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quinta-feira, maio 17, 2018

Sporting: será desta que Ricciardi vai chegar-se à frente?
E com Marcelo e Ferro Rodrigues e tudo o que é gente decente a tomarem posição da forma explícita como o estão a fazer, o que é que ainda passa pela cabeça tresloucada de Bruno de Carvalho?


Quando me interrogava, perante uma bateria de sportinguistas ferrenhos, sobre a razão de um energúmeno como Bruno de Carvalho conseguir tantos apoios, a resposta sempre foi a mesma: saneou aquilo, tirou as contas do vermelho, etc, etc. Não gostavam do estilo mas apreciavam a sua acção saneadora sobre o Sporting e era quase como se o tolerassem por acharem que alguma gratidão lhe era devida. 

Céptica como sou, em especial quando me vejo perante criaturas aberrantes, sempre apresentei as minhas dúvidas. Alguém que não ele o terá feito, dizia eu. O meu marido, que também nunca suportou a estupidez galopante da criatura, dizia-me: Ricciardi. E eu, na minha cabeça, encaixei que o Ricciardi era bem menino para fazer a gestão financeira daquilo. Aliás, fazer não, que Ricciardi é de manobrar e não, propriamente, de meter a mão na massa (literalmente falando) -- e é natural que assim seja. Agora, vendo-a na SIC N, a minha opinião reforça-se. Qual Bruno de Carvalho, qual carapuça. Não é um troglodita como Bruno de Carvalho que tem mão para fazer gestão que se veja. Nunca foi. Ricciardi ou outros que tais mas não Bruno de Carvalho.

Quanto a tudo o mais que se vai sabendo, a minha estupefacção vai em crescendo. E vai em crescendo não pelas alarvidades daquele doente porque ela é e sempre foi pública e notória mas por tanta gente, que considero razoavelmente inteligente, o ter apoiado até há tão pouco tempo.

Sempre achei que quem se mete com malucos tarde ou cedo é vitíma deles. É o que está a acontecer: um doido varrido à solta. Não seria grave se estivesse num pátio do Júlio de Matos. Mas não, está ali perto mas do outro lado, em Alvalade, num lugar onde as suas maluquices têm forte impacto financeiro, social e emocional.

Quanto ao resto, mantenho: a situação não se resolve com Assembleias Gerais convocadas pela Direcção e a decorrerem em registo de alvoroço. Qual quê. A situação resolve-se apenas com Bruno de Carvalho fora de jogo. Se ele não sair a bem, que o empurrem de lá para fora e que avancem, desde já, outros. A situação é de emergência e não afecta apenas o Sporting, nem destrói apenas a credibilidade e a sustentabilidade do clube. Afecta o futebol em geral e afecta a reputação do País. Os danos reputacionais de uma situação destas são incalculáveis.

Alguém que se chegue à frente e pegue nas rédeas daquilo. E proibam-no de se aproximar de Alvalade, de Alcochete, dos autocarros onde viajarem os jogadores, dos hotéis onde os jogadores se alojem. Olhem, arranjem maneira de lhe enfiarem uma camisa de forças. Não seria mal pensado.

sábado, dezembro 27, 2014

José Maria Ricciardi desmente e ataca Marcelo Rebelo de Sousa. Outra vez, e agora já envolvendo Rita Amaral Cabral, a companheira de Marcelo e ex-administradora do BES. O professor é tão esperto, tão esperto, e ainda não aprendeu que uma pessoa não se deve meter com um destravado como o primo 'Zé Maria'? --- E mais outra: António Arnault ofereceu livro a Sócrates mas, vá lá saber-se porquê, o livro não passou no crivo dos serviços de segurança da prisão de Évora e foi devolvido ao remetente. --- E para haver uma notícia boa: grande livro que me está a parecer que é o Stoner de John Williams.


No post abaixo já contei uma piada sobre louras
(que isto eles gostam é das louras mas, depois, para disfarçar, fingem que as acham burrinhas. Tá bem, abelha. 
Se bem que há louras que só dão mau nome à classe como aquela que agora tem andado tão caladinha.)

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.

Mas, se não se importam, vamos com música.


