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terça-feira, março 06, 2018

Dois homens. Duas mulheres.
[Na noite dos Oscares, no estúdio de Mark Seliger]



O que torna uma mulher interessante a olho nu? A mesma coisa que torna um homem interessante? Ou justamente o simétrico?

Tenho a minha teoria mas é coisa cá minha e, de resto, nisto de homens interessantes sou niquenta, não é qualquer um que passa no crivo. Pelo contrário. Só uns happy few. Muito, muito, muito poucos. Homem que seja aprovado cá segundo os meus critérios tem que ser muito mal comportado, descaradamente mal comportado, não pode ser nem um bocadinho maçador, não posso com maçadores, tem que saber disfarçar que sabe muito mas tem que se perceber que sabe que se farta, não pode ser falho de sentido de humor porque tenho que o ouvir ou ler com um sorriso sempre à espreita. E etc. Muitos etc. Mas todos nesta base.

Já no que se refere a mulheres não vou dizer nada. Poderia parecer que estava a falar de mim e haveria logo de aparecer um desses bem comportadinhos, maçadores encartados, enfatuados das mil e uma citações, embirrantes sem sentido de humor, a  dizer que sou convencida. Era o que me faltava. Por isso, hoje não me chego à frente. Vou fazer de conta que não faço ideia do que é que faz de uma mulher uma mulher interessante.


Apenas pergunto. Gosto de fazer perguntas. Gosto de ver como as pessoas inteligentes percebem o que se esconde sob a graça de uma pergunta inocente. E quem diz uma pergunta diz mil perguntas. Mil perguntas inocentes. Uma graça.

Por exemplo.
Se um homem se torna interessante pela insolência que nele se adivinha, a mulher, pelo contrário, deverá ser tímida e reservada para despertar interesse? 
Ou deverá perceber-se que nela também vive a insolência? A inevitável ironia? A inesperada subversão? 

Se um homem se torna interessante pelas profundidades que se lhe adivinham, todo ele silêncios, pensamentos a habitar as interioridades, a mulher deverá também esconder sob ténue capa a notória capacidade de se adentrar pela alma alheia? 
Ou não? Deverá, antes, mostrar que apenas é toda leveza, perfumada e reluzente superfície, pele macia e transparência? 

Não sei. Não faço ideia. De resto, cada um sabe de si e eu não sei de nada.
Quando tinha vinte anos, eu sabia muitas coisas. Aos trinta tinha sedimentado alguma sabedoria. Aos quarenta comecei a desaprender e, desde então, tem sido sempre a abrir no sentido da ignorância. Cada vez sei menos e estou muito bem assim. 
Só sei que os retratos de Mark Seliger têm muita pinta. É o décor, é a luz, são as poses. Gosto. Gosto mesmo. Espero que também gostem. 
[E espero que saibam a resposta a todas as minhas perguntas. Espero também que tenham a delicadeza de parecer que não, de preferência que façam de conta que sabem ainda menos do que eu. E, sobretudo, espero que gostem de rir. De mim, de vocês e desta vida meio maluca.]
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Os retratados são John Hamm, Elizabeth Banks, Amy Adams, Diplo. 


Fonte: Vanity Fair


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Como não sabia quem era o misterioso Diplo fui à procura. 
Partilho convosco o conhecimento.

Get it right


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E queiram, por favor, continuar a descer. 


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terça-feira, outubro 18, 2016

Curso Inofensivo de Marketing


1.

 Uma mulher, numa festa, vê um homem fascinante. Chega-se perto dele e diz-lhe: 

- Sou um fenómeno na cama.

Isto é Marketing Directo



2. 

Uma mulher, numa festa, vê um homem fascinante. Uma das suas amigas chega-se perto dele e diz-lhe:

- Aquela mulher é um fenómeno na cama.

Isto é Publicidade



 3. 

Uma mulher, numa festa, vê um homem fascinante. Pede-lhe o número de telemóvel. No dia seguinte ela liga-lhe e diz:

 - Sou um fenómeno na cama.

Isto é Telemarketing



4. 

