tanto se me dá).

As fotografias são, na sua maioria, da Annie Leibovitz, claro; também há uma uma de Irving Penn e há outra cujo autor não identifiquei.

Mas então cá vamos.

.1.

Clint Eastwood por Annie Leibovitz

A inteligência é talvez o mais importante e é absolutamente indispensável. O amor, tal como a paixão, tal como o sexo, é una cosa mentale. Nunca se esqueçam disso.


.2.

James Gandolfini, Tony Soprano, por Annie Leibovitz

O sentido de humor, que é uma manifestação superior e saudável da inteligência, talvez venha logo a seguir. Um homem que faça rir uma mulher está no bom caminho. Se você que é homem, é desprovido de sentido de humor, esqueça.

.3. 

Johny Depp por Annie Leibovitz

Ter um q.b. de malícia, de preferência uma malícia requintada (e não me pergunte o que é isso porque é indizível) é muito importante. Saber olhar, saber mostrar que quer, saber dizer que quer – sem ser vulgar, maçador, cola – é indispensável. Se você que é homem, é um tímido incorrigível, se tem vergonha de olhar, se tem medo de dizer, esqueça.


.4.

John Malkovich


Ter interesses, de preferência interesses inesperados, é um plus que não se dispensa. Se você que é homem não é capaz de se interessar por coisa nenhuma, se não consegue ter uma conversa de jeito, esqueça.

... Ter interesses, sim, mas nada de exageros, nada de obsessões porque se monopolizar uma conversa com citações, nomes de autores, nomes de livros, anos de edições, pormenores fastidiosos quando desfiados com ar erudito, ou nomes e hábitos de passarinhos, ou se souber tudo o que há para saber de marcas de carros, motores, cilindradas, provas de condução, ou quaisquer outras manias levadas ao exagero, esqueça.


.5.

Sean Connery por Annie Leibovitz


Ser razoavelmente culto, com curiosidade por aprender e com consciência das normais limitações de qualquer ser humano, gostar de partilhar generosamente os conhecimentos e as dúvidas ou as perplexidades, são coisas imprescindíveis. Gente ignorante, gente que acha que já sabe o suficiente ou gente que não tem noção de que o que sabe é uma infinitésima parte do que há para saber, gente que não gosta de ensinar ou discutir humildemente, ouvindo as opiniões alheias, é coisa que não se pode suportar.


.6.

Daniel Day-Lewis em The ballad of Jack & Rose

Ser carinhoso, afectuoso, meiguinho (mas não carente, melga, pegajoso) é obviamente indispensável. E deve perceber que a vida a dois deve ser uma relação win-win. Não é uma luta corpo a corpo, olho por olho, dente por dente. Amizade, afecto, compreensão, respeito, tolerância são as buzz words a fixar. E deve perceber que deve ser capaz de olhar com doçura, ter um abraço aconchegante, ter um beijo insubstituível.


.7.

Jamie Foxx por Annie Leibovitz
 
Vestir-se bem é muito importante mas, apenas, se tiver o cuidado de não se perceber que tem cuidado com isso. Um homem que vista um fato de riscas com camisa de riscas ou quadrados, ou uma camisa assim e gravata às bolinhas, ou um homem que use uma gravata shining cor de rosa ou amarelo bebé, ou que use alfinetinhos de gravatas, ou um anelinho no dedo ou uma pulseirinha ou outras coisas do género, só se tiver como target uma mulher desesperada que esteja por tudo. Um homem quer-se sóbrio, discreto, deve fazer-se notar por si mesmo, quanto muito pela forma como a roupa lhe cai bem e não pela roupa em si. Homens com manias de modas, de marcas, todos com coisinhas, são para esquecer. Já agora que saibam que calças desportivas, de sarja de algodão ou bombazina não se usam com vinco, please...


.8.

George Clooney por Annie Leibovitz



Os homens não devem ligar mais do que o socialmente tolerável a gadgets. Os que os exibem a torto e a direito, já viram o meu iPad?, já viram o meu relógio?, já viram a minha caneta? já sabem da minha mota? - só me fazem lembrar aquelas meninas parvinhas com estojos cheios de lápis, canetinhas, apara lápis, tudo da Hello Kitty. Meninas fujam dessas fracas cabecinhas!


 .9.

Alex Atala, um chef, por Annie Leibovitz

Homens que saibam cozinhar têm uma óbvia vantagem sobre os outros (desde que preencham os pré-requisitos anteriores, claro...!). Se, então, souberem fazer uma comida requintada, gourmet, isso será ouro sobre azul mas há que não querer o impossível.

Por isso, se souber fazer uma coisa simples já se aceita. Mas se nem isso, ao menos que faça uma salada decente, bem apresentada. Ou que saiba, no mínimo, preparar uma tábua de queijos ou, vá lá, ao menos apresentar um prato de pão devidamente cortadinho e organizado. Mas alguma coisa deve ser capaz de fazer. Se você que é homem, não está nem aí e é daqueles que, chegada a hora, se apresenta, todo lampeiro, para papar, quase que para lhe darem a papinha à boca, esqueça - será descartado na primeira oportunidade.

.10.

Damien Hirst por Annie Leibovitz

Um homem deve ainda portar-se mal de vez em quando, dizer disparates injustificáveis (de vez em quando), deve ser capaz de se rir de si próprio, deve ter um toque de louca imprevisbilidade, deve, sobretudo, ser capaz de mostrar que é humano e imperfeito. Meninos da mamã, tozés-seguros e outros betinhos que tais, são uns maçadores sem pitada de graça.


 .11.
(Bónus)

Al Pacino que dançou um dos melhores tangos da história do cinema
aqui por Irving Penn

Já agora, uma coisa que faria toda a diferença mas aí já eu acho que, nós, mulheres, temos que condescender - seria a cereja em cima do bolo se soubesse dançar tango com garbo, sensualidade, malandrice.

Mas isso, se há homens que cumprem com estes 11 requisitos, quem os descobre, fecha-os a sete chaves. Nunca vi nenhum. Consta que há uns quantos enclausurados em caves, tipo Natasha Kampush, não vá alguma outra mulher deitar-lhes logo a mão. Eu deitava.


&&&&&&


E é isto, meus Amigos do sexo masculino (e que gostam de agradar a mulheres), aprimorem-se, treinem.

E vocês, minhas Amigas casadoiras, sujeitem os candidatos a um testezito psico-técnico para não levarem um gatinho mal amanhado em vez de uma lebre ou melhor, (não vá as lebres serem todas do sexo feminino), em vez de um tigre.


Divirtam-se e tenham uma boa semana!

 

quinta-feira, junho 09, 2011

A idade da inocência

A idade da inocência, da autoria de Edith Wharton, foi publicado em 1920 e Prémio Pulitzer. Em 1993 Martin Scorcese dirigiu com mestria o filme em que Daniel Day-Lewis e Michelle Pfeiffer vivem uma improvável e ardente paixão. Desempenhos brilhantes. Mas, sobretudo, um ambiente que me encanta, palavras que soam muito bem ditas por quem as diz de forma sentida.

Hoje não me apetece falar de António José Seguro, baço, velho desde que nasceu, ou mesmo de Francisco Assis (de quem gosto, apesar de ter preferido António Costa), das reuniões entre o PPC e o PP (que deve andar com as orelhas a arder), nem me apetece falar de todos estes comentadores que enxameiam as televisões, estão por todo o lado, cada um dá palpites e todos se repetem, sabem todos muitas coisas mas não dizem nada de relevante. Que falta de paciência para tanto papagaio.

Hoje só me apetece ouvir música como a que coloquei no post abaixo, ir ler um livro que comprei hoje (Camera Work, Alfred Stieglitz) e ver filmes assim, perfeitos. 

quarta-feira, abril 27, 2011

'A insustentável leveza do ser' - grandes momentos da literatura e do cinema

The Unbearable Lightness of Being

Baseado no livro homónimo de Milan Kundera, o filme, realizado por Philip Kaufman, conta com a participação de três carismáticos intérpretes: Daniel Day-Lewis, Juliete Binoche, Lena Olin.