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terça-feira, agosto 07, 2018

Robert Redford vai reformar-se de actor e, ao saber disso, eu lembro-me do seu charme contido e irresistível


Eu, que não sou nostálgica, leio com alguma antecipada saudade que Robert Redford vai deixar de actuar. Parece que não vai retirar-se do mundo do cinema, só mesmo de actuar, talvez se limite a realizar. 

Racionalmente penso que faz bem já que tudo tem um fim e que o Robert Redford que eu recordo com mais gosto já não é o Robert Redford de hoje, com oitenta e um anos, olhos cercados por uma malha fina de rugas, um cabelo que secou, um corpo que parece ter perdido aquela elasticidade frágil que parecia feita para ser abraçada por uma mulher. 

Mas estou a ser injusta. Toda a gente envelhece e o charme não se perde com a idade. Quem sabe como agradar a uma mulher, sabe-o em qualquer circunstância, ao longo da vida. E, de resto, estou a dizer coisas absurdas porque representar não se restringe a agradar às mulheres que assistem na plateia, no escurinho do cinema.

Hoje não estou nos meus melhores dias, não me chegam as palavras para aqui as dizer. 

Por isso, não levem a mal que apenas vos deixe aqui excertos de quatro filmes em que participou. 

O primeiro, Uma proposta indecente, não é extraordinário, longe disso. Mas tem graça. O segundo e o terceiro, respectivamente, África minhaO encantador de cavalos, estão entre aqueles de que não esqueço, talvez também porque contracena com duas atrizes que admiro incondicionalmente, Meryl Streep e Kristin Scott Thomas. Não coloco aqui os trailers mas cenas que me parecem significativas. O último vídeo é o último em que Robert Redford entrou, O velho e a arma. Não se sabe se será mesmo o último já que ele mesmo diz que nunca se deve dizer nunca. Não sei quando virá para Portugal mas parece ter graça.










domingo, dezembro 04, 2016

Irina e Demi, especialistas em olaria
[E a ex-família de Irina de candeias às avessas porque a mana Cátia usou a cama do Cristiano para fazer sexo com Cláudio Coelho,
depois de já ter usado a sala de cinema de Fábio Coentrão para o mesmo fim]


De tanto artesanato que já experimentei, nunca tentei a olaria. Até já pintei azulejos, a tinta misturada com o pé branco, tão difícil de perceber como vai sair. E renda, malha, bordados. E pintar. Sei lá. Mas olaria, que parece coisa tão boa de fazer, nunca.

Irina não pode queixar-se do mesmo. Pôs-se a imitar a Demi e, apesar de ter acabado toda suja, parece que gostou. Não sei é que obra saíu dali.  Olho para a obra e não consigo reconhecer nenhuma forma mas talvez seja algum brinquedo para o bebé que dizem que ela espera de Bradley Cooper.

A propósito da Irina. Vim há pouco de casa dos meus pais e estava lá a senhora que trata da higiene dele. Quando nos ouviu a falar dos milhões do Ronaldo, diz ela: 'Vi numa revista que ele se zangou com a irmã, com a Cátia, porque a apanhou a fazer sexo com Fábio Coentrão na cama dele (dele, Cristiano). E ela diz que agora vai dar uma entrevista a falar da família'. 


Eu e a minha mãe ficámos espantadas. A minha mãe disse que acha que o ex-cunhado, talvez o ex-marido da mana Cátia, é um dos que faz parte da comitiva que anda com o Cristiano para todo o lado. A senhora disse também que, o ano passado, o Ronaldo contou que tinha oferecido uns ténis ao padrasto que tinham custado 500 euros. E a minha mãe disse que acha que o ex-padrasto é um barrigudo que também faz parte do séquito. 


Agora, antes de escrever isto, não fosse ela ter percebido mal, googlei. De facto enganou-se: a notícia diz que o Cristiano apanhou a dita Cátia com um tal Cláudio Coelho, que não sei quem seja. E, logo abaixo, o próprio diz que a primeira vez que fez sexo com a Cátia foi na sala de cinema do Fábio Coentrão. Daí a confusão dela (dela, da senhora que nos informou de tão escaldantes notícias).