Yo-Yo Ma no violoncelo
com a Orquestra Sinfónica de Chicago conduzida por Daniel Barenboim
interpreta o Concerto para Violoncelo de Elgar



Hoje, depois de arrumações e de andar horas a mondar as carpetes e a garimpar o sub-solo debaixo de sofás e recantos insuspeitos, descobri vários sinais de trânsito e um pequeno polícia que andavam perdidos, descobri uma caneta de que a minha filha já me disse que levou a tampa e voltei a irmanar peças de lego, de puzzles e outras que andavam tresmalhadas. E revolvi pacotes e sacos a ver se não continham talões de troca ou restos de presentes para, em segurança, os ir colocar para reciclar. E pesquei almofadas transumantes para as devolver ao local onde harmoniosamente devem estar em repouso.

A seguir, devidamente possuída pelo espírito da dona de casa arrumadeira, ainda olhei várias vezes para a minha mesa, coitada, tão em risco de sucumbir, tão vergada ao peso do conhecimento - mas não me aventurei a encetar um processo arrumativo. 

Sempre que enveredo por uma coisa dessas, há uma altura em que a coisa ameaça correr mal. Faço montes no chão por temas, depois por autores, e, às tantas, está o chão pejado e o meu marido todo irritado que quase não há sítio para pôr um pé, depois há que reorganizar as estantes para onde os quero destinar e começo a tirar livros que disponho também em montes e, enfim, tudo se complica. 

Portanto, não deu, desisti dos meus putativos bons propósitos. Qualquer dia tenho que escrever no chão, enxotada por estes meus livros que tudo invadem sem dó nem compaixão e, nesse altura, o meu marido vingativo dir-me-á que é bem feita, que há séculos que me anda a avisar e que isto, aquilo e o outro. Paciência.

Resumindo, em vez de me atirar a essa guerra, resolvi, antes, pegar num livro que andava aqui a namorar: Stoner de John Williams. Reclinei-me no meu sofá, acendi a luzinha de leitura, porque gosto de ler assim, quase às escuras e com uma luz dirigida, e entre almofadas e com uma fofa mantinha cobrindo-me as pernas, iniciei a sua leitura. Ainda vou na página 53 mas, desde que lhe peguei até que agora interrompi, com um pequeno intervalo para um jantar rápido e para fazer o post das louras já acima referido, foi de seguida, tipo shot. E estou desejando ter tempo amanhã para o retomar, nem sei se não terei que acelerar o Expresso para me atirar ao William, William Stoner.


Que livro tão bem escrito, que belíssima caracterização de personagens, que forma fluida e despojada de nos levar pela mão, sem rodriguinhos, sem tiradas arrebatadas ou pseudo-existencialistas, tudo ali na maior limpeza. Que bom escritor aquele John Williams (1922-1994) de quem eu nunca tinha ouvido falar.

Li apenas um quinto do livro mas não hesito quanto a recomendá-lo. Caso tenham recebido de presente algum livro que já tenham, troquem-no pelo Stoner. Ou se tiverem recebido algum livro do Valter Hugo Mãe ou do José Rodrigues dos Santos, mesmo que ainda não os tenham, troquem-nos também, vão por mim. 

Bem. Mas com isto tudo tenho andado arredada das mundanidades. Aliás, das poucas vezes em que calhou conseguir ouvir o início das notícias, logo desisti de prosseguir. É um disparate: começam os noticiários com o número de pessoas que morreram em acidentes. Como se não houvesse nada mais relevante do que isso! Uma contabilidade sinistra que parece fazer as delícias de quem decide o alinhamento noticioso. Ou então meio mundo à volta das anormalidades daquele sujeito estranho que está à frente do Sporting, um tal Bruno de Carvalho, que ainda não percebi se anda sempre com uma laringite ou se é copofónico. Primeiro estava em blackout e agora parece que há um romance qualquer com o treinador, Marco qualquer coisa. Desisto, claro. Quero lá saber de coisas assim. Será que não acontece nada de verdadeiramente relevante no país ou no mundo?

Portanto, agora, querendo perceber a quantas anda o mundo para não vir para aqui fazer figurinhas de alienada, dei um rápido bordejo pelos jornais online e fui dar com uma notícia que me deixou capaz de ir atirar tomates à imaculada parede de entrada da prisão de Évora. Em que raio de país é que eu vivo, senhores?

Transcrevo, não sequencialmente, excertos da obscenidade em causa tal como a li descrita no Observador:

O Estabelecimento Prisional de Évora devolveu ao antigo ministro e ex-dirigente do PS António Arnaut o livro “Cavalos de vento” que ele tinha enviado a José Sócrates. A 10 de dezembro, António Arnaut enviou a Sócrates, por correio, um livro de sua autoria e esta sexta-feira foi “surpreendido” ao receber a encomenda de volta, com a indicação de que tinha sido “recusada pelo Estabelecimento Prisional de Évora”.


