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domingo, janeiro 19, 2020

Vamos dançar...?


Gosto de dançar, sempre gostei. Contudo, ultimamente, sempre que há circunstâncias que convidam à dança, nunca é dança a dois na versão dantes designada por slow. Agora é mais na base da libertação do corpo, mas a libertação como movimento individual. Tenho uma amiga que é certinha, sempre muito compenetrada e rigorosa, ponderada. Mas, mal sente o sopro de uma música bem batida, solta-se a fera que há dentro dela e assistimos a uma metamorfose. Work hard, play hard, desculpa-se ela quando vê o nosso espanto. Entrega-se em absoluto ao prazer de libertar o corpo e não quer saber de limites. Mas isso se for uma libertação a solo e com a música desencabrestada. Em registo slow nunca vi mas, na volta, seria a mesma voluptuosa entrega. A questão é que, quando há música para dançar, nunca é música slow. Agora slow é a food ou o living. O slow dancing parece ter caído em definitivo desuso. E, no entanto, há melhor forma para os corpos se aproximarem, se testarem, se conhecerem? Li uma vez, e achei bem pensado, que há amor quando dois corpos se reconhecem. Concordo. Amor que é amor a sério tem que ter corpo, toque, olhar, pele, tem que se sentir o calor que se evola do corpo do outro, tem que se sentir o abandono que se desprende do corpo daquele que se deseja, tem que se sentir a urgência das mãos do outro procurando o nosso corpo, tem que se sentir a sua respiração e o toque dos seus lábios na nossa pele.

Portanto, recordemos como é bom dançar assim e iniciemos um movimento a favor do regresso do slow dancing

E, já agora, let's dance? 








Até já

quarta-feira, agosto 15, 2018

A ternura é o novo erotismo?
O que define uma mulher sensual? E um homem sensual?




Leio na Madame le Figaro o artigo La tendresse est-elle le nouvel érotisme? que tem alguma piada.
Estampillée tisane du plaisir ou guimauve de l’alcôve, elle a pourtant une vertu : réveiller notre sensualité dans une existence ultraconnectée mais déconnectée du corps. Et si l’on redonnait à la tendresse ses lettres de noblesse ? C’est le désir du philosophe Charles Pépin. (...)
Não vou transcrever toda a entrevista. Limito-me às duas últimas perguntas.

Como definiria uma mulher sensual?
- Uma mulher que tem um corpo superiormente inteligente. E, talvez também, uma mulher que não teme o prazer.
E um homem sensual?
- Um homem que faz da sua vulnerabilidade o secredo do seu poder. E que se maravilha perante o prazer da outra pessoa.
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E, Caras Leitoras, não nos esqueçamos:


que é como quem diz: O que há de mais profundo num homem é a sua pele
[Paul Valéry, “L’Idée fixe”, 1932]

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Já agora, se me permitem, algumas imagens de ternura
... ou ...
quando a ternura precede o erotismo; ou melhor, acompanha o erotismo






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sexta-feira, novembro 06, 2015

António Costa e Catarina Martins juntos no Governo? Isso ainda não sei. O que sei é que outono é a melhor altura para o amor. Também dizem que as histórias de amor curtas são as melhores - mas isso não é caso para que a união* deles seja uma mera rapidinha. Pelo menos 4 anos era bom que durasse.




Leio que o outono é, por excelência, a estação do amor - e o texto invoca razões científicas. Não tenho conhecimentos para validar o rigor do estudo mas acredito no que leio. Aliás, tenho a confessar que os meus filhos foram feitos no outono. O outono apela mesmo ao aconchego, ao mimo, a andar de mão dada, pede que se encontre na proximidade do outro o calor que escasseia no ar que nos envolve.

Diz o artigo que é no outono que:
  • há maior concentração de testosterona no corpo dos homens e das mulheres, talvez como reminiscência animal de outros tempos. O desejo é, pois, mais forte na altura em que a folhagem se aloura.
  • os homens mais se aproximam das mulheres. Habituados a vê-las com pouca roupa no verão, chegam ao outono, e vendo-as com mais roupa em cima, é como se tivessem vontade de as despir. (Capazes disso são eles - digo eu)
  • a cabeça pede para ver comédias românticas. Apetece ir ao cinema, pegar um filminho saboroso, que faça rir, que dê vontade de um chamego. Ou isso ou enroscar-se num sofá a ver um videozinho gostoso. Talvez por causa do frio, tudo é pretexto para os corpos se encostarem e para a alma ter vontade de se aquecer.
  • dá mais vontade de beber um chocolate quente (tal como um capuccino ou uma qualquer bebida quente). Ora, pegar numa chávena quente aquece as mãos, aquece o coração, torna as pessoas generosas. Ou seja, um chocolatinho quente e uma comediazinha romântica, especialmente se houver uma mantinha por cima, convida ao forró por baixo.


