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sexta-feira, abril 19, 2024

Há alguma celebridade que seja muito parecida consigo?

 

Todos nós temos um sósia? Dizem que sim. E é provável que haja alguma celebridade que seja nosso sósia? A julgar pelo vídeo abaixo, até parece que sim.

Em relação a mim já me disseram -- mas isso nos idos da minha vida em que quer eu quer elas ainda estávamos na flor da idade -- que era muito parecida com a JC, que havia em mim um lado muito MM ou que fazia muito lembrar a KB. 

No outro dia, disseram-me que havia em mim qualquer coisa de uma outra, a SS. 

Ponho assim, cifrado e não por extenso e com fotografias, para que não se pense que quero que pensem que sou assim ou assado.

Sobre essas parecenças que já me atribuíram, não faço ideia se sim, se não, mas confesso que, a meus olhos, foi generosidade dos olhos de quem o disse. Mas, confesso também, é-me totalmente irrelevante ser assim ou o contrário pois sou o que sou e, a cada dia que passa, deixo de ser essa e passo a ser outra. O tempo passa e deixa marcas e o que éramos vai ficando soterrado sob a capa que o tempo vai desenhando em nós. Mas deixa em nós e em toda a gente. Quem sobrevive envelhece.

E o que quero dizer é que acho extraordinário que, juntando-se um espermatozoide e um óvulo, a coisa se misture, se conjugue, se ajeite, e, qual milagre, pela multiplicação celular, desse misterioso processo acabe saindo uma pessoa. No caso, eu. E, numa outra qualquer parte do mundo, um espermatozoide de um outro homem e um óvulo de uma qualquer outra mulher se misturem, se chocalhem, se entrelacem, se conjuguem e, milagre dos milagres, saia outra pessoa que, não se percebendo como, seja muito parecida connosco, comigo.

Já aqui contei e repito. Uma vez, na Gulbenkian, duas senhoras estavam sentadas numa daquelas mesas corridas do restaurante em que também estava eu e o meu marido. Olhavam para mim, olhavam uma para a outra, falavam baixo, olhavam para mim. Até que falaram: estavam estupefactas pois eu era igual a uma amiga delas. Diziam que éramos iguais. O rosto, o cabelo e até a voz. E até como me vestia.

Não foi a primeira vez: em Espanha, uma funcionária do El Corte Inglês veio ter comigo para me abraçar. Eu e a tia dela éramos iguais. Disse-o em espanhol. Quando eu falei e disse que não, que eu era portuguesa, ela dizia que sim, que já tinha viso que não. Mas quase se atirava para o chão, dizia que até a minha voz era igual à da tia, que não acreditava em coisa assim.

Ora como é que é possível uma coisa destas? 

Não sei. Alguém me explique.

Who's your celebrity look alike? (Strangers Answer)


terça-feira, junho 22, 2021

Esta é a irmã gémea de alguém que está aí desse lado

 

Há pessoas geneticamente mal dispostas. Gostam de dizer mal, gostam de chatear, só saem da sua zona de conforto para denegrir, insinuar ou, simplesmente, rosnar ou ranger os dentes.

De vez em quando recebo comentários desagradáveis que não acrescentam nada, apenas tentam chatear. Se digo que pus flores numa jarra, logo me aparecem aqui a depreciar ou a dizer que quero exibir a jarra, se digo qualquer coisa da treta logo aparecem a dizer que digo isso porque sou velha. Coisas assim. Mas o pior são os que aparecem a insultar outros comentadores, insinuando as coisas mais absurdas e humilhantes que se possa imaginar. Claro que comentários desses vão direitinhos para o lixo. Tal como na minha casa não abro a porta a gente parva ou tóxica, também aqui só publico comentários que façam minimamente sentido e não sejam ofensivos para quem me lê.

Mas fico a pensar: como serão essas pessoas? Ensimesmadas? Mentalmente perturbadas? Frustradas? E, só de pensar nisso, já me dá pena e já sinto vontade de estender a mão a quem se percebe ser gente mal amada, almas perdidas. 

Hoje vi este ser aqui abaixo e fiquei a achar que, com certeza, é o retrato fiel de alguma das pessoas maldosas que, volta e meia, aqui aparece a destilar fel. Há qualquer coisa de triste, de tédio, de mau humor numa criatura assim. 

Por isso, na volta, da próxima vez, em vez de deitar para o lixo as palavras venenosas que aqui deixam, vou mostrar a minha compreensão para que, numa próxima ocasião, venham antes desabafar, contar os seus traumas, as suas frustrações. Prometo uma escuta activa e toda a minha compreensão.

Nota: este cão é um daqueles a quem os donos colocam perucas, fotografam e partilham. Há mais do género mas iguais a si, Leitor/a que padece de má disposição crónica e que gosta de chatear os outros, não vi mais nenhum.

Por exemplo, este aqui abaixo é seguramente de outro género, uma lady que se quer mais sofisticada, respirando style.


Há nela qualquer coisa de Raquel Strada.

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Mas, pronto, nem todos terão gémeos separados à nascença. Haverá os únicos. One of a kind.