Lançado no início de novembro, o livro ‘Cavalos de vento’, que inclui textos de intervenção cívica, contos, ensaio e poesia, pretende assinalar os 60 anos da estreia literária do autor e os 35 anos do SNS.

A atitude da cadeia de Évora “é uma indignidade em democracia”, considerou o histórico socialista, salientando que nem no tempo da polícia política do Estado Novo (PIDE) lhe aconteceu “uma coisa assim, visto que enviava livros” a um seu “condiscípulo moçambicano detido em Caxias”.


Uma indignidade, de facto. Sócrates é alvo de notícias diárias, o segredo de justiça é violado todos os dias com vista a que haja pasto para alimentar a comunicação social, e ele ali tem que estar, em silêncio, sem poder responder, impossibilitado de poder exercer o contraditório, aprisionado, longe da família, a reputação arrasada. E agora isto! Que se chegue ao absurdo de nem lhe entregarem os livros que lhe enviam já me parece uma coisa troglodita, uma violência inadmissível. E que isto não provoque uma onda de indignação geral é o que me admira. 

Poderão dizer-me que poucas-vergonhas destas acontecem a torto e a direito, que é do mais normal que há que se prenda uma pessoa antes de ser julgada como se de assassino se trate, e que se impeça a pessoa de dar entrevistas e, até, de receber os livros que lhe enviam - e que só estou a protestar porque se trata de Sócrates. Aceito. Mas a verdade é que as suspeitas e as intrigas em torno dos outros presos preventivos não andam nas capas dos jornais e, portanto, é coisa que passa despercebida. Mas soubesse eu que você, Caro Leitor ou Leitora, estava sob suspeita de fugir ao fisco ou de ter recebido dinheiro não declarado e que, por isso, ia preso enquanto investigavam para ver se há razão para o julgarem e que, estando preso, via a sua vida devassada nos jornais, mentiras propagadas, e que não pudesse responder e que nem lhe entregassem os livros que os amigos lhe enviavam, a ver se eu não vinha também para aqui armar escarcéu. Claro que vinha! Isto é lá coisa que uma pessoa decente possa aceitar?


Já que falei no Sporting, uma foto do primo Ricciardi
na sua vertente de leão

E, de seguida, dei com outra. Ricciardi deu novo troco ao Marcelo e, uma vez mais, não foi meigo. Quando, no domingo passado, ouvi o Marcelo a responder ao primo Zé Maria armando-se em superior e a dar-lhe lições, pensei cá para mim: Ai levas, levas, que o primo não é de levar desaforo para casa e ainda te vais arrepender de andares, aqui na televisão, a provocá-lo

Disse o Prof. Marcelo que conhece bem o outro e que, portanto, não esperava estas reacções. Pois é. Marcelo já por mais do que uma vez mostrou que não é aquela inteligência que se pensa. Então se conhece bem o outro ainda não tinha percebido que mais valia não o cutucar com vara curta e logo aos ecrãs da televisão?


Transcrevo do Expresso (com destaques meus), excertos da looooonngaa carta que o advogado de José Maria Ricciardi enviou, prosseguindo o louvável e higiénico hábito de lavar roupa suja:


