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segunda-feira, maio 12, 2025

A campanha eleitoral, o meu sentido de voto -- e o consolo que é estar num jardim

 

Não tenho acompanhado a campanha eleitoral pois, se calha o canal em que passamos estar a dar alguma coisa, só se veem parvoíces e, como é óbvio, desandamos rapidamente. Portanto, temos optado pelo condensado de parvoíces que o Ricardo Araújo Pereira prepara diariamente.

Não posso pronunciar-me, pois, sobre se, no geral, é mesmo tudo uma treta, sacos de vento, chachadas que até as crianças acharão infantilizadas ou palermas, ou se tem havidos bons momentos informativos ou reflexivos. 

Contudo, temo que o panorama geral seja mesmo inaproveitável. Duvido que alguém fique verdadeiramente a perceber qual o programa eleitoral a partir do que as televisões e as redes sociais mostram. Acabamos por aceitar tudo isto com naturalidade mas, na verdade, se pensarmos bem, é uma autêntica aberração. A vida do País depende, em grande parte de quem nos governa e, para nos explicarem porque devemos votar neles, os partidos fazem cartazes parvos, arranjam iniciativas apalhaçadas, uns tocam tambores, outros correm, outros dançam com idosas, outros andam de mota, outros jogam voleibol de praia, quase todos andam pelas tascas... e é isto.

Pelo meio, o Marcelo, que tem arranjado caldinho atrás de caldinho -- a ele devemos toda esta instabilidade --,  aparece-nos a dizer vacuidades a que já ninguém liga.

Uma desilusão. Dá ideia que a inteligência, a decência, a exigência está em acelerado processo de rarefacção na política -- e não é só por cá, aliás, com anormais como o Trump, tudo tende a acanalhar-se ainda mais. Estão a ser criados standards que deveriam envergonhar-nos. Gostava de poder dizer: 'Caraças, também não é bem assim, aproveita-se fulano de tal que tem sabido manter a cabeça no lugar e que tem mostrado estar à altura do cargo a que se propõe'. Mas, lamentavelmente, parece que a bitola está toda a querer alinhar-se por baixo. Claro que há algumas diferenças. De vez em quando, naqueles rápidos relances, enquanto o canal não é mudado, vejo algum peixe fora de água e imagino o sacrifício que deve estar a fazer. Mas, tirando as excepções, é a indigência total. Digamos que, se quisermos votar com alguma coerência o máximo que podemos fazer é fugir daqueles em que a bitola consegue estar ainda mais baixa do que noutros. Mas é uma tristeza. Confesso que me tem ocorrido votar em branco. Mas nunca o fiz. Só de pensar nisto me sinto arrependida, como se estivesse a trair o meu direito de cidadania, como se estivesse prestes a dar uma facada nas costas da democracia. Mas é o que me tem ocorrido.

Caraças. Ao que chegámos.

Consolo-me a ler. Mas também só leio livros mais ou menos marginais. A dificuldade está em descobri-los. Sempre que pego num livro badalado, hiperconceituado, só sai treta. No outro dia pensei que um certo, com tanta recomendação, tantas mediatização, e que já vai na n-ésima edição, talvez se aproveitasse. Folheei, folheei. E deixei ficar. Treta e da grossa. Como é que é possível?

E depois há a natureza, o jardim, os campos por onde passeamos. Isso, sim, é uma alegria. Estão lindos, os campos, a chuva hidratou a terra, as flores nascem que dá gosto. E a passarada, os chilreios, uma festa.

Vi um vídeo de que gostei bastante. Uma pessoa que desenha paisagens. Quando pergunto aos meus netos que profissões gostariam de ter, ficam-se pelas mais tradicionais. Gostava que tivessem acesso a tantas outras. Há tantas profissões fantásticas. Quem as exerce deve viver num permanente estado de motivação, de surpresa, de vontade de aprender e de experimentar. 

O paisagista Piet Oudolf fala sobre encontrar consolo no jardim

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De qualquer forma, desculpem lá o mau gosto de voltar ao tema da campanha eleitoral depois de estarmos no jardim mas o meu marido pediu para eu deixar a seguinte nota: o Ricardo Araújo Pereira, ao entrevistar este domingo o Montenegro, quis fazer-se passar pela Maria João Avillez?

