E, não havendo muito mais a declarar, dou por concluídas as minhas anotações sobre o evento com a referência aos vestidos com que algumas beldades chamaram a atenção para a beleza dos seus corpos quer na cerimónia em si, quer na festa que a Vanity Fair organiza a seguir para celebrar o glamour da indústria do cinema e para exibir o portfolio ambulante de algumas agências de modelos.
Já lá vai o tempo em que as divas se produziam com elaboradíssimas vestes para estes eventos. Agora a palavra de ordem é 'tira, tira tudo'. Desde o nude inocente e revelador até ao negro desnudo, vale tudo.
Deixo aqui uns modelitos para que as minhas Leitoras possam inspirar-se e, numa ocasião em que venhamos a encontrar-nos, bloggers e leitoras de blogs, apareçamos todas, novas e velhas, magras e gordas, todas vestidas a preceito.
A nossa Sarita, tristinha desde que o namorado foi acusado de fraude, apareceu assim, tapadinha, discreta demais. Destoou.
Se um dia fizermos a tal festarola de blogs acho que vestidos assim não estarão com nada, só mesmo os de cima. Valeu?
Ou, então, vá, como os das belas brasileiras aqui abaixo. Zucas e anjinhas como só elas. Não sei como ficarão estes vestidos em gente normal como nós mas, na volta, ficam um espanto. De deixar qualquer um de boca aberta.
Quanto aos cavalheiros, que não pensem que estou a exclui-los. Nada disso. Muito bem vindos. Terão é que vir na condicência. E se não se diz assim, condicência, paciência, que venha a maledicência (que o que mais há por aí é gentinha de olho gordo, azeda da vida, gentinha recozida em fel e maldade). Terão, pois, os cavalheiros que seguir o dress code que abaixo se recomenda.
Muito lindo. Sóbrio. O contrário do estilo Meco -- que esse é reservado às meninas. Os meninos querem-se tapadinhos, bem educadinhos.
Bloggers e Leitores homens vão vendo onde arranjar toilette assim ou similar não vá o convite para a festança rebentar por aí.
25 anos. Linda. Belíssima. Toda ela flexibilidade, um corpo de jovem gazela. Desde pequena que se percebia haver ali uma bela mulher em potência. Nas adolescentes, percebe-se isso na forma como falam, na segurança que transparece dos seus gestos e expressões.
O querido Dr. Alberto Vaz da Silva dizia que a letra de uma mulher bonita é reconhecível. Mas não é só a letra. É a forma como olha, como sorri, como fala, como anda.
Sara é dessas mulheres. Gostava de ler a letra dela. Deve ser uma letra solar, solta, descontraída.
Aparece nas grandes revistas do mundo como uma das mais belas. Mais bela que os seus olhos esfumados só a sua meia trança quase desfeita -- dizem por graça.
Dispa-se ou vista-se seja como for, de Anjinha ou de bad girl, Sara Sampaio dá sempre nas vistas.
As revistas acompanham-na. Desde há algum tempo namora com Oliver Ripley, beautiful milionário inglês, CEO do Ocean Group, um grupo de empresas dedicadas aos investimentos. É lindo, uma coisa quase impossível e, anteriormente, foi casado com outra modelo.
Beleza puxa beleza, dinheiro puxa dinheiro, investimento puxa investimento. Tudo certo no beautiful word da moda, dos investimentos, das festas, dos altos cachets.
Sara foi a Cannes e deu nas vistas com a sua beleza. Presumo que não tenha superado o impacto das extarordinárias mamas de Susan que deixaram os fotógrafos embasbacados -- mas, ainda assim, não terão passado por ali muitas (mulheres) tão ou mais belas que ela.
Contudo, Sara Sampaio não desfilou com o belo e rico namorado que tem iates e outros luxos. Desta vez apresentou-se com o ainda mais bilionário libanês Fawaz Gruosi, um tal que costuma aparecer nestas cenas sempre com a mãozinha sobre uma bela modelo. É conhecido como o Rei dos Diamantes Negros e é o fundador do império das jóias De Grisogono.
Vejo a mão de Fawaz na anca de Sara e vejo o seu sorriso algo forçado e imagino o frete que ali está a fazer ao desfilar com aquele homem de olhos azuis a meia haste quando certamente preferiria estar com o namoradinho de olhos igualmente azuis mas bem abertos. Mas, quando se circula no alto mundo da moda, grande parte do tempo deve ser isto: usar jóias deste e daquele, vestidos deste e do outro e, pelo meio, ter que aturar toda a espécie de chatos.
Ou seja, não era vida para mim. Gosto de jóias e de vestidos bonitos, não me importo de andar com gente com dinheiro mas uma coisa é certa: chatos não aturo, fretes não faço. E acho que não há diamantes negros, brancos ou frutacores que paguem a violentação da nossa consciência ou da nossa vontade.
Mas isto, lá está, sou eu a falar. Como a mim nunca ninguém se propôs pagar-me um batatão de massa para usar uns brincos e levar um velhinho pela mão, não posso falar com conhecimento de causa. Acho que diria que se fossemcatar mas, sei lá.