20.  É caso para dizer que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa só assimilou em 21 de Dezembro de 2014, tendo embora conhecimento directo da forma como a gestão era executada no Grupo Espírito Santo, aquilo que toda a gente, sem excepção, tinha apreendido pelo menos seis meses antes. 
21.  Esta situação é tanto mais inexplicável quanto é certo que a companheira do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Dr.ª Rita Amaral Cabral, era administradora do Banco Espírito Santo e ainda integrava a Comissão de Partes Relacionadas, criada internamente pelo Banco de Portugal, para assegurar o "ring-fencing" entre o banco e as restantes empresas do grupo, cujo desempenho se encontra sob investigação.  
22.  Para além de administradora do Banco Espírito Santo, a referida companheira, ilustre advogada, prestava serviços jurídicos ao grupo, tendo até ditado para a acta na última sessão do Conselho de Administração ainda presidida pelo Dr. Ricardo Salgado, um rasgado elogio ao seu desempenho e deixado um registo da sua gratidão em ter servido tão ilustre personalidade. 
23.  Não admira que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa tenha apoiado com entusiamo e defendido no seu comentário, em Junho de 2014, a solução preconizada pelo Dr. Ricardo Salgado de integrar o Conselho Estratégico do BES e de designar como CEO o Dr. Moraes Pires, interveniente directo em graves operações financeiras que estão a ser objecto de investigação. 
24.  E não admira que também em comentário produzido no seu programa, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa haja declarado expressamente, na esteira do afastamento compulsivo do Dr. Ricardo Salgado, que nenhum membro da família Espírito Santo haveria de sobreviver ao colapso do grupo. 
25.  Fica assim por compreender, em função do relacionamento histórico e das múltiplas fontes de que dispunha, a reviravolta operada no espírito do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no domingo passado, sobre as responsabilidades do Dr. Ricardo Salgado, que não encontra explicação plausível, a não ser a resultante de mais uma habilidade destinada a demonstrar a sua súbita equidistância em relação ao personagem. 
26.  Por último, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa tem o desaforo de fazer recomendações públicas, com desajustado paternalismo, sobre qual devia ser o comportamento do Presidente de um banco, o que, não lhe tendo sido questionado, é pelo menos sinal de que se atribui a si próprio demasiada importância. 
27.  Ao meter a foice em seara alheia, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa põe-se a jeito para receber a advertência de que não lhe fica bem desvalorizar ou diminuir os atributos que são exigíveis a um comentador, com capacidade para influenciar a opinião pública. 
28.  A verdade é que os factos expostos não deixam dúvidas de que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa não reúne as condições de imparcialidade, isenção e de objectividade que lhe permitam uma avaliação séria e ponderada das responsabilidades de quem está envolvido no colapso do Banco Espírito Santo. 
29.  A bem da credibilidade e do rigor, melhor fora que se abstivesse de comentar este tema, em que lhe sobra apenas a mágoa, como confessa, de não poder partilhar no Brasil a convivência com o seu grande amigo Dr. Ricardo Salgado.


A ver como reage agora o Marcelo. Melhor fará se ficar calado.

Pelo menos a ver se, para distrair as massas, não lhe dá para encenar mais um número como o da semana passada em que resolveu criar um facto para disfarçar o seu embaraço: pôs-se a chorar ao falar no Natal de Judite de Sousa, deixando-a, até, apalermada. Se aquilo era assunto para trazer para ali, à frente de toda a gente, mesmo um apelo primário à lamechice. Se queria recordá-la da perda do filho e da tristeza que ia ser o Natal dela, fazia-o em privado, não ali em público. Que o Marcelo é um artista já todos muito bem o sabemos. Mas, enfim, escusava de usar os sentimentos de uma mãe que perdeu um filho.
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Enfim, para acabar bem, deixem que partilhe convosco um pouco da leitura de Stoner.




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E, assim sendo, fico-me por aqui não sem antes vos desejar, meus Caros Leitores, um belo sábado.

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terça-feira, dezembro 16, 2014

As férias de luxo de Marcelo Rebelo de Sousa na mansão à beira-mar no Brasil ou no veleiro, o amigo Ricardo Salgado que as pagava, Zé Maria Ricciardi, o primo traidor e eterno enfant terrible e o coelhinho que não largava pêlo, o urso malandreco e o leão de rabo pelado. Tudo histórias com muita moral.


No post abaixo já deixei a receita para um casamento sem discussões. Não posso dizer que seja muito instrutiva nem que deva ser reproduzida mas, enfim, dêem o devido desconto.

Mais abaixo tenho uma entrevista ainda quentinha com uma beldade sexy e, mais abaixo ainda, falo da ama do meu filho, do filho dela, do meu filho e mostro um vídeo com um mar muito grande.

Mas tudo isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


1. Sobre BES e GES, sobre os primos e assessores jurídicos, comentadores, companheiros de administradoras, e etc.



Foi com algum incómodo mas não muita surpresa que li mais uma do primo Zé Maria, aquele que tem boa imprensa, o que faz rir os deputados e os jornalistas, aquele a quem todo o crédito é dado porque, segundo estes, num ápice desfaz a narrativa tão cuidadosamente estudada pelo Ricardo, o tal de coração de leão e pele de leopardo que virou bombo da festa, aquele a quem muita gente, em especial os que antes o veneravam, gosta agora de insultar, pontapear e cuspir em cima. 

