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sexta-feira, novembro 01, 2013

Álvaro Santos Pereira (o ex-Álvaro, o vira-casacas, o tira pastéis-da-cartola, o faz o que eu digo, não faças o que eu faço), agora defende que a dívida deve ser reescalonada para 40 ou 50 anos, que a prioridade deve ser baixar a carga fiscal, que a austeridade cega, ano após ano, pode levar a ditaduras na Europa e sei lá que mais. Ou seja, passou-se outra vez para a oposição. [E eu, para que a vossa visita valha a pena, tenho aqui para vos oferecer a Kate Winslet pela Bettina Rheims, o 'depois da música' pelo Luís Quintais e o 'Hey Laura' do Gregory Porter. E pudesse eu oferecer-vos um bocadinho da marmelada que a minha mãe fez, acompanhada por um bocadinho do queijo que o meu filho me trouxe de Milão, fá-lo-ia de bom gosto. A sério.]


Que nem de propósito. Se descerem um pouco mais, a seguir às palavras de António Lobo Antunes e André Macedo, palavras imperdíveis, tenho um post com dois filmes muito esclarecedores sobre as razões da dívida pública: como lá se chegou, os mitos e os truques. Aconselho-os. São claros e sugestivos. 

Mas isso é mais lá para baixo.

Pois bem, a propósito da dívida, o nosso pequeno Álvaro por aí anda, franga à solta, a causar baderna e a pregar contra a dívida: que a dívida asfixia a economia e que é preciso baixar impostos às empresas e às famílias e etc e tal, e tal e coisa - e que agora é que bom, que agora pode dizer o que pensa. Na conferência 'Portugal em Exame' foi o que se quis. Nem o Louçã nos seus belos tempos na Assembleia da República, nem a Heloísa Apolónia, essa intrépida subversiva, foram alguma vez tão longe no ataque cerrado à governação do Coelho Passado. Pelos vistos, enquanto esteve no Governo, o ex-nosso Alvarito andou a ser mentiroso todos os dias, sempre a dizer o contrário do que pensava. 


Ai estes pequenos patetas que nos andam a governar, medrosos, cobardolas, pequenos mentirosos...

E eu, que se apanho destes pela frente, lhes perco o respeito, pergunto-me se é agora que está a ser sincero ou se já lhe cheira a fim de ciclo e quer já perfilar-se para o day after.

É como o Pires de Lima, esse outro artista. Enquanto estava cá fora, que o que era preciso era fazer isto, aquilo e o outro e pintava a manta por tudo o que era televisão. Pois bem, agora que já está em posição de fazer alguma coisa, eis que não faz coisa alguma e, em contrapartida, inventa que vê milagres, macaquinhos no sótão, passarinhos na outra banda, etc - só coisas bizarras; coisas concretas e úteis: zero. Em suma, aproximou-se do Coelho e desvirtuou-se instantaneamente. Uma coisa estranha, isto. Se calhar também foi isso que aconteceu ao Alvarito. Tudo culpa das más influências do Coelho.


Ou será que é o Coelho ou o Poiares Maduro ou o Colares Rosé que se enfrascam e enfrascam os outros todos, tudo o que é ministro, como António Lobo Antunes antecipa? Andarão todos sempre com os copos? Bolas, isso também não acredito, isso já seria demais. Mas parece. Lá isso parece. Mas acho que devem padecer de alguma enfermidade cujos sintomas são os mesmos que na embriaguez. Cá para mim é capaz de ser isso. Não sei.

= = = = = =

O que sei é que tudo isto me dá uma fadiga que não vos digo nada.  Por isso, fico-me por aqui e vou-me deitar. Mas, antes, um momento fotográfico, poético e musical que eu, bem vistas as coisas, não quero que vos falte nada. 



Os poetas vão ficar no desemprego, em breve, muito em breve.

Os algoritmos sem erro, perfeitos de pesadelo, escreverão melhor. 

*



*

  • A Kate Winslet, completamente fadigada como eu estou agora,  foi fotografada por Bettina Rheims
  • O pequeno poema é de Luís Quintais e pertence a 'depois da música', o novo livro da bela colecção da Tinta da China coordenada por Pedro Mexia.
  • O 'Hey Laura' é interpretado por Gregory Porter.


*

E eu fico-me por aqui não sem antes vos recordar que há mais posts por aí abaixo, material de qualidade (e estou à vontade para o dizer porque não é meu).

Com tanto assunto que este malfadado desgoverno suscita, nem tenho tido disponibilidade mental para vos mostrar mais o Porto e Guimarães. Parecia eu que estava a adivinhar. Mas guardado está o bocado para quem o há-de comer. Por isso, um dia destes será.

*

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta feira!

quinta-feira, julho 25, 2013

O novo governo de Passos Coelho tomou posse, todos sorrisos. Eu disse 'novo governo'...? Opppsss, enganei-me... É o mesmo. É o desGoverno de Passos Coelho e mais uns quantos, apadrinhado por Cavaco Silva. São os mesmos só que agora estão todos mais desconfiados e ressabiados uns com os outros, todos de faca na liga. Mas todos a fingir que são outros. Senhores e Senhoras preparem-se: chegou o tempo das matrafonas!





Pouco se me ocorre dizer a propósito desde governo recauchutado. 


Se digo mal, ainda acham que sou má língua ou que estou a deitar mau olhado. Nestas alturas as bentinhas e os beatinhos - aqueles que comem tudo o que lhes dão a comer e que acham que é boa educação tudo engolir - acham, como sempre, que se deve dar um voto de confiança e tal e coisa e desejar boa sorte e tudo isso.

Eu também, sinceramente, desejo que tenham boa sorte pois, se a tiverem, quem ficará a ganhar será o País. Mas acontece que não sou bentinha nem beatinha.

Vamos por partes.




1. Esvaziar um bocado os mega-ministérios, essa ideia estúpida de Passos Coelho (mais uma das suas muitas ideias do mesmo calibre), poderia parecer boa ideia. Mas vai implicar novas remodelações, novas leis orgânicas, toda uma burocracia (que não é isenta de custos) que vai atrasar o funcionamento efectivo.


Mas, enfim, no meio de tanta desgraça, esse talvez até seja o menor dos males. Tanto nos habituámos a tudo aceitar, que já damos de barato o que é menos nefasto, como se fosse normal termos a governar o País gente que se pode dar ao luxo de experimentalismos ignorantes e irresponsáveis.




2. Sobre Pires de Lima, substituido o totózito Álvaro, só posso achar que estará muito melhor preparado para exercer as suas funções. Conhece a economia real, conhece o mundo das empresas, é directo, tem espírito de liderança. 





3. Sobre o rapaz Jorge Moreira da Silva, mais um jota, que - read my lips: depois de, recentemente, ter andado a rodar a bolsinha pelos grandes escritórios de advogados  a anunciar gelados e outras quimeras desligadas da realidade, escritórios esses que, para assistir, convidaram, por sua vez, os seus principais clientes - agora chega a ministro, também não me vou pronunciar. 





4. Mas já me faz espécie que Rui Machete aceite entrar num governo desconforme, chefiado por um sujeito desqualificado. 


E é aos 72 anos que vai ter genica para aguentar viagens sucessivas, diferentes fusos horários? Acusado pelos americanos de gestão ruinosa, faustosa, quando à frente da FLAD, e ligado à SLN e ao BPP, seria esta a pessoa com um curriculum mais adequado para ir para MNE? Não sei, tenho algumas dúvidas. 


