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terça-feira, maio 01, 2018

3 Anedotas e 1 Apelo a sério


Introdução

No que se refere às duas primeiras histórias, nada contra os alentejanos, muito longe disso. E agradeço ao Leitor que mas enviou.

Já quanto ao anormal do vídeo que se lhes segue, é ver para crer. Imagino o que ela pensou e sentiu durante a anedota que se passava ao seu lado. Nem discuto a veracidade do que ele disse. Mas o que é verdadeiramente surreal é a falta de educação, a falta de bom senso, a falta de tino. Não há palavras.

O último é para os meus Leitores que não são dados a frescuras. Coisa a sério, portanto.

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No dentista em Borba


- O seu dente está morto!

- Atão, nesse case, arranca-se, nã é sr. Doutori?

- Bem, se quiser posso pôr-lhe uma coroa...

- Nã, nã, doutori... ê prefiro enterrá-lo sen cerimónias!


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Os óculos do alentejano

Um Alentejano foi de visita à China e comprou um par de óculos cheios de tecnologia que permitiam ver todas as pessoas nuas.

Manuel coloca os óculos e começa a ver todas as mulheres nuas. Fica encantado com a descoberta chinesa.

- Ponho os óculos... só vejo mulheres nuas! Tiro os óculos... já as vejo vestidas! Que maravilha! Isto sim é tecnologia!!!

E assim foi o Manel para o Alentejo, louco para mostrar a novidade à sua Maria.

No avião, maravilha-se ao máximo vendo as hospedeiras e as passageiras todas nuas. Quando chega a casa, entra já com os óculos postos para abraçar a sua Maria toda nua. Abre a porta de casa e vê a sua Maria a conversar com o seu vizinho, todos nus sentados no sofá. Tira os óculos... todos nus! Põe os óculos... todos nus! Tira os óculos... todos nus! Põe os óculos... todos nus!

 E Manel exclama:

- Olha... já avariaram... Estes produtos chineses são mesmo uma merda!


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Donald e Angela - momentos de empatia



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E agora uma coisa a sério: um apelo a que é bom que toda a gente dê ouvidos


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Até já

quinta-feira, março 02, 2017

Breaking news:
Brad Pitt e Jennifer Aniston andam a trocar sms
(e o Lobo Xavier parece que já fez das dele)
Já nasceu o 4º neto de Carolina de Mónaco
(e eu até tenho vergonha de vos confessar os meus pensamentos)
E o Trudeau é o PILF do momento
(destronando o João Ferreira do PCP e o Ricardo Robles do BE)


Há vários assuntos sobre os quais falaria de gosto. E isto já para não falar na vontade de ficcionar. 




Hoje de tarde, no carro, a caminho de um dos locais de trabalho, chegou-me uma frase. Uma mulher contava como, em criança, saía à rua, à noite, para olhar o céu. E, ao contar isto, estava ela própria a olhar o céu. Mas a situação em que ela estava era uma situação especial. Eu ia a conduzir e a fala da mulher surgia e eu sentia uma emoção estranha porque eu já era a mulher que evocava umas outras noites, lá bem para trás nas memórias. Se não estivesse a conduzir e tivesse um computador à mão, tinha mesmo que escrever. Mas não era o caso. Depois, mal cheguei, entraram-me no gabinete com um problema, dois problemas e depois um advogado sobre um parecer que eu tinha pedido e depois isto, aquilo e o outro e nem mais me lembrei da comoção daquela mulher que se tinha metido dentro de mim para eu contar a sua história.


Quando, à noite, aterrei no sofá a primeira coisa que fiz foi deixar-me dormir. Estava a dar na SIC o Assalto ao Castelo sobre o BES e eu, que estava com curiosidade, caí redonda. E ainda nem tinha jantado. Estava apenas a descansar durante uns minutos enquanto o meu marido aquecia a sopa e fazia uns ovos deliciosos, mexidos, com cebola picada, courgette, tomate e queijo que comemos acompanhados com alface. Depois ele chamou-me, eu acordei e, quando cheguei à mesa para jantar, já aquilo tinha acabado.


Depois de jantar, estava meio zen mas, ao pegar no computador, lembrei-me do desavergonhado Núncio e escrevi o post abaixo. A seguir entrei outra vez naquele comprimento de desonda em que, tendo aqui ao meu lado as Cartas a Lucílio, opto por ver os vídeos que mostram o frete que a Melania faz para aturar o anormal do marido.

E é assim que estou, a pensar que o dia devia ter mais umas duas ou três horas para eu poder estar para aqui nesta indolência até espertar, depois escrever e, finalmente, ir dormir uma bela noite de sono.

Mas as coisas são o que são e, portanto, não podendo dilatar o tempo, rendo-me à minha limitada circunstância e falo daquilo a que a minha condição me permite chegar.

E, assim sendo, respigo o que da lobotomizada actualidade me parece relevante. A saber:

Brad & Jenn in the good old days

1. Quando fez anos, não há muito tempo, Brad Pitt terá enviado umas sms à sua ex-mulher, a formosa Jennifer Aniston: que, snif-snif, estava a atravessar um mau período, e que bla-bla-bla -- e passado um bocado parece que já estavam a discutir. 