Desta vez, porque,  na sua homilia semanal na TVI com a Judite, o Professor Marcelo - essa velha raposa que, com ligeireza e sem grandes pruridos, urde intrigas, costura argumentos e fala com sabedoria de literatura, futebol, justiça, tácticas e estratégias políticas, conluios partidários, economia, arrufos entre socialites e feitos de agremiações recreativas - tinha, uma vez mais, poupado o grande amigo Salgado para o chamuscar a ele, Ricciardi, nem pensou duas vezes. Naquele seu estilo de lavadeira (de roupa suja, claro), enviou um comunicado onde não foi meigo. Em tom de ameaça, disse esperar que Marcelo não voltasse a mentir já que, a seu respeito, já ia na segunda mentira e, para que Marcelo não tivesse vontade de se levantar do tapete, ainda atirou: 



Eu compreendo que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa tenha muita mágoa em não poder continuar a passar as suas habituais e luxuosas férias de fim de ano na mansão à beira-mar no Brasil do Dr. Ricardo Salgado, mas essa mágoa não o autoriza a dizer mentiras a meu respeito e do banco a que presido, conforme fez no seu comentário de ontem
Marcelo, apesar de conhecer o espírito truculento do menino Zé Maria, até deve ter engolido em seco. 

Em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio:
O leopardo, o primo que dizia que era irmão e um dos Sousas
Há ovelhas negras em todas as famílias e que apenas são gente fina enquanto o argumento (leia-se: guião) que lhes é dado lhes permite simular a pose. Mal ficam por sua conta e risco mostram que o sangue que lhes corre nas veias é tão azul como o de um qualquer vulgar arruaceiro e que o seu argumentário está ao nível de uma pregoeira do Bolhão. Ricciardi costumava dizer que o primo Ricardo era um irmão mas há irmãos que se odeiam e estes é o que se vê.



A procissão ainda vai no adro e o desfiar de farpas, os golpes baixos, o destapar de carecas e o lavar de roupa suja em público já começa a incomodar. Mas, enfim, a imprensa vibra com isto e os jogos estão feitos. Ricardo Salgado não é flor que se cheire, nunca foi. Mas ao seu lado e co-responsáveis pela gestão que levou ao descalabro, estiveram todos os outros que hoje sacodem a água do capote, saltam como ratos e fogem como cobardes. Podem vir dizer que não sabiam mas, se não sabiam, deviam saber e, portanto, dizendo-o, confessam, em cima de tudo o resto, a sua incompetência ou irresponsabilidade.


2. Sobre o Super-Alex que não deixa que Sócrates use do seu direito de falar, tendo proibido entrevistas a partir da cadeia



Já uma vez o disse: que um culpado ande à solta acho perigoso. Mas que um inocente seja injustamente condenado e pague, com a sua liberdade, por crimes que não cometeu parece-me ainda mais perigoso e desumano, de uma injustiça dificilmente reparável. 

O Super-Juíz Carlos Alexandre que põe e dispõe
sem que a gente perceba se o que ele faz é mesmo legal
Mas José Sócrates ainda nem foi julgado. Ainda andam à procura de provas que o incriminem. Os jornais tudo têm feito para o crucificar na via pública e é raro o dia em que não apareçam, a conta-gotas, novos factos, coisas que espremidas não deitam nada, apenas ódio ao homem. Até o pobre do motorista já é tratado como o 'cúmplice' de Sócrates.

Agora impedem José Sócrates de conceder as entrevistas que lhe solicitaram. Está preso para poderem procurar pistas à vontade mas é mais do que isso: sem que tenha ainda sido condenado, já está privado até da sua liberdade de falar.

Se é esta a liberdade que queremos ter no nosso país, um país que supostamente é livre e democrático, então vou ali e já venho.


Face a este estado das coisas, nada como uma história que me foi enviada por Leitor a quem agradeço e que contém uma moral profunda que deveria ser pensada pelos Zé Marias, Alexandres, jornalistas e quejandos desta vida (and sorry for my french - que, mesmo assim, já foi suavizado face à versão original).


3. O coelhinho, o urso e o leão 




Um coelhinho felpudo estava a fazer as suas necessidades matinais quando olha para o lado e vê um enorme urso fazendo o mesmo.

O urso vira-se para ele e diz:
- Hei, coelhinho, largas pêlo?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:
- Nem pensar, venho de uma linhagem muito boa...

Então o urso pegou no coelhinho e limpou o cu com ele.




