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quarta-feira, agosto 17, 2022

7 sinais de que a outra pessoa afinal não é a tal.
6 tipos de pessoas que deve evitar a todo o custo.
10 técnicas infalíveis para flirtar.
Fotografias photoshpadas que não têm nada a ver.
E, para começar bem, uma introdução completamente deslocada.

 


Depois do fim de semana prolongado que me soube a férias, retomei o trabalho e as suas reuniões e afazeres correntes. 

Há empresas  que convencionam fechar completamente em Agosto. Pode parecer uma coisa demasiado intrusiva na vida das pessoas, especialmente quando antes estavam habituadas a escolher livremente, mas, na verdade, é muito mais prático para o funcionamento das organizações, sejam empresas, escolas ou outras. 

No entanto, pelo próprio tipo de actividade da empresa isso pode não ser possível. Contudo, nestes casos, se a vertente mais operacional pode funcionar regularmente, já nas restantes, quase inevitavelmente, anda-se a meio gás. Quer andar-se com algum assunto e está sempre alguém de férias. Nessas ocasiões penso que era o melhor que eu também fazia, ir de férias.

No entanto, não gosto especialmente de férias em Agosto. Há muita gente, os restaurantes estão cheios, estacionar é um castigo e os hotéis custam um balúrdio. Sempre preferi mais o fim de Agosto, princípios e meados de Setembro. É certo que os dias estarão mais pequenos e muitas vezes já entardece com a temperatura mais baixa mas, ainda assim, as férias são sempre mais tranquilas. Mas o pior mesmo é aguentar até lá se chegar.

Ao fim da tarde, não fomos para a beira da praia, limitámo-nos a passear por aqui mesmo. Sou distraída, vou andando e conversando, olhando desatentamente para os jardins e para as casas por onde vamos passando. Ou seja, vou flanando, numa boa.

Às tantas o meu marido parou, disse-me que era melhor voltarmos para trás. Não percebi. Não tinha visto nada estranho. Então ele disse: 'Aquele cão grande está solto na rua'. Sou míope e, além disso, não fixo os cães em função das casas ou das ruas. O facto de ser míope contribui para ser distraída, uma pessoa como não vê bem ao longe até se esquece de prestar atenção. Mas, focando-me, vi o que ele dizia. Há uma casa que tem um cão gigante, mas ponham gigante nisto, todo peludo como o nosso mas em pelo castanho. O meu marido, que eu pensava que conhecia todas as raças, não identifica esta. O cão deve fazer uns dois ou três, senão quatro, do nosso e tem uma cabeçorra imponente. Quando passamos por lá, ele ladra com uma voz que mais parece um rugido ameaçador, num vozeirão encorpado, capaz de matar intrusos só com o medo que inspira. Portanto, foi com convicção que arrepiei caminho. Entretanto, saiu de casa um senhor com porte também de impor respeito, chamou-o e agarrou-o pela coleira, levando-o à força para casa. Estou convencida que o cão deve pesar tanto como o dono. E que o dono é capaz de ser tão possante como o cão. Les beaux esprits se rencontrent, so they say. 

Fiquei a pensar que corro riscos quando saio sozinha com o minha fera felpuda. Hoje, certamente, a coisa poderia dar para o torto pois não sei como seria o desfecho de um encontro de primeiro grau entre aqueles dois.  Quiçá sobraria para mim pois não poderia ficar impávida a ver o grandão a tentar desgraçar a vida do meu ursinho cabeludo.

Quando regressámos, uma vez que tinha o jantar feito, sentei-me à mesa de trabalho mas com o alívio de não ter que trabalhar. 

Notícias: a Serra da Estrela continua desgraçadamente a ser devastada pelos incêndios. Uma miséria. Entretanto, na Crimeia alguém anda a pôr a cabeça dos russos em água e isso são boas notícias. Tudo o que se faça para que aquele regime de corruptos, psicopatas, aldrabões e facínoras se ir abaixo das canetas é boa ideia. Pode demorar mas mais tarde ou mais cedo, a justiça será feita e os russos poderão ter esperança em viver num regime aberto, democrático e saudável. 