Não sei como é que se soube disto que agora não se fala de outra coisa. Admito que tenha sido o Lobo Xavier que se tenha sentido na obrigação de ir mostrar as mensagens do Brad a alguma revista ou ao marido dela. Às tantas, o Concelheiro-Alcoviteiro-Fiscalista-Multi-Administrador (Concelheiro com c, sim senhor) ainda pensa ganhar algum com um eventual divórcio dela já que se sempre se disse que a Jenn morria de amores por belo Pitt e, portanto, com esta reaproximação, quem sabe se ela não vai sucumbir -- e, dizem, o Concelheiro fareja o $ como o macaco fareja a banana.
[Mas também é natural que a Jenn sucumba. Quem é que não sucumbia? Pena tenho eu que ele não venha chorar no meu ombro. A ver se não o consolava, pobrezinho -- e até passava a informação ao Cavaco para ele, no próximo romance, ter alguma história verosímil para contar.]

2. Parece que a Princesa Carolina já é tetra-avó. Agora é o filho do mais novo dos rapazes, Pierre Casiraghi casado com Beatrice Borromeo.


E eu, feita parva, ponho-me a ler a notícia e dou por mim a olhar para ela e a pensar: 'Está velha, tanta ruga, rosto já tão cansado'. E só pelo meu estado debilitado, mais a dormir que acordada, é que não vou a correr ver-me ao espelho para ver se posso concluir que felizmente eu, apesar de penta-avózinha, tenho ar de filha dela.
Ah, as mulheres, em segredo, são tão inseguras, tão invejosas, tão cruéis. Como se o aspecto dela importasse alguma coisa: é e sempre foi bonita e elegante e, no meio daquele glamour todo, sempre teve uma vida tão cheia de infelicidades. Tomara que agora esteja bem, com mais ou menos ruga.
E, afinal, que raio tenho eu a ver com ela, ó caneco? Ela lá tão sossegada no seu rochedo e eu aqui refastelada no sofá, sem a conhecer de lado nenhum, que conversa esta, mais parva, senhores. Em vez de estar, simplesmente, a desejar saúde e sorte à criança estou para aqui a pedir meças em relação à avó. Raios partam tanta parvoíce, a minha. 

Juntin Trudeau a beijar Sophie, a mulher

3. Interessante mesmo é a sigla: PILF. depois das MILF eis que chegam agora os PILFs. Parece qe o caso mais flagrante é o Trudeau, o tomba corações canadiano que deixa o mulherame com olhinhos de carneiro mal morto. Os jornais de todo o mundo consideram-no o político mais sexy do mundo, dizem-no hot e mostram-no em tronco nu ou como um galã perante quem as mulheres fazem olhos de bambi à espera de serem salvas. E, num ápice, destronou Obama, Putin e, mesmo, o João Ferreira do PCP.  A Catarina, que gosta de jogar umas cartadas fortes, atirou o Ricardo Robles para cima da mesa e as que, como eu, gostam do fino, perceberam logo que está ali um capaz de disputar a freguesia ao João Ferreira. 


Mas, enfim, os media ainda não deram com estes dois puro-sangue lusitanos e ainda andam entretedidos com o Justin. Dizem-no uma mistura de Hugh Grant, Woody Harrelson e Joaquin Phoenix, um sério candidato a intérprete do próximo James Bond. 


Além do mais, parece que, quando lhe dá para agarrar a mulher e beijá-la, o faz com tamanha intensidade que, mal se aproxima, em eventos internacionais, as mulheres políticas se põem logo a jeito. Angela Merkel que o diga. 

Os olhos melados da Ivanka ou o rubor de Kate Middleton não contam -- são jovens, pouco sabem da vida.


E  com esta bela imagem de Angela nos braços de Justin, pronta para um beijo à Tyrone Power vos deixo.

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As duas fotografias (a preto e branco) são da autoria de Eve Morcrette.

Lá em cima é Noa Lur & Antonio Lizana interpretando Sombras


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E, agora que já espaireci a alma, deixem que vos recomende uma descida ao quinto dos infernos, isto é, ao mundinho dos coisinhos, um mundinho habitado por nunciozinhos que nem mentiras como deve ser sabem dizer e onde as trumpalhadas proliferam

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segunda-feira, outubro 12, 2015

Escândalo Volkswagen - Bora lá gozar com os bem comportadinhos alemães que nunca pecam, que fazem tudo by the book, que dão lições de moral aos preguiçosos tugas e gregos (sulistas esses a quem, de caminho, corrompem para lhes conseguirem impingir submarinos alemães que não fazem falta nenhuma). Bora lá. E, de caminho, bora lá também falar um bocadinho a sério.


Momento erótico inspirado na VW


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Publicidade a cuecas para homem


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Fotografia hiper-realista

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E, agora, a sério.


Por cá, amiguinhos dos alemães que somos desde que o Láparo começou a portar-se como o caniche da Merkel e Maçães a ser visto como mais alemão que os alemães, e, além disso, com um certo gostinho por levar tau-tau da madrinha especialmente quando ela se dá ar de castigadora Fräulein, pouco falamos da big bronca da Volkswagen. 

