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sexta-feira, novembro 14, 2025

Com que então... mais um valentão com um micro-pénis...?

 

As redes sociais estão ao rubro a tentar confirmar se o Bubba de que tanto se fala é mesmo o nickname de Bill Clinton -- toda a gente de cabeça à roda a tentar decifrar o mail de Mark Epstein para o mano Jeffrey no qual questiona Jeffrey se já perguntou ao Steve Bannon se ele sabe se Putin tem alguma fotografia de Trump a encher balões (digamos assim) ao dito Bubba. 

E eu, perante isto e desconfiada de tudo o que é viral e já não conseguindo traçar uma fronteira clara entre o que é verdade e o que é inventado, fico sem saber o que pensar. Parece-me muito jogo, com o caraças. Por um lado teria graça, carradas de graça, seria de a gente se rebolar a rir. Mas, por outro, talvez fosse diabólico para além do que conseguimos encaixar, e mais ainda se, de facto, Putin tivesse fotografias disso. Muita coisa estaria explicada.

Mas teria também a sua piada se o galifão, o que se gaba de agarrar as mulheres pela pussy, o que acha que uma mulher que supostamente violou até gostou, até achou sexy, o que em tempos disse que miúdas sim, só não abaixo de 12, o que organizava concursos de beleza e ia aos bastidores ver as miúdas a vestirem-se e despirem-se, afinal tivesse sido apanhado com o Clinton, mimetizando as proezas de Monica Lewinski. Teria, não teria. E eu até devia deixar-me de coisas e escrever aqui uma fiada de lol lol lol e de ahahahah...

Seja como for vou admitir que é surreal de mais para ser verdade. Não pode ser, não é? Convenhamos: não dá para acreditar.

Mas pronto, esse nem é o ponto. O tema é marginal em relação a isso: de concreto, e porque uma sua conhecida parceira sexual o revelou, é que o galifão-mor tem um pénis mínimo, um micro-pénis, uma espécie de pequeno cogumelo cabeçudo. Esse seu micro-pénis tem sido parodiado em desenhos animados, em cartoons, em pinturas... e isso deixa-o furibundo.

Pois eis que parece que um outro valentão -- um a quem certamente Trump inveja a firmeza, a mão forte, a capacidade de organizar grandes manifestações, mormente militares, a arte de chefiar tropas com bravura e desencadear guerras à grande -- afinal também padecia do mal dos pénis minúsculos.

Abaixo já falei do rumor que corre desde os tempos da guerra, de que Hitler só tinha um testículo. Só que, agora, a análise ao DNA colhido numa mancha de sangue comprovadamente dele parece revelar que padecia de uma doença que se caracteriza por baixa testosterona e fraco desenvolvimento dos órgãos sexuais. A velha história de um dos testículos não ter descido ou não se ter desenvolvido parece, afinal, fundamentada. E a juntar a isso um micro-pénis... 

Ouvi também uma cientista dizer que naquela condição genética é também comum a bipolaridade ou a esquizofrenia. Se tudo isto for verdade, é caso para pensarmos que, na base de muita guerra e de muitos comportamentos belicistas, se calhar não há sobretudo estratégia mas frustração, maluquice, distúrbios mentais, sentimentos de inferioridade mal resolvidos. Nada de que a história não esteja carregadinha de exemplos.

Partilho um vídeo de duração não excessiva em que se fala de um documentário que vai ser divulgado em breve (nota: queixam-se de que coloco aqui demasiados vídeos em língua estrangeira mas recordo que basta ir às definições do vídeo e escolher que se quer ver com legendas e, no autotranslate, escolher a língua portuguesa)

Um novo documentário investiga o DNA de Hitler -- BBC News

Os investigadores extraíram o seu ADN de uma amostra de tecido com sangue de Hitler, encontrada no sofá onde se suicidou.

Os resultados serão revelados este fim de semana num documentário do Channel 4 intitulado "O ADN de Hitler: O Plano de um Ditador".


E queiram continuar a descer pois a canção sobre e única bola do Hitler e sobre a pequenez ou inexistência de outras tem piada

'Hitler, has only got one ball!'
- British WW2 Song -

 

Andava eu no liceu quando uma professora, numa aula daquelas que se chamavam, creio, circum-escolares, nos disse que se dizia que Hitler apenas tinha um testículo e que isso pode tê-lo traumatizado, inferiorizado, e que isso pode ter condicionado toda a sua vida.