De resto não guardo ideia de quando ele andou nos governos. Lembro-me muito bem, isso sim, de um colega meu, católico do mais praticante que há, daqueles dos Grupos de Nossa Senhora, que fazem formação a casais e organizam grupos de reflexão, me contar que quem lá estava sempre caído era o Rui Machete. Não quererá dizer nada mas sempre me fez muita confusão que católicos, tão católicos, depois, quando se apanham com a mão na massa, façam coisas como esta: «continuar a gastar 46% do seu orçamento de funcionamento nos seus gabinetes luxuosos decorados com peças de arte, pessoal supérfluo, uma frota de BMW com motorista e custos administrativos e de pessoal que incluem por vezes despesas de representação em roupas, empréstimos a baixos juros para os trabalhadores e honorários para o pessoal que participa nos próprios programas da FLAD». 

Segundo Francisco, o Papa, cristãos que exerçam actividade política (que, segundo ele, é um dever) devem fazê-lo com espírito evangélico. Deus meu, que distante estão os que conhecemos disso...



[Num àparte, para que aqui fique registo das referidas palavras de Francisco]




5. Mas depois há a desconformidade maior de que já aqui falei (desculpem, pois, a repetição): que sentido faz que o líder de um partido minoritário fique com as pastas mais relevantes do governo, a Economia, a Reforma de Estado e as negociações com a Troika? 





Eu diria que não faz sentido nenhum. Mas isso também eu daria de barato. A política com este governo desceu a um tal nível de disparate que já dou quase tudo de barato.

O pior é que não vai funcionar.

É certo que parece que vivemos o tempo dos homens sem palavra. Dos homens sem coluna vertebral. Mas esses mesmos são também, têm-no demonstrado à saciedade, homens mesquinhos, egoístas, maus.




Por isso, não é de crer que Passos Coelho deixe o nº 2 mandar mais do que ele, muito menos ficar com louros. Não vai deixar. Já se percebeu que Paulo Portas também não tem dificuldade em rastejar e aceita ser pisado a troco não se sabe bem de quê. Mas, se Paulo Portas é um homem sem palavra e da raça dos rastejantes, já não me parece que Pires de Lima o seja. E não o vejo a vender pastéis de nata ou a inventar fantasias como o Álvaro. No dia em que Pires de Lima se atire para fora de pé, contando com o suporte do seu amigo Portas, será que vai aceitar, a seguir, ser rasteirado por Passos Coelho?

Tenho muitas dúvidas.




6. Tudo isto para chegar ao ponto final. E digo bem: ponto final. É que tudo vai ter sempre ao ponto que é ao mesmo tempo o ponto de partida e o ponto de chegada: Passos Coelho. 


Este desGoverno teve, desde o início, muitos males. Teve um inqualificável Relvas, teve um sociopata Gaspar, teve um desleal Portas, teve um ingénuo e apatetado Álvaro, teve mais uns quantos. Mas teve, sobretudo, um ignorante, incompetente, insensível, inculto, frio, com mau perder, vingativo Passos Coelho.


E ainda tem.




Por isso, o Governo pode parecer outro mas, de facto, é o mesmo.

Travestiu-se para ver se passa despercebido, para ver se aguenta mais dois anos. Mas, vendo por detrás das aparências, as matrafonas são afinal as mesmas criaturas que há dois anos andam a destruir Portugal. 

Por isso, nada a fazer. Temos pena.


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As fotografias foram obtidas na net através da pesquisa 'matrafonas no carnaval de Torres Vedras'.



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Para quem queira começar a formar ideias sobre os e-books, permito-me sugerir a leitura do post abaixo onde, a propósito de um elucidativo comentário do JCM que fala com conhecimento de causa, mostro que começo a ficar tentada (embora ainda com muitas dúvidas).

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Resta-me desejar-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira.
  Enjoy.


sábado, julho 06, 2013

Paulo Portas vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Jorge Moreira da Silva ministro do Ambiente, e mais não sei o quê? A ser isto verdade, pergunto eu: Paulo Portas não tem vergonha na cara? Nenhuma?!?! A decisão de sair do Governo não era irrevogável? ... E como é que fica Cavaco Silva no meio disto? Cavaco Silva não tem que aprovar este arranjinho? A que propósito é que já aí andam estes levianos a apregoar esta treta toda? // No meio desta palhaçada há uma coisa de que ninguém se deve esquecer: o falhanço total de todas as metas que o programa de ajustamento visava. Este Governo andou a seguir uma política errada. Estamos piores do que estávamos antes de virem para o Governo. Assumiu-o Vítor Gaspar ao demitir-se e assumiu Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, que disse preto no branco que o programa de ajustamento falhou todas as metas. Ouvi-o dizer isso. Vi a transcrição dessas palavras no site da TSF. E agora, misteriosamente, essas palavras desapareceram. // Termino com uma quadra de António Aleixo na qual ele nos explica que vinho que vai para vinagre não retrocede o caminho, só por obra de milagre, pode de novo ser vinho.


No post a seguir a este falo da anedota que é a solução com que Paulo Portas e Passos Coelho pretendem continuar a afundar o país. Desculpem, não era isto que eles queriam dizer: reformulo - a solução que eles aprofundaram e que basicamente consiste em Paulo Portas fazer uma nova pirueta e destruir de vez a imagem que o País tem dele, Passos Coelho mostrar que é um falso obstinado pois, de facto, é um pau mandado e... claro, quem se lixou foi o pastel de nata, o Álvaro. A propósito  do que se está a passar, conto a anedota do comboio e do palerma que, sem perceber porquê, estava ali mesmo só para levar estaladas.

Mas isso é no post abaixo.

Aqui, agora, a conversa é mais séria.


Cavaco Silva aceita ser passado a ferro desta maneira pelos dois levianos e irresponsáveis líderes do PSD e do CDS? 




Achará esta dupla que ainda é credível aos olhos do País?
Uma vergonha tudo isto, uma vergonha...



Depois do mais absoluto desprezo que Passos Coelho e Paulo Portas mostraram por Cavaco Silva com o que se passou durante esta semana, admitia eu agora que, depois da barraca que armaram e do prejuízo (prejuízo financeiro, social e moral) que causaram ao País, agissem agora com algum decoro.

Admitia eu também que Cavaco Silva lhes tivesse dado um chega para lá, deixando bem claro que cenas deploráveis daquelas não voltariam a acontecer, que não voltaria a ser desautorizado e achincalhado por eles na via pública.

Admitia eu ainda que, depois de se saber que Cavaco Silva estava a chamar a Belém os partidos para os ouvir sobre esta triste e preocupante situação, aqueles dois descompensados, desequilibrados e mal educados líderes do PSD e CDS, tentariam comedir-se e esperar pela decisão do Presidente da República antes de armarem outro carnaval.

Pois não. Mal Passos esta sexta feira saíu de Belém, depois de lhe ter ido comunicar qual o novo arranjinho, eis que aí andam já todos contentes com o novo compromisso a que parecem ter chegado - o Portas não apenas volta atrás com a sua decisão, como sobe na estrutura do governo e fica com a Economia, chutando borda fora o pobre do Álvaro, e engolindo a Miss Swap, como se isso não tivesse sido o suposto pomo da discórdia; e o Passos mostra porque razão toda a gente diz que não tem um mínimo de capacidades de liderança, sendo o Governo a maior descoordenação e bandalheira - fazendo comunicações atrás de comunicações, divulgando o novo governo como se se marimbassem completamente para a decisão do Presidente.




