Mostrar mensagens com a etiqueta MAI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta MAI. Mostrar todas as mensagens

sábado, setembro 05, 2026

Está tudo louco ou a Montenegro & Ventura deram cabo disto tudo?
--- De novo, a palavra ao meu marido ---

 

A coisa está curiosa. O Seguro manda dizer (afinal tem ou não tem quem fale por ele?) que ficou "furioso" com o discurso do Neves na Madeira. Deve ter sido uma gritaria das antigas em Belém, só é pena que ninguém tenha ouvido. Em contrapartida, o Montenegro diz que está tranquilo quanto ao discurso do Neves. Claro que a questão de ter sido desautorizado pelo Neves é um pormenor sem importância. Antes assim, mais vale malharem no Neves do que falarem nas 12 horas de espera nas urgências, na compra das fragatas, na barraca dos exames e, sobretudo, do que falarem no aumento do custo vida. Percebe-se que o Montenegro esteja tranquilo, a coisa está tão complicada que dá jeito ter um Neves para aparar os "raios". O que o Montenegro não percebe é que, quando o raio cai, tudo o que está perto fica chamuscado.

Já agora, falando em gente inconscientemente tranquila. Alguém tem que dizer à mocinha da saúde que os ministros, teoricamente, estão lá para resolver os problemas pondo em prática as medidas que são necessárias. Vir para as televisões dizer que está muita coisa mal, que algumas ainda vão piorar, como por exemplo os tempos de espera, e não resolver um único problema, antes pelo contrário tomar medidas que os agrava como faz a Ana Paula, é de uma pelintrice de espírito que até chateia. Aliás, o diretor executivo do SNS tem exatamente o mesmo discurso e também não dá uma para a caixa. Estas coisas pegam-se, sabe-se! Será que o Seguro também fica furioso com estas tiradas dos responsáveis pela saúde e ninguém nos diz nada?

Em resumo entre as fúrias do Seguro e a pelintrice de espírito e falta de ética de quem nos governos a coisa vai mal. 

Haverá luz no fundo do túnel?

quarta-feira, setembro 02, 2026

O Montenegro está nas mãos da improvável sociedade Ventura & Neves? E, afinal, o Neves também é um populista, não é?
-- A palavra ao meu marido --

 

A fazer fé nas notícias que li, o Neves revelou-se na comunicação que fez esta terça-feira, qual Ventura II, um verdadeiro populista. Fez exatamente o que os populistas, nomeadamente o Ventura, fazem. Não esclareceu nada, não tocou nos factos de que é acusado, elegeu um inimigo, neste caso o Ventura, e negou, irritado e vitimizando-se, tudo. É o que faz um populista: nega tudo (vejam o discurso do Trump), elege um inimigo principal (no caso do Ventura, a imigração) e nunca responde aos factos de que é acusado dizendo que são "fake" e resultam de uma cabala. Cavalgam a onda da "vox populi" e dizem o que é mais conveniente num determinado contexto, independentemente de ser verdade ou mentira. 

O Neves aproveita a onda dos "amigos do Neves" nas redes sociais e na comunicação social e transforma-se em arauto do combate ao populismo, elegendo como inimigo principal o Ventura e uns outros tantos que, diz, organizaram uma cabala contra ele, afirmando que são tudo mentiras e que esses difamadores vão sofrer consequências. 

Relembrando uma frase em voga: se fala como um populista, se age como um populista e se parece um populista, então, o mais certo é que o Neves seja mesmo um populista. 

No entanto, deve ter-se esquecido que está no governo mais populista de que há memória, que tem um discurso populista, que aprova leis suportadas no populismo, que segue a agenda do partido do Ventura eleito inimigo principal pelo Neves. Portanto, o Neves, que anunciou que "está de pedra e cal", vai afinal também vai encetar um combate sem tréguas contra o Montenegro..?. Curioso, muito curioso! 

Aliás, o Neves, segundo li, apresentou-se  como se a sua continuação como ministro dependesse da sua própria vontade e decisão e não da vontade e decisão do Primeiro-Ministro. A ser verdade, quer isso dizer que o Primeiro-Ministro não risca nada no que a ele diz respeito? Ou, melhor perguntando: o Neves quis mostrar a toda a gente que tem o Montenegro na mão? 

Parece que o Neves também disse que os bens apreendidos aos criminosos devem ficar ao serviço de quem os apreende. Curioso. Segundo tenho ouvido, parece que não é bem isso que é suposto. 

(Não sei bem porquê mas até me veio à memória uma frase batida "ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão") 

quarta-feira, agosto 26, 2026

Se um ministro pode usar um Golf apreendido não poderá outro, ou o mesmo, usar um Rolex apreendido? É só uma pergunta.
--- A palavra ao meu marido ---

 

Tenho dificuldade em perceber como é que comentadores que me parecem razoavelmente honestos defendem de forma obstinada o Luís Neves. 

Já percebemos, como o próprio admitiu, que não cumpre os procedimentos, actua provavelmente de forma ilegal e as notícias vão dando conta de que mente com quantos dentes tem na boca. Temos, portanto, um conjunto de valências de excelência para se ser ministro -- e, no entanto, gente como o Fernando Medina, o Nuno Artur Silva, o Miguel Sousa Tavares, o Miguel Roque e outros que tais acham que é coisa menor um ministro actuar segundo uma lei própria, de forma opaca e, quando escrutinado, pelo que à posteriori é divulgado, descobre-se que que mentiu descaradamente. 

De facto, o nível exigido a um político baixou drasticamente desde a Spinumviva, mas não pensei que fosse possível chegarmos a este ponto. Já tinha ouvido o Sousa Tavares dizer que tinha aprendido a nadar num tanque como se isso justificasse a construção da piscina pelo ministro. Ouvi o Medina referir que provavelmente só havia uma empresa a construir para a PJ por questões de segurança como se fosse a única bolacha no pacote e o Miguel Roque mencionar que não interessa nada essa história do Neves ter um Mercedes de luxo e justificar o Golf por questões de poupança com qual é o problema? 

Argumentos mais cretinos são difíceis. E, no entanto, ainda é possível pior. O Santana Lopes disse que situaçoes destas são mais de 100 e que até conheceu ministros que conduziam Porsches. Pelos vistos é tipo self service. Cada um vai aos depósitos de apreendidos e escolhe o carro que quer. Inacreditável! 

Ocorreu-me se farão o mesmo com os Rolex ou com colares de diamantes. Mandam buscar, usam e, depois, devolvem? Será de escrutinar? É que isto é cada cavadela, sua minhoca.

E, com isto, o Ventura vai cantando e rindo.

sábado, agosto 08, 2026

Os Luíses, Montenegro & Neves, são mais mentirosos que o Trump...? Bizarrias do governo cá do burgo
-- A palavra ao meu marido --

 

Isto da silly season é lixado. Não é que temos sido assolados com notícias ainda mais bizarras, anedóticas, impensáveis, inimagináveis, ridículas quiçá, insuportáveis sobre o governo, a PJ e o Montenegro? Nem os génios do comentário televisivo tipo Rosa do Observador, Calafate, Ricardo Costa ou Maria Castelo Branco conseguiram antever estas bizarrias. Suponho que nem no país mais recôndito dos confins de África ou da Oceania um membro do governo manda investigar publicamente um outro membro do governo que por acaso até é o ministro das polícias. Mas em Portugal acontece! Para cúmulo o ministro investigado até agradece e não se demite. Isto não é uma bizarria, é uma pouca vergonha! 

Será que isto aconteceu porque o Luís Montenegro, por acaso, PM, está ausente, a banhos? É que o Luís que jurou a pés juntos, perante toda a maralha, que este ano ia finalmente trabalhar e, como tal, não podia ir a banhos, mentiu, mais uma vez, descaradamente. Foi apanhado com o amigo Hugo na praia, com os pezinhos na areia. Este caso não é uma bizarria. É apenas o costume! O Montenegro mente descaradamente. E não se deve pensar que a ministra da Justiça se atirou ao Neves porque o PM se pisgou para os Algarves e houve faita de coordenação no governo? É evidente que coordenação no governo nunca houve,  e que este governo é uma manta de retalhos de incompetentes. A coisa aconteceu porque alguém tentou ficar melhor na fotografia e sair o menos chamuscado possível. 