O Facebook confirma isto. Analisando a informação que as pessoas lá escrevem, concluem eles que a maior parte das mudanças de estado de solteiro para noivo, casado ou amancebado ocorre no outono. 
[Curiosamente, a maior parte das separações ocorre duas semanas antes das festas de natal e antes das férias de verão. A jornalista que assina o artigo interroga-se sobre o que levará a essas separações: respectivamente, poupar nos presentes e ficarem disponíveis para aventuras de verão? Ela não sabe e eu também não. 
Cá para mim é capaz de ser porque as festas de natal são um bocado assustadoras (metem família, cenas, por vezes, um bocado maçadoras, etc) e as férias grandes, havendo a perspectiva de proximidade total, pode assustar um bocado quando a coisa ainda está na fase da incerteza, aconselhando a uma aproximação prudente.]
Seja, como for, é no outono que agora estamos - pelo que vá, minha gente, vá de sentir as vibrações e viver o amor (ou procurá-lo, para quem o não tenha por perto)

...   ...   ...

Leio também que as histórias de amor curtas são geralmente intensas e ficam, para sempre, impressas a ouro na memória sendo, frequentemente, recordadas como sendo as melhores.

O artigo lembra, a propósito, a maravilhosa história de amor de As Pontes de Madison County.


O psicanalista Saverio Tomasella explica que isto se deve a que, no início de uma relação amorosa, é o paraíso: parece que se está perante a alma gémea, aquele ser que nos completa, pelo qual esperámos a vida inteira. Tudo é descoberta, tudo é empolgantemente bom. 

Se a história de amor dura pouco tempo, não se chega à fase de conhecer os defeitos do outro, não chega a haver tempo para a decepção.

Acresce que, no início, todas as expectativas são depositadas na nova relação, espera-se que esteja ali, materializado, o grande amor pelo qual se esperava. É uma altura na qual, geralmente, se aposta tudo, esquecendo a família, muitas vezes o trabalho, os amigos, tudo. Ou seja, é uma altura de intensidade única, de fogo, de paixão.

A jornalista pergunta ao psicanalista se é amor, isso. Ele diz que sim. Amor. Uma realidade amorosa. E que pode comportar um risco: se, ao longo do resto da vida, essa memória for idealizada e usada como termo de comparação, pode inviabilizar outros amores, por torná-los menos interessantes.

E pode esse amor fugaz vir a tornar-se um amor para sempre? Diz Saverio Tomasella que muitas vezes as pessoas temem decepcionar-se pelo que não voltam a procurar esse amor que foi breve e interrompido. Mas que outras há que correm esse risco pois acham que o perigo de decepção vale bem a vivência de um amor, sabem que não há relações ideais e que viver e amar implica sempre sofrer uma ou outra decepção.


Nunca é demais ouvir a voz de Meryl Streep falando de amor.

....

E, por agora, fico-me por aqui porque hoje não me apetece falar do Assis até porque acho que ele anda a ter um tempo de antena desproporcionado, absurdo. A sua importância e influência são praticamente nulas e só o facto de os Pàfs e comunicação social avençada andar à cata de quem diga mal do Costa é que justifica tamanha atenção. 

O que me apetecia falar era mesmo na perspectiva de virmos a ter Catarina Martins no Governo pois, como em Setembro aqui o disse, há uma química* muito positiva entre ela e António Costa. Acho que, tê-los juntos, poderia ser uma união virtuosa para o país. Por isso, faço votos para que a coisa se concretize. De cada vez que a ouço, fico com a sensação de que poderá vir a dar uma boa ministra. Acho que poderá trazer um élan poderoso a um governo socialista.


António Costa convidou Catarina Martins para o Governo?