E eu pensei: não admira que a Irina tenha fugido a sete pés do clã Aveiro. Não apenas aquele cachucho reluzente na orelha do namorado deveria incomodá-la como não há dinheiro que pague ter uma cunhada que anda pelas capas das revistas em notícias destas.

Mas a verdade é que quero lá eu saber disto. O que me maça um bocado é que o CR7 e demais milionaríssimas figuras ganhem fortunas escandalosas e, não contentes com isso, ainda se dêem ao trabalho de escapar ao fisco. Quanto ao resto, pois que façam o que quiserem.

Mas vejamos, então, a famosa cena da olaria, a original e o remake.

Irina Shayk dirigida por Phil Poynter num remake da cena de Olaria do filme Ghost


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E esta, abaixo, é a cena inspiradora. Demi Moore e Patrick Swayze no filme de 1990, 'Ghost'



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O artesanato é coisa boa de se fazer.

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segunda-feira, setembro 07, 2015

A nudez de Joana Amaral Dias na capa da Revista Cristina favorece o AGIR, a causa feminista ou apenas o negócio da Cristina Ferreira? Pergunto.


Depois dos ensinamentos de Coco, a grande mestra na arte de bem compreender as diferenças de almas entre homem e mulher, instruindo as mulheres no sentido de tirarem partido disso, aqui deixo-me de assuntos fofos e entrego-me a um dos temas escaldantes desta pré campanha eleitoral.

A 'Nudez de Joana Amaral Dias' na capa da Revista Cristina





Nada tenho contra a nudez feminina (ou outra) nem nada contra a exibição consentida da nudez. Portanto, não é por aí que vou. O meu ponto é outro.

Joana Amaral Dias, cabeça de cartaz do AGIR, depois de anunciar que estava grávida e que a gravidez é de risco que, portanto, teria que reduzir a sua participação na campanha eleitoral e que queria proteger esse assunto por ser do foro privado, resolveu, acto contínuo, surpreender o país aparecendo nua como capa da revista Cristina.


A imagem remete-nos imediatamente para Demi Moore, artista de cinema, fotografada há uns anos por Annie Leibovitz para a Vanity Fair e, portanto, a novidade não está no look.



A novidade
  • nem está tanto em ser Joana Amaral Dias a fazê-lo, exibindo perante o mundo não apenas o corpo nu -- que suporíamos tema privado já que a sua profissão não passa pelo uso do corpo (o que acontece no caso de modelos, como Rita Pereira, que já exibiu a nudez em várias capas de revistas, ou Demi Moore cujo corpo é conhecido de vários filmes)

Demi Moore - Striptease


  • nem também no facto de exibir publicamente o pai da criança -- tema que supostamente seria também do foro privado, 
mas, sim, sobretudo:
  1. No fazê-lo na revista Cristina, revista esta que, tal como a dona, é dada ao popularucho, e 
  2. Nas razões que apresentou para o fazer.

Vejamos com os nossos próprios olhos:



Tínhamos Joana Amaral Dias por exigente, até algo elitista. Ora isto de, nesta altura de pré campanha eleitoral, nos aparecer na revista Cristina e dizer que exibe a nudez e o pai da criança não só como mulher mas também como candidata, aparece-nos como uma coisa estranha, desagradavelmente oportunista. Há para aqui uma distorção mental qualquer que não se atinge.

Que espera ela conseguir com isto? Prova o quê?

Segundo ela, com isto prova que é livre, que é moderna, que é de esquerda ou que é dona do seu corpo -- mas isso, supostamente todas as mulheres o são. O que daí não se infere é que, lá por isso, venha a ser uma boa deputada.

Ou seja, se já a tinha por enfatuada, convencida e um bocado insuportável, agora tenho-a por fútil e inconsistente. Não votaria no AGIR mas agora, depois deste número, acho que isso do AGIR deve ser uma bela brincadeira.