Será uma bizarria a notícia de  que a DST, que factura cerca de 700 milhões por ano e tem milhares de empregados, ter ido a um concurso do MAI como parte júnior num consórcio liderado por uma empresa que instala painéis solares e carregadores de automóveis, com menos de 20 empregados e cuja lista de referência não menciona um único trabalho do âmbito do concurso? Talvez... Mas, no caso Neves, o que não faltam são bizzarias. 

Até um camião com químicos perigosos para fazer drogas foi parar a um canto de um armazém de materiais de construção civil, propriedade do amigo do peito do Neves. E que dizer sobre o amigo do Neves, que por acaso fazia obras na PJ e que tinha feito obras na herdade do Neves, também trabalhar na casa do diretor financeiro da PJ? Será apenas amizade compincha ou o empreiteiro curte trabalhar para aquecer? Isso é que seria verdadeiramente bizarro! 

E será bizarro e surpreendente que um terço dos membros do governo tenha empresas? Bizarro é, dir-se-ia que deviam ter mais que fazer, mas, surpreendente não é, por alguma razão, o governo não toma nenhuma medida para garantir equidade fiscal. Então a rapaziada do governo ia prejudicar-se a si própria? Querem é pagar o mínimo de impostos possível. Que mal tem, a maralha que pague a conta!

Assim, e para termos ainda mais com que nos divertir este Verão, proponho que se faça uma contagem das mentiras do Neves e do Montenegro e se comparem o número de mentiras de cada um com o número de mentiras ditas pelo Trump. Apostaria que o Neves já disse mais coisas que não correspondem à verdade desde que começou a ser questionado, do que as mais de 30 vezes que o Trump informou que tinha chegado a acordo com o Irão sem que tal tivesse acontecido. Para que conste, a mentira do Montenegro sobre as férias vale por 100 na contagem.

Nota: A malta que pertence aos AAN, Amigos Anónimos do Neves, talvez influenciados pelos APN (Amigos Públicos do Neves muito representados na comunicação social), comentam sempre que podem que o Neves é uma vitima da extrema direita e que fez tudo numa de voluntarismo. Tenho uma notícia a dar-lhes. Quem fez trapalhadas, cometeu irregularidades e, provavelmente, ilegalidades foi o Neves. A extrema direita como é seu hábito aproveita e cavalga a onda, mas, de facto quem fez asneiras foi o Neves. Recordo-lhes que por se branquearem estes e outros tipos de coisitas é que o Montenegro é PM e o Trump presidente dos EUA. Pensem nisso.

sexta-feira, agosto 07, 2026

As gueixas

 

Não vou explicar em pormenor, repito apenas que me faltam os meios para que os meus dedos consigam pronunciar-me capazmente sobre a embaraçosa situação do Luís Neves, que se vai enterrando mais a cada dia que passa, da insustentável situação do incompetente e irresponsável Fanã-Alex, da vergonhosa e preocupante incompetência da Ana Paula Martins, do absoluto zero que é o Lentão Amaro e de todos quantos, feitos zombies, se arrastam no governo do Montenegro, o tal que anunciou que não ia de férias e que agora foi fotografado a banhos no Algarve, como sempre, cosido com o trauliteiro-mor Hugo Soares.

Tivesse eu um computador e o tanto que teria para dizer. Até invocaria o caso de um tal director que, tendo tido problemas e remodelações por fazer em sua casa, 'contratou' a empresa que tinha contratado para fazer uns trabalhos numas certas instalações, trabalhos esses que, sem o saberem (cala-te boca) pagaram todo o gasto na casa do dito director. E isto foi-me contado por quem tinha todas as provas. Isto numa outra vida, outros personagens. Há histórias que parece que teimam em repetir-se, mudando apenas os personagens. Um tédio.

Mas não tenho computador. Parece que encomendaram uma peça. Ando mentalmente coxa, parece que me falta a mobilidade. A ver se para a semana, a coisa se resolve.

Entretanto, fui a uma clínica veterinária comprar um shampoo para peles sensíveis para o cão e fiquei com vontade de o experimentar, deve ser bom pois custa dez vezes mais do que o que uso para mim. E quando estava a ser atendida, saiu uma vet toda chiquérrima do consultório e dirigiu-se à funcionária que me estava a atender, a perguntar-lhe por umas fichas não sei de quê. Mas, de repente, levantou o olhar para me pedir desculpa por ter interrompido e, ao dar de caras comigo, soltou uma exclamação e, sem parar de me olhar, repetiu o que tinha dito e disse que eu lhe fazia lembrar uma certa baronesa quando era mais nova. O meu marido depois disse-me: 'Ora aí está uma coisa boa para contares no blog'. Respondi-lhe que é o que dá ele não ler o que eu escrevo. Se lesse, saberia que jamais contaria isso. Gozou comigo 'Aposto que vais escrever'. Portanto, aqui fica a prova provada: perdeu a aposta.

E pronto, como sem computador e com um corrector automático que só à bofetada, fico como se estivesse lobotomizada, totalmente improdutiva, sem saber de que falar, fico-me por aqui

Vou antes ver este vídeo que nada tem a ver com algumas personagens da nossa praça, umas infelizes mancas em classe, savoir faire e requinte, pimbas e intelectualmente balofas -- nada, nada, a ver com as icónicas personagens do vídeo abaixo.

As Gueixas de Tóquio: Por dentro do mundo fechado dos enigmáticos ícones do Japão | Foreign Correspondent

No Japão, a comunidade das gueixas é um mundo fechado. O modo de vida por detrás daquelas mulheres icónicas — com a sua maquilhagem marcante, as imponentes perucas negras e os requintados quimonos de seda — é em grande parte desconhecido, até mesmo para muitos japoneses. Então, como é que as gueixas atuam na era moderna? Como é, de facto, a vida de uma gueixa em 2026?

No programa *Foreign Correspondent*, a repórter Natalie Whiting leva-nos para o interior da vida privada das gueixas. Com um acesso privilegiado, conhecemos uma das gueixas mais famosas do Japão e as jovens que abdicaram das liberdades usufruídas pelas suas amigas para dedicarem a sua vida a uma das antigas formas de arte japonesas. Antigamente, mais de 13.000 gueixas viviam e trabalhavam em Tóquio; hoje, restam apenas cerca de 200. Estão numa missão para se abrirem ao mundo, numa tentativa de salvar esta antiga tradição das artes performativas.

O *Foreign Correspondent* é o programa de atualidade internacional exibido no horário nobre da estação pública australiana, a ABC-TV. Produzimos reportagens aprofundadas de meia hora de duração para exibição nos canais de televisão e plataformas digitais da ABC. Desde 1992, as nossas equipas viajaram para mais de 170 países para cobrir conflitos, catástrofes naturais e agitações sociais e políticas — sempre na perspetiva das pessoas que vivem estes acontecimentos de perto.


Uma happy sexta_feira

segunda-feira, agosto 03, 2026

Luís Neves -- o passivo* dos desenrascados

 

Como é sabido por quem por aqui me acompanha, trabalhei mais de mil anos em contexto empresarial, seja o de empresa pública seja, maioritariamente, privada. Trabalhei com gente que nunca mais acaba e, agora, de ginjeira, consigo caracterizar toda a gente que me passa à frente. 

Trabalhei com dois que, a meu ver, são cópias chapadas do Luís Neves. Em empresas diferentes e em anos desencontrados, eles não se conhecem. Mas eu conheci-os bem demais. Ambos altos dirigentes nas respectivas empresas.

Não vou entrar em pormenores mas , caso eles tenham cometido irregularidades, fizeram-nas certamente "por bem". E, de resto, já prescreveram, já foi tudo há muito tempo. 

O primeiro era responsável por uma grande área que, por sinal, tinha vários pontos de risco. Sob sua coordenação, directa ou indirecta, trabalhavam muitas centenas de pessoas. A Administração da qual ele dependia, gostava genericamente dele. Consideravam que não seria um estudioso nem um inovador, nem sequer metódico e, muito menos, especialmente rigoroso. Atrasava-se nos relatórios, sabia-se que, aqui e ali, alguns procedimentos eram aligeirados, e não era extraordinariamente brilhante quando tinha que apresentar planeamentos detalhados ou justificações mais complexas. Mas resolvia todos os problemas. Nunca levava problemas para a Administração. Resolvia tudo e a Administração, na maior parte das vezes, nem sabia que tinha havido qualquer problema. E haver uma pessoa assim é um descanso. Um desenrascado. Por vezes sabia-se que tinha lá estado uma equipa da ACT e chegavam rumores de algumas situações estranhas mas ele dizia que estava tudo ultrapassado, que nem valia a pena entrar em pormenores. Sabia-se que tinha boas relações com os inspectores, que os convidava para almoçar. Era cordial, descontraído, simpático.