Veremos. Para já o que sei é que há entre eles um 'brilhozinho nos olhos' que pode vir a ser bom para o País

Mas já é tarde e eu alonguei-me demais com os preliminares e, portanto, o tema António Costa e Catarina Martins não vai passar do que acabei de escrever, ou seja, de uma rapidinha. De um parágrafo rapidinho - quero eu dizer. Porque, no Governo ou em coligação ou em concertação ou no que for, espero que seja uma relação* frutuosa e longa.

Quanto ao acordo sobre o qual os papagaios-com-forma-de-gente repetem a toda a hora:
Onde é que está o acordo? Acordam ou não acordam? Se há acordo, porque é que não conhecemos o acordo? Bla bla bla e o acordo, bla bla bla e o acordo? 
o que tenho a dizer é que acho muito bem que António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa não caiam na tentação de atirar amendoins aos macacos.
Vá lá um ou outro para eles se entreterem - mas, por favor, coisa pouca, inofensiva. 
Ou seja, que saibam resguardar o acordo do destrambelhamento dessa gente esgalgada que inunda televisões e jornais, falando a metro e sem medir o que diz, é o que eu espero: iriam atirar-se a ele como gato a bofe, estraçalhando-o de toda a maneira possível e imaginária. O acordo nupcial deve ser dado a conhecer na altura da boda ou, vá lá, por altura dos banhos nupciais ou lá o que é (não percebo nada desses preceitos matrimoniais).
....

* Atenção! Atenção! 

O facto de eu, aqui no texto, relacionar amor de verdade, falar em rapidinhas, e usar a expressão relação ou química quando falo dos líderes do PS e do BE, apenas demonstra a minha falta de contenção verbal pois, obviamente, quando falo em António Costa e Catarina Martins, falo em relacionamento político. Que haja um bom entendimento pessoal é profícuo, só ajuda, mas o brilhozinho nos olhos de que falo é tão só a vontade que se lhes nota a ambos de se alinharem num projecto comum: o de porem cobro aos desmandos deste PSD desclassificado e deste CDS que por aí anda a reboque dos ouros, sem um pingo de coluna vertebral. 
[À Fernanda Tadeu e ao marido da Catarina (cujo nome desconheço) só desejo é que tenham a resiliência necessária para se aguentarem e prestarem todo o suporte de que os respectivos cônjuges necessitam face ao momento que vivemos].
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A música lá em cima era de Erik Satie: Gymnopedie No.1

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A seguir falo das Bond girls do novo 007, o Spectre. Falo, não: falam elas. 

...

sábado, agosto 31, 2013

De que gostam os homens nas mulheres? E as mulheres nos homens? Talvez se a Fanny do Big Brother desse umas explicações, mais alguns casamentos se conseguissem aguentar. Uma coisa é certa: junto da Fanny uns caem, outros tombam. Monica Bellucci e Vincent Cassel, Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones, Clint Eastwood e Dina Ruiz, Luís Represas e Margarida Pinto Correia - o Verão trouxe o fim destas relações. Divórcios, traições, cansaços. E, face a isto, qual o meu modesto contributo? Bem, aqui está: "Top 10 Movie Seduction Scenes" (quem dá o que tem, a mais não é obrigado, certo...?)


Que me desculpem os meus Leitores mais intelectuais, ajuizados, quiçá até economistas, contabilistas e advogados, já para não dizer os filósofos, historiadores, médicos, professores, simples diletantes ou verdadeiros literatos, ou, ainda mais, as donas de casa, mães e avós de família, gente atilada e dada a preocupações inquestionavelmente preocupantes. Receio estar a decepcioná-los. 

Mas, meus Caros, este calor derreteu o meu neurónio (o único) que se ocupava da paciência. Logo, dou por mim sem qualquer paciência para coisas maçadoras. Cavaco Silva? Nem sei onde pára nem com que se ocupa (e não é de agora, é desde que foi eleito PR). Passos Coelho? Não presta, não gosto. A Merkel? Não tenho já pachorra para essa bardajona. Quem mais? Tozé Seguro? Ora, vou ali e já venho.

Por isso, não me ocorre nada mais senão ocupar-me de assuntos verdadeiramente importantes.

Vamos pois ao que interessa.


1. Afinal de que é que os homens gostam numa mulher?


É uns a cair, outros a tombar, diz a Fanny do Big Brother na capa da revista Gente. Não é coisa pouca, deitar por terra todos os que dela se aproximam. Não sei se é bom, se é mau mas, pelo sorriso, ela deve gostar. Parte do sucesso talvez se deva ao que se anuncia na TV Mais: Há uma nova Fanny, uma Fanny que perdeu 13 kg.