Contudo, se aí desse lado, alguém se achar igual a este, esteja à vontade, diga-o, mostre-se. Estamos cá para aproximar gémeos que se perderam uns dos outros.

😜

quarta-feira, agosto 14, 2019

Santana Lopes está a disputar o lugar a Pedro Pardal Henriques?
Cinco motoristas no piquete e os dois candidatos a estrelas populistas a tentarem brilhar para as câmaras...
Se o ridículo desse asas talvez ainda pudessem servir para drones. Assim servem para quê?
Ah, é verdade: o Pardal e o Ouriço serão gémeos separados à nascença?
Pergunto.


Acabei de ver na televisão o recibo de um motorista. Mil setecentos e não sei quantos euros por mês. Desses, mil cento e não sei quantos são sujeitos a descontos para impostos e segurança social. Acresce ao que recebem, mais seiscentos e tal 'limpos' que se referem a ajudas de custo para fazerem face a despesas com deslocações e estadias o que, a referir-se mesmo a este tipo de despesas, obviamente não é sujeito a descontos. Do que percebo, a luta resulta de quererem que os descontos e contribuições incidam também sobre estes seiscentos e tal limpos pois, segundo o Pardal, não tem a ver com ajudas de custo mas com outras verbas pagas 'debaixo da mesa'. Como sempre, o Pardal nunca mostra provas. Tudo na base das bocas. Mas, portanto, para receberem mais dinheiro no final do mês apesar de descontarem mais, os sindicalistas reivindicam aumentos completamente acima das percentagens normais (cerca de 1% ao ano são os aumentos que se costumam agora praticar -- e é quando é). E querem aumentos valentes sobre o salário base já que os subsídios decorrentes aumentariam também. E as reivindicações não são à leão só a esse nível: são reivindicações a la longue, para os próximos anos. Coisa nunca vista. Uma greve para reivindicar aumentos para os próximos anos? Nunca vi tal coisa.

E repare-se: não questiono que o que é tributável deve ser tributado. A lei é para cumprir por todos. Nem questiono o valor do ordenado em si. Não sei se o ordenado global mensal deve passar dos (1.100 + 600)/mês para os 2.200 ou, até, para ordenados à juiz, acima do ordenado do primeiro-ministro. Não questiono porque não tenho informação que me permita proferir uma opinião. Há que pensar bem no que se diz, ter uma noção da equidade, pensar no equilíbrio geral das partes envolvidas num sistema económico. Quem me diz que um trabalhador de recolha do lixo não é igualmente crítico e não deveria ganhar tanto como um destes motoristas ou que um trabalhador que faz a manutenção das condutas de água de abastecimento público não deveria ganhar tanto quanto um deputado? Eu gostaria de ganhar três vezes o que ganho e acho que toda a gente gostaria de uma coisa assim. E quem diz três vezes, diz quatro ou cinco ou dez. Só que ou os preços de venda das coisas teriam que ser incrementados à grande ou grande parte das empresas iria à falência. E, se os preços fossem incrementados à grande, ou toda a gente era aumentada na mesma proporção ou quem o não fosse ficaria na maior penúria, sem acesso a grande parte dos bens.

Por isso, esta matéria não é para conversa de café: é para ser estudada a sério, para elaborar estudos comparativos, estudos económicos. E tem que haver um grande sentido de justiça e de humildade. Se toda a gente desata a achar-se a maior e a querer aumentos principescos sem querer saber dos outros, está bem, está.

Alinhar em conversas de coitadinhos, em que todos se acham injustiçados sem querer saber dos que estão ao lado é assassino para uma sociedade. Leva a extremos como o da sanguinária greve selvagem às cirurgias em que a bastonária dizia, com naturalidade, que sim, que a greve iria aumentar o número de mortes. E é como aquele argumento bacoco de que se devem dar todos os aumentos que qualquer um se lembre de reivindicar em vez de se acudirem a um banco com problemas. E falam como se os bancos fossem antros de corrupção e quem lá trabalha todos uns malandros e corruptos. Então deveria fazer-se o quê? Deixar o banco ir à falência? As milhares de pessoas que lá trabalham tudo para o desemprego? Os depositantes ficarem a arder, perdendo tudo o que são poupanças acima da linha de garantia? Poupanças de uma vida? 
Claro que, se sempre que se suspeite de gestão deliberadamente danosa e/ou criminosa, deverá haver investigação e, se for caso disso, julgamento e, se tal assim determinado, condenação. Mas isso é investigar actos individuais. Outra é falar em geral e quase clamar que se deve deixar os bancos ir à falência, deixando, assim, cavar um fosso no sistema económico e financeiro do país. Só gente mal informada ou mal formada pode clamar assim. E, ainda por cima, misturar isso com reivindicações de motoristas... Só pode ser verdadeiros demagogos os que assim falam.
E como os patrões não cederam às exigências dos motoristas, vai daí uma greve por tempo indeterminado e o país que se lixe. E é isso que questiono: o formato egoísta desta luta e desta greve por tempo indeterminado e a desproporcionalidade das suas consequências. O sindicalismo deve ser um movimento solidário entre trabalhadores e não uma agremiação de corporações auto-centradas, auto-exclusivas, egoístas e brutais.