Supondo que me aparecia um velhinho daquelas bandas e me dizia: pago trinta mil euros, pago o vestido e, no fim, ofereço os brincos. Só tem que andar comigo ao lado durante cinco metros e no fim tirar fotografias e fazer de conta que não está enjoada. Se fosse isso, sei lá se não aceitava.
Cigana como sou, punha-me logo a regatear: trinta mil nem pensar, cinquenta. E os brincos têm que ser estes que vou mostrar. E nada de mãozinha nem na anca nem em lado nenhm. E faz favor de vir de pastilha elástica fresquinha na boca para não lhe sentir o hálito. E frete para não mais de quarto de hora, e olha lá. O taxímetro vai estar a contar, por cada minuto a mais, mais um par de brincos. E da Melody of Colours. E ao fim de cinco minutos, caem-lhe cinquenta baldes de água gelada encarnada em cima que é para ver se desiste de vez. E é pegar ou largar.
Portanto, está-se mesmo a ver que, mesmo que algum velhinho, ceguinho e maluco, me convidasse, a coisa nunca iria resultar.
Tomara é que a bela Sara saiba também fazer-se cara e nunca chegue a casa enjoada com o que teve que aturar. Tirando isso, tudo certo.
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E desçam, por favor, para verem um monumento de fazer tirar do sério qualquer um/a:
Aos catorze anos, quando as nossas meninas são feitas de amor e de susto, Guidinha atravessou o impetuoso Curimataú, de margem a margem, só porque uma outra duvidou.
- Duvida? - disse ela - grelando o olho.
Corou, conteve um ímpeto, e ganhou o meio do rio:
- Apois lá vai!
Nadava de braça como os homens, e não como as mulheres, que trabalham com as mãos por debaixo d'água, pelo instinto de pejo, e vão assim batendo os pés à tona.
O pai tinha desgosto de que ela não fosse macho.
Casou Margarida, finalmente, aos 22 anos, já morto o velho Venceslau. Naquele sertão havia por esse tempo muita abastança, por modo que um grande pecúlio não era lá nenhum desses engodos. Os mancebos, que frequentavam a casa, frequentavam-na sem dúvida por causa da moça, por via de ser ela muito de liberalidades, muito amiga de agradar, não poupando nem mesmo as carícias que uma donzela senhora de si pode conceder sem prejuízo da sua física inteireza. Aconteceu a uns dois se lhe apegarem de rijo, porém as respectivas famílias, com a imposão que então os pais ainda abocanhavam, os desviaram; um deles, até à força bruta, quase amarrado, foi recambiado para Olinda, onde se ordenou.
Todavia, contando-se este caso ao Rev. Visitador, que nesse tempo era o cura de Russas de Jaguaribe, balançou a cabeça em ar de motejo e de antigo entendedor de mulheres e de namoros:
- Feiosa, baixa, entroncada, carrancuda ao menor enfado - disse ele - não admito que homem algum se apaixone pela filha do capitão-mor, salvo se não é aquela que tenho visto no Poço da Moita, onde cheguei a passar mais de uma semana com as febres. Vão ver que ela usou de feitiçaria... Ora se não é isso! Vão ver.
- O Rev. Visitador ainda acredita em urucubacas?
- Se creio! O Inimigo do género humano não dorme. E mulheres? Mulheres! mulheres! A nossa mãe Eva que não me deixe mentir.
Em todo o caso, razão tivesse ou não o sacerdote, é certo que o começo do tirano amor é sempre de umas exterioridadezinhas, pontinhas de dotes profundos, que, em faltando, a mulher parece antes um homem, ou antes um animal sem sexo. Margarida era muitíssimo do seu sexo, mas das que são pouco femininas, pouco mulheres, pouco damas, e muito fêmeas. Mas aquilo tinha artes do Capiroto. Transfigurava-se ao vibrar de não sei que diacho de molas.
Esposando ao Major Joaquim Damião de Barros, uns dezasseis anos mais avançado que ela na idade, passou a chamar-se Margarida Reginaldo de Oliveira Barros. Se, recebendo o nome do marido, ela fez tudo o mais que ordena a Santa Madre Igreja, a Deus pertence.
Dona Guidinha do Poço, escrito em 1892, é um dos maiores romances do Naturalismo brasileiro e possui uma história interessante: seus originais foram entregues pelo próprio autor ao amigo Antônio Sales, que entregou uma cópia a Lopes Filho, que a perde, e outra a José Veríssimo, que iniciou a publicação, interrompida com a falência da sua Revista Brasileira; no fim dos anos 40, porém, Lúcia Miguel-Pereira encontra uma cópia com Américo Facó, depois de intensa pesquisa. Ela publicou, finalmente, Dona Guidinha do Poço em 1952.
Escolhi a nossa bela Sara Sampaio para ilustrar o texto, como D. Guidinha.
