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domingo, março 16, 2025

O Chicão cresceu! Tenho gostado de ouvir o Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS, nas noites da CNN.

 

Há uns anos era ainda muito verdinho, ainda pouco conseguia impor as suas ideias. Mas agora não, agora está mais maduro, tem as ideias mais arrumadas. E fala bem, tem verve, usa um vocabulário interessante.

As trocas de ideias com Pedro Costa (PS) são sempre bem dispostas, educadas, elegantes.

Ouço-os de gosto. A política pode ser um exercício civilizado.

segunda-feira, janeiro 31, 2022

O Chicão já era. Obviamente. O CDS foi levado na enxurrada. Zero deputados. Mais um líder ao fundo. Cada tiro, cada melro.

[Legislativas 2022 - Post Nº 12]

 

O Marcelo pediu mudança e os portugueses deram-lha: aplicaram uma valente tareia no PSD, no CDS, no PCP e no Bloco. Uma coisa como (quase) ninguém estava à espera. Os respectivos líderes provavelmente irão todos à vida e fazem bem se forem pois, de uma maneira ou de outra, fizeram mal ao país ao abrirem a estúpida crise política que conduziu a este processo eleitoral. Se dúvidas houvesse, os portugueses clarificaram o que queriam. O que queriam, não: o que querem. 

Foi mau para todos estes quatro partidos mas talvez o pior tenha sido o que aconteceu ao CDS: desaparece do mapa parlamentar. Na sua inocência, convencido que os portugueses vão em contrafações, o Chicão bem quis parecer-se com o Ventura. Não vão. 

E, com o vazio criado pelas fracas lideranças do CDS e do PSD e empurrados pelo PCP e pelo BE, abriu-se o espaço de que o populismo está sempre à espreita. 

Com aqueles olhinhos azuis de boneco e a fazer biquinho, o Chicão anunciou a sua inevitável demissão.

Portanto, com a sua actuação por vezes errática e, por vezes, a parecer oportunista, Marcelo conseguiu a linda proeza de provocar uma situação inédita: quatro dos principais partidos com representação parlamentar sofreram uma humilhação e vão certamente ver-se sem líderes a curto prazo. 

Mas talvez isto não seja mau. A renovação pode ser uma coisa boa -- assim haja inteligência e mão firme para fazer frente ao populismo trauliteiro do Ventura.

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E queiram, por favor, continuar a descer

Ups... querem lá ver que não vamos ter o Chicão como Ministro da Defesa...

[Legislativas 2022 - Post Nº 3]

 

Tadinho do puto. Se puderem ir levar-lhe uma chucha, seria simpático. O puto já por aí todo prosa a anunciar que já sabia o que ia fazer quando fosse Ministro... 

[Mas vamos com calma. Vitórias só com resultados, não com sondagens]

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E queiram, pf, continuar a descer

terça-feira, janeiro 18, 2022

Legislativas 2022 / RTP: Grande Debate televisivo entre os 9 maiores
-- balanço final
(e disclaimer sobre o meu quadrante político)


Acabou o debate e, no fim, pouco tenho a acrescentar ao que escrevi no início. O facto é que adormeci e, ao acordar, voltei a ouvir  o que estavam a dizer no início. Déjà-vu.

Por isso fico-me por onde já estava:
  • O António Costa obviamente está com a sua gravata verde. Continua bem disposto, tranquilo e a falar com segurança.
  • Tirando isso, isto ainda nem arrancou e o Rui Rio já está a falar alto de mais, dando mostras de querer desorientar-se.
  • Catarina Martins continua loura e com aquele seu arzinho sonso e teatreiro. Não aprende. Julga que está a falar para parvos e que pode continuar a vender a sua hipocrisia como se alguém acreditasse que é a santinha que finge que é. Aquele sorrisinho já não se aguenta.
  • João Oliveira continua entroncado e tisnado, com ar de quem se alimenta bem. Poderia ser um potente motorista ou um valente agricultor. Vem com a conversa engatilhada e fala compulsivamente, sem ser capaz de ir straight to the point. Não sou de dizer isto mas hoje tenho que dizer: o homem engoliu a velha cassete do PCP.
  • O Chicão começou por dizer uma anedota, o que fez o António Costa desatar a rir. Está aqui para fazer um número de stand up e tentar mostrar que é um sarrafeiro ainda pior que o Ventura. Trazer putos que estão na idade da ramboia para uma cena destas só podia dar em baderna. Alguém o leve, se faz favor, com os seus lindos olhos azuis, de volta para a escola infantil. E vistam-lhe um bibe para ficar ainda mais fofo.
  • A Inês Sousa Real veio com um look discreto que lhe fica muito melhor do que o último em que estava muito gaiteira. Mantém-se assertiva, bem preparada e continua a surpreender-me. 
  • O Ventura falou, falou, falou e, como sempre, não disse nada. É um espalha-brasas, um vendedor de banha da cobra, uma nódoa
  • O Cotrim Figueiredo está com ar lavadinho, parece que saiu do banho, mantém-se bonitinho como sempre... mas hoje está irritadiço. A continuar assim deixo de lhe prestar atenção. Não gosto de gente que se arma em agressiva. 
  • O Rui Tavares mostra que é inteligente, parece ser sensato e ter bom senso. O drama dele é não saber escolher equipas. Ainda estou traumatizada com aquele mau passo dele ao escolher a Joacine. 
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Quanto ao meu posicionamento político e partidário, aproveitando a boleia do Provas de Contacto (Provas de Contacto: ... não sei, não... The Political Compass  Votóm...), fui fazer os testes. As perguntas do Observador são simplórias e enviesadas mas, ainda assim, respondi. Depois fui para o teste mais apertado