Um sindicalismo como este é assassino para os trabalhadores.

E isto tudo com os motoristas a toque de caixa do Pardal que, nitidamente, está nas sete quintas. Com as televisões sempre em cima, todo ele rejubila. Tem todo o palco para espalhar a confusão à vontade. 

Mas há quem lhe dê ouvidos
(Foto daqui)
Desta vez não apareceu no Maserati. Não senhor, gozão, provocador, desta vez o Pardal apareceu de trotineta. Do que se percebe e do que se vê nas televisões, a sua ocupação a tempo inteiro é esta, andar a cavalgar e a incentivar as reivindicações dos motoristas, armando toda a baderna possível. Não vou aqui especular de onde lhe vêm os rendimentos que não tenho nada a ver com isso e, de resto, para essas investigações há gente competente que, certamente, andará a tentar perceber o que, visto de fora, não se percebe.

Dois artistas: Pardal e Flopes
(Creio que a foto é do Observador)
Agora o que é extraordinário é ver o Bloco de Esquerda a apoiar este Pardal e, ao mesmo tempo, o Santana Lopes a aparecer no piquete a apoiar aquela meia dúzia que por ali ainda tenta salvar a cara. Dando uma no cravo e outra na ferradura, sem se perceber bem qual a dele a não ser querer aparecer, Santana fez mais um dos seus papelinhos ridículos. A oferecer-se para mediador? Estará mesmo a pensar que consegue roubar o mediatismo ao Pardal? Ná. Menino do coro ao pé do Pardal. Teria que fazer flic flacs à retaguarda em cima da trotineta, teria que perder a pouca vergonha que lhe resta, teria que perder aquele ar blasé de velha rata do laranjismo, teria que andar por todos os caminhos onde o Pardal se meteu e que, ao que se lê por aí, lhe valeram processos de burla e mais não sei o quê. Portanto, Caro Santana, caia na real. Escolha causas que sejam mais a sua praia. Por exemplo, ajude a formar um sindicato independente de cabeleireiras e manicuras, apresente um caderno reivindicativo e vá para a rua rodeado de profissionais das extensões e das nails. Isso, sim, seria mesmo a sua cara.

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Tirando isso, uma questão de fundo: o Ouriço e o Pardal serão gémeos separados à nascença?

[Se não estão bem a ver, ponham uns óculos ao ouriço que logo vêem se não é a cara chapada do mano pardal]







terça-feira, maio 15, 2018

Shortinhos amarelos.
Malhando na passadeira.
As mais recentes gémeas separadas à nascença.


Juro que vinha com boas intenções. Ia falar de coisa séria. Tanta coisa séria por aí, né? E isto para não falar nuns e noutros bocadinhos de literatura que tenho aqui para partilhar. Ando com esta, dos bocadinhos, na manga e parece que nunca mais é o dia, há sempre alguma coisa que me desvia dos bons caminhos que gostava de conseguir trilhar.

Mas, ao vir para casa, sintonizei na TSF e era Bruno de Carvalho para aqui, Jorge Jesus para acolá e tudo na base da palhaçada, coisa de dar agonia. Chego a casa e a palhaçada continuava na televisão. Mal tinha acabado de escrever o post abaixo, recebi um mail de um sportinguista cujo conteúdo transcrevi, sem ter como validar se é tudo garantidamente verdade mas que, dado o seu autor ser pessoa que bebe do fino e sabe do que fala, arrisquei. Pasmei com o que ele me dizia mas pasmei ainda mais por ainda me pasmar com este mundo-under-dog que é o mundo do futebol. A seguir fui espreitar os onlines e não é que vi que, noutro canal, dois iam andando à batatada...? Um tal Pina e um tal Guerra. Um fuzué de criar bicho. Digam-me: não é mesmo o que eu disse no post abaixo...? Parece que neste mundo do futebol é tudo gente doida, cada um pior que o outro. Apre. Arre burro. Chiça penico.

Então, com isto tudo, parece que fiquei de miolo mole. Também não é preciso muito, reconheço. Mas prontos. Aliás, agora que falo de miolo lembro-me também que tinha uma coisa para contar, uma coisa envolvendo miolo de caracol, coisa altamente científica, a meter genética e tudo, coisa em bom. Pela descrição pode parecer que não mas, believe me, o tema é do caraças. Mas acho que aqui ficaria meio babado, meio poluído, e não merece. Por isso, fica para outro dia, um dia não contaminado pelo esférico entre as quatro linhas e respectivas derivadas..

Hoje fico-me, apenas, pelo que recebi por mail. Presentinhos sorridentes. E, tal como faria se recebesse um bolinho gulosinho, partilho-o aqui com os meus Leitores. Espero que gostem.

O tema é a vida saudável. Ciclismo. Passadeira. Tudo a favor de um corpinho bem feito. Podem imitar que só vos faz bem.

O shortinho amarelinho


A seguir a passadeira em duas velocidades


E, finalmente, as mais recentes gémeas separadas à nascença:

Assunção Cristas e Netta Barzilai

Primeiro na virginal versão long hair in white 


E agora na versão cabelinho, bochechinhas, narizinho e dentinhos


E, finalmente, na versão galináceo a dar às asinhas, 
ora na Eurovisão (a primeira) ora no Parlamento (a segunda)


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E, hoje, como avisei, não passa disto. Lamento.