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Uma boa semana

sexta-feira, novembro 29, 2024

Afinal, aquela tanga da redução de 90% dos alunos sem profs era confirmadamente isso mesmo: uma valente tanga. E é o próprio Ministro da Educação que o assume.
E o que é que isso nos diz sobre todos os que defenderam essa tanga como sendo verdadeira?
Tudo.

 

Era óbvio, mais do que óbvio, que os números apresentados pelo stand up comedy, Fernando Alexandre, eram falsos. Não havia maneira de serem reais. Só por magia. Mas a magia está reservada a outro tipo de matérias, não a assuntos objectivos, concretos, mensuráveis.

Claro que qualquer pessoa com dois dedos de testa perceberia que não era possível que tivesse sido operado tamanho milagre. O PS veio logo desmontar a farsa e, pela explicação, logo ficou claro que a barracada que estava ali armada era inequívoca.

Pois, por muito óbvio que fosse que tudo aquilo era não apenas uma aldrabice como também bacorada da grossa, logo a carneirada cor-de-laranja veio jurar a pés juntos que os números do Governo estavam certos. Em coro, baliram loas ao Governo e, com os seus hábitos trauliteiros, atiraram à bruta sobre quem os desmentia. 

Ainda me lembro quando aqui em casa o meu marido fez zapping a toda a força quando a Maria João Avillez, naquele seu insólito papel de arauto do Governo, veio dizer que tínhamos que acreditar nos 'números oficiais' do Governo. E disse aquilo como se fosse uma virgem inocente e não alguém com idade para ter o rabo mais do que pelado, como se não soubesse que os números não mentem... excepto se andarem às cambalhotas com eles e se quem os analisa for ignorante a ponto de não perceber que as estatísticas e os rácios foram martelados ou estão de pernas para o ar.

E no meio disto, aponto também o dedo ao Expresso. O Expresso já devia estar mais do que escaldado. O João Vieira Pereira não disse que o Governo não voltava a enganá-lo? Pois... é todos os dias... Se não me engano foi justamente o Expresso que anunciou o falso milagre em altas parangonas... A credibilidade do Expresso vai-se esfumando de cada vez que os seus jornalistas são apanhados de calças na mão, a fazerem fretes ao Governo AD.

No meio disto, menos mal que o ministro veio assumir que não atina com os números e já não faz ideia de nada. Ah pois é bebé... Mas, pelo menos, veio a público assumir. Mas o facto de ter acreditado naquele milagre e de ter vindo a público anunciá-lo faz-me duvidar muito da sua inteligência, da sua perspicácia, da sua agilidade mental. 

Volto a dizer: não deve ser ministro ou secretário de estado quem quer mas quem tem competência para o ser. E, neste Governo, ainda não sou capaz de dizer se há algum competente no que anda a fazer. Em, contrapartida, incompetentes são à mão cheia, uma concentração de incompetência como não há memória.

quarta-feira, outubro 09, 2024

O próprio Montenegro o disse: "Ter uma entrevistadora como a Maria João ajuda..."

 

Porque será que Montenegro escolheu a SIC e, dentro da SIC, porque é que a escolhida como entrevistadora foi a (correligionária?) Madame Avillez (que, ouvi hoje, parece que nem carteira de jornalista tem) e não um entrevistador que exercesse algum contraditório ou que colocasse questões mais delicadas para a retórica del Montenegro? Pourquoi?

Lulu Montenegro, o grande guru da comunicação, que até diz como é que quer os jornalistas à sua frente, sabe do que faz, lá isso. Assim, está em casa, a conversar com uma amiga.