Uma mulher, numa festa, vê um homem fascinante. Ela reconhece esse homem. Chega-se mais perto dele, refresca a sua memória e diz-lhe:

 - Lembras-te como sou fantástica na cama?

 Isto é Customer Relationship Management (CRM)



5. 

Uma mulher, numa festa, vê um homem fascinante. Levanta-se, arranja o vestido, aproxima-se dele e oferece-lhe um copo. Diz-lhe como é bom o seu perfume, dá-lhe os parabéns pela sua boa aparência.  Oferece-lhe um cigarro e diz-lhe:

- Sou um fenómeno na cama.

 Isto é Public Relations




 6. 

Uma mulher, numa festa, vê um homem fascinante. Ele chega-se perto dela e diz-lhe:

 - Ouvi por aí que és um fenómeno na cama.

Isto é Branding, o Poder da Marca


7. 

Uma mulher, numa festa, vê um homem fascinante. Chega-se perto dele e diz-lhe:

 - Sou um fenómeno na cama - E mostra-lhe um seio.

Isto é Merchandising


 8. 

Um homem, numa festa, vê uma mulher fascinante. Chega-se perto dela e diz-lhe:

 - Sou um fenómeno na cama. Dou várias seguidas e resisto toda a noite sem parar.

 Isto é Publicidade Enganosa e é punida por lei


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Imagens de Mad Men, série sobre os primórdios do Marketing.
E os meus agradecimentos ao leitor que me enviou os apontamentos para o curso.

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E queiram avançar, por favor, para comprovarem como o dinheiro faz bem aos dentes e ao cabelo.

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sábado, setembro 03, 2016

E porque hoje, dia 3 de Setembro, é o Dia das Barbas, vamos lá a isso:
Estão ou não na moda? Valorizam ou não quem as usa?
Eu demonstro a minha teoria com casos práticos


Depois de, no post abaixo, ter escrito sobre as desconformidades do Rangelito, do mau olhado permanentemente lançado pelo Láparo e das vacuidades da candidata a Rainha da Sucata, pus-me a circular pela televisão a ver se descortinava alguma coisa que se visse. 

E fui dar com a Cristina Ferreira e as suas danças e, claro!, com a Madame Teresa Guilherme com as suas meninas esbraseadas e os seus calmeirões tatuados. Não sei se aquilo é peixe fresco ou do gelo (e que me perdoem as analogias piscícolas mas, já sabem, é a minha orgulhosa alma de peixeira*...). Começaram novos programas iguais aos anteriores ou isto são repetições? A sério que não faço ideia. Até o Zezé Camarinha lá vi. Ou foi uma cena de déjà vu que me assolou ou é aquela coisa da roupa velha. Zapping. 


Depois apareceu-me o Baldaia, olheirento, e pensei que estava a falar de política. Pensei: 'deixa cá ver qual a cena dele agora'. Mas não, estava a falar de futebol. Em vários outros canais a mesma coisa: a falarem de transferências e de um, acho que nao jogador, que saíu do Porto, não sei nem me interessa saber porquê nem porque é que isso é importante. Mas se calhar é. Zapping.
Agora o que me pareceria boa ideia é que isto da época das transferências fosse extensível aos partidos. Por exemplo, acho que o Rangelito seria um sucesso entre as miúdas que parece que agoram pululam no CDS. Daqui lanço, pois, o repto: madame dona cristas não quer contratar o galinho rangélico? Ou, para o PSD, que tal o láparo contratar a meireles para ambos rodarem, de noite, filmes de terror para assustarem as criancinhas no dia seguinte.
Mas não quero perder mais tempo com isto. Não é coisa que me assista, como dizia o outro, o campeão da reboleta estrada abaixo.

Vou então falar do que aqui me traz -- um tema biblíco. Bem, não sei se bíblico será o termo. Talvez histórico. Havia aquela do outro que cortava as barbas ou aquilo de pôr as barbas de molho. Na volta ainda é tema lançado pelo vaganau do Homero, que parece que foi quem esteve na génese de tudo. Portanto, por prudência, vou antes dizer que o tema que aqui me traz é clássico. 

Pronto. Feito o enquadramento, vou a factos.

 

Ficam os homens melhor ou pior com barba?