Caso lhe apeteça, Caro Leitor, um banho de imersão na so called banhada do Brunocas & Jesus, queira, por favor, descer até ao post seguinte. Não se recomenda mas, enfim, há gostos para tudo.

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quarta-feira, maio 09, 2018

Pedro Sousa e D. João VI - gémeos separados à nascença...?


Por vezes quase sou levada a pensar que nasci para sofrer. Conto. Estava eu aqui, linda e posta em sossego, neste meu torpor ledo e cego, vagueando nos saudosos campos do meu sofá, quando percebo que, uma vez mais, a fortuna não deixa durar muito esta minha paz de espírito já que aqui, nesta minha sala, já se falava de futebol e de casos e de árbitros e de vídeo-árbitros e da cama que estão a querer fazer ao Vitório e já todos fazendo drama, zangados uns com os outros, interrompendo-se, amuando, picando-se. 

Olho, então, para a televisão e, para meu grande espanto, vejo um senhor muito meu conhecido.

Indaguei: mas o nosso esbelto D. João VI reencarnou como comentador de futebol?

O meu marido confirmou: pois é, bem me parecia que este gajo era parecido com alguém.

Nem mais.

E assim é que daqui lanço um apelo à equipa da TVI24: façam um favor de arranjar um capachinho em bom, de cabelinho branco e suiças generosas, para o Pedro Sousa e arranjem-lhe um casaquinho à Goucha, colorido, com dourados e medalhões -- a ver se ele não fica tal e qualzinho o nosso fofo D. João VI.



A diferença está nas mulheres. Enquanto o nosso D. Juan se casou com uma Carlota Joaquina que fazia um belo pendant com ele, o futeboleiro Pedro Sousa teve gosto mais apurado e parece que desposou a Patrícia Gallo, que, não desfazendo, sempre tem melhor catadura que a dita Jaquina.




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E pronto, é isto. 
Agora vou ali escolher uma toilette para me vestir a preceito para um evento temático. 
Já volto para vos mostrar a minha escolha.

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segunda-feira, maio 08, 2017

Eu e mais duas iguais a mim
e a Irmã Lúcia, aka Sor Doris, e mais umas duas um bocado parecidas
(ou nem tanto quanto isso)





No outro dia calhou não ter companhia a meu gosto para almoçar e, para obviar ao desconforto de almoçar sozinha, resolvi ir a um lugar que me servisse de compensação. Jardim, museu, boa comida. Quando estava para ser atendida, duas senhoras elegantes e simpáticas olharam para mim como se fossem dizer alguma coisa mas, afinal, era apenas um gesto de simpatia, que fosse eu primeiro.

Gostava de ter ido para a esplanada mas as mesas estavam ocupadas; fiquei dentro, onde as mesas são corridas. Sentei-me e, pouco depois, as duas senhoras aproximaram-se. E digo senhoras apesar de supor serem pouco mais velhas que eu porque tinham um ar muito bem, entre o intelectual ligado às artes e as 'tias'. Pediram licença -- claro que sim. Uma mesa de intervalo e elas, uma em frente da outra.


Nestas coisas sou meio distraída. Olho em abstracto, ouço vagamente as conversas que chegam até mim. Não presto grande atenção a situações em concreto salvo se a cena é notória e sonante. Assim, tenho ideia de, uma ou outra vez, as senhoras me sorrirem quando o meu olhar se cruzava com o delas. Normal, sendo elas manifestamente tão simpáticas.

Contudo, às tantas, a que estava do meu lado levantou-se, chegou-se a mim e, olhando-me de perto, nos olhos, disse um nome em tom interrogativo. Admirada, disse-lhe 'Não, esse não é o meu nome'. Ela olhou-me com ar ainda mais admirado. A outra olhava-me também com ar curioso. Então, a senhora disse: 'Peço desculpa. Tive que me levantar para vir esclarecer. Desde há pouco que estamos com isto. É ela. Mas não nos encontramos com ela há algum tempo, ela tem vivido em Espanha, por isso estávamos na dúvida. Mas eu agora disse, tenho que esclarecer isto senão ainda vai achar estranho nós não tirarmos os olhos dela'.  Eu disse que não tinha reparado. Ela continuava a olhar-me, inquisidora 'Que coisa. Parece mesmo ela.'. E eu, 'Pois... não sou'. Ela olhava-me intrigada: 'Mas a voz... é igual. E os olhos... iguais. E a pele, esta mesma pele, este cabelo. Igual'. Eu mantive-me na minha 'Pois. Mas não sou'. Ela foi sentar-se com ar de quem ainda suspeitava. A outra disse: 'Mas olhe, fique a saber que tem uma sósia'.


Isto foi há umas duas semanas. Não quis logo falar disso porque é coisa que me perturba um bocado (tal como sempre me perturbam as coisas incompreensíveis das quais sou a prova provada da ocorrência de absolutas improbabilidades)

Já é a segunda vez que isto me acontece. Já contei sobre a outra vez, em Espanha.