Gostava era de saber se o super comunicador Marcel, que tem as suas raízes profundas na SIC, deixou de ir nas visitas oficiais para ajudar nesta entrevista. Não é por nada, só mesmo por curiosidade.

terça-feira, fevereiro 27, 2024

Os 'meus' factos do dia: a importância que os excitados de direita (Maria João Avillez incluída) deram à aparição do Láparo no Algarve e a advertência feita pelo Luís Paixão Martins, na CNN, de que a tracking poll da dita CNN não representa a população votante pelo que os resultados apresentados podem não ser fidedgninos

 

Acordaram-me com um telefonema e já não voltei a adormecer. Com a necessidade de dormir de que sempre padeço, isto é grave. 

Acresce que finalmente vieram cá arranjar um depósito que estava a verter água. Vieram cedo e, claro, foi uma festa a nível canino. O cãobeludo ouve vozes, sente presenças estranhas, e, portanto, ladra, anda pela casa num virote, a avisar-nos do perigo e intrigado por o mandarmos calar em vez de irmos para os abrigos. Não houve sossego.

E se não acontecesse sempre aquilo de que o que pode correr mal, claro que corre sempre mal, teria sido bom. Mas correu mesmo mal e os homens estiveram cá até às nove e tal da noite pois, no fim de subirem e descerem ao telhado, de irem e virem ao sótão, de andarem dentro e fora, a coisa não funcionava. E o cão doido da vida. O meu marido já num desespero com vontade de os ver pelas costas. E eu na mesma. Mas, claro, não podíamos ficar sem água quente.

Com tanto entra e sai deles e tanto ladrar do pobre animal, esqueci-me de baixar o lume do fogão e só dei por ele quando me cheirou a queimado. Arroz queimado. O caldo veio por fora, queimando-se em volta do bico. Penso que foi só a camada inferior do arroz a ficar sacrificada pois, mau grado o intenso pivete a esturro, já o jantámos e estava bom. Como fiz para duas vezes, amanhã, quando formos mais fundo, é que devem ser elas. Mas, optimista que tendo a ser, ainda quero acreditar que, com sorte, o cheiro terá sido sobretudo do caldo queimado, que veio por fora, e não do arrozinho em si. 

De tarde, depois de almoço, estava com sono mas, com as movimentações e o barulho, não deu sequer para fechar os olhos. Mas bem precisava.

Depois dos homens terem saído ainda fomos fazer a caminhada nocturna com o cão de guarda. Um frio que só sentido, um vento antárctico, irrespirável de tão gélido.

Depois é que jantámos. Agora estou cheia de sono. E do cão nem falo: está aqui no chão, estafado, estendido, a dormir a sono solto. Quando é para dormir, costuma sair da sala e vai para os seus aposentos. Hoje não conseguiu, ficou a meio do chão, indiferente a quem entra ou sai da sala.

Não vi televisão senão agora. E pasmo com o relevo que os comentadores estão a dar à aparição do Láparo. Foi ao Algarve, nem sei se a Boliqueime, mostrar o seu sorriso sem lábios, foi lembrar-nos o seu ar malévolo. Um susto. Como se aquela criatura de má memória fosse mobilizadora para alguém. Por exemplo, apanhei um bocado da Maria João Avillez, numa excitação quase desvairada, pegada, imagine-se, com o Bugalho (que, honra lhe seja feita, lhe respondeu à altura), uma coisa que mostra bem a índole inflamada e facciosa das hostes laranjas.

Ouvi, depois, o Paixão Martins dizer que o Passos Coelho talvez mobilize aquela direita que anda indecisa entre o Montenegro e o Ventura. Talvez. Se, com isso, o Láparo conseguir fixar eleitorado laranja em vez de os deixar fugir para o Chega, menos mal.

Gostei foi de ouvir o Paixão Martins passar um atestado de incompetência à CNN por ter uma tracking poll deficiente, que, muito provavelmente, está a distorcer as análises feitas às tendências de voto. Imagino que, a esta hora, os da CNN andem a ver como remediar a situação. A menos que a intenção seja mesmo a de manipular a opinião pública. Já não digo nada.

Tirando isso, pouco ou nada mais tenho a dizer. 