Acho que hoje não vou conseguir falar de acordos -- assinados de pé? que coisa horrível! -- nem das agências de rating -- governo apoiado à esquerda? oh sacrilégio! -- nem dos debates a toda a hora, em todo o lado -- calem-se todos, please... -- nem de nada disto.
O dia não foi famoso, o sono é algum, e a mim só me apetece é ligeireza para ver se descanso a minha beleza.
A propósito de beleza: volta e meio falo em voar (até porque, às vezes, sonho mesmo que voo) e tenho vontade de apanhar o ventinho de feição, levantar os braços e deixar-me ir pelos ares. Quando digo isto ao pé do meu marido ele ou não diz nada ou encolhe os ombros e diz que sou maluca. Não sei, vocês aí, o que acham. Se calhar também acham que não bato bem da bola. Pois bem, para os cépticos, aqui fica a prova provada que as mulheres têm asas. Não sei se são todas as mulheres que as têm ou apenas algumas - mas não interessa. Se calhar quem as não tem é uma questão de tempo, um dia as asas nascer-lhes-ão.
Até a nossa menina, a Sara Sampaio, as tem
As meninas bonitas com as suas belas asinhas desfilaram para a Victoria's Secret (uma marca de lingerie - para os distraídos que não sabem).
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Há também as mulheres que têm asas na voz, na alma. Sora, é uma jovem coreana que resolveu interpretar o hit Hello da Adele. E a sua interpretação tem tal força, intensidade (ou leveza?) que impressiona. Já vai a caminho dos 10 milhões de visualizações no youtube e não admira.
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E há as que dançam como se o seu corpo fosse alado.
Quando eu era pequena fazia ballet e o que eu gostava de dançar, o meu corpo tinha uma flexibilidade que me espantava. Era tão bom dançar.
Polina Semionova e Vladimir Malakhov sobre Prayer Of The Heart Bjork - Caravaggio
(Coreógrafo: Mauro Bigonzetti )
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E há as que têm asas na voz, nas palavras, nos dedos que desenham poesia.
Maria Bethânia - Poema Azul de Sophia de Mello Breyner
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E as que têm asas na alma e nas mãos e todas elas são asas.
Paula Rego, que há muito voa bem acima das incertezas miúdas, pintou esta mulher terrena com asas brotando do coração
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Mais provas? É preciso mais? Então as mulheres têm ou não têm asas?
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Desejo-vos, meus Caros Lleitores, uma excelente quinta-feira.
Sara Sampaio fez 24 anos e continua a sua ascensão no panorama da moda internacional, num ano em que se tornou oficialmente um dos «anjos» da Victoria`s Secret.
Get intimate with Sara Sampaio on her 24th birthday!
Join us in wishing two-time SI Swimsuit model Sara Sampaio a happy birthday!
The Portuguese bombshell has already had one heck of a year, and we're pretty sure it's only just begun. With campaigns for everyone from Banana Moon to Calzedonia, a super steamy commercial for Carl's Jr., and a new contract as a VS Angel, Sara is in high demand, and we can't say we're the least bit surprised.
Belíssima. Não precisa de se pôr em bicos de pés para lhe prestarem atenção.
Swim Daily, Sara Sampaio Outtakes
Já o nosso Bruninho, este fofinho que nos calhou na rifa como Secretário de Estado e que é conhecido por 'o alemão' (e não é por ser louro, alto e espadaúdo), deu para se pôr em bicos de pés a ver a ver se alguém o toma por importante.
A minha mãe, já aqui o contei, é muito bem disposta. Usa com imensa graça e frequentemente imitando sotaques expressões populares (especialmente quando conta histórias passadas com ex-alunos ou com os pais deles ou com colegas alentejanas que são divertidíssimas). Quando em ambiente informal, costuma referir-se a criturinhas assim como uns cagalhoças.
Ora bem, quando olho para o Bruno Maçães todo emproado, armado em bom, apesar daquele seu ar insignificante de quem foi parar a secretário de estado sem se saber como nem porquê, só me ocorrem pensamentos do género: este cagalhoças gosta mesmo de se pôr a jeito, de fazer figurinhas do caraças.
Cá está o nosso Bruninho numa foto de arquivo: um macho man a quem as mulheres não dão sossego
Transcrevo as últimas da nossa putativa fera:
Desemprego em Portugal gera discussão entre Bruno Maçães e Wall Street Journal no Twitter
A discussão sobre os dados do desemprego português atravessou o Atlântico. O jornal norte-americano, Wall Street Journal, publicou na sexta-feira, 17 de Julho, um artigo sobre as consequências do plano de resgaste nos dados de emprego português. No entanto, os valores utilizados para falar do desemprego não agradaram ao secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, que na sua página do Twitter pediu ao jornal que corrigisse a peça. O jornal respondeu dando lastro a uma polémica que já fez correr muita tinta em Portugal.
(...)