Agora uma coisa é certa: se o AGIR não ganha nada com isto, há alguém que ganha. Cristina Ferreira, com aquela sua voz estridente e vestuário e vocabulário brega, soma e segue: a caixa registadora até deve tilintar de alegria com a nudez de Joana Amaral Dias e com a gracinha que parece ser o namoradão.

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E, se me permitem, desçam ao encontro de uma feminista avant la lettre - Coco ensina umas coisas às mulheres.

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quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Uma Thurman plástica. Ou deverei dizer Uma Thurman transformou-se em mulher de plástico? Ou Uma Thurman quitou-se de tal maneira que desapareceu o modelo original?


Estava eu de manhã a começar uma reunião quando recebo um sms da minha filha. Tinha o telemóvel no silêncio mas aquilo acende-se quando recebe qualquer coisa. Geralmente não atendo nem leio, fica para depois - excepto se for da família ou, em especial, dos meus filhos. Fui logo ver. Mandava-me um link e dizia 'olha, mais outra'. Pela descrição do link percebi que a Uma Thurman teria feito uma plástica. Nessa altura uma colaboradora minha deu-me um toque no braço e vi que estavam todos em suspenso à espera que eu fizesse a introdução da reunião. Bolas. Lá cumpri com o meu dever e todo o santo dia estive ocupada, incluindo ao almoço e só agora, tarde e más horas, chegada ao hotel e ligando o computador, é que vi o disparate a que a minha filha se referia .

De facto, o que é que dá na cabeça destas mulheres para darem cabo da expressão, das feições, para se desfazerem da cara com que nasceram?

Vejo pelas notícias que tem 44 anos. Com 44 anos uma mulher desgosta tanto de si própria que desfaz a cara para fazer outra? Não percebo. Olho para ela e acho que perdeu a graça, perdeu a identidade.

Estive há pouco a retirar o rímel e a sombra ligeira que tinha nas pálpebras superiores. Olhei-me ao espelho. Noto que o tempo e o riso frequente já fizeram alguns estragos mas, benevolente e optimista como sou, não me vejo a precisar de me esticar. Sobretudo, não me vejo a correr o risco de fazer alguma que fizesse ainda mais estragos. Só o medo de me olhar ao espelho e não me conhecer.... deve ser o horror dos horrores.




E, no entanto, parece que cada vez mais mulheres optam por fazer parvoíces destas. Não ficam mais jovens, não ficam mais bonitas nem sequer ficam com um ar mais feliz. Gostava de perceber mas não percebo.

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Demi Moore, 52 anos, com a filha
Gwyneth Paltrow, 42 anos, toda beiçuda
Volto aqui, Já estava eu a preparar-me para outro post quando recebi agora um sms da minha filha a dizer que me enviou um mail para ver mais duas que, segundo ela, também se passaram. 

Cá estão elas, a Demi Moore quase irreconhecível e a Gwyneth Paltrow que não é que esteja feia mas está lisa e preenchida como uma boneca insuflada. 


Botox, plásticas, esticamento, não sei, só sei que ficam muito estranhas.



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segunda-feira, janeiro 06, 2014

"Criaturas que, não sei porquê, me dão pena: economistas, gestores, administradores, directores, banqueiros. Deve ser triste ganhar dinheiro assim. O que sonhará um economista, a que brincava um gestor em criança?", isto pergunta-se António Lobo Antunes. E eu pergunto-me: terá ele dúvidas idênticas quando essas funções são exercidas por mulheres?


Bem, no post abaixo já falei no acontecimento que, ao longo de todo o dia, tem mobilizado as televisões de uma forma compulsiva: a morte de Eusébio. Mas, não me sentindo especialmente habilitada a falar dele nem gostando de fazer coro em situações destas, sobretudo escrevo acerca do que, em minha opinião, é o mundo perverso do futebol.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra. Vamos lá.