Ainda tenho muita triagem a fazer nos livros que estão na cave, ainda a monte, (e preocupa-me, claro que sim, este acréscimo considerável de volumes pois se antes já tinha a perfeita consciência que nem que viva até aos 200 ou 300 anos conseguirei lê-los a todos, agora ainda mais difícil será -- até porque os livros antes tinham uma letra muito miudinha e uma pessoa a partir para aí dos 150 já deve ter uma certa dificuldade em conseguir entender-se com páginas compactas de letrinhas minúsculas; a menos que, daqui por uns anos, já haja maneira de fazer ligação directa entre as páginas dos livros e o cérebro, sem ter que esforçar a vista).

Para além dos livros mais antigos também terem um papel que agora já me parece um pouco desapropriado, alguns também já estão com a folhagem um pouco desconchavada. Mexo-lhes com mil cuidados mas a pensar que deveria dar-me ao luxo de gastar com eles o tempo necessário para recoser as folhas ou para colar as lombadas. Só que continuo a não conseguir dar vazão a tudo o que tenho em mente. Ou são coisas a mais ou tempo a menos ou, o que talvez seja provável, estou a ficar muito menos produtiva do que era antes.

Uma amiga contou-me que o marido, desde que teve covid, não voltou a ser o mesmo, que se cansa muito, que mal dá um par de passos a mais que o habitual fica logo com os bofes de fora. E ela é médica. Ou seja, pelos vistos ainda não descobriu maneira de o voltar a colocar nos eixos. Também tenho ouvido dizer que a gripe deste ano deixa algumas pessoas podres de sono. Ora eu, a seguir a ter covid, faz agora um ano, fiquei alguns meses pedrada de sono. E a gripe que tive há pouco tempo também me deixou com muito menos energia. Se calhar é isso tudo junto que ainda tenho agarrado a mim. Isso mais os anos que tenho em cima. Caraças.

E depois há este meu biorritmozinho do caneco. Podia escrever aqui durante o dia. Mas não senhor. Continuo a achar que o dia é para trabalhar ou fazer tarefas de outro tipo. Escrever aqui é hobby ou vício nocturno. Faça chuva ou faça sol só começo nisto às tantas. Portanto, só por isso, já era caso para ter sono. Agora imagine-se que, para além disso, há ainda o efeito cumulativo do sono e da quebra de energia pós covid e pós gripe. E já nem falo dos meses de stress agudo que vivi com a situação da minha mãe, o último dos quais totalmente arrasador. Conclusão: durante o dia, por vezes penso que quero falar disto ou daquilo. Depois chego aqui à noite e já estou com a bateria nos mínimos. Parvoíce, isto.

Bem.

E esta terça-feira vou ter uma agenda bem preenchida pelo que mais vale não ir muito tarde para a caminha.

Tinha aqui um vídeo bom mas fica para outro dia.

quarta-feira, julho 22, 2015

A SIC está em campanha a favor da coligação dos PAFs? Pergunto. É que a comentar a entrevista do vice-irrevogável Portas levou três cromos que puxam todos para o mesmo lado: a Maria João Avillez, o Ricardo Costa e o inteligente Joaquim Aguiar - cada um vendo só virtudes e particularidades justificáveis no parlapié desse grande artista que dá pelo nome de Portas. Faf, paf.


Os cabecilhas do gang dos PAFs: o irrevogável-Portas e o Láparo-pasteleiro


Não tenho mais nada a dizer sobre o assunto porque, enquanto os ouvi, não disseram nada que se aproveitasse. Ricardo Costa tem aquela conversa redonda e pretensamente independente mas que pende sempre para o mesmo lado, a Madame Avillez cristalizou no seu ódio à esquerda, seja ela qual for, e só vê virtudes nos agentes de direita, por muito ética e profissionalmente indigentes que sejam (embora possa fazer de conta que é imparcial) e o Joaquim Aguiar é aquela insustentável leveza da conversa sem nexo. Espreme-se o que dizem e não se obtém pinga de sumo. Zapping, claro.

Quanto à entrevista do vice-artista Portas, o pouco que vi chegou para perceber que foi ele em grande estilo: uma representação vazia de sentido. Um demagogo, um manipulador, um artista. Já não há pachorra. Zapping. 

