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quarta-feira, outubro 15, 2025

Sobre o acordo de Trump para Gaza, ie, sobre a 8ª guerra a que ele pôs fim

 

Aconteceu-me, quando trabalhava, fazer visitas a instalações que iriam ser inauguradas em breve com honras de visitas de ministros e até de presidente da república, a campanha de marketing e de comunicação toda gizada, ensaiada e pronta para ir para o ar, tudo em festa, tudo aos parabéns uns aos outros, e eu chegar lá, olhar para aquilo e dizer que nem daí por um ano, senão dois ou mais, ou se é que alguma vez, aquilo estaria pronto para funcionar como era suposto. Claro que era liminarmente aconselhada a calar-me pois era a única a suspeitar do sucesso que estava à vista. Anos decorridos, em minha defesa, posso dizer que estava certa.

Aconteceu-me também, naquelas manobras de gestão de portfolio, os accionistas decidirem comprar empresas, fundir empresas, arrancar com empresas adquiridas, cá ou no exterior, e ser-me comunicado que tudo teria que estar operacional num par de meses, e eu, olhando para o que estava em cima da mesa, dizer que não havia condições mínimas para funcionar num curto prazo pois estavam omissas todas as bases e pressupostos sobre os quais as empresas funcionam. As minhas observações eram recebidas com incómodo: então tinham tratado de tudo tão bem tratadinho, notícias e entrevistas na comunicação social e agora eu vinha dizer que no way, que era preciso equacionar mil coisas antes de se poder fazer qualquer plano?

Um colega que me compreendia e que muitas vezes alinhou comigo dizia que nós dois éramos a turma do baldinho, ou seja, quando tudo estava ao rubro de alegria, aparecíamos nós a despejar água fria na cabeça dos outros.

Agora estou mais aquietada, já admito que as coisas não têm que correr bem, já aceito que se a malta gosta de se iludir e festejar grandes vitórias pois que o faça. A memória é curta e quando correr mal ninguém se vai lembrar que pouco tempo antes ninguém reparou nas imperfeições ou omissões.

Vem isto a propósito do acordo do Trump para o cessar fogo, para a troca de reféns e prisioneiros e para o recomeço da ajuda humanitária. Tudo coisas boas, meritórias, inquestionavelmente de louvar. Vários chefes de Estado a dar o seu ámen, aplauso geral. No entanto, quando dizem a Trump que há, entre os presentes, quem não concorde com os dois Estados, Trump diz que o acordo não tem nada a ver com isso, que isso nem foi tema, que o acordo é sobre a reconstrução de Gaza.

E, de facto, o acordo foi gizado por investidores, por malta das cripto, por gente do imobiliário, por gente do petróleo, por gente que nada em dinheiro. E todo o processo vai ser gerido como uma empresa, Trump, o grande rei do real state, como chairman.

Claro que Gaza tem que ser reconstruída. É um terreno e pêras, à beira de água. E, depois, parte do trabalho de demolição já foi efectuado. Falta o resto antes de começarem a nascer a Gaza Trump Tower, os Casinos, os resorts de 6 e 7 estrelas, os campos de golf. Claro que com tanta frente de obra há que ter muita mão de obra, é bom que não haja cá a baderna do costume, o cessar fogo tem que estar garantido. E é preciso que estejam alimentados. Não conseguirão trabalhar a bom ritmo se continuarem a ser uns mortos de fome.

Mas, pergunto eu: todas essas construções ocorrem em solo de que nacionalidade? Quem aprova os projectos, quem define as prioridades e as condicionantes, quem negoceia com quem, por exemplo a nível das infraestruturas necessárias? É cada investidor por si, à tripa forra, sem baias de qualquer espécie? Os contratos ou questões que surjam dirimem-se segundo que lei? A que tribunais se reportam? E as escolas que porventura lá se construam seguem que programa, reportam a que 'ministério'? Havendo problemas, que agentes de segurança estão no terreno e perante quem respondem? Ou vão contratar os mesmos do Hamas que lá andam agora (agora, depois do grande e dourado trump-acordo) para assegurarem a segurança das obras, com ordem para darem um tiro na cabeça de qualquer operário palestino que levante cabelo?

Tudo isto faz-me muita confusão. Tenho para mim que as coisas não existem de forma estável sobre terra de ninguém. 

