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domingo, julho 26, 2026

Somos um povo de masoquistas para querermos que esta legislatura chegue ao fim?
-- A palavra ao meu marido --

 

Admitindo que a sondagem foi bem feita, a maioria dos portugueses quer que a legislatura chegue ao fim, embora na mesma sondagem haja uma maioria de portugueses que desaprova fortemente as políticas setoriais do governo. É difícil perceber qual é o racional desta opção. Seremos maioritariamente masoquistas? Temos um governo em que o PM não sabe governar, segue a agenda da extrema direita, mente descaradamente (ainda hoje ouvi que no início do ano anunciou que iam adquirir 275 viaturas para o INEM e hoje o respetivo diretor referiu que iam lançar um concurso para 40 viaturas), atravessou mais vezes o atlântico durante o mundial que os pilotos da TAP, demonstra uma enorme insensibilidade social, decretou o simplex ético (uma vénia ao Pedro Marques Lopes) e não cumpriu as promessas que fez na campanha eleitoral. Um ministro da administração interna que, de acordo com as notícias recentes, trata os aspetos relacionados com obras particulares com uma grande informalidade, senão, irregularidade ou pior. Um MAI que nasceu com o rabo virado para a lua e consegue comprar vários montes no Alentejo por preços muito inferiores ao preço de mercado e, simultaneamente, efetuar obras nos montes sem os correspondentes pagamentos ao empreiteiro, que não entrega declarações de património e parece protagonizar uma situação alo bizarra com uma galera sob custódia da PJ. Uma ministra da saúde que para além de tudo o que de péssimo tem feito no SNS agora conseguiu põr diversas especialidades médicas contra ela e, mais grave, recusarem-se a efetuar atos médicos. Um ministro da educação, uma verdadeira fraude, que, com a sua arrogância e incompetência, conseguiu introduzir o caos no sistema de exames e introduzir desigualdades nas avaliações -- pior seria difícil. Um ministro das infraestruturas que de pacote em pacote continua na mira do MP por causa do período em que foi vice-presidente da câmara de Cascais e participou na aprovação de um projeto muito controverso. Uma ministra do trabalho que também mente descaradamente (a última foi sobre as baixas) e levou com chumbo grosso quando tentou alterar a lei laboral. Uma ministra da justiça que não fez nada no setor e se mantém muda e queda apesar da galera á guarda da PJ ter ido passear para  Barcelos. Um ministro das finanças que não controla a despesa pública. Um ministro da presidência que não prima pelo rigor e revela uma falta de preparação atroz. Um ministro da economia que não existe. Uma ministra da juventude que para além de pôr em prática políticas erradas também mente. E já basta de exemplos. Portanto, com este panorama, das duas uma: ou somos masoquistas ou andamos a chutar para a veia para querermos manter este governo. Por mim mandava-os pastar caracóis de imediato. Existem riscos na opção de convocar eleições mas em democracia há surpresas e pode acontecer que depois desta experiência a maioria vote com a cabeça e não com os pés.

domingo, agosto 17, 2025

A coerência do Montenegro
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Para quem apoia o Montenegro e também, claro, a quem o critica sugiro que tentem ver um vídeo que circula nas redes sociais em que se comparam duas intervenções do Montenegro sobre os incêndios (a minha mulher mostrou-me uma story na conta de Instagram do Miguel Prata Roque). O que se constata é que o que o Luís disse em 2022, quando era oposição, é exatamente o contrário do que disse agora quando falou dos incêndios. É mais uma confirmação da falta de ética e de honestidade moral do Luís. 

Como é possível que, numa questão tão dramática como são os incêndios (e este ano, até à data, a área ardida já é 17 vezes mais do que a de 2024!), diga uma coisa e o seu contrário só para ganhar ou para não perder votos? 

E a populaça parece que não percebe esta falta de rigor e esta indecência de o Luís (qual Trump) só dizer o que lhe interessa --  não o que é verdade. 

Claro que está bem acompanhado pelo Marcelo que nestas questões é professor catedrático. 