  MORAL DA HISTÓRIA

  Cuidado com as respostas precipitadas. 
Pense bem nas possíveis consequências antes de responder.

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No dia seguinte, um leão, ao passar pelo urso, diz:
- Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado...! Bem te vi ontem dando o cu para um coelhinho felpudo. Já contei a toda a gente.


  MORAL DA MORAL

  Você pode até sacanear alguém mas lembre-se que existe sempre alguém ainda mais filho da mãe do que você.

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A GRANDE MORAL DA HISTORIA


O  problema de Portugal (o problema ou a sorte, consoante a perspectiva) é que quem elege os governantes não é o pessoal que lê jornal, mas quem limpa o cu com ele!

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Relembro: já que este que acabam de ler foi o 4º post da noite, há por aí abaixo mais 3 e são para todos os gostos, de algum são capazes de gostar.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira.


quinta-feira, dezembro 11, 2014

Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires, Joaquim Goes, mais uns quantos Espíritos, o PQP, a família de José Guilherme em peso, gostam tanto de Cavaco Silva porquê? O que é que o Cavaco tem para lhe terem dado tanto dinheiro para a campanha eleitoral? Só dos lados do Zé Grande das Caçadas (aquele amigo generoso que ofereceu 14 milhões ao primo Ricardo) foram 100.000 euritos. É obra! Enquanto isto, andam as irmãs do Ricardo Salgado a fazer bolos à noite para venderem para restaurantes e o PQP a gozar com o veneno que anda a destilar por aí.





Claro que eu não estava lá para ver nem ando a xeretar as contas desta gente mas parece-me óbvio que os donativos para a campanha do Cavaco não saíram do bolso deles, não é? Deve ter sido dinheirinho contabilizado nalguma empresa como despesas confidenciais ou coisa assim. Dividiram em tranches para ficarem dentro do máximo permitido por lei e toma lá, ó Cavaco, que a gente confia em ti.

Do lado do Ricardo Salgado e súbditos leio que a coisa não se ficou por menos de 25.000 cada.
Aguenta-te ó BES!, que o dinheiro tinha que dar para tudo e para o resto. 
Assim por alto uns 150.000€ para a eleição do Cavaco!

E dos lados do José Guilherme, também conhecido por Zé das Caçadas ou Zé Grande, a coisa era no mesmo comprimento de onda:

Leio: Mas na lista de donativos há uma família cuja história se cruza também com o BES: Guilherme. O empresário que deu uma prenda a Ricardo Salgado de 14 milhões de euros que está a ser investigada pela justiça deu à campanha de Cavaco em 2011 25 mil euros. Mas não foi o único da família a fazê-lo. A mulher, Beatriz da Conceição Veríssimo deu o mesmo contributo de 25 mil euros, o filho Paulo Jorge Veríssimo Guilherme também e Ilda Maria Veríssimo Guilherme Silva Alberto, uma familiar que é gestora da empresa de José Guilherme doou também 25 mil euros.


Vejo isto e fico arrepiada e tanto mais arrepiada quando penso que, às tantas, esta mesma gente dá dinheiro a quem quer que lhes cheire que vai ganhar as eleições. Para além de Cavaco nas presidenciais, com quem mais foram assim tão generosos nas legislativas? Estou curiosa. Pelo que leio no mesmo artigo, nestas presidenciais o Manuel Alegre ou o Nobre receberam mixuruquices e o Francisco Lopes do PCP népias - para quê? era carta fora do baralho - e Manuel Alegre, então, com a campanha, até ficou endividado até à medula.

Isto de facto é um mundo perverso, estúpido, aberrante. O dinheiro que gastam - em cartazes, em almoços, em bandeiras, em alugueres de salas de hotéis, em carros, carrinhas, agências de comunicação e sei lá que mais - tem que vir de algum lado. Mas, ó caraças, tem que ser da ordem dos milhões e para ser gasto em coisas improdutivas, que viram lixo no dia seguinte? E o que é que essas campanhas dizem sobre o que vão os candidatos fazer se ganharem um lugar? Nada. Tudo aquilo é encenação. Contratam a peso de hora brasileiros especialistas em tornar o refugo apetecível e isso é pago com donativos que vamos ver se não é dinheiro de sacos azuis ou dinheiro 'desviado' das empresas. E é em fracas figuras levadas ao colo por esta gente do dinheiro que os eleitores votam.