Outras vezes, a posteriori, ouvia-se falar em eventuais acidentes de trabalho, outras vezes ambientais. Mas ele assegurava que não, coisas de nada que os intriguistas do costume gostavam de empolar. A Administração lembrava-o que os procedimentos eram para cumprir religiosamente, que a transparência era imprescindível. E ele dizia que sim, claro.

Os seus indicadores eram sempre de excelência. Os colegas torciam o nariz, desconfiavam que ele atirava os problemas para debaixo do tapete, recorria a expedientes, encobria problemas. Mas eram suposições.

Até que mudou de funções. E aí foi o ver se te avias. O pobre coitado que para lá foi encontrou um passivo desgraçado. Situações até embaraçosas, problemas para resolver que não acabavam, os anteriores colaboradores todos a demarcarem-se do antigo chefe, tudo a vir acima.

Infelizmente, por essa altura aconteceu um problema de grandes dimensões, coisa séria, que o transcendeu. Ele foi acusado por inerência de funções mas, directamente, toda a gente acreditou que foi mais um grave acidente do que uma gravíssima negligência. Mas ele foi-se muito abaixo, adoeceu, teve uma depressão, e passou a ser uma pálida sombra do que tinha sido.

O segundo, num outro tempo, numa outra empresa, era igualmente um alto dirigente. Muito do género do primeiro. Considerado um ás, um solver, ainda se estava a começar a ouvir falar de um problema e já ele estava em campo, a resolvê-lo. Afável, simpático, bom trato. Toda a gente gostava dele. Talvez fosse das pessoas mais conceituadas da empresa. Os clientes adoravam-no, os fornecedores estavam sempre a querer falar com ele, as instituições com as quais a empresa se relacionava tinham nele o rosto operacional da empresa, os sindicatos entendiam-se muito bem com ele.

Nunca enviava relatórios e várias áreas penavam para ele dar alguns inputs de que precisavam, por exemplo, para ter orçamentos ou para se fechar as contas. Nunca tinha tempo, andava sempre em reuniões, andava no terreno, dizia que não tinha tempo para papéis.

O pior foi quando se começaram a fazer auditorias. O passivo era gigantesco. Verbas inusitadamente altas por facturar por acordos que fazia com clientes sem informar ninguém, gente que reclamava aumentos e promoções que ele tinha garantido e, como não podia ser ele a dá-los, arranjava maneira de compensar as pessoas com falsas horas extraordinárias ou falsos subsídios. Acordos com fornecedores que fazia à revelia da área de Compras, segundo ele para resolver emergências (das quais as Compras nunca tinham ouvido falar). Recurso a trabalho temporário ou a prestação de serviços sem autorização. Ou, mesmo, querer corromper quadros bem colocados em algumas organizações, segundo ele porque eram pessoas influentes que poderiam ajudar em concursos, e de que, in extremis, foi impedido, deixando-o incomodado por achar que quem o impedia era gente burocrática, sem visão.

Foi afastado de funções de responsabilidade, claro, pois a empresa não queria correr riscos de danos reputacionais. Mas muita gente na empresa pôs-se do lado dele, desculpando as múltiplas e graves irregularidades e louvando o seu espírito desenrascado 

Agora quem quiser que diga se identifica ou não esta maneira de ser com a de Luís Neves.

Nas empresas em que trabalhei, no mínimo seria encostado. No governo do Montenegro, encaixa bem.


* Passivo no sentido contabilístico do termo

sábado, agosto 01, 2026

Seguro: TACO... perdão SACO
-- E cá está, de novo, o meu marido --


Percebemos hoje, com surpresa e agrado, que afinal a fonte de Belém não secou. Terá estado em manutenção, talvez em reparação, mas voltou a jorrar pujante. Diz o Expresso que o Presidente não falou para não adensar a crise. A questão do Seguro não falar é um hábito antigo, para quê comprometer-se?, não é surpresa é mais do mesmo. Mas esta de ele assumir haver uma crise também me surpreendeu. 

O Neves segue as pisadas do Montenegro: trapalhadas, irregularidades, quiçá, ilegalidades (até ouve mimetismo na cena dos dossiers na conferência de imprensa, só para inglês ver). 

O Fernando com as suas decisões cria desigualdades no acesso dos jovens ao ensino superior e desbarata o erário público para corrigir os erros que originou. 

A ministra da saúde dá cabo da saúde dos portugueses. 

A ministra da justiça finge que não existe, quando bens sob custódia do estado vão parar a um armazém lá para os lados de Barcelos. 

O gabinete do Ventura na AR é, presumivelmente, assaltado. 

E, com este panorama, o Expresso refere que há uma crise e que o PR não falou para não a adensar. 

Nada mais errado. Este é o normal funcionamento do governo da AD e das instituições. Só os mais tresloucados achariam bem que o Seguro dissesse umas banalidades, que outra coisa não lhe parece vir ao espírito, por causa da situação atual. A coisa está normal, tudo o que o governo faz é asneira. E já agora uma proposta, se de Trump se diz que TACO, não fiquemos atrás dos cowboys: de Seguro se passe a dizer que SACO (Seguro always chickens out). Parece-me adequado! 

quinta-feira, julho 30, 2026

O atrelado, os bidões e a "boa gestão" -- O que a conferência de imprensa de Luís Neves não resolveu

 

Os factos, por ordem

Em dezembro de 2024, a Operação Pacoba desmantelou um dos maiores laboratórios de produção de cocaína alguma vez encontrados na Europa. Entre o material apreendido estava uma galera (o "atrelado") carregada com dezenas de bidões de precursores químicos — as notícias divergem entre amoníaco e uma combinação de acetato de etila e hexano, num total que o Expresso situa em 12.400 litros. É provável que se trate de um conjunto de substâncias diferentes, mas o ponto relevante é o mesmo: são produtos perigosos, usados no processamento de droga sintética, e a sua gestão exigia cuidados que claramente não foram tidos.

O atrelado foi inicialmente entregue ao parque de apreendidos da Autoridade Marítima, no Seixal. Em agosto de 2025, a Marinha pediu a retirada imediata do material das suas instalações, por os bidões estarem expostos a risco de incêndio. A PJ terá pedido orçamentos para destruir os químicos; o valor mais baixo rondaria os 144 mil euros, tido como incomportável. Sem solução de destruição, o diretor financeiro e do património da PJ, Álvaro Pires, terá proposto entregar o atrelado à guarda provisória de João dos Santos Carvalho — empresário à frente da Construbarcelos e amigo pessoal do então diretor nacional da PJ, Luís Neves, que deu aval à decisão. A 5 de setembro de 2025, a galera seguiu do Seixal para Barcelos, a 350 quilómetros de distância, sem que a PJ tivesse sequer pago o combustível da viagem.

O atrelado ficou então acoplado a um camião da Construbarcelos, num espaço da empresa, exposto às condições climatéricas. Foi aí que, em julho de 2026, uma equipa de reportagem da TVI/CNN Portugal/Nascer do Sol o encontrou, no seguimento da investigação sobre as obras feitas pela mesma empresa na propriedade de Luís Neves em Odemira. Três dias depois, a PJ recuperou o material.

O que há de anómalo aqui

Vários juristas e ex-responsáveis policiais consultados pela imprensa foram unânimes num ponto: não têm memória de um caso semelhante. Um ex-inspetor da PJ com décadas de carreira descreveu a situação como inédita, notando que a prática habitual é os bens apreendidos ficarem à guarda das próprias forças policiais, nunca de particulares. Um antigo procurador-geral adjunto foi no mesmo sentido, sublinhando que a lei só prevê a afetação provisória à Polícia Judiciária — a entrega a um cidadão comum não tem, à partida, cobertura legal. O Expresso avançou mesmo que podem estar em causa crimes de abuso de poder e de descaminho.

