Que o diga a Zoë Kravitz... Tudo muito à maneira, tudo muito Saint Laurent by Anthony Vaccarello, tudo muito a preceito para a festa da Vanity Fair a propósito dos Oscars 2025 e, afinal vai-se a ver e... lá está... rabo de fora.
Que o diga a Zoë Kravitz... Tudo muito à maneira, tudo muito Saint Laurent by Anthony Vaccarello, tudo muito a preceito para a festa da Vanity Fair a propósito dos Oscars 2025 e, afinal vai-se a ver e... lá está... rabo de fora.
Já não moro no centro da cidade. Mudei-me para os bairros da periferia onde o apelo ao consumo não existe. Por isso, não sei se, nos centros urbanos, já começaram as instalações de Natal. Sempre que as via a despontar sentia um misto de contrariedade e de quase angústia. O acelerar do tempo, o consumo e o fútil a dominar as nossas existências. Agora que já não vivo dentro delas parece que sinto uma espécie de nostalgia. É uma ficção e um apelo ao consumo mas é também o pretexto para iluminar e embelezar as ruas e isso é uma coisa boa.
Pela parte que me toca, resisto sempre e, se cedo, é sobretudo pelas crianças que enfeito a casa. O ano passado até bolas pendurámos nas árvores e nos arbustos do jardim. Gosto de uma pequena árvore dourada com luzinhas nas pontas que, quando acesa, dá um aspecto muito confortável à sala. Gosto tanto dela que está na pedra da lareira ao longo de todo o ano.
Mas se a euforia consumista não me seduz, em contrapartida aprecio a publicidade de qualidade que, nesta altura, mostra como a criatividade faz toda a diferença na divulgação de um produto.
Por vezes, os criativos embalam, o anúncio ganha vida própria e dificilmente se percebe o que tem a ver com o produto ou serviço que pretende promover. Pode até haver um excesso que faça pender a balança para o quase kitch. Não interessa. Se está bem feita, gosto de ver.
Tenho ideia que a melhor publicidade é a dos perfumes franceses. Excedem-se.
A publicidade é isto: em vez de apregoar o produto, induz-se o sonho, a ilusão de que, se usarmos o produto, poderemos habitar o mais belo romance.
Tudo isto pode parecer frívolo (e até é) mas, não nos esqueçamos, é também o motor de toda uma série de máquinas produtivas que estão por trás, o motor de várias indústrias, o motor de uma economia que, se equilibrada, não poluente e sustentável* é vital ao bom desenvolvimento dos países. E, quando comparadas com outras máquinas -- como a dos vídeos ou jogos em que a violência e a banalização do mal são omnipresentes --, são até o menor dos males.
Portanto, para nossa momentânea paz de espírito, esqueçamo-nos um pouco do lado negativo destas coisas e deixemo-nos encantar com a graça ou a beleza que que sempre é possível encontrar nestas coisas.
Tenho ideia que os homens homossexuais têm um gosto refinado no que respeita a decoração mas, se calhar, também aqui se aplica o absurdo de fazer generalizações. Mas lembro uma loja de móveis que havia na minha rua. Poucas coisas lá comprei porque aquilo eram peças extraordinárias, peças de design, assinadas. Cómodas grandes, de uma madeira rara, sofás largos, com tecidos líndissimos, aparaores que eram obra de arte. Uns preços de estalo. No entanto, sempre que lá espreitava, via móveis diferentes, como se houvesse uma boa rotação. Uma vez, falando eu com a gerente, e referindo eu que peças daquela dimensão só em casas de dimensões muito generosas e com donos com carteiras bem recheadas, ela disse-me que a procura até era grande e que os clientes eram geralmente homossexuais e que a cidade é conhecida por ter uma significativa de homossexuais e que, do que lhe tinha dado conhecer, é gente com excelente bom gosto e cm elevado poder de compra. Pasmei. Não fazia ideia. Mas têm casas assim tão grandes? É que este género de móveis não fica bem em divisões com dimensões normais. Disse-me ela: como geralmente não têm filhos, deitam abaixo paredes, juntam divisões, ficam com a casa mais espaçosa.
Life at Mabrouka was quiet and private. Saint Laurent read, listened to opera and the birds, and watched movies and fishing boats. He went on walks and shared simple meals with close friends, including his muses Betty Catroux and Loulou de la Falaise, the interior designer Alberto Pinto and the garden designer Madison Cox*
Mas amanhã já vou estar fina até porque tenho programa nocturno e ai de mim se falhava o evento. Depois logo conto até porque promete; mas, como devo chegar tarde a casa, talvez seja apenas uma nota breve. Logo vejo o que consigo fazer.