Como este texto está a seguir um rumo rigoroso, acho que devo plasmar já aqui um disclaimer. Tive, em tempos idos, um intenso coup de foudre, de que ainda hoje não me curei, quando um desconhecido, barbudo como um guerrilheiro, pousou em mim um olhar descarado. Depois disso, já tentou várias vezes despir-se dela. Ainda no outro dia. Por precaução, deixa o bigode. Diz que é só para a cara apanhar sol no verão. Ora não acho bem. Portanto, a ousadia dura um dia. Por isso, escuso de dizer mas digo: sou a favor.

Ao meu filho nunca influenciei. Tambem não é rapaz de ir em influências da maezinha. Mas usa uma bela barba. O cabelo agora quase escuro, sempre curtíssimo, os olhos claros, esverdeados, e uma barba arruivada. Não desfazendo de vocês, Caros Leitores, ou dos vossos filhos, que são todos certamente bem jeitosos, mas o meu filho é um belo barbudo. Felizmente, nisso, a minha filha não sai ao irmão. Nem nisso da barba nem, fisicamente, em quase nada, que toda ela é mais parecida com o pai: uma morena de alma e coração.

Bem. Onde é que eu ia? Ah. Estava eu aqui e recebo uma mensagem da minha nora. Tinha uma fotografia do meu filho em grande plano com os meninos ao pé e dizia ela que ele era capaz de ser o rapaz mais giro da festa (e incluía aqui um smile), qual João Ferreira. Já algumas vezes aqui falei que o PCP tem homens bonitos e referi o João Ferreira como um belo exemplar. Estavam na Festa do Avante, claro. 


João Ferreira - não está mal, não senhor, mas tomara ele ter tanta pinta como o meu filhão


A seguir, começo a deambular pela leveza internética e não é que, na Madame Figaro, dou com um artigo sobre as barbas? Sério. Para começar, para quem não saiba, este sábado é o Dia das Barbas.

 

[Alguém sabia que também havia o Dia das Barbas? Eu não. Há dias para tudo, caramba].

O artigo diz tudo logo no título:


De facto, a barba transversalizou-se, virou tendência, não é coisa de velhos em tempos revolucionários, de guerrilheiros ou de malta do reviralho. É simplesmente uma coisa que valoriza os homens. Talvez, no fundo, a barba transmita uma ideia de virilidade. Acho que sim. Mas é mais que isso, tem a ver com a maneira de ser e, talvez que, uma vez mais, os homens com barba pareçam mais homens que os outros. Mas je ne sais pas. É talvez apenas uma quelque chose, aquilo do je ne sais quoi. É que não é a barba em si que confere o atestado de virilidade mas o all in. Mas pronto, não sei. É sabido que não sou uma pensadora militante, sou mais na base de atirar bolas para o ar.

Bem, adiante.

Uma ressalva: se forem apenas três pelos, coisa rala e triste, pois mais vale que não. Agora se a barba é franca, pois que se aceite que ela embeleze o rosto em que cresce. Contudo, não gosto de ver o pescoço descuidadamente peludo. Acho que abaixo da linha do rosto, o pescoço deve ser barbeado.

Por exemplo, este jovem aqui abaixo vai lindamente com a sua barba mas já o pescoço estraga tudo, dá-lhe um aspecto descuidado.


O artigo tece razões e ouve entendidos, uma historiadora, um youtuber e um barbeiro. Eu como não tenho competência para dissertar filosoficamente sobre pilosidades faciais, limito-me ao que sei: ver.

E o que vejo é bom de ver. A Madame Figaro escolheu uma mão cheia deles para mostrar como ficam a ganhar com o uso da barba. Eu mostro apenas uma pequena amostra e cada um que conclua por si.

George Clooney, sempre bem

George Clooney - mas com barba ainda melhor

Jon Hamm, um belo homem

Jon Hamm, muito melhor com barba

Robert de Niro, um clássico, sempre bem

Robert de Niro, verdadeiramente charmoso com barba


Bradley Cooper mas, sem barba, até parece estrábico
(coisa que não tem mal nenhum, até pode ter uma gracinha suplementar)

Bradley Cooper mil vezes melhor com barba


Portanto, declarando a amostra como significativa, decreto a conclusão: a barba valoriza os homens. E daqui lanço um desafio: que hoje, sábado, Dia das Barbas, todos os meus Leitores que ainda fazem a barba todos os dias, ousem tornar-se barbudos: mas barbudos civilizados, if you please.