Bruno Maçães @MacaesBruno
@gksteinhauser @StephenFidler1 @kowsmann Not sure what your point is. First you recover from bailout. Done. Then older problems. Ongoing
Stephen Fidler ✔@StephenFidler1
@MacaesBruno @gksteinhauser @kowsmann Portugal bailout out approved May 2011. Eurostat unemployment rate 12.3%. May 2015 13.0%. Case closed.12:36 PM - 20 Jul 2015
Pelo meio, Bruno Maçães é convidado a colocar o seu ponto de referência e comparação num período anterior à crise e é confrontado com os números da emigração (procurada como alternativa ao desemprego nacional), que terão contribuído para a diminuição da população activa e consequentemente a uma melhoria na taxa de desemprego. (...)
[É no que dá pôr-se uma figurinha destas pôr-se a jeito. Artigo completo no Jornal de Negócios]
Bruninho, sempre perseguido por mulheres.
Paf, paf, Bruninho, olha para a expressão de matador do valentão.
Parece um bandarilheiro. Olé!
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Moral da história
O Bruninho não tem corpinho nem cabecinha para se armar em bom pelo que mais vale que se deixe ficar na moita, caladinho, sossegadinho.
Já a Sara Sampaio tem tudo para estar cada vez mais saidinha da casca e pode fazê-lo à vontade.
Portanto, daqui lanço um apelo ao Bruninho Paf-Paf: a bem do orgulho nacional deixe o palco para a nossa gloriosa Sara e deixe-se ficar a brincar com pecinhas da Play Mobil em vez de nos lembrar a sua existência, está bem?
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Sobre a entrevista do vice-irrevogável Portas e sobre os comentadores que a SIC levou a dissertar sobre tão importante momento, falo no post já a seguir.
E, mais abaixo, tenho dois momentos dedicados ao ensino. A não perder. Dedicado a professores, alunos, pais de alunos, c-ratos --- ou seja, a toda a gente.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira. E haja alegria.
No post lá mais para baixo mostro como se vestiram as anjinhas depois do desfile da Victoria's Secret para irem para a farrinha, descomprimir, curtir.
Mas isso é a seguir. Aqui, agora, vou ao grande momento de ontem à noite.
Dedicado ao Leitor JP que se queixou que eu tenho andado muito virada para a política
Os anjos da Victoria's Secret que, antes, costumavam vir do mundo todo para se juntarem lá pelas Américas, este ano voaram até às Europas e cintilaram, esvoaçantes, pela passerelle mais badalada de Londres.
O desfile custou milhões (mas, lá está!, deve ter rendido bem mais do que isso) e todos os olhares se focaram na lingerie mais desejada, nos corpos mais belos, na festa com mais antecedência esperada.
Mas, para nos acompanhar, deixem que troque a música borbulhante da escultural e magra Taylor Swift ou da mignone Ariana Grande pelo grão de voz do charmoso Leonard Cohen
Did I ever love you
Não sei o que é mais mítico na marca Victoria's Secret, se são as peças de lingerie em si, se é a beleza escolhida a dedo das modelos, se é o aparato cénico dos desfiles, se é a publicidade brutal e infalível. Uma vez por ano aquelas mulheres ganham asas e, quase desnudadas, enchem de glamour a passerelle, as televisões e os computadores do mundo inteiro.
Adepta que sou de bela lingerie, é, pois, natural que os Anjos da Victoria's Secret aqui apareçam pelo menos uma ou duas vezes por ano.
Deixem que partilhe convosco as fotografias de alguns dos modelitos que brilharam em Londres, esta terça-feira, dia 2 de Dezembro de 2104, à noite.
Karlie Kloss, americana, 22 anos
Começo o desfile às arrecuas mas não é por querer. Quando vou inserir a fotografia ali para o meio, ela pula para o topo. Não faz mal. As cuequinhas são bonitas mas as asas ainda são mais
Behati Prinsloo, 25 anos, nascida na Namíbia. Poderosa, dourada, metálica, fulgurante. Não sei se aquele aventalinho será bom quando se está na cozinha mas, enfim, o que vale é a intenção. Também não sei se as asas não vão atrapalhar na altura de voar mas, enfim, é a mesma coisa, o que vale é a intenção.
Doutzen Krous, holandesa, 29 anos. Uma radiante e felpuda black bird, que é como quem diz: uma passarinha preta. Capaz daquela mantinha que ela usa a enrolar as pernas ser boa para pôr sobre os joelhos ou sobre os ombros enquanto aqui estou a escrever
A mesma Doutzen Krous aqui na versão pomba branca, pombra branca, lingerie conservadora como convém a uma inocente e alva pombinha
A parte de trás das cuecas da pombinha branca parece mais bonita que a parte da frente, as rendinhas em pérola-cinza são elegantes, discretas. Com uma certa classe, diria eu.
Behati Prinsloo já acima referida
O conjunto cueca e soutien é do mais clássico que há, sem história, por pouco não é um cuecão e soutien da avó. E a penagem tem cor bonita mas também não tem muito que se lhe diga, parecem daqueles penachos que dantes se viam em alguns jarrões. Mas que é que isso interessa se toda ela irradia, exibe tal joie de vivre que é um gosto só de ver?