Depois destes anúncios todos - que este vai para ministro disto, o outro para ministro daquilo, que o ministério é dividido em dois e mais não sei o quê - com que cara é que Cavaco vai falar com os Partidos? Depois de Portas e Passos o exibirem ao País como um verbo de encher, com que resto de autoridade é que ele vai falar com os outros Partidos????!

E pergunto eu: nova alteração nas leis orgânicas do Governo?!?! A mais de meio do mandato, no meio desta crise toda, vão-se pôr outra vez a perder tempo com mexidas destas que consomem um tempo incrível? Mas está tudo doido? É a mesma coisa que, no meio de um tremor de terra, com a casa a cair, aparecer um doido varrido que resolva pôr-se a alterar a decoração da casa.

Gente estúpida, gente sem carácter, gente irresponsável, gente perigosa.

De que é que Cavaco Silva está à espera para correr com eles? A pontapé.

/\


No meio desta palhaçada deplorável não nos esqueçamos da verdadeira raiz dos problemas de Portugal:


  • A desgraçada impreparação e incompetência de Passos Coelho e a maioria dos ministros do seu Governo
  • A estupidez que é o programa de festas que têm seguido com fundamentalista cegueira

Ambas comprovadas através da constatação, através dos resultados, da inviabilidade do caminho que tem estado a ser seguido. Assumiram-no publicamente Vítor Gaspar na sua carta de demissão e Carlos Costa, Governador do BdP.



Vítor Gaspar, ao sair e ao escrever aquela extraordinária carta com a qual entalou Passos Coelho, disse, preto no branco, que as políticas seguidas pelo Governo falharam todas, que os resultados foram uma desgraça e que, perante tamanho descalabro, não havia condições para continuar em funções. 

Ou seja, o agente principal da cega política de austeridade que destruíu o País, assumiu por escrito que a política estava errada em todas as suas frentes. 

Pois bem, esta sexta feira foi a vez de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, o assumir em público. Eu ia no carro quando o ouvi dizer que falhou tudo, que todas as metas falharam, que havia que reconhecê-lo. Que se tinha feito tudo com todo o rigor mas que o falhanço tinha sido total.





Quando cheguei perto de um computador, pesquisei e encontrei a transcrição dessas palavras no site da TSF, juntamente com a gravação audio dessas declarações.

Pensei: caraças... quando o Governador do Banco de Portugal assume em público que toda a política que tem estado a ser seguida está errada e que não conduziu a um único resultado positivo, isto vai dar que falar, não se vai falar de outra coisa, depois disto quem é que ainda vai ter cara para defender o crime que tem estado a ser levado a cabo??!

Mas, ao ouvir as notícias, os comentários, etc, comecei a estranhar: ninguém falava no assunto. Apenas no Expresso da Meia-Noite Vera Jardim o referiu. Não ouvi mais ninguém.

Fui agora ao site da TSF para transcrever para aqui e, para meu espanto, o que eu tinha visto e ouvido desapareceu!!! 

Quando faço a pesquisa no Google, ainda aparecem os links para a notícia original e ainda consigo ver "Banco de Portugal: Carlos Costa assume que programa de ajustamento falhou todas as metas ..." mas quando clico para entrar vou parar a outro texto e a outra gravação.

Isto já está assim. Mas, para que conste, aqui o deixo escrito e repito: Banco de Portugal - Carlos Costa assume que programa de ajustamento falhou todas as metas. 

__




Por isso, quando vier o cherne Durão, a alforreca Olli Rehn ou qualquer outro avençado, dizer que o que é importante é que se continue a implementar o programa de ajustamento até ao fim, até ao último sopro, até ao último pingo de sangue, e que estávamos no bom caminho e, portanto, que não nos desviemos, acho que só há uma resposta possível: que se vão f----!! (Peço desculpa mas não há uma forma delicada de o dizer).



//\\

No meio desta linda carga de trabalhos, no meio de tanta palhaçada, de tanta desgraça, de tanta demonstração de falta de carácter, de tanta estupidez, é importante que não nos deixemos distrair: o que tem que ser mudado em Portugal não é o Álvaro ou a Miss Swap. Não. 


O que tem que mudar é esta política, quem tem que desaparecer dos lugares de poder é esta seita toda que tem andado a desgraçar o País, o que tem que mudar é a nossa atitude de acreditar em tudo o que estes vigaristas nos dizem, a nossa atitude passiva de nos deixarmos roubar e empobrecer a troco de coisa nenhuma, a nossa atitude beata que nos leva a expiar culpas que não são nossas, deixando que o País se afunde sem que mexamos um dedo para nos defendermos, para defender o nosso País.

\\//

Bem. É tardíssimo, 3 da manhã, e eu tenho sono. Não consigo reler o que escrevi. Se calhar está tudo com letras trocadas e uma pontuação desgraçada. Amanhã logo vejo se arranjo tempo para lhe dar uma limpeza. Os cartoons são obra, como ultimamente vem sendo costume, do inacreditável blogue We Have Kaos in the Garden.

Relembro ainda: se quiserem ler uma anedota a sério que remete para a triste sina do Álvaro, é descerem até ao post a seguir a este.

E, se quiserem ler e ouvir quadras de António Aleixo e conhecer um documentário sobre este Poeta, ficarei feliz por vos receber no meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, a love affair.

Abro aqui o apetite - e vejam se não se aplica à situação presente:

Vinho que vai para vinagre   
Não retrocede o caminho;
Só por obra de milagre,
Pode de novo ser vinho.

//\\

E tenham meus Caros Leitores um belo sábado. 
Atenção à canícula: irra que isto é que vai um verão quente...!!!

sexta-feira, julho 05, 2013

Paulo Portas afinal fica no Governo?! Fica ministro de quê, agora que se tornou, aos olhos de todos, uma pessoa revogável (ou talvez seja mais correcto dizer: uma pessoa com um carácter revogável)? E que mais contém a fórmula de Passos Coelho para governar o País? No rescaldo do surto psicótico da demissão de Vítor Gaspar e no meio da pancadaria entre Paulo Portas e Passos Coelho, acabam os dois últimos aos beijos e abraços e lixa-se o Álvaro....?! Surreal...! Faz lembrar a anedota do comboio em que quem leva a estalada, sem perceber porquê, é o palerma. E Cavaco Silva, uma vez mais, apadrinha esta palhaçada?!?!?!




A imagem não tem nada a ver com a história abaixo até porque falta o 4º personagem,
 mas, ainda assim, aqui está: achei-a gira


No mesmo compartimento de um comboio viajavam um sujeito com ar de engatatão, um tipo com ar de palerma, uma loira espectacular e o marido dela. Ao fim de alguns minutos de viagem o comboio entra num túnel. Nisto, ouve-se uma grande estalada. O túnel acaba, faz-se luz e o tipo com ar de palerma está com a cara vermelha de um dos lados.

Pensa o marido: "O palerma deve ter apalpado a minha mulher e ela, uma senhora, deu-lhe um estalo."

Pensa o palerma: "O engatatão deve ter apalpado a boazona e ela julgou que fosse eu e deu-me um estalo."

Pensa a loira: "O palerma deve ter tentado apalpar-me, mas como é palerma, enganou-se e apalpou o meu marido e ele, é claro, deu-lhe um estaladão."

Pensa o engatatão: "Mal posso esperar para que venha mais um túnel para dar outro estalo ao palerma."