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E queiram, se, claro, a tal vos aprouver, deslizar até ao post abaixo, texto esse que ofendeu a sensibilidade de Leitora que o considerou grosseiro tendo, no fim, condimentado o seu comentário com um desabafo quase filosófico: *uma peixeira é uma peixeira. Ide e vede, meus Caros. E se a vossa opinão for coincidente com a da Leitora, pensem bem: como é que se pode falar do Rangel, do Láparo ou da Cristas mantendo as pérolas elegantemente pousadas sobre o regaço?

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quinta-feira, maio 01, 2014

January Jones, a Betty Draper, vista por Demarchelier e com um par à maneira, Daniel Jonas. Jones & Jonas. Afinal é sabido que ela, para se vingar, paga ao Don da mesma moeda. Me and Mrs Jones.


No post abaixo já tive o meu momento de crítica passista. DEO, TSU, IVA, pinókia, láparo, vice-irre-voga, cospe-sílabas e outros acrónimos, nicks ou coisas pouco recomendáveis podem ser desapreciados no post seguinte. Isto, claro, se inconseguirem resistir à tentação de irem espreitar qual foi o soft power que me deu desta vez na escabeça. Mas, agora a sério: até que era bom que fossem mesmo e se juntassem a mim numa novena a ver se aparece o boi.


Mas adiante que isso é depois. Aqui, agora, a conversa é outra.


Me and Mrs Jones, crónica dos amores interditos

Música, maestro, s'il vous plaît.







Que a senhora encalorada que agora nos espreita é Betty Draper, a esposa atormentada de um sensualão e também atormentado mad man já aqui foi aventado. Confirmo. Deveria ter ontem feito as apresentações, que isto de uma senhora se pôr à fresca sem mais-mais, de facto reflecte uma certa falta de chá, não dela, mas minha, sua anfitriã.

Digo dela que é Betty mas isto, claro, se quisermos manter-nos nos domínios da ficção. É que Betty Draper está mesmo a ver-se que é nome de brincadeirinha, nome artístico. O nome dela é outro, um nome a sério, January Jones, Janeiro Jonas, e é uma mulher com muita pinta. Tem aquele ar vagamente frágil que, vendo melhor, é essencialmente perigo, tendência para o pecado. É que isto de as mulheres parecerem umas santinhas tem muito que se lhe diga, especialmente quando têm lábios fartos e olham como quem quer morder a situação.


Na fotografia que encima agora o Um Jeito Manso, January é vista pela lente de Patrick Demarchelier e mostra a sua graça que, de resto, tem feito perder a cabeça a muitos cavalheiros.

É pois January Jones que agora me acompanha e, estando agora nesta vossa casa, acompanhar-vos-á também, pelo menos até que eu escolha melhor companhia




O que resta, janela, da limpeza
do meu olhar, pra onde irá, e admira
que eu não o veja já, o que antes vira?
É só voragem de asas, ou certeza
de lobrigar o vulto da beleza?
Pra onde, sobranceiro, o precipitam
fulgurações de luz que mal imitam?
Oh, isso é simulacro, não clareza!
À confusão convidas, vil fenestra,
ao salto triste e ansioso do lamento...
E em meio de vencidos funda fresta
de amor tu abres, festa dos perdidos.
Não vou fazer de ti o meu assento.
Não vá precipitar-me entre caídos.