O que disse Luís Neves esta quarta-feira

Na conferência de imprensa desta quarta-feira, com luz verde do primeiro-ministro Luís Montenegro, Luís Neves assumiu a decisão como sua e não do subordinado que a propôs. Classificou-a como um "puro acto de boa gestão" e disse que, dadas as circunstâncias, voltaria a tomá-la hoje. Como justificação para a falta de alternativas, referiu que os armazéns da PJ estavam cheios de tabaco e azeite contrafeito apreendidos, o que terá dificultado encontrar espaço para o atrelado. Negou qualquer desvio de bens, qualquer comprometimento de prova ou qualquer contrapartida dada a João Carvalho por ter recebido o material, e garantiu que o transporte foi acompanhado por elementos da PJ — admitindo que, a não existir documentação sobre essa deslocação, se trataria apenas de "uma mera irregularidade". Questionado sobre a ausência de documentos, respondeu não ter "de saber se há documentos ou não", remetendo essa responsabilidade para a atual direção nacional da PJ. Considerou não haver qualquer gravidade no facto de o Ministério Público estar agora a investigar uma decisão tomada por ele próprio.

A reação da oposição foi dura: o PCP considerou incompreensível que o Estado não tivesse uma instalação própria para guardar o material, questionando como é possível o material ter ficado "no meio da rua" à guarda de uma empresa privada sem condições especiais para tratar destas matérias, e criticou o atraso nos esclarecimentos; o Chega falou em oportunidade perdida de decência por parte do Governo.

Os riscos reais dos produtos químicos

Independentemente de se tratar de amoníaco ou de solventes como acetato de etila e hexano, os riscos de dezenas de bidões destas substâncias expostos ao ar livre, junto a uma via de trânsito, são concretos:

      Risco de incêndio e explosão, no caso de solventes inflamáveis — foi precisamente este o motivo invocado pela Marinha para exigir a retirada do material das suas instalações.

      Corrosão dos próprios bidões pela exposição prolongada ao sol e à chuva, aumentando a probabilidade de fugas ao longo do tempo.

      Toxicidade por inalação, sobretudo no caso do amoníaco, que forma vapores irritantes e corrosivos para vias respiratórias, olhos e pele.

      Ausência de contenção adequada — bacias de retenção, ventilação controlada, distância de segurança — que existiria numa instalação licenciada para produtos perigosos, mas não num armazém de uma empresa de construção civil à beira de uma estrada.

      Escala do problema: com uma ordem de grandeza de milhares de litros, um incidente não seria pontual.

O risco que ninguém abordou: e se tivessem sido roubados?

Há uma dimensão que as notícias disponíveis não abordam directamente, mas que decorre logicamente dos factos: durante quase um ano, dezenas de bidões de precursores químicos usados no fabrico de droga sintética estiveram acoplados a um camião, num espaço de uma empresa de construção civil, à vista da via pública — sem o nível de vigilância, controlo de acessos e cadeia de custódia que um armazém policial ou uma instalação licenciada para substâncias perigosas teria.

Quem garante que nenhum bidão foi retirado, substituído ou adulterado nesse período? Não há qualquer auditoria pública ao conteúdo do atrelado comparando o que lá estava em 2024 com o que a PJ recuperou em julho de 2026 — apenas a garantia genérica da PJ, dada a 17 de julho, de que os produtos "não têm natureza estupefaciente". Isso confirma o que os produtos não são, mas não confirma que a quantidade e composição sejam exatamente as mesmas de quando o atrelado saiu do Seixal. Para uma rede criminosa, precursores químicos como estes têm valor de mercado próprio — são bens cobiçados por quem processa droga, com ou sem ligação à rede original da Operação Pacoba. Um armazém de obras, sem vigilância 24 horas dedicada a bens apreendidos, é um alvo bem mais acessível do que uma instalação policial.

Este ponto é especialmente forte porque não depende de provar má-fé de ninguém: mesmo assumindo total boa-fé da parte do empreiteiro, a simples ausência de condições de segurança equivalentes às de um depósito de bens apreendidos já é, por si, uma falha grave de gestão do risco — quer o risco seja ambiental, quer seja de furto ou desvio de substâncias controladas.

Porque é que "boa gestão" não sustenta o argumento

Vale a pena desmontar esta expressão ponto por ponto, porque é o eixo central da defesa do ministro e não resiste a um escrutínio simples:

      "Boa gestão" não é o mesmo que "solução mais barata". Neves justificou a decisão com a falta de espaço nos armazéns da PJ e o custo de destruição (144 mil euros, tido como incomportável). Mas evitar uma despesa não é gerir bem um risco — é transferir esse risco para fora do controlo do Estado, sem o eliminar. Um material que era perigoso a ponto de a Marinha o recusar não deixa de o ser por passar para um armazém privado; muda apenas quem fica exposto a ele e quem o vigia.

      Não há registo de avaliação de risco nem de comparação de alternativas. Uma decisão de "boa gestão" pressupõe, no mínimo, ter pesado opções concretas — outras instalações estatais, outras entidades licenciadas para produtos perigosos, adiamento da decisão até haver verba. Não há indicação pública de que essas alternativas tenham sido sequer consideradas antes de se optar por entregar o material a um amigo pessoal do decisor.

      O Estado nem sequer pagou o transporte. Se a lógica fosse poupança e eficiência, seria de esperar que a operação ficasse, no mínimo, documentada e financiada pela PJ. O facto de o combustível da viagem de 350 km não ter sido pago pela PJ é inconsistente com a ideia de uma decisão institucional ponderada — sugere antes um favor pessoal disfarçado de procedimento administrativo.

      Não há cobertura legal identificada. A lei só prevê a afectação de bens apreendidos à própria Polícia Judiciária — não a um cidadão privado. Uma decisão que carece de base legal não pode, por definição, ser apresentada como boa gestão; é, na melhor das hipóteses, uma improvisação sem cobertura, e na pior, uma decisão administrativamente irregular.

      O conflito de interesse esvazia o argumento da neutralidade técnica. "Boa gestão" implica uma decisão tomada em função do interesse público, não da conveniência de quem a toma. O facto de o beneficiário ser um amigo pessoal do próprio Luís Neves — e simultaneamente empreiteiro noutras obras ligadas ao ministro — retira credibilidade à ideia de que se tratou de uma escolha meramente técnica e imparcial.

      O próprio ministro admite que pode ter havido irregularidade. Ao dizer que, na ausência de documentação sobre o transporte, se trataria de "uma mera irregularidade", Neves está a admitir, ele próprio, que o processo pode não ter cumprido requisitos básicos de registo e controlo — o oposto de uma gestão exemplar.

O ponto final que resume todos os outros: esta decisão não resolveu o problema — apenas o adiou, e pelo meio aumentou os riscos que devia ter eliminado. Em dezembro de 2024, o problema era "o que fazer a bidões perigosos apreendidos". Em julho de 2026, o problema é exatamente o mesmo — os bidões continuam por destruir ou armazenar em segurança —, com o agravante de terem passado quase um ano expostos ao ar livre, junto a uma via pública, sem vigilância policial, sem cadeia de custódia documentada e sem certeza sobre se o conteúdo permaneceu intacto. Gerir bem um risco é reduzi-lo ou eliminá-lo; aqui, o risco ambiental, de saúde pública e de furto que já existia em 2024 não só se manteve como se prolongou e agravou. Chamar a isto "boa gestão" inverte o significado da própria expressão: descreve, na realidade, a ausência de gestão — um problema empurrado para a frente até ser outra pessoa a encontrá-lo.

O que deveria ter acontecido aos produtos

A lei prevê que bens apreendidos fiquem afetos à polícia responsável até decisão judicial; produtos químicos perigosos, precursores de droga, deveriam seguir um de dois caminhos:

1.              Destruição controlada por empresa licenciada para tratamento de resíduos perigosos, com autorização judicial e acompanhamento das autoridades ambientais — o procedimento que a própria PJ terá chegado a orçamentar, mas não executou por alegada falta de verba.

2.              Armazenamento em instalação licenciada para produtos perigosos, com as condições de segurança que nem a Autoridade Marítima nem, muito menos, um armazém privado de construção civil oferecem.

O que não deveria ter acontecido, segundo o consenso dos especialistas citados, é a terceira via que de facto ocorreu: entregar o material a um privado, sem base legal aparente, sem custos assumidos pelo Estado e sem supervisão adequada — sobretudo tratando-se de alguém com uma relação de proximidade pessoal com quem autorizou a decisão.

 --------------------------------------------------------------------

Nota: Texto elaborado com recurso a IA, no caso o Claude.