Ou estarão a pensar que é sustentável uma solução em que prevalecerá a lei do farwest, a lei da bala, em que os conflitos serão resolvidos a tiro? Ou ninguém quer saber disso pois o que importa é que, para já, se criem condições para transformar Gaza na Riviera trumpista -- e essa cena desagradável dos dois Estados e etc. que se lixe?

Gostava de não ser tão céptica pois desejo muito sinceramente não vir a ter razão. Desejo muito sinceramente que a paz e a concórdia se instalem naquele território e que o lei e o mel se derramem sobre o solo de Gaza, que jamais se misturem com sangue.

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Apenas um pequeno excerto do nível

Trump on Jared & Ivanka: “She Converted for Israel, It’s Incredible” | Abraham Accords Insight | APT

In a candid moment during his speech, US President Donald Trump reveals that his daughter Ivanka converted, sharing a personal insight while discussing the Abraham Accords and his efforts in fostering peace in the Middle East. Trump praises Ivanka and Jared Kushner’s contributions, highlighting the unique family connection to the historic peace process.


Inenarrável

terça-feira, agosto 13, 2019

O que pretende Pedro Pardal Henriques?
Lançar a confusão no País? Abrir espaço à limitação dos direitos dos trabalhadores?
Ou isto não passa de rampa de lançamento para ir armar confusão na campanha eleitoral? E, a seguir, na Assembleia da República?
Corremos o risco de, um dia destes, o termos a desgraçar e a envergonhar Portugal?
Pergunto.


O mal de gente assim é que não tem limites. O normal pudor e o respeito pela verdade com pessoas assim não existem. 

Trump todo contente e galhofeiro
enquanto a mulher pega ao colo um bebé orfão,
cujos pais foram assassinados no tiroteio de El Paso

Veja-se o Trump. Não têm conta as insensibilidades que pratica ou as mentiras que já disse desde que é Presidente. Diz mentiras absurdas. Logo a seguir a comunicação social prova que mentiu, o mundo inteiro troça. Mas ele, descarado, diz que as denúncias das suas mentiras são fake news. E as pessoas que o apoiam, apesar de ele ser racista, misógino, xenófofo e sobejamente ignorante, continuam a apoiá-lo, diga ele as barbaridades que disser.

É como o Bolsonaro. É tão básico, tão ignorante, diz coisas tão ridiculamente absurdas que quem o ouve e tem dois dedos de testa pasma. E, no entanto, em vez de perder 100% de apoio no dia seguinte, continua a ser apoiado. Quem votou nele perceberá agora em quem é que votou?


Apoiam esta gente as seitas que odeiam a democracia, a liberdade, a inteligência, a cultura, o direito à igualdade de oportunidades, seitas estas que assentam em interesses escusos, que sobrevivem à custa da corrupção e da exploração dos ignorantes, dos indefesos e dos medrosos que, regra geral, também os apoiam. Numa fase incipiente apoiam-nos ainda os partidos ditos de esquerda popular, pequenos partidos que alavacam o seu crescimento em conversa simpática, igualmente próxima do populismo, partidos sem um verdadeiro programa de governação e que são abstractamente do contra, em especial contra esse vago cadavre exquis composto por ricos e poderosos que serve para adubar qualquer discurso demagogo.

Toda esta gente sinistra chega onde chega com base num linguajar que toda a gente percebe, palavras simples, conversas básicas, com base em aldrabices ditas num mamar doce, como se defendessem os trabalhadores, como se fosse contra os políticos em geral, contra os ricos e poderosos, contra os bancos, como se estivessem ali para defender os pobres, ao lado dos explorados contra os corruptos e os compadrios. E a malta, cansada e de cabeça feita pela comunicação social, acredita e vai na conversa deles. A malta não vê que aquilo é conversa de tipo música para ouvidos ingénuos, não percebe que aquilo é pura demagogia, não vê que aquilo espremido vale zero. E não vê que, uma vez instalados, começam a nomear os filhos e os genros para toda a espécie de cargos mesmo que não tenham as competências mínimas e façam o mundo sofrer de vergonha alheia.