De facto, é uma sensação muito estranha pois se sou fruto do legado genético dos meus pais, uma conjugação de traços fisionómicos ou maneiras de ser, quais as probabilidades de ser igual a outra pessoa que não me é nada? Creio que nulas ou perto disso. E, no entanto, pelos vistos já somos três iguais.

Em qualquer dos casos, as pessoas ficaram incrédulas, quase como se duvidassem que eu fosse outra que não a que pensavam que fosse. Fico com a sensação que, se insistissem muito mais, me deixariam na dúvida sobre a minha própria identidade.

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E, no entanto, a improbabilidade não é tão absoluta quanto eu gostaria de pensar. Acima mostro imagem de pessoas bem conhecidas junto a gémeos de si separados à nascença)

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Ocorreu-me contar isto, ao ler que a Irmã Lúcia, aos dezoito anos, fugiu para Espanha. Diz-se que isso aconteceu por conselho da Igreja, para ela se afastar do sururu provocado pelas fenómeno das aparições (e, digo eu, provavelmente para ver se ela parava de mudar a descrição do que tinha visto que a coisa já estaria a ficar incómoda). Ao todo viveu dezassete anos em Espanha entre Pontevedra e Tui. Para que ninguém soubesse quem ela era, mudaram-lhe o nome. Passou a ser a Sor Doris.


Aí, continuou a ser visitada, inclusivamente pelo Menino Jesus. Ou seja, da forma como a coisa é dita, dá ideia que visitada por Jesus em pessoa, mas enquanto bebé, não sei se vindo pelo próprio pé ou se, sendo bebé de colo, alguém o terá deixado ao pé de Lúcia. Dizem que 'oficiais' foram três aparições a que assistiu em Espanha mas há quem diga que foram muito mais. Visitada pela Santíssima Trindade, dizem. Em pequena, os pais diziam às pessoas que não lhe dessem ouvidos, que Lúcia sempre tinha sido uma intrujona. Uma imaginativa dirá agora a corrente menos cesar-nevista da igreja católica. Eu direi apenas que, ao que parece, era uma criativa. Ou uma pândega.

Mas o que aqui me traz nem é isto, que isto é déjà vu. O que aqui me traz é que há quem diga que não houve só uma Irmã Lúcia mas, pelo menos, três.

Transcrevo:

Um dos peregrinos, Angel Diaz, de 56 anos, acredita que a Lúcia que morreu no Carmelo de Coimbra não é a vidente original, tendo sido substituída, algo que justifica com base nas suas alterações morfológicas, nomeadamente os dentes, nariz e queixo.

Antes dessa, tinha havido outra, mas não aquela a quem Fátima “apareceu”, acrescentou.

Portanto, a Irmã Lucia, aka Sor Doris, pode ter tido umas quantas sósias ou, então, pode ter-se desmultiplicado em várias, quais aparições de elle même. Ou isso ou clones ou hologramas ou qualquer coisa nessa base. Embora, para dizer a verdade, nem sei se são assim tão parecidas quanto isso.

Uma história com pano para mangas, é o que é. Ou, como hoje de tarde alguém dizia: Isto da fake news não nasceu nos Estados Unidos, há muito tempo que a gente cá tem disso.

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[E até já. A ver se me me ocorre dizer alguma coisa mais sobre a França.]

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quinta-feira, dezembro 01, 2016

Marcelo e Letizia.
As anjinhas dos segredos quase a mostrarem as asas e as maminhas.
O CR7 e as dúvidas por mais uma namoradinha tirada da manga.
E, à falta de um gif com o láparo aos tiros nos pés, um conjunto de gémeos separados à nascença.
Ah, e é verdade: qual é a password...?
Esperem, esperem...! Estava a esquecer-me do Marcelo a fazer coisas....


No meio do meu desconhecimento dos dias, chego a casa à noite em busca de algum fenómeno que tenha justificado o movimento do planeta. Mas o planeta está em roda livre, gira sem que nada o justifique. 


Lado a lado, nas notícias, vejo aviões destruídos a ilustrar as últimas palavras de um homem desesperado e o backstage dos anjos without secrets que se preparam para desfilar em lingerie*.

Não há decoro na conjugação de notícias: salta para o frontespício o que pingar mais sangue, soltar mais bravos ou balofos impropérios, estiver envolvido em jogadas de futebol duvidosas, tiver o corpinho mais envolto em glamour ou tiver morrido ou estiver em vias disso.

De empolgante apenas a maluqueira do Marcelo, todo de franga à solta a fazer gracinhas para a esquálida e simpática rainha. Nunca ela teve visto coisa assim. Hiperactivo, este nosso Marcelo, uma coisa nunca vista. 


Quando vejo fotografias assim, uma pobre coitada como Letizia, de manhã à noite, a ter que desfilar, cumprimentar, observar, conversar, etc, só me ocorre que deve ser uma seca do caraças -- e isto já para não falar que não sei como faz esta gente quando tem vontade de ir à casa de banho. Bolas, deve ser cá uma aflição.


Também li que Cavaco com a sua saudosa Cavaca deram à costa mas não sei porquê e a verdade é que isso não despertou a minha atenção.

