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segunda-feira, janeiro 06, 2025

Este governo é mau, é muito mau
-- A palavra ao meu marido --


Este governo é mau, é muito mau. Os ministros são incompetentes e, quando falam, revelam a sua falta de qualidade e de aptidão para o cargo. 

O PM anunciou na campanha eleitoral choques fiscais, resolução dos problemas da saúde em 60 dias, resolução imediata, com a simples mudança de governo, dos problemas da educação, solução dos problema da justiça e outras "cenas". 

O governo que chefia só conseguiu agravar os problemas na saúde, na educação, na justiça aos quais acrescentou problemas na emigração e na segurança. 

Um PM que, quando começa a governar desdiz o que prometeu na campanha eleitoral para tentar capturar eleitorado da direita mais reacionária e coloca o tema da segurança na discussão política relacionando-o com as questões da emigração, é assustador. 

Um PM que cedeu à agenda da extrema direita e que, apenas como exemplo, é capaz de depois de elogiar a intervenção da PSP na rua do Bem Formoso afirmar que não gostou "do ponto de vista visual" de ver o que a PSP fez aos emigrantes, revela o carácter,  revela falta de coerência e de ética republicana. Resta perguntar-lhe sob que outros pontos de vista é que, afinal, gostou de ver  atuação da PSP e, sobretudo, se teria alguma reação se não tivessem sido publicadas e comentadas as fotografias que revelam a forma absolutamente condenável com a PSP interveio. Com certeza não teria reagido. Não serve para PM porque não tem coerência e não é confiável.

A situação na Saúde, então, é trágica. E não venha o governo com histórias porque não me esqueci de que prometeram resolver, com um plano de emergência, os problemas na saúde em 60 dias. A situação está muito pior e ocorreram situações com consequências terríveis, como foi o caso do INEM. Os tempos de espera atuais e as condições em que os médicos estão a fazer diagnósticos provavelmente já terão originado complicações em doentes que poderiam ter sido evitadas. 

É óbvio que  a ministra da saúde quer acabar com o SNS e a incompetência da equipa da saúde é tão grande que o vai conseguir rapidamente. 

Por exemplo, o atual  Presidente do INEM, nomeado pela ministra, concorreu para o cargo de presidente do INEM e não foi considerado com capacidade para o desempenhar pelo júri do concurso. Exemplo de como são feitas as nomeações na saúde, apenas pelo cartão partidário sem olhar a competências. Os jornais bem podiam investigar as competências dos nomeados para os diversos conselhos de administração e provavelmente ficariam, ou não, surpreendidos com a falta de aptidão para os cargos. 

Mas, de facto, não se pode esperar nada da ministra da Saúde. Uma governante que relativamente à posição dos médicos sobre a legislação que restringe o direito dos emigrantes a terem acesso ao SNS diz que os médicos estão no seu direito de não cumprirem  a lei aprovada pelo PSD e pelo Chega é porque nem sequer percebe o que é o estado de direito. Isto independentemente da razão que assiste aos médicos. A atual ministra só serve para agravar os problemas do SNS e para passar o mais rapidamente possível o maior número de doentes para os privados.

Este post já vai longo mas quero referir apenas mais duas outras ministras. 

A MAI, cuja lista de disparates já dava uma telenovela, e a da Cultura. É desolador ver a MAI na ponte 25 de Abril, por altura do Natal, a dizer a uma criança com 8 ou 9 anos dentro de um automóvel que não se deve beber álcool quando se conduz. É de facto uma mensagem adequada para um miúdo. Pior é difícil. 

E o que dizer da ministra da Cultura, que tem andado a sanear e a dar cabo do que de bom foi feito na cultura em Portugal, referir ontem que deu um "donativo" a uma Fundação. Os ministérios dão donativos, quiçá, esmolas? Este tipo de afirmações revela bem o pensamento desta ministra e deste governo. Estão cá para dar esmolas! Para mim esta ministra é uma autentica megera.

Só para acabar: o Prof. Marcelo não tem nada  a dizer sobre os problemas criados pelo governo? Nada?

sábado, dezembro 21, 2024

Alô, alô Presidente Marcelo Rebelo de Sousa! Vai permitir que o Mentenegro e tutti quanti do mesmo calibre continuem a envergonhar os portugueses, a semear um clima de desconfiança e a enlamear a boa imagem de Portugal?