Porque é que Cavaco ganhou estas eleições? O que é que ele já fez? Se não fosse todo este apoio, uma campanha com um ar tão vitorioso, o povo teria votado nele na mesma?

Que coisa miserável.

Já em tempos aqui falei do Zé das Caçadas, amigo de Cavaco Silva, amigo dos Espíritos e de todos os que queriam aparecer para serem vistos, para se porem a jeito para oportunidades.

Não deveria pois admirar-me mas a verdade é que me admiro. 100.000 euros? Mas que dinheiro é que este homem ganha para se poder dar ao luxo de dar presentes de milhões, donativos da ordem dos cem mil euros, esbanjar dinheiro de uma forma tão ostensiva? E tem pago impostos sobre todo o dinheiro que tem ganho? Não faço ideia: apenas pergunto, intrigada que fico com tamanha generosidade.

Este Cavaco sempre teve amigos endinheirados e sempre beneficiou, voluntária ou involuntariamente, desses dinheiros. O dinheiro fácil que ganhou com as acções do BPN ou SLN, nem sei, ou a permuta do casal da Coelha (ou lá como é o sítio da nova vivenda Mariani), cenas que nunca se percebem bem e agora sabemos destes donativos, cabazadas de dinheiro... Que coisa incomodativa, esta.

E este Pedro Queirós Pereira - que agora ali na Assembleia da República, em tom chocarreiro, denuncia o ex-sócio Ricardo Salgado, espetando facas no peito, na barriga, no pescoço e tudo em tom que mais parece de chalaça - também contribuíu para a eleição do Cavaco. Também sempre metido em jogadas palacianas, em esquemas, e agora armado em santo, que offshores nem vê-las e que as irmãs de Ricardo Salgado até fazem bolos à noite para vender para restaurantes... e todo ele é desdém, superioridade.



Fazer bolos para vender, em si, nem tem nada de mal e conheço várias senhoras da mais alta sociedade que têm empresas de eventos, de catering e mais não sei o quê (e que fazer, fazer, até nem são elas que fazem mas, enfim, orientam, supervisionam) e, verdade seja dita, sentem-se umas gestoras e umas trabalhadoras e, enfim, de certa forma até o são. Portanto, quando o PQP diz que as manas Salgadas fazem bolos de noite, provavelmente nem é coisa que deva ter leitura literal - mas fica a nota de desprezo insidiosamente instilada, fica-lhe o veneno a escorrer-lhe pelos cantos da boca.

Tenho que dizer: em qualquer circunstância, acho inaceitável se a gestão das empresas estiver capturada por interesses particulares, por incompetências, por leviandades; e, em minha opinião, o que houve no Grupo Espírito Santo foi um pouco de tudo isto, tudo temperado pelo sentimento de inimputabilidade que a corte de advogados e assessores de toda a espécie transmite aos senhores a quem servem. Anos de poder e influência e o sentimento de superioridade que advém de um nome com muita patine fazem perder a noção dos limites. E, quando se perde o pé, a fuga para a frente passa a ser uma forma de sobrevivência.

A Queda dos Anjos Rebeldes, Pieter Brueghel

Muita gente beneficiou ao longo de anos desta forma de estar na vida.

Agora que o grande navio dos Espíritos colapsou, os ratos fogem deles a sete pés (sendo que o colapso, há que dizê-lo, foi precipitado e tornado inevitável pelo Governo e pelo BdP - o que continuo a achar uma decisão perigosa já que a recapitalização do BES poderia ter sido possível e inócua para os contribuintes; e, assim, arranjaram para aqui um imbróglio que não sei se algum dia se irá desensarilhar)


Se há coisa que aprecio é o porte digno em qualquer circunstância e outra que, pelo contrário, não aprecio nem um bocadinho é ver rir, cuspir e pisar em quem, por algum motivo, caíu.

O Ricardo Costa do Expresso e outros tantos, na terça feira, apressaram-se a condenar o porte altivo de Ricardo Salgado, censurando-o por não ir para ali armado em coitadinho, pedir desculpa, rebaixar-se. Como se isso fosse possível numa pessoa como Ricardo Salgado. E como se isso resolvesse algum problema, fizesse aparecer o dinheiro desaparecido ou curasse algumas feridas.

Pois a mim choca-me mais os que vão para ali tripudiar, gozar, achincalhar, denunciar de forma quase folgazona, do que o Ricardo Salgado que tem a única atitude digna que poderia ter.