O Álvaro, esse fofinho, que me desculpe mas lembrei-me logo desta anedota quando soube que, depois de todos os desaguisados públicos, depois de todas as demissões irrevogáveis, das não aceitações das demissões, das barracas e contra-barracas entre Paulo Portas e Passos Coelho que fizeram o País perder um ror de dinheiro e fizeram com que os portugueses alimentem um cada vez maior distanciamento em relação a uma classe política que mostra ser impreparada, incompetente, interesseira e amoral, um dos que pode acabar por levar uma estalada é, justamente, ele (isto se Cavaco Silva aceitar que este bando de doidos se mantenha em funções)…

Do além, isto, do além...!




Vejamos:

  • Sai o Gaspar a bater com a porta, a denunciar a bandalheira que reina no governo, a fazer um mea culpa reconhecendo que todas as políticas que levou a cabo se traduziram num falhanço, que já não há condições para prosseguir, e, com isto, entala o Passos Coelho; 
  • a seguir entra a Miss Swaps, fiel seguidora do Gaspar, isto é a implementadora das políticas erradas, deixando Paulo Portas furibundo com Passos Coelho por este não lhe ter dado ouvidos;
  • no meio disto, o dito Paulo Portas é entalado por Passos Coelho e posto como nº 2 do Governo; 
  • logo a seguir, Paulo Portas sai irrevogavelmente deixando toda agente de boca aberta, ou melhor, entalada: o Primeiro Ministro, o Presidente da República, os outros ministros do CDS e o próprio CDS;
  • logo a seguir o Passos Coelho entala outra vez Paulo Portas, recusando-se a deixá-lo sair do Governo; 
  • a seguir o CDS atira-se a Paulo Portas e entala-o bem entalado, obrigando-o a arrepiar caminho e a, de rabo entre as pernas, ir ele próprio tentar compor as coisas - e logo com quem? Pois... Com aquele a quem ele já não pode ver à frente, ou seja, Passos Coelho. 
  • Enquanto isto, o Cavaco deve estar transtornadíssimo, a espumar pelos cantos da boca com os dois com tanta infantilidade, tanta irresponsabilidade. Mas, uma vez mais, é capaz de fechar os olhos, fazer-se de morto, e deixar que cada um se amanhe.


E no meio deste bacanal todo quem é que corre o risco de se lixar (passe a expressão, claro)? O Álvaro. 



Não é de gargalhada?



O que eu me tenho rido com esta fantochada. Enfim, rido, rido, não será bem o caso porque todas estas fantochadas têm um pesado custo para nós. É que eles poderiam brincar aos casalinhos ou aos cowboys ou aos zombies, ou ao que quiserem, se não nos estivessem a sugar até ao tutano para a seguir destruirem tudo o que nos roubam, se não estivessem a destruir vidas, famílias.

Assim o que isto é, é uma tragédia levada a palco por gente de vigésima categoria, sujeitos que nem para figurantes teriam categoria, quanto mais para artistas principais.

De qualquer forma, a crer nas notícias mais recentes, parece que a palhaçada vai continuar.

Pelo meio é passado o atestado de óbito ao carácter de alguns, mas enfim, o que é que interessa o carácter de uma pessoa? Ora, ora, picuinhices.

*

As imagens são, como de costume, do inspirado e inesgotável blogue We ave Kaos in the Garden.

*

Ainda cá volto para falar das rocambolescas mexidas no Governo que se anunciam como se Cavaco já as tivesse sancionado e, também, de uma coisa que ouvi hoje ao Dr. Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, que é extraordinária e da qual, estranhamente, ninguém fala - quando não se devia falar noutra coisa.

Sigam, pois, por favor, para o post acima. 

sexta-feira, junho 14, 2013

O pseudo-leão, ministro Nuno Crato, resolveu interpor recurso no tribunal para mudar a decisão do colégio arbitral de não fixar serviços mínimos para o dia das provas de Português e Latim do Secundário. Hoje soube-se que 'O recurso do Ministério da Educação que contestava a decisão do Colégio "carece de ser aperfeiçoado". Hoje, o juiz decidiu dar dez dias para que sejam cumpridos todos os requisitos, entre os quais juntar "cópia da decisão" do colégio arbitral. Ainda, segundo a agência de informação nacional, o juiz considerou o recurso do ministério "não urgente". Seria antecipando isso que o Passos Coelho teve uma crise de nervos no Parlamento e desatou a rir à gargalhada, descontroladamente? Ou estava apenas a gozar que nem um perdido, por se ir manter à margem da lei, não pagando o subsídio de férias no mês devido? Ou terá sido na altura em que lhe ocorreu dizer que ia mudar a lei para não ter que se sujeitar à lei? Confuso, não...? Das razões dele, eu não sei. Mas sei das minhas. Tão incompetentes, senhores, que nem um simples recursos sabem fazer. O que eu me tenho rido... Estou aqui agarrada à barriga, rio, rio, rio, e isto depois de nos andarmos todos a rebolar de riso pelo chão.


No post abaixo dou conta de duas portuguesas donas de grandes vozes, capazes de emocionar quem as ouve: Susana Gaspar que, por estes dias, disputa o título da melhor cantora do mundo, e Ângela Silva, uma também jovem e dotadíssima cantora que me emociona.

Mas aqui, agora, a conversa é outra. A bem dizer nem consigo dizer nada... Isto é mau demais para ser verdade. São tão incompetentes, tão, tão incompetentes. 



Ri de quê, este pedaço de asno?



Querem ser autoritários, querem ser ameaçadores, querem ser liberais. Mas são de uma mediocridade tal que fazem tudo ao contrário. Em vez de liberais são do mais cabotino-estadistas que já se viu. Em vez de autoritários o que provocam é a gargalhada generalizada. Em vez de ameaçadores são, de facto, manipulados por tudo o que é gato sapato. 

Claro que, pelo meio, vão causando danos irreparáveis. 

Mas, em tudo o que fazem, fazem asneira da grossa. Orçamentos todos inconstitucionais, as contas todas erradas, as previsões todas falhadas. E andam todos trocados, uma coisa que só vista: o ministro dos Negócios Estrangeiros arma-se em Ministro da Economia e aparece a anunciar investimentos, o Álvaro, em vez de se ocupar da Economia, anda a passear pela Feira da Agricultura. O mesmo Álvaro desata-se a rir à porco quando um deputado do PC goza com o Gaspar. E o dito Gaspar arranjou uma estrangeirinha com os subsídios que agora não há quem se entenda. 

Ao Passos Coelho, que não consegue ter uma ideia própria, vão-lhe colando argumentos com cuspo e, portanto, ele vai variando no que diz, ora dá umas justificações, ora dá outras, ora dá o contrário, e ora é para não desestabilizar o orçamento das famílias, ora é porque não há lei, ora é por causa do défice - e, no meio da baralhada, uns pagam, outros não sabem o que fazer, e toda a gente com dois dedos de testa diz que o Governo, uma vez mais, está a agir à margem da lei. O costume.

Como referi aqui há dias, com esta cena da greve dos professores o Crato resolveu armar-se em macho man e avançou à bruta, e todo ele bravatas, e  todo ele desafiador, manipulador, e que ia avançar com um recurso e agarrem-me senão eu mato-os.

E, perante tanta fanfarronada, a que foi que assistimos hoje? Ao maior bigode de que há memória, ao gozo mais acabado, o país inteiro a rir-se à gargalhada. Ainda não me recompus.

Transcrevo do Expresso:

O recurso do Ministério da Educação "carece de ser aperfeiçoado". Hoje, o juiz decidiu dar dez dias para que sejam cumpridos todos os requisitos, entre os quais juntar "cópia da decisão" do colégio arbitral.