Fontes consultadas: Público, Diário de Notícias, SOL, CNN Portugal/TVI, Correio da Manhã, Expresso/Observador, RTP, Jornal de Negócios, ECO, SÁBADO.

quarta-feira, julho 29, 2026

Ainda o Luís (neste caso, Neves) e a meritocracia
-- Ainda a palavra ao meu marido --

 

Uma das teses que anda por aí é que, como parece que entre os 11,4 milhões de portugueses (vamos ver se o INE não me vem corrigir) o Luís Neves é o único que sabe combater fogos, tenha ele pisado a linha ou ficado em cima dela, não se deve demitir nem ser demitido porque é competente naquilo que faz. É uma tese muitíssimo perigosa. Vou só dar um exemplo e por absurdo demonstrar onde nos podem levar as teses de quem se marimba para a ética republicana e acha que os resultados estão acima de tudo. Vejamos o nosso influencer da área da comunicação e da restauração, de sua graça Isaltino Morais. Se tivesse sido apenas julgado pelos resultados à frente da câmara de Oeiras certamente não teria sido  condenado e preso, porque teve e tem excelentes resultados como autarca. Tinha pisado o risco, mas que se lixe, o que interessa são os resultados. 

E, assim, se vai dando força ao populismo.

Ainda sobre o caso do Luís (neste caso Neves): ouvi hoje o Henrique Machado na CNN fazer uma defesa acérrima do senhor. Ouvindo-o parece que não deve haver qualquer preocupação com os bidons de amoníaco. São perigososos, podem explodir ou evaporar e originar sérios problemas de saúde pública  -- mas, para ele, o que é que interessa? O antigo diretor nacional da PJ é um tipo desenrascado, manda aquilo para um descampado e não há-de ser nada. Mas o Henrique acrescenta que, ainda por cima, a PJ não tinha verba  para destruir corretamente o amoníaco. Com certeza, pedir à Ministra a verba necessária, nem pensar! Guardar o amoníaco numa empresa de produtos químicos com condições para o armazenamento seguro do produto, que heresia! O Machado bloqueou, já não consegue pensar. Habitualmente tão castigador para com criminosos, pseudo criminosos e potenciais criminosos, tornou-se, nesta caso, um cordeirinho. Será que deve alguma coisa à PJ ou ao seu ex-diretor? Nem o advogado de defesa do Luís Neves faria uma defesa mais empoderada do seu constituinte. E já agora, aquela história de ter sido o diretor financeiro a assumir a saída do camião, para mim, é um clássico. Quando quem manda quer fazer uma coisa que não quer assumir que fez, arranja um tipo próximo e pede-lhe (isto é, manda-o) fazer o frete. Deve ter sido o que aconteceu com a entrega da galera ao construtor. Até apostava!

domingo, julho 19, 2026

Atrelados, mentirosos e quejandos: Luís , Luís & Alexandre -- firma unipessoal de irresponsabilidade ilimitada
[A palavra ao meu marido]

 

O Luís (neste caso Neves) seguiu as pisadas do Luís (neste caso Montenegro) no caso Spinumviva. Arranjou um empreiteiro amigalhaço que tinha feito obras para a PJ, da qual era diretor, para fazer umas obras lá em casa num espírito de grande informalidade. A coisa já tem que se lhe diga, mas piorou. Soube-se que o Luís (neste caso Neves) autorizou que um atrelado apreendido numa operação de droga, cheio de químicos, parqueado num depósito da Marinha no Seixal, fosse parar às mãos do empreiteiro amigalhaço. Tão inverossímil que parece fake. Se o MAI não for corrido depois desta, nunca ninguém será corrido de um governo de Luís (neste caso Montenegro). E já agora sugiro uma linha de investigação à PJ sobre este caso. Parece que o Luís (neste caso Neves) cravou uma solipas à IP para fazer obras lá em casa. Será que o atrelado não foi cedido para transporte do material cravado?  Já agora um conselho ao responsável pelo depósito do Seixal. Vi numa imagem televisiva que há imensas lanchas parqueadas no depósito -- será que ainda estão lá todas? Uma embarcação destas dava imenso jeito para dar umas voltinhas tanto no mar como no rio em Odemira.

O caos nos exames é inacreditável e o comportamento do ministro ainda pior. O Alexandre mente, ameaça, chuta responsabilidades e enxovalha os professores. Para além disso é burro que nem uma porta. Um tipo com inteligência mediana nunca cometeria tantos erros em tão pouco tempo como o Alexandre fez no processo dos exames. Os senhores comentadores que achavam que este tipo é o suprassumo da batata frita o que dizem agora? Pois,... A talhe de foice, os professores que foram desrespeitados, acusados de várias formas e ameaçados com demissões impossíveis comeram, calaram e não fizeram birras. Longe vai o tempo em que por dá cá aquela palha amuavam e faziam greve. O dinheiro é um poderoso motivador não é?

Este governo é um governo de incapazes e mentirosos, até a ministra pepsodente mentiu descaradamente sobre as instruções da UE relativamente à gratuitidade em algumas entradas nos museus. 

As sondagens indicam que os portugueses pensam o pior sobre as políticas setoriais e, no entanto, também mostram que querem que o governo se mantenha até ao fim. Há muito tempo que conclui que somos um povo de masoquistas, o que se confirma com esta opção paradoxal. 

Um governo em que não fazem nada que se aproveite, criam problemas atrás de problemas, mentem descaradamente... e a malta quer mantê-los a governar? Está tudo bêbado ou é do calor que se tem sentido?

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

A nomeação do Luís Neves traz água no bico?
-- Pergunta o meu marido --

 

Embora tenha havido algumas vozes menos entusiasmadas, ouviram-se loas à nomeação do diretor da PJ para MAI. Louvou-se o personagem e elogiou-se o outro Luís que, após dois tiros completamente ao lado, teria agora acertado no alvo. Uma coisa é certa, lembrando um slogan célebre de eleições no Brasil, "pior não fica". 

O Luís Neves terá tido sucesso no combate ao crime organizado (claro que neste domínio não se publicitam os insucessos) mas também fica para os anais a "invasão" da Madeira a bordo de duas aeronaves da FA para conseguirem, do que se sabe até à data, uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, e aquele frete que fez ao Fernando Gomes sobre a investigação do edifício da FPF. 

O novo MAI esteve sempre ligado à investigação, não é político, não se lhe conhecem valências na área da proteção civil, não é fluente e não terá experiência com as outras polícias. Dará um bom ministro? Não sei, o tempo o dirá.

Mas existem dois aspetos que devem ser objeto de reflexão e que, na minha opinião, não abonam em favor desta nomeação. Como todos sabemos continua a investigação ao Montenegro sobre a construção da casa em Espinho. O Luís Neves terá que ter conhecimento do estado da investigação. Por alguma razão sentiu necessidade de dizer ontem que o diretor da PJ não investiga. Curiosamente, o PGR também não averigua e, semanas antes de serem formalizadas as conclusões sobre a averiguação ao Montenegro, já  o PGR tinha anunciado, de forma mais ou menos clara, que a averiguação seria arquivada. 

Será credível que, havendo uma investigação ao PM, o diretor da PJ não saiba nada do processo...?

Não nos queiram fazer crer que na PJ, como na Procuradoria, cada um faz o que quer e não diz nada à hierarquia. Parece muito pouco provável. O Luís Neves, como ministro, tendo o dever de lealdade ao PM. Será que, em determinadas situações, um dos dois não terá a tentação de pedir ou passar informação "interessante"? Também é preciso estar muito atento à nomeação do novo diretor da PJ. Vamos ver se não será alguém de confiança do Luís para dar uma "ajudinha" quando for preciso. Honi soit qui mal y pense. Vamos esperar para ver o desempenho do novo ministro e ver se mais uma vez não estamos perante uma chico espertice do Montenegro para se ver livre do processo em curso. 

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Montenegro - o estado a que a Saúde chegou, o artigo do Gouveia e Melo, as duas MAI que já lá vão e os atrasos no cumprimento das promessas do Luís
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Saiu hoje um relatório da ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde) sobre a atividade do SNS em 2025. 

Era difícil um governo conseguir piores resultados, a saber: a despesa aumentou, o número de profissionais contratados aumentou mas os resultados clínicos e os acessos ao SNS pioraram. 