Por algum motivo que ainda estou para perceber, os deputados gostam de se armar em inquisidores mesmo em assuntos como este em que, da Comissão de Inquérito, não irão nunca sair as consequências que se exigem, mas, enfim, se ali estão, o que se espera é que exijam que, quem ali vai, não minta (alô, alô pinókia!), não se mostre folgado ou não vá ajustar contas pessoais.

Assim, vendo-os (à Meireles castigadora, à Mortágua com ar de professora implacável, ao Miguel Tiago querendo ser tão mau como elas mas todo ele tendendo para o charme, ao enxundioso Amorim querendo parecer uma fera mas, com o passado que arrasta, só dando vontade de rir, ao rapaz do PS que, por muito que queira, tem um ar de bom rapaz e pouco mais), ali, com as televisões transmitindo as sessão em tempo real, todos fazendo perguntinhas, convencidos que estão a ter dos momentos altos das suas carreiras de políticos, o que me parecem são figurantes ou assistentes de um teatrinho de aldeia, em que, à vez, os artistas convidados vão fazer a sua representação: ora o funcionário atarantado (Carlos Costa), ora a mulherzinha abusada (Maria Luís Albuquerque), ora o fidalgo arruinado que acha que deve manter a pose até ao fim (Ricardo Salgado), ora o primo que tem cara de gostar de uma boa esbórnia e que fala revirando os olhos para o além (José Maria Ricciardi), ora agora este figurão que vai para ali gozar com o fidalgo e com as suas pobres manas (Pedro Queiroz Pereira).


Tudo uma tristeza, uma democracia infantil, frágil, demasiado frágil, assente em cima de uma economia quase inexistente, tudo servido por uma moral também muito frágil. Uma grande tristeza isto tudo.
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Ricardo Salgado, o Banqueiro

- está ele tal como aqui poderia ter a fotografia de Jardim Gonçalves, João Rendeiro, António Guerreiro 

ou até Oliveira e Costa (que, ao pé destes, quase parece um pé rapado)


A vossa atenção, por favor

Pela segunda vez no Um Jeito Manso: O BANQUEIRO





The Banker


Hello, my name is Montague William 3rd
And what I will tell you may well sound absurd
But the less who believe it the better for me
For you see I'm in Banking and big industry

For many a year we have controlled your lives
While you all just struggle and suffer in strife
We created the things that you don't really need
Your sports cars and Fashions and Plasma TV's

I remember it clearly how all this begun
Family secrets from Father to Son
Inherited knowledge that gives me the edge
While you peasants, people lie sleeping at night in your beds

We control the money that controls your lives
Whilst you worship false idols and wouldn't think twice
Of selling your souls for a place in the sun
These things that won't matter when your time is done

But as long as they're there to control the masses
I just sit back and consider my assets
Safe in the knowledge that I have it all
While you common people are losing your jobs

You see I just hold you in utter contempt
But the smile on my face well it makes me exempt
For I have the weapon of global TV
Which gives us connection and invites empathy

You would really believe that we look out for you
While we Bankers and Brokers are only a few
But if you saw that then you'd take back the power
Hence daily terrors to make you all cower

The Panics the crashes the wars and the illness
That keep you from finding your Spiritual Wholeness
We rig the game and we buy out both sides
To keep you enslaved in your pitiful lives

So go out and work as your body clock fades
And when it's all over a few years from the grave
You'll look back on all this and just then you'll see
That your life was nothing, a mere fantasy

There are very few things that we don't now control
To have Lawyers and Police Force was always a goal
Doing our bidding as you march on the street
But they never realise they're only just sheep

For real power resides in the hands of a few
You voted for parties what more could you do
But what you don't know is they're one and the same
Old Gordon has passed good old David the reigns

And you'll follow the leader who was put there by you
But your blood it runs red while our blood runs blue
But you simply don't see its all part of the game
Another distraction like money and fame

Get ready for wars in the name of the free
Vaccinations for illness that will never be
The assault on your children's impressionable minds
And a micro chipped world, you'll put up no fight

Information suppression will keep you in toe
Depopulation of peasants was always our goal
But eugenics was not what we hoped it would be
Oh yes it was us that funded Nazis!

But as long as we own all the media too
What's really happening does not concern you 
So just go on watching your plasma TV
And the world will be run by the ones you can't see


Interpretado por Mike Daviot
Escrito, realizado e produzido por: Craig-James Moncur



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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa quinta-feira

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