Ainda segundo a agência de informação nacional, o juiz considerou o recurso do ministério "não urgente".



Face a isto, em todos os lares, em todas as ruas, aquém e além mar, assiste-se, mais coisa, menos coisa, a isto:




**

A ver se ainda cá volto....


sexta-feira, maio 24, 2013

Chegou a hora do investimento...?! Só contaram para eles - para a dupla Gaspar-não-acerta-uma & Álvaro-o-rei-dos-Pastéis... Num dia, Passos Coelho diz que benefícios fiscais para as empresas só lá mais para daqui por uns anos. No dia seguinte aparecem estes maduros a dizer que o IRC pode baixar, já!!!, de 25% para 7.5%. E aparentemente isto é uma coisa de tipo promoção, só até ao fim do ano... Mas esta gente vive em que planeta, senhores??????


No post a seguir a este falo da nova Casa dos Segredos. Aliás, não: da casa do Big Brother. Aliás, não: do Conselho de Estado. Aliás, não: da casa da joana. 

Depois, no post mais abaixo, envio um adeus português a Georges Moustaki.

Mas isso é a seguir a este. Aqui, agora, a conversa é outra. 

*


Não andava o Lobo Xavier a estudar há imensos meses a redução do IRC? Não andavam todos os outros a dizer que isso era bom mas que agora não pode ser...? Ainda na quarta feira ouvi o Passos-o-morto-por-se-ver-livre-disto a dizer que só daqui por uns anos.



Álvaro-o-rei-dos-pastéis e o Gaspar-não-acerta-uma,
aplaudindo-se um ao outro depois de  terem fugido do Júlio


Então qual a explicação para esta maluquice de hoje, de aparecerem aqueles dois artistas a fazer saldos do IRC?

Fiquei de boca aberta. Juro. Isto não é normal.

Eu explico como é que se passa um processo de investimento numa empresa.

Fazem-se estudos, vê-se se há mercado, analisam-se os custos (quer do investimento em si, quer dos custos de exploração dos anos seguintes). Analisa-se se há capitais próprios ou não. Vê-se qual o custo de ir pedir dinheiro emprestado. Fazem-se projecções para os anos de vida útil do investimento. Verifica-se se é rentável. Estuda-se o contexto: há estabilidade fiscal? Há estabilidade no mercado? Há perspectivas de crescimento? Etc. Etc. Etc.

Isso pode levar meses pois é necessário fazerem-se estudos, pré-projectos, consultas a fornecedores, etc, etc, etc.

Depois, se parecer rentável, e se se resolver ir em frente, há meses antes de pôr efectivamente em marcha. Encomendam-se ou fazem-se projectos, fazem-se novas consultas ao mercado, pedidos de licenciamento (se for caso disso, e geralmente é), project finance, negociações, etc. Pode levar mais do que um ano. No caso de projectos de alguma dimensão, leva de certeza.

Ou seja, pela cabeça de que alien é que passa que, só porque estamos em rebajas de IRC, alguém tem capacidade de investir assim de súbito como se isto fosse a mesma coisa que eu ir a passar por uma montra e ver uma blusinha por tuta e meia, olha deixa cá ver se me cabe, olha cabe e fica-me mesmo a matar, anda cá que és minha....?!

Se alguém vai investir no 2º semestre deste ano é porque já o ia fazer, é porque o projecto já estava em curso e, portanto, já tinha assumido que o ia fazer apesar do IRC ser o que era.

Estes doidos encartados ainda não perceberam que, para além da recessão cavada e prolongada, é esta aleatoriedade, esta doidice de fazerem coisas ao calhas, avulsamente, sem lógica, sem rumo, sem aviso prévio, inesperadamente, que faz os empresários estarem todos de pé atrás, incapazes de investir?

Estes doidos varridos - que começo a pensar que são inimputáveis de todo pois a sua maluquice está para além do que é normal - ainda não perceberam que é deles que os empresários têm medo como o diabo tem da cruz?

Oh, valham-nos todos os santinhos que isto até dá medo. E depois são doidos em tudo o que fazem. Uma rebaja que não é brincadeira nenhuma: por pouco não era uma borla absoluta.... Doidos, credo.

Nas empresas, digo-vos, ficamos aterrados com isto. E, de cada vez que um de nós tem uma reunião ou ouve, numa cena pública, um destes totós, vem de cabeça perdida: uns totós como não dá para acreditar...!

Tirem-nos deste filme por favor...! 


***

Se quiserem seguir para a Casa e para o Barracão para saber se o Zezé Camarinha se passa com a Fanny ou se o Marques Mendes comete mais alguma inconfidência, é descerem até ao post a seguir.


quinta-feira, maio 02, 2013

Com o DEO do perigoso trio 'Gaspar-não-acerta-Uma, Passavaco & Cavapasso', o Álvaro lá foi outra vez para a toca... Tadinho. Andava todo fanfarrão, armado em leão, a defender o seu desenvolvimentozinho, mas logo o perigoso trio o obrigou a voltar para a casota (é um verdadeiro falling minister à moda dos Monty Python). E, quem diz o Álvaro, diz o Paulo Portas que é outro.


No outro dia vi-o no Prós e Contras e parecia um professor bem intencionado, um Rei dos Pastéis todo empenhado em ganhar eleições e ir para um governo fazer coisas. Criticava a actual política económica, criticava a burocracia, fazia e acontecia. Todo ele parecia inchado, tantas as suas boas intenções.

Cá em casa fartámo-nos de rir com a inocência dele, tadinho.

Não durou muito a farronca do pobre do Álvaro, com o seu memorando de crescimento. Eis que, uma semana depois, a dupla Gaspar & Passos, certamente apadrinhada pelo lúcido Cavaco, aparece de novo com um full package de destruição maciça e o obriga a meter a viola no saco.

Cortes e mais cortes, trabalho e mais trabalho, cada vez mais inacessível o acesso ao trabalho por parte dos que o não têm, cada vez mais remota a hipótese de cerscimento, mais um impulso ao crescimento descontrolado da dívida: ou seja, mais um ataque à bomba à economia.

Ou seja, com mais esta lá o Rei dos Pastéis foi mais uma vez desautorizado e humilhado. 

Mas não é o único.  

E Paulo Portas? O que diz no meio disto? O que faz? Vai ficar até ao fim cúmplice deste autêntico atentado, deste golpe de Estado levado a cabo pelo Governo contra a população?

Ele e o Álvaro são dois que me fazem lembrar o ministro dos Monty Python que, quando se arma em valente e dá um murro na mesa, cai num alçapão. 





sexta-feira, abril 12, 2013

Pedro Lomba Secretário de Estado adjunto do Ministro Adjunto Maduro. Que curriculum vitae o justifica? Isto é a malta dos blogues toda ao poder ou o quê? Mais um jurista dos jornais e dos blogues! Mais um professor de direito. Académicos. Mais um. Economistas népias, só malta do patuá. Lindo. O Gaspar-não-acerta-uma (um psicopata social como lhe chama Carlos Vargas, o ex-assessor de Álvaro Santos Pereira) continua completamente à solta sem ninguém que lhe diga que tenha juízo, que vá enganar outros. (Junto o mini-auto CV do rapaz Lomba para que ajuizem)



Transcrevo do Público as palavras do próprio:


Pedro Lomba, nascido em 1977, medrado na blogosfera
(Podia ser um gémeo separado à nascença do Rui Unas mas não é: o Rui Unas tem pinta e graça)



Comecei a colaborar com o PÚBLICO em 2009 quando, além de escrever para outros jornais, me dedicava ao tema do meu doutoramento: uma comparação entre a protecção constitucional da liberdade de expressão comercial nos Estados Unidos e na Europa. 