Em concreto, verificou-se um aumento de 13% nos gastos operacionais (15.750 milhões de euros) e um reforço de recursos humanos, contudo, registou-se uma diminuição de 0,7% nas cirurgias (884.062) e uma queda na atividade dos cuidados primários, com mais de 1.000.000 de utentes a aguardar consultas e 264 mil esperavam por cirurgia no final de 2025. A nível preventivo o panorama é igualmente preocupante: verificou-se uma quebra de 10,3% nos rastreios do cancro da mama  O número de queixas dos utentes também aumentou, tendo diminuído a confiança dos utentes no sistema: 54,62% das queixas focam-se na falta de qualidade do atendimento clínico, apontando para uma “degradação humana e técnica” com a consequente erosão da confiança. 

Se o objetivo do governo é dar cabo do SNS parece que já está a conseguir. E não é apenas uma questão da Ministra da Saúde ser incompetentíssima. É o Montenegro que não tem capacidade de definir políticas globais para os vários setores nem capacidade para definir formas de atingir objetivos sendo, também ele, manifestamente incompetente. 

E o que me choca mais é que este relatório apenas traduz numericamente o que todos, o País inteiro, tem vindo a constatar ao longo dos meses: a degradação da Saúde em Portugal às mãos da ministra e de Montenegro. E volto a recordar que justamente a Saúde foi uma das bandeiras eleitorais da AD. Apregoou que ia resolver tudo num abrir e fechar de olhos. E o que aconteceu foi o oposto: yudo piorou. Um a um, correu com toda a estrutura de gestão dos serviços e hospitais, mesmo com os gestores manifestamente competentes, substituindo-os por carreiristas do PSD. Perante queixas, crises e mortes, Montenegro preferiu olhar para o próprio umbigo. É que o que os números deste relatório traduzem não é uma abstração: traduzem o sofrimento dos que esperam horas a fio nas urgências, dos que esperam meses a fio por uma consulta ou por uma cirurgia, dos que esperam horas a fio por uma ambulância, das que andam em bolandas, de um lado para o outro, até que apareça uma Urgência aberta para poderem ter um filho. Uma lástima.

----------------------

O Gouveia e Melo escreveu um artigo no Público que causou alarido, tendo demonstrado de A a Z a incompetência do governo na gestão da catástrofe recente. Embora não tenha dito senão o que todos temos constatado, sistematizou bem o problema: o governo falhou no planeamento, na comunicação,  na cadeia de comando, na logística e  na organização -- enfim, tudo correu mal. Concordo.

Não é uma novidade que este PM e este governo não têm capacidade para gerir crises e ainda por cima não têm a humildade suficiente para aprender com quem sabe mais. Dizem que só os burros não aprendem!

Entretanto, a MAI demitiu-se. Não tinha outro caminho pela frente senão o da porta da saída. Contudo, aqui também não se pode atribuir a responsabilidade a uma senhora que manifestamente não tinha competências e perfil para a função. A responsabilidade de um erro de casting não é de quem é escolhido mas de quem não sabe fazer escolhas. Aliás, já é a segunda ministra da Administração Interna que Montenegro queima. Um bom líder tem que saber fazer escolhas e o Luís manifestamente não sabe. 

-------------------------

É certo que as tempestades extremas e as consequências devastadoras dificilmente se conseguem travar. Mas tem que haver quem saiba responder às emergências. 

O PM, que já demonstrou várias vezes que não tem jeito ou capacidade para enfrentar problemas complexos, quando se vê apertado pensa que resolve tudo fazendo grandes promessas. Mas depois, na prática, as coisas não acontecem. Sessenta e três por cento das pessoas que deviam receber os subsídios prometidos devido aos incêndios de Agosto ainda não receberam o respetivo subsídio. Mais outra coisa que correu muito mal.

Havendo cada vez mais emergências desta natureza (violentos vendavais, chuvas intensas ou, por outro lado, secas prolongadas e grandes incêndios) seria importante termos um governo capaz, com gente séria, competente, experiente e com humildade para corrigir os erros e para aprender com quem sabe. Mas não temos.

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

O Montenegro não presta
-- Quem o diz é o meu marido --

 

Já aqui escrevi várias vezes que a maioria dos ministros deste governo não têm nem conhecimentos nem capacidade para exercerem as funções que ocupam. A notória, manifesta e indecente incapacidade do governo para gerir crises bem o demonstra. 

Os expoentes máximos desta incompetência são a ministra da saúde, o ministro da defesa, o ministro da presidência e a antiga e atual ministras da administração interna. 

Quem vê a actual ministra na televisão com ar de pânico a dizer parvoíces aos jornalistas pode imaginar o que será esta mulher a dirigir uma reunião em que têm que ser tomadas decisões acertadas e urgentes. Um zero à esquerda. Apostaria que cada vez que é preciso tomar uma decisão se levanta para ir ao WC para não ter que opinar. 

Mas acima desta gente temos o Montenegro, e aí a coisa é diferente. O Montenegro é um tipo "fino", que, como já aqui escrevi várias vezes, se está absolutamente nas tintas para a populaça e só pensa nos votos que o podem manter no governo e, assim, defender os interesses próprios e daqueles que o suportam no partido e nos vários setores da economia (por exemplo, acredito que a ministra da saúde só é mantida no cargo porque nomeou laranjas que não acabam e porque defende os setores privados da saúde -- e que se lixe se criou o caos no sistema de saúde). 

A forma como se desviou da verdade em diversos assuntos (o caso Spinumviva é exemplar), as leis que aprovou como a lei dos estrangeiros e a lei da nacionalidade ou as que tenta aprovar como o novo código do trabalho revelam que o que interessa é seguir a vontade dos populistas e dos grupos económicos mais retrógrados, sem olhar aos interesses da maioria dos portugueses. 

Mas, na crise atual, o Montenegro ultrapassou os limites. Na declaração que fez, a forma como abordou os acidentes e fatalidades que ocorreram é nojenta. Na minha opinião não o fez porque se enganou. Proferiu aquelas palavras porque é realmente o que pensa e, num momento de stress, não conseguiu, ao contrário do que é costume, dizer o que convinha e não o que pensa. Uma vergonha! No mínimo devia pedir desculpa. Só falta vir agora o Marcelo tentar desculpá-lo. Espero tudo do secretário do Montenegro em Belém que, por acaso,  é o pior presidente dos últimos cinquenta anos. 

______________________________________

Um mero exemplo



domingo, fevereiro 01, 2026

Depois dos ridículos discursos dos ministros, o discurso sonso do Marcelo
-- Mais uma vez, a palavra ao meu marido --

 

Ontem foram o "Lentão" e a D. MAI que nos brindaram com discursos ridículos. Hoje veio o PR brindar-nos com um discurso sonso, a rondar o patético. Qual Karoline Leavitt (porta-voz da Casa Branca,  seguidora acéfala e defensora feroz do Trump), veio o Marcelo fazer de porta voz do governo e, depois de várias banalidades sem préstimo, referiu que o Luís estava "muito preocupado com a situação".

Recordo que o Marcelo também disse que o Luís estava "preocupado" com o estado da Saúde, e as coisas continuaram a piorar de dia para dia. 

Suponho que, por muito mal que pensem do Luís, os portugueses julgam que ele se preocupa, pelo menos os mínimos, com estas duas catástrofes. No entanto, há que dizer ao Marcelo, que felizmente acaba em breve o mandato do pior PR dos últimos cinquenta anos, que os portugueses se borrifam para os estados de alma do Luís e para aquilo que o Marcelo acha dos mesmos. O que os portugueses querem é decisões rápidas e acertadas e informação coerente sobre os assuntos importantes. Os portugueses precisam é de um PR isento, que não aja em função da cor política do governo e que, quando necessário, critique o governo. 

É certo que os portugueses não precisam nem querem um secretário do governo na Presidência como demonstraram na primeira volta das presidenciais ao não votarem no Marques Mendes. No entanto, desde que Montenegro foi eleito, o Marcelo tem exercido as funções de secretário de estado do governo em Belém. Com todo o amadorismo e incompetência que o governo tem demonstrado, este é o tipo de PR de que certamente o País não precisava. 

Já agora dois assuntos conexos. 

1 - Os geradores não chegam onde são precisos porque o governo, à semelhança do que aconteceu no apagão, pretendeu que fossem os motoristas dos ministros a levá-los e depois perceberam que não cabiam nos carros? 