Ivanka, a filha de Trump, feita emplastro, a meter-se na conversa de gente que nem quer acreditar naquilo


Abaixo, Caetano Veloso perdido de riso com a entrevista, na Fox, ao filho de Bolsonaro (possível embaixador dos Estados Unidos que apresenta como credenciais o ter experiência de mundo e o ter fritado hamburgueres nos States)


E nem falo do Salvini, esse falso bon vivant que vai fazer comícios na praia, que (literalmente) dá música e que, com a mesma cara de pau, manda prender quem tenta ajudar os que estão à beira de naufragar. Matteo Salvini não descansará enquanto não estiver à frente de um governo de ultra-direita. E que, claro, está a contar com o apoio de Bannon.


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Vamos ver onde estará Pedro Pardal Henriques daqui por uns anos
(isto se estiver em liberdade, claro)

terça-feira, agosto 01, 2017

Scaramucci is out
- "No WH chaos!"
-- diz o pato Donald Trump.
Não... Jura...
Este só lá esteve 10 dias.
Trump continua igual a si próprio: subtrai e segue.
[Mas já não falta muito]



Aparentemente o absurdo director de comunicação, o espavoneado The Mooch, foi despedido por John Kelly, um que entrou justamente esta segunda-feira, depois de ter sido despedido Priebus, o anterior. Parece que Kelly achou que as tiradas do desbocado Scaramucci tinham ido para além da conta. Para além disso, o boquirroto andava a gabar-se que dependia do pato e não de Kelly o que, para Kelly foi a gota de água. Mais: os principais conselheiros do pato, a saber a Barbie Ivanka, filha com quem ele tem pena de não poder ter um caso, e Kushner, o genro com cara de bebé-santinho, depois de terem achado muito bem que o Scary the Mooch fosse suceder ao hiper-gozado Sean Spicer, quando aconteceram as impensáveis afirmações sobre as preferências orais da besta canibálica Banner, terão achado que o italianish era pouco fino, que com tão vulgar criatura não era bom ser visto à mesa. Out!


Bem pode o pato Trump tuitar: No WH chaos! que ninguém pensa noutra coisa. Aquilo, por aquelas bandas, é o caos. Nem num filme de verão -- daqueles em que toda a gente faz alta asneira a toda a hora, que se embebedam e destroem as casas, que soltam flatulências para gargalhada geral dos restantes -- acontecem cenas tão surreais e ajavardadas como as que os noticiários transmitem sobre a pangalhada geral que se vive por aquelas bandas.


É a Casa Branca, o lugar mais central do poder dos Estados Unidos da América e, no entanto, do que se vê, ninguém faz nada a não ser intriga, baderna, alto chavascal, traição de faca nas costas, rasteiradas, canalhices. Ninguém aquece o lugar. Quando se lê o que aqueles anormais dizem ou escrevem é de gritos: parece mentira, anedota, coisa dos apanhados.

Um dia destes acordamos e sabemos que a Casa Branca está às moscas, que foram todos presos por terem conspirado com os russos ou por movimentações suspeitas via Deutsch Bank. Mas, até lá, é o que se vê: um carnaval pegado todos os dias. Gente estranha a fazer coisas aberrantes, ordinárias, gente que fala como se todos fossem uns adolescentes retardados, gente que nem se lembra do lugar que ocupa.

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Entretanto, para disfarçar, usam a táctica de sempre: foram embicar com outro maluco. Já não sendo muito credível a cena do Iraque, ir para lá deitar umas bombas, desta vez é com o Maduro.
Não que o Maduro não esteja a pedir um urgente chega pr'a lá que aquilo ali já não é coisa que se aguente nos tempos que correm. Há coisas que já parecem ficção de tão inadmissíveis que são. Esta da Venezuela é outra. Só que a forma como os Estados Unidos reagiram parece mesmo uma manobra de diversão face ao fuzuê que vai pela casa deles.
Quando os meus filhos eram pequenos e desatavam a embirrar ou ao estalo um com o outro no banco de trás, o meu marido tentava distrai-los e dizia 'olha ali o avião a passar' ou 'eh pá, o que é aquilo ali...?'. Os americanos fazem o mesmo mas indo chatear outro a ver se o mundo não reparara na engalfinhamento que para ali vai entre eles. Uma maluqueira pegada, o que ali vai.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa terça-feira.