Enikő Mihalik, húngara, 29 anos.
Toda ela leveza e borboleta, suave, discreta, primaveril. Se eu um dia me voltar a casar, e se casar em tempo frio, talvez vá assim vestida, tal e qual, a inocência em flor; e a saínha em carpélio bicolor deve ser quentinha. (De branco não faria sentido que fosse, né?)
Candice Swanepoel, nascida na África do Sul, 26 anos.
Quase etérea. Não percebo se as pequenas cuecas existem independentemente do cinto de ligas ou a se a pequena e subtil parra cairia se aquela armação fosse abolida.
Quando vem é como uma grande borboleta,
enfeitando as hastes que oscilam.
Poderei eu ser uma dessas hastes,
tão forte que sou a fonte
da sua alegria?
[de Celan numa tradução de João Barrento in Relâmpago, nº 34]
A nossa pequena Sarita. Sara Sampaio, portuguesa, 23 anos Vestida de menina pequenina, da pré-primária ou assim, ou então de noivinha, rosa inocente, suave baby doll, folhinhos e rendinhas Aquelas asinhas mais parecem uma sombrinha chinesa que se desmanchou mas não faz mal, é capaz de dar para voar na mesma e ela é bonita de qualquer maneira
Eu não sei da infância
mais do que um medo luminoso
e essa mão que me arrasta
para a minha outra margem
Minha infância e o seu perfume
a pássaro acariciado
[Tempo de Alejandra Pizarnik in Relâmpago]
Joan Smalls, Porto Riquenha, 26 anos
Não percebo bem se é um conjunto normal com um bustier por cima mas não interessa, rendas, tules, transparências, meias de liga, tudo muito bem. Até parece que tem um rendilhado em ferro forjado ali ao meio mas deve ser só efeito. As asas são atípicas e, talvez porque tudo é um bocado incompreensível mas, ainda assim transpira charme, é um dos meus conjuntos preferidos. Não percebo se aquela seda preta esvoaçante ali atrás lhe pertence mas, se for, ainda terá mais graça
Um dia que alguém me queira subornar, faça o favor de me aparecer com um conjunto destes de cada cor: azul, encarnado, verde, amarelo, preto, branco, lilás, cinza, nude, etc (cor de rosa não é preciso, não faz muito o meu género) - ah, e já agora, que o presente venha acompanhado por um parecer de um jurista a atestar que a pequena liberalidade não tem mal nenhum. Se faz favor.
[Nada de caixas de robalos ou garrafas de vinho. Só lingerie feita de pedras preciosas, se fazem favor. E, já agora, também alguns pares de asas. E uns sapatinhos também. As botas à D'Artacão que algumas modelos usaram no desfile não vale a pena trazerem, podem enviar um par delas à Judite de Sousa dizendo que vão da minha parte, se faz favor]
A festa final, as anjinhas todas contentes a brincarem com balões e bolinhas de espuma
Tamanha a brincadeira que uma menina (juraria que é a doidona da Karlie Kloss) até deixou cair a parte de cima mas, ora bolas, depois de tanta asa e tanto bustier apertado já lhe devia apetecer pôr-se à vontade. Como a compreendo. Mas deixou ficar as luvas para não ficar excessivamente despida e isso parece-me bem.
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Não encontrei nenhum vídeo de curta duração com qualidade razoável. este, apesar de tudo, ainda foi dos que me pareceu menos mau.
Vídeo - Victoria's Secret Fashion Show 2014, London
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Relembro: para verem como se aperaltaram as belas mulheres com asas para irem sair à noite, desçam, por favor, até ao post já a seguir.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa quinta-feira.
Vi a notícia, vi o vídeo com Janice (59 anos) e, por dois motivos, senti pena.
Em tempos vi um programa em que ela fazia já não me lembro bem o quê, talvez selecção de modelos, não sei bem, e nessa altura já estava toda esticada, tentando conservar as feições de quando em nova, fotografada, idolatrada e capa de muitas revistas.
Por vezes a câmara apanhava-a sem maquilhagem e a diferença era abissal. Quando arranjada, parecia reter ainda os traços da juventude mas, quando ao natural, parecia uma caricatura dela própria.
Agora vejo Janice Dickinson quase desfigurada, provavelmente sujeita a várias plásticas e injecções de botox, contando, emocionada, o que aconteceu naquela vez, muitos anos atrás, em 1982, em que foi drogada e violada por Bill Cosby, o rei da comédia, aquele a quem tanta gente olhava com carinho e agradecimento por tanta boa gargalhada.
Lembro-me de ver o Cosby Show: era divertido, eu gostava bastante de o ver.
A tradução não é famosa e tem alguns erros terríveis mas, ainda assim, aqui fica um excerto de um episódio do Cosby Show
* Como nascem os bebés *
Afinal agora chovem as acusações de que costumava convidar mulheres bonitas, as que participavam na sua série ou nos seus shows, arranjava maneira de estar com elas, dava-lhes vinho tinto, drogava-as e, quando acordavam, elas viam-se sem roupa interior, o corpo devassado. Várias têm vindo a público denunciá-lo e a táctica era a mesma. Janice lembra-se que, antes de adormecer, sedada, o viu de robe a avançar sobre ela.
