Este governo é mau, é muito mau. Os ministros são incompetentes e, quando falam, revelam a sua falta de qualidade e de aptidão para o cargo.
O PM anunciou na campanha eleitoral choques fiscais, resolução dos problemas da saúde em 60 dias, resolução imediata, com a simples mudança de governo, dos problemas da educação, solução dos problema da justiça e outras "cenas".
O governo que chefia só conseguiu agravar os problemas na saúde, na educação, na justiça aos quais acrescentou problemas na emigração e na segurança.
Um PM que, quando começa a governar desdiz o que prometeu na campanha eleitoral para tentar capturar eleitorado da direita mais reacionária e coloca o tema da segurança na discussão política relacionando-o com as questões da emigração, é assustador.
Um PM que cedeu à agenda da extrema direita e que, apenas como exemplo, é capaz de depois de elogiar a intervenção da PSP na rua do Bem Formoso afirmar que não gostou "do ponto de vista visual" de ver o que a PSP fez aos emigrantes, revela o carácter, revela falta de coerência e de ética republicana. Resta perguntar-lhe sob que outros pontos de vista é que, afinal, gostou de ver atuação da PSP e, sobretudo, se teria alguma reação se não tivessem sido publicadas e comentadas as fotografias que revelam a forma absolutamente condenável com a PSP interveio. Com certeza não teria reagido. Não serve para PM porque não tem coerência e não é confiável.
A situação na Saúde, então, é trágica. E não venha o governo com histórias porque não me esqueci de que prometeram resolver, com um plano de emergência, os problemas na saúde em 60 dias. A situação está muito pior e ocorreram situações com consequências terríveis, como foi o caso do INEM. Os tempos de espera atuais e as condições em que os médicos estão a fazer diagnósticos provavelmente já terão originado complicações em doentes que poderiam ter sido evitadas.
É óbvio que a ministra da saúde quer acabar com o SNS e a incompetência da equipa da saúde é tão grande que o vai conseguir rapidamente.
Por exemplo, o atual Presidente do INEM, nomeado pela ministra, concorreu para o cargo de presidente do INEM e não foi considerado com capacidade para o desempenhar pelo júri do concurso. Exemplo de como são feitas as nomeações na saúde, apenas pelo cartão partidário sem olhar a competências. Os jornais bem podiam investigar as competências dos nomeados para os diversos conselhos de administração e provavelmente ficariam, ou não, surpreendidos com a falta de aptidão para os cargos.
Mas, de facto, não se pode esperar nada da ministra da Saúde. Uma governante que relativamente à posição dos médicos sobre a legislação que restringe o direito dos emigrantes a terem acesso ao SNS diz que os médicos estão no seu direito de não cumprirem a lei aprovada pelo PSD e pelo Chega é porque nem sequer percebe o que é o estado de direito. Isto independentemente da razão que assiste aos médicos. A atual ministra só serve para agravar os problemas do SNS e para passar o mais rapidamente possível o maior número de doentes para os privados.
Este post já vai longo mas quero referir apenas mais duas outras ministras.
A MAI, cuja lista de disparates já dava uma telenovela, e a da Cultura. É desolador ver a MAI na ponte 25 de Abril, por altura do Natal, a dizer a uma criança com 8 ou 9 anos dentro de um automóvel que não se deve beber álcool quando se conduz. É de facto uma mensagem adequada para um miúdo. Pior é difícil.
E o que dizer da ministra da Cultura, que tem andado a sanear e a dar cabo do que de bom foi feito na cultura em Portugal, referir ontem que deu um "donativo" a uma Fundação. Os ministérios dão donativos, quiçá, esmolas? Este tipo de afirmações revela bem o pensamento desta ministra e deste governo. Estão cá para dar esmolas! Para mim esta ministra é uma autentica megera.
Só para acabar: o Prof. Marcelo não tem nada a dizer sobre os problemas criados pelo governo? Nada?