Começo, pois, a perceber que o segredo para um sucesso avassalador junto do sexo masculino está na perda de peso. Não sei se, para o conseguir, a Fanny, à semelhança da Teresa Guilherme, também se limitou a fechar a boca e a controlar umas mãozinhas desobedientes.

Tento saber mais mas o site apenas me mostra as fotografias da nova Fanny. Do que vejo, parece-me que só os seios serão responsáveis por metade do que ela pesa. Claro que, ignorante que sou, não faço ideia se aquilo é tudo dela ou se resulta de muito enchimento mas, enfim, é pormenor.

Tudo isto vos pode parecer conversa à toa: o que é que interessa se a Fanny os faz cair ou se os tomba? Pois eu respondo: Interessa e muito.

Tanta mulher por aí cheia de preocupações metafísicas, filosofias psicanalíticas, tácticas comportamentais, troca de confidências ou de conselhos, dicas sobre nails, carteiras, sapatos, e sei lá que mais, se o que interessa para começar e manter uma relação é a lealdade, se é a confiança, se é a maturidade, se é a inteligência e o escambau e, afinal, a coisa é bem mais simples: o truque é manter a boca fechada e controlar as mãos.

É claro que nem todos os homens concordarão. Haverá os que preferirão uma mulher que dê uso à boca e umas mãozinhas que não fujam às tentações – mas, enfim, isso é bem capaz de estar circunscrito àqueles homens pré-históricos, casos perdidos [daqueles que ainda não conseguiram perceber que para estarem fashion devem usar calcinha justa pelo tornozelo, de preferência aos quadrados, e camisinha cintada, bem justa, aberta até meio do peito (sem pelos à vista, claro!)], que gostam das mulheres como elas são.


2. O que é que está a dar nos casamentos maravilha, senhores…?


Em contrapartida, casamentos solid as a rock, estão a ruir a uma velocidade estonteante. Isto está a deixar-me preocupada. 

a) Primeiro confessou que a causa do seu cancro de garganta foi a prática de sexo oral; depois veio a saber-se que a mulher tão depressa está uma gata como, a seguir, está com a zorra. Mais: que a inesperada confissão em público do marido levanta tantas dúvidas que, para não ter que responder, ela, Zeta, 25 anos mais nova que ele, Michael, resolveu mandá-lo dar uma grande curva, quiçá lamber sabonetes. Percebe-se. 




Catherine Zeta Jones, que é bipolar, gosta de uma vida calma
Michael Douglas é um gabiru da cidade e das festas.
A confissãozinha foi a gota de água.


O casamento não resistiu.


Ou seja, sabemos agora que os 13 anos de casamento chegaram ao fim. Resolveram mesmo separar os trapinhos porque o stress entre eles já era uma coisa que não dava para aguentar. E, no entanto, olhando-os, custa a perceber que qualquer deles tenha preferido prescindir da companhia do outro.


b) Depois foi o Clint, velho bode, 83 anos, um charme que não acaba (quase tanto charme como um conservadorismo reaccionário que parece que não tem nada a ver com os filmes belos e sensíveis que faz) a quem se contabilizam - entre casamentos, ajuntamentos e affaires - cerca de 16 (dezasseis!) mulheres, sendo que aos 7 ou 8 filhos que tem, não sei ao certo, correspondem umas cinco daquelas mulheres. Um salta pocinhas, aquele maganão. Pois bem, depois de temporadas de depressão e crises de ansiedade, a mais recente mulher, de facto a segunda com quem se casou, Dina, 35 anos mais nova que ele, veio assumir que o marido tinha deixado de sentir paixão por ela... pelo que o casamento estava terminado. 




Clint Eastwood e Dina Ruiz, pareciam sempre tão felizes,
parecia que o velho pistoleiro se tinha aquietado.


Afinal, descurtiu, desapaixonou-se outra vez.



17 anos de casamento e uma filha. Vamos ver se um dia destes não nos aparece aí com nova namorada. O que havia nela que o fez perder a paixão? Ou o que se perdeu nela?


c) Mas não fica por aqui, ah pois não. Havia um casal que vivia no cimo de um vulcão. Guerras, arrebatamentos, um fogo difícil de controlar. Tinham-se conhecido em 1996 quando participaram no L'Appartement. Monica Bellucci e Vincent Cassel.