Se não te amarem finge que não amas.
E se te amassem outro amariam:
e só a si, se bem que fingiriam
amar-te e dar-te a ti o que reclamas.
Pois mesmo que te amassem mentiriam.
E se amam outro a si outrossim amam
e noutrem só a si mesmo reclamam,
que amante e coisa amada se diriam...
E porque hás-de fingir que amam a ti
se não se amam em ti sequer mas noutro?
Porque hás-de amar alguém que ama nestroutro
a imagem de si mesmo, e só a si?
Esse ama quem não te ama, afinal....
E mesmo que ame, esse é o teu rival






Poderia continuar por aqui, ilustrando as falas e os pensamentos de January, a mulher perfeita, a loura sensual, a mulher que sofre por um marido que tem tanto de testosterona quanto lhe falta de sensibilidade, a belle de jour que afoga as mágoas em cigarros, bebida e outros homens. Uma de muitas. Uma de muitas Mrs Jones. Carnadura perfeita, pele de pêssego, olhos cor de ciúme, cabelo platinado e um coração quase capaz de albergar todos os refractários do mundo. 

Mas vou ficar-me por aqui. Amanhã a casa enche-se de novo, aquela santa agitação - e tanta a animação que nem vou conseguir produzir-me assim a ver se sou capaz de reproduzir as poses e a beleza luminosa de Janeiro. Que pena, que queria mesmo testar-me. Adiante.

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Mad Men e January Jones em ação


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  • Neste post, January Jones foi fotografada por Patrick Demarchelier para a Vanity Fair
  • A canção upstairs é Me and Mrs Jones na interpretação do aveludado Michael Bublé
  • Para a Mrs Jones escolhi um par à altura: Daniel Jonas, senhor que, infelizmente, eu não tinha o prazer de conhecer até há dois dias.
  • Os poemas fazem parte do seu livro Nó da Assírio & Alvim, um livro que me traz surpreendida. Ó vida de mil faces transbordantes, cheia de convites na surpresa dos instantes... É mesmo.

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  • Relembro que sobre a pindérica actualidade e sobre parte dos seus descabelados agentes falo no post seguinte.
  • Muito gostaria ainda de vos convidar a virem comigo até ao meu Ginjal & Lisboa, o meu outro blogue. Hoje tenho por lá um poema de Raul de Carvalho lido por Mário Viegas num vídeo de Cine Povero.
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E por agora fico-me por aqui que já estou mais a dormir do que acordada. Se o texto estiver sem ponta por onde se pegue já sabem: não são copos, é mesmo sono.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um bom Dia do Trabalhador. 

Eu, como boa trabalhadora que sou, amanhã vou descansar que bem precisada ando (se bem que descansar com a trupe toda cá em casa e depois, de tarde, praia ou coisa do género, será um descanso relativo mas não interessa, o que conta é a intenção e essa é genuína: descansar).

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terça-feira, março 04, 2014

Judite de Sousa e o seu novo amor, o jovem informático Nuno Albuquerque, é que não foram. De resto, Jane Fonda, Jon Hamm, Harrison Ford e Calista Flockhart, Candice Bergen e tutti quanti marcaram presença: depois da Cerimónia dos Oscares, a festa é a organizada pela Vanity Fair. Celebridades, companhias, toilettes.


Já sabem: se estou cansada, adoentada, chateada, furiosa, preocupada, e por aí vai, o que me ocorre não é carpir, invectivar, ou outras coisas acabadas em ir ou ar, quiçá até acabadas em er. Nada disso. Só me apetece falar de ligeirezas, parvoíces e outras irrelevâncias.

Por isso, para que não digam que vieram ao engano, vou já avisando: por aqui, hoje, não vai sair nada que tenha muito sumo.

Enfim. Pode ser que alguns cavalheiros achem que, bem espremidas as coisas, alguma suculência encontrariam. E vou esforçar-me por que as senhoras tenham também motivo para encontrarem alguma substância.

Vamos ver.

No post abaixo já vos mostrei os 4 melhores vestidos da Noite dos Oscares 2014. Aqui, agora, prossigo com a festa.


Música, que festas a seco não dá: que entre outra das canções nomeadas

Do filme Her - Karen O and Spike Jonze interpretam "The Moon Song" 



*

A verdadeira festa acontece depois da cerimónia. São célebres as festas organizadas pela Vanity Fair. Não são para qualquer um e todos sabem que é lá que se encontram os felizes e os que disfarçam as suas frustrações, mais os bem dispostos e os que já não precisam de fazer à foto em revistinhas de tipo Ana ou Maria.