Mais à frente, a Madame, que não as poupa, diz que aquilo da Georgina, a suposta nova namorada de Ronaldo, é armação, que, para começar, se calhar nem é ele, ainda é mas é um duplo e que, sempre que os jornais se enchem com rumores de homossexualidade, saem logo a seguir notícias de namoradas que não são namoradas coisa nenhuma. Agora a cena que precedeu a aparição da Georgina parece que terá a ver com uma discussão entre o CR7 e o colega Koke. A troca de carinhos relatada reza assim:

Koke teria tratado Ronaldo de bicha ao que Ronaldo terá respondido: Sim, sim, bicha. Mas uma bicha muito rica, ó imbecil.

E portanto parece que está meio mundo à espera do coming out do Ronaldo. Eu não. Estou à espera é de ter um dia feriado descansado.


E, portanto, enquanto não chega a hora de sentir que estou a desfrutar o justo borreganço, ocupo a minha fraca mente com inconsequentes deambulações. Coisas à toa, mesmo.

Uma das coisas que me alegra é o de ver como, mesmo separados à nascença ou, mesmo que nascidos com décadas de intervalo, os gémeos se mantêm iguais. Aliás, ainda estou para descobrir todos os meus gémeos. Sempre quis ter gémeos. Eu e mais dúzia de pessoas iguais a mim. Pessoas ou gatas. Adorava.

Partilho agora convosco alguns desses fantásticos gémeos separados à nascença. É que isto, sim, me parece matéria interessante. De resto, também acho graça aos tiros nos pés do Láparo mas, nos últimos dias, parece que anda na moita, não o tenho visto, dá ideia que passou temporariamente a pasta à dupla disfuncional Montenegro & Bacorinho. Tenho saudades de o ver, com aquela boca retorcida, tanta a raiva que quase come os lábios. Que é feito dele? Já de roda das rabanadas, será? Quando o vejo, ao Rei dos Ressabiados, a rir à maluco na bancada pafiana só o imagino de pistola na mão a dar tiros nos pés. O Canal Parlamento devia pôr uma câmara ao pé dos pés dele.

Mas pronto, à falta de imagens que o comprovem, fico-me, então, com os gémeos univitelinos (ie, gotas de água iguais, à semelhança do que acontece com as gémeas Júlia Pinheiro e Ana Gomes). Ei-los:








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Era para ir escrever outro post mas fica para amanhã. Hoje fico na companhia de outros manos.

Marx Brothers - Password Scene


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Ah, e um encore para o Marcelo.

Marcelo a fazer coisas


(Aqui Marcelo a premiar o Melhor Penteado)

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E que os anjos vos acompanhem

The Making Of The 2016 Victoria’s Secret Fashion Show



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Tenham, meus Caros Leitores, um belo dia feriado.
Mesmo que esteja de chuva, que seja um dia luminoso para cada um de vós.

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quarta-feira, julho 20, 2016

Kim Kardashian e José Castelo Branco -- gémeos separados à nascença?
- ou o triunfo do bisturi e do silicone no maravilhoso Reino das Selfies
[Nem a Mona Lisa resistiu a esta moda, caraças]


selfies kardashian

No outro dia, um amigo mostrou-me fotografias de um importante evento em que tinha participado. Cusca eu e não menos cusco ele, ali estivemos no corte e costura, a ver um por um, e ele a mostrar-me a mulher deste, acabada, acabada, a outra, tia, podre de tia, o outro já a cair da tripeça, a tal que é gira todos os dias. Às tantas pergunto-lhe se a mulher de fulano de tal não tinha ido. Que sim, que sim, poderia lá ela faltar a uma coisa daquelas. Mas nunca mais aparecia. E ali estive eu a ver uma que, gorda como está, já não tem corpo para se vestir daquela maneira, o outro que parece uma múmia bem conservada. E entre o espanto e o riso, lá fui vendo as mais de duzentas fotografias.

Até que me diz ele: 'Olhe. A sua amiga.'. Olhei, espantada, sem conhecer ninguém. Ao meio da fotografia uma desconhecida, de pé, sorria. Dos lados, outras. E ele: 'Mau. Então?' E eu: 'Não conheço ninguém...'. E ele 'Olhe bem'. Eu parva, a olhar: 'Não me diga...,' E ele: 'Ai digo, digo'. E eu: 'Não... impossível...' E ele, 'Ai não, não...?'. Era ela, a mulher do outro. Irreconhecível. Esticada por todo o lado. Nem se percebia onde acabava o nariz e começavam as maçãs do rosto que, por sua vez, estavam redondas e volumosas, lustrosas como maças saloias. A boca era outra desgraça. Umas beiçolas inchadas, reviradas, transbordando para o espaço entre o lábio superior e o nariz.  Diz ele: 'Pois, estou a ver que partilha da minha opinião: não correu bem'. E eu: 'Nada bem. Fogo... que tragédia!'

E ali fiquei, perplexa, a olhar para ela, tentando reconhecê-la. Sem rugas, sem feições, sorriso pasmado, Parecia a mãe dela que também se recusa a deixar o tempo pousar sobre o rosto. Gastam fortunas, devem ter dores quando fazem aquelas obras de recauchutagem, e, acredito, acham-se bonitas nesta figura.

