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terça-feira, fevereiro 14, 2023

Descubra o que é que nesta fotografia é falso

 

Isto de uma pessoa ser vcc (leia-se, velha como o caraças) tem o seu quê de ingrato. Uma pessoa lembra-se de coisas que já caíram em desuso.

Não havia internet nem televisão privada, muito menos canais por cabo. 

As notícias chegavam em papel. E, nos jornais, não vinham só notícias. 

Mal o meu pai chegava com o jornal eu ia logo à procura do 'descubra as diferenças'. Tenho ideia que eram sete. Sete diferenças. Duas imagens quase iguais. Mas a gente punha-se a olhar com atenção e os pormenores revelavam o que não coincidia. 

Gostava mesmo.

Agora os tempos são outros e o mistério está em saber o que é fake ou verdadeiro.

Por exemplo, li que está a dar que falar a fotografia de Kendall Jenner. E, ao que parece, a conversa não gira em torno do modelito do biquini, bonito e arejado, ou das formas acentuadas da filha de Kris Jenner e de Caitlyn Jenner (ex-Bruce Jenner) mas, sim, da mão. 

Não parece provável que aquela mão seja uma mão humana. E, nisto, como as suspeições são como as cerejas, já se duvida que a mão seja a única coisa intervencionada naquela fotografia.

Eu não digo nada.


quinta-feira, maio 05, 2022

Topless, lingerie, espectacularidade, maluqueiras... sobrancelhas descoloradas... e muitos milhõ€$.

 

Volto ao tema do extraordinário desfile de vestimentas que, uma vez mais, teve lugar na mediática e global passadeira vermelha que é a Met Gala. Todos os grandes costureiros lá estão representados através de indumentárias que actrizes e modelos usam. O evento é temático e este ano o tema foi The Gilded Age. Contudo, as interpretações nem sempre são literais. Algumas são subversivas, outras são irónicas, outras mesmo cómicas.

Poderemos ter tendência a desvalorizar liminarmente eventos desta natureza. E, de facto, o mundo do glamour e dos holofotes é um mundo de aparências, de superficialidade, de vaidades. 

Mas é, ao mesmo tempo, uma poderosa indústria, uma actividade que obriga a um permanente exercício de criatividade a nível artístico e a imensos avanços de inovação a nível de materiais e de técnicas de confecção. Como uma das derivadas da alta-costura temos depois a poderosa indústria do pronto a vestir com toda a indústria têxtil e todo o comércio associados.

Como outra derivada, não negligenciável, há a comunicação social ligada à moda em si, aos eventos de moda, aos agentes e actores deste imenso e eterno carrossel.

Se ontem já aqui mostrei o vestido que a socialite Kim Kardashian usou, hoje mostro alguns dos outros modelos mais espectaculares. Destaco dois deles. Melhor: três.

Primeiro o vestido que Blake Lively usou, chegando com ele numa cor e, depois, ao desdobrar-se o laço, ficando com ele, sumptuoso, numa outra cor. 


Estava maravilhosa, com um vestido épico, um Versace de antologia, inspirado em Nova Iorque. 

Destaco também Cara Levingne, em Dior, que, ao despir o blaser, ficou em tronco nu, com o corpo pintado de dourado. Acho uma ideia fantástica. 

Acho que também estava uma graça, com os seus sapatos descarados e a sua insólita bengala (ver-se-á melhor no vídeo).

A terceira foi Gigi Hadid em Prada e Versace. Toda ela estava um espanto. É mais uma daquelas toilettes que ficará para a história. Imperial na cor, no design, no porte (é a primeira fotografia)

Como costuma acontecer nestas coisas, tão ou mais importantes do que a festa oficial são as after-parties às quais as celebridades comparecem com outras toilettes. Aqui imperou a moda que se dá ares de lingerie, sexy e louca, boa para a farra que se estende pela madrugada. Vários foram os modelos aparentemente mais adequados a um ambiente de boudoir do que de copos e fotos noite dentro. De entre eles destaco o que Bella Hadid (irmã de Gigi) usou.

Uma das mais badaladas foi a festa organizada por Naomi Campbell e Kate Moss que agora gosta de aparecer com ar bem comportado, comedida, e que parece ter cedido o passo à sua filha Lila Grace que não tem, nem pensar, o ar malandro que tão bem caracterizava a sua espantosa mãe. 

Curiosamente, Lila Grace, que precisa de usar uma bomba de insulina, desfila com ela bem à vista (na anca), mostrando que na moda não deve haver limitações.

Uma das outras derivadas da indústria da moda tem a ver com a maquilhagem. Também aqui há uma poderosa indústria que tem que estar permanentemente a inovar. 

Desta vez a grande novidade a este nível teve a ver com as sobrancelhas. Tempos houve em que a moda era ter as sobrancelhas bem depiladas. As mulheres tinham que as ter fininhas, sem pelos a mais. Havia e há técnicas infalíveis desde arrancar os pelos com uma linha ou com um nylon, não sei, ou, mais definitivamente, a laser. Depois passámos a ter que ter sobrancelhas marcadas. Pensava eu que era aqui que ainda estávamos. Não há tutorial de maquilhagem que não reforce a cor, a espessura, não simule um desenho mais marcado. Há até quem faça implantes para não ter que andar a desenhá-las todos os dias. 