Quando ouvi as declarações da ministra da administração interna sobre os meios alocados para combater os incêndios fiquei ainda mais surpreendido com a evolução dos incêndios. A ministra afirmou que tem meios ilimitados para combater os incêndios e mesmo tendo uma jornalista sugerido que tinha sido um engano, que ela teria querido dizer que os meios eram limitados, manteve a afirmação. Estamos bem servidos com esta ministra. Também é uma coisa para que o Montenegro tem jeito, é escolher os ministros. Os expoentes máximos de acerto nas escolhas são as ministras da administração interna e a ministra saúde. 

O Montenegro é um "espectáculo" populista e sem conteúdo que se aproveite.

quarta-feira, abril 30, 2025

O governo não existe - só existe o Montenegro, aka Spinunvivo, no seu pior
-- A palavra ao meu marido --

 

O apagão de ontem demonstrou várias coisas. 

A primeira é que não temos governo. Apareceu-nos um PM titubeante e impreparado que demonstrou uma enorme falta de liderança e de incapacidade para transmitir informações úteis e pertinentes ficando-se, como aliás é habitual, por generalidades ocas e sem qualquer utilidade face à situação que o País atravessava. Passou sempre ao lado daquilo que era importante e, ainda por cima, na intervenção que fez à noite, parecia que estava num comício, o que foi completamente despropositado. Os ministros que estão à frente dos ministérios que mais envolvimento teriam nesta situação nem apareceram. Claro que ninguém teve coragem para pôr a MAI ou a da Saúde a botar discurso porque seria mais que certo que ou entrava mosca ou saía asneira. A ministra do Ambiente apareceu em "pé de página" porque ninguém acreditaria que era moça para tomar qualquer tipo de decisão numa situação urgente. O Lentão Amaro, para não variar, não disse nada que se aproveitasse e o Castro Almeida, também para não variar, disse o que não devia dizer. Se tivéssemos esta malta no governo em tempos de COVID tinha sido bonito. Este é mesmo um governo sem cu nem pé nem bico.

Em segundo lugar tornou-se claro que as infraestruturas estratégicas deveriam ser acompanhadas pelo governo (e não estão a ser). E, ainda por cima, depois do que se passou ontem, somos levados a concluir que os contratos de venda da REN e da ANA feitos pelo Passos Coelho, ao preço da uva mijona, aparentemente não defendem os interesses de Portugal e dos Portugueses. Se defendessem, haveria instalações de produção de energia de reserva que permitiriam repor o fornecimento de energia num período muito mais curto. Identicamente, o caos instalado no aeroporto de Lisboa não teria acontecido. Assim se constata como o mais querido da direita se preocupou com os interesses dos Portugueses.

Em terceiro lugar, a Proteção Civil esteve mal. Do que soube hoje, terá sido o Governo a privilegiar a comunicação política (ainda por cima, oca e tardia) em detrimento de informação concreta, operacional, técnica, útil. Talvez por isso, a Proteção Civil não transmitiu aos Portugueses a informação que devia ter transmitido e que teria contribuído para acalmar a população e prevenido situações desnecessárias. Parece que só emitiu alertas quando a situação estava resolvida. 

Em quarto lugar, os contratos de concessão com as operadoras de comunicações têm que definir garantias de fornecimento do serviço em situações de crise. Não é admissível que, poucas horas depois do apagão, as comunicações colapsem, não permitindo efetuarmos contatos quando é mais necessário. Terá havido outras situações inadmissíveis como no caso do INEM, em alguns casos de dificuldade no fornecimento de combustíveis para os geradores nos hospitais, o caos em que ficou o trânsito em artérias críticas, e a completa desorganização dos transportes públicos. 

Com este panorama, ainda há um marmanjo, de seu nome Luís Montenegro, que vem a público dizer que correu tudo bem. É preciso ter lata! Mas, de facto, lata não lhe falta. Não nos esqueçamos do que disse sobre a Spinunviva, sobre o cimento para a sua casota, sobre a gasolineira, sobre o choque fiscal, sobre o plano dos 60 dias para a saúde,.... O que lhe sobra em lata, falta-lhe em ética republicana e em capacidade para ser PM.