Ou seja, o bem humorado Bill Cosby é, afinal, um perdador, tarado, perigoso. Não conheço as acusações em pormenor mas penso que se reportam ao passado. Não sei se, entretanto, se curou. Mas fica um gosto amargo.
E fica, também, um gosto amargo pelas jovens muito belas que se vêem cortejadas, seduzidas, cercadas por oportunidades e que, tantas vezes, na sua inocente ambição, acabam por ser vítimas de ataques sexuais, inseridas nos círculos da droga, do desregramento, da permissividade, da promiscuidade. Não acontece com todas, claro, mas acontece com alguma frequência.
Ainda no outro dia, numa reportagem da SIC sobre o que é feito de alguns modelos que há anos eram presença assídua nas passerelles, um deles, creio que se chama Valentino, dizia que tinha assistido a toda a espécie de excessos e desregramentos, vícios, droga.
E tenho também pena da forma como algumas envelhecem, recusando deixar o tempo exercer o seu efeito no corpo. Querem preservar, à força, a frescura da juventude e não conseguem perceber que isso não é possível.
Janice era muito bonita. Morena, sensual, esguia, feições exóticas.
Agora é quase uma máscara. Não se esperaria que tivesse a mesma frescura ou a mesma firmeza de carnes mas, senhores, para quê preencher cada ruga, insuflar os lábios, subir as maçãs do rosto, aumentar desmesuradamente os seios? Olho-a agora e parece-me uma mulher estranha, artificial.
E parece que a perseguição dessa juventude perdida transporta consigo a semente da infelicidade, a dor de memórias muito tristes. No vídeo vê-se uma mulher sofrida, sentida, uma mulher a quem a vida passou por cima. Teria tido tudo para ter uma vida feliz e, afinal, foi atropelada desta forma. Uma violência, uma tristeza.
Provavelmente Bill Cosby será julgado, talvez seja preso. Mas quem restituirá a felicidade e a candura a Janice?
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Sara Sampaio - Vogue Joyas Dec 2014
E, ao mesmo tempo que se vê aquela que terá sido a primeira super-modelo no que parece ser o seu ocaso, confessando o terrível crime sexual de que foi vítima e mostrando um rosto desfeito e triste, vemos a nossa bela Sara Sampaio, igualmente exótica e esbelta, brilhando na capa e nos editoriais das grandes revistas de moda. A Vogue Jóias de Dezembro mostrá-la-á deslumbrante e não lhe poupará elogios. E é verdade: os seus olhos verdes são únicos, o seu cabelo é formidável, os seus lábios grossos transbordam de sensualidade, o seu corpo é perfeito.
La belleza de Sara Sampaio es tan indescriptible que para encontrarle palabras hay que bucear durante algunos minutos en sus profundos ojos verdes, perderse en unos labios que han enamorado a media industria y volver a reparar en una melena lisa, kilómetrica y oscura capaz de enamorar con un simple vistazo. En el número de Vogue Joyas que tendrás en tus manos con Vogue diciembre el próximo 20 de noviembre, la fórmula secreta de esta top portuguesa eleva su belleza hasta el infinito gracias a los diamantes, brillantes, zafiros y rubíes que la acompañan en la bañera de una habitación de hotel, fotografiada en un editorial del tándem formado por el fotógrafo Álvaro Beamud y la estilismo de Marina Gallo.
Tomara que Sara Sampaio tenha sempre os pés na terra, a cabeça no lugar, que não se deslumbre, que não se deixe ir em cantigas, que aceite envelhecer com naturalidade. Uma mulher bela como ela é, tem tudo para ser uma mulher bela para sempre e oxalá faça boas escolhas e não se deixe trucidar pelas luzes da ribalta.
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Já agora: não deixem de ver a séria ameaça à soberania nacional que vem (tarde de mais) do lado da Coreia
No post abaixo já desvendei um segredo a propósito dos burros que vivem à babugem do poder. Foi a Lovely Lídia que me contou. Regressou e veio com tudo. Já fazia cá falta e é com alegria que lhe dou as boas vindas.
Mas isso é a seguir.
Aqui, agora, a conversa é outra. Livros, livros, livros.
Podia dizer o que já tantas vezes aqui o contei, que, desde pequena, era vidrada em livros, que lia os que tinha em casa, os que os amigos dos meus pais tinham em casa, os que havia na biblioteca do liceu, os que encontrava. Lia até altas horas da noite. Acendia a luz da mesa de cabeceira e lia até não aguentar mais ou até a minha mãe desconfiar e vir, pé ante pé, dar comigo a ler e me obrigar a apagar a luz. Pelos anos e pelo natal queria livros (a complementar outras coisas... que também não era propriamente rata de biblioteca) e, mal me apanhei com mesada, preferia comer menos ou comprar menos roupa e embrenhar-me nos alfarrabistas, nos saldos da Bertrand e onde calhasse.