Hoje vi uma notícia, de que darei conhecimento num post seguinte, em que aparentemente isso terá sido cientificamente comprovado -- isso e mais que isso.

E, portanto, agora pensa-se que, na volta, uma canção antiga que se admitia que fosse apenas no gozo pode ter tido, mesmo, fundamentos verídicos.

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"Hitler só tem um testículo" é uma canção britânica do tempo da guerra, também conhecida por "Goring tem dois, mas são muito pequenos". Era uma canção humorística e satírica da Segunda Guerra Mundial. É um produto da propaganda de guerra britânica e foi utilizada para troçar de Adolf Hitler e de outros nazis de alta patente.

A letra da canção era cantada de forma descontraída e irónica, ironizando os atributos físicos de Hitler e sugerindo que este tinha apenas um testículo. Uma das razões pelas quais foi escrita era para distorcer a ideia de um "homem a sério", utilizada na propaganda da Alemanha nazi, para afirmar que os alemães eram o "melhor da humanidade".

"Hitler só tem um testículo" foi apenas uma das muitas canções criadas durante a guerra para elevar a moral e ridicularizar o inimigo. Pretendia proporcionar um sentido de união e resiliência à população britânica durante um período difícil. A canção reflete o uso do humor como arma psicológica em tempo de guerra.


E já continuo...

segunda-feira, outubro 27, 2025

Pedro Paixão, o outro

 

Como vejo cada vez menos televisão deixei passar a entrevista a Pedro Paixão, feita, se bem percebi, a propósito do lançamento do seu último livro. Felizmente, o algoritmo do youtube, que, como se sabe, me topa à légua, agora serviu-ma de bandeja. 

Sempre gostei imenso de o ouvir. É daquelas pessoas que tem um grão daquela loucura que, quando vem com mansidão e com inteligência, se torna sedutora. 

Li vários dos seus livros, alguns com alguma perplexidade, outros com curiosidade, outros com admiração. Outros nem tanto -- mas isso não tem mal pois não é suposto que alguém agrade sempre a outra pessoa.

Pedro Paixão, pelos seus excessos e pela forma articulada e, ao mesmo tempo, despojada, é uma daquelas personagens contraditórias a que pessoas como eu acham piada. Pessoas mais recticulares, menos dadas a apreciar os desvios à norma, não acham graça nenhuma, dizem que 'o tipo é maluco' e viram-se para outro lado.

Desta vez, Pedro Paixão está diferente. Ele próprio o diz: mais sensato. De facto, achei-o outro. Mas, ainda, interessante. E ainda dado a excessos. 

Conta que, porque a mulher se ofereceu duas telas, uns pincéis e uns tubos de tinta, começou a pintar e já pintou para cima de 250 telas. Identifico-me muito com ele. Quando o meu filho me fez idêntica oferta aconteceu-me esse mesmo entusiasmo, uma loucura, ficava a pintar até às tantas da manhã, não conseguia parar de inventar formas, misturar cores, descobrir ousadias. Parei por já não ter onde guardar tantas, tantas, tantas telas. Tenho telas pintadas guardadas em todos os buracos que consegui descobrir. Tive que parar, claro. Mas só eu sei a vontade que volta e meia sinto, quase um formigueiro nas mãos.

Fiquei curiosa com o livro. Sendo o tema que é, um tema que nos rasga as entranhas, imagino que seja da pesada. Literalmente, até  -- tem mais de 800 páginas. Mas diz ele que são anotações que não precisam de ser lidas em sequência e, portanto, assim sendo, sinto-me desobrigada de ler como 'deve ser' podendo fazê-lo apenas salteadamente, e isso é bom pois cada vez mais sou praticante dessa forma de leitura. 

Nunca fui a Auschwitz nem nunca irei. E posso afirmá-lo com certeza absoluta. Não seria capaz. Nem nesta nem numa qualquer futura encarnação. Jamais. 

Houve uma altura em que lia muitos livros sobre o assunto e, de cada vez que os lia, ficava transtornadíssima. Depois deixei de conseguir ler. Há em mim uma parte que parece não ser capaz de assimilar a maldade extrema, a alienação doentia, a cegueira, a estupidez qualificada. O que se passou nesses anos é, para mim, algo que o meu entendimento não atinge. E essa falta de entendimento perturba-me. Como foi uma coisa assim possível? Como?! Como é possível haver pessoas tão doentiamente más que levaram a cabo tal desumanidade? Como é possível que tanta gente tenha pactuado? Como foi possível a tanta gente ignorar? Como foi possível a tanta gente viver depois do que aconteceu? Como não ficaram esmagadas pelo peso da consciência? Não encontro resposta para nenhuma destas perguntas. 