(...)

Nasci na República portuguesa no ano de 1977. A minha geração cresceu a ler O Independente e medrou depois na blogosfera. 

Ensino sobretudo direito constitucional e direito internacional desde 2000 na Faculdade de Direito de Lisboa. Não é uma experiência muito diferente. Quem ensina ou escreve sabe que depende da atenção dos outros. Como quem se esforça por prender outra pessoa numa conversa evitando que ela boceje, tentamos atrair a atenção de quem não nos conhece.




Pedro Lomba, Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto


Ora cá está. Não é que o rapaz escreva mal. Escreve bem (pode ver-se isso no seu último blogue, o Sete Sombras). Mas não tem mundo, não tem experiência nenhuma disto, não tem vivência no mundo real da gestão nem de gestão da coisa pública, nem de coisa nenhuma (com excepção para a casa dele, talvez).

Como é que o País pode estar entregue a gente do bla-bla-bla (sem desprimor para quem escreve blogues - riam-se à vontade, vá lá... - nem para quem é da área do direito) mas será que o ex-doce, pasteleiro de Massemá, Passos Coelho ainda não percebeu que o drama deste País é a Economia? Ainda não percebeu que tem que apostar forte, mas muito forte, na Economia?

Ainda não percebeu que tem que ir buscar malta da Economia, da Gestão, gente que saiba fazer contas?

Ainda não percebeu que ali ninguém tem raciocínio lógico, matemático, nem sequer aptidão para as operações aritméticas elementares?

Ainda não percebeu que o Gaspar, esse bombista, esse lunático, esse psicopata social *, está à solta, sem que ninguém se sinta à vontade para o desmascarar (excepção para Paulo Macedo)?



* Transcrevo do Jornal iOnline as palavras de Carlos Vargas:



Carlos Vargas a dizer de Vítor Gaspar o que Maomé não disse do toucinho


O ex-assessor de Álvaro Santos Pereira fez duras críticas ao ministro das Finanças na sua conta Twitter. Carlos Vargas deixou há dias o ministério da Economia, em que era assessor de Álvaro Santos Pereira.

O jornalista escreveu ontem à tarde na sua conta do Twitter que Vítor Gaspar é “um psicopata social e não um ministro das Finanças”. Noutro texto, publicado minutos antes, Carlos Vargas escreveu também que com o passar do tempo se torna mais evidente que o responsável pelas contas públicas “é o ministro das Finanças mais arrogante e mais incompetente desde o reinado de D. Maria II”.


!!!!

Isto vai de mal a pior é o que vos digo. 


quarta-feira, março 27, 2013

2014 vai ser um ano de estagnação (e não de crescimento) se o Governo avançar com os cortes previstos, avisa Carlos Costa do Banco de Portugal. Os cortes, afinal, parece que já não são 4.000 milhões de euros mas, sim, 5.600 milhões. Álvaro Santos Pereira, o ministro a quem todos os Secretários de Estado abandonam, aguentar-se-á durante muito mais tempo? Jorge Silva Carvalho, o ex-espião de quem se diz o piorio, vai ser integrado na Presidência do Conselho de Ministros (com direito a receber retroactivos?). Isto tudo é o quê? Para os apanhados? Uma piada de mau gosto? ... É que não acredito que isto seja a sério.


Nota: Quem quiser ler sobre depilação masculina e não tiver paciência para crises, pode deslizar até ao post seguinte. Quem quiser conhecer as mais recentes gémeas separadas à nascença deverá descer um pouco mais, é a seguir à depilação.

Prestada esta informação, vamos então a coisas sérias.


Quem tenha ou tenha tido um cão sabe do que estou a falar: aponte-se num determinado sentido e ver-se-á que o cão em vez de olhar no sentido para que apontamos, olha para o nosso dedo.

Presumo que seja isso que está na origem daquele ditado oriental que diz que enquanto, ao apontar para o céu, uma pessoa inteligente olha para a lua, um idiota olha para a ponta do dedo.




Tenho-me lembrado muito disto a propósito do que se passa em Portugal (em Portugal e não só, porque idiotas é o que não falta por aí). Inventam um número, dão-lhe a força da palavra sagrada e ignoram os efeitos colaterais e secundários.




É como uma pessoa ter uma dor nas costas e um médico qualquer achar que o problema é dos rins. Vai daí prescreve-lhe uns certos medicamentos. O doente, ainda mais burro que o médico, diz que, em vez de tomar 3 comprimidos por dia, o melhor é tomar 10 para ver se se põe melhor mais depressa – e concentrar-se só nisso pois, quanto mais depressa se puser da dor nas costas, mais depressa vai ficar preparado para depois se dedicar a outras coisas. E quase deixa de comer ou de fazer o que quer que seja, todo ele concentrado em tomar os 10 comprimidos por dia.

Cada vez mais fraco, cada vez com mais dores nas costas, aumenta a dose para 15. Cada vez mais fraco, já sem emprego, já sem dinheiro para os comprimidos, endivida-se e, para ver se fica melhor de vez, passa para 20 por dia.

Toda a gente lhe diz que é um disparate, que não está a resultar. Que nada. Mais dívidas para emborcar aos 30 por dia.

Até que cai de cama, já mais morto que vivo.

Ao chegar lá e ao ser examinado descobrem que o problema das costas era uma hérnia, quais rins?!, mas que, entretanto, com tanto comprimido que tomou e com a debilidade geral do organismo, não apenas os rins mas todos os órgãos estão já em pré falência - para além de ter acumulado uma dívida impossível de pagar. 

Soa familiar, não soa?




É que é isto, tal e qual, que está a acontecer ao País nas mãos do Gaspar e do Passos.

Agora já não são só 4.000.000 euros para cortar sabe-se lá onde. Do nada, apareceram mais 40%, já se fala em 5.600.000 euros! 

Porque acontece isto? Porque o buraco está a alastrar como uma ferida de um doente acamado, como uma putrefacta escara. Porque todas as medidas que se põem em prática vão no sentido errado, porque o problema do País é ter uma economia débil e tudo o que andam a fazer ainda a mata mais.

E diz o etíope que está desapontado, que não percebe nada do que se passa, que não era para ser assim e que já não sabem o que fazer e que a responsabilidade desta desgraça toda é do Governo. 

Em parte percebo-o. Desconhecendo o frágil tecido económico, imaginou uma coisa diferente do que veio a constatar. Provavelmente também acreditou que os seus interlocutores eram gente com cabeça, que o alertariam para a realidade e afinal o que lhe apareceu pela frente foi o Moedas, o Gaspar, o Passos, e outros que não conheço, tudo gente teórica, impreparada, alguns se calhar até com baixo QI.




Além do mais, quando a troika estabeleceu um plano de reformas, nunca lhes deve ter passado pela cabeça que isso seria tomado como um programa de Governo. Aquilo era para ser apenas a parte das reformas do estado, não todo o programa de festas. Ora o Governo Passos Coelho não apenas se esqueceu completamente de tudo o resto (nomeadamente da Economia!, nomeadamente da Demografia!!, etc) como, por sua alta recriação, resolveu carregar na dose.

Claro que o resultado foi este, esta porcaria.