Foi fogo que ardeu mas que se via - a chama era visível, atraente. Não se largaram mais.





Mas, fogosos e temperamentais, a partir daí o amor foi ferida que doía e se sentia, contentamento descontente, dor que desatinava até doer.



Monica Bellucci e Vincent Cassel, um casal de sedutores, ímans que se atraíam

Mas o casamento não resistiu



Durou 14 anos o casamento cheio de altos e baixos, e tiveram 2 filhas. Há pouco tempo Monica disse que o casamento com Vincent estava bem mas que para o ano seguinte não sabia e que a infidelidade a atraía. Nada de mais, Monica é sensual, provocante, e as mulheres sensuais e provocantes gostam de dizer coisas assim.

De resto, Vincent também disse que ele e a Monica eram dois animais muito diferentes um do outro mas que tinham uma coisa em comum: estavam-se nas tintas para o que os outros pensavam deles.

Até que agora se soube que afinal o casamento chegou mesmo ao fim. Poderia ter sido apenas cansaço por tanto choque de frente.

Mas não. Sabe-se agora que Vincent soube que a bela Monica vivia, desde 2009, um romance secreto com um ricaço, o magnata do Azerbaijão, Telman Ismailov - e não achou muita graça.



Monica Bellucci e Telman Ismailov, um casal que me surpreendeu

(Como é que ela troca o Vincent por este Telman?!?!?
A Monica sucumbiu à beleza do dinheiro?
Não a estava a ver assim mas, enfim, que sei eu?)




Conheceram-se quando Monica foi a estrela convidada da inauguração do hotel de luxo Mardan Place, um dos investimentos de Ismailov na Turquia.

Face a isto, que venha, então, um novo poeta e redefina o amor.



d) Como se estas revelações lá por fora não fossem já suficientemente demolidoras e já não tivéssemos o mediático caso da Judite de Sousa e Fernando Seara, eis que agora a Lux nos informa que mais um casal se separou, desta vez o Luís e Margarida. 15 anos de casamento ao ar. Os dois, que mais pareciam gémeos, cabelo quase igual, talvez o dele mais farto que o dela, não sei se ele também já usava um brinco de sua nação em cada orelha, tão certinhos, tanta solidariedade institucional com tudo e também entre ambos - e agora isto. Ora, assim não vale.




Luís Represas e Margarida Pinto Correia,
mais um casal maravilha que bye-bye, foi bom mas agora já chega

...

Uma relação quando acaba deixa um sabor a fim de festa, a insucesso, a pouca sorte. Seria mais fácil se o amor fosse eterno mas, enfim, são coisas que acontecem, nada a fazer quando a coisa dá para o torto. E para a frente é que é caminho!


//\\


As coisas têm sempre dois lados. Por cada casamento que chega ao fim, há geralmente dois novos seres livres, ou seja, oportunidade para novos romances. Claro que pode acontecer que apenas um esteja solto na vida porque o outro já se tenha encantado por outro lado (como foi o caso da Bellucci, por exemplo). Não interessa: que fique apenas um disponível. Para quem anda desolado a pensar que não há ninguém livre, será mais um que entra em cena. No caso referido apenas um terá ficado livre, o Vincent. Mas, convenhamos, é um que faz favor... vale por muitos. Imagino a alegria da mulherada que lhe pode chegar perto, sabendo-o free as a bird.

Adiante.

Mas, atenção, para encetar um novo romance, é indispensável estar desperto e disponível para ele - muitas vezes já aqui tenho pregado esta minha inovadora e complexa teoria de cão de caça.


Como fonte de inspiração, aqui deixo o 'Top 10 Movie Seduction Scenes'

(Não coincide inteiramente com o que seria a minha escolha mas também não tenho que vos estar a impingir as minhas escolhas, não é....?)



**

E tenham, meus Caros leitores, um belo fim de semana! 


domingo, outubro 14, 2012

Segundo o Expresso, dos 50 filmes que toda a gente deve ver... tenho que confessar que não vi uma parte razoável e que vejo ali outros que vi e não achei nada por aí além. Mas, enfim, gostos não se discutem, não é?,


Quando quero ver um filme, o meu marido costuma perguntar quantas estrelas lhe dão os críticos. Se dão mais do que três ele fica desconfiado, já hesita. E eu tenho que lhe dar razão. Poucas vezes gostei muito de filmes a que davam 4 ou cinco estrelas.