{E bem pode o comentador que aqui deixa comentários quilométricos, parte dos quais em maiúsculas, ou os leitores ordinarões que andam sempre com pénis na boca ou as eternas namoradinhas do pcp virem aqui ver se me maçam que eu não estou nem aí.}

De seguida, fui ver o que o YouTube tinha para me oferecer. Tem sempre alguma coisa. Por vezes não são coisas muito óbvias e eu precipitadamente penso que em todo o pano cai a nódoa. Mas o tipo é fino. Hoje, por exemplo, resolveu apanhar-me de cernelha, pelo lado da psicologia. 

Um conjunto de vídeos com uma animação apelativa, uma voz simpática e umas afirmações que me parecem acertadas. Uma vez mais, lamento que não haja legendagem em português. Mas a dicção é boa. E os conselhos parecem-me bastante úteis. A sério. 

7 sinais de que o outro/a não é o/a tal

Quando se começa a duvidar que o outro talvez não seja a pessoa com quem se quer partilhar o futuro, está na altura de apelar ao pragmatismo e equacionar um rápido fim para a relação


6 Tipos de pessoas que deve evitar a todo o custo

Is someone in your life draining your energy? Perhaps you’re always leaving feeling exhausted or in a worse mood than before. How do we know whether someone is a lifelong friend or someone we need to avoid at all cost? Well to help you out,  here are a few types of people you should avoid at all costs.

10 Estratégias psicologicamente provadas para Flirtar

Having trouble flirting? Here are some 10 tips you could use when it comes to getting the person you want! Each of these tips are backed by science! 

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O autor do photoshop a pedido é James Fridman, conhecido por gostar de fazer das dele

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Uma boa quarta-feira
Saúde. Vontade de rir. Paz.

sábado, outubro 30, 2021

E ao terceiro dia apareceu o sinal pelo qual eu tanto esperava.
Para festejar, recebam com um aplauso: Caetano Veloso na preparação para o seu vídeo para o TikTok

 


E ao fim do terceiro dia abre-se uma clareira na qual a crise e os malucos que a causaram não têm cabimento. Pode ser que amanhã ou depois ou depois volte à carga. É muito provável que sim. Motivos para me divertir ou arreliar não vão faltar. Mas hoje, sexta-feira virada e o sábado já caminhando, não estou nem aí. 

A minha praia esta noite é outra. Lá fora deve estar uma noite feia e toldada mas, aqui dentro de casa, reina a acalmia. 

Durante o dia, o pequeno urso aprendeu o que é o vento e a chuva. Sentado, empertigado, à porta da cozinha que estava entreaberta para o pátio, olhava com espanto para estes elementos da natureza. Nem queria ir ao jardim. Agora à noite, levei-o lá fora para ver se fazia alguma necessidade. Veio uma rabanada de vento e eis que o pobrezinho largou a fugir para o pé de mim, de novo sentado, intrigado, olhando para mim. Expliquei: 'É o vento. Não faz mal'. Não sei como interpreta o que lhe digo. Nasceu no verão, desconhecia até hoje outra coisa que não o bom tempo.

Haverá de se habituar. Ele tal como todos nós acabamos sempre por nos habituar a tudo. Que remédio.

Como referi na devida altura, nesta quarta-feira entrámos em blackout: nem internet nem televisão nem telefones. 

Veio o técnico, ligou, desligou, fez bypass, auscultou, fez boca a boca... e nada, nem pio para dentro nem pio para fora. Saiu a dizer que o mal devia ser no exterior. Coisa para outra equipa. Ao segundo dia nada aconteceu. Em cada uma das três chamadas, deu para perceber que nada estava a acontecer. Diziam que o assunto estava a ser acompanhado. O terceiro telefonema fui eu que o fiz: quando é para partir a louça, avanço desencabrestadamente. Avisei o jovem que o telefonema só acabava quando ele contactasse a equipa técnica e me transmitisse o que estava programado. Interrompeu e regressou com uma informação: que na sexta de manhã, antes das 10:30, haveríamos de receber uma chamada para confirmarmos que o serviço estava restabelecido. Mas que eu descansasse que o assunto estava a ser acompanhado. Deve ser o que lá têm escrito para dizer. Zanguei-me: não quero que o problema esteja a ser acompanhado, quero é que seja resolvido. 