Na Vanity Fair encontram-se os que têm alguma patine, algum chic, os que têm alguma coisa de especial.

Gosto de espreitar a Vanity Fair. Há ali um bom gosto que me agrada, uma ligação à arte, uma irreverência desempoeirada que traz uma certa modernidade. Vendo bem as coisas o que eu escrevi está cheio de redundâncias mas não me apetece coar a escrita. 

As fotografias dos que compareceram são muitas mas não vos ia maçar para além da conta, não é?

Por isso, escolhi aqueles que acho giros, que têm pinta, de quem gosto, aqueles com quem me sentaria à mesa ou quem talvez conseguisse conversar sem esforço - bem, estou a exagerar. Com os três últimos talvez me limitasse a trocar uns leros sobre trapinhos e assim


A chamada ménage à trois mas esta é das inofensivas:

Bono e o casal  Portia de Rossi e a mulher, a apresentadora,
Ellen Degeneres




De propósito para a leitora JV

a intemporal e bela Jane Fonda e o viril Jon Hamm


Um casal com muita pinta:

O destemido Harrison Ford
e a elegantésima e extraordinaireCalista Flockhart



O soma e segue e que, pelos vistos, por onde passa

vai fazendo filhos: Bruce Willis aqui com Emma Heming 



Quando eu for grande quero ser como ela, giraça, classuda, bem humorada:

Candice Bergen com Marshall Rose



Bela e elegante, a quase intimidadora

Evan Rachel Wood


Tivesse eu a idade dela
e tivesse sido convidada para a festa
a ver se eu não ia assim vestida:

Karlie Kloss, a menina marota



Não faz o meu género
 que sou mais dada a morenos com ar mal comportado
mas, enfim, reconheço que tem um certo charme:

Simon Baker com uma companhia bem gira mas de quem não sei o nome


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Judite, a cougar,
que se viu livre, em boa hora, do Seara
Pois é: acabo de ler por aí que outra que soma e segue é a colunável, diabolizada (ela assim se disse) e putativa Pipi das Botas Altas, a Judite Dartacão de Sousa. 

Com 53 anos e saída de um divórcio que a arrasou, eis que leio que Judite de Sousa está de novo apaixonada, agora por um consultor informático de 36 anos, Nuno Albuquerque de seu nome. Nada de mais uma mulher apaixonar-se por um homem quase 20 anos mais novo. Tem alma de cougar e faz ela muito bem. Um homem com 36 anos já tem alguma sabedoria e ainda deve ter pedalada que se veja pelo que é bem capaz de estar quase no ponto. Faz bem a Judite. 


Aliás, percebo-a bem. Depois de aturar o catavento mediático que já cansa de tanta fungadela inconsequente e, ainda pior, o Mas-ó-Dr. Medina (Carreira), essa bolorenta múmia que lhe atenta o juízo, só lhe deve apetecer sacudir o sarro e a baba que eles deitam e, foge!, respirar ar puro. 

Daqui lhe desejo as maiores felicidades. Uma mulher apaixonada fica mais bonita e tem mais motivação e os espectadores agradecer-lhe-ão essa atenção. E, de resto, toda a gente merece a felicidade e eu, verdade seja dita, até nutro por ela um bocadinho de simpatia.


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Como é bom de ver não é hoje que tenho disposição para escrever sobre ressuscitadas criaturas que são patetas todos os dias e que atribuem aos outros patetices que são apenas suas, ó patéticas e relvosas criaturas.

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Relembro: Para os quatro melhores vestidos da Cerimónia dos Oscares é favor descerem até o post seguinte.

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E, por hoje, por aqui me despeço. Amanhã tenho cá os meus meninos mais cedo ainda do que quando vou trabalhar. Eu não trabalho mas os pais das crianças sim. Por isso, amanhã é outra vez dia de festa cá em casa.

E com o mau tempo que está, nem deve dar para irmos com eles para o jardim. A ver vamos. Já aqui tenho uns livros de actividades que eles adoram. E têm, claro, os brinquedos. Mas, vá lá perceber-se porquê, só querem brincar comigo.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça feira!