 

Ontem, pelo que devem ter percebido, não vi televisão nem li notícias. 

Pois bem, eis que hoje, ao conectar-me ao mundo, sou surpreendida com uma imagem infame: não sei quantas pessoas, uma rua inteira, de mãos contra a parede. 

Nojo.

Inaceitável.

Uma vergonha.

Acho bem que a polícia ande na rua a impedir o tráfico e o consumo de droga a céu aberto. Acho que isso deveria ser constante. Constante, repito. Mas de forma discreta. E a par com a garantia de que há lugares para que os consumidores de drogas pesadas possam ser encaminhados para salas de chuto e, desejavelmente, tratados e acompanhados.

De resto, todo o policiamento, seja pelo tráfico de droga, seja pelo furto ou ou por outras práticas indevidas deve ser proporcional às necessidades, discreto, digno, humano. 

O que as imagens demonstram é o oposto de tudo isso. O que as imagens mostram é inaceitável, é uma violência, é um ultraje.

Por ter autorizado e defendido o que se passou, Montenegro devia ser demitido de imediato. É um perigo para o País. Nas mãos desta criatura -- que parece ser excessivamente propensa a fazer coisas estúpidas, socialmente não aceites e humanamente intoleráveis --, este não é o Portugal bom, ameno, feliz, tolerante, inclusivo que conhecemos e amamos. 

Presidente Marcelo, ponho cobro a isto de imediato. 

quinta-feira, novembro 28, 2024

Mentenegro às 20 horas, a árvore de Natal em que ninguém reparou, a Coisinha que não quis ser o Menino-Jesus do presépio humano engendrado pelo saloio de Espinho e as oferendas dos reis-maguinhos (azeitonas de contrafacção e chamuças quentinhas que as forças da autoridade apreenderam no Martim Moniz) que também ninguém viu:
- em suma, um acto falhado.
Daí que, por estas e por outras, possa passar-se a atribuir ao Mentenegro o cognome de o 'Ridículo'

 

Afinal foi mesmo o Mentenegro e não o Bolsonaro que, às 20 horas, horário do mais nobre que há, irrompeu pelas nossas casas adentro. 

Antes de soarem as vinte badaladas, ninguém sabia o que justificaria tal despropósito: iria anunciar uma reestruturação de monta? Iria anunciar grandes medidas de fundo, quiçá fracturantes? 

Afinal, depois de o ver e ouvir, toda a gente continuou na mesma. Um acto falhado, foi o que toda a gente, em todos os canais, concluiu. Parece que tudo se resumiu a anunciar, mais uma vez como se fosse coisa dele, a compra de carros de que o Governo do Costa já tinha tratado. Uma reincidência patética em querer ficar com louros do trabalho alheio, algo que deveria merecer tratamento psicoterapêutico.

Passou-se, disseram quase todos. Não tem noção, disseram os restantes. Absurdo, concluíram todos em uníssono.

Mas não eu. Eu alcancei o propósito da coisa.

Nem vale a pena imaginar grandes motivações pois 'o saloio de Espinho' (Marcelo dixit) é rasteiro demais para isso. Geralmente, com pessoas assim, os propósitos são apenas os que estão à vista.

E o que esteve à vista foi a árvore de Natal. E foi isso que ele ali esteve a fazer, nem mais nem menos: a mostrar a árvore de Natal.

Bem, talvez tenha tentado um pouco mais que isso. Bimbo que é bimbo, não perde oportunidade de exibir a sua bimbalhice. E, portanto, penso que não errarei se disser que ele ensaiou também apresentar-nos um presépio humano. Todos sabemos que, com aqueles seus arroubos de macho alfa e sorrisinho de joker, o seu pratinho é exibir-se em modo moderno, arrojado. E, portanto, ao lado da árvore de Natal, ali esteve o Presépio de São Bento à moda do saloio de Espinho.