É o reino do faz-de-conta, do fútil, dos sorrisos a toda a hora, das selfies feitas para seguirem directamente para o Face ou para o Insta.

O pináculo deste fenómeno foi atingido por essa rabuda que dá pelo nome de Kim Kardashian. 


É conhecida apenas porque se dá a conhecer -- e tão fenomenal é a sua figura e tão vazio o invólucro que milhões de pessoas a seguem como se fosse uma divindade. 


Ela fotografa-se com as mamonas ao léu e é o furor, ela besunta-se de óleo e despeja champanhe na bundona e rebenta com a internet. Não passa disto. Já teve um programa de televisão e sei lá que mais. E, repito, não passa disto!


Se olharmos para ela rapidamente percebemos que a nossa bicha de estimação, o José Castelo Branco é uma Kim Kardashian avant la lettre. Criatura auto-construída, alimentada pelo jet set de trazer por casa, o Conde também dá o cu e cinco tostões por aparecer na televisão ou na capa de uma revista cor-de-rosa (nb: metaforicamente falando, claro).  São quase iguais.

Ambos gostam de mostrar o corpo, ambos o mudam à medida do que lhes passa pela cabeça. Nus, de fato de banho, abraçados aos conjuges, o que calhar: é preciso é aparecer. Alimentam-se disso. Como se vivessem permanentemente ao espelho.

Kim Kardashian e as suas formas pronunciadas

José Castelo Branco, a mana gémea da Kim,
que não tarda também se vai pôr a enxertar toucinho nas nádegas

Mas, enfim, mal também não faz. E ilustram bem o que são estes tempos que atravessamos, tempos de narcisismo e vacuidade. Ainda hoje uma jovem considerada de elevado potencial e uma estrela em ascensão, que conhece vários países e tudo o que é restaurante e bar da moda, me dizia, toda convicta, que não tinha tempo para ler. Nem gostava. Tudo muito chato -- dizia ela. E eu não a contrariei. Para quê? Falamos uma língua diferente, vivemos em mundos diferentes.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.

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sábado, janeiro 30, 2016

Hitler, Putin, Richard Branson, Adrien Brody, Madonna e Kim Kardashian - o que têm eles em comum?


É fácil. Para quem já fez testes psicotécnicos é de caras descobrir. Mas, ok, admito que muitos de vós ainda não terão sido submetidos a tal coisa que, diga-se, pode servir para eliminar psicologicamente muitos candidatos a qualquer coisa mas que dá cá uma elasticidade mental que não vos digo nada, oh oh. Mas aquela prova de aferição para tramar os professores contratados também é um bom treino. Mas, pronto, é fim de semana, já vos estou a ver cansados, sem vontade de ginasticar os neurónios. Portanto, vá lá, eu dou uma ajudinha.
Juntam a primeira letra de cada nome e obtêm uma palavra, depois juntam a última letra de cada palavra mas por ordem inversa e obtêm outra. A seguir contam o número de letras de cada palavra, somam e a seguir fazem a prova dos nove. O número que obtêm é o vosso número da sorte. E, portanto, sortudos que são, vão ser capazes de fazer uma cambalhota para trás aí no chão do sítio onde estão e, a seguir, de um salto, olhar para os resultados que obtiveram -- e, eureka!, adivinhar a solução.

Mas, para ajudar, vamos lá pôr uma musiquinha à maneira que sempre ajuda a desembaraçar a mioleira.

Do what you want

Ok Go



Mas, antes, uma outra coisa. É um treino, uma última tentativa minha, a ver se vocês chegam lá sozinhos.

Olhem para esta gravata e descubram o que lá está escrito.
(Não tem nada a ver com a questão lá de cima, isto é apenas um aquecimento mental. Vale?)


Quando tiverem descoberto a palavra, já estarão com uma agilidade mental fantástica e verão que também conseguem descobrir qual a resposta à pergunta que está no título da mensagem, está bem? 

(Se não descobrirem a palavra da gravata, não fiquem tristes 
[Eu não consegui e não senti tristeza nenhuma]
O caminho para a solução está no fim do post)
...   ...

Pronto, pronto, caso, apesar de todas as minhas simpáticas ajudas, ainda não tenham chegado lá, eu digo. Não puxem mais pela cabeça, pronto.

Claro que aquela palhaçada das letras às cambalhotas era só brincadeira. O que aqueles bacanos (Putin, Hitler, Branson, Madonna, etc) têm em comum é que todos eles têm gémeos de quem foram separados à nascença. Claro que a genética não engana e, portanto, olhar um é ver a cara do outro.


Já há algum tempo que não tinha nada para a minha etiqueta 'Gémeos separados à nascença' mas não perdemos pela demora. Eles aí estão, os manos gémeos.

Hitler

Putin

Richard Branson

Adrien Brody

Madonna

Kim Kardashian
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E, para os que não descobriram a mensagem na gravata, aqui podem ver a solução
Upsss....

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo sábado.
Enjoy.

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domingo, março 02, 2014

Laura Passos Coelho e Oprah Winfrey gémeas separadas à nascença?