Parece até que é coisa de pouca monta, que uma fraude escandalosa desta envergadura não tem gravidade, não afecta a credibilidade e a economia alemã e, por decorrência a europeia e, por consequência, a portuguesa. Com a Autoeuropa a ser um contribuinte líquido para o PIB português -- e, quem diz a Autoeuropa diz toda a rede de outras empresas que gira em volta dela -- quem leia a imprensa portuguesa ou ouça as televisões ficará com a ideia que não aconteceu nada, que estamos tranquilos. No pasa nada.

Somos assim, levezinhos.

Mas abrisse o Schäuble os olhos à Pinókia ou a Merkel apontasse o dedo à paspalhice do Láparo e logo toda a gente haveria de tiritar de medo, meio mundo se haveria de auto-culpabilizar - que sim, que merecemos ser fustigados, que sim, mea culpa, mea culpa, mea culpa, até já conversamos com comunistas, sim, é verdade, somos umas criaturas de miolo mole, mesmo a merecer punição.

Mas há lugares civilizados onde o assunto é analisado com o sentido crítico que ele merece. Poderia citar vários mas apontarei apenas para o primeiro, para o segundo e para o terceiro de que agora me lembrei. [E, por cá, de novo para aqui].

Convém não nos distrairmos para ver se na próxima crise não voltamos, mentecaptamente, a assumir responsabilidades que não são nossas - especialmente agora que há um sobressalto no PIB mundial ou numa altura em que, por cá, metade do País se encontra em risco de pobreza (“Temos um nível de prestações sociais inferior à média da União Europeia e, apesar disso, o país sofreu uma fortíssima redução nos últimos quatro anos”, afirma Farinha Rodrigues, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão).

Não é por nada.
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Hitler reage ao escândalo da VW


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E, de novo, a sério

O escândalo dosVolkswagen a diesel

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Imagens, uma vez mais, da autoria do grande autor do blog We Have Kaos in the Garden

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Bem. E agora vou ver o regabofe que a TVI preparou para levar ao colo até Belém o Prof Marcelo das Vichyssoises.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela semana semana a começar já por esta segunda-feira.

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sexta-feira, julho 24, 2015

Angela Merkel é contra o casamento gay... mas, afinal, é lésbica...?! Eu já andava desconfiada. Bem que o Hollande não a conseguiu pôr a comer croissants... Ora qual a mulher hetero que não cai de rastos, perdida de amores, por aquele garanhão...?


Pois é, meus Caros, esta noite foi noite de festa: o último aniversário de Julho. Não tarda começam a vir os leões e virão também em força.

Isto numa altura em que o corpo pede férias, em que as temperaturas altas derretem as energias. Já nem preciso de dizer: chego a esta hora e não dou uma para a caixa. Vejo que haveria algumas coisas para comentar e poderia relatar uma cena giríssima passada esta noite. Mas não consigo.

Por isso, depois de abaixo ter relatado uma graçola e ter mostrado um vídeo engraçado, aqui continuo quase no mesmo registo.

Apenas para perceber se o mundo continua a girar na mesma direcção, dei uma volta por alguns jornais online. E qual não é o meu espanto quando vejo um vídeo com a bardajona Merkel toda romântica, à janela, com uma mulher toda in love, a abraçá-la. A seguir, já as vejo na cama, a hipotética namorada a fechar-lhe o fecho nas costas.

Ora, ora. Então a senhora dona Angela Dorothea, que não gosta de casamentos gay, na volta encontra-se à sorrelfa com uma amiga? Muito me contam.




Transcrevo da Vanity Fair:

On Wednesday, the new German magazine Straight made a bold first impression on Twitter by releasing a steamy video depicting a woman, with sexy bedhead, lovingly caressing a look-alike of German chancellor Angela Merkel.

The video immediately achieved notoriety in Germany, partly because of the mildly controversial image of the straight Merkel being in a lesbian relationship, but mostly for the fact that it mocked Merkel’s stance on gay marriage. Despite the country’s overwhelming support of same-sex marriage—the radio playing in the background of the video says 62 percent favor it; other polls place that number higher—Merkel recently said that she did not believe in it. “For me, personally, marriage is a man and a woman living together,” she said in a recent interview, but quickly emphasized that she was against discrimination based on sexual orientation. “That is my concept, but I support civil partnerships."


Leio também que, em tempos, já a Merkel tinha aparecido em duas revistas, ora feita gatinha caída de amores pelo garanhão Hollande, ora toda sedutora, capaz de se assanhar se ele não lhe desse o que ela queria. Não é de admirar tanto derretimento por parte da matrafona Merkel: se tanta mulher inteligente e bonita cai redonda aos pés do marialva Hollande, porque haveria a Merkel de escapar aos avassaladores encantos do galinho francês? 

Mas a verdade é que, ao contrário do que as fotografias deixam crer e para desgosto de muito boa gente, a bardajona, não se tornou a nova primeira-dama francesa. É que, afinal, a praia dela não seria bem a dos croissants...


Ich liebe dich (moi non plus)                             « Comment on dit en français : C’est de l’amour? » 

Hey sexy bomb!
E tão fera é ele como ela, uns matadores.