Mesmo assim, tive esperança. Sou confiante. Ao primeiro dia acontece isto, ao segundo aquilo, ao terceiro aqueloutro. Sou crente. Fazer o quê? 

Só que, à hora da prometida revelação, nem telefonema nem serviço. O milagre não se tinha dado. Voltei a ligar e pedi para me passarem ao supervisor. O supervisor disse que me compreendia, que me pedia desculpa, depois ofereceu-me três canais de borla durante um mês, coisa que eu disse que não queria, queria era o problema resolvido. Disse-me, e pediu que eu acreditasse, que ia fazer o seu melhor. E insistiu na oferta dos canais, fazia mesmo questão. 

De tarde, por milagre, apareceu um técnico. Depois de verificar o que o outro tinha verificado, informou que o colega anterior não percebia nada do assunto. Não sei o que foi. Estava ainda em reunião, foi o meu marido que o aturou. Mas, quando acabei a reunião e lhe perguntei se já estava tudo a funcionar, estava mal disposto, chatices lá no trabalho dele. Por isso, quanto tentei perceber qual o problema da falta de internet, telefone e televisão, disse-me que se estava nas tintas, que estava farto destes gajos todos, queria era que o deixassem em paz. Não sei bem de quem estava ele a falar pois o telefone não parava de lhe tocar.

Resumindo: no que interessa, problema resolvido. Voltei a estar ligada ao mundo.

E, assim sendo, relembrando como funcionam as notícias e os comentários, a televisão voltou à vida. Vi um bocado do noticiário e um bocado do Expresso da Meia-Noite. Um bocado não. Um bocadinho. Talvez menos de cinco minutos. Desistimos. Mais do mesmo. Um bocado antes, quando lhe tinha aparecido o Louçã, o meu marido bufou: 'Eh pah, este gajo é que não'. Pedi para deixar ouvir, estava curiosa, sempre queria ver. Contrariado, cedeu. Ao fim de poucos minutos, resolvemos ao mesmo tempo: 'Já chega. Porra.'. É que ninguém merece.

Agora decorre uma novela da globo e está bom assim. Bobeira de alto a baixo, coisa de não torrar miolo nem dar arrelia. E com um plus que é dos bons. O Fagundão, tentador que só ele. Envelhece com qualidade, melhor que em barrica de carvalho. Todo ele, a cara, o físico, a voz, a graça com que fala: tudo um apetite. Olha-se e o que se pensa é que só de ver, mesmo que de longe, já se sente o perfume daquele pedaço de homem.

Olha. Acabou. Coisa mesmo só para dar água na boca. Eu à espera de cena bonita com o sempre e eterno amadaço Fagundão e afinal já era, a coisa já passou para outra. Uma novela em que parece que todos ciciam. Não tem graça. Não se percebe isto. 

Portanto, agora passei para o Governo Sombra. Só o RAP é que está bem encarado. Bronzeado. Os outros parecem-me macilentos. O Vaz Marques, desde que emagreceu, ficou com ar pendurado. O Mexia parece-me mais gordo e com más cores. Ou foi a maquilhagem que se distraiu nas cores ou devia fazer análises para ver se ataca a tempo. O João Miguel Tavares continua como sempre foi: baderneiro, confusionista, maledicente e mal jeitoso. Terei que voltar a fazer zapping.

E o mais aborrecido é que não sei quais os canais que o outro fez questão de oferecer. Nem sei como descobrir. Pobre e mal agradecida, vê se pode.

Portanto, sem canálios extra, a penúria do costume. Vou mas é desligá-la que fico melhor sem ela. 

Com licença que vou ver se há alguma coisa que se aproveite na Netflix. 

Parece-me que não. Não sei se sou eu que não sei pesquisar ou se é mesmo tudo mais para  fraquinho. Já vi o Estorninho, já vi O Escavador. Desses gostei mas agora não descubro nada que me desperte atenção. Ando biquenta, é o que é. Tudo me parece a tender para o rasteirinho, envolto em plástico. Ou é tudo excessivamente colorido ou excessivamente escuro. 