Como não sou muito disso, nunca fiz nada às minhas. Mas ultimamente, ao ver como devem maquilhar-se as mulheres da minha idade, já começava a interiorizar que deveria compensar as minhas sobrancelhas claras com algum tom que as tornasse mais visíveis. No outro dia, encontrei numa gaveta um lápis de eye liner em tom castanho e experimentei passá-lo nas sobrancelhas. Não gostei. Esbati com o dedo e fiquei a olhar-me ao espelho a ver se parecia mais actualizada. Fiquei na dúvida. Sobretudo achei que, apesar da subtileza, me mudava um bocado o semblante. Ora como tenho a impressão que o semblante tem um bocado a ver com a personalidade, limpei. Mas fiquei a pensar que havia de experimentar numa outra ocasião, a ver se já me encarava com outra abertura de espírito.

Pois bem, nem mais: este ano várias participantes na Met Gala apareceram várias com sobrancelhas descoloradas, despercebidas.

Dizem que abre a expressão, que alisa a sobriedade e abre espaço à sensualidade de um olhar que se mostra nu. Fiquei mais consolada e a pensar que escuso de insistir no reforço das minhas.

[.... Tudo coisas à toa, sem grande profundidade... bem sei... mas é o que há]

The 10 best dressed from the Met Gala 2022 | Bazaar UK


Desejo-vos um dia tão bom quanto possível
Bons sonhos. Boa sorte. Paz.

sexta-feira, janeiro 21, 2022

Outfit recomendado para que nos dias muito frios fiquemos hot para caraças

 



Não sei se já aqui o confessei mas, pelo sim pelo não, aqui fica a confissão: tenho coisas que irritam um bocado os mais pragmáticos. Por exemplo, em algumas situações -- aliás: em frequentes situações -- entre a estética e o conforto, opto pela estética.

Dou um exemplo: a casa in heaven, apesar de ter paredes que, numa parte da casa, excedem o metro de espessura e, na outra, são duplas e supostamente energeticamente eficientes, no inverno é um gelo. Está numa zona desabrigada e em que as temperaturas são extremadas. Quer nos dias muito frios quer nos dias muito quentes, ali as amplitudes térmicas são sempre destemperadas.

Acresce que, não sendo, na maior parte do ano, uma casa habitada diariamente, se arrefece durante a noite e não está lá ninguém durante o dia para fazer entrar o sol, quando chegamos, o frio penetra-nos até à medula.

Ainda ontem. Fomos trabalhar para lá. Um frio, um frio de rachar. Frio, frio, frio.

Pois bem. Temos uma lareira na sala maior, que é simultaneamente de estar e jantar, e temos uma salamandra numa das salas mais pequenas, aquela em que vemos televisão. Mas o resto da casa não tem nada. Colocar caldeiras, obrigaria a abrir as paredes para passar tubagens. Fora de questão. Por isso, durante anos, a família queria pôr ar condicionado. Recusei-me. Não conseguia conceber o desconchavo de ali ter aparelhos na parede, quer dentro quer fora. Pareceia-me esteticamente aberrante. Durante anos esta luta.

Até que este ano cedi. Pusemos na cozinha, que é grande e onde frequentemente tomamos as refeições, pusemos na sala grande e na sala da televisão. 

São aparelhos discretos, ficam num canto, e a bem dizer a gente nem dá por eles. E o conforto daquilo é uma coisa fantástica. Apesar disso, estando lá só um dia, apesar de ligarmos os três aparelhos não dá tempo a que o resto da casa aqueça. Saímos ontem de lá meio enregelados apesar de completamente encasacados. 

Pois hoje, ao folhear à hora de almoço alguns onlines, chego também à conclusão que, tal como levei anos a perceber que devia pôr ar condicionado em casa, também provavelmente tenho enganada quanto ao vestuário adequado. 

Ou seja, vi hoje que a milionaríssima modelo Kendall Jenner se desloca na neve com um reduzido biquini e umas botas quentinhas. E parece que está bem disposta e bem encarada. Olha-se e não se percebe que esteja a bater o dente. Na volta, o segredo para combater o frio está nos pés. 

Mas, curiosamente, parece que não é caso inédito. Já a fogosa Dua Lipa se tinha mostrado ao mundo dessa maneira. 

E vi que Nabilla Vergara, uma daquelas influencers de que nunca tinha ouvido falar e que faz parte do grupo dos excêntricos gurus dos novos tempos, também já se tinha feito fotografar nesses mesmos curiosos preparos.

Portanto, quem esteja aí desse lado a ler-me cheio de casacos e mantinhas, toca a largar tudo isso. Façam o favor de seguir o exemplo destas meninas. E depois mandem fotografia para ver se a coisa viraliza e se conseguem transformar-se também em influencers. Combinado?

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Já agora, como será que a Philippine Leroy-Beaulieu encara os dias frios? Cá para mim, é menina para acrescentar um plus ao outfit. Acrescentar ou retirar... 

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E até já.