Papa, papa, Gelinha, papa lá o croissantzinho,
diz o Hollandinho

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PS: Escuso de fazer notar que, em qualquer dos casos, se tratam de sósias e de brincadeiras.

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E relembrando que abaixo há mais, saio daqui directinha para pregar noutra freguesia -- não sem antes fazer votos de que a Angela Dorothea seja feliz nos braços de quem quiser e deixe em paz os povos dos outros países.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma sexta-feira muito feliz!
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quinta-feira, julho 23, 2015

Merkel já começou a salvar a Grécia. E o muçulmano, o alentejano e as mulheres da Babilónia. E o padrinho do láparo que, por sinal, é primo da Lacoisa. E a ministra Belinha que parece que (às vezes) não está lá muito bem.


Uns compram ilhas (por exemplo:“There are many opportunities in Greece at the moment and many people are ready to invest”, Mr. Buffet stated.), 
outros preparam-se para deitar o dente ao bancos ou ao que resta.
A bardajona também faz o que pode e é o que se vê. 
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Enquanto isso...


Um muçulmano durante o período do Ramadão senta-se junto a um alentejano no voo Lisboa - Funchal. Quando o avião descola começam a servir as bebidas aos passageiros.

O alentejano pede um tinto de Borba Reserva.

A hospedeira, depois de servir o vinho, pergunta ao muçulmano se quer beber alguma coisa.

Responde este com ar ofendido: Prefiro ser raptado e violado selvaticamente por uma dezena de mulheres da Babilónia antes que uma gota de álcool toque os meus lábios.

O alentejano engasgando-se, devolve rapidamente o copo de tinto à hospedeira e diz: Ê tamém prefiro.  Nã sabia é que se podia escolheri.


Edwin Long - The Babylonian Marriage Market....

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Cavaco, o Boquiaberto, padrinho do Láparo e primo da Lacoisa?


Cavaco defende Passos e contraria Juncker: Portugal não se opôs a um alívio da dívida grega antes das eleições.


“O chefe de Estado ou do governo quer chegar ao seu país e não ter de dizer aos seus contribuintes que têm de pagar para a Grécia não cumprir os seus compromissos em termos de reembolso”

Está certo.

Um mata, outro esfola, um limpa-se, outro vem e põe-lhe a mão por baixo

[E isto já começa a ser penoso, umas figurinhas pacóvias e zé-ninguéns, egoístas, provincianas. E acham que podem chegar cá ao burgo e contar lérias à vontade, esquecem-se que, acto contínuo, alguém aparecerá para os desmentir. Uma vergonha.]

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O vídeo abaixo tem uma duração do além mas podem ir saltando e procurando os excertos em que a senhora ministra Belinha intervém -- e podem apreciar o nível das suas intervenções. Quando as imagens foram conhecidas, logo as línguas viperinas vieram dizer que a senhora tem mau vinho, que quem não aguenta, pois que não beba, outros que não, que nada disso, a Belinha estaria simplesmente gaseada, quelque chose nessa base. Eu não sei. Só imagino é o que serão aquelas reuniões de conselho de ministros: entre esta Anabela Rodrigues e a Paula Teixeira da Cruz devem conseguir-se belos momentos de galhofa. Imagino o vice a rebolar-se de riso e o láparo sem saber como pôr as madamas na ordem. A Marilú não deve estar nem aí, sempre a pensar como há-de entalar os gregos.

Audição da Ministra da Administração Interna na AR



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Deixem que vos convide a ver conselhos práticos (e de ordem científica) sobre como consertar um coração partido: é já a seguir, no post abaixo.
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E hoje fico-me por aqui pois estou verdadeiramente cansada, a dormir em pé (ou melhor, sentada). 

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira. E longos e felizes anos de vida para quem hoje é menino (ou menina) dos anos.

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quinta-feira, julho 02, 2015

Porque é que Obama, os chineses ou qualquer um que mande, quando quer falar com alguém da Europa, em vez de ligar ao Juncker liga à Merkel? Vendo o vídeo é fácil perceber porquê.


Já tem mais de um mês mas as coisas vão passando e a gente acaba por se esquecer.




Mas Leitor atento lembrou-me, e eu, revendo a cena macaca que abaixo mostrarei, percebi bem porque é que alguém com um mínimo de sobriedade e a querer falar de coisas sérias, não se arrisca a dar com um Juncker no lindo estado que veremos e vai direito a quem, no meio da bagunça geral, ao menos ainda manda alguma coisa (se bem, se mal, não é disso que falo, falo apenas em mandar): a bardajona-mor (que, de resto, também parece que anda a reboque do insuportável Schäuble), Madame Merkel.




Ou seja, vendo bem as coisas, apenas por decoro, o Obama não liga directamente ao outro, ao padrinho do ex-Gaspar, àquele perante as flexíveis colunas vertebrais dos burrocratas europeus se vergam, o dito Wolfgang).

E do destravado do Juncker ninguém se lembra quando o assunto é sério, claro.




E é assim que os destinos dos países europeus estão a ser conduzidos, entre humores etílicos, chalaças, contas de algibeira, birras, chantagens, influências subterrâneas.