Pronto. Já descobri. Uma comédia com a Meryl Streep. Luminosa como sempre é, há-de ser uma boa companhia. Estou é na dúvida se já não a vi.  Se já vi, terei que ir dormir. Vou averiguar.

Bem. Fico-me por aqui. O dia foi puxado. Aliás, estes dias, puxa vida, têm sido puxados, coisa mesmo do bêleleu. Vou mas é descansarecos. Mas, antes, permitam que vos deixe em boa companhia.   

Caetano no TikTok 

Segue em primeira mão a nova coreografia e versão de Leãozinho: Gosto muito de te ver, Caetaninho (mão por cima da cabeca 3x). Caminhando com o Porta (andada em câmera lenta). Gosto muito de você, Caetano (movimento de coração com as mãos). Para desentristecer, Caetano (mão fechada em baixo dos olhos, simulando choro). A minha Porta tão só (sai de costas e olha pra câmera dramaticamente)


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As imagens são photoshop a pedido, trabalhos de James Fridman
Lá em cima Mercedes Sosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gal Costa interpretam Volver a los 17
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Desejo-vos um bom fim-de-semana

sexta-feira, dezembro 14, 2018

Conselho não aplicável a carecas


A chuva ondula-me o cabelo, transtorna-o, parece que lhe duplica o volume. O vento, então, tira-o do sério, revolteia-o, desestabiliza-o. Já aqui o confessei: atravessar a rua em dias assim e entrar directamente para uma reunião sem poder ir antes compor-me fragiliza-me. Se alguém quiser abusar de mim -- salvo seja, claro -- é apanhar-se insegura assim, sem saber se tenho o cabelo virado do avesso, se estou com ar de maluca, despenteada mental.

Quando era adolescente olhava com pena (de mim) para o cabelo liso e escorrido de algumas amigas. Achava isso o máximo. Uma delas tinha um cabelo fininho como fios de seda. Era assim que, na altura, eu gostava que fosse o meu. Tinha o cabelo muito louro e os pais passavam a vida a viajar. Ela ficava em casa com o irmão e com as empregadas. Quando regressavam traziam-lhe coisas que não existiam cá: travessões lindíssimos para o cabelo, blusas incríveis, bolsas para os lápis, mochilas com cores felizes. Nós com os livros em malas de pele, estojos também de pele, coisas escuras e sem graça e ela com coisas em turquesa, verde alface luminoso, pink reluzente. E o cabelo lisinho, enfeitado com coisas de todas as cores. A minha mãe dizia dela: cabelinho de rato. Mas eu não ligava, achava que ela dizia aquilo só para me consolar.

Já adulta, houve uma altura em que, se calhava ir à cabeleireira, esticava o cabelo. Quando chegava ao trabalho, toda a gente estacava a certificar-se que era eu, ultra penteada. O que eu gostava de sentir o cabelo elegantemente descendo, esvoaçando e aterrando sempre em grande estilo...

Já me deixei disso. Cada um é como é.

Quanto aos homens. Não convivo de perto com homens com cabelos que fiquem despenteados com o vento. 

Em tempos tive um colaborador muito estranho, muito grande, muito mastronço, muito caladão, uma espécie de mula no masculino, ronceiro, inexpressivo. No entanto, ninguém é exactamente o que parece. Casado e pai de filhos, demos por ele apaixonado por uma colega, igualmente casada mas dada a folguedos de toda a espécie e feitio. Deu-lhe bola. Penso que ter um devoto assim dava-lhe jeito. Na prática, fez dele um motorista particular. Um dia, os colegas de sala, divertidíssimos, vieram contar-me: todos os dias a meio da manhã, a meio da tarde e antes de sair, o tipo sai com um envelope de serviço na mão e regressa, depois vai encontrar-se com ela. Andávamos intrigados e ontem foi bisbilhotar. Imagine: É uma escova de cabelo. Desatou-se a rir a contar e eu fiz o mesmo. Daqueles fulanos com um cabelo ralo, fino, liso, escasso, mas que, por ser grande, disfarçava a escassez. Ia então, escovar os três cabelos antes de ir ter com a namorada. 