2 - O comentário mais estúpido e cretino que ouvi sobre a devastação causada pela tempestade foi feito pela Clara Ferreira Alves no Eixo do Mal. Mais uma vez, torna-se evidente que fala por falar sem conhecer minimamente os fatos. Dizer que Lisboa e Porto passaram pela tempestade sem estragos porque são cidades ricas e que Leiria sofreu uma enorme devastação porque é uma cidade pobre é estúpido e não tem qualquer aderência à realidade.

O que também é extraordinário é que os "colegas" de programa não lhe tenham explicado que, embora a tempestade tenha atravessado todo o território continental, o seu centro de impacto e os danos catastróficos concentraram-se na Região Centro, particularmente no distrito de Leiria. A Clara, no Eixo do Mal, consegue frequentemente dizer uma coisa e o seu contrário e revela uma falta de preparação  assustadora relativamente aos assuntos sobre os quais opina. 

Deve haver uma razão escondida para a manterem a comentar. Qual será?

sábado, janeiro 31, 2026

Dou razão à Mariana da IL. O Governo ainda não percebeu que o tempo para estágios já acabou há muito.
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

A passagem de um "comboio" de ministros pelas regiões mais afetadas pelas depressões e as declarações que fizeram mostraram mais uma vez que não estão à altura das circunstâncias. São incompetentes, não dizem uma que jeito tenha e são absolutamente incapazes de tomar decisões atempadas e acertadas. 

Ouvir a MAI dizer que é altura de "fazer uma reflexão" e que "é tempo de aprendizagem" é tão ridículo como triste. 

Quem escolheu esta senhora para ministra da Administração Interna tem um jeito 'enorme" para escolher equipas, certo Luís? 

Senhora ministra, saiba que é altura de decidir e agir -- coisas que nem a senhora nem a maioria (senão, todos) os membros do governo têm ideia do que seja. Se quer refletir, vá tirar um curso de filosofia ou entre para as carmelitas descalças. Para ministra é que não serve! 

Mais ridículo ainda, se tal é possível, do que a ministra foi o "Lentão" Amaro. Era difícil mas o "Lentão" conseguiu. Não só as declarações que fez, como por exemplo, sobre a ausência da ministra da Saúde atentam contra a sanidade mental dos portugueses como a ideia de fazer um vídeo a roer as unhas é de um ridículo, provavelmente, nunca ultrapassado na política portuguesa. É até insultuoso para os portugueses.

Já agora também é um bocado ridículo, sempre que aparecem vários ministros, aparecer a ministra da cultura que também aparece sempre a rir-se atrás do Luís sem se perceber porquê ou de quê. Nesta visita, a cultura estava representada porque não tinham mais ninguém para mandar? Ou a cultura fazia parte da comitiva porque a comunicação do governo acha que a ministra fica bem na televisão? 

A malta da comunicação do governo deve ter ficado um bocado chateada, primeiro porque devem ter proibido a ministra da Administração Interna de falar e ela desobedeceu e falou. Claro que saiu asneira da grossa. Em segundo lugar  tiveram aquela ideia peregrina do vídeo do "Lentão" e o povoléu, ingrato, não achou piada. Só atrasados mentais achariam oportuno fazer um vídeo daqueles. Saiu-lhes o tiro pela culatra. 

É provavelmente a primeira vez que concordo com a Mariana Leitão, a maioria dos ministros do governo são estagiários. E vão chumbar nos estágios. Hoje, como sempre, o País precisa no governo de gente conhecedora, experiente e com capacidade de decisão. Manifestamente não é o caso dos ministros que temos atualmente! Como é possível que sabendo antecipadamente da chegada das depressões o governo não tenha tomado uma única medida antecipadamente e, posteriormente, tenha ficado paralisado? 

Não servem!

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Onde é que está o governo? Onde é que anda o Marcelo?
-- A palavra ao meu marido --

 

O País atravessa uma enorme catástrofe e o governo, como já tinha acontecido com os incêndios e com o apagão, mostra-se incapaz de gerir a crise, pôr em prática as ações que são necessárias e manter os portugueses devidamente informados -- como é seu dever. 

A atual MAI, como a anterior, não existe. Uma ministra que, numa noite em que o IPMA prevê a passagem pelo País de uma depressão que muito provavelmente provocaria, como provocou, uma catástrofe, manda o chefe de gabinete para a Proteção Civil em vez de estar presente no Centro de Operações, não tem o mínimo de perfil para o cargo que ocupa. Mas isto não é novidade, já o tinha demonstrado em situações anteriores. 

O Montenegro também não consegue acertar uma e, quando aparece, não diz nada que valha a pena ouvir. 

Este governo não tem capacidade para enfrentar situações de crise. Como acima referi e repito, já o tinha demonstrado nos fogos e no apagão. Não têm conhecimentos nem capacidade para tomar decisões em situações de crise e isso é preocupante. 

O Marcelo, tão ativo em épocas anteriores, agora não tuge nem muge. Será que já não é presidente? Ou não intervém porque não fala de nenhum assunto que corra mal ao governo? Os milhares de pessoas que estão a sofrer não merecem um afeto? Lá se foi também o "presidente dos afetos"! 

Por todas as razões e mais uma e para bem de todos, esperemos que não chova demais e que a água comece a descer. Uma coisa é certa: em situações de crise, o governo não serve para nada.

-------------------------------------------

Nota: 

Agora um assunto bem menos importante. Como julgo que já foi aqui referido várias vezes, sou do Sporting! 

Ontem, o Sporting e o Benfica derrotaram de forma mais ou menos brilhante os adversários na Champions. Foi uma grande noite para o futebol português. 

-- O Sporting ficou em sétimo lugar, fez 16 pontos em 24 possíveis e vai diretamente para os oitavos de finais, ficando à frente de equipas como o City, o PSV, ... .
-- O Benfica ficou em vigésimo quinto lugar, somou 9 pontos e apurou-se para os play-off com um golo no último minuto. 

Não há dúvidas que o Sporting fez uma prova muito melhor que o Benfica. Pois, se ouvíssemos os comentadores desportivos nos vários canais diríamos que foi exatamente o contrário. Endeusam quem teve pior prestação e dizem umas coisinhas simpáticas sobre quem se revelou ser melhor nesta prova. Também no futebol, a comunicação social está longe de ser imparcial.

sábado, janeiro 17, 2026

Que polícias são estas? São piores que a maioria dos bandidos.
-- A palavra ao meu marido --

 

Não há muito tempo ficámos chocados e enojados com o comportamento inqualificável que vários GNR e um PSP tinham com imigrantes no Alentejo. Uma verdadeira máfia. 

Esta semana foram noticiados, com pormenor, os horrores que dois anormais que foram recrutados para a PSP faziam aos mais frágeis e desprotegidos. Como é costume, este tipo de anormais só consegue ser forte com os mais fracos. Não existe diferença entre o que estes dois energúmenos faziam e o que os PIDES faziam. Os PIDES prendiam e torturavam ao serviço do regime, estes dois merdas prendiam e torturavam provavelmente por prazer, seguramente ao "serviço" das redes sociais e com certeza "suportados" pelo discurso de ódio de uma extrema direita cada vez mais violenta.

Pior ainda! Hoje veio a público que as imagens eram partilhados com cerca de setenta outros agentes da PSP.  Que PSP é esta? Que tipo de gente é recrutada para as polícias? 

E, como sabemos, estes casos não são únicos. Já foram noticiadas outros casos semelhantes de violência sobre cidadãos indefesos, de desrespeito pela liberdades individuais, pelos direitos humanos e pela lei! 

O governo tem que responder rápida e claramente a várias perguntas. Como são recrutados os polícias? A que formação são sujeitos? Como são avaliados? A que controlo estão sujeitos? Qualquer anormal tipo besta pode ser incorporado nos quadros da PSP, da GNR, dos guardas prisionais ou do SEF? 

E outra questão, também pertinente, o que andam as chefias a fazer? São coniventes? Fecham os olhos? Ou andam distraídos? Não controlam os subordinados? 

Tudo isto é gravíssimo e contribui para cada vez para um maior desconforto e completa descrença dos portugueses nas instituições. Se tivéssemos no governo e nos postos de comando gente com alguma ética, a ministra e o comandante da PSP já se tinham demitido. Mas, se o Montenegro mantém a ministra da saúde no governo depois de tudo o que já aconteceu, é pouco provável que agora tomem uma atitude que revele um mínimo de decência. Virem dizer que estes polícias não representam a generalidade dos polícias é pouco, é irrelevante, e mostra mais uma vez que não respeitam os portugueses e que não sabem honrar os cargos que ocupam. 