O vídeo abaixo constará um dia como o exemplo acabado do que eram os governantes nestes tempos de desgoverno, de descontrolo e despudor em que campeia a caça aos gregos, a desinformação, o estrangulamento de um país (-- e, do lado dos gregos, um certo desnorte, talvez uma certa imaturidade ou amadorismo perante uma situação tão dramática).

Mas, seja como for, a situação europeia é um tal marasmo, uma tal ausência de visão, uma tal submissão aos grandes interesses financeiros, que é mesmo necessário um qualquer abanão para ver se alguma fractura se dá, uma fractura que leve ao emergir de uma nova forma de governar a bem dos povos e não dos mercados -- e tentemos ser tolerantes na tentativa de compreensão pelo que se está a passar na Grécia, já que seria esperar de mais que um abanão saísse certinho como um bem ensaiado pas de deux. Não é uma coreografia que se perceba bem, volta e meia mais parece uma trapalhice? Pois.

Mas vamos ver no que dá, vamos pensar no País, vamos apoiar o povo grego (e não confundir esse apoio com o apoio incondicional a todos os tropeções dos seus governantes, que isso, de facto, face à situação, não será tão fácil assim).



Jean Paul Juncker dá espectáculo em Riga




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A Merkel e o Obama tal como os vemos nas imagens que usei para juntar ao texto são obra da artista israelita Amit Shimoni que gosta de transformar os homens e as mulheres políticas em hipsters. Muito justamente deu à série o nome de Hipstory.


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E por aqui me fico porque, a sério, voltei a chegar a casa muito tarde e estou cheia de sono.  A ver se um dia destes tiro a barriga de misérias e ponho o sono em dia, chego cedinho a casa e me sento aqui descansada da vida.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma quinta-feira muito feliz. 
Saúde, sorte e amor para todos.

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terça-feira, junho 30, 2015

A Grécia e os Prémio Nobel que a apoiam. E o Obama a perceber que o caso está mal parado e, à falta de melhor interlocutor, a ligar à Merkel, pelos vistos a única que manda alguma coisa numa Europa atarantada e à mercê dos abutres e nas mãos de contabilistas de cabeça à nora. E os europeus desinformados, egoístas, aníbais desatinados, láparos alienados, papagaios estarolas - a assistirem bovinamente a este espectáculo. Uma tristeza.


Será mesmo isto que se quer?



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A. Pode parecer estranho -- especialmente ao próprio, mas eu, que tanto me arreliei com o Luís M. Jorge, autor do blog Vida Breve, quando ele se atirava como um possesso ao Sócrates, apoiando o Passos Coelho e chegando, até, a propor umas linhas mestras para que o PSD as usasse na campanha eleitoral para derrotar o PS -- venha agora aconselhar a leitura de alguns dos seus posts mais recentes. 


Há cerca de quatro anos, achei uma coisa espúria o apoio que ele manifestava em relação a Passos Coelho. Sócrates podia não ser um santo mas, caraças, Passos Coelho era muito pior. Não era, contudo, essa a sua ideia (chegando, uma vez, a dizer-me que pior que o Sócrates só a peste bubónica). A história dirá quem, de facto, mais danos irrecuperáveis causou ao País.

Seja como for, apesar de manter a sua convicção em relação a Sócrates, inteligente e senhor de uma escrita sempre escorreita, Luís M. Jorge produziu uns posts acerca da Grécia que remetem para documentação interessante sobre a actual miséria que assola a Europa (e, em particular, o nosso Portugal que qualquer dia é mesmo de plástico, chinês, uma bagatela).

E, portanto, assim sendo, e porque reconheço o valor a quem o tem mesmo que possa não subscrever todas as opiniões, recomendo a leitura de:

Artemis




2. Textos inúteis num país de gente bruta (que engloba links relevantes para a compreensão do que se está a passar).


Greece Over the Brink, Krugman 

Europe’s Attack on Greek Democracy, Stiglitz. 

Na Forbes, esse bastião do esquerdismo radical, The Day The Euro Died 

« La scandaleuse politique grecque de l’Europe », Habermas






B. E da Estrela Serrana, no seu Vai e Vem, recomendo também:  Os gregos e os algozes


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C. E, já agora, no Expresso, Traduzido e comentado: O que Varoufakis disse na reunião que “não orgulha a Europa”


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Mas, apesar de tudo, há a Grécia. Salve Grécia!







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Que a Europa acorde a tempo de reconhecer aos gregos o direito à dignidade e às pessoas inteligentes o direito a pensarem.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma excelente terça-feira.
E que tenham boas surpresas, e encontrem raras afinidades electivas, e que tenham saúde e sorte e tudo de bom, incluindo sorte no euromilhões.

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sexta-feira, junho 26, 2015

Quando será que aquelas abéculas do Eurogrupo, do FMI, da Comissão Europeia e do raio que os parta -- que andam a moer a paciência a toda a gente, em especial, aos pobres gregos que mereciam melhor sina -- atinam? Cambada de gente de vistas curtas, de abutres e de isildas. Só espero que, quando o assunto estiver finalmente resolvido, soltem um rocket circular gigante que se veja de todos os países... [Sobre o assunto Jara e Cavani e sobre os meus votos para as próximas legislativas portuguesas, por pudor, não falo aqui no título, só mesmo no fundilho do texto]


Quando se faz planeamento e controlo de gestão, olham-se para os números de forma abrangente e compreensiva, tentando perceber as tendências, como é que as variáveis externas impactam nas internas, a origem dos problemas, a razão de ser dos desvios face ao expectável, etc, etc. Geralmente olham-se com mais atenção os grandes números, que são os que influem decisivamente na condução das organizações, e não se perde tanto tempo com miudezas já que o esforço de as olhar em detalhe não paga o tempo que com elas se gastaria.

