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quinta-feira, março 17, 2016

No templo em minha casa à janela
no campo ou no jardim
em todo o lado
o meu amado deita-se comigo




Brinquei durante muitos anos
com as outras raparigas
Agora de repente fiquei com medo
Vou subir uma escadaria tão alta
Tenho que perder esse medo
se quero encontrar o meu amado

Tenho que despir as minhas vestes
e encontrar-me com ele em toda a minha nudez
Os meus olhos serão as lamparinas

Se aquilo que sentes pelo amado
não é desejo
porquê então vestires-te assim
e passares tanto tempo a escurecer as pestanas?

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Jill Barber  interpreta A Kiss to build a dream on

O poema do título e o outro, tal como os do post abaixo, são de Kabir no livro 'O nome daquele que não tem nome' em versões de Jorge Sousa Braga


O nome daquele que não tem nome



Como aprender a conhecer o amado?
Jamais o encontrarás no bosque
se não conheceres a árvore
Jamais o encontrarás
se o procuras em abstracções


Essa flauta toca
quer alguém a escute ou não
Quando falamos de amor
é dessa música que falamos
Penetra a espessura
dos corpos
atravessa as paredes
É como se fosse uma teia
com milhões de sóis.

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Fotografia feita no outro dia in heaven agora que a primavera se anuncia com mil flores

Poemas de Kabir no livro cujo título é o deste post em versões de Jorge Sousa Rego

Emmanuel Pahud  toca Jean-Philippe Rameau (Piece de Clavecin en Concert n°5)
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