Até posso conceder que a srª D. Laura seja uma boa pessoa, tem ar de ser. O pior são as companhias. Anda mal acompanhada. E há aquilo do diz-me com quem andas, dir-te-ei que és. Um problema.

Tem ainda outro problema: não deve ser tão dotada como a mana gémea de quem foi separada à nascença. Ou isso, ou não teve sorte.

A mana Oprah não teve uma infância fácil - pobreza, abusos sexuais - mas a verdade é que com a sua inteligência, determinação e talento se impôs e é hoje é considerada uma das pessoas mais influentes e mais ricas do mundo, ao mesmo tempo que se dedica de alma e coração a numerosas e meritórias acções de filantropia.

Já Laura Ferreira, para além de fisioterapeuta onde admito que seja boa profissional e certamente boa mãe de família, teve a pouca sorte de tropeçar nesse verdadeiro atraso de vida que é o pasteleiro com pretensões a barítono que, por erro de casting, foi parar a primeiro-ministro.

Desse-lhe a mana Oprah uma mãozinha e a ver se a D. Laurinha não reluziria longe dos sítios mal afamados para onde o marido a leva.




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Caso queiram ver Ellen DeGeneres a fazer o pino - e não me refiro à cena dos aos Oscares mas sim a uma encenação da Leibovitz - desçam, por favor, até ao post seguinte.

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Xavier Barreto tem um gémeo de quem foi separado à nascença?


No post a seguir a este poderão ver uma anedota que mete o Adão, a Eva, a Popota Merkel, o Garanhão Hollande, o Camarão e o Láparo de Massamá. Talvez já conheçam. Eu não conhecia e achei graça. 

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Aqui agora a questão é outra. Suspense. Suspeição. Coisas que se dizem à boca pequena.

Miró produziu um Xavier Barreto avant la lettre ou a realidade é ainda mais penosa? 

Será aquela figurinha o gémeo separado à nascença que, finalmente, Xavier Barreto descobriu, tentando apressadamente livrar-se dele?

Tantas perguntas no ar. O mistério vai-se adensando.

Gémeos univitelinos separados à nascença que o destino juntou?
Um segredo de família que Xavier Barreto quer esconder....?

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domingo, setembro 15, 2013

Gémeos separados à nascença (embora tenham alguns anos de diferença e frequentem domínios distintos)? Capaz do segundo ser mais novo e talvez a pressão sobre ele não tenha sido tão grande como sobre o primeiro - mas olha-se para os dois e notam-se as parecenças. Falo do Peixe-Gota (Psychrolutes marcidus) e de Nuno Júdice. Sem ofensa, claro. Com bastante apreço, até, pelo segundo.



Peixe-Gota (Psychrolutes marcidus)

considerado o animal mais feio do mundo

O primeiro tem um ar triste, desiludido com a vida, parece que já viu de tudo e já não acredita em mais nada. Dizem que resiste às altas pressões a que está submetido dado que é dado a grandes profundidades.

Dizem que é muito feio. Eu não o diria. É o que é. Tem esta expressão desconsolada. E pertence, isso sim, a uma espécie ameaçada, em vias de extinção. Ou seja, isso sim, é um resistente.





Nuno Júdice, um grande Poeta



O outro de vez em quando ainda sorri, ainda não está tão desiludido, ainda não entregou os pontos - e tomara que isso nunca venha a acontecer.

Também habita territórios profundos mas deixa que a luz invada os seus espaços. Os seus poemas falam muitas vezes de amor o que mostra que ainda não se desiludiu com a vida.



Têm notórias parecenças, não sei se é o nariz, se são as bochechas, não sei bem dizer que nunca fui boa nisto. Há pessoas que, mal os bebés nascem, ainda inchados e todos iguais uns aos outros, são logo capazes de dizer que o queixo é da mãe, o nariz é do pai mas já as unhas são mesmo, mesmo, da avó. Mas, apesar das minhas limitações neste domínio, estes dois eu olho e acho-os mesmo farinha do mesmo saco, que é como quem diz, a cara quase chapada um do outro.

Daqui por uns anos - irmãos de outras profundezas, resistentes, seres em vias de extinção - devem estar ainda mais fisicamente parecidos, as bochechas de Nuno talvez tão flácidas como as do mano Gota, os lábios talvez tão descaídos como os dele. Não digo que se babe como o mano, isso não digo, nem que ande tão suado e luzidio como ele. E se o mano Psychrolutes marcidus, por seu lado, daqui por uns anos, quando a vista se lhe cansar, passar também a usar óculos, então alguém que me convença de que não são gémeos separados à nascença.

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De qualquer maneira, o que eu sei é que, a partir de agora, quando eu percorrer o fundo do mar, vou pedir a todos os deuses das profundezas que, a terem que me pôr alguém pela frente, assim como assim,  me ponham pela frente o Poeta da Mexilhoeira , não o Peixe-Gota


Agora uma coisa é certa: o mano Gota pode resistir a altas pressões, pode ser do mais resistente que há, pode isso tudo e mais um par de botas. Agora eu gostava de vê-lo a fazer poemas como o mano Nuno... É o fazes.

Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação. 

['Um amor' de Nuno Júdice in "A Partilha dos Mitos"]

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Acho que ainda cá volto hoje.