Em contrapartida, os contabilistas devem garantir que as contas estão certas ao cêntimo, que não há verbas transviadas, mal classificadas, etc. Apenas com uma contabilidade certa, correctamente balanceada, as pessoas do planeamento e do controlo de gestão podem focar-se com acuidade nas 'gordas', descansadas por saberem que, se quiserem ir aos peanuts, as verbas lá estarão devidamente arrumadas e conferidas.

Ora bem, vendo o disparate que desde há uns cinco anos se passa na gestão da crise financeira europeia, concluo que a Europa está entregue a gente com espírito de contabilista. Não estou a menosprezar os contabilistas, note-se. Mas os contabilistas devem fazer contabilidade, não gerir a União Europeia.

O assunto deve ser analisado por gente com visão, com uma visão holística, estratégica, humanista, gente que perceba o que correu mal na aplicação do ideal europeu e saiba corrigir a rota da condução desta União, gente que saiba o que é a Política.




Não é possível que se esteja a arrastar tamanha crise, uma crise que envergonha quem tenha dois dedos de testa, por causa de trocos. É que o que está em causa na crise financeira grega são amendoins. Houve lá excessos? Claro. Onde é que não houve? Houve lá, como houve em todo o lado, em especial em países com economias vulneráveis e que, ao longo de anos, serviram para alimentar os negócios alemães (no material de guerra, então, foi uma festa! de tudo os alemães venderam). A correcção dos desequilíbrios deve ser feita de forma inteligente, respeitando a dignidade dos povos, pugnando pelo desenvolvimento e pelo equilíbrio.

O que está a ser feito, a querer impor castigos à viva força, só me faz lembrar aquela senhora e o movimento por si capitaneado, uma tal Isilda Pegado que, em conjunto com os PaFs, querem que as mulheres que abortam não apenas paguem taxa moderadora como vejam antes a ecografia e a assinem. Gentinha mesquinha, má, má, que gosta que os outros ajoelhem vergados sob o peso da culpa. Uma vergonha.


Ora aquilo a que assistimos é que parece que na condução dos destinos da Europa se juntaram os contabilistas, as isildas, os láparos desta vida, os chernes e seus derivados, e, ainda, os agentes escusos que se ocupam dos jogos de poder e falhanço (porque, não nos esqueçamos, há sempre alguém que muito ganha quando alguém muito perde) - e o sarilho é infindável, uma teia cada vez mais ensarilhada, uma cambada de estarolas mentecaptos que não sabe sair do labirinto onde se enfiaram. E, claro, os abutres estão à espreita.




Mas, enfim, pode ser que um dia destes, algum desses palhaços ganhe tenência ou que comecem a aparecer Políticos (com maiúscula), inteligentes, honestos, corajosos, e que este regabofe acabe. 

Nesse dia, só espero que haja festa rija, bailes na rua, alegria, esperança, balões pelo ar.

Ora, nem de propósito recebi, de um Leitor a quem muito agradeço, um vídeo extraordinário. Melhor que o fogo de artifício da Madeira, que os balões de S. João, melhor do que tudo o que já se viu. É na Tailândia e é do além. E é o que deveria haver quando a Europa voltar a ser um espaço de liberdade, democracia, desenvolvimento e respeito pelas pessoas.


Giant Circular Rocket

(Para dias de festa rija)


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As imagens acima usadas para enfeitar o texto, que revelam o sentido de humor de quem as produziu, são da autoria do grego Manos Kaperonis (@manoskaperonis)


Há quem diga que, para compreender os outros, nada como nos calçarmos com os sapatos desses outros (sou uma desmiolada com os ditados, e isto que escrevi não me está a soar nada bem; deve ser outra coisa mas, enfim, agora não me ocorre nada melhor).
Ora, aqui a ideia é mudar de cabelo (ou de cabeça, mantendo o cabelo) a ver se compreendem os assuntos com a cabeça dos outros: a sonsa da Merkel a perceber o entalado do Tsipras e o cabelo da sabuja da Lagarde (Lacoisa)** com a cara do pedaço do Varoufakis**. 
Enfim, mesmo que não produza efeito prático, tem graça. Ao menos isso, que os gregos e os europeus em geral não percam o gosto pela alegria de viver.


[** As palavras Lacoisa e o pedaço do outro (pedaço do outro salvo seja, claro) não é de minha lavra: ver por favor, comentário abaixo da sempre inspirada Leitora Rosa Pinto]

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Recebi também, por mail, um outro vídeo que aqui divulgo, desejando que o povo grego que se vê como que enclausurado numa jaula com um leão, e quase parecendo que de lá não vai conseguir sair com muita saúde, tenha a presença de espírito e a coragem que Charlot teve.

