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domingo, maio 14, 2023

Robert de Niro, pai aos 79 anos.
Por cá não temos proezas dessas mas temos o Bobi que tem 31 anos.
Só se for a mega hiper casa do Montenegro, uma espampanância que vai lá, vai.
Bem, no Reino Unido têm uma futura rainha a tocar piano na Eurovisão. Também é bom.

 


Enquanto na televisão desfilam os diversos países do festival da Eurovisão, inegavelmente um extraordinário espectáculo de cor, design cénico e luz, depois de ter prestado especial atenção ao coração português da Mimicat, agora passo os olhos pelas notícias.

Se calhar por ter chegado há pouco do campo, por ter andado a cortar rebentos ladrões, a apanhar erva e flores que rebentam no meio dos caminhos de pedra, a varrer e a apanhar doses massivas de caruma e pinhas roídas, estou sintonizada em coisas mais invulgares.

Saber qual o empregador da Alexandra Reis não me assiste. Que fique por lá antes que atire com o governo todo abaixo e, de caminho, ainda leve o Marcelo à resignação. 

Quanto muito detenho-me um bocado naquela do casarão do Montenegro, à beirinha da praia. Não sei se é a residência usual ou se é apenas a casota de praia. 

Como não faço ideia disso de que se fala por aí -- se era obrigado a declarar ou a dizer de onde lhe veio o carcanhol --, agarro-me a coisas na base dos peanuts. Em concreto o que me intriga é para que quer ele uma casa com seis andares, mais de oitocentos metros quadrados de área, consta que com elevador e oito casas de banho, jardim vertical, não sei quantos quartos... Ainda se tivesse dez filhos ou cinco mulheres e tivesse que distribuir a malta por andares... Agora parece que não, que só tem 1 mulher e 2 filhos... Não se percebe. Mas, se calhar, um dia destes ele ainda vai largar aquele sorrisinho de joker dos pequeninos e nos vai contar. 

Agora duas notícias despertaram verdadeiramente a minha atenção.

A primeira é que o fantástico Robert de Niro, 79 anos, acabou de ser pai pela sétima vez. Acho, francamente, o máximo. Deduzo que a mãe da criança seja mais nova e não sei que posição ocupa no ranking das mulheres dele mas isso não interessa pois, apesar de serem muitas, a última é sempre a que vale.

A segunda é que o Bobi, um rafeiro alentejano português, já tem 31 anos. Feito extraordinário. E tanto mais extraordinário quanto nunca comeu ração mas apenas comida normal, a mesma que os donos comem (embora digam que comem comida com pouco tempero). O dinheiro que nós aqui em casa gastamos em ração de boa qualidade, em ossinhos oral não sei quê, nisto e naquilo. Vejam bem.

Tirando isso, o que desejo é que a Mimicat consiga uma boa pontuação. Simpatizo com ela e acho que a actuação foi impactante.

Tenho pena é que o Marcelo não tenha lá ido dar um pezinho de dança. Não fazia mais que a sua obrigação. Ele que ponha os olhos na Kate Middleton que foi tocar um bocadinho de piano na abertura do festival deste ano. Assim é que é. 

[De ser pai outra vez nem falo]


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Um bom dia de domingo
Saúde, Boas vibes. Paz.

sexta-feira, maio 12, 2023

O ranking das melhores canções da Eurovisão. E a Mimicat. E uns chapéus que fico doida de vontade de ter

 

The Guardian classificou as canções que ganharam o Festival da Eurovisão, apresentando-as a todas por ordem crescente da cotação que lhes foi atribuída. All 69 Eurovision song contest winners – ranked!

Consideraram que a melhor de todas, até ver, foi o Waterloo dos Abba. Figura, pois, em nº 1.

Estive a percorrer a lista, sobretudo pela curiosidade em ver em que lugar tinham colocado o nosso Salvador. 

Em 16º.  

Não é mau de todo. 16º em 69. 

Mas sou pouco dada a rankings em temas desta natureza pois aquilo que pode ser fantasticamente cotado para uns pode a mim dizer-me muito pouco.

Fiz um exercício. 

Para cada uma da lista tentei recordar-me dela. E o resultado foi desastroso a todos os níveis. Não sei, até, se não conclua que já estou com aquele sintoma de demência que se traduz em a pessoa lembrar-se de coisas muito remotas e não se lembrar das mais recentes. Abaixo coloquei aquelas de que me lembro, isto é, que consigo cantar agora mesmo. Tudo coisas VCC (Velhas Como o Cara... ças)

Do Waterloo lembro-me, claro. Mas, hoje tal como naquela altura, não me mobiliza. E acho que me lembro pelo muito que tem sido cantado, recantado, visto e revisto. Porque não tenho ideia de os ter visto ganhar a Eurovisão.

Estou longe de ser uma melómana. Longe, longe. Portanto, creio que critérios musicais, da minha parte, não devem ser sequer para aqui chamados.

Não sei dizer porque me lembro de umas e não de outras. Não sei se é porque não vi o Festival e, de facto, não posso lembrar-me do que não conheci, se é porque, lá está, não percebo nada de música, se é porque, na realidade, só prestei atenção à Eurovisão na minha tenra tenra idade ou porque é aquilo da demência. 

Aliás, aliás, pensando agora no assunto, não vi a Eurovisão durante anos e anos. Não sou especialmente fã de Pop e aquilo é tudo muito na base da pop, tudo muito borbulhante, saltitoco, colorido, quase tudo igual de uns para outros, de anos para anos. Só me reconciliei quando um colega me perguntou se eu tinha visto o apuramento e eu não tinha visto e ele me falou numa canção muito bonita do Salvador que eu conhecia de ter visto nos jardins de Oeiras e fazer a primeira parte da Melody Gardot. Por isso, vi o festival nesse ano, para o ver a ele.