Agora pergunto eu: sendo isto tão incrivelmente óbvio como foi que tantas luminárias não o viram? Só agora, com o País todo devastado é que estão a perceber? Agora sacodem todos a água do capote, que a culpa é deste e daquele. Uma vergonha. 




Não são umas luminárias: são, isso sim, umas alimárias, umas verdadeiras alimárias!

Agora veio o Banco de Portugal alertar para outra evidência. Se for aplicado o corte, o País não se levanta do chão, o desemprego continua a aumentar e, portanto, os últimos números previstos pelo Governo estão, de novo, todos engatados. E, mesmo assim, o BP fez as contas para os quatro mil milhões e não para os cinco mil e seiscentos milhões. Imagine-se se for para os 5.600.000. Um descalabro. A espiral recessiva a acelerar. O buraco a alastrar de forma descontrolada.

Hoje soube-se de outra anedota. Mais um da Economia que vai de asa. Já é o 5º Secretário de Estado, de seis, que se vai embora. Não páram lá. Incompatiblizam-se uns com os outros, com o ministro, o ministro com ele. Claro. Algumas vez aquele pobre daquele Álvaro tem experiência de vida para agarrar um cargo daqueles? Claro, toda a gente faz dele gato-sapato. 




Quando o problema Nº 1 do País é a economia, entregam a pasta a um pobre sem qualquer experiência de gestão, um professor que para lá estava a dar aulas no cu de judas, no Canadá veja-se bem.

Agora que sai o Secretário de Estado da Economia imagine-se qual a solução destes inteligentes: não o substituem. Dividem o serviço pelos outros. Isto é do além. Nunca se viu tanta parvoíce junta. Os outros que já não davam conta do recado agora ficam com bocados do serviço do outro. Só visto. Uma anedota.

É que já não atinam mesmo, já fazem disparates uns a seguir aos outros, descontrolados, desatinados, alucinados.




E como se a cegada já não fosse suficiente agora vão meter o Jorge Silva Carvalho - o ex-espião que tinha ido para a Ongoing e que parece que andou a passar segredos para fora - dentro da Presidência de Conselho de Ministros. 



(do blogue We have Kaos in the Garden)


Mas o que é isto, alguém me explica? Inventei isto tudo? Estou a ter um pesadelo? 



Os ministros do Governo Passos Coelho?
(... com medo de serem reconhecidos na rua...? Pudera!)


Digam-me, por favor, que isto é para os apanhados, que nada disto é a sério. Ou digam-me que aterrei no meio de um episódio dos Monty Phyton. Qualquer coisa, por favor.


++++++++++


Agora que deixei de responder aos comentários para ver se consigo deitar-me mais cedo, ocupo o mesmo tempo escrevendo mais. Não tenho emenda. Este já é o meu terceiro post aqui no UJM. 

Abaixo poderão ver um post sobre a depilação masculina e, a seguir, um sobre duas gémeas separadas à nascença. 

+++++++++++


E, ainda por cima, escrevi também no meu Ginjal e Lisboa. Hoje o André Tomé levou-me a dissertar sobre a leveza, sobre a beleza, sobre a felicidade, sobre a vida. Na música temos mais uma grande interpretação de Julia Fischer, hoje tocando Brahms. Gostava que fossem até lá dar uma espreitadela.


+*+*+*+

despeço-me que já não é sem tempo. Tenham, meus Caros Leitores, um bom dia apesar deste mau tempo que teima em não nos largar. Divirtam-se (se conseguirem, claro)!

segunda-feira, março 11, 2013

Ai aguenta, aguenta! As 'bocas' políticas de 2012 (os vídeos que os Leitores do UJM, a quem muito agradeço, me enviam)

Imperdível esta montagem. Não deixem de ver. Seria hilariante se não fosse dramático. A ver  aqui.


Um gato chamado Gaspar, um presidente sem dinheiro para as despesas, um primeiro-ministro com uma flauta interior. Um ministro em busca do conhecimento permanente, uma ex-ministra que gosta de festas, um jogador da selecção que trata por "você" o Presidente. 2012 foi rico em frases, ideias e expressões polémicas, despropositadas ou mais ou menos espirituosas. Foi o ano em que Passos Coelho disse que os portugueses deviam ser menos piegas e o seu número dois lhes chamou "o melhor povo do mundo" - palavras que acompanham o vídeo.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

O verdadeiro problema de Franquelim Alves - o homem que não merecia tanta fama (e que devia pentear-se melhor) - como Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação


Quem procurar o meu consultório sentimental pode passar já à mensagem seguinte. Aqui não se fala da falta que os amores fazem ou de como resistir a amores infelizes. Não, nada disso. Aqui fala-se do Franquelim que afinal se escreve assim e não Franklim como eu pensava que era, já que tinha ouvido que era com m e não com n.

*

Tenho ouvido para aí uma guerra ao homem porque esteve na SLN e não denunciou quando devia ter denunciado e isto, aquilo e o outro. Coisa de somenos. É cauteloso, medroso? Não sei. Se calhar é. Mas isso é o que menos falta por aí. 

Foi um absurdo nomeá-lo para Secretário de Estado numa altura em que andamos a pagar com os nossos rendimentos os desmandos, as cobardias e omissões de todos quantos mexeram na coisa e, de uma ou de outra maneira, foram coniventes, em todo ou em parte com a pouca vergonha que ali se passava? Pois, se calhar foi.

Mas face a questões de carácter e em relação a pessoas e a casos que não conheço bem, pouco mais posso dizer sobre isso.

Mas há uma coisa que posso dizer: analiso o curriculum vitae do homem e não vejo ali nada, nada vezes nada, zero, bola, que o torne competente para o lugar.

O homem fez toda a vida uma carreira profissional ligada às áreas financeiras dos lugares por onde passou.

Licenciou-se em Economia e fez um MBA. A nível académico vejo que foi fazer um Advanced Management Program a uma universidade qualquer na Pensilvânea. 

(Na Pensilvânea a que propósito se não vejo que tenha estado a trabalhar por aquelas bandas? Não se percebe. Não conheço esta universidade mas, ao ler isto, faz-me lembrar um colega que tive que fez um mestrado numa universidade americana sem nunca lá ter posto os pés. Fazia uns trabalhecos que enviava por mail e, ao fim de algum tempo, de lá enviaram-lhe um diploma que era o que ele queria, um diploma passado por uma universidade americana. Explicou-me ele na altura: universidades americanas da treta a passarem diplomas da treta é o que não falta, se quiser digo-lhe como é. Claro que não quis)

Depois, pasme-se, vejo que foi auditor e consultor na Ernst com 16 anos (com 16 anos?!?!). Ou seja, mal acabou o liceu foi contratado para auditor e consultor? Não pode ser. Ou não tinha 16 anos ou não era nem auditor nem consultor. Convirá rectificar esta parte do CV.

A partir daí desempenhou cargos de director ou administrador financeiro em empresas ou instituições. Ora um director ou administrador financeiro não lida nem com empreendedorismo, nem com inovação nem com competitividade. Lida com tesouraria, contabilidade, orçamentos, coisas nessa base. 

Vejo também que teve também uma fugaz passagem por uma Secretaria de Estado, dá ideia que apenas por meses, como Secretário de estado Adjunto do Ministro da Economia do XV Governo, de Durão Barroso. Ora meses num Governo dão para perceber a quantas anda e pouco mais, nem para aquecer o lugar dão.

Vejo que depois andou por aí a saltitar como administrador não executivo - e quem conhece a realidade das empresas sabe como isso é apenas a forma de acomodar quem precisa de ser acomodado sem que a pessoa se tenha que dar ao trabalho de fazer o que quer que seja. 