(E quem diz o povo grego diz toda a gente que se vê aflita, metida num sarilho dos grandes, aparentemente sem razão para ter esperança: há sempre razões para acreditar). Por exemplo, eu tenho esperança. Apesar das sondagens, acredito que o povo português, nas eleições, vai fazer aos PaFs o mesmo que Jara fez ao Cavani* -- e, portanto, haja esperança, minha gente).



Charlie Chaplin na jaula do leão




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* Dizia eu que, apesar da aparente falta de assertividade de António Costa, que está a custar a arrancar, (e apesar do ar desbotado e infeliz dos cartazes do PS...), ainda estou convencida que, entre o PS, o PCP, o BE e o Livre, os portugueses vão fazer aos PaFs o que o Jara fez ao Cavani.
Aos que não acompanham estes gestos de salão, explico. E que me desculpem as pessoas finas que frequentam o Um Jeito Manso. Eu também sou fina, ora essa, mas, meus Caros, às vezes tem mesmo que ser.

Com vossa licença, mostro e transcrevo


A jogar em casa, o Chile eliminou os uruguaios, detentores do título, num jogo carregado de polémica e com duas expulsões na seleção do Uruguai. Uma delas, a de Cavani, foi crucial no desfecho da partida e está a correr mundo devido ao gesto do defesa chileno Jara, que provocou o avançado uruguaio ao introduzir um dedo no rabo do avançado.


Nem mais.
(Temos pena.)

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Resumindo e baralhando: Está mais do que na hora de nos vermos livres de pró-chernes, ácaros, pinókias, vice-portas, cães com pulgas, schäubles, lagardes rastejantes, hollandes pastelões, vírus, láparos e bicheza ruim de toda a espécie.


Neste caso, do láparo, (como nos restantes): lixo com ele. 
E a seguir, toca de lavar as mãos com um bactericida dos valentes.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira. 
Aliás, todas as sexta-feiras são de uma beleza estonteante. Belas e boas, boas, boas.

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sexta-feira, fevereiro 13, 2015

As 50 sombras de Varoufakis ou o escaldante encontro entre ele e Christine Lagarde. O efeito FMI parece ter-se transferido de Strauss-Kahn para a Lagarde. Depois da carga erótica que as fotografias revelam, não sei onde é que a coisa vai acabar mas só pode acabar bem.



Varoufakis e Christine, a ternura entre o FMI e a Grécia, a atracção dos opostos

e o admirável mundo das fifty shades of money







Bronzeada, feroz no seu cabedal, poderosa e in black, sorriso deleitado a prenunciar aquilo a que estava disposta, Christine Lagarde nem disfarçou.

Provavelmente com cinto em metal, talvez uma corrente com dupla utilização, com certeza com lingerie em tigresse et noir, com certeza com bota de cano alto e salto agulha, a ninguém passou despercebida a química revestida a alta voltagem que ali se gerou.


Ando arredada de notícias pelo que não sei se é conhecido o teor da conversa mas não me chocaria que logo ali tivessem combinado uma sessão em privado.

Se a coisa foi de tipo tranche strip, por cada tranche de amortização da dívida desfasada salta uma peça de roupa, isso não sei.

Se a coisa meteu promesssa de venda nos olhos também en noir, também em cabedal, algemas, chibatinha, e outros apetrechos, isso também não faço ideia.

Agora que o climinha esteve armado, ah, lá isso esteve. Não sei se pintou, se rolou, mas se ainda não, será uma questão de tempo. Varoufakis todo engatatão, ela toda prontinha para o flirt ou, quando a coisa aquecer, dominatrix ela, dentinho arrebitado ele, só de vê-los todo o mundo percebeu que a coisa tem tudo para prometer ser em grande estilo. 

Ela é um pouco mais velha e deve ter toda a escola FMI. Com certeza que Strauss-Khan deve ter feito shadowing com a sucessora, passando-lhe todos os dossiers, todas as boas práticas.

Tudo coisas capazes de intimidar qualquer calcinha mas nada que assuste um campeão como o Varoufakis, que tem ar de ter competência para lidar com a alta e a baixa finança.

Pelo ar dele, todo olho no olho, todo ele cumplicidade, as sombras a misturarem-se, os sorrisos já mergulhados um no outro, não dá é para perceber como não houve logo ali uma cena de beijo na boca.

Na volta, a seguir à sessão de fotografias, foram para uma salinha para acertarem uns pormenores relativos ao serviço da dívida e não perderam tempo, anda cá, Yanis, que és meu, e tu também, Chris, anda cá que és minha.





Mas uma coisa há: agora que os vejo juntos, acho-os parecidos, o mesmo nariz, a mesma boca, o mesmo sorriso. Se ele pusesse uma cabeleira igual à dela e se ela rapasse o cabelo para ficar com aquela cabeça malandreca até poderiam inverter os papéis. Ele de fio dental e bota alta, blusão de cabedal e chibatinha na mão, ela carregadinha de testosterona a avançar para ele, algemas na mão, sorriso castigador na ponta dos dentes. Aí ainda as coisas poderiam ser mais calientes, prometendo uma verdadeira desbunda retro-erotic.