Ele, o São José, claro (e nem vou comentar); a Rita Júdice (coitada, de tão boas famílias e agora a ver-se metida nestas alhadas), a Nossa Senhora; a fofinha Fiasco, o menino Jesus. Provavelmente, terá mesmo pensado em apresentá-la nuazinha, deitada nas palhinhas, a dar às perninhas, numa little manjedoura colocada ali em cima da mesa. Mas ela deve ter dito que estava frio, que se não fosse isso até dizia que sim, chefe, e para reforçar a sua posição, apresentou-se de echarpe enrolada ao pescoço. Dos restantes que ali estiveram a fazer figura de corpo presente, coitados, não sei qual aceitou fazer o papel de burro, qual o de boi (acho que eram homens pelo que vamos esquecer a vaca). E ainda estava ali gente que chegava para dar para os Reis Magos e para mais uns quantos carneiros.

Admirou-me foi o saloio de Espinho não ter levado a sua Senhora, que se veste tão a preceito, quiçá poderia desta vez não ir toda de pink com blusinha em transparências e rendas como se apresentou no Parlamento para comemorar o 25 de Novembro, mas ir toda de branco, com um piedoso véu, para tentar disputar o lugar de Primeira Nossa Senhora e atirar a Rita para um papel secundário. Cá para mim, alguém do protocolo deve ter aconselhado a desta vez não ir até porque já não cabia mais gente naquele presépio.

Quanto ao resto, cá para mim não vale a pena querer encontrar mais alguma justificação. Não há. Foi só isto.

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Até aqui tenho o vídeo do encontro dos Reis Magos antes de lá irem levar os seus presentes. Foi pena não termos visto o momento em que fizeram a oferta: provavelmente o senhor da ASAE levou as azeitonas que, segundo ouvi dizer, foram apreendidas naquelas magníficas rusgas, o da Judite uma carteira Kelly de contrafacção e o da GNR a cavalo deve ter levado umas chamuças ainda quentinhas que arrebanhou nalguma lojinha do Martim Moniz.


E mais não digo

O Bolsonaro fala às 8 - informou-me ele

 

Isto foi o meu marido que, há bocado, quando me cruzei com ele na cozinha, me disse. 'O Bolsonaro fala às 8'. Depois ele foi para um lado e eu para outro. Mas fiquei a pensar qual a relevância da coisa para ele me anunciar tão despiciendo assunto. 

Quando voltámos a cruzar-nos, perguntei: 'E o que é que a gente tem a ver com isso?'.

Respondeu: 'Não é o Bolsonaro, é o Montenegro.'

Fiquei na mesma. O que é que eu tenho a ver com isso? O que é que ele pode dizer que me interesse?

O meu marido disse: 'Acho que prenderam uns tipos. E acho que vai apresentar-se rodeado de gente, uma coisa terceiro-mundista.'

Fiquei a pensar e ocorreu-me que, para a coisa ter alguma piada, o Mentenegro, com aquele seu ar de futebolista da 3ª liga regional, deveria aparecer com as cores das Selecção e com um camarada atrás a traduzir as tretas que disser em língua gestual.

Se não for assim, não deve ter piada nenhuma. A menos que passe a palavra à Coisinha Fiasco. Aí, sim, já a gente deve ter vontade de rir.

domingo, novembro 10, 2024

O cúmulo do ridículo

 

A falta de noção do Governo Mentenegro seria de gargalhada se não fosse trágica. E isto verifica-se a todos os níveis. Só não se vê no caso dos ministérios em que não têm sequer capacidade para mexer um dedo (Economia, Cultura, etc). 

Mas, nos casos em que fazem mais alguma coisa do que respirar e receber o ordenado, acumulam-se os disparates, as mentiras, os dislates e, no caso da Saúde, tem sido a desgraça que se sabe, alegadamente já com várias mortes no cadastro.

No caso da Coisinha Fiasco do MAI, o desempenho está abaixo das rábulas do Herman. 

Por exemplo, o que as televisões nos mostraram no outro dia, com um exército armado até aos dentes a entrar ppelas lojinhas do Martim Moniz adentro é de um ridículo que até dói.

Daqui

Leio que a dita mega operação contou com a intervenção simultânea de (pasmem):

  • PSP que incluiu:
    • Divisão de Investigação Criminal, 
    • Divisão de Segurança a Transportes Públicos, 
    • Divisão de Trânsito, 
    • Núcleo Segurança Privada, 
    • Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço, 
    • Equipas de Intervenção Rápida, 
    • Equipas de Prevenção e Reação Imediata,
    • bem como a Unidade Especial de Polícia.
  • Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), 
  • Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), 
  • Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) 
  • Segurança Social
Admira-me que não tivessem também chamado os Comandos, os Fuzileiros, os Para-Quedistas e a GNR a cavalo.