E andou a fazer uns livros brancos, umas coisas dessas. 

Depois vejo que desde Fevereiro e até agora estava como Gestor do Programa Compete. Ao não referir o ano, dá ideia que é do corrente. Ou seja, foi agora nomeado para uma coisa para que isso conste do curriculum de forma a justificar o conhecimento na matéria? Não sei. Mesmo que esteja lá há 1 ano, o que é isso?

Ou seja: numa altura em que a economia do país está destroçada, em que é urgente e imperioso que se dinamize a inovação, se estimule e apoie o empreendedorismo, se promova a competitividade, porque raio de carga de água é que foram buscar um homem que nunca na vida lidou com nada disso? Só podia ser coisa da cabeça daqueles inteligentes do Álvaro e do ex-Doce.

O Franquelim nunca lidou com marketing, com vendas em ambiente de concorrência global, com investigação, com desenvolvimento de produtos ou de processos, nunca lidou com a economia em contexto de internacionalização... Então por amor de que santa é que escolheram o homem para tomar conta dessa pasta?! 

Não dá para perceber.

Pode dar para fazer livros com páginas em branco sobre empresas municipais, pode dar para a gestão de distressed assets e outras baboseiras que tais, pode dar para ser convidado pelos accionistas da SLN para seu administrador discreto... mas para Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação é que não dá e isso, meus amigos, de certezinha absoluta.

E isso é o verdadeiro problema. Para nosso mal, para mal da economia portuguesa, esse é o grande problema. 



Deve ter pensado que vinha aqui fazer uma perninha ao Governo,
e agora acontece-lhe uma destas,
todos a cairem-lhe em cima
- o pobre do Franquelim


*
Anexo
 para quem quiser conferir

(Retirado do site do Governo)


Franquelim Alves

Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação

Franquelim Alves nasceu em 16 de Novembro de 1954, é licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia (actual ISEG) e MBA em Finanças pela Universidade Católica Portuguesa. Realizou subsequentemente o Advanced Management Program da Wharton School da Pensilvânia (Filladélfia). Tem duas filhas de 28 e 24 anos.

Iniciou a sua carreira, em 1970, como auditor e consultor da empresa internacional Ernst & Young, onde atingiu a categoria de Partner in Charge da área de Consultoria de Gestão, desenvolvendo a sua atividade em vários grupos económicos de primeira dimensão nos sectores químico, farmacêutico, cimenteiro pasta e papel, incluindo projectos de reestruturação financeira e de gestão em empresas portuguesas e angolanas (navegação, aviação, cimentos e petróleos).

Subsequentemente foi Director de Corporate Finance no Grupo Banco Português do Atlântico (Conselho, SA) e Director de Research e Corporate Finance da Sociedade de Corretagem Financeira Socifa & Beta.

Foi, entre 1992 e 1996 e 2000 e 2003, Administrador Financeiro do Grupo Lusomundo e CEO dos negócios online (Internet) do Grupo, tendo sido responsável pelas principais operações de colocação de acções em bolsa e de refinanciamento das operações do Grupo, quer no sector de audiovisuais quer na área de media (Jornal de Notícias, Diário de Notícias e TSF, entre outros). Realizou vários road shows nas praças financeiras de Nova Iorque, Londres, Edimburgo e Europa Continental e era responsável pelas relações com investidores.

Entre 1996 e 2000, foi Director Financeiro da holding de topo do Grupo Jerónimo Martins, com a responsabilidade da gestão financeira e de tesouraria de todo o grupo, controlo de investimentos e planeamento financeiro, incluindo as operações de financiamento da expansão internacional para o Brasil e Polónia. Foi responsável pelas relações com investidores e dirigiu e participou em várias operações de refinanciamento e recapitalização do Grupo.

Em 2003, desempenhou o cargo de Presidente da Simab, SGPS, SA, holding do Estado para a área dos mercados abastecedores.

Foi subsequentemente, ainda no mesmo ano e até julho de 2004, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia do XV Governo Constitucional, com a tutela das áreas da energia, telecomunicações, inovação e qualidade. Participou em vários Conselhos de Ministros Europeus da Competitividade, em reuniões internacionais da OCDE e participou em diversas visitas de Estado incluindo à China e à Turquia.

Entre 2004 e 2006, desempenhou o cargo de Presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público, organismo responsável pela gestão da dívida pública portuguesa. Foi responsável pela primeira colocação de dívida pública portuguesa a 15 anos e preparou as condições para a colocação de dívida pública a 30 anos. Participou em diversas reuniões anuais do Banco Mundial e do FMI e em road shows internacionais de colocação da dívida pública portuguesa.

Em 2006 e 2007 foi CFO  da Cinveste SGPS, SA, family office da família Luís Silva (anteriormente acionista maioritário do Grupo Lusomundo), onde geriu uma carteira de investimentos de cerca de mil milhões de dólares, orientada para o investimento em acções blue chip, cotadas em bolsas internacionais nos sectores das telecomunicações, banca e seguros, infraestruturas, energia e equipamentos industriais.

Entre Janeiro e Outubro de 2008, foi, a convite dos seus accionistas, administrador para a área não financeira da SLN com o objectivo de efectuar a reestruturação dos negócios não financeiros, nomeadamente saúde, hotelaria e retalho automóvel.

Foi ainda, entre 2006 e 2009, administrador não executivo e membro da Comissão de Governo da Portugal Telecom, SGPS e, em 2003 administrador não executivo da PT Multimédia SGPS (actual Zon).

Foi membro da Comissão de Acompanhamento do Livro Branco das Empresas Municipais.

Foi até 2012, administrador da GI10, SGPS, SA e GI Capital Solutions, SA, empresas especializadas na reestruturação de activos financeiros e na gestão de distressed assets, desenvolvendo ainda várias actividades de consultoria e assessoria financeira e estratégica.

Foi, até 2012, assistente convidado da Universidade Católica Portuguesa no Mestrado de Gestão e Direito, membro do Conselho Consultivo do MBA do ISEG, membro do Conselho Fiscal da Sociedade de Titularização de Créditos Sagres e membro do Conselho de Disciplina Profissional da Ordem dos Economistas.

Desde Fevereiro e até ao presente. desempenha as funções de Gestor do Compete - Programa Operacional Factores de Competitividade (POFC), entidade do QREN responsável pela gestão do programa de incentivos e apoios, associados ao fortalecimento da competitividade da economia portuguesa.


*

Como acima referi, este é o meu segundo post. Abaixo poderão ver os meus conselhos para casos de dificuldades com amores. Sou muito versátil, como se vê. Aqui o Um Jeito Manso é um verdadeiro multi-usos onde não falta o Consultório Sentimental. Se quiser o meu aconselhamento é só escrever-me a expôr o seu caso.

*

Convido-vos ainda a visitarem o meu Ginjal e Lisboa. Hoje escrevi um texto que, tal como o de ontem,  também gostei muito de escrever, uma coisa meio barroca, meio romântica (e eu sei que estou para aqui a misturar conceitos mas, enfim, acho que dá para ficarem com uma ideia). O que me inspirou foi um belo poema de Catarina Nunes de Almeida. A música é Mozart pelas mãos do grande intérprete que é Richter.

*

E mais nada por agora. 
Apenas quero, ainda, desejar-vos uma bela quinta feira. 
E se tiverem que sugerir o nome para alguma criança, por favor que não vos passe pela cabeça chamar-lhe Franquelim. Sim?