Mas, enfim, esta converseta vem a despropósito do vídeo seguinte. Um homem pediu a James Fridman, um retocador de fotografias que lhe compusesse o cabelo na fotografia em que aparece a ser beijado pela namorada. E James assim fez: arranjou maneira de ele o pôr com um cabelinho à maneira. Ora confiram lá, se fazem favor. E todos quando padecemos de despenteamento crónico ou esporádico podemos seguir a boa ideia. 


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As outras fotografias que aqui aparecem foram também photoshopadas pelo patusco do James.
Se quiserem podem mandar-lhe que ele se encarregará de vos tratar da saúde.

terça-feira, março 28, 2017

Um dia tenho que falar das estrelas de televisão quando são vistas ao vivo


Estava agora aqui a ler a opinião da Agustina sobre os críticos literários e preparava-me já para a transcrever. Mas depois pensei que, às tantas, isto da Agustina é mesmo coisa para clubes do bolinha onde só entram meninos com... (e até ia versejar mas, bem vistas as coisas, arrepio já caminho não porque um verso aqui destoe mas porque o que ia dizer seria redundante) ou, então, para meninas intelectuais de tipo desasado, de saia pendona, sandalonas e franja pelo meio da testa e achei por bem não abusar na dose, não vá os meus leitores acharem que, com tanta Agustina, teriam mesmo que me filiar e não saberem bem para que lado me haveriam de empurrar.


Portanto, fica para outro dia. Críticos e tradutores. Interessante o que ela diz deles.


E, uma vez que hoje me cruzei com mais um sex symbol da televisão portuguesa, capa de vinte mil revistas e tomba corações de trezentas vedetas,  e que, de novo, fiquei a olhar de alto, perplexa, com vontade de o medir a palmo para ver se é ilusão de óptica ou quê, pensei que hoje é que ia aqui desabafar.

É que não há um, senhores, que seja como parece. A gente vê-os, hercúleos, altos, tudo coisa para cima, no mínimo, de um metro e setenta e muitos e, depois, passa por eles e parecem saídos do conto da Branca de Neve. E nada contra quem não se pareça com o  Tarzan ou com a Jane, juro que não, é mesmo apenas espanto. Ao vivo parecem metade do que parecem na televisão.


Já no outro dia, uma super conhecida que eu antevia que fosse mesmo mini-mini. Pois não vos digo nem vos conto. Ponham mini-mini nisso. Sem pinturas, sem saltos, sem aquelas altas produções, era capaz de passar por catraia do 4º ano, ex-4ª classe. Sendo pessoa tão conhecida, ao vivo mal se reparava nela. E gira. Uma miúda gira.

E, ao lado de uma beldade, do mais escultural e carismático que pela televisão tem passado, eu a julgar que era moça para fazer duas de mim em altura e qual quê, mais uma mão travessa se tanto. 


E um jornalista mauzão, que sabe tudo, um importantão que por aí anda sempre a opinar? Quase tudo cabeça. O corpo mal se vê e, na televisão, quem o veja, parece um matulão.


Se eu tivesse tempo falava com pormenor e vocês até percebiam de quem é que eu estava a falar. Assim, fica para a próxima. Mas fiquem a saber: se se apanharem na televisão, já sabem: vão passar por uns calmeirões, que aquilo lá deve ter lentes de esticar em altura.


E, assim sendo, vou indo mas não sem antes -- e porque isto não é post que se apresente, para ver se evito a pateada geral e a devolução do bilhete -- vos deixar com estas imagens retocadas. Explico. As pessoas pedem a James Fridman que dê uma demão de photoshop para retocar um ou outro aspecto. E ele dá. O pior é que o bom do James faz uma leitura literal do que lhe pedem e o que sai nem sempre é o que se espera.


E isto para vos alertar: caso vos convidem para aparecer na televisão, cuidado com a forma como formulam o pedido de melhoria não vá haver por lá algum malandreco como o James e as pernas grandes ainda saírem parecidas com esguias patas de girafa. Isto na melhor das hipóteses.