Daqui


Note-se que todo aquele aparato foi para varrer as lojas do Martim Moniz, na sua grande maioria geridas por pessoas cumpridoras, ordeiras. Um batalhão de Darth Vaders, com coletes anti-bala, capacetes, viseiras, a avançar pelos passeios e a intimidar os passantes. 

Note-se, não havia desacatos, não havia tareia nas ruas, não havia problemas. Tudo para que um dos ministros mais totós deste Governo, aquele a quem Ricardo Araújo Pereira designou por Lentão Amaro, pudesse estar na Assembleia armado em macho-alfa, mostrando o seu alinhamento com os destemperos do Chega e do Trump contra os pobres imigrantes.

No meio disto, segundo o comunicado e a notícia do Expresso: foram fiscalizados perto de uma centena de cidadãos com vista à verificação da sua legalidade em território nacional", sendo que apenas um não tinha os documentos necessários para residir no país.

Transcrevo ainda: foram detidas 38 pessoas, a maioria pela existência de mandados de detenção (14); cinco por condução com excesso de álcool, seis por falta de habilitação legal, duas por tráfico de droga, uma por violência doméstica e uma por situação irregular em território nacional.

Os custos da mobilização de todo aquele aparato devem ter sido imensos. E, enquanto estiveram dentro daquela ramboiada, não estiveram onde certamente faziam mais falta.

Note-se que não digo que não se façam operações regulares para 'apanhar' traficantes de droga, portadores de armas não autorizadas, bêbados ao volante ou agressores em geral. O que digo é que uma coisa é trabalhar normalmente, de forma responsável e eficaz. Outra, muito diferente, é realizar mega-açcões desta natureza, só show off, manobras de intimidação contra cidadãos que na sua maioria são pacíficos, trabalhadores, pessoas que pagam impostos e descontam para a Segurança Social, acções para impressionar os pategos, concentrando recursos que devem estar onde fazem falta e não onde estão as câmaras de televisão a captar o arraial.

Se isto foi engendrado pela Coisinha Fiasco à revelia do Mentenegro ou se foi concertado entre ambos não sei. O que sei é que isto é um desbaratar de recursos, um disparate, uma coisa para além de ridícula.

sexta-feira, outubro 25, 2024

Os spins da equipa do Mentenegro não deixam a Mini-strinha da Administração Interna abrir a boca porque toda a gente sabe que ela não sabe falar.
Mas, pergunto eu, acham que o Leitão Amaro sabe...? Acham mesmo que ele sabe falar...?
Pergunto porque não consigo perceber.

 

O Lentão, como o Ricardo Araújo Pereira lhe chama, não é capaz de dizer uma frase completa. Nem completa nem correcta. Perde-se em sinónimos como se estivesse a fazer um esforço para ser preciso, mas o tempo verbal nunca condiz, e, se o sujeito é singular, o verbo aparece no plural, se o sujeito é masculino, o adjectivo é feminino, e isto já para não falar, na interrupção ou na mudança de agulha a meio da frase, fazendo com que não haja um raciocínio que saia alinhado ou que faça sentido. Para parecer que vão fazer muitas coisas, vai dizendo sinónimos da coisa, tudo devagar, desprovido de substância. Vamos fazer, pôr em prática, lançar, pôr no terreno e vamos fazer tudo em todas as vertentes. 

Se lhe pedem informações concretas, Mas o quê? Pode concretizar?, aí é que a coisa se ensarilha. A gente percebe que o menino não sabe, não faz ideia. Mas disfarça, julga que somos parvos, e continua a desfiar palavras desconexas, desemparelhadas, ocas. 

O tema hoje tinha a ver, naturalmente, com os tumultos nos bairros pobres da periferia. Tema, portanto, para a pseudo-ministra Blasco. Pois bem, as televisões mostravam o Lentão, a duras custas, a tentar parir uma frase completa enquanto a cabecinha da dita, com um sorrisinho aluado, aparecia num plano abaixo, ao lado dele, como se não tivesse nada a dizer sobre o tema. 

Uma indigência.

Em situações complexas como esta que vivemos, temos abéculas destas no Governo. Caraças.