1. Já vieram arranjar os estores. Dois motores novos e quatro estores alinhados. Depois de ter vivido anos em casas com estores que se abriam com fita e, no campo, com portadas, eis que não temos outro remédio senão habituar-nos a estes estores pesados, em que apenas encontrámos uma empresa que trabalha com eles, que funcionam com motor (e tem que ser potente) e telecomando. E tão pesadas são que os técnicos têm que vir aos pares. Quando alguma coisa falha, não há processo manual que funcione, ficamos com o estore na posição em que congelou. Uma impotência. Mas, menos mal, todos os que cá vêm dizem que coisa mais inviolável não existe.
2. Já tinham vindo pôr o ar condicionado novo, ultrapotente, supostamente vai aquecer a divisão em que está e arredores. Mas veio uma dupla em que o principal falava de tal maneira que eu e o meu marido pensámos que era um estrangeiro que mal arranhava português. Colocava-nos questões que não compreendíamos. Estávamos em volta dele sem percebermos o que queria que decidissemos. O ajudante, escorreito e perfumado, não abria a boca. Percebíamos que nos apresentava alternativas mas não sabíamos de quê, embora nos parecesse que dizia que não havia outra hipótese. Foi terrível.
E, logicamente, não íamos estar especados a olhar para eles.
Quando o trabalho acabou, ficámos estarrecidos. A máquina lá fora estava praticamente encostada ao tecto do terraço e o tubo estava à vista, vindo de um buraco distante. O meu marido ligou para o gestor da empresa a dizer que nada daquilo se aproveitava. Tirámos fotografias e dizer que nem pensar em aceitarmos aquilo. Acontece que pelas condições de pagamento, praticamente estava tudo pago. O gestor (ou dono, não faço ideia) disse que o técnico lhe disse que nós é que decidimos assim. O meu marido insurgiu-se: jamais poderíamos ter optado por tal aberração. Mas, confessou, a verdade é que não percebíamos nada do que o homem dizia, e ele, aparentemente, também não percebia nada do que nós dizíamos.
Felizmente, a coisa compôs-se e o gestor ou dono aceitou mandar cá uns 'homens' reinstalar a máquina. O meu marido disse que era melhor que viesse alguém que se fizesse entender, ao que o outro, defendendo a honra do convento, disse que o tal 'estrangeiro', que era português, era um bom técnico, certificado. O meu marido insistiu que, para que a coisa corresse melhor, era melhor vir alguém com melhores dotes comunicativos.
Às oito e tal da manhã tocaram à campainha. O mesmo ajudante, igualmente impecável na imagem e no perfume e igualmente mudo. E um jovem técnico que num par de horas desmanchou a burrice do outro e compôs o melhor que pôde. Há agora pinturas a fazer naquela parede, mas, pelo menos, já não está o disparate que esteve. Portanto, o tema do AC também já está resolvido.
3. A porta interior que não ficou exatamente como se queria também está instalada e o meu marido teve uma ideia brilhante para disfarçar. E ficou bem. Portanto, por aí também está feito.
4. Os materiais da casa de banho também já cá estão todos, uns na rua, outros na biblioteca.
5. O carro finalmente foi-nos entregue. E o veredicto foi: "não garantimos que o problema esteja solucionado porque não detectámos o problema. Mas uns contactos estavam oxidados, limpámo-los e parece que ficou bem. Pode ser que fosse isso. Mas não garantimos". Mas hoje já fomos passear até à praia, e tudo bem. Mas está a dar aviso de falta de ar nos pneus. O meu marido disse que quando lhe entregaram o carro disseram que dava esse alerta mas viram a pressão e estava bem. Se fosse comigo perguntar-lhes-ia se estavam a goazr comigo, entregando o carro ainda com um problema por resolver. Mas o meu marido não senhor: em vez de os mandar à fava e obrigá-los a arranjar isso, não senhor, veio-se embora. Disse que esteve mais de uma hora à espera de ser atendido, que fizessem a factura e que fossem buscar o carro, e isto depois do carro lá estar há 3 semanas à espera do dia da marcação (foi de reboque porque deixou de andar), pelo que queria era ver-se livre deles, que ia mesmo deixar lá outra vez o carro e vir-se embora de uber., ia, ia... Portanto, agora pelos vistos é o sensor de ar dos pneus, coisa que para o meu marido é peanuts e já nem quer ouvir falar em problemas com a porcaria do carro. Note-se que, noutra oficina, já trocaram a bateria, já trocaram o rectificador, e, pelos vistos, não era nada disso, andámos a gastar dinheiro desnecessário -- com sorte eram mesmos os terminais ou os contactos ou sei lá o quê oxidados.
6. Esta quinta-feira vêm os da limpeza do telhado, ver as telhas, limpar as caleiras, pintar os guarda-fogos. Outra vez cedo, cedo. A renovação da casa de banho só talvez mais para o fim da próxima semana ou início do mês que vem. E eu já nem digo nada, que venham quando puderem. Só quero é que trabalhem bem.
Portanto, mal ou bem, as coisas lá se vão compondo.
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IDM - Entretanto temos andado a ver aquele delicioso programa do Interior Design Masters e ocorreu-me meter também mãos à obra. O meu marido achou boa ideia e, por ele, ia à garagem, arranjava uma tinta que para lá descobrisse e punha já mãos à obra. Tudo na base do meia bola e força. Mas nada disso, a coisa tem que ser bem pensada, estruturada, com pés e cabeça. E tenho que pensar bem se nos devemos aventurar, os dois, em altas cavalarias. Estou com umas ideias a germinar na minha cabeça mas ainda não ganharam bem forma, e tenho um certo receio de dar cabo das paredes ou das mobílias. Portanto, vamos com calma.