É quase a mesma perplexidade que sinto quando vejo que há tanta gente que não se indigna -- mas com uma indignação profunda, inequívoca, aquela indignação que vem das entranhas -- com o que se passa nos países em que há guerra e em que alguém decide invadir um país ou matar a sua população, destruir as suas casas, as suas vidas, os seus sonhos, o seu futuro. Ou quando vejo que há quem encare o que se passa nos Estados Unidos com bonomia, como se fosse apenas uma palhaçada, parecendo ignorar os perigos.

Diz o Pedro Paixão que depois de ter visitado Auschwitz deixou de conseguir ler ficção. Compreendo-o muito bem. Perante situações extremas, a cabeça reformata-se.

Ele foi corajoso: visitou o lugar e durante anos investigou o assunto, nomeadamente o papel da Igreja Católica em todo o processo. Deve ter-se sentido arrepiado muitas vezes. Diz que deu o livro por encerrado quando se encontrou sem forças para mais. Imagino. Anos mergulhado no horror devem deixar qualquer um esgotado.

Correndo o risco de estar a partilhar imagens que V. já conhecem, pois poderão ter visto a entrevista no dia em que foi emitida no Now, coloco o vídeo na mesma, nem que seja para aqui ficar como um pro memoria pessoal.

Da minha pequena janela vejo o mundo -  Pedro Paixão no Guerra e Paz, no NOW

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Desejo-vos uma boa semana a começar já nesta segunda-feira
Dias felizes. Saúde, alegria, ânimo.
Paz.

quinta-feira, março 31, 2022

Hitler comenta fotografias ao acaso

 

Se calhar, qualquer dia, em vez de paródias com Hitler tê-las-emos com Putin. Estão bem um para o outro: psicopatas e mitómanos. E tão excessivos são os seus crimes e tão alheados aqueles assassinos sempre se mostraram em relação ao sofrimento e destruição que causaram que os seus comportamentos só encaixam em caricaturas. E, não há dúvidas, dão bons bonecos. E tão tresloucados são na sua desmedida ambição e na ignorância dos seus limites que só podem ter um fim caricato, sem deixar saudades, bons para ficcionar.

NB: Estas capas nunca existiram. São um trabalho da autoria de Patrick Mulder

Daqui por uns tempos, quando Putin for passado, pode acontecer que também existam saudosistas e tarados que o venerem tal como hoje ainda há malucos que têm o Hitler como seu guru. 

Não será de admirar: há malucos para tudo. Cruz suástica tatuada, cabeças rapadas, gente parva. Podem sempre dar bons figurantes nas paródias.

[De notar, contudo, que só se consegue rir com as maluquices deles quando já não têm como exercer a sua sanha destruidora.]

quinta-feira, junho 28, 2018

O que diz uma assinatura?


Uma assinatura provocadora, irreverente, diferente, ascendente, solar, bem disposta.
Pablo Picasso, uma pessoa ímpar.


Quando estudei grafologia no Centro Nacional de Cultura com o Mestre Alberto Vaz da Silva aprendi a 'ler' o que dizem as assinaturas. Mas não são apenas as assinaturas em si que falam dos seus autores mas, sim, como se comparam com o texto, onde se localizam na página, etc. Contudo, mesmo não tendo aprendido a teoria e a prática da coisa, se prestarmos atenção, qualquer pessoa pode verificar que grande parte das assinaturas fala por si.

Uma assinatura que é uma coisa em forma de assim, a bold, agressiva, esquinada, toda ela a impôr um forte 'quero, posso e mando', um impostor

De vez em quando, alguém que muito bem conhece este meu interesse, sem me dizer de quem é, mostra-me uma assinatura e pergunta: 'O que tem a dizer-me desta pessoa?'  E eu disparo: um infantilóide ou alguém que não é de fiar ou um farsante de primeira ou uma pessoa séria ou uma pessoa solar. Geralmente ele confirma: também me parece.

Uma assinatura que, a bem dizer, não é nada: um faz de conta, uma tentativa de qualquer coisa mas hesitante, meio espalhafatosa, meio parva

Mas, diga-se, geralmente, só me sinto à vontade para responder assim às cegas, descontextualizando a assinatura do resto, quando não sei de quem é pois, se souber, receando deixar-me influenciar pelo que já conheço da pessoa, prefiro abster-me.