Portanto não é de agora. Mas agora tenho um motivo suplementar: tenho medo de que um dia me aconteça um desaire, que fique desempregada ou assim, ou que aumentem o imposto sobre livros de tal forma que fiquem mais caros que trufas raras, caviar exótico, chanel nº 5, sei lá. E, então, dou por mim quase que a querer açambarcar não vá esgotarem-se e já não poder comprar novas edições, ou que a partir de certa altura, impossibilitada de comprar novos, tenha que me cingir aos que tenha em casa e que já não tenha nada de novo para ler.
Sei que não é razoável ou lógico pensar assim mas há aspectos da minha vida que se regem em contra natura, em contramão, como queiram.
Afogo-me em livros, não consigo dar vazão, mas não consigo deter-me. Parece-me que só o facto de os ter, de os folhear, de ler parte deles já me consola. Depois, aos poucos, aleatoriamente, vou voltando a eles e a muitos deles parece-me que já me são familiares e a esses eu dou saída, avanço por eles dentro. Em relação aos que não me dizem nada, aos que não me agarram o olhar ou o coração, aí dou folga, fica para a próxima.
Hoje o meu marido quis O Capital no Século XXI do Piketty e, por isso, fui com ele mas pensando que ia numa de chaperone. Mas então, fazer o quê?
Claro que acabei por trazer outros, tentações tão fortes.
Vamos, por favor, com Manuela Azevedo - Carinhoso
[José Peixoto - guitarra clássica; Fernando Júdice - baixo acústico; música de Pixinguinha]
Chegaram ao apartamento de D'Ardelo duas horas antes do início do cocktail. 'É o meu assistente, minha senhora. É paquistanês. Peço desculpa, ele não sabe uma única palavra de francês.', disse Charles, e Caliban inclinou-se cerimoniosamente diante da senhora D'Ardelo, pronunciando algumas frases incompreensíveis. A indiferença delicadamente superior da senhora D'Ardelo, que não lhe prestou nenhuma atenção, confirmou a Caliban o sentimento de inutilidade da sua língua laboriosamente inventada e a melancolia começou a invadi-lo.
Felizmente, logo após esta decepção, um pequeno prazer veio consolá-lo: a criada a quem a senhora D'Ardelo ordenou que se mantivesse ao serviço dos dois senhores não conseguia descolar os olhos de um ser tão exótico. Dirigiu-se-lhe por várias vezes e quando percebeu que ele só conhecia a sua própria língua começou por ficar confusa, depois estranhamente descontraída. Porque ela era portuguesa. Já que Caliban lhe falava em paquistanês, tinha uma rara oportunidade para abandonar o francês, língua de que não gostava, e utilizar apenas, também ela, a sua língua natal. A comunicação em duas línguas que não compreendiam tornou-os próximos um do outro.
(...)
Em seguida Charles afastou-se até ao salão, deixando Caliban preparar as últimas bandejas. Uma rapariga muito jovem, segura de si, entrou na cozinha e virou-se para a criada:
- Não podes mostrar-te por um segundo que seja no salão! Se os nossos convidados te vissem, fugiriam! - Então, olhando para os lábios da Portuguesa, desatou a rir: - Onde é que foste desencantar essa cor? Pareces um pássaro de África! Um papagaio de Bourenbouboubou! - e saiu da cozinha a rir.
Com os olhos húmidos, a Portuguesa disse a Caliban (em português):
- A senhora é simpática! Mas a filha! Que malvada! Disse aquilo porque você lhe agrada! Na presença dos homens, é sempre má para mim! Dá-lhe prazer humilhar-me em frente dos homens!
Nada podendo responder-lhe, Caliban acariciou-lhe os cabelos. Ela ergueu os olhos para ele e disse-lhe (em francês):
- Veja, o meu batom é assim tão feio?
Rodava a cabeça para a esquerda e para a direita, para que ele pudesse ver bem a largura dos seus lábios.
- Não - disse-lhe ele (em paquistanês) -, a cor do seu batom é muito bem escolhida...
No seu casaco branco, Caliban parecia à criada ainda mais sublime, ainda mais inverosímil, e ela disse-lhe (em português):
- Estou tão feliz que esteja aqui.
E ele, arrebatado pela sua própria eloquência (sempre em paquistanês):
- E não apenas os seus lábios, mas também o seu rosto, o seu corpo, toda você, tal como a vejo diante de mim, é bela, muito bela...
- Oh, como estou feliz que esteja aqui - respondeu a criada (em português).
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O texto em itálico é um excerto da Quarta parte:Estão todos em busca do bom humor, na sub-parte intitulada 'Os casacos brancos e a jovem Portuguesa' do mais recente livro de Milan Kundera intitulado A Festa da Insignificância numa tradução de Inês Pedrosa.
Sétima parte: A Festa da Insignificância - um outro excerto
As imagens que escolhi para ilustrar o texto são de Sara Sampaio, a bela Portuguesa, e David Gandy que não é paquistanês mas que não seja por isso, está perdoado, é como se fosse.