Mas depois, por cá, a coisa voltou a descambar. Têm ganho umas criaturas esquisitas, como se o critério fosse esse, o de serem esquisitos. Nem lhes sei o nome nem registei nada do que fizeram.

Mas este ano, acho que, por cá, para o efeito que é, algumas canções tiveram piada. E acho graça à Mimicat. Tem carisma. E o Ai coração tem energia, é dançável, é cantável. 

No outro dia não vi a eliminatória. Não sabia que ia dar. Mas, depois, quando soube, pus para trás de propósito para vê-la. E acho que, ali no meio, esteve muito bem. Na final, gostava que ficasse bem posicionada e ainda mais gostaria se ganhasse. 


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A vida tem mil faces e algumas são assim, feitas de coisas efémeras como estes festivais cheios de extraordinários jogos de luzes, público na maior animação, apresentadoras com vestidos bonitos e muito à vontade. 

Tenho andado com muito que fazer, o tempo anda-me curto para tudo e mais alguma coisa. Por vezes não consigo agradecer os comentários, tenho mails para responder há meses (Por exemplo: não está esquecida, Lurdes! Só que quero responder com tempo e o tempo anda sempre a fugir. Mas, juro, não está esquecida!)

E hoje não vi noticiários, não vi jornais, não vi nada. Não posso falar de comissões que exemplificam bem o que são sucessões infinitas, não posso falar de computadores com assuntos que, se apanhados por quem não deve, podem ser usados contra o País, não posso falar de chornalecas metidos a besta. 


Hoje só estou com cabeça para chapéus e, vá lá, para eurovisões. E, portanto, aqui abaixo as canções da Eurovisão de que me lembro e que sei cantar. O número que aparece é a classificação no ranking do Guardian. Pelas razões que acima arrolei, pulo o Waterloo e vou direita para a Nº 2, uma boa de cantar. Ao contrário do Guardian que vai das menores classificações até à 1ª, aqui vou ao contrário, às arrecuas.

Com vossa licença:

2. France Gall - Poupée De Cire, Poupée De Son (1965)


16. Salvador Sobral – Amar Pelos Dois (Portugal, 2017)



22. Massiel " La, la, la" ( 1968 )


43. Sandie Shaw – Puppet on a String (UK, 1967)


49. Gigliola Cinquetti – No Ho L’età (Italy, 1964)

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Os chapéus lindos e tentadores são de Maor Zabar

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Um dia bom
Saúde. Boa sorte. Bons momentos. Paz.

terça-feira, maio 17, 2022

Combater com armas e com cantigas e falar da própria mãe ou de todas as mães
-- E um recado a um certo comentador que, se não é parvo, parece --

 

Os mesmos que não conseguem condenar Putin pela absurda e injustificável matança e destruição levada a cabo na Ucrânia ou pelo seu inqualificável atentado contra o direito internacional e pelos seus incontáveis crimes de guerra são os mesmos que agora se insurgem por o voto popular ter premiado a canção ucraniana no festival da Eurovisão.

Há sempre alguns que se acham mais inteligentes que o resto do mundo e que sabem o que mais ninguém sabe: que a Covid é uma invenção, que as vacinas são uma golpada da indústria farmacêutica, que a Ucrânia é que fez tudo para ser invadida e destruída, que a chacina de uma dimensão inimaginável que jornalistas de todo o mundo aí testemunham em tempo real não passa de uma farsa, que o Elvis está vivo e, claro, que a terra é plana. A estas pérolas, juntam agora o pitéu conspirativo do momento: que isto da vitória ucraniana na eurovisão foi uma golpada. Não lhes interessa que tenha sido usado o mesmo método de apuramento já testado e sempre auditado em emissões anteriores. Não senhor, agora é mais estava bola que têm para tirar do saco.

Pois eu não me canso de me admirar com a coragem ucraniana. Os jovens vencedores, depois de terem ganho o troféu, foram entretanto para o terreno minado em que o combate se faz com outras armas. Abraçados às mulheres em lágrimas, com os filhos ao colo, emocionados, lá foram eles depois da despedida. 

Ei-los a explicarem o que significa a canção Stefania. 

A mãe do vocalista vê, assim, o seu nome tornar-se a bandeira de um novo hino de resistência.

What's the history of Ukraine's Eurovision entry Kalush Orchestra and song Stefania? - BBC News


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PS -- E não vale a pena presentearem-me com comentários pretensamente ofensivos e ordinários -- mas, na verdade, apenas delirantemente pornográficos -- pois não apenas não os publicarei como nem sequer lhes acho graça, são simplesmente parvos e infantilóides.

segunda-feira, maio 16, 2022

Entretanto, os jovens já voltaram à sua terra para defenderem a sua independência e liberdade

 

Foi, entretanto, divulgado o vídeo oficial da canção que ganhou o Festival da Eurovisão e, não inesperadamente, tem como cenário a destruição, a separação e a dor que os crimes que a Rússia vem levando a cabo sobre a Ucrânia têm causado nas terras, nas pessoas.

E, sendo homens jovens, depois de terem participado no festival, já voltaram ao seu país para defenderem a sua liberdade e tentarem expulsar o invasor e agressor. São combatentes. E são vitoriosos.

Kalush Orchestra - Stefania 
(Official Video Eurovision 2022)