Uma assinatura sem disfarces, simples, aberta, humilde mas não subserviente. Gandhi.

O que vos mostro aqui são as assinaturas de algumas pessoas que todos conhecemos. Cada um que ajuíze por si mas arrisco-me a dizer o que, sem rede, me ocorre. Mas, note-se, não é uma análise como deve ser, são meros palpites. 


No artigo de onde as retirei dizia que a mais estranha (que confundia quem a via) era a Angelina Jolie. Confirmo que é estranha. Dir-se-ia que uma pessoa emocionalmente escorreita e segura do seu valor não faria uma assinatura tão desacertada.


Uma que sempre me surpreendeu foi a de Marilyn Monroe. Pela imagem que mais se lhe colou à pele, eu seria levada a esperar uma assinatura com letras quase infantis, desenhadas para querer parecer 'adulta' ou com alguma hesitação ou pontinhos ou qualquer coisa que denotasse alguma insegurança interior, disfarçando através de uma manobra de diversão. Mas, pelo contrário, é toda ela um statement, afirmativa, forte, revelando um forte querer e uma assunção de si própria. E... no entanto... como sabemos, qualquer coisa nela se perdeu, se quebrou.


Ainda no outro dia falei de Johnny Depp. A assinatura mostra bem a disparidade que existe entre as suas personas. Muita coisa e nenhuma. Alguma leviandade. E no sentido descendente.


Uma assinatura que revela um esteta, um elegante depurado, um criativo com gosto de se lançar em altos voos. David Bowie, um ser notoriamente alado.


A assinatura de uma pessoa que se quer afirmar por si, apenas por si, por si em ponto grande -- mas com um nó a prender-lhe a vontade. Amy Winehouse.


A sinistra assinatura de Der Füher. Uma lâmina sempre a meio, um sentido mais do que descendente, quase a enterrar, uma maldade pequenina aplicada com muita força. Hitler, o bandido-mor.

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Bem. Não vou continuar senão isto fica um lençol imperdoável. Mas isto da grafologia é um tema que me entusiasma. Curiosamente, como creio que já aqui o confessei, não consigo analisar nem a minha assinatura nem a minha escrita. Nada. Não consigo. Nem quero.

sábado, setembro 16, 2017

Alô, alô António Guerreiro! Se o Henrique Raposo é fascista, olhe lá que ele deve é ter um certo défice a nível dos ditos 'colhões'.
O meu marido e a Passadeira Vermelha.
Roupa unisexo para mulheres que gostavam de ser homens
Os cuidados a ter quando se ouve miar no telhado.
Jorge Jesus e a Pley-Steichão.
E, para terminar, um exemplo de publicidade racista

1.

O Henrique Raposo segundo o António Guerreiro





Nos tempos em que eu devia estar parva e que contrariava o meu marido, comprando o Expresso -- ele a achar que aquilo se tinha tornado um pasquim e eu, por inércia, ainda a manter o hábito de comprar o saco -- não conseguia ler aquele sujeitinho que gosta de se armar em MEC do subúrbio, escrevendo porcarias como se estivesse a escrever coisas engraçadas. Pensava: 'Este Expresso, de facto, só pode estar a virar um pasquim, para descer ao ponto de dar coluna em página de relevo a uma coisa como este Raposo'. E não lia. Por vezes tentava, forçava-me, aferia se não seria preconceito meu. Não era.

Nada do que escreve se aproveita: é um palerma encartado que, cá para mim, apenas agrada às sopeiras mentais que, para se armarem em pafiosas, se devotam a ler o Expresso.

No outro fim de semana, para ler a entrevista com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, voltei a arreliar o meu marido. Ele nem lhe toca (refiro-me ao jornal). Eu não, vou de cabo a raso. Contudo, por higiene intelectual, saltei algumas coisas. E, lá está, deitei o olho à coluna do dito Henrique Raposo. Mas a indigência argumentativa, o desinteresse daquela prosa rasteira, a estupidez metodológica de trazer as teorias para o beco em que a sua mente se move, avacalhando todas as ideias em que toca, tudo isso me faz fugir a sete pés. Aquela prosa agonia.

Foi, pois, com gáudio que hoje vi nos blogs que aqui tenho ao lado referência ao belo artigo de António Guerreiro no Público que, com a sua arte e acutilância, deu o nome aos bois. Como se reconhece um fascista, ensina ele.