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quinta-feira, maio 25, 2017

As viúvas beatas foram ao beija-mão mas, cá para mim, o Papa só não lhes deu um chega-para-lá porque é bem educado.
[O Pato Donald Trump, a desinfeliz Melania armada em jararaca, a menina Ivanka feita Neuzinha piedosa e mais uns quantos saídos de um filme cómico iam tirando o Papa Francisco do sério]



O semblante de Jorge Bergoglio ao receber aquela tropa fandanga não engana. Homem-humano como é, deveria era estar com vontade de dar uma valente rabecada naquele que é uma das grandes ameaças para os Estados Unidos (e para o mundo), o estupor que brinca às guerras, que despede a eito quem não lhe faz todas as vontades, o atrasado mental que teme refugiados e tem raiva a imigrantes em geral, que troça de quem se preocupa com o ambiente, que quer lá ele saber dos mais pobres que não conseguem pagar os cuidados de saúde, que vai ao Museu do Holocausto em Israel e escreve que é amazing estar lá com os amigos.


A inconcebível mensagem de Trump no Museu do Holocausto.

'So amazing' - imagine-se o despropósito


(A letra e a assinatura dizem bem o que Donald Trump é)


Na fotografia lá de cima e nesta aqui abaixo (esta já com um dos muitos comentários jocosos que já percorrem a net), Trump faz aquele sorriso próprio dos narcisistas que não percebem o contexto e apenas se preocupam em ficar bem na fotografia. A Melania e a Ivanka parecem fantasiadas de viúvas beatas e todo o quadro é hilariante. No meio deles, Francisco, aparece trombudo, notoriamente enfadado com tamanha cara-de-pauzice por parte de gente tão estúpida e frívola.


Não podendo dar-lhe um sopapo a sério, Francisco usou luva branca para uma bofetada psicológica: ofereceu a Trump uma medalha com a forma de oliveira como o símbolo da Paz (e o Pato Donald respondeu 'We can use peace') e ofereceu-lhe a sua encíclica alertando para a poluição, a favor do ambiente e da ciência (e a loura-burra, de seu nome Trump, respondeu: 'Well, I’ll be reading them').



Uma palhaçada. Ao que o mundo chegou para um animal daqueles ainda ser presidente dos Estados Unidos. Custa a acreditar. Mas, caraças, é mesmo verdade.


E claro está a paródia a tão desconcertante quadro não se tem feito esperar.


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Vontade de se disfarçar de Padre Mariano e desatar a chispar com a Perpétua e com as outras falsas beatas não deve ter faltado a Jorge Bergoglio.

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Um dia feliz a todos.

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quarta-feira, março 22, 2017

O apertadinho do Dijsselbloem,
as máquinas de lavar do mastim Schäuble e o dinheiro russo,
o novo gabinete da filhinha do papai, Ivankinha Trumpinha, na Casa Branca,
o Diogo Morgado e a Joana de Verona
(e que raio se passou entre eles? e quem, afinal, vem a ser ela?)
e, no meio disto, não consegui acabar o dia com o Abel Barros Baptista nos braços.
E assim sucessivamente
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Não vou falar daquele apertadinho que não sabe bem o que é isso de vinho e de mulheres. Como marrãozinho que quer fazer gracinha, falou do que não conhece. Pela carinha de quem comeu e não gostou ou de quem anda sempre com qualquer coisinha a tolher-lhe os movimentos, sempre lhe achei ar de quem não estava ali a trazer saúde às finanças da Europa. A pinókia e o seu láparo amestrado todos se derretiam mas eu, que sou boba, reconheci logo que aquele ali não é dos meus, àquele falta vida, falta cama desarrumada, falta escola de rua, falta tanta coisa. O homenzinho que levou uma corrida em osso nas eleições não aprendeu a lição e continua armado em coisa ruim, mostrando que, por dentro, é igual ao que é por fora: os neurónios todos enrodilhados.

Por isso, apenas lamentando que, na união europeia, os corredores do poder continuem abertos a bicheza de tão má raça, não vou dizer nada sobre o dito Dijsselbloem até porque por cá é o que não falta é gente que alinha pela mesma oratória, desde o cassândrico Oh Dr. Medina até à prima Teodora, passando pelo J.M. Fernandes, que até dá dó tanta indigência, e à desinfeliz Helena Matos que não dá uma para a caixa, e acabando no rebelde-populista escritor Meças de Carvalho (e o que me custa escrever isto; a sério que custa -- mas por todo o lado vejo afirmações dele que me deixam quase catatónica). Portanto, para que não venha algum holandês apontar-me o dedo à cara para que veja eu bem a tralha machista, azeda e fora de prazo que temos dentro de casa, deixo-me mas é ficar aqui muito caladinha.