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  • Criaturas que, não sei porquê, me dão pena: economistas, gestores, administradores, directores, banqueiros. Deve ser triste ganhar dinheiro assim. O que sonhará um economista, a que brincava um gestor em criança? Ou nasceram já crescidos?
  • O que sonhará um economista posso imaginar mais ou menos, agora o que sonha a mulher de um economista é que me preocupa.
  • Se eu fosse mulher de um economista sonhava com canalizadores ou mecânicos de automóvel, homens que usam as mãos e não lêem revistas de golfe nos domingos de chuva.
*

É certo que gestores, administradores, directores, banqueiros, etc, é gente que anda com a fama pelas ruas da amargura. Não há sindicato que os defenda, não costumam ter spin doctors para lhes dourar a imagem como aos políticos (bem, alguns têm: o Mexia-dos-Chineses está aí para o provar) e, geralmente, a vox populi associa-os ao que de pior tem acontecido à superfície da terra (ok, alguns têm a fama e tiveram também o proveito, lá isso é verdade). Mas esse não é o ponto. O ponto aqui é outro.


Porque é que se acha que esta gente é toda do sexo masculino? E se, em vez de falarmos de economistas, gestores, administradores, directores, banqueiros, falarmos antes de gestoras, administradoras, directoras, banqueiras?

Será que inspirariam o mesmo desdém? E causaria a mesma curiosidade saber com que sonhavam elas quando eram crianças? E identicamente querer-se-ia saber com que sonham os maridos de mulheres assim? Imaginar-se-ia que sonhariam com coelhinhas da Playboy?

Será? E se as gestoras, directoras, banqueiras, etc, forem elas próprias umas verdadeiras coelhinhas da playboy? É que podem ser. Ou não? Terão que ser umas matafronas, machonas, que, em dias de chuva, se põem a ler revistas de golfe?

Não sei, não.

Por algum motivo que não percebo, a literatura e o cinema interessam-se muito pouco pelas gestoras, directoras, administradoras. O imaginário corrente associa estas profissões a homens frios, egoístas, ambiciosos, desprovidos de qualquer outro interesse na vida que não o de fazer dinheiro, homens que não são casados ou, se o são, traem inescrupulosamente as mulheres.

Mas, sendo uma mulher, o figurino será o mesmo?

Estive a ver se me lembrava de filmes com uma mulher executiva e não tenho ideia que haja muitos. As mulheres de que me lembro são megeras ou carentes e quase sempre trabalham em áreas ligadas à moda ou à edição. Parece que os autores têm dificuldade em imaginar uma mulher em funções de gestão que seja equilibrada, confiante, bem disposta, bem sucedida nas diferentes vertentes da sua vida.

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Em Disclosure, Demi Moore é uma mulher inteligente, sedutora, solitária e ressabiada que resolve envolver Michael Douglas numa acusação de assédio sexual, quase o destruindo. Do que me lembro assim de repente, é a única que não trabalha na indústria da moda ou edição: aqui ela é vice-presidente de uma empresa de informática.


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Em O Diabo veste Prada, Meryl Streep é Miranda Priestly, poderosa editora da revista Runway, uma mulher temível, implacável, que tem uma vida privada cheia de frustrações e tristezas.


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Ou seja, na ficção há, a este propósito, um vasto mundo por desbravar. Pode ser que algum escritor me esteja a ler e se inspire. Gostaria. Desde que não se chamasse Valter Hugo Mãe, é claro.

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E, para os maridos das economistas, directoras, gestoras e etc - que, sendo elas inevitavelmente umas sensaboronas, feias todos os dias, cinzentonas... - têm forçosamente que ocupar as mentes com coelhinhas (que não sejam da família do passos coelhinho, claro!!!!), aqui deixo de novo a Kate Moss. É certo que não terá as curvas voluptuosas que alguns apreciarão mas, ainda assim, tem um certo charme. E charme, meus Caros, vale mais que muita outra coisa.