Quem não os conhecer que os compre: a todos.

E, portanto, perante a falta de independência que a SIC anda a demonstrar (depois daquele trio de tristes, levou outro dueto para esquecer, Santana Lopes e o António Vitorino - e, concordarão comigo, o António Vitorino deve ser o maior repelente que há à superfície da terra em relação ao PS e à esquerda em geral: não se aguenta) e perante o panorama televisivo em geral, desisto da televisão. Que seca. 

Estou, portanto, bored e meus Caros, como muito bem sabem, pouca coisa haverá de mais perigoso do que uma bored woman. Cuidado comigo.



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E queiram, por favor, descer para o que interessa: o ensino de matemática e os problemas linguísticos. Humor na Porta dos Fundos, pois claro. Hilariante.

...

terça-feira, fevereiro 25, 2014

O livro com a entrevista que a Tia Maria João Avillez fez ao doente e destituído Vítor Gaspar: não li nem vou ler. Era o que me faltava que, depois de ter sido roubada de esticão por aquele sujeito, agora ainda lhe fosse dar esmola. E, no que se refere à Tia, acho que também não precisa dos meus trocos. ... Ora! Porque é que não vão pregar para outra freguesia?!


Como é bom de ver não comprei nem vou comprar o livro onde Maria João Avillez, a tia do regime, dá palco ao psicopata-mor Vítor Gaspar. 


Era o que mais me faltava dar algum dinheiro a ganhar a qualquer dos dois. 

Ele foi o braço armado da política mais criminosa e anti-patriótica de que há memória nos tempos modernos e ela é a tia fala barato do regime, a tia-catatua que repete ad nauseum os argumentos que ouve aos correlegionários, a acéfala voz do dono, o que se queira. Aconteça o que acontecer aí está ela a desculpar todas as perversidades que qualquer palerma encartado do PSD se lembre de fazer.

Sempre ouvi dizer aos papagaios do regime, Tia incluída, claro, que o Vítor Gaspar é inteligente. Lamento: nunca lhe vi inteligência nenhuma. Se trabalhasse numa empresa normal, seria corrido ao fim de poucos meses. Não acertou uma e, com os seus erros, provocou um descalabro insanável. Levaria uma empresa à falência em três tempos - tal como ajudou a enterrar ainda mais o País.


Mas, para além de não ter qualquer inteligência racional (já que não sabe interpretar os problemas, não acerta na solução e não sabe tirar conclusões quando vê que se enganou), quando viu o buraco em que se tinha metido, ele e o resto do país, saíu de fininho com uma carta na qual aproveitou para entalar o chefe que tanta corda lhe tinha dado, mostrando assim que, para além de não ser racionalmente inteligente, também tem um carácter duvidoso, pelo menos no que à lealdade se refere.

Como se não bastasse, não tem também um pingo de inteligência emocional. Não estabelece empatia com as pessoas, não percebe as emoções dos outros, se for caso disso dá um tiro a sangue frio numa pessoa e depois diz, com aquela sua habitual cara de bobo da corte, que não percebe porque é que a pessoa estrebuchou e morreu, que isso não estava previsto e que as condicionalidades terão que ser calibradas.

Das citações que li, a luminária criatura (luminária ou alimária?) diz que não falhou nas metas porque foram mexendo nelas por forma a que as ditas se fossem ajustando aos buracos. Coisa esperta. Chico-esperto. Descarado. Desavergonhado.

E, perante o descaramento de tão atabalhoada criatura que desgraçou a vida a tantos e tantos milhares de pessoas, ainda há gente que lhe vai alimentar o ego comprando o livro e ainda há gente muito burra que vem gabar-lhe a esperteza.

Maria João Avillez e Vítor Gaspar no lançamento do livro
Riem de quê, estes dois?
Da parvoíce dos portugueses que parece não ter limites?


Será que um dia destes ainda me vou convencer que este povo é um povo masoquista? 

Tenham dó.


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Desconheço o autor das fotografias em que aparece Maria João Avillez. 
As três imagens do meio provêm do inesgotável blogue We Have Kaos in the Garden.