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Um brevíssimo parêntesis
O que está a acontecer à PT deixa-me quase de rastos. Deixar os mercados à solta e nada fazer, assistir aos abutres a devorarem um corpo vivo é uma coisa que me parece inconcebível. O governelho português lavou as mãos, a CMVM está a ver o sangue a jorrar por todos os poros e nada faz (parece que agora vai proibir as vendas a descoberto, mas de que vale isso agora, quando já quase que só resta a carcaça e um coração latejante?) Uma situação ultrajante e dolorosa, uma humilhação e um rombo tremendo na economia e, a prazo, no emprego, no PIB, sei lá. Custa-me tanto isto que nem me apetece falar.
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Relembro: se quiserem saber a explicação para haver tanto burro à volta do Poder, desçam, por favor, até ao post seguinte.
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Incapaz de reler o que escrevi e, portanto, pedindo a vossa indulgência para as gralhas, fico-me por aqui e desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa terça-feira.
(Agora que já começaram os descontos de outono/inverno, eis que entrámos no Verão. Não faz mal. Voltei aos braços ao léu e isso sabe-me bem)
Em Portugal, mais propriamente no Porto, nasceu uma das seis modelos mais sexy e requisitadas da actualidade, a jovem Sara Sampaio, quase a fazer 23 anos. Recentemente posou para a conhecida revista masculina Lui. O fotógrafo convidado foi Mark Segal e a sessão decorreu em Saint-Tropez.
Aí ela aparece esguia, bela, sensual e bem acompanhada: Magdalena Fracowiak, Isabeli Fontana, Emily DiDonato, Karmen Pedaru, Lais Ribeiro juntam-se-lhe.
Um festim para os olhos dos homens - e também para os das mulheres que gostam de beleza, e, em particular, de escultura.
Claro que haverá as invejosas que olham estas belas e elegantes jovens com olho gordo, pensando que daqui por uns anos elas já não estarão tão bonitas ou que alguma gordura já se terá depositado naqueles corpos agora tão bem esculpidos. Seja. As coisas são boas enquanto duram e elas são muito bonitas agora e isso é o que importa. Depois se verá e o mais provável é que sejam belas para o resto da vida.
Sara Sampaio, morena, olhos verdes, mede 1,71 m e é graciosa e alegre.
O elevado número de prémios que já recebeu e os desfiles importantíssimos onde participa, nomeadamente no desfile de anjos da Victoria's Secret, parecem não a ter modificado pois continua a aparecer radiante e fresca na simplicidade genuína que parece caracterizá-la. Tomara que se mantenha com este ar de boa menina, saudável, bem disposta, não obstante o meio competitivo e tantas vezes tão pouco saudável em que se move.
Inicialmente com uma imagem muito próxima de Adriana Lima ou mesmo Irina Shayk, Sara Sampaio vem ganhando um lugar muito próprio e a sua presença neste número da Lui é, sem dúvida, uma poderosa alavancagem na sua carreira.
Mas vejamos então as outras cinco meninas bonitas e impudicas que também se desnudaram ao sol perante a câmara de Mark Segal.
Magdalena Fracowiak
Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura
e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.
Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluida, a subtileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.
Isabeli Fontana
A casa é viva
(A mulher dorme)
Dorme na espuma
nas cores puras
Dorme na espuma do silêncio
Planos brancos
e cores lisas
Dorme no vidro
tranquilo
Dorme viva
(...)
Uma brisa lava
a casa fresca
A varanda nua
é seca e branca
com sede de mar
A varanda é nua
A mulher é nua
Da casa branca
vê-se o mar
o fulvo dorso
da praia
nu
mulher de areia
deitada e panda
na frescura azul
Uma vela branca
de minúcia fresca
dá ao olhar a brisa
dá ao silêncio o mar
A mulher dorme
viva
na espuma
do silêncio
Emily DiDonato
Para quem o deseja e quem o ama
um corpo é sempre belo no seu esplendor
e tudo nele é belo porque é sagrado
e, mesmo na mais plena posse, inviolável.
Um corpo que se ama é uma nascente viva
que de cada poro irrompe irreprimivel
e toda a sua violência é a energia ardente
que gerou o universo e a fantasia dos deuses.
Tudo num corpo que se ama é adorável
na integridade viva de um mistério
na evidência assombrosa da beleza
que se nos oferece inteiramente nua.
Não há visão mais lucida do que a do desejo
e só para ela a nudez é sagrada
como uma torrente vertiginosa ou uma oferenda solar.
Esse olhar vê-o inteiro na perfeição terrestre.
Karmen Pedaru
Sóbrio o teu corpo me pede
penetração: nomes puros:
os de boca, braços, mãos
sobre a terra e sobre os muros.
Sóbrio o teu corpo me pede
nomes justos, nomes duros:
os de terra, fogo e punhos,
claros, acres, escuros.
Lais Ribeiro
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E Deus criou a mulher. E com o calor que está só apetece estar assim.