A partir de agora não deve haver quem se dê ao trabalho de ler aquelas porcarias que o Raposo babuja sem que, de imediato, se recorde: 'Olha, cá está o fascistazinho'.

Só uma observação. Segundo António Guerreiro, os fascistas gostam de mostrar que têm -- e passo a citar -- colhões. Diz ele: O fascista “tem colhões” e gosta de os mostrar. Isto é suficiente para definir um pequeno fascista. Pois, lamento que aí António Guerreiro tenha sido um pouco ligeiro. Eles gostam de exibir o que, de facto, não têm. Pelo menos no plural. Explico. Sabe-se que, por exemplo, Hitler só tinha um testículo (para além de um pequeno pénis retorcido). Franco também só tinha um, embora aí não fosse de nascença, parece que o perdeu. Por rigor taxonómico não devo incluir o Napoleão neste naipe mas também só tinha um. Portanto, isto de se pensar que todos os que gostam de se armar em machos-alfas são muito bem fornecidos pode ser mero empolamento auto-publicitário.

-----  2.  ----

Passadeira Vermelha na SIC Caras



Estávamos aqui num desentendimento. Nada de jeito na televisão, eu a cirandar na net, ele a ouvir comentários de futebol. Mas a dormir. Subrepticiamente, eu esticava o braço e sacava-lhe o comando. Mal sentia, acordava e agarrava o comando. E ali ficava ele a dormir e eu a ouvir os comentários de futebol. E, meus Caros, aqueles comentários são do mais surreal que se possa imaginar. Riem, zangam-se, insinuam, repetem-se. Uma coisa do além. Até que impus a minha vontade. Pus-me a fazer zapping e deixei ficar no debate. E ele, instantaneamente acordado, todo mandão, que isso é que não. E eu também sem vontade de debate mas a não querer sair derrotada. Pus-me, então, a fazer mais zapping. Se lhe parecia ver o Láparo, a Cristas ou qualquer outro desses, logo: 'Eh pá, isso é que não'. Até que passei pela SIC Caras e estava a dar um programa chamado Passadeira Vermelha. Decretei: 'Pronto. Fica aqui.'. Ele não reagiu. Pensei: 'Agora vais ver a pastilha que eu tenho que gramar...' Ficou mesmo ali. Estava o Cláudio Ramos, uma Liliana qualquer coisa, uma de quem não me lembro o nome mas que tem uma voz meio abrutalhada e cabelo cor-de-laranja e a Luisa Castel-Branco. Pelo cartaz que aqui coloquei, vejo que faltava a Ana Marques, apresentadora por quem tenho simpatia, até pela sua querida mãe. Falavam nem se sabe bem de quê. Pois bem. Dei por mim a olhar para aquilo, estupefacta. E, para meu espanto, o meu marido também acordadinho e a olhar atentamente para aquilo. Gozei: 'Olha, olha... Quem havia de dizer... Olha a atenção dele...'. Assentiu: 'Eh pá, ainda não percebi o que é isto'. Fui eu que não percebi: 'Não percebeste o quê?'. E ele: 'Eh pá, não percebo nada: não sei de que é que elas estão a falar, não percebo nada do que dizem'. E eu: 'Mas olha, vi-te todo acordado a olhar para elas. E ele: 'Eh pá, a ver se consigo perceber alguma coisa'.

De facto. Uma maluqueira sem explicação. Não se aproveita nada.


----  3.  ----

Momento publicitário: Moda unisexo. 

Roupa cor de rosa para meninas que gostam de ser meninas e roupa azul para meninas que gostavam de ser meninos


Models walk the runway at the Pam Hogg show during London Fashion Week
(The Guardian)

----  4. ----

Um gato no telhado


📞 - Alô, é dos Bombeiros?
         🚒 - É sim!
📞  - Ouço um miar debaixo do telhado. O que devo fazer?
        🚒  - É só você tirar a telha que o bichano sai.
📞  - Tá bom, obrigadinho.

(E olha o que aconteceu...)


----  5.  ----

Jorge Jesus, the only and only, explica que isso de ganhar sempre ou de haver sempre goleadas (não percebi bem) não existe, só na PlayStation. E não se preocupa em dizê-lo com sotaque shakespeareano




----  6.  ----

Publicidade politicamente incorrecta

Van Heusen, 1952. ‘The world’s smartest shirts’ -- Life

(Hoje completamente impensável)

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Brinde

Hit the road, Jack --  pelas pouco convencionais Sweet Sisters




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E, para já, é isto.

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