Kate Moss, 40 aninhos, aqui é fotografada pela dupla Mert Alas e Marcus Piggott com styling de Alex White para a edição dos 60 anos da Playboy.


As citações lá em cima em itálico fazem parte de um pequeno livro de capa cor de laranja, uma coisa engraçada parecida com uma agenda, que tem 365 citações de António Lobo Antunes, uma para dia de 2014. As citações são extraídas dos Livros de Crónicas.


A citação de hoje, dia 6 de Janeiro, é: (não consigo gostar de uma pessoa que não respeite e admire)

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E, a propósito de admiração e respeito, tenho uma pessoa de que justamente gosto muito, Adélia Prado, a falar sobre o Amor no meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa. Convido-vos a irem até lá para a ouvir. É um prazer.

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E, por agora, é isto.
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma semana muito feliz a começar já por esta segunda feira.

segunda-feira, agosto 19, 2013

E, a propósito de calores, minhas senhoras, vamos aprender a tirar a roupinha com alguma classe. Aula prática de striptease: 3 casos práticos. Natalie Portman, Demi Moore e Kim Basinger ensinam como é. [Como vêem, eis o Um Jeito Manso uma vez mais a cumprir a sua vertente de serviço público]


No post abaixo falei da lição de humildade de Judite de Sousa ao reconhecer que se excedeu ao entrevistar o jovem milionário Lorenzo Carvalho. Talvez nesse dia estivesse com os azeites, ou talvez naquela altura lhe tenham dado uns calores. Não sei nem isso interessa. Correu-lhe mal e já o reconheceu. E para a frente é que é caminho. 

Mas numa noite quente de Agosto, como a de hoje, falar de calores, não é uma boa coisa. Hot, hot, hot. Uma pessoa nem consegue pensar em ter roupa em cima.

E, vai daí, ocorreu-me que mulher que se preze não deve tirar a roupa de qualquer maneira. Mas nem todas terão em si a intuição certa para as guiar na tarefa. Então, para as que precisam de uma ajudinha, aqui deixo três casos práticos. E agora é só imitá-las. Não sei se todas terão um varão em casa para o caso mais artístico mas talvez se possa improvisar - agora não me está a ocorrer como mas vou pensar no assunto. De resto, parece-me tudo muito fácil.


  • A oscarizada Natalie Portman parte para o processo já com pouca roupa em cima pelo que, tecnicamente, nem sei se é correcto inclui-la aqui nas aulas práticas de descascamento mas, ainda assim, porque, se não dá para aprender nessa matéria, há-de dar para aprender noutras, fica aqui na mesma.


  • A Demi Moore apresenta-nos um clássico, que será portanto a versão adequada às minhas Leitoras mais convencionais.


  • Pessoalmente, acho a Kim muito acelerada, prefiro um registo mais lento mas, enfim, eram os loucos anos 80, tudo a correr. 



(Esta agora do 'tudo a correr', fez-me lembrar um amigo meu, um brincalhão, que, quando tem grelhados para o almoço, me pergunta: queres na brasa? ...ou preferes devagarinho...?)

Adiante.

Num ritmo mais acelerado, mais atlético ou mais provocante, é só escolherem. Tudo isto, claro, para ver se suportam melhor esta canícula. Outra alternativa é um duche de água fria, uma mergulho na piscina, umas braçadas na praia. Agora, para quem tenha que estar entre paredes, o striptease é capaz de ser mesmo uma boa opção. Excepto se estiver a trabalhar, claro.




Natalie Portman em Closer, um grande filme



Demi Moore em Striptease



Kim Basinger em Nine and 1/2 Weeks


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Relembro: sobre a Judite de Sousa e o ser reconhecimento humilde de que se excedeu ao entrevistar Lorenzo, o Tatuado, é descerem um pouco mais, por favor.

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E, por hoje, é isto. O que me vale é que tenho ar condicionado no gabinete, senão lá teria que ser.

Desejo-vos, meus caros Leitores, uma grande semana a começar já por esta segunda feira. 
Divirtam-se, está bem?