Também podia falar do dinheiro russo que tem andado a ser lavado nos bancos alemães (e holandeses não...?) ou podia falar especificamente no Deutsche Bank, o brinquedo do mastim Schäuble, por onde parece que tem passado muito dinheirinho vivo que vai de pousio depois de ter sido colectado por gente que não se recomenda. Mas não falo nisso não vá o meu micro-ondas começar a ser usado pela Kelly Ann para me espiar para descobrir quem é que me passa a informação, ou para tirar a limpo se sei de fonte segura que, por ali (ali Deutsche Bank - atenção!), passou algum dinheiro que, na volta, ainda financiou a campanha de Trump.


Portanto, cala-te boca.


Ou podia falar de Ivanka Trump, a filhinha com quem o pai gostava de poder namorar, que agora já tem gabinete na Casa Branca. Mas não falo. Não acho nada de mais. Já que a Melania diz que está bem, está, e continua a viver a vidinha dela longe do anormal do marido, ele vai buscar um sucedâneo. Diz que a filha vai ser os seus ouvidos e olhos. E ela presta-se a isso, portanto está tudo bem. Não está mais aqui quem falou. 


(Todo o cuidado é pouco com gente paranóica. Do piorio.)


Finalmente, podia falar do romance entre o Diogo Morgado e a Joana de Verona mas não me arrisco. Primeiro, não sei quem ela é, segundo, não dá para perceber se, entre eles, apenas pintou ou se já rolou e, terceiro, aposto que Marcelo já os deve ter chamado a Belém para lhes dizer umas quantas verdades. Portanto, nem disso eu me atrevo a falar.


Um vazio, isto. Nada de que se consiga falar.

Só se for isto: fui comprar um livro para a minha mãe e, de caminho, noblesse oblige, trouxe um para mim, um que andava a namorar-me faz algum tempo. Cedi. Agora à noite, depois dos momentos poéticos e derivados, estava outra vez para me armar em intelectual mas, como agora sempre acontece, o meu intelecto diz que está bem abelha, prega-me uma rasteira e aí estou eu, de ko, a dormir o sono dos justos. Só agora é que voltei a acordar. Por isso, o Abel Barros Batista vai ter que esperar por mim. Mas eu acho que ele espera.

E assim sucessivamente.

E, confiante nisso e noutras coisas, vou pregar para outra freguesia.

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Imagens da Casa Dior.

Natalia M.King diz que I Need To See You. Ela lá sabe.

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E queiram descer, caso apreciem poesia e filosofia. Da boa.

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terça-feira, janeiro 31, 2017

Ivanka e Melania, as sensíveis mulheres da famíla Trump


Na mesma altura em que o marido avança com o afamado muro a separar o México dos Estados Unidos, muro esse que, segundo ele, os mexicanos vão pagar mas sobre o qual agora prometeu ao presidente mexicano não falar em público, a sensitive Mrs Melania Trump fez-se fotografar para a capa da Vanity Fair do México (do México, justamente) a alimentar-se de diamantes. Com se comesse massa, ela enrola fiadas de diamantes numa colher com a ajuda de um garfo.



E no mesmo fim de semana em que o papá lançou a confusão com a lei anti-imigrantes e com um discurso anti-refugiados, a menina do papá, aquela com quem o pai diz não ter um caso apenas por ser sua filha, fez-se fotografar com o marido, o influente Jared Kushner, exibindo um reluzente vestido platinado Carolina Herrera com o modesto valor de $4.990 -- e publicou a imagem do glamorous outfit no Instagram. Iam a um baile, numa das suas múltiplas presenças em cenas afins.



Claro que logo meio mundo lhe caíu em cima e lembrou que o vestido fazia lembrar as capas térmicas em que, na recente onda de baixas temperaturas, se embrulharam as crianças refugiadas de Lesbos tentando não morrer de frio.


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Algum incómodo, Caros Leitores...?

Não sei porquê. Estes são os fantásticos tempos em que um palhaço chamado Trump foi eleito e, tal como prometeu, está a estilhaçar conquistas de gerações.

Donald Trump in office

Trust me, I’m the president

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Mas, seja como for, caso sejam sensíveis, queiram descer que aí abaixo o ar desanuvia.
É um vídeo e read my lips, dudesé fantástico.

A sério.

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