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Mas desçam para a companhia da Agustina que ficarão em melhor companhia. 
Comigo, já sabem, não se aprende nada.

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terça-feira, novembro 08, 2016

Volta e meia precisava tanto de uma demãozita de photoshop...
[E, de bónus, A Canção do DRH]


Eu conto. 

Mais ninguém na família e arredores tira fotografias. Eu tiro. Se não for eu a registar os momentos, o mais que fazem é pegar no telemóvel e disparar. Portanto, há fotografias de toda a gente e poucas minhas.

Volta e meia o meu marido fotografa-me. 

Mas há uma coisa. Desde há algum tempo vê mal ao perto. No entanto, só leva os óculos quando vai trabalhar. Caso contrário tem-nos na mesa de cabeceira para ler. Ou seja, quando me fotografa, geralmente não tem os óculos por perto ou, se os tem, não está para se dar ao trabalho de ir buscá-los.

Resumindo. Grande parte das fotografias fica desfocada. 

Quando um dos netos foi baptizado, como eu estava ocupada, foi ele que fotografou parte da 'cena'. Resultado: grande parte das fotografias desfocada. A minha filha goza que se farta e imita o pai a afastar a máquina, a franzir os olhos e, trás, a fazer fotografias desfocadas.

Claro que ele desvaloriza e diz que até os grandes fotógrafos desperdiçam montes de fotografias -- para se aproveitar uma, tiram mil. Pronto, ficamos assim, não vale a pena.

Mas isto para dizer que, se nem em ver bem ele se preocupa, muito menos se preocupa em apanhar os melhores ângulos ou dar atenção a aspectos relacionados com a roupa e com o cabelo.

Quando vejo as fotografias que me tirou, frequentemente fico passada: 'então não viste que a blusa estava completamente mal arranjada?' ou 'bolas, não podias ter dito para eu ajeitar o cabelo?'. Diz que não reparou e que está bem assim.

Não vale a pena. É escusado.

Como tenho poucas fotografias minhas e parte delas não me favorece já pensei em recorrer a photoshop.

Já pensei até em enviar ao James Fridman, que é mestre nessa arte -- mas tendo muito cuidado com o pedido pois ele é especialista em levar à letra o que lhe pedem. As suas obras são de antologia. E nem quero pensar o que ele me poderia fazer. Portanto, assim como assim, fico com as obras não retocadas.

Tão bom como o que ele faz é o que ele escreve, ao dar por concluído o seu trabalho.

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Bem.

Para que os meus Leitores mais compenetrados não fiquem a achar que gastaram o dinheiro no bilhete e que, afinal, não houve espectáculo, aqui está, para vos compensar, uma música muito assisada, um hit, um futuro clássico, algo que deveis cantar e dançar quando na presença do director de RH da vossa empresa.

A canção do DRH (ie, Director de Recursos Humanos)




Extracto de "Frère animal", um romance musical por Arnaud Cathrine e Florent Marchet 

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E tenham, meus Caros Leitores, um dia glorioso.

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quarta-feira, junho 22, 2016

Cuidado com o photoshop....


Ok. Depois de ter estado repimpada numa bela chaise longue que, enfim, não é feita de pauzinhos como o belo objecto de design do post abaixo mas de vulgares fofuras macias, volto aqui para mostrar alguns efeitos perversos do photoshop.


A cena explica-se em meia dúzia de palavras.  James Fridman é mestre na arte do photoshop, tanto que as pessoas lhe enviam fotografias pedindo que ele as transforme de certa maneira -- e explicam exactamente o que querem.

O engraçado é que o bom do James gosta de se divertir e, volta e meia, leva o pedido à letra. Faz o que lhe pedem e junta um comentário (como já puderam ver na fotografia acima).

É o tipo de ironia que me tira do sério.
Se é que me entendem. 

Bora lá ver mais. Mas vamos com música. Ok Go?

















Mas, às vezes, em vez de photoshop levam é uma chazada. 

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Love, love, love.

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E sigam, por favor, até ao post abaixo para verem um objecto bom para se sentarem em cima dele.

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