O resultado aqui está. Não me admiro. Diz-me que tenho uma coincidência de 80% com o programa do PS. É o que é. Ou melhor, sou o que sou.

A nível da bússola estou no quadrante balizado pela esquerda e pelo look libertário cosmopolita. Está certo.


Quanto ao teste mais completo, confirma-se: esquerda libertária. 
Tá-se.

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E agora?

sábado, fevereiro 06, 2021

As chagas de carácter social

 

Tenho a certeza que é muita insensibilidade da minha parte não vir para aqui carpir sobre as agruras nacionais. É mesmo. Toda a gente lamenta coisas. Toda a gente e eu, que não sei se sou gente, se sou bicho, também. Como, estando eu imersa neste pequeno rectângulo sobrelotado de gente lamentando-se, não me deixo contagiar...? É muita insensibilidade. Muita.

Como, por exemplo, não estar aqui a lamentar que o Chicão, esse menino mais fofo, esteja agora a ser maltratado pelo Adolfo e demais amigos? Logo o Chicão, esse destemido gaiato com uns olhinhos azuis mais lindos. Devia lamentar, que o momento é de tristeza e chicana. Mas não me ocorre o que dizer.

Também me parece insensível da minha parte não fazer um reparo ao conselho amigo que Mário Machado, essa incontornável e cadastrada figura, líder de movimentos sobejamente tintilantes, veio fazer ao Ventura para que modere a agressividade e a conversa potencialmente apelativa à violência. Parece-me um gesto bonito, bonito demais, e auto censuro-me por não estar aqui a louvar estes actos de coração. Mas dizer o quê? O que se diz numa situação destas... Que é a lei da vida...? Que branco é galinha o pôs...? Não sei...

E mais. Soube há pouco que o governo não vai dar tolerância no carnaval. Não me parece nada bem e ainda pior me parece eu não fazer da condenação de tão insana medida a minha guerra pessoal. Se este não é motivo para a mais sentida lamentação não sei o que seja... A gente quer fazer desfiles e não pode, quer fazer rodar a baiana e não pode, quer despir-se de alto a baixo, só com uma estrelinha brilhante nos sweet nipples e na rosa clandestina, e não pode, quer ir fazer uma festa bem danadinha de boa, todos tapados e mascarados do pescoço para cima, e não pode... e, como se a afronta não bastasse, ainda nos cortam a tolerância. Mas como? Temos que ficar em casa...? Não pode...! Fechados? Não... Mas vou dizer o quê? Que mascarar-me de irmãzinha da caridade-pum e não poder ir para a rua fazer de conta que sou a Alcoforado não me parece bem...? Bahhh, não tenho saco. Esgotei. Já dei para esse peditório.

Claro que poderia falar da meia-irmã da costureira da prima da cunhada da amásia do padrasto do presidente da Junta de Freguesia de Caganita de Baixo que se abifou com uma vacina já meio morna. Mas quê? Pôr-me a fazer concorrência à impoluta e suportável Sandra Felgueiras...? Ainda se eu fosse como o colega dela e soubesse praticar aquela eloquente e histriónica língua gestual, se me faltasse a parte detrás da cabeça, se tivesse orelhas de abanico e conseguisse falar como se estivesse sempre a ponto de apanhar com um míssil no missing toutiço... Mas não. Eu sou só eu. Fazer o quê...? Nada, né? É que, para falar a verdade, ninguém merece.

Portanto, na presença de tão grande insensibilidade e na ausência de ter mais o que dizer, calo-me já.

E que entrem os convidados.