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E, agora que já me alinhei com a comunidade invocando as 50 sombras de Grey, já posso dizer o que acho disto tudo: obviamente a Grécia vai sair-se bem. Aliás: já está a sair-se bem.

Se há láparos e seguidores que gostam de andar de gatas ou de perna aberta, é lá com eles. Agora uma coisa é certa: já pouca gente há que não despreze esta gente que se deixou pisar por bardajonas e que não faz outra coisa senão pedir mais.

Angela Merkel, uma coisa já fora de prazo,
prontinha para ir chatear outros, levando consigo a laparada que já ninguém aguenta

Alexis Tsipras e as mulheres.


E se a matrafona está capaz de arrumar as botas,
em contrapartida, veja-se o sucesso da rapaziada grega,
 gente com tudo em cima, sorridentes, atraentes,
 sexys à brava, porra.








E viva a Grécia e viva o Varoufakis e viva o Alexis
e viva quem está vivo e viva quem quer viver com esperança no futuro
e viva o humor. E viva a sedução e viva o amor.

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Não tenho os livros das sombras, não os li, não vou ler, não vou ver o filme. Do que folheei na livraria e do que vi na apresentação do filme, parece-me coisa infantilóide, fantasia de adultos literariamente pouco evoluídos e sexualmente muito acorrentados (a preconceitos, claro).



Parece que o público feminino predomina, embora o público masculino aparentemente não lhe fique indiferente. Talvez seja uma espécie de libertação, acredito que algumas mulheres, lendo cenas pretensamente mais ousadas, se sintam arrojadas, libertárias. Nada contra, cada um é como cada qual.

Mas o actor que escolheram para fazer de Mr. Grey parece apanhado em verde, incapaz de qualquer coisa que se aproveite, uma variante de ronaldinho. Haverá anastácias desta vida que caiam de quatro perante um copinho de leite, um pãozinho se sal destes? Duvido.


As Cinquenta sombras de Grey - Trailer

com Jamie Dornan e Dakota Johnson





Um dia destes dispo-me de preconceitos e invento eu aqui um conto à maneira, coisa para adultos mesmo. A ver se não empolgo mais as hostes do que a E.L. James! Tenho é que impedir os meus filhos de lerem o blogue nesse dia e depois, no dia seguinte, retiro logo o conto de circulação. Como personagens, para a coisa ter ainda mais pimenta, usarei autores de blogues que costumo ler. Me aguardem...

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E é isto. O cansaço está a dar-me com força. Tenho tido uns dias mesmo muito esgotantes (e emocionalmente um bocado stressantes) e, por isso, hoje não consigo partir para um segundo post nem consigo desenvolver mais, tenho mesmo que ir descansar.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa sexta-feira 
e vamos esperar que, daqui para a frente, de cada vez que Passos Coelho ou Cavaco digam nova inconveniência lhes caia um dentinho. 
Em directo.
 (Rapidamente vão ficar completamente desdentados, ainda mais impróprios para consumo do que já são)

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terça-feira, fevereiro 10, 2015

Tsipras, Varoufakis, Merkel, Passos Coelho - a dívida, a usura, a Grécia, a Alemanha, Portugal. Uns e outros em cartoons. Porque, mesmo quando tudo falta, que não falte o humor.


No post abaixo já partilhei uma anedota sobre o inteligente C-rato. Enviou-ma um Leitor e eu fiz-me eco dela porque acho que retrata bem a figurinha.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, prossigo com humor.

Recebi, por mail, duas imagens, uma relativa ao boletim de voto na Grécia e outro com a Merkelassos, um ser que resulta da transmutação do láparo na matrafona. Isso deu-me vontade de procurar mais cartoons sobre a Grécia. Muito à pressa - que hoje a minha noite está um autêntico sprint - descobri alguns.


Porque é que os novos ministros gregos não usam gravata?




 A maratona grega 

O mito de sísifo dos tempos modernos



Uns de pé, com coragem, ouros agachados. Portugal de perna aberta.




Alemanha - sempre a querer chuva na eira e sol no nabal 

(e, custe o que custar, mais e mais euros no seu quintal). 

Depois disto, para que lado vai pender o euro?




A Grécia para a Merkel: está bem, está...




Como era o boletim de voto grego



E, para finalizar, a nossa Angela de trazer por casa, o laparangelo ou a merkeassos. 

Ou, melhor, o híbrido mal enjorcado de seu nome Laparangelo Merkelassos.




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Relembro que no post abaixo poderão ver uma anedota sobre as espertezas saloias do C-rato.

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Hoje tenho que me ficar por aqui porque não tarda tenho que estar a pé para dois dias fora de casa numa maratona que não vai ser moleza. E a ver se esta terça à noite consigo fazer qualquer coisa aqui no UJM porque terei um jantar e não sei bem a que horas regressarei ao quarto de hotel nem se terei capacidade para escrever. E na quarta-feira idem: imagino que devo vir com a cabeça feita em água pelo não sei se chego com tino para escrever. Ou seja, se não der as caras, não se admirem. Mas vou tentar.

E, ainda por cima, já vi que lá para as bandas para onde vou está um frio do catano. Fogo!



(... and sorry for my french.)

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira.

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