Há muito que se diz que as polícias estão infiltradas pela extrema direita. Tenho para mim que esta gente, se por acaso vota, vota no Ventura. O discurso do Ventura alavanca este tipo de comportamentos. 

Porque a democracia é diferente da barbárie, estes dois anormais devem ter um julgamento justo e, se provados os factos, devem ser sujeitos a penas exemplares, sem qualquer dó nem piedade! 

Como é possível que um número tão grande de polícias tenha ou aprove estes comportamentos? As polícias estão mesmo doentes e precisam de uma terapia de choque!

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Que governo é este que esfrangalha tudo onde mexe...?
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje soubemos de mais uma fatalidade causada pela inoperância do INEM. Parece que resultou da falta de ambulâncias e/ou dos novos procedimentos que o novo presidente do INEM implementou, apregoando que eram suficientes para resolver os problemas do INEM. Pelos vistos falhou redondamente, e causou mais uma tragédia. 

Ouvi agora nas notícias que estão setenta e três ambulâncias paradas nos hospitais (só no Garcia de Orta, 20 ambulâncias retidas). 

Ouvi há bocado, também na notícias, que em várias regiões do país habitualmente não há ambulâncias disponíveis e que quem tiver um problema grave tem muitíssimo menos hipóteses de se safar por causa deste caos. Um desastre! 

O governo que primeiro resolvia o problema da saúde em 60 dias e depois em seis meses, a única coisa que fez ao fim de dois anos foi agravar muitíssimo os problemas, criando o verdadeiro caos com as medidas que tomou na saúde. 

O PR é cúmplice desta situação porque, ao contrário do que antes fazia, nunca criticou a situação, deixando que o Montenegro e a ministra tomassem o freio nos dentes e tomassem medidas que destruíram o que podia não funcionar exemplarmente, mas que, pelo menos, funcionava e garantia uma assistência atempada aos portugueses. 

Há três responsáveis por este estado de coisas: o Montenegro, a ministra e o PR. Deviam pedir desculpa por tantos erros... e, no mínimo, a ministra devia ir já para casa! 

Aliás, tudo o que este governo tentou mudar ficou pior. 

No domínio da habitação, as medidas que tomou originaram um enorme aumento no preço das habitações, estão a dar cabo do pequeno mercado de arrendamento que existe e, como seria de esperar, porque este governo está-se nas tintas para quem tem menos recursos, o governo não tomou medidas para garantir habitação condigna à população com menos recursos, incluindo aos imigrantes. 

Relativamente ao controlo da imigração, ninguém sabe o que se passa porque não existem estatísticas nem dados publicados. Provavelmente, o governo ufana-se do que não conseguiu. Mas soube-se com espanto que o governo campeão da segurança conseguiu acabar com o controlo de fronteiras. Parece que o sistema pifou (palavras da ministra) e admito que a dita (ministra) também tenha pifado. 

Pelo meio ainda conseguirem dar cabo da paciência aos estrangeiros que nos visitam, contribuindo para dar uma má imagem do País. Mais uma área onde estiveram "bem ". 

É certo que o governo acalmou os polícias, os GNR e o pessoal das FA, despejando dinheiro em cima destes sectores profissionais. Mas, para além de despejar dinheiro, o governo nada fez nestas áreas e fez bem porque pelo menos continuam a funcionar. 

Temos um governo que estraga tudo em que toca e que desbarata os recursos que irão ser necessários mais tarde ou mais cedo. A incompetência é notória. Será que o governo também pifou? 

O Marcelo bem se pode "orgulhar" da herança que deixa, resultado da instabilidade que criou. É certo que o País ficou laranja em todo o lado, o que lhe deve agradar. Mas não é menos certo que a extrema direita espreita o poder, que o governo é populista e segue a agenda da extrema direita e que os principais problemas dos portugueses se agravaram. 

Boa Marcelo, "ganda" legado! De facto foi o pior presidente dos últimos cinquenta anos!

---------------------------------------------------------

Nota à margem: Tenho curiosidade em saber que passos vai o Xi Jinping dar para tentar fazer frente à política da Administração americana.

quarta-feira, dezembro 31, 2025

Montenegro & Ventura - a dupla de circunstância ou o controlo de fronteiras
-- Na despedida de 2025, de novo a palavra ao meu marido --

 

Conforme planeado (ironia, claro!) e em linha com a política seguida, o governo, superiormente "governado" pelo Luís, decidiu, pelo menos nos próximos três meses, deixar de utilizar o sistema informático de controlo de entradas de extra comunitários. A EU não gostou. Pudera! E eu não percebi. 

O que me surpreende é que, a ao contrário do que faria há dois ou três anos, o Luís não ande por aí a gritar aos quatro ventos contra esta medida, que o "Lentão" num ataque de histeria não se insurja contra esta decisão, que o Hugo Soares não vocifere com a má-criação habitual, acrescentando uma boa dúzia de palavrões, contra esta desorientação e que last but not least a D. MAI não seja despedida com justa causa. 

Mas ainda é mais surpreendente que o Andrézito não fale agora de política de "portas escancaradas" e de "bar aberto", que não contrate mais dez seguranças para garantir que não é violado por um extra comunitário e que, no mínimo, não tenha um, senão, dois fanicos. Aposto que ainda vem dizer que os "bandidos" vão respeitar a decisão e não vão ousar pôr cá os pés. Será que existe um plano de cessar fogo secreto entre o Luís e o Andrézito que foi mediado pelo Trump e relativamente ao qual este último ainda vai dizer que foi mais uma guerra com que acabou? É pena é que quem vota ainda não tenha verdadeiramente topado esta malta que nos governa. Haja dó para tanta incompetência e desfaçatez!

quarta-feira, setembro 17, 2025

Presunção e água benta cada um toma a que quer - o Montenegro que o diga Caixa de entrada
-- A palavra ao meu marido --

 

Antes de ir para o governo, a rapaziada do PSD, com o Montenegro à cabeça, resolvia os problemas do País num abrir e fechar de olhos. 

Após um longuíssimo abrir e fechar de olhos -- que demorou um ano e meio -- não resolveu nada e, pelo contrário, os problemas mais críticos pioraram. 

  • O que aconteceu na saúde é uma tragédia, com novas notícias desgraçadas a saírem todos os dias (bebés a nascerem em ambulâncias ou no passeio, helicópteros com menos disponibilidade que a exigida, urgências obstétricas fechadas, etc) e hoje a ministra anuncia que vai estudar mais um plano para resolver o problema das urgências fechadas. É preciso ter uma lata do caraças para não se ter ainda demitido. 
  • O que aconteceu com as duas MAI também não dá para acreditar. A falta de coordenação no combate aos incêndios e o desconhecimento total que ambas demonstraram das diferentes valências da administração interna é paradigmático. 
  • Na educação, o governo torrou e voltou a torrar dinheiro com os professores e nada foi resolvido. Veja-se que os alunos continuam sem professores e também não há pessoal auxiliar suficiente nas escolas. 
  • A questão da habitação só piorou com as medidas do governo que fizeram subir bastante os custos da aquisição e do aluguer (parece que a malta jovem que tem isenção do IMT pode comercializar a casa que comprou quando quiser, sem ter que pagar o imposto de que esteve isento, o que pode dar ideias assaz lucrativas a mentes mais criativas). 

Boa! É fartar vilanagem. 

A célebre questão ética que os moços laranja tanto levantavam tornou-se uma desgraça com o caso Spinunviva, com as investigações a que são sujeitos atuais e antigos secretários de estado. 

E hoje mais uma cerejinha para pôr em cima do bolo. Os pseudo atrasos nos PRR, que motivaram tantas críticas do Montenegro & sus muchachos e originaram vários momentos de incontinência verbal por parte do Marcelo, tornaram-se reais e vi hoje na TVI que, por exemplo, existem financiamentos previstos para obras na área da saúde que ainda nem sequer estão em fase de projeto. 

  • Solução do governo: tentar renegociar as datas de conclusão das obras. 
  • Solução do Marcelo: calado que nem um rato. 

Não duvido que a rapaziada do PSD tem jeito para festas e coboiadas, o Pontal, então, foi cá uma arraial de animação, mas o jeito para governar é zero.