Da lista seleccionada por Manuel S. Fonseca, Francisco Ferreira, Pedro Mexia, Jorge Leitão Ramos, Vasco Baptista Marques e António Loja Neves fazem parte filmes que vi e de que gostei como o Paris, Texas, o Apocalipse Now, a Morte em Veneza, Belle de Jour, o Anjo Azul, Luzes na Cidade. Vi outros, alguns dos clássicos, mas tenho dificuldade em incluí-los nos meus preferidos. E vejo ali outros, não clássicos (como, por exemplo, O joelho de Claire, um dos preferidos de Pedro Mexia), que não achei nada de extraordinário.

Por outro lado, não vejo ali filmes de que gostei bastante. Claro que não sou cinéfila nem sou capaz de sustentar comparações que envolvam mais do que o meu gosto pessoal. Nem tenho grande memória para agora me pôr aqui a hierarquizar os filmes da minha vida.

Por isso, é ao correr dos dedos e sem a pretensão de incluir todos os que elegeria se me esforçasse mais que aqui vou incluir alguns que me estão na memória como sendo filmes que me ficaram marcados. Há a história, há os actores (Meryl Streep, Jeremy Irons, Glenn Close, Malkovich, Juliette Binoche, Daniel Day-Lewis, Robert Redford, Kristin Scott-Thomas, Daniel Auteil, Sabine Azéma, Robert de Niro, etc), há a realização, há a imagem, há a música. Não saberei bem dizer.

Alguns já aqui os mencionei, incluindo até os trailers. Perdoem-me, portanto, a repetição.


Pintar ou fazer amor




Um de que falei muito recentemente: Lady Chatterly




Um muito anterior, A amante do Tenente Francês




A insustentável leveza do ser




Ligações perigosas (Dangerous Liaisons)




África minha




As pontes de Madison County




Closer (Perto demais)




Damage



O encantador de cavalos




E não vos maço mais pois agora, de repente, comecei a lembrar-me de muitos mais, como o Lágrimas e Suspiros, o Paciente Inglês, a Violação, O Carteiro de Pablo Neruda, o Taxi Driver, Lili Marleen, Annie Hall, etc, etc, etc, etc, e até o Braveheart.

Mas é isso, não gosto nem de experimentalismos, nem de filmes muito conceptuais, nem de filmes que destilam violência gratuita, ou depressivos, ou chatos. Pelos filmes que me ocorreram assim de repente e cujos clips aqui coloquei, constato que sou essencialmente uma romântica, coisa que de resto, já estava farta de saber.


PS: Volto ao texto depois de ler o comentário, que agradeço, da Leitora Maria e que poderão aqui abaixo e que relembrou alguns dos seus filmes e que são também alguns dos meus. Convido-vos, pois, a abrir os comentários para os ver. No entanto, vejo-me quase compelida a acrescentar aqui pelo menos três desses.

O primeiro filme que me marcou fortemente, andava eu no liceu:

E tudo o vento levou




Casablanca




1900




E claro que fico ainda com vontade de referir também o Jogo de Lágrimas, o M. Butterfly, A room with a view (não traduzido porque não me lembro se a tradução foi literal), A Idade da Inocência, etc, etc, mas não vou aqui ficar a escrever o resto do dia a maçar-vos.

**

Tenham, meus Caros, um belo domingo.

E, já agora, uma sugestão: acendam uma velinha para que nas reuniões do (des)governo deste fim de semana, das duas uma: que saia dali um orçamento que reponha os ordenados e os impostos para que fiquem iguais aos que eram há uns dois anos e com medidas para o relançamento da economia ou, então, que os ponham tão ridiculamente altos que Cavaco Silva se veja obrigado a dar uma valente e definitiva corrida em osso ao Passos Coelho logo na segunda feira, xô, xô, xô daqui para fora já!

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Nova Receita de Homem ou aquilo que as mulheres devem requerer de um homem - Os 10 mandamentos e o tão desejável bónus

 
Que sejam os homens a declarar o que, em sua opinião, torna uma mulher interessante.

Mas sobre o que uma mulher prefere nos homens vou aqui dar a minha opinião, ou melhor, vou fazer um refreshment (em tempos escrevi uma Receita de Homem, Aula Teórica e Casos Práticos e uma Adenda e até hoje tenho imensas visitas a essas páginas (devem ser os homens a ver se aprendem a lição).

Pode rever aqui. Desse post poderá saltar para os outros dois que o precederam (poderá encarar-se como uma sessão de coaching em três actos).

Agora não vou ser muito original porque penso o mesmo há muitos anos. Talvez varie a minha tolerância ou intolerância mas, no essencial, a coisa mantém-se quase inalterável. De qualquer forma, vou escrever livremente e nem vou ver o que escrevi há um ano atrás, para não me sentir condicionada.

Vou ilustrar com figuras ligadas ao cinema e espero que volte a ser um colírio (vidé um dos comentários da Dona da Casa)  para os olhos das meninas (ou de alguns meninos - tanto se me dá).

As fotografias são, na sua maioria, da Annie Leibovitz, claro; também há uma uma de Irving Penn e há outra cujo autor não identifiquei.

Mas então cá vamos.

.1.

Clint Eastwood por Annie Leibovitz

A inteligência é talvez o mais importante e é absolutamente indispensável. O amor, tal como a paixão, tal como o sexo, é una cosa mentale. Nunca se esqueçam disso.


.2.

James Gandolfini, Tony Soprano, por Annie Leibovitz

O sentido de humor, que é uma manifestação superior e saudável da inteligência, talvez venha logo a seguir. Um homem que faça rir uma mulher está no bom caminho. Se você que é homem, é desprovido de sentido de humor, esqueça.

.3. 

Johny Depp por Annie Leibovitz

Ter um q.b. de malícia, de preferência uma malícia requintada (e não me pergunte o que é isso porque é indizível) é muito importante. Saber olhar, saber mostrar que quer, saber dizer que quer – sem ser vulgar, maçador, cola – é indispensável. Se você que é homem, é um tímido incorrigível, se tem vergonha de olhar, se tem medo de dizer, esqueça.


.4.

John Malkovich


Ter interesses, de preferência interesses inesperados, é um plus que não se dispensa. Se você que é homem não é capaz de se interessar por coisa nenhuma, se não consegue ter uma conversa de jeito, esqueça.

... Ter interesses, sim, mas nada de exageros, nada de obsessões porque se monopolizar uma conversa com citações, nomes de autores, nomes de livros, anos de edições, pormenores fastidiosos quando desfiados com ar erudito, ou nomes e hábitos de passarinhos, ou se souber tudo o que há para saber de marcas de carros, motores, cilindradas, provas de condução, ou quaisquer outras manias levadas ao exagero, esqueça.


.5.

Sean Connery por Annie Leibovitz


Ser razoavelmente culto, com curiosidade por aprender e com consciência das normais limitações de qualquer ser humano, gostar de partilhar generosamente os conhecimentos e as dúvidas ou as perplexidades, são coisas imprescindíveis. Gente ignorante, gente que acha que já sabe o suficiente ou gente que não tem noção de que o que sabe é uma infinitésima parte do que há para saber, gente que não gosta de ensinar ou discutir humildemente, ouvindo as opiniões alheias, é coisa que não se pode suportar.


.6.

Daniel Day-Lewis em The ballad of Jack & Rose

Ser carinhoso, afectuoso, meiguinho (mas não carente, melga, pegajoso) é obviamente indispensável. E deve perceber que a vida a dois deve ser uma relação win-win. Não é uma luta corpo a corpo, olho por olho, dente por dente. Amizade, afecto, compreensão, respeito, tolerância são as buzz words a fixar. E deve perceber que deve ser capaz de olhar com doçura, ter um abraço aconchegante, ter um beijo insubstituível.


.7.

Jamie Foxx por Annie Leibovitz
 
Vestir-se bem é muito importante mas, apenas, se tiver o cuidado de não se perceber que tem cuidado com isso. Um homem que vista um fato de riscas com camisa de riscas ou quadrados, ou uma camisa assim e gravata às bolinhas, ou um homem que use uma gravata shining cor de rosa ou amarelo bebé, ou que use alfinetinhos de gravatas, ou um anelinho no dedo ou uma pulseirinha ou outras coisas do género, só se tiver como target uma mulher desesperada que esteja por tudo. Um homem quer-se sóbrio, discreto, deve fazer-se notar por si mesmo, quanto muito pela forma como a roupa lhe cai bem e não pela roupa em si. Homens com manias de modas, de marcas, todos com coisinhas, são para esquecer. Já agora que saibam que calças desportivas, de sarja de algodão ou bombazina não se usam com vinco, please...


.8.

George Clooney por Annie Leibovitz



Os homens não devem ligar mais do que o socialmente tolerável a gadgets. Os que os exibem a torto e a direito, já viram o meu iPad?, já viram o meu relógio?, já viram a minha caneta? já sabem da minha mota? - só me fazem lembrar aquelas meninas parvinhas com estojos cheios de lápis, canetinhas, apara lápis, tudo da Hello Kitty. Meninas fujam dessas fracas cabecinhas!


 .9.

Alex Atala, um chef, por Annie Leibovitz

Homens que saibam cozinhar têm uma óbvia vantagem sobre os outros (desde que preencham os pré-requisitos anteriores, claro...!). Se, então, souberem fazer uma comida requintada, gourmet, isso será ouro sobre azul mas há que não querer o impossível.

Por isso, se souber fazer uma coisa simples já se aceita. Mas se nem isso, ao menos que faça uma salada decente, bem apresentada. Ou que saiba, no mínimo, preparar uma tábua de queijos ou, vá lá, ao menos apresentar um prato de pão devidamente cortadinho e organizado. Mas alguma coisa deve ser capaz de fazer. Se você que é homem, não está nem aí e é daqueles que, chegada a hora, se apresenta, todo lampeiro, para papar, quase que para lhe darem a papinha à boca, esqueça - será descartado na primeira oportunidade.

.10.

Damien Hirst por Annie Leibovitz

Um homem deve ainda portar-se mal de vez em quando, dizer disparates injustificáveis (de vez em quando), deve ser capaz de se rir de si próprio, deve ter um toque de louca imprevisbilidade, deve, sobretudo, ser capaz de mostrar que é humano e imperfeito. Meninos da mamã, tozés-seguros e outros betinhos que tais, são uns maçadores sem pitada de graça.


 .11.
(Bónus)

Al Pacino que dançou um dos melhores tangos da história do cinema
aqui por Irving Penn

Já agora, uma coisa que faria toda a diferença mas aí já eu acho que, nós, mulheres, temos que condescender - seria a cereja em cima do bolo se soubesse dançar tango com garbo, sensualidade, malandrice.

Mas isso, se há homens que cumprem com estes 11 requisitos, quem os descobre, fecha-os a sete chaves. Nunca vi nenhum. Consta que há uns quantos enclausurados em caves, tipo Natasha Kampush, não vá alguma outra mulher deitar-lhes logo a mão. Eu deitava.


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E é isto, meus Amigos do sexo masculino (e que gostam de agradar a mulheres), aprimorem-se, treinem.

E vocês, minhas Amigas casadoiras, sujeitem os candidatos a um testezito psico-técnico para não levarem um gatinho mal amanhado em vez de uma lebre ou melhor, (não vá as lebres serem todas do sexo feminino), em vez de um tigre.


Divirtam-se e tenham uma boa semana!

 

quinta-feira, novembro 17, 2011

Amores e desamores: ficção e realidade, ligações perigosas, neuroses e humor, alguém tem de ceder e mais perto. Que falem os mestres.


No seguimento do texto de ontem sobre o casamento (ou sobre os relacionamentos a dois, em geral), hoje temos uma aula prática ou, melhor, um workshop em seis actos ou, melhor ainda, um conjunto de case studies. Escolham. Ficarão em boa companhia, seja com quem for.

Alguns dos filmes já aqui apareceram mas repito-os inseridos neste contexto. Pela qualidade, espero que me desculpem o déjà-vu.

Faço o aviso como se faz em relação a alguns números arriscados: não devem ser repetidos em casa (pelo menos sem o apoio de especialistas). Estão aqui mais para ilustrar situações - e, sobretudo, estão aqui porque são belos filmes, belos actores, belas realizações, belos argumentos (uns mais que outros, claro, mas tem que haver oferta para todos os gostos).


A amante do tenente francês com Meryl Streep e Jeremy Irons


Ligações Perigosas com John Malkovich, Glenn Close, Michelle Pfeiffer



Annie Hall com (e de) Woody Allen e Diane Keaton


 

Alguém tem que ceder com Diane Keaton e Jack Nicholson




Closer com Julia Roberts, Clive Owen, Jude Law e Natalie Portman




As Pontes de Madison County com Meryl Streep e Clint Eastwood


 

Tenham um belo dia. Esqueçam a crise. Nada podemos fazer senão viver o melhor que conseguirmos.

Be happy!