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O título foi retirado do discurso de Vasco Santana

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Desejo-vos e belo e confinado sábado.

quarta-feira, janeiro 29, 2020

Miguel Sousa Tavares praxou o Chicão


Vi a entrevista na segunda à noite, aos bochechos, enquanto acordava e adormecia: na TVI, no noticiário, o Miguel Sousa Tavares praxava o jovem Chicão. Fazendo cara de mau, o Miguel fez uma entrada a pés juntos. O rapazito esgueirou-se, tentou ripostar, tentou a lisonja, mostrou a inocência dos inexperientes. Face a isso, o Miguel, certamente pensando que o jovem é mais novo que os seus filhos, apiedou-se, quase sorriu com as gracinhas do puto, refreou o killing instinct.

O rapazito, com um bonito olhito azul (aliás, com dois), lá se foi desculpando entrevista afora. Às tantas, não querendo mostrar muito mais o seu coração mole, o Miguel tentou armar-se em mau: 'As listas são só de homens. Não gosta de mulheres?'. Truque fácil: sabe que todos os adolescentes temem que questionem a sua sexualidade, ainda por cima em público. O Chicão vacilou mas foi coisa de um breve instante. Assumiu a culpa: trabalho feito à pressa, não tinha tido tempo. O aluno impreparado a espalhar-se na prova oral, o velho professor a passar rasteiras a toda a hora. E nem percebeu, coitado do rapaz, que não foi preciso muito. Para verdinhos, todo o salpico na estrada é casca de banana.

No fim, quando a entrevista acabou, poor boy, quase se sobressaltou, nem estava à espera, já tinha interiorizado que ia sair dali com as tripas de fora. Intimamente deve ter pensado: 'Uffff, sobrevivi...'. Aposto que, a seguir, ligou aos pais e à namorada a perguntar como o tinham achado, se achavam que tinha passado. 

in Flash
E, no rescaldo do grande momento, o que tenho a dizer é que o puto Chicão ainda não está pronto para o mundo dos crescidos. Fiquei também com a ideia que, em pequeno, deve ter calhado meter-se na Jota dos Betos e, por isso, formatou-se para ser de direita. Mas fiquei com a ideia que, no fundo, aquilo ali ainda está em formação e, bem trabalhadinho, guinava à esquerda que era uma pinta. Aliás, ficava bem era ao pé dos gatos do PCP.

Mas uma coisa é certa: talvez por ser bonito (ou melhor, enquanto é bonito), talvez por ter carisma (ou, pelo menos, a graça dos infantes), talvez por parecer que pode dar para vários lados (calma, ó Chicão, refiro-me aos lados políticos), a gente fica com vontade de ver para onde é que aquilo vai evoluir.

Só espero é que aquela que tem pinta de bruxa-má não dê cabo dele para continuarmos a vê-lo com o dentinho encavalitado todo sorridente. Tirando isso, é ver como se esquiva à corte que o láparo, esse inteligente, começou a fazer-lhe. E, por ora, mais nada.

segunda-feira, janeiro 27, 2020

Quem é o Chicão?


Não posso dizer que saiba muito dele pois, a bem dizer, nunca o ouvi falar. Sei que é bonito, tem olho azul e, apesar de ter o seu lado fofinho, preza o seu look mais formal pois a verdade é que não despreza a gravata. 

Conheço-o desde novo e, desde que o vi, senti simpatia por ele. Tanto que passou a ser presença assídua cá de casa.

O meu filho também sempre gostou dele. Pelo menos é o que deduzo, vendo o Chicão ainda em bom estado. 

Agora são os seus filhos que também já nutrem alguma simpatia por ele embora sem grandes arroubos. Eu própria, mantenho-o ao dispor dos afectos familiares. Volta e meia meto-o na máquina de lavar e ele também resiste às cambalhotas debaixo de água.

Coelhinho de peluche que vive cá em casa desde que o meu filho era bebé
e que dá pelo nome de Chicão

Do outro, do do CDS, nada tenho a dizer. Desconheço. Parece-me ser daqueles homens que tende a engordar e de quem, daqui por uns anos, quando tiver perdido o viço dos seus verdes anos e compararmos a sua papada gorda com a fotografia de agora, ufano e vitorioso por ser o sucessor da Cristas-da-Coxa-Grossa, sentiremos alguma pena por ter perdido tão rapidamente a graça. Tirando isso, parece-me daqueles betinhos de cabeça oca, um daqueles jotinhas que querem parecer mais maduros do que são, mas que são apenas tristemente reaccionários e desinteressantes. Mas digo isto ao ver as suas fotografias nos onlines, ao ter visto o vídeo que o Brumas divulgou e, agora, enquanto escrevo, no noticiário. Admito que, conhecendo-o